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janeiro 24, 2006

A cilada do artista invasor, por Suzana Velasco

A cilada do artista invasor

Matéria de Suzana Velasco, originalmente publicada no Jornal O Globo do dia 23 de janeiro de 2006

A informação chegou aos cadernos de cultura do Ceará e foi ali reproduzida. Um célebre e renomado artista japonês, Souzousareta Geijutsuka, viria ao país pela quarta vez para abrir, no dia 10 deste mês, sua exposição "Geijitsu kakuu", no Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Fortaleza. No dia seguinte à divulgação do evento pela imprensa local, veio a revelação: Souzousareta não existia. Era tudo uma invenção de um artista de 23 anos, Yuri Firmeza, que quis criar um trabalho justamente sobre os critérios para o reconhecimento da arte nos dias de hoje. Depois de pregada a peça, a imprensa cearense passou a discutir o assunto de forma apaixonada na semana passada, uns com louvores à idéia de Firmeza, outros - sobretudo os que caíram na cilada - atacando ferozmente o que seria uma molecagem de menino. Além da atitude do artista, foi criticada a participação do MAC, reconhecida instituição de arte contemporânea, por ter colaborado com a farsa.

- Quis questionar o papel do museu, da formação de artes visuais e da imprensa. O artista que criei é a própria obra, e o suporte do trabalho foi o jornal - diz Firmeza, recentemente selecionado para o projeto Rumos, do Itaú Cultural, que trará jovens talentos para uma exposição no Paço Imperial este ano. - Achava que os jornalistas teriam mais humor. Faltou reconhecer que eles têm esse interesse pelo que é de fora, querem ser seduzidos pelos mesmos artifícios com que seduzem o público. Eles provaram ainda mais o quanto são reacionários. Levaram para o lado pessoal, o ego foi ferido.

Não havia registro do artista na internet

Mas o humor ficou mesmo por conta da releitura dos textos publicados. Segundo o jornal local "O Povo", o trabalho do artista era reconhecido no mundo todo e tinha como foco "a harmonia entre a natureza que nasce e morre, empregando equipamentos tecnológicos, para abordar a discussão em torno da fragilidade da vida e suas conseqüentes contradições". Informações retiradas da assessoria de imprensa do artista, feita pela namorada de Firmeza.

Além de um texto exaltando a arte eletrônica de Souzousareta, a competente assessora enviou registros do trabalho: uma foto de um gato, que seria um trecho de um vídeo, e uma imagem, distorcida em photoshop, da Praia Porto das Dunas. Se passaram ao largo do fato de não haver qualquer registro do japonês na internet ou em textos impressos, é normal que ninguém tenha percebido as pistas deixada por Firmeza no próprio nome que deu ao artista, que em português significa "artista inventado", e à exposição, "arte e ficção". Diretor do MAC há 11 meses, Ricardo Resende não interferiu nessa divulgação, mas admite que passou por uma saia justa:

- Um jornalista do "Diário do Nordeste" me ligou para saber da mostra porque não estava encontrando informações. Fui pego de surpresa. Disse que pediria para o artista entrar em contato com ele.

Foi o que o artista fez. No papel de Souzousareta, respondeu a uma entrevista por e-mail, que foi publicada em página inteira. Foi uma repercussão da qual museu e artista não tinham idéia quando Firmeza propôs o artista inventado ao ser convidado para o projeto Artista Invasor.

- Procuro dar a máxima liberdade para o artista criar. Convidei o Yuri pensando em suas performances, que já achei que seriam bastante ousadas ( ele faz muitas das performances nu ). Mas ele foi mais ousado ainda e me testou, para ver até onde eu iria. Eu fui adiante, porque tive o apoio da presidência do museu. Sabíamos que poderia haver um conflito, mas a imprensa podia não ter publicado uma linha sobre o assunto - avalia o diretor do MAC de Fortaleza.

Para Resende, a divulgação só prova o preconceito da imprensa com os artistas cearenses, já que nas outras edições do Artista Invasor não houve qualquer reportagem:

- Há um certo deslumbramento com o que vem de fora no Brasil todo, não só no Ceará. A mídia insistiu em publicar a matéria, mesmo com dificuldades de achar informações. Foi uma ingenuidade, ou mesmo uma falta de conhecimento de arte contemporânea. Depois houve uma tentativa de jogar o erro para o outro, enquanto o grande erro foi da própria mídia.

Firmeza, apesar de enfatizar que o problema é da imprensa em geral, faz críticas à falta de especialização no estado.

- Acho que a imprensa de São Paulo e do Rio também poderia ter caído nessa. Mas o Ceará é uma província. Aqui os jornalistas não têm fundamentação teórica sobre arte, é uma verborragia - diz ele, citando o artigo "Arte e molecagem" do jornalista Felipe Araújo, de "O Povo", que afirma que a arte contemporânea é, "com raras exceções, uma arte pobre, recalcada e alienada, feita por moleques que confundem discurso (ou melhor, as facilidades conceituais de um discurso) com pichação." - Todo o preconceito está ali.

Para diretor, museu cumpriu seu papel

No museu, o visitante poderá ver a troca de e-mails entre Firmeza e um amigo sociólogo, com conversas sobre Bourdieu, Nietzsche e Deleuze, inspiradoras da idéia de se criar um artista inventado. Aos poucos, o local receberá ainda as fotos do suposto japonês, divulgadas para a imprensa, reportagens sobre o caso e performances e registros em vídeo de Yuri - que não sabe como a exposição teria sido montada se nada houvesse sido publicado nos jornais:

- Foi um risco que corri desde o início. Mas de qualquer modo estaria lá a troca de e-mails. As performances aconteceriam e também voltariam ao museu como registros. Só sei que se o Yuri tivesse enviado o material, nada teria sido publicado na imprensa.

Para Resende, o museu saiu fortalecido no meio artístico porque mostrou que funciona para ousar:

- Nossa credibilidade não está ferida. Acho que as pessoas se perguntam que mídia é esta, que informações estão lendo. O museu só está cumprindo seu papel de ser o espaço do artista. O trabalho deu muito certo porque chegou ao editorial do jornal e a outras áreas em que a arte contemporânea nunca é tratada. Ele foi realmente um invasor.

Posted by João Domingues at 1:10 PM | Comentários (5)

janeiro 23, 2006

Uma gestão para a cultura e o pensamento, por Gilberto Gil

Uma gestão para a cultura e o pensamento

Artigo de Gilberto Gil, originalmente publicado na seção Tendências/Debates do Jornal Folha de São Paulo, do dia 18 de janeiro de 2006

Em 2005, o MinC (Ministério da Cultura) propôs um programa de alcance nacional para ativar a discussão pública em torno de temas da agenda intelectual contemporânea: "Cultura e Pensamento em Tempos de Incerteza". Em 2006, o programa será ainda mais inovador na maneira como amalgama iniciativas e anseios do poder público, da sociedade e dos segmentos culturais do país, com o espírito aberto e democrático que tem guiado nossos atos.

Não há nele respostas circunstanciais a críticas que qualquer gestão recebe por causa de suas escolhas. O programa insiste em uma forma avançada de republicanismo ao conceber as políticas culturais e está em consonância com o modo de trabalhar com a sociedade que tem marcado a conduta do MinC desde o princípio desta gestão.

Para os debates deste ano, preliminarmente, em levantamento atencioso, foram eleitos os assuntos que têm marcado nossa produção universitária, o meio editorial, pautas críticas da imprensa, manifestações de grupos culturais e organizações sociais.

Contribuindo para dinamizar a reflexão pública, o Ministério da Cultura já trabalha em quatro projetos que devem cobrir alguns temas de pertinência reconhecidamente atual. Teremos ainda outros quatro seminários, completando a série, apoiados pela Petrobras por meio de editais, e para os quais estamos convocando a sociedade a propor abordagens dos seguintes temas:

1) Biopolítica e tecnologias: padrões contemporâneos de emancipação, propriedade, dominação e controle.
2) Populações e territórios: o global, o nacional e o local no agenciamento de identidades e na diversificação da cultura.
3) Os usos e abusos do público e do privado na cultura política dos tempos atuais.
4) Lógicas e alternativas para as dinâmicas culturais no centro da economia e da sociedade.

Esses eixos temáticos, propostos de início, serão ainda desenvolvidos em reuniões públicas com pensadores convidados a intervir na proposta original durante a preparação dos editais. Uma vez reelaboradas, as pautas serão abertas à apresentação de propostas, e uma comissão de reconhecido valor escolherá projetos.

Já que todo esse processo foi pensado como diálogo constante, a interlocução não acaba aí, pois, após a seleção, os proponentes escolhidos debaterão seus projetos em um fórum de discussões com outros pensadores do Brasil e do mundo: só então serão implementados, e a vocação democrática dessa iniciativa será coroada com a realização do ciclo de debates em diversas cidades do país.

Peço a todos que se informem mais no site do MinC (www.cultura.gov.br), que estará aberto à contribuição de todo cidadão brasileiro e acolherá opiniões sobre os assuntos.

A expectativa desta gestão, com essa e outras ações, sempre foi legar a nossa sociedade um aprimoramento dos mecanismos de fomento à atividade cultural. Mais ainda, aprimorar a própria circulação de valores entre as regiões e esferas tão várias que formam o Brasil.

Esse foi o desejo que nos autorizou a embarcar na aventura incerta e delicada de assumir um ministério. Nos recusamos a enxergar o financiamento público como mero recurso ao qual se pode recorrer para a realização de projetos particulares; tampouco cabe ao governo solicitar a profissionais da cultura a execução de tarefas definidas. O Brasil só avançou nos raros momentos em que essa distorção foi enfrentada. O espírito do Minc tem sido apenas esse, embora a desinformação freqüentemente embaralhe as cartas a respeito do que tem sido feito e nos apresente como semelhantes ao nosso avesso.

Em um país em que o Estado cavou para si a fama de agente que não só não ajuda como também estorva e onera os poucos que têm iniciativa, é natural que enfrentemos resistência e antipatia eventuais: somos uma sociedade com aversão ao poder e ao Estado muito antes de qualquer ideologia preconizar o seu desaparecimento completo. A repetição de arbítrios e ditaduras e os abusos a que tantas vezes assistimos confundem, por vezes, o nosso justíssimo horror ao totalitarismo com a vaga rejeição a qualquer política pública e à criação de normas republicanas.

Neste momento bastante especial, esperamos que esse processo também seja assunto para debate. Não pode haver maior ganho para a gestão que ampliou as noções de política cultural vigentes do que chegar a refletir inventivamente sobre a própria cultura política do país.

Gilberto Gil, 63, músico, é o ministro da Cultura.

Posted by João Domingues at 3:42 PM

Convocação à classe artística brasileira, iniciativa da Coordenação do Fórum Permanente de Música

Convocação à classe artística brasileira

Os músicos de todo o país reúnem-se e convocam os profissionais das outras áreas artísticas a aderirem ao movimento de intervenção na OMB (Ordem dos Músicos do Brasil):

Os músicos do Brasil (arranjadores, cantores, compositores, copistas, instrumentistas, letristas, maestros, orquestradores, produtores musicais, professores de música) abaixo assinados e inscritos nesta Lista de Adesão, por livre e espontânea vontade, vêm por meio desta manifestar seu repúdio e indignação à ação movida pela Ordem dos Músicos do Brasil - Conselho Regional do Estado do Rio de Janeiro - no dia 08 de dezembro de 2005, contra o músico Sr. Eduardo Camenietzki, inscrito naquele Conselho sob o n° 26.406, violonista, compositor, professor, membro da Coordenação do Fórum Permanente de Música do Rio de Janeiro, o qual representa perante o Fórum Nacional de Música como delegado. A nossa classe unida solicita às autoridades que promovam urgentemente uma intervenção federal na OMB. Queremos que as seguintes providências sejam tomadas:

1. sustar o processo que o Conselho Regional da Ordem dos Músicos do Brasil - RJ esta movendo contra o músico Eduardo Camenietzki com o intuito de cassar seu registro profissional e calar mais uma voz que se levanta contra as arbitrariedades cometidas pela diretoria da entidade em questão;

2. intervir através do Ministério Público Federal ou demais órgãos competentes com o objetivo de suspender o mandato de todos os dirigentes que estão comprometidos com as práticas autoritárias e irregulares da nossa entidade, por mais de QUARENTA ANOS, desde a ditadura militar, e promover simultaneamente novas eleições, criando novos quadros;

3. reformar o processo eleitoral de terços, instituindo pleitos diretos de dois em dois anos;

4. levantar imediatamente todo o patrimônio material e imaterial da entidade, adquirido com o suor dos músicos brasileiros durante décadas, garantindo sua preservação;

5. restituir os registros de todos os músicos cassados por não concordarem com as regras impostas pela OMB, em todo o território nacional.

Do Fórum Permanente de Música do Rio de Janeiro:

"Agradecemos aos colegas que aderiram e tem multiplicado a divulgação desta abaixo assinado, pois essa iniciativa tem nos proporcionado adesões em grande número, e bastante qualificadas."

Solicitamos que os pedidos de adesão sejam enviados em e-mail com o(s) nome(s) e dados, em separado da lista. Nós procederemos à inserção na lista, sendo importante a apresentação dos dados completos no seguinte formato:

Nome artístico (se houver) - Nome civil - Especialização/profissão - Nr. da OMB ou RG e Estado de emissão do documento (OMB ou RG).Informar também, quando for o caso, qual a sociedade de arrecadação de direito autoral (UBC, AMAR, etc).

Quando a adesão for de Músico enviar para:

bani.joaobani@gmail.com.br, joaobani@yahoo.com.br ou tiberiogaspar@globo.com.br

Quando a adesão for de Não-Músico (profissionais de outras áreas que apóiam a causa), enviar para: nana.rosana@gmail.com ou taniamelig@uol.com.br

Obrigado.

A Coordenação do Fórum Permanente de Música
(Cláudio Guimarães, Eduardo Camenietzki, Flavio Oliveira, Rodrigo Quik, Sandra de Sá, Tibério Gaspar, Zélia Duncan, Ana Terra, André Novaes, Antonio Adolfo, João Bani, Roberto Frejat, Téo Lima)

LISTA DE ADESÕES:

1.Adolar Marin (Adolar Sebastião Marin Junior) -
Cantor/Instrumentista/Compositor - RG 14.497.164-1 - SP

2.Adriana Olinto Ballesté - Violonista - OMB 30.676 - RJ

3.Adriano Araujo (Adriano Souza Araújo) Baterista/Compositor - OMB -
5.354 PE

4.Adriano Linhares (Adriano Rostirolla Linhares ) - Músico - RG
2085240411- RS

5.Adryana BB (Adryana Barbosa Bezerra) Cantora, compositora e
instrumentista - OMB 4.413 - RJ

6.Adyel Ferreira (Adyel santos Ferreira da Silva) - cantora - OMB
26.216 SP

7.Agenor de Oliveira (Agenor de Oliveira Mattos) - compositor, cantor
e
produtor musical - OMB 1391-RJ

8.Ageu André de Sousa Júnior -- instrumentista - RG91002303845/SSP -
CE

9.Airton Fernandes (Airton de Assis Fernandes) Contrabaixista -
OMB-32837 - SP

10.Aládia Quintella - Musicista e Educadora - RG : 95002535358/ SSP-
CE

11.Alain Pierre (Alain Pierre Ribeiro de Magalhães) -
Violonista/Arranjador - OMB 22.873 - RJ

12.Alex "BG" Cavalcanti (Alexandre Cavalcanti Lopes de Almeida)
guitarrista/cantor/compositor - OMB 32.663 - RJ RJ

13.Alex Lima (Alexander Bezerra Lima) - violonista/cantor - OMB
2.211 - RN / RG- 777824 -SSP//RN

14.Alex Mono - composito/cantor/violonista - UBC - RG 1.692.851 - PE

15.Alex Teix - instrumentista - OMB 32.999 RJ

16.Alexandre Bittencourt - flautista/saxofonista - OMB 34441 RJ

17.Alexandre Caldi (Alexandre Caldi Magalhães) - saxofonista e
flautista - OMB 32955 RJ

18.Alexandre Guichard (violonista,cavaquinhista, professor de música e
produtor musical) - OMB 30.703-84

19.Alexandre J. Eisenberg - flautista e compositor - OMB 31361

20.Alexandre Lemos (Alexandre Ministério Lemos) - compositor - RG
04882374 - ABRAMUS.

21.Alice Ramos Sena (Maria Alice da Silva Ramos Sena) -
professora/arranjadora vocal/regente de coral-IFP 02721354-5

22.Alice Teixeira Franklin - instrumentista - RGnº 92010013140/SSP -
CE

23.Altair Martins - Trompetista - OMB 9636 - RG 2.245.351 SSP/SC

24.Álvaro Cueva (Álvaro Cueva de Moraes) - compositor/intérprete - OMB
39.304-S

25.Álvaro Santi - violonista/compositor - OMB 21782 RS

26.Amaudson Veras (Amaudson Ximenes Veras Mendonça) - guitarrista -
RG nº 95002672096, SSP-CE

27.Ana Lee (Ana Célia Lee Barbosa) - Cantora - RG 19.896.475-4 - SP

28.Ana Terra (Ana Maria Terra Borba Caymmi) - Compositora - SOCIMPRO

29.Anderson Rocha (Anderson Martins da Rocha) -
guitarrista/compositor - OMB 5.022-RJ

30.André Novaes (André Rezende Novaes) - Violonista/Guitarrista - OMB
30.402 - RJ

31.André Ricardo Siqueira - Violonista - OMB 16036 PR

32.André Rodrigues (André Rodrigues Silva) contrabaixista - omb 33
345 RJ rg 0752 8088-3 IFP RJ

33.André Santos (André Araújo dos Santos)- Contrabaixista - OMB
34.271 - RJ

34.Andréa Dutra (Andréa Bogossian Dutra) - cantora - OMB 32.393 - RJ

35.Andrea Ernest Dias - flautista OMB 2151/ DF

36.Andréa Luísa Teixeira (Andréa Luísa de Oliveira Teixeira)-
Musicista - OMB nº 908 GO

37.Angelo Primon (Angelo Primon Júnior) - Instrumentista - OMB 23696
RS

38.Anna Condeixa (Anna Regina dos Santos Condeixa) - cantora - OMB
3716 CR / RG 80.864.630-1 I.F.P / RJ

39.Anna Luiza (Anna Luiza Nascimento
Ruiz)-cantora/compositora/instrumentista 32.135.232-x SP

40.Anna Paes (Anna Paes de Carvalho) - Violonista - OMB 33.781 - RJ

41.Antonio Adolfo (Antonio Adolfo Maurity
Saboia)-pianista/compositor/arranjador OMB 10668

42.Antonio Guerreiro (Antonio Emanuel Guerreiro de Faria Junior)
pianista/compositor//professor - OMB 13.792 - RJ

43.Antonio Herci (Antonio Herci Ferreira Jr.) compositor e regente -
11288248 - SP

44.Antonio Jardim - compositor - OMB 22599 RJ

45.Antonio Loureiro (Antonio Veiga Loureiro)
Percussionista/Baterista/Compositor MG11584193

46.Antônio Rodrigues Nogueira - Contrabaixista - OSGO/ OMB 01/87 SE

47.Aquiles dos Santos Melo - instrumentista - RG94002160348 SSP - CE

48.Ararypê Ferreira da Silva (Ararypê Silva) - Compositor/Arranjador -
OMB 6.202 - RJ

49.Aristides Siqueira Cavalcante Neto - instrumentista - OMB/nº
88.2032 - CE

50.Arnoldo Medeiros (Arnoldo Medeiros da Fonseca Junior)-
Compositor/cantor, SICAM matricula 351

51.Arrigo Barnabé (compositor) OMB 25415

52.Arthur Verocai (Arthur Côrtes
Verocai)-compositor/arranjador/violonista - OMB 13.618 RJ

53.Artur Bezerra de Menezes Macedo e Silva - guitarrista - RG
nº002009038539 SSP-CE

54.Artur Gouvêa (Artur de Freitas Gouvêa) - violonista - OMB: 34270

55.Ary Coimbra Neto - flautista - OMB 34307-RJ

56.Atos Flores - Maestro - OMB-RS 22438 RS

57.Augusto Martins - Augusto Martins dos Santos - cantor e pianista -
1668 MP - RJ

58.Augusto Maurer - 1º clarinetista da OSPA; professor da UFRGS,
produtor da Antares Música - OMB 20379 RS

59.Beatriz Magalhães Castro (Beatriz Duarte Pereira de Magalhães
Castro) - Flautista - OMB 31.140 - RJ

60.Beleza (Marcus Beleza) - Pianista - OMB - 6.123 RJ

61.Berbel (Carlos Berbel Alves Teixeira) - OMB - 4882 - RS

62.Berlindo Souza Silva - instrumentista - RG nº 04413934-94 SSP-BA

63.Bernardo Bessler - violinista/maestro - OMB 25 310 RJ

64.Beto Peres (Alberto Peres Neto) - músico/produtor musical - OMB
5313- DF

65.Bia Paes Leme (Beatriz Campello Paes Leme) - Arranjadora/Professora
- OMB 25.150 - RJ

66.Billy Forghieri (William Forghieri)
Tecladista-Arranjador-Compositor- OMB 29.052 RJ

67.Bilora (Valmir Ribeiro de Carvalho) - violeiro/compositor- OMN 4449

68.Bira Marques -Pianista, arranjador e compositor -OMB nº 5.731, RG
2.319680 SSP BA

69.Bruce Henry Leitman - Contrabaixo - OMB 14.073 RJ

70.Bruno Migliari (Bruno de Menezes Migliari) -
contrabaixista/arranjador/compositor - OMB 32299 RJ

71.Caio Marcio (Caio Marcio Ferreira Chaves dos Santos) violonista /
compositor OMB 5288-RJ

72.Carlão Gaertner (Carlos Augusto Gaertner) - músico (baixista),
compositor e produtor - OMB 5634 - PR

73.Carlinhos Antunes (Carlos Eduardo Coltro Antunes) instrumentista -
OMB 28896 SP

74.Carlinhos Veloz (Luiz Carlos Alves da Silva) Cantor, compositor e
violonista - OMB 2.898-RJ

75.Carlo Pianta - músico OMB 2991 RS

76.Carlos Alberto Ferreira Coutinho -- instrumentista -
RG891100100086/SSP - CE

77.Carlos Alexandre de Vasconcellos - (Xandy Bussay) -
tecladista/pianista/arranjador/cantor - OMB 2832 - RJ

78.Carlos Cardoso (Carlos Cardoso Martins Moreira) instrumentista OMB
31.263 - RJ

79.Carlos Catuípe (Carlos da Silva) - músico/compositor - RG
9087310877 - RS

80.Carlos Célio de Vasconcelos (Célio Bussay) tecladista -
pianista/arranjador/cantor - OMB 2393 - RJ

81.Carlos Eduardo Pereira da Costa - pianista - OMB 7518 RJ

82.Carlos Kater (Carlos Elias Kater) Compositor, Musicólogo e Educador
Musical OMB : 26.333 SP

83.Carlos Lyra (Carlos Eduardo Lyra Barbosa) - Compositor - OMB 8303
RJ

84.Carlos Montes (Carlos Alberto Monteiro Rego) - Cantor - OMB 4534 -
RJ

85.Carlos Watkins - músico - OMB 25159 RJ

86.Cássio Ricardo (Cássio Ricardo Gonçalves Pacheco)- músico - RG
1064647785- RS

87.Cecitônio Coelho - Cantor, compositor e violonista - OMB 1840 - ES

88.Celia Vaz (Celia Maria Carvalho Vaz)- Arranjadora/Violonista OMB
14547 - RJ

89.Célia Zanon (Célia Regina Tofanello Zanon) - professora de música
-RG 15387049-7

90.Celinelena Ietto (Ourique Nery Rodrigues Ietto) - Músico/
professora/cantora/ compositora - OMB 29595 - RJ

91.Celia & Celma (Celia Mazzei) - (cantora) OMB: SUPL.0472 SP

92.Celia & Celma (Celma Mazzei) - (cantora) OMB: SUPL.0468 SP

93.Célio Mattos (Hercélio Mattos de Oliveira Filho) - compositor,
arranjador,violonista, baixista - SACEM n° 00154130605

94.Cesar Conti (Cesar Conti) baterista OMB 4062 RJ

95.César Haack (César Augusto Haack / Professor) OMB 28 478 / RS

96.Charles Rio (Charles Alexander Monteath) Pianista - OMB 26726 RJ

97.Chico Buarque (Francisco Buarque de Hollanda)
cantor/compositor/violonista-OMB nº 13.911

98.Chiquinho Brazão (Francisco Mathias Brazão) - baterista - OMB
12.598 RJ

99.Christiaan Oyens (Christiaan Willem de Marez Oyens)
Baterista/Compositor 028/2000 RJ

100.Christiano Galvão (Christiano Lima Galvão)- Baterista - OMB-
33.133 RJ

101.Clara Sandroni (Clara Sandroni) - cantora/professora - OMB 29318
RJ

102.Clarice Fernandes Magalhães - músico - OMB 4656 RJ

103.Clarice Magalhães (Clarice Fernandes Magalhães) instrumentista-
OMB 4656-RJ

104.Clarisse Grova (Clarisse Fernandes Grova) - Cantora/Compositora -
OMB 24798 - RJ

105.Claudia Holanda (Claudia Maria de Holanda Rocha)
-cantora/compositora/jornalista - ID 0205886203 - SSP

106.Claudia Romano (Claudia Marcia Amorim) Cantora, Compositora,
Violonista OMB-08019R-MG

107.Claudia Telles (Claudia Telles de Mello Mattos)-
Cantora/Compositora- OMB-15098

108.Claudim (Cláudio Roberto dos Santos) - Músico - RG 3361975-
5171830 - SSPGO

109.Claudio Bergamini (Claudio César Bergamini de Souza) -
violonista/professor e diretor do CIGAM - OMB 32.443 - RJ

110.Claudio Cartier (Claudio Brandini Cartier) - Vilonista, cantor,
compositor, arranjador e produtor - OMB 14951 RJ

111.Claudio Guimarães (Claudio Guimarães Ferreira) -
Instrumentista/Compositor - OMB 14.159 - RJ

112.Cláudio Jorge (Cláudio Jorge de Barros) - Vilonista, compositor,
cantor, arranjador e produtor musical - OMB 15255

113.Cláudio Lacerda (Luis Cláudio Soares Lacerda) -
cantor/compositor/violonista OMB 38.302 SP

114.Cláudio Levitan - músico, compositor, produtor - OMB 18.299 RS

115.Cláudio Mappa Reis -- instrumentista - RG6888347/SSP - MG

116.Claudio Salles (Claudio Augusto Salles Santos) compositor, cantor,
guitarrista - RG - 06712267-1 IFP RJ

117.Cláudio Silva Marques -- instrumentista - RG94023020464/SSP - CE

118.Cléa Gomes (Cléa Janete Gomes Cardoso) - cantora - RG 7.849.967
SP - - RS 00154130605

119.Cleber Rennó (Cleber Magnus Fernandes Rennó) - instrumentista -
OMB 25.643

120.Cleison Mattza Torres - cantor e violonista - RG nº93002201895
SSPCE

121.Clovis de Souza Pires Jr.- Baterista/Percussionista - OMB/RS
1.477 RS

122.Cristina Bhering (Maria Cristina Vieira Bhering) - Pianista -OMB
32205 RJ

123.Cristina Conrado (Maria Cristina Conrado) - Cantora/Compositora -
IFP 05388555-4 / OMB 126 RJ

124.Cristovão Bastos (Cristovão da Silva Bastos Filho) Compositor-
Pianista- Arranjador-OMB 9999 RJ

125.Crikka Amorim (Cristina Amorim de Figueiredo)
Cantora/Compositora/Arranjadora/Instrumentista - OMB 30801 RJ

126.Dacostta (Rosinei Silva da Costa) - músico - RG 1048030124 - RS

127.Dalmo Medeiros - compositor - cantor - 23871 OMB-RJ

128.Daltony (Daltony Nóbrega) - Compositor - RG 11.128.573 SSP - MG

129.Daniel Taubkin (Daniel Taubkin) - Compositor/Cantor/Violonista-
OMB 33359-SP

130.Daniela Calazans (Daniela Alves Calasans) - Cantora - OMB 34.427 -
RJ

131.Danilo Souza Sergio Ramos Correa - instrumentista - RG
nº0574028684 SSP-BA

132.Darwinson de Melo Rocha (Cantor, compositor e músico) - OMB
990049 GO

133.Déa Trancoso (Alcidéia Margareth Rocha Trancoso), Cantora e
Compositora, OMB 013043 MG

134.Deco Moura (André Moura) - compositor/músico - 258212372-20

135.Deisi Coccaro (Deisi Costa Coccaro) - cantora lírica - rg
1069484606 - RS

136.Délcio Carvalho (Delcio Carvalho) - compositor e cantor - OMB
7223 - RJ

137.Demitre Barbosa de Menezes - instrumentista - RG nº970010099187
SSP-CE

138.Denise Dalmacchio (Denise Alves Pereira) - cantora - OMB 1486 ES

139.Denise Pinaud (Denise da Costa Pinaud) Intérprete - OMB 4.533 -
NF/RJ

140.Denise Reis (Denise Cristina Reis) cantora e compositora - OMB
1567 RJ

141.Di Mostacatto (Dilene Torres Mostacatto)- cantora , compositora -
OMB.30.443- RJ - ABRAMUS

142.Diana Cravo - cantora e intérprete - OMB:516 RN

143.Diana Dasha (Diana Estela Pereira)- cantora/compositora/tecladista
-OMB 1411 RJ

144.Diana Goulart (Diana Goulart) - professora de canto - OMB 27570 -
RJ

145.Dillo D´Araújo (Valdir Alves de Araújo) -instrumentista - RG
1456211- DF

146.Dimi Zumquê (Edmilson Silva) - cantor e compositor - OMB 31358 -SP

147.Douglas Umberto de Oliveira (Douglas Umberto de Oliveira) -
Letrista - AMAR/DF

148.Du Oliveira (Juscelino Alves de Oliveira) - Músico/Produtor,
Goiânia- OMB -1.357 GO

149.Dudu Caribé - Eduardo del Aguila Caribé. Guitarrista e violonista.
Omb:32933-RJ

150.Dulce Quental (Dulce Maria Rossi Quental ) - Cantora e
compositora - OMB 2.926 - RJ

151.Dunga (Marcelo Machado Vieira) - baixista e produtor musical - OMB
3203 - DF

152.Dunia Elias (Dunia Elias Carneiro) - Pianista e compositora - OMB
21.180 - RS

153.Edson (Edson da Silva Teixeira) - baixista - RG 047 914 668 IFP -
RJ

154.Edu Mazza (Eduardo Tonioli Mazziotti) - Guitarrista/Cantor - RG
27.551.778-0 - SP

155.Edu Montenegro (Eduardo Antônio Montenegro) - Guitarrista - OMB
7657 PB

156.Eduarda Fadini (Maria Eduarda Fadini Cardoso)
-cantora/compositora/professora de canto - 33.683 OMB-RJ

157.Eduardo Bezerra de Menezes Macedo e Silva - baixista - RG
nº95004011410 SSP-CE

158.Eduardo Braga (Eduardo Braga) - Cantor - OMB 5.632 RJ

159.Eduardo Camenietzki - violonista/compositor/arranjador - OMB
26.406

160.Eduardo Lopes - (Eduardo Lopes) - maestro/flautista - 27.815 OMB -
RJ

161.Eduardo Ponti (Eduardo de Oliva Ponti)---guitarrista,violonista e
cantor popular---OMB 3024

162.Egberto Gismonti (compositor) OMB-RJ 13090

163.Eliane Bastos - Cantora, Compositora/ RG 3650736 -5 Curitiba PR

164.Eliane Leão (Eliane Leão) - pianista/ pesquisadora / profa. de
nível superior/líder sindical- RG - 461538 SSP-DF

165.Elione Medeiros (Elione Alves de Medeiros) - Fagotista/professor -
OMB 29319 RJ

166.Emiliano Benevides (Emiliano Benevides Fernandes)
Percussionista/Compositor - ASCAP 1656111 USA

167.Eri Galvão (Erivanaldo do Nascimento Galvão) Compositor-Interprete
-OMB 1374-RJ

168.Esso (Jose Jaeson de Alencar) - cantor/compositor (AMAR/SOMBRAS)

169.Euclydes Mattos - (Euclydes de Mattos Junior) ,
violonista/compositor.
OMB 25713 SP

170.Eugenio Dale - cantor e compositor OMB 4.972 RJ

171.Ezio Filho (Ezio Coelho dos Santos Filho) - Baixista/Produtor -
OMB
311171

172.Fábio Barros - pianista, tecladista - OAB 15.543 CE

173.Fabio Lessa (Fabio Lessa de Cerqueira) - Baixista - OMB 33.766 -
RJ

174.Fabíola (Fabíola Pires de Sendin) - Cantora OMB 13 851 RJ

175.Fabricio Leonardo Leite - Violonista - OMB 39.562

176.Faísca (Luiz Carlos Vitoria Silva) - Produtor musical - RG
154184 -
SSP/DF

177.Felipe Oliveira (Felipe Gomes de Oliveira) cantor/compositor RG-
MG-5542166

178.Felipe Poli (Carlos Felipe Poli)-
Guitarrista/Violonista/compositor-OMB
31.747- RJ

179.Felix Baigon (Adelson Felix da Silva) - Baixista - OMB 1.319/01 -
AL

180.Fernanda Fróes (Maria Fernanda Fróes) - cantora / compositora /
baixista - OMB
32.398 SP- AMAR/SOMBRÁS

181.Fernanda Canaud (Fernanda Chaves Canaud) - Pianista - OMB 30480 RJ

182.Fernanda Cunha - (Fernanda Correa Costa da Cunha)- cantora- OMB
8870 RJ

183.Fernando Caneca (Fernando da Silva Caneca Junior) -
Guitarrista-violonista-compositor- OMB: 32 257

184.Fernando Corbal (Fernando Cezar Corbal Sabino Pinho)
Compositor/Instrumentista - OMB 1664 DF

185.Fernando Deghi (Benedito Fernando Deghi) -
instrumentista/arranjador/compositor - OMB 25.502 SP

186.Fernando Leporace - baixista/ compositor - OMB 13017 RJ

187.Fernando Martins (Fernando da Cunha Martins) - pianista, OMB 1110

188.Fernando Mello (Fernando Augusto Torres de Mello Sobrinho) -
violonista e compositor - OMB 29755 RJ

189.Fernando Melo (Fernando Jorge Pereira de Melo)
Violonista/compositor/arranjador - OMB 601 SP

190.Fernando Pereira (Fernando Pinto Pereira ) - Baterista - OMB
12.245 - RJ

191.Firmino (João Firmino AlvesFilho)- Percussionista - OMB 31935 - RJ

192.Flavia Ventura (Flavia Ventura Gomes da Silva) - compositora,
pianista
- OMB 11.445 - RJ

193.Flaviano de Goes Marques Guerra, vulgo : Flavito Guerra.
Guitarrista./
compositor - OMB 5.371 RJ

194.Flávio Borges Guimarães. Gaitista. OMB 2345, RG 05902988-4 IFP.
RJ

195.Flávio Henrique (Flávio Henrique Alves de Oliveira)
compositor/arranjador/violonista/pianista-RG M2910890 MG SSP

196.Flávio Oliveira (Flávio Mattos de Olivira)
cantor/compositorl/pianista
- OMB 6278 RJ

197.Francesco Andrade (Francisco Ribeiro de Andrade)-
cantor/compositor/violonista-RG10.681.897-SP

198.Francisco Daniel Arruda Ribero Vasconcelos -- instrumentista -
RG96014003191/SSP - CE

199.Francisco Eduardo Fideles Dutra - instrumentista - nº 0728/CBE -
CE

200.Francisco Falcon - Contrabaixista - OMB 9.618 RJ

201.Francisco Jardilino Maciel -- instrumentista - Identidade nº
110.014-1-6/PM - CE

202.Francisco Jorge da Silva Lima -- músico instrumentista -
RG90002160850/SSP - CE

203.Francisco José Bezerra Rocha -- instrumentista -
RG91025017890/SSP - CE

204.Franklin da Flauta (Franklin Correa) OMB 13036 RJ

205.Gabriel Christian Gilberto Dalmasso - instrumentista - OMB
11.571 - RJ

206.Gabriel Gagliano (Gabriel Gagliano Pinto Alberto) -
Clarinetista/Professor/Arranjador - OMB 34.122 RJ

207.Gabriel Improta (Gabriel Muniz Improta França) - Músico - PMB
2443 - RJ

208.Gabriel Moura (Gabriel de Moura Passos) Cantor/Compositor OMB
5.611 RJ

209.Gabriel o Pensador (Gabriel Contino) RG. 10024606-5 RJ

210.Gabriel Ramalho de Farias - instrumentista - RG nº98002072638
SSP - CE

211.Georgia Camara (Georgia Camara da Silva) - Baterista - OMB 34 131
RJ

212.Geraldo Rebelo (Geraldo Erico Acioli Rebelo) - Compositor - AMAR -
DF.

213.Gilberto Figueiredo - educador musical - OMB: 32932 RJ

214.Giselle Martine (Giselle Martine F. Pinto) - cantora - OMB
321/98 RJ

215.Gladston Galliza (Gladston do Espírito Santo Galliza) -
cantor/compositor/violonista - OMB 10635 (MG)

216.Glauco Fernandes (Glauco Fernandes Cruz)- violinista,produtor
arranjador,compositor- OMB 32475 RJ

217.Glauco Solter- baixista - OMB 13.352 PR

218.Glória Cunha (Gloria Pereira da Cunha) - professora /
percussionista -
OMB 24.195 / SP

219.Goiano Braga (Goiano Braga Horta) Cantor/Compositor - OMB 3.097 RJ

220.Guca Domenico (Carlos Augusto Mastrodomenico)
cantor/compositor/violonista - OMB 36333 SP

221.Guilherme Bernstein Seixas (Guilherme Bernstein Seixas) -
regente/compositor - OMB 33178 RJ

222.Guilherme Bricio- Musico /compositor/Professor Guilherme Silva
Bricio
- OMB 24514- RJ

223.Guilherme Rondon -compositor/intérprete - UBC - OMB 1968 MS

224.Guilherme Vergueiro (Guilherme de Campos Vergueiro)
Pianista/compositor/arranjador - OMB - 13406 - RJ

225.Gustavo Augusto Ferreira Missola - Contrabaixista - R.G. 32308221-
x - SP

226.Gutenbergue de Oliveira Pereira -- instrumentista - RGnº
90003009241/SSP - CE

227.Guto Araújo (Carlos Augusto Gomes Araújo) Tecladista e
Compositor -
OMB = 26.652

228.Guto Goffi - baterista, compositor e letrista. OMB 27.759 RJ

229.Hardy Guedes (Hardy Guedes Alcoforado Filho) compositor,
violonista,
cantor - OMB 1091/RN

230.Harold Emert - oboista e compositor-OMB 22.655-RJ

231.Haroldo Cazes (Haroldo Leal Cazes) baixista / violonista - OMB
9.633 - RJ

232.Haroldo Mauro Jr. - pianista/baterista/compositor/arranjado/
professor
OMB
15.043 RJ

233.Haroldo Oliveira / cantor,compositor, violonista, produtor. OMB
43.572 SP

234.Heitor de Pedra Azul - (Heitor A raújo)
autor/compositor/intérprete -
OMB-24001
- RJ

235.Helio Delmiro (Helio Delmiro de Souza) - Violonista/Guitarrista -
OMB
7.644 - RJ

236.Herminio Bello de Carvalho - produtor/poeta/letrista - OMB 4897

237.Hiroshi (Luiz Hiroshi Mizutani)-Pianista-OMB 33.055 -RJ

238.Humberto Araujo (Humberto de Araujo Reis Junior)
Saxofonista/Flautista/Arranjador - OMB 28.108 - RJ

239.Humberto Barros (Humberto Barros da Silva) Pianista/compositor OMB
30.701/84 RJ

240.Humberto Silva de Castro - instrumentista - RG93002197423/SSP - CE

241.Humberto Toschi (Humberto Rodrigues Toschi) - percussionista -
OMB
1.110 RJ (MP)

242.Ignez Perdigão (Ignez Eleonora Morais Perdigão) - Música -
OMB23.262-RJ

243.Israel Menezes - maestro -OMB 13697 - RJ

244.Italo Carneiro Gomes - instrumentista - RG Nº93002240122 /SSP- CE

245.Ítalo Oriente - violonista/guitarrista - OMB 6047- PB

246.Itamar Vidal - Claronista/Compositor OMB 27120 SP

247.Ivan Ferraro (Ivan Ferraro Filho) Músico/Produtor RG 1206711 - CE

248.Ivan Vilela - (Ivan Vilela Pinto) - compositor, instrumentista,
arranjador - OMB 11469 MG

249.Jadenir Lacorte Lopes - violista OMB 32616 RJ

250.Jaime Alem - violonista,arranjador, compositor - SOCIMPRO OMB
15047 - RJ

251.Jaime Pontes (Jaime Pontes da Silva) - violonista OMB 30749/84

252.Jamil Joanes (Jamil Joanes dos Santos) - baixista - OMB 15.275 RJ

253.Jandira Feghali - baterista - OMB 14.716 RJ

254.Jards Anet da Silva (Jards Macalé)-violonista - OMB 11.390

255.Jayme Vignoli (Jayme Vignoli Rodrigues de Moraes) -
Cavaquinista/Compositor/Arranjador - OMB 30.828

256.Jerry Espíndola (Marcos Jerônimo Miranda Espíndola) - cantor e
compositor OMB 2513 MS

257.Jesuina Passaroto (Jesuina Noronha Passaroto) -Violista-OMB-
28.989-RJ

258.João Ataide (João Batista C.Ataide Filho)-contrabaixista e
arranjador-OMB 15.081/RJ

259.João Bani (João Carlos Barreto de Sá Teles) - Percussionista - OMB
1298 - CRDF

260.João Fernando - João Fernando Koury de Pinho Pinheiro -
Bandolinista OMB 4975 - RJ

261.João Fígar - Músico,Cantor e compositor - Campo Grande MS -
rasguei a
OMB faz tempo

262.João Parahyba ( João Carlos Gomes ) percussionista - OMB 13857 RJ

263.João Vianna - instrumentista/arranjador OMB 11.427 MG

264.Joca Libânio - João Cláudio Libânio - Instrumentista,compositor -
OMB
3827 MG

265.Jolson Veras (Jolson Ximenes Veras Mendonça) - baixista - RG Nº
95002252020, SSP-CE

266.Jorge Antunes-maestro/compositor/prof. Universitário-Pres.da Soc.
Bras. de Mús. Eletroacústica OMB 2133 DF

267.Jorge Ayer (jorge Antonio Ayer Jr.) - violonista/arranjador - OMB
30956 RJ

268.Jorge Cardoso (Jorge Augusto Dias Cardoso) - Produtor musical -
OMB
11.808

269.Jorge Simas (Jorge Eduardo Collyer Simas) violonista/compositor
OMB
28783 RJ

270.José Brasil Filho (José Brasil de Matos Filho) - Regente de
Coral -
RG 97008005691 - SSP/CE

271.José Carlos Medeiros(José Carlos Leite de Medeiros) -
guitarrista/violonista - OMB -11134

272.José Elton Mendes -- instrumentista - RG8031586/SSP - CE

273.José Eymar - saxofonista - OMB 2787 MG

274.José Ferreira da Silva -- instrumentista -RG1933881-90/SSP - CE

275.José Oliva - Compositor, violnista e cantor - RG 893.072-4 -
Curitiba - PR

276.José Róbson Gomes Batista - instrumentista - RG 95002062522 SSP -
CE

277.Joselito Carvalho Albuquerque -- instrumentista -RG6577735-55/SS -
PR

278.Josias Sobrinho (Josias Silva Sobrinho) -
Compositor/Músico/Cantor -
OMB 927/86 MA

279.Joyce (Joyce Silveira Moreno) - cantora/ compositora/ violonista -
OMB
RJ 12717

280.Jozi Lucka (Jozileide de Oliveira Fernandes)
cantora/compositora/violonista - OMB 5.373 RJ

281.JR (João Ricardo) - João Ricardo Coutinho Rangel -
Guitar./Cantor/Comp./Arranj./Prod. - 010292292-9 RJ

282.Juca Novaes (José de Araujo Novaes Neto) músico/compositor - CPF
014413228-17 / RG 9517340.

283.Juliana Caldas (Juliana Nigro Caldas Haddad) - Cantora -
RG29.057.000-1- SP

284.Juliana Caymmi (Juliana Terra Borba Caymmi) -
Cantora/Compositora -
OMB 34722 - CRSP

285.Juliano Gonçalves (Juliano da Silva Gonçalves) - músico - RG
1055533853 - RS

286.Julio Carvana (Julio Alencar Carvana de Hollanda) Violonista e
Cantor
OMB. 5091 - RJ

287.Júlio César Apollo - flauta, regência - OMB 20.825 - RS

288.Julio Rizzo - Trombonista OMB 21.240 - RS

289.Junior Targino (Rusiel P. de A. Junior) - Cantor - OMB 6104 PB

290.Jurandir Rabelo Sampaio - instrumentista - RG nº0174158530 SSP- BA

291.Kátya Teixeira - (Kátia Cristine Teixeira Silva) -
Cantora/compositora/nstrumentista - OMB 29180 - SP / AMAR

292.Kay Lyra - cantora/compositora - OMB 3333 RJ

293.Kildere ( Francisco Kildere Moura Barros ) - instrumentista -
OMB: 9.833

294.Kim Ribeiro (Joaquim Augusto de Assis Ribeiro de Oliveira),
compositor/flautista - AMAR - OMB 12.668 RJ

295.Kristoff Silva - violonista, cantor, compositor OMB P16727

296.Kuko Moura (Aloysio O. S. de Moura Andrade) Pianista -
Tecladista -
Arranjador OMB 9399-RJ

297.Laize Guazina (Laize Soares Guazina) cantora, musicoterapeuta/
OMB:
32.636 RS

298.Laufer (Carlos Cesar Laufer) - músico/compositor/produtor
musical-OMB5.937 RJ

299.Laura Tausz Rónai - Flautista, professora da UNIRIO - OMB 15.416

300.Leandro Ernesto Maia - cantor e violonista - OMBRS - 32495

301.Leandro Fregonesi (Leandro Fregonesi) - cantor/compositor - OMB:
10.003

302.Leila Pinheiro (Leila Toscano Pinheiro) - cantora - OMB - 1622 PA

303.Leny Bello (Leny Freitas Bello) - pianista e professora - OMB
33.281
- RJ

304.Leo Cavalcanti (Leo Chaib Cavalcanti) compositor, cantor,
violonista e
percussionista- RG 25.675.147-x SP.

305.Leonardo Costa de Vasconcelos - tecladista - RG nº 97002442089
SSP- CE

306.Leonardo Mariani (Leonardo Henrique Mariani)
instrumentista/compositor
- RG 9.240.692-0 PR

307.Leri Faria Jr. - compositor, cantor, violonista - OMB Nº 24.980 RJ

308.Levi Bastos (Levi Bastos da Costa) - violonista - OMB 28 631 - RJ

309.Levy Silvério da Silva Júnior - produtor musicalR.G.:653.637-ES -
SGPC-ES

310.Lito Figueroa - (Miguel Angel Figueroa Delgado)
pianista/compositor/arranjador - OMB: 2364 - RJ

311.Loma (Loma Berenice Gomes Pereira) - cantora/compositora - OMB
1407 RS

312.Lourival Franco (Lourival José Pires da Motta Franco) - pianista -
OMB
33.468 - RJ

313.Lourival Tavares (Lourival Alves Tavares) instrumentista -OMB -
28.557
/ SP

314.Lôvie (Lovie Elizabeth De Oliveira) - Cantora - OMB nº 5.083 RJ

315.Luciana Piassarollo (Luciana Pontes Piassarollo) cantora RG
26.877.575-8 - SP

316.Luciana Rabello (Luciana Maria Baptista Rabello) -
Cavaquinista/Compositora -
OMB 24.064 - RJ

317.Luciane Werner Celuppi-pianista e professora-RG5233729-1 PR

318.Luciano Albo / Luciano Albo Ribeiro / músico / compositor /
produtor
musical / OMB - 25 910 - RS

319.Lucila Novaes (Lucila Aparecida Piedade Novaes) -cantora - OMB
35536-SP

320.Lucina (Lucia Helena Carvalho e Silva) - compositora/cantora -OMB
14.366 (RJ)

321.Lucinha Turnbull (Lucia Maria Turnbull)
cantora,instrumentista,compositora - OMB 25.136 - RJ

322.Lúcio Nascimento (Lúcio Antonio do Nascimento) contra-baixo---OMB
25884.-RJ

323.Lúcio Pereira (Lúcio Anderson Barbosa Pereira) - cantor - RG
3037098121- RS

324.Lui Coimbra (Luis Cláudio Coimbra Tavares)
-Violoncelista/Cantor/Compositor - OMB 27865 RJ

325.Luiz Bueno (Luiz Eduardo Bueno de Carvalho) - violão - OMB 670 SP

326.Luiz Carlos da Vila (Luiz Carlos Baptista) - compositor - OMB -
1007 RJ

327.Luis Carlos Justi - Oboista, professor da UNIRIO - quinteto
Villa-Lobos - OMB 23.646

328.Luiz Carlos Vitoria Silva (Faísca) - Produtor musical - (Ident.
154184
- SSP/DF)

329.Luiz Jakka (Luiz Antonio Leite de Castro) Percussionista....OMB
1509 RS

330.Luiz Manoel - Gaitista e cantor - RG 1812265

331.Luiz Otávio Braga - violonista - Dir.da Fac.de Música da UFRJ
(UNIRIO)
- Inst. Villa-Lobos - OMB 22951 RJ

332.Luiz Salgado (Luiz Carlos Salgado) - cantor, compositor,
violonista e
violeiro - OMB R-00061 MG

333.Luizinho Santos (Luiz Fernando Kruter Santos) - instrumentista OMB
19953 RS

334.Lupe Albano -.Compositor/Violonista - OMB 26.137 -SP (ASSIM) RG
9.097.331 - SSP

335.Lylian Reis (Lilian Reis e Silva) Cantora Popular, OMB 5.635 PE

336.Lynn Neah (Linnéa de Lima Castello) Professora e Cantora OMB
nº8.419
/Sindmus: Matrícula nº4484 RJ

337.Maguinha (Magda Machado Panconesi) - cantora, compositora,
letrista-
RG 166.909

338.Maísa Moura (Maísa de Moura Siqueira) - Cantora RG M 7802420 SSPMG

339.Makely Ka (Makely Oliveira Soares Gomes) - Compositor - RG M-
8068568 - MG

340.Marcello Lessa (Marcelo Rodrigues Romeu) - compositor /
violonista/
arranjador - OMB 29.084 - RJ

341.Marcelo Almansa da Silva (Marcelo Almansa da Silva) -
Violonista/Educador Musical/Compositor - OMB 33026

342.Marcelo Caldi Magalhães -músico - OMB 5548 - RJ

343.Marcelo Carneiro de Lima (Marcelo Carneiro de Lima)
músico/professor
OMB 33197 RJ

344.Marcelo Cougo (Marcelo Cougo de Sá) - Baixista, violonista,
compositor, OMB 13987 RS

345.Marcelo de Senne (Marcelo de Senne Falleiros) -i nstrumentista -
OMB
28255 SP

346.Marcelo Guima (Marcelo Dias Guimarães) - violonista / compositor -
OMB
3020 DF

347.Marcelo Marcos Martins (Marcelo Martins) - saxofonista /
flautista -
OMB 31232 RJ

348.Marcelo Miranda (Marcelo da Silva Miranda) - cantor/compositor -
IFP
06736070-9 - RJ

349.Marcelo Salazar (Marcelo Salazar) - Compositor/Percussinista - OMB
14.743 RJ

350.Marcile (Marcilene Dornelas da Cruz) Produtora - RG. 1519336 SSP-
GO

351.Marcio Bragança (Marcio Azevedo Bragança) -
Violonista/Compositor/Produtor/Cantor - OMB 8.799 - RJ

352.Márcio Hallack (Abdo Márcio Sarquis Hallack)
Pianista/compositor-OMB25408-RJ

353.Marcio Lott (Marcio Magalhães Lott) - Cantor e compositor - OMB
14.088
- RJ

354.Marcio Montserat (Marcio Couto) - instrumentista/cantor - OMB
2.329 RJ

355.Marcio Proença - cantor/compositor -OMB 4.118

356.Márcio Spartaco Nigri Landi -- instrumentista - RG8538482/SSP - CE

357.Marco Antonio da Silva Mello - Músico/ Compositor - RG 800.963
IPF - RJ

358.Marco Antônio Silva -- instrumentista - RG98008026735/SSP - CE

359.Marco Pereira (Marco Antonio Pereira) -
violonista/compositor/arranjador - OMB 21448 SP

360.Marco Túlio (Marco Túlio de Paula Pinto) - saxofomista, flautista,
arranjador - OMB 31770 RJ

361.Marcos Canduta (Marcos Cesar Ferreira Canduta) violonista,
guitarrista.OMB 26054 SP

362.Marcos de Assis (Marcos Augusto Xavier de Assis) -
cantor/compositor-
OMB 1487 ES

363.Marcos Matias (Marcos Antonio de Brito Matias) - Radialista
/Cantor/Compositor/Tecladista - RG: 1.375 020

364.Marcos Quinan - compositor - CPF- 053056081-04 / RG 179615 SSPGO

365.Marcos Vampa (Marcos Santos de Lima) (Tecladista) OMB 6.155 RJ

366.Marcos Vitoriano Soares Mendes - cantor/compositor e
guitarrista - RG
nº90003002018 SSP- CE

367.Marcus Ferrer - violonista - OMB 30.824 RJ

368.Marfiza (Marfiza Calixto de França) cantora/compositora - OMB
413/ - RO

369.Maria Alice (Maria Alice Garcia Martins) - Cantora-OMB 063/99 MS

370.Maria Goretti Fernandes (Maria Goretti Fernandes de Oliveira)
Professora de Música-IFP 05887636-8 - RJ

371.Maria Lucia (Maria Lucia Pereira de Sampaio) - cantora - OMB P-
10.326 RS

372.Mariana Bernardes (Mariana Perdigao Bernardes )-
cantora/cavaquinista
-OMB 5.560 - RJ

373.Marianna Leporace - cantora - RG: 05408768-9 IFP - OMB: 3012 RJ

374.Mario Adnet (Mario Cesar Gonçalves Adnet)
Compositor/arranjador/produtor-OMB 25.386 - RJ

375.Mario Ficarelli / Professor aposentado da USP . sinfonista / OMB

14.011 - SP

376.Mario Negrão Borgonovi - baterista - OMB 14.400 RJ

377.Mário Tressoldi (Mário César Tressoldi) - músico/compositor - RG
4060842855 - RS

378.Marisa Rotenberg - Cantora/compositora - OMB 30.679 -RS

379.Marta Ozzetti (Marta Regina Ozzetti) - flautista - OMB: 26.027 SP

380.Matias Correa (Matias Perdigão Correa) -
Contrabaixista/Cantor/Arranjador - OMB 34.196 - RJ

381.Mauricio Carrilho (Mauricio Lana Carrilho) - Violonista - OMB
25.207 - RJ

382.Maurício Durão (Maurício Carvalho Durão Barbosa) -
tecladista/compositor/arranjador - OMB 31.073/RJ

383.Mauricio Maestro (Carlos Mauricio Mendonça Figueiredo)
cantor/compositor/baixista -OMB 14125 RJ

384.Mauricio Mello (José Mauricio Feijó de Mello)
cantor/baterista/compositor - OMB
27148 RJ

385.Mauricio Rezzani (Mauricio Rezzani) - cantor/compositor - RG
10854873
- SP

386.Mauro Harff (Mauro Roberto Harff )
instrumentIsta/compositor/arranjador OMB 15828 RS

387.Mauro Henrique Salles (Mauro Henrique de Salles Cunha Silva) -
pianista-compositor-(socimpro) - OMB 29070

388.Mestre Jonas (Jonas Henrique de Jesus Moreira)
ompositor/violonista/cantorRG M - 6374 025

389.Miguel de Andrade Basile - guitarrista - RG nº8905002009538 SSP -
CE

390.Misael da Hora (Misael Alexandre Alcantara da Hora)
pianista/compositor - OMB 31.938 RJ

391.Miucha (Heloisa Maria Buarque de Hollanda) - cantora OMB 1390 RJ

392.Moacyr Neves (Moacyr Corrêa Neves Junior)-Baterista-OMB:32070-RJ

393.Monica Avila (Monica Avila de Oliveira ) Flautista e
saxofonista -
OMB 31302 RJ

394.Mônica Marques (Mônica Castro Marques) cantora/produtora - OMB
2.914 - PA

395.Moysés Lopes (Moysés de Deus Lopes Filho) - Violonista - OMB
22.119 RS

396.Ná Ozzetti (Maria Cristina Ozzetti) cantora/compositora - OMB
25.612 SP

397.Nando Duarte (Fernando Viveiros de Castro Duarte) - Violonista ­
OMB
34.444 - RJ

398.Natan Marques (Natanael Pereira Marques) -
Compositor/Produtor/Arranjador/Músico - OMB 21.175 - SP

399.Natanael Almeida de Oliveira Vieira - Bateriasta/Cantor OMB 29726
SP

400.Newton "Grande" - Newton Antônio Gibeili da Silva -
percussionista -
OMB nº 12.727 - RS

401.Newton Cardoso - Pianista - 30.561 OMB - RJ

402.Nilo Romero (Nilo Romero Filho) OMB 6.074

403.Nilton Júnior (Nilton Júnior da Silveira) - músico/compositor RG
1073731951 - RS

404.Nina Joh (Josiane Carolina Miranda) - cantora - OMB 4448 - RJ

405.Nino Karva (José Lucivaldo Carvalho Silveira) cantor/(compositor)
OMB
- 452 - SE

406.Nino Moura (Lisnio Augusto Costa Moura) guitarrista/compositor -
OMB
4.745 -BA

407.Nito Lima-(Carlos Eduardo Oliveira Lima) -guitarrista OMB3785-RJ

408.Norberto França Monteiro - instrumentista - RG nº148571888 SSP-CE

409.Orlando Massière - pianista - OMB 29279 RJ

410.Oscar Bolão (Oscar Luiz Werneck Pellon) -
baterista/Percussionista -
0MB 23.649 - RJ

411.Osvaldo Garcia - saxofonista-professor - OMB 25500

412.Oswaldo Euclydes Aranha - produtor musical - PR

413.Otavio Augusto Rocha - guitarrista, compositor - OMB 2.371-RJ

414.Pablo Castro (Pablo Luís Fonseca de Castro) - violonista, cantor,
compositor RG: MG 8591635

415.Pablo Laignier - Compositor/Músico - OMB: 42974 ABRAMUS: 2384

416.Pascoal Meirelles (Pascoal de Souza Meirelles)-
Baterista/Compositor
OMB 11.890- RJ

417.Passoca (Marco Antonio Vilalba) - cantor e compositor - OMB
24454, RG
8607319

418.Patricia Moreira (Patricia Guimarães Moreira) -
Cantora/compositora -
OMB 6852- PB

419.Patrícia Vilches (Patrícia Simone Vilches de Moura) - Cantora
Lírica/Professora de Canto - OMB 33.403 RJ

420.Paulinho Tapajós (Paulo Tapajós Gomes Filho) compositor OMB
13.910 RJ

421.Paulo Cesar Smith de Carvalho - (Paulo Cesar Smith de Carvalho)
Compositor/Produtor - OMB 2.947 - PE

422.Paulo Cesar Feital - (Paulo Cesar de Oliveira Feital) compositor -
OMB
25.936 - RJ

423.Paulo Cléber do Carmo -- músico instrumentista -
RG92001006101/SSP - CE

424.Paulo de Campos (Paulo Cesar Campos de Campos) - maestro/músico
/compositor - RG 6000214962 - RS

425.Paulo Guerra - violonista/arranjador/regente/produtor musical -
OMB:
23.212 -RJ

426.Paulo Guimarães (Paulo Guimarães Ferreira) - Flautista OMB 15399
RJ

427.Paulo Leniuson Israel Mota Ribeiro -- instrumentista -
RG794985/SSPCE

428.Paulo Moura (Paulo Gonçalves de Moura) - sax/clarineta - OMB
2.888 RJ
(Sócio Remido)

429.Paulo Rafael (Paulo Ramiro Rafael Pereira) guitarrista/produtor
OMB
29.927 RJ

430.Paulo Ricardo Brito de Freitas -- instrumentista -
RG890400200486/SSP
- CE

431.Pedrinho Cavalléro (José Pedro Bastos Cavalléro) instrumentista -
OMB
1664 PA.

432.Pedro Corbett (Pedro Guilherme Teixeira Corbett) - Cantor e
compositor
- RG: 008.151.502-5 (DETRAN) - RJ

433.Pedro Figueiredo - instrumentista/arranjador/produtor - OMB 20667
RS

434.Pedro Henrique Maranjes Aguilera -- instrumentista -
RG106449/SSP - CE

435.Pedro Ortale (Pedro Sergio Lima Ortale) violonista,baixista e
compositor OMB 1931 MS

436.Pedro Osmar (Pedro Osmar Gomes Coutinho). Violeiro. OMB 3026 PB

437.Pedro Paes (Pedro Paes de Carvalho) - clarinetista - OMB 7.047 -
RJ

438.Pedro Paulo Junior (Pedro Paulo de Siqueira Junior) -
Trompetista/Cantor - OMB 4.588 RJ

439.Perrotta (Paschoal Perrotta) violinista/arregimentador - OMB
295 RJ

440.Pery Ribeiro (Pery de Oliveira Martins) - Cantor - OMB 13.820 - RJ

441.Philippe Baden Powell (Philippe Baden Powell de Aquino) -
músico/compositor - OMB 4879 - RJ

442.Pierre Dechery (Pierre Guillaume Dechery)
Violonista/Cantor/Compositor - IFP 10908853 4 - RJ

443.Pirulito (Luiz Fernando Mattos de Oliveira) Percussionista,OMB
22.834 RJ

444.Pretinho da Serrinha (Angelo Vitor Simplicio da Silva) músico -
OMB 3361 RJ

445.Rafael Barata (Rafael Mendes Barata) - instrumentista - OMB 4362 -
RG 12473130-8

446.Rafael Silva Marques -- instrumentista - RG99002329440/SSP - CE

447.Raimundo Railson Rocha de Oliveira -- instrumentista -
RG94002104534/SSP - CE

448.Raimundo Vieira de Queiroz Filho - instrumentista - RG
nº96002604978 SSP-CE

449.Reginaldo Bessa (Reginaldo de Souza Bessa) Compositor e músico -
OMB 2524 - RJ

450.Reginaldo Viana (Reginaldo de Souza Viana) instrumentista -
OMB:2876-PA

451.Renato Jose Gomes Beranger -Músico/Compositor OMB 27721

452.Renato "Massa" Calmon (José Renato Brito Calmon de Bittencourt) -
baterista - OMB 29908 - RJ

453.Renato Negrão (Renato Gomes Soares) compositor - RG M3.622.102
SSP MG

454.Renio Quintas (Renio Studart Quintas) Pianista/Compositor OMB
1550 - DF

455.Ricardo Cury {Ricardo Demetrio Cury} contrabaixista omb.48100

456.Ricardo Imperatore (Ricardo Imperatore)- produtor/baterista- OMB
29963

457.Ricardo Medeiros (Ricardo Amaury de Medeiros)
Arranjador/Compositor/Contrabaixista OMB 14302 / RJ

458.Ricardo Moura (Ricardo Aparicio Rolim de Moura)
Compositor/Produtor/Intérprete - OMB 10.369 PR

459.Ricardo Tacuchian - maestro/compositor RG 01447364-9

460.Robério Augusto Leal Sacramento - instrumentista - RG
Nº95002615246
/SSP - CE

461.Robertho Ázis (Roberto Carlos de Souza Silva Ázis) -
Pianista/Compositor/cantor - OMB 11730- MG

462.Roberto Cardoso Lessa - guitarrista e vocalista - RG nº
90002147616
SSP-CE.

463.Roberto Frejat (Roberto Frejat) - Guitarrista/Cantor/Compositor -
OMB
29.297 - RJ

464.Roberto Luís Bessa Silva - instrumentista - RG Nº890.500.200.7020
/SSP- CE

465.Rodrigo Balduino - contrabaixista - OMB 5122 DF

466.Rodrigo Campello (Rodrigo Campello de Souza Ribeiro) -
violonista/guitarrista - OMB 24329 - RJ

467.Rodrigo Canales da Silva Santos -contrabaixista - OMB nº 2.326 PR

468.Rodrigo Martinho (Rodrigo Moura Martinho) - Baterista - OMB 80798
RJ

469.Rodrigo Quik (Rodrigo Sampaio Guimarães) - cantor - OMB 3.198 RJ

470.Rodrigo Reis (Rodrigo Reis) - músico - RG 2063270744 - RS

471.Rodrigo Rodriguez (Rodrigo Rodriguez de Pontes) -
Compositor/Guitarrista/Vocalista - OMB 11.735 - RJ

472.Rodrigo Santos (Rodrigo Luiz de Castro Santos) -
baixista,violonista,cantor ,compositor - OMB--1.865 - RJ

473.Roger Freret (Roger Villar Freret) Produtor Musical - OMB 7.565 -
RJ

474.Rogério Delayon (Rogério Reis Pinto) - violonista, guitarrista.
OMB
13.313

475.Rogério Fernandes (Rogério Fernandes Coutinho) - Contrabaixista -
OMB
32320 RJ

476.Rogério Mauro Lucas - Guitarrista - OMB 30 954 RJ

477.Rogério Miranda (Rogério Miranda Leitão) guitarrista - OMB 4.470
RJ

478.Rômulo Gomes (Rômulo de Azvedo Gomes)
cantor/compositor/arranjador/baixista/violonista/- OMB 32.684 RJ

479.Ronaldo Diamante - Contrabaixista - OMB 15.400 RJ

480.Ronen Altman - músico/compositor -OMB 30106 SP

481.Rosa Marya Colin (Rosa Maria Batista de Souza)- cantora - OMB 257
supl. SP

482.Rosali Lima Zwarg -cantora e produtora musical - OMB 24.190 MP -
SP

483.Rosana Massuela - Regente/ Professora de musica - OMB 26.900 SP

484.Rosana Simpson (Cantora, compositora, violonista e produtora) OMB
5374 - PE

485.Rui Alvim (Rui Edmundo Miranda Mendes Pereira e Alvim) -
Clarinetista - OMB33742 - RJ

486.Sá (Luiz Carlos Pereira de Sá) Cantor e Compositor - OMB 14286 RJ

487.Samir Carvalho de Almeida - instrumentista - RG nº92003025480 SSP-
CE

488.Samuel Araújo - (Samuel Mello Araújo Jr.)
Pesquisador,Professor,Instrumentista - OMB 23955 RJ

489.Sandra de Sá (Sandra Cristina Frederico de Sá) -
Cantora/Compositora - OMB 26.315 - RJ

490.Sarquis Fermanian Filho - instrumentista - RG nº91003042352 SSP-CE

491.Serginho Trombone (Sergio Fernando de Souza)
Trombonista/Compositor/Arranjador/Teclado - OMB 8692 RJ

492.Sergio Barrozo (Sergio Portella Barrozo Netto) - baizista - OMB
2923 RJ

493.Sérgio Chiavazzoli. (Sérgio Carlos Rodrigues Coelho)
Instrumentista,
Dir, Musical.OMB: 28904 - RJ /.UBC

494.Sérgio de Pinna (Sérgio Neves Pinna) compositor/violonista - OMB
28.036 RJ

495.Sergio Natureza (Sergio Roberto Ferreira Varela) - Pianista e
Compositor - OMB 14.913 - RJ

496.Sergio Ricardo (João Lutfi) Cantor - Pianista - Compositor -
Arranjador - OMB 7.136 - RJ

497.Sérgio Santos (Sérgio Corrêa dos Santos) - compositor/violonista -
OMB 15.256 - MG

498.Sergio Souto (Sergio Pereira Souto de Oliveira) -
compositor,arranjador,regente e educador OMB 2314 BA

499.Sérvulo Augusto Vieira Gonçalves (Sérvulo Augusto) -
cantor/compositor - RG 7.677.584-7 SSP/SP

500.Sheyla Costa (Sheyla Costa e Silva Ferreira) -
autora/compositora/instrumentista/cantora - SACEM em curso

501.Sidney Mattos (Sidney José de Matos) - Compositor/Cantor/
Professor/Musicoterapeuta - OMB 14.516 - RJ

502.Silvia Garcia Sobreira - Pianista - OMB 30.018 RJ

503.Sílvia Handroo (Sílvia Helena Handro) cantora OMB 27093- SP

504.Sílvio da Silva Júnior - Compositor, Violonista - OMB nº 33.705/RJ

505.Sima Fejguelman Halpern - pianista, regente coral, arranjadora,
compositora - RG 3.363.650 SP

506.Simone Lial (Simone Gonçalves de Barros Lial) - Cantora - OMB
8.650 RJ

507.Simoninha (Wilson Simonal Pugliesi de Castro) -pianista/cantor -
OMB 37508 SP

508.Sonekka (Osmar Lazarini) Compositor -RG 20027820-4 SP

509.Sonia Maria Romaguera Ferreira (Sonya/ Quarteto em Cy) - OMB
12 439 RJ

510.Spiker - Daniel Marques - Baterista - 0808 / PB

511.Sueli Corrêa (Suely Corrêa Vieira) - compositora - AMAR - RJ

512.Sueli Costa ( Sueli Corrêa Costa) Compositora e cantora -OMB:
7058-MG.

513.Suely Mesquita (Suely Maria Brigieiro Mesquita) -
compositora/cantora
- OMB 32.311- RJ015

514.Suzie Thompson (Suzanne Marie Thompson) - cantora / compositora /
atriz OMB 1.773 RJ

515.Sylvia Patricia (Sylvia Patricia Cesar Pires Valença) Cantora,
compositora e instruementista OMB 3.700 BA

516.Tânio Cesar (Tânio Cesar Ferreira Costa) -
compositor/violonista/percussionista - RG M - 618-787 SSPMG

517.Tatiana Vidal (Tatiana Carneiro Ceschini) - cantora / compositor /
professora OMB 5046 - RJ

518.Tavynho Bonfa (Luiz Octavio Bonfá Burnier) Violonista/Cantor OMB
14.343 RJ

519.Teko Gaspar (Emerson Gaspar da Rosa) Educador Musical RG
5008342296

520.Teleu (Watherly Alexandre Figueiredo) - compositor, violonista,
violista popular - OMB 43436 SP

521.Téo Lima (Teófilo Pereira de Lima) - Baterista - OMB 11.421 - RJ

522.Tetê Espindola (Terezinha Maria Miranda Espindola) -
cantora,instrumentista,compositora - OMB 1168 MS

523.Thais Andrade (Thais Siqueira de Andrade) produtora musical - 25.2
92.098-3 SSP-SP

524.Thelmo Lins (Thelmo Antônio Gonçalves de Miranda Lins) - cantor -
CPF 551.692.606-87

525.Thereza Moraes - Cantora (Therezinha Conceição de Moraes) OMB -
9148- RJ

526.Thiago Di Sabbato - Guitarrista/Violonista/Baixista - OMB 3.679 RJ

527.Thiago Vaz Macena - instrumentista - RG Nº2001010329330 /SSP- CE

528.Tibério Gaspar (Tibério Gaspar Rodrigues Pereira) - Compositor -
OMB 13.645 - RJ

529.Tina Pereira (Fátima Regina Pereira)- flautista e regente - OMB
31 356

530.Tom Menezes- compositor/cantor/músico/ -5836-CREA PA

531.Toneco da Costa / Antonio Jesus Costa Gonçalves /
Violonista/arranjador/compositor / OMB 18179 RS

532.Toni Costa (Antonio Luiz Silva Brandão Costa)
guitarrista/violonista/arranjador/compositor OMB - 2099 BA

533.Toni Platão (Antonio Rogerio Coimbra) - cantor / violão popular -
OMB 7.624 RJ

534.Torcuato Mariano (Torcuato Mariano Martinez) - musico/produtor-OMB
28.241RJ

535.Tuka Villa-lobos (Soraya Villa-Lobos) Cantora/letrista OMB 7110 -
DF

536.Valdir Dafonseca (Waldir Wanderlei da Fonseca) - músico - OMB
24820 - SP

537.Vanessa Farias (Vanessa de Farias Oliveira) - Cantora OMB 4.284 -
RJ

538.Vasco Debritto- Compositor- Matricula 302 do Sindicato dos
Compositores do Estado de São Paulo

539.Vica Barcellos (Viviane Pereira Barcellos)- cantora, compositora.
OMB: 4.926

540.Vilela - (Ivan Vilela Pinto) - compositor, instrumentista,
arranjador - OMB/MG 11469

541.Vital Silva (José Vital da Silva Junior),
cantor/compositora/instrumentista 24.131.566-9 SSP SP

542.Vivian Roll (Vivian Bastos Vianna),
cantora/compositora/instrumentista 102878580-4 IFP RJ

543.Wagner Campos - Wagner Luis Monteiro Campos, compositor,produtor e
violonista OMB - 26418 -RJ

544.Wagner Cruz (Wagner Da Cruz Santos) - Viola de Arame - RG
m6977117 - Bom Despacho - MG

545.Wagner Tiso (Wagner Tiso Veiga) - Compositor/Maestro - OMB
12.544 - RJ

546.Waltel Branco - compositor/violonista/maestro/arranjador - OMB
534 RJ

547.Wilker Dângelo de Lima Feitosa - baterista - RG nº94002339470,
SSP-CE

548.Wilson Pessoa (Wilson Luciano Pessoa) baterista, compositor,
produtor.OMB-5.458-PE

549.Xandão (Alexandre Fernandes de Azevedo) Músico, Compositor RG M6
240 455

550.Zé Mario (José Mario Barros de Magalhães) - Baterista - OMB
7.851 - RJ

551.Zé Natálio / José Natálio Dorneles Da Silva / Baixista e
compositor / OMB 21971

552.Zé Paulo Becker- violonista/compositor- OMB- 33.332-RJ.

553.Zé Renato (José Renato Botelho Moschkovich) - músico -OMB. 24688 -
RJ

554.Zé Rodrix (Jose Rodrigues Trindade) Organista -OMB 13.868 - RJ

555.Zeca Collares (José dos Santos Colares da Silva) -
Instrumentista/Compositor - OMB 36.412 SP.

556.Zeca Maretzki (Jose Antonio Maretzki R. Soares)- saxofonista e
flautista- OMB 29 333 RJ

557.Zeca Winicki (José Carlos Winicki) - baixista/produtor musical -
OMB 27.495 RJ

558.Zeli (José Ricardo de Barros e Silva) -baixista e compositor -OMB
27.896

559.Zelly Mansur (Carlos Rogéerio Pires Mansur) - prod.
musical/arranj./eng. de audio/instrum., compositor RG 06354437/3 IPF

560.Zélia Duncan (Zélia Cristina Duncan Gonçalves Moreira)­
cantora/compositora -­ OMB 2113 D

Posted by João Domingues at 11:39 AM | Comentários (1)

janeiro 19, 2006

Contra os privilegiados, entrevista de Gilberto Gil a Pedro Alexandre Sanches, Revista CartaCapital

Capa Carta Capital.jpg

Contra os privilegiados

Entrevista completa de Gilberto Gil a Pedro Alexandre Sanches, originalmente publicada na Revista CartaCapital 376, Seção Plural, do dia 18 de janeiro de 2006

Para Gil, a classe dominante reage à "discriminação positiva" do MinC

A PEDRO ALEXANDRE SANCHES

Ele diz que veio da "classe dominante" para "fazer um deslocamento", "um trabalho que é outro", diferente do que realizou nas últimas décadas como músico e personalidade da cultura. Em entrevista a CartaCapital na segunda-feira 9, o cantor e compositor tropicalista Gilberto Gil, ora ministro da Cultura, procurou demonstrar que a missão em que parece estar imbuído não é retórica, mas real.

Uma evidência seria o fato de que os críticos mais ferozes e renitentes das atuais políticas (ou da falta delas, segundo os opositores) têm nomes como Ferreira Gullar, Luiz Carlos Barreto, Marco Nanini e até mesmo o amigo e parceiro histórico Caetano Veloso.

"Os artistas consagrados e bem-sucedidos não gostam de ser elencados na classe dominante, mas são. Nós somos classe dominante", provoca o ministro, incluindo-se na elite, a boiar nas contradições. E tenta, na entrevista a seguir, explicar sob o fio dessa lógica a hostilidade da imprensa e a zanga dos "privilegiados" contra sua gestão num ministério que, segundo ele, se empenha em inverter a lógica dominante e "atender áreas periféricas que nunca foram atendidas".

CartaCapital: As críticas que o Ministério da Cultura vem sofrendo e revidando voltam a falar em "centralização", "stalinismo" e "totalitarismo". Que há por trás delas?

Gilberto Gil: Acredito que essas queixas são em relação ao atendimento geral que o ministério e as estatais vêm dando aos filmes, adotando políticas públicas de fomento um pouco mais abertas e democráticas. Zelito Viana é que vai ter de explicar por que pediria minha cabeça. Não vejo nada por trás, a não ser questões políticas, que podem ser trazidas para cá. Há o setor tucano contra o PT e a gestão Lula, a campanha política que vem aí. No momento em que já se põe a questão da sucessão, os descontentamentos se transformam em antagonismo político real. Há setores da área cultural que participam desse conflito.

CC: Nos últimos meses, sua gestão foi criticada sucessivamente por Paulo Autran, Marco Nanini, Gerald Thomas, Ferreira Gullar, Caetano Veloso, todos representantes da elite da cultura brasileira. Por que estes estão especialmente críticos?

GG: Acho que tem a ver com a discriminação positiva, digamos assim, que estamos tentando fazer, focando áreas que não eram focadas e, portanto, estabelecendo um conflito distributivo com esses setores. É um conflito que não existia nessa intensidade antes, porque eles tinham acesso a recursos que estão sendo redistribuídos. Estamos tentando trabalhar com um pouco mais de atendimento periférico, com os Pontos de Cultura, as políticas para museus que estamos descentralizando. O programa Monumenta está fazendo trabalho de patrimônio histórico em cidades do interior de Minas Gerais, Sergipe, Bahia, Maranhão, Rio Grande do Sul... É a característica seletiva do governar.

CC: Seletiva e descentralizadora? Gullar critica o MinC justamente pelo inverso, por ser supostamente centralizador.

GG: Não vejo isso. Eu queria uma demonstração desse caráter centralizador do ministério. Eu mesmo preciso saber. O que nós estamos centralizando? O próprio Gullar diz que não acompanha nosso trabalho, que tem notícia do que estamos fazendo por outros. Isso tem a ver também com a dificuldade de informação que nós temos, que, aliás, é uma dificuldade geral do governo Lula. Há uma dificuldade de mostrar o que está sendo feito. Isso tem a ver com deficiências do próprio governo, mas também com uma dificuldade de encontrar espaço na mídia.

CC: Devida a quê?

GG: Acho que é uma indisposição generalizada contra o governo. A pauta positiva não é uma preferência, as pautas negativas têm muito mais apelo e interesse jornalístico. É esse absolutismo consentido com que trabalha a mídia, que pode tudo, pode dizer, desdizer, manipular, fazer e desfazer e contra isso não há grandes insurreições. Com relação ao governo, ao contrário, ele está o tempo todo sendo questionado sobre seu modo de agir.

CC: Há na gestão do MinC "intervencionismo", "dirigismo", "totalitarismo", ou mesmo "stalinismo", termo também usado no próprio ministério?

GG: Eu gostaria que fossem apontadas as questões que justificariam essas hipóteses. É preciso qualificar a crítica. Para nós, é importantíssimo que ela seja qualificada, porque só isso pode qualificar a resposta e as posições. O que considero um deslize de Sérgio Sá Leitão, de chamar Gullar de stalinista, vem da desqualificação da crítica do Gullar. Dá margem a que as coisas sejam deslocadas para a periferia da questão, e não especificamente daquilo que está sendo tratado, que é a gestão do MinC.

CC: Esses deslocamentos ajudaram a causar a implosão do projeto da Ancinav, por exemplo?

GG: Eu acho um pouco, sim. O conteúdo e certos deslizes que também possam ter acontecido na confecção do texto não foram discutidos. Foi apagada a possibilidade da discussão de uma agência reguladora para o audiovisual, e o foco da questão se perdeu.

CC: E, na perda do foco, um grupo bastante poderoso conseguiu atingir o objetivo de interditar a implantação de mudanças? Isso está acontecendo de novo?

GG: Não, não creio. O caso me parece ser aquele de alguns grupos que se vêem não, ou menos, atendidos pelas estatais. Eles precisam ser atendidos também. Mas é também. Não são os únicos que precisam. Há toda uma exclusão aí, que as políticas públicas precisam atender. É isso que a gente está fazendo, descentralizando, deslocando do eixo Rio-São Paulo, atendendo as outras regiões, o interior e as periferias das grandes capitais. São experiências, tentativas de atender gente de teatro que não é o grande teatro consagrado, o pessoal que quer a implantação das rádios e tevês comunitárias, as pequenas cidades que querem ter políticas de patrimônio. Estamos atendendo os produtores musicais independentes, incentivando a organização e a articulação deles, interna, em detrimento de quê? De uma política clássica de atendimento às grandes gravadoras. É uma mudança de política.

CC: Luiz Carlos Barreto deixou de fato de receber recursos?

GG: As informações que temos eu conheço pelas próprias queixas diretas que ele tem feito à Secretaria do Audiovisual, a mim diretamente, em audiências, em cartas, em e-mails que nos tem dirigido. O que nós sabemos é que, nos últimos três anos, muitos dos projetos dele não foram atendidos. No momento em que as estatais passam, nas suas políticas de atendimento, a incluir formação de platéias, novos talentos, primeiros filmes, documentários, jogos eletrônicos, novas formas de manifestações audiovisuais, retiram um pouco de recursos que estavam sendo quase totalmente canalizados para o grande filme de bilheteria.

CC: Caetano interveio nesse ponto, referindo-se a "um país em que o que mais se vê é filme de diretor estreante". E disse, em entrevista a O Globo, que produtores como Paula Lavigne e Guel Arraes não deveriam "temer má vontade só porque já produziram três ou quatro sucessos". Essa reação teria o mesmo pano de fundo do caso de Barreto?

GG: Não, não, no caso de Caetano seguramente não. Ele é muito correto, não faria isso. Ele acha, e tenho impressão de que tem razão, que não podemos dar a impressão de que nós estamos criando "ex-privilegiados", ao realizar discriminação positiva, do tipo cotas para novos cineastas, novos dramaturgos, teatros de periferia... Seria admitir que o que quer que tenha sido feito pelos "ex-privilegiados" deixou de ser feito. Pode parecer isso, concordo que pode parecer que assim seja.

CC: O senhor usou o termo "cota". A cultura estaria instituindo algum sistema de cotas, a exemplo do que está acontecendo na educação?

GG: Pode haver uma semelhança, no momento em que se diz que vamos destinar recursos a manifestações que não tinham espaço e voz. Você está fazendo uma espécie de cota, dizendo que vai deixar de atender ou atender menos tais setores para passar a atender ou atender mais a tais outros. É política governamental. Eu até brinco que esse tipo de política é algo que foi sempre pedido. O cinema novo brasileiro todo, o teatro todo, a literatura mais engajada etc. passaram as últimas décadas dizendo isso: vamos lá, vamos incluir os excluídos, os underdogs da história.

CC: Como o MinC está atendendo e destinando recursos às periferias, na prática?

GG: Os Pontos de Cultura estão indo lá atender esse pessoal. Há a convocação das câmaras setoriais e os primeiros a atender são os menos conhecidos, não é o grande teatro que vem. Estamos tentando atenuar déficits de atendimento à música de concerto, ao circo, à propriedade intelectual. Fizemos a desoneração do setor do livro, que estendemos às salas de cinema. Há o CulturaPrev, a previdência que estamos instituindo para aposentadoria dos trabalhadores em cultura. É uma reivindicação antiga.

CC: Por que a atuação do MinC em relação à música é pouco visível?

GG: Porque não é uma área que tenha vivido historicamente da dependência. Sua sustentabilidade e autonomia de mercado nunca foram determinadas pelo mecenato público, como acontece com o cinema e o teatro.

CC: Mas músicos consagrados, inclusive o senhor mesmo, também se acostumaram a gozar de patrocínios vultosos.

GG: Isso eu disse na primeira semana no ministério: eu sou um dos que têm sido privilegiados. Nós somos. Caetano fica muito aborrecido com essa coisa de destacar privilégios. Eu sei disso, mas ainda assim é preciso que seja dito: os artistas consagrados e bem-sucedidos não gostam de ser elencados na classe dominante, mas são [ri]. Nós somos classe dominante. Na verdade há um conflito de classes em tudo isso, também. O problema de classe não desapareceu e não desaparecerá assim tão simplesmente.

CC: Sua geração apareceu combatendo uma elite que controlava a gestão dos direitos autorais na época, como David Nasser, Fernando Lobo etc.

GG: Nós estabelecemos uma disputa, um conflito distributivo com eles, assim como hoje outros estabelecem conosco e assim por diante. É assim, até que nós tenhamos a abolição das classes (ri), se é que a teremos.

CC: Nos anos 60, os opositores das mudanças eram mais facilmente identificáveis como conservadores. Caetano e Gullar são conservadores hoje em dia?

GG: Não são necessariamente conservadores, mas naquilo que diz respeito à disputa que eles, ou melhor, nós fazemos no campo dos recursos, por inércia mesmo, temos uma tendência de nos tornar conservadores. Queremos manter a fatia do bolo que comemos. Estou falando "nós" porque é "nós" mesmo. Tenho de me distanciar do meu status de consagração, fui chamado para ser ministro da Cultura do governo Lula para fazer um deslocamento, para repor a questão do conflito distributivo nesse setor. Mas me coloquei imediatamente como pertencente a essa elite, para dizer que estou vindo de lá para fazer um trabalho que é outro, que não é mais demandar os recursos para o meu grupo, é tentar uma política pública de distribuição mais aberta, democrática.

CC: Seria possível fazer já um balanço da gestão Gilberto Gil?

GG: Nós temos marcado uma certa diferença. Dobramos o nosso orçamento em relação ao que encontramos do governo anterior. Hoje temos um orçamento de R$ 420 milhões para 2006, que é duas vezes o de 2002. A lei de incentivo fiscal vem trabalhando com patamares recordes, de R$ 550 milhões a R$ 600 milhões. O programa Monumenta está tendo desempenho cinco ou seis vezes maior do que teve no governo anterior. O atendimento aos museus é 40% acima do que era. Toda a dimensão imaterial da atuação do MinC também cresceu muito nesta nossa gestão.

CC: Qual é sua opinião sobre o projeto de lei contra o jabaculê, que circula no Congresso Nacional?

GG: Acho que tudo que puder ser feito para evitar e inibir o jabá deveria ser feito. Tenho levantado sempre a questão da dificuldade de estabelecer isso por lei, porque há sempre formas disfarçadas possíveis a partir do momento em que a lei estabeleça proibições. O jabá faz parte do modelo de negócios que se estabeleceu até hoje.

CC: Não caberia ao ministério tomar a dianteira de atitudes nesse sentido?

GG: Não, não. O ministério até pode tomar atitude, mas acho que é mais natural que a gente faça parte de um conjunto de manifestações da sociedade, até para saber qual é a consciência social real que temos disso. Hoje o jabá é chamado de verba de promoção. Como vai se proibir uma verba promocional ou impedir que ela se disfarce, ainda que, digamos, venha a ser proibida? O jabá pode passar por debaixo da mesa. Estou falando em termos realistas, não ideológicos. Ideologicamente, é evidente que nós somos contra o jabá. É uma prática com algum grau de perversidade, para não dizer com alto grau. Outro dia (o ex-presidente de gravadoras) André Midani declarou que pagou, sim, jabá por Gilberto Gil, e que achava muito bom ter feito isso, porque ajudou a desenvolver um grande artista que está aí até hoje. É complexo.

CC: Os modelos de negócios com jabá na indústria cultural são parecidos com tudo o que foi sendo revelado a partir da crise política?

GG: Com mensalão, caixa 2 etc. (ri). É tudo igual, é claro que é a mesma coisa. É por isso que digo que não temos tanta novidade assim no mundo político. Corrupção e essas formas todas de comprar espaços ou privilégios são da prática do mundo.

CC: O MinC afirma que recebeu do governo FHC uma concentração de cerca de 80% de recursos destinados à Região Sudeste e ao eixo Rio-São Paulo. Há atualizações a respeito?

GG: Isso melhorou muito (leia quadro à pág. 52). A Região Norte, que era zero antes da nossa gestão, aumentou muito. Evidentemente que, como era zero, tem agora 500% a mais do que tinha antes. Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, os territórios também têm crescimento significativo. O Nordeste e o Sul também, e ainda assim Rio e São Paulo continuam crescendo. Têm mais recursos do que tinham, mas porcentualmente estão dividindo melhor. Não diminuíram, o que vem um pouco atender à questão que Caetano põe. Não é preciso que os privilegiados deixem de ser atendidos.

CC: Como o senhor se defronta pessoalmente com toda a crise política do ano passado? Como seu ânimo reage a ela?

GG: É sempre incômodo, desconfortável, doloroso mesmo para o cidadão, para todo mundo. Mas ao mesmo tempo sou muito realista... A raça humana é uma semana do trabalho de Deus, para mim é uma ferida acesa, uma beleza, uma podridão. Acho que é isso mesmo, ela vai aos trambolhões.

CC: O que se tem ouvido sobre "pior crise da história"...

GG: Não vejo nada disso. Pior crise da história é se você vai do ponto de vista midiático, num governo que exerce exemplarmente a dimensão democrática de suas obrigações. O presidente permite que ele seja mesmo ofendido publicamente, sem reações nem nada. É um governo exemplarmente democrático. E, do ponto de vista das acusações de corrupção, é uma ninharia em relação ao que a gente conhece da história do Brasil.

Posted by João Domingues at 11:03 AM | Comentários (5)

janeiro 18, 2006

Apreensão com anúncio de que CCBBs sofrerão cortes de 30%

Apreensão com anúncio de que CCBBs sofrerão cortes de 30%

Matéria originalmente publicada no Segundo Caderno do Jornal O Globo do dia 18 de janeiro de 2006

No mesmo dia em que o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) deu início à sua programação teatral no Rio, repleta de boas novidades, o diretor de marketing do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, fez um contraponto dramático nos bastidores. No dia 12 deste mês, o executivo disse em entrevista ao GLOBO que em 2006 os três centros culturais ligados ao banco - no Rio, em Brasília e em São Paulo - terão que cortar 30% de seus gastos.

Caffarelli assumiu o cargo em julho. Seu antecessor, Henrique Pizzolato, deixou o cargo em meio a denúncias de envolvimento com o empresário Marcos Valério de Souza. O contrato do BB com a DNA Propaganda, agência de Valério, foi rescindido. Na nova gestão, dez dos 125 funcionários da diretoria de marketing deixaram a empresa, e 12 dos 15 gerentes foram remanejados. No ano passado, o orçamento do marketing foi de R$ 300 milhões. Os centros culturais gastaram R$ 32 milhões.

Além do corte de 30% na área cultural - parte do plano para reduzir em 20% os gastos do setor de marketing - foi contratada uma empresa para auditar se os preços dos eventos culturais patrocinados correspondem aos de mercado. O banco também está renegociando os patrocínios esportivos, que consumiram R$ 40 milhões em 2005.

Em artigo publicado abaixo, o curador Marcus Lontra lembra o "padrão de qualidade CCBB", vê com apreensão os cortes anunciados pelo banco e espera que os ministérios da Cultura e do Esporte interfiram.

O CCBB carioca foi inaugurado em 1989. Instalado num prédio centenário, é um dos espaços culturais mais visitados da cidade, por reunir música, exposições, vídeo, palestras, cinema e teatro.

Posted by João Domingues at 5:05 PM

Tudo pelos prêmios, por Ana Paula Sousa

Tudo pelos prêmios

Matéria de Ana Paula Sousa, originalmente publicada na Revista Carta Capital nº 376, do dia 18 de janeiro de 2005

Um detalhe une a turma do cinema que atacou o MinC na briga com Gullar: todos perderam o dinheiro do BNDES

Nas últimas semanas, o Ministério da Cultura (MinC) entrou na mira de uma conhecida ala de produtores e artistas brasileiros. Nos jornais, a pasta comandada por Gilberto Gil foi chamada de autoritária, centralizadora e incompetente. À primeira vista ideológica, a briga tinha origem, no fundo, numa única e mundana questão: a distribuição de verbas.

Não foi preciso lupa de Sherlock Holmes para adivinhar o sentido oculto nessas palavras. A pista surgiu no próprio editorial do jornal O Globo, na quarta-feira 11: "Há no BNDES R$ 10 milhões para financiar filmes. O edital seria dirigido para, salvo exceções, alijar grandes nomes, punir o sucesso". Elementar.

O resultado do concurso público, que teve 178 inscritos e 30 pré-selecionados para a defesa oral (chamada de pitching), será divulgado apenas na semana que vem. CartaCapital apurou alguns dos nomes que ficaram de fora dessa etapa final: Luiz Carlos Barreto, seus filhos Bruno e Fábio (três projetos ao todo), Paula Lavigne, Paulo Thiago, Tisuka Yamazaki e Daniel Filho.

Todos eles, direta ou indiretamente, aparecem ligados às recentes críticas ao MinC. A porta para as manifestações foi aberta por Ferreira Gullar. Numa sabatina feita pelo jornal Folha de S.Paulo, em 21 de dezembro, ele afirmou que, apesar de não acompanhar os feitos do ministério, ouvia dizer por aí que "os projetos não andam" e acusou Gil de "centralização".

Quem respondeu foi Sérgio Sá Leitão, secretário de Políticas Culturais do MinC. Após ponderar que as críticas partiam de alguém declaradamente desinformado e listar algumas ações do governo, escreveu a frase que jogou munição nas mãos dos adversários: "A centralização não era marca registrada dos finados regimes stalinistas dos quais Gullar foi e segue sendo um defensor?"

O poeta, ex-PCB, rebateu comentando que a resposta do MinC parecia um comunicado do SNI. Angariou, a partir daí, os aliados já mencionados.

Barreto bradou com a voz forte de sempre e, ao lado do amigo e produtor Zelito Viana, puxou um abaixo-assinado pedindo a cabeça de Sá Leitão. Paula Lavigne passou procuração para Caetano Veloso, que escreveu: "Se um ministério demonstra não aceitar críticas (...) estamos a um passo do totalitarismo". Gláucia Camargos, mulher de Paulo Thiago, disse ao jornal O Globo que há "uma tentativa de centralização de recursos públicos". Roberto Farias, cineasta e funcionário da Globo, voltou a evocar a expressão "dirigismo cultural".

Totalitarismo, autoritarismo e tendência à centralização, não é demais lembrar, foram também as palavras de ordem que lideraram as manifestações contra a criação da Agência Nacional do Audiovisual (Ancinav), sepultada, antes mesmo de nascer, há exatamente um ano.

À época - extravagâncias do projeto à parte - temia-se que televisão e majors do cinema, como Columbia, Fox e Warner, tivessem de mexer no bolso para contribuir com a produção independente. Agora, o que está por trás da grita, como bem indica o resultado do BNDES, é o incômodo causado pela distribuição do dinheiro via editais, ou seja, por meio de concursos públicos que incluem regras claras e comissões dificilmente contestáveis.

"A política de editais, que por sua essência são mais democráticos, universais e abrangentes, está sendo adotada mais intensivamente de um ano e meio para cá", indicou o ministro Gil, em entrevista exclusiva a CartaCapital (leia na edição impressa).

O ministro Gil contou ainda que Barreto, em cartas e e-mails, disse ter enviado 12 projetos ao governo, sem sucesso. "Mas pelo menos uns seis ou sete projetos não entraram nem em julgamento de mérito porque tinham irregularidades anteriores, inadimplências e coisas desse tipo", explicou o ministro.

Informado da declaração, o produtor de O Quatrilho (1995) e Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), entre dezenas de outros filmes, rebateu a acusação. "Se o ministro Gil fez esta declaração ele está mal informado, pois não tenho nenhum tipo de inadimplência e nem irregularidades", escreveu, enfático, num e-mail.

"No último edital da Petrobras, me informaram extra-oficialmente que dois dos projetos de minha empresa estavam com documentação incompleta. Fui verificar e constatei que não era problema de documentação, mas de digitação dos formulários. O mínimo que posso exigir agora é que provem e explicitem essas irregularidades", prossegue Barreto. Mas, ao ser perguntado, por telefone, a respeito da dívida que tinha com o Banco do Brasil (assunto tratado na reportagem O Proer das Telas, ed. 298 de CartaCapital), titubeou: "Olha, esse negócio está em pleno processo de negociação. Mas a dívida vai ser paga".

Representante maior da oligarquia que, por anos, dominou o cinema brasileiro, Barreto vem de uma sucessão de fracassos, como A Paixão de Jacobina (2002), que vendeu 146 mil ingressos, e Bella Dona (1998), com 68 mil espectadores. Nos anos recentes, sua produtora tem feito cada vez menos filmes e o último lançamento, O Casamento de Romeu e Julieta, fez 969 mil espectadores em 2005, um número razoável, mas muito aquém do esperado, dado o tamanho do lançamento - feito com o apoio da Petrobras.

"As principais queixas contra o ministério vêm de produtores que têm medo de que a mudança de regras faça mal ao seu negócio", argumenta Orlando Senna, secretário do Audiovisual. "São pessoas que têm a sensação de que os ajustes no mercado podem prejudicá-las."

Na opinião da crítica Ivana Bentes, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o movimento contra os editais públicos é encabeçado pelas figuras que foram sempre beneficiadas pela política de balcão, pela política do 'sabe com quem está falando?'

"Houve um deslocamento de verbas e esses produtores parecem temer que se crie uma base nova, que se amplie o número de atores da cultura", aposta Ivana. "É uma postura provinciana, de um Brasil que tinha cinco nomes que mandavam. E a mídia costuma seguir a lógica de celebridade e ouvir apenas os nomes famosos", avalia Ivana.

De fato, para além dos antigos produtores que têm aparecido na mídia para reclamar do MinC, não é difícil encontrar um discurso diferente. "Não é o caso de falar de autoritarismo. A discussão é outra", pondera a diretora Lúcia Murat, de Quase Dois Irmãos. "Se alguém se sente prejudicado, que diga. Eu, como qualquer pessoa do cinema independente, não me sinto prejudicada. Alguns setores tinham muita coisa e agora é um pouco mais dividido."

Silvio Da-Rin, técnico de som que vai estrear no longa-metragem, lembra que não é a primeira vez que surge uma polêmica artificial antes do resultado de editais. "O último edital da Petrobras apresentou um resultado bastante equilibrado, no sentido regional e no sentido da vocação comercial dos projetos. No entanto, nos meses que antecederam a divulgação dos selecionados, surgiu uma falsa polêmica, que opunha uma política de concentração a outra, de 'pulverização' de recursos", diz, referindo-se a críticas feitas por Barreto ao júri da Petrobras.

O que os produtores mais ligados ao cinema comercial não dizem é que são eles os beneficiados pelo artigo 3º da Lei do Audiovisual, que permite a distribuidoras estrangeiras investir parte do imposto devido em produções nacionais. Não caberia ao poder público dividir o resto do bolo entre os produtores independentes?

"Modificaram-se as políticas de atendimento, aplicou-se aqui e ali o princípio da discriminação positiva, de atender setores periféricos que nunca foram atendidos", disse Gil a CartaCapital.

No caso do cinema, isso parece ser de fato verdade. Além da produção de longas-metragens, a face mais visível do audiovisual, o MinC criou projetos como o DOC-TV, destinado à produção de documentários para as tevês públicas, e o Revelando Brasis, que coloca câmeras de vídeo nas mãos da população de pequenas cidades. Por mais que haja problemas, principalmente de distribuição, o cinema caminha.

Já no caso do teatro, a discussão tem outras nuances. Numa manifestação também recente, feita em novembro por atores famosos de teatro, como Paulo Autran e Marco Nanini (ator no projeto de Paula Lavigne reprovado no BNDES, O Bem Amado), também é qualificada por Gil como uma reclamação dos "consagrados".

No entanto, os não consagrados também têm queixas. "O ministério de fato se dispôs a falar com os não consagrados, mas, no fim, fomos vendo que os editais não saíam", relata Ney Piacentini, presidente da Cooperativa Paulista de Teatro, ator do Cia. do Latão e representante de São Paulo na Câmara Setorial organizada pelo MinC. "Nem acho justo dizer que esse é o ministério do Audiovisual, mas que no curto cobertor da cultura o teatro não tem cabido, isso não se pode negar", diz.

Até agora, o setor foi beneficiado por um único edital com dinheiro do orçamento. Foram R$ 3,9 milhões divididos por 112 produções, em 2004. Para este ano, estão previstos R$ 10 milhões da Petrobras.

Por outro lado, é verdade também que o teatrão segue captando dinheiro no mercado, junto às empresas que podem beneficiar-se dos incentivos fiscais por meio da Lei Rouanet. Só para se ter uma idéia: O Fantasma da Ópera captou R$ 4,8 milhões e As Mulheres da Minha Vida, dirigida por Daniel Filho e protagonizada por Antonio Fagundes, R$ 800 mil.

Augusto Boal, do Teatro do Oprimido, também não foi diretamente beneficiado pelo MinC. Mas uma faceta de seu trabalho, sim. "Firmamos um contrato com o ministério para as atividades do teatro ligadas à população carente", conta, em referência ao Ponto de Cultura da Favela da Maré, um dos 500 espalhados pelo País. "Com o dinheiro, compramos três arquibancadas e alguns refletores para o teatro e reformamos também o chão."

Nas atividades mais ligadas à ação social, o MinC tem se virado como nunca. E a distribuição de verbas para regiões antes ignoradas também é uma realidade. No entanto, permanecem na gaveta várias das mudanças prometidas, que seriam capazes de mudar as engrenagens da cultura. "Onde está o decreto que muda a Lei Rouanet?", pergunta, por exemplo, o produtor Paulo Pélico, da Associação de Produtores Teatrais de São Paulo (Apetesp). A alteração, de indiscutível importância, é anunciada há dois anos, mas continua parada na Casa Civil.

Como se vê, o debate sobre a gestão Gilberto Gil daria muito pano para manga. Mas, para levá-lo adiante, seria importante discutir idéias e ações - e não trocados. "Se fosse um debate de idéias, seria bom para todo mundo. Mas fica uma luta de palavrões, de palavras que viraram palavrões", observa Boal. "É uma pena ver pessoas inteligentes se agredindo de maneira tão tosca. Também seria importante que quem se diz contra a política cultural explicasse exatamente por que é contra." Bingo.

Posted by João Domingues at 11:33 AM | Comentários (1)

janeiro 16, 2006

Pode não ser doce a arte contemporânea, por Ricardo Resende

Pode não ser doce a arte contemporânea

RICARDO RESENDE

O Museu de Arte Contemporânea do Ceará torna-se a arena ideal para a reflexão diante da repercussão da ação do ARTISTA INVASOR convidado para ocupar o museu de janeiro a março de 2006.

O programa foi pensado como espaço para apresentação períodica de um artista convidado para intervir nas dependências do museu, criando um diálogo com o que há de mais instigante e provocativo na produção contemporânea da arte. O museu como um território livre para a experimentação plástica e conceitual. Sim! Este é o papel de um museu que se quer museu de arte contemporânea. É assim que entendemos o Museu de Arte Contemporânea do Ceará, equipamento do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. E a instituição deve arcar com os riscos desde que estes, obviamente, não agridam fisica e eticamente o público.

A ousadia de Yuri Firmeza, o nosso convidado, talvez seja demais para os nossos padrões institucionais ao questionar e testar os limites do museu e os procedimentos de informação dos meios de comunicação atuais. São questões indigestas, as colocadas para reflexão nesta performance. O artista cearense provoca a discussão sobre o que convencionamos como sistema das artes, da sociedade como um todo na sua superficialidade ao tratar de questões vitais para a humanidade. Neste caso, coloca em cheque o direito à informação isenta de interesses corporativistas, financeiros, de moralismo político-religioso, de opniões pessoais preconceituosas na forma de crítica.

Yuri Firmeza levanta polêmica no meio artístico e de informação da cidade de Fortaleza e do Brasil ao propor o seu falso artista para o Museu de Arte Contemporânea do Ceará, dentro do projeto Artista Invasor, já em sua quarta edição. Já passaram pelo MACCE o cearense Jared Domício (hoje em cartaz como convidado no Salão Paranaense, em Curitiba), a mineira Marta Neves e o cearense Solon Ribeiro. E mais uma vez, estes artistas passaram despercebidos pela mídia local por ocasião de suas intervenções. Só tomaram conhecimento aqueles que vieram expontaneamente ao museu.

Para mudar este quadro de apatia que reina na mídia nacional quando se propõe discutir arte contemporânea, foi necessário ao artista, criar um "famoso" artista japonês. Yuri, para aqueles que não o conhecem, é um dos selecionados para o Rumos Itaú Cultural de 2006, que conta com importantes profissionais na curadoria do evento, entre elas Aracy Amaral, a curadora da Bienal de São Paulo Lisette Lagnado e a carioca Luisa Duarte, do Rio de Janeiro, a responsável por seu mapeamento por ocasião de sua viagem à Fortaleza. As curadoras percorreram o Brasil para conhecerem a produção nacional, traçando este importante mapeamento e propor suas escolhas para esta exposição. Um raio x da produção contemporânea nacional.

Portanto, os comentários dos jornalistas nas últimas edições dos jornais locais evidenciam a incompreensão para os procedimentos da arte contemporânea e também, um preconceito latente para com os jovens artistas da cidade. É novamente a mídia local se fechando para os expoentes da arte cearense como o fizeram com Leonilson, Efrain de Almeida e Luiz Hermano. Por décadas não reconheceram e não os reconhecem ainda hoje. Eduardo Frota, mais um artista dessa geração, personagem chave nos desdobramentos da arte na cidade na década de noventa e neste novo milênio, está com exposição no Museu da Vale do Rio Doce, no Espírito Santo. Já figurou em importantes mostras como a última Bienal de São Paulo, sofre do mesmo apagamento na cidade. Francisco de Almeida, inteligente gravurista, figura entre os artistas do Panorama da Arte Brasileira de 2005 (só no dia 13 de janeiro, quando a exposição no Museu de Arte Moderna de São Paulo já foi desmontada é que noticiam sua participação em um jornal local). A lista poderia ser muito maior quando pensamos na nova geração como Jared Domício, Waléria Américo e Ticiano Monteiro que foram agraciados com a Bolsa Pampulha, do Museu de Arte da Pampulha em Belo Horizonte. Ou os outros quatro artistas que também figuram no Rumos Visuais do Itaú, Bosco Lisboa, Jussara Correia e novamente, Waléria Américo, Ticiano Monteiro e Yuri Firmeza. Artistas que precisaram buscar fora daqui um reconhecimento na esfera nacional e, esperamos, internacional, sem nunca terem recebido no estado o devido reconhecimento como artistas.
O MACCE no entanto, vem tentando cumprir o seu papel como fomentador ao receber em janeiro do corrente ano, a exposição Entre um lugar e outro, proposta por cinco artistas jovens da cidade contemplandas no VI Edital da Secult, são elas Beatriz Pontes, Milena Travassos (que acaba de receber um prêmio no Salão da Bahia), Mariana Smith, Érica Zingano e Waléria Américo. E Yuri Firmeza como o artista invasor. O museu ainda apresenta para o público o resultado do trabalho realizado em 2005 para formação de um acervo, quando conseguimos a doação de 85 trabalhos. Na parede de entrada do museu estão lá duas gerações de artistas cearenses lado a lado: Sérvulo Esmeraldo e Luiz Hermano. As nossas primeiras doações do ano. E muitas estão por vir, entre as quais temos artistas como Albano Afonso, Raquel Kogan, Iran do Espírito Santo, Lina Kin, Teresa Berlinck, Sofia Panzarini, José Guedes, um outro cearense de reconhecimento nacional, o alemão Michael Vesely e Paulo Buennos. Além desta campanha de doações estamos elaborando projetos para os editais de incentivo à cultura que permitem aquisições. Nem só de doações deve viver um museu. Os artistas precisam ter os seus trabalhos comercializados como forma de fomento à cultura. Nestes projetos da primeira fase, estamos propondo a aquisição de artistas como Sérvulo Esmeraldo, artista seminal para a arte concreta nacional, Leonilson, Luiz Hermano, Efrain de Almeida, Sérgio Pinheiro, Francisco de Almeida e Bosco Lisboa.

A discussão que o museu provoca hoje com o público, com os artistas locais e a mídia, é portanto o resultado dessa política que busca refletir os caminhos da arte contemporânea. A instituição em momento algum teve o interesse em denegrir ou desmerecer o trabalho dos profissionais da imprensa que se viram envolvidos no trabalho do artista, mesmo porque, não tínhamos idéia da dimensão que a ação poderia tomar. Tínhamos como exemplo, os eventos anteriores, praticamente nada se comentou na imprensa. Este poderia ter sido apenas mais um.

No entanto, este procedimento artístico adotado por Yuri Firmeza, não é novidade na arte contemporânea. Só para exemplificar, as Cartas ao Sistema das Artes, propostas pela artista paulista Ana Amorin e o alemão Hans Haacke com suas provocações que afetam as instâncias institucionais e cooporativistas, criam esta tensão no sistema da artes, como esta que estamos vivenciando em Fortaleza.

A "mentira" já começava pelo próprio nome adotado Souzousareta Geijutsuka ou artista inventado na língua japonesa. A exposição recebeu o título de Geijitsu Kakuu ou Arte Ficcional. Os nomes já soavam estranhos. No entanto, os jornais imediatamente aceitaram a pauta mesmo diante do desconhecido. Algumas informações foram passadas pela assessora de imprensa também fictícia do artista que o colocava na ponta das artes visuais ao experimentar o que há de mais novo na arte eletrônica, até mesmo um novo experimento foi dito que se intitulou "Shiitake". Resta saber se foi apenas o prestígio da instituição que funcionou, como foi alegado pelos jornalistas que os levou, diante da dificuldade de acesso às informações solicitadas e não disponíveis em sítio de pesquisa eletrônica como o Google, a insistir nas matérias.

O que é certo, é que a mídia e a instituição foram pegas de assalto pela arte.

No entanto, a dimensão ética dos mecanismos desse trabalho, a denuncia subjetiva de suas entrelinhas, a reação da imprensa ao ser checada e o posicionamento da instituição precisam ter ainda, uma maior reflexão diante da repercussão. E isto faz parte do processo artístico proposto por Yuri Firmeza.

A exposição do Artista Invasor está em cartaz no museu até 19 de Março de 2006.

O público é quem deve ser o juiz.

Ricardo Resende é Diretor do Museu de Arte Contemporânea do Ceará

Posted by João Domingues at 3:43 PM | Comentários (1)

Clipping Artista Invasor, de Yuri Firmeza

Clipping Artista Invasor, de Yuri Firmeza

Clipping de matérias sobre a exposição Geijitsu Kakuu, criação de Yuri Firmeza, para a série Artista Invasor do Museu de Arte Contemporânea do Ceará. Todas as notícias veiculadas pela imprensa de Fortaleza, entre os dias 10 e 12 de janeiro de 2006.

10 de janeiro
Jornal O Povo - Desconstruindo a arte

Diário do Nordeste - SOUZOUSARETA; Arte, natureza e tecnologia, de Dalwton Moura

11 de janeiro
Diário do Nordeste - Exposição factóide compromete Instituto Dragão do Mar

Jornal O Povo - Pegadinha contemporânea de artista cearense

Jornal O Povo - Arte e molecagem, de Felipe Araújo

12 de janeiro
Jornal O Povo - Editorial - Provocação infeliz

Jornal O Povo - A arte no jornalismo, de Regina Ribeiro

Overmundo.com.br - Adorável invasor, de Ricardo Sabóia

Desconstruindo a arte

Matéria originalmente publicada no Jornal O Povo, caderno Vida & Arte, no dia 10 de janeiro de 2006

Imagine uma exposição onde as obras são flores e vegetais carbonizados e que isso representasse o equilíbrio entre a vida e a morte. Ficou difícil? Pode até ser, mas ousado como é o artista plástico japonês Souzousareta Geijutsuka, não se intimida como estranho. Tudo, alías, é bem moderno, ao olhos de sua arte. Usar e abusar da tecnologia e da ciência é sua marca, e transformar o que - nem de longe - parece arte, em arte, se tornou uma característica. Souzousareta chega a Fortaleza hoje, às 22h, para apresentar sua mais recente mostra intitulada Geijitsu Kakuu, que acontece dentro do projeto Artista Invasor, do Museu de Arte Contemporânea do Ceará.

A exposição de Souzousareta busca a harmonia entre a natureza que nasce e morre, empregando equipamentos tecnológicos, para abordar a discussão em torno da fragilidade da vida e suas conseqüentes contradições. O artista conquistou fama mundo afora, exatamente por elencar assuntos tão distintos, como: arte, ciência e tecnologia em suas exposições. Souzousareta desenvolve pesquisas na Eletrônica e Telecomunicações, isso aliado aos conceitos de tempo real, simultaneidade, supressão de espaço e imaterialidade. O uso de objetos e tecnologias tão ousadas são influências da "desmaterialização" dos anos 60/70. "Esse fenômeno, com abandono do "objeto de arte" por muitos artistas, deu lugar a uma variedade e uma multiplicação de usos mediáticos", explica.

De acordo com o artista, a arte eletrônica, apesar de não ter o reconhecimento e respeito dos historiadores de arte, é uma questão capital. "Freqüentemente contestada, seu endereçamento, entretanto, insere-se em nosso destino de participantes de uma época da história em que a tecnologia tornou-se parte de todos os atos da nossa vida. Acredito em sua importância humanizadora". Seja como for, a arte de Souzousareta faz um paralelo entre o novo, o velho e o que está por vir. Ele desconstrói para, mais tarde, reconstruir de acordo com sua interpretação.


SOUZOUSARETA; Arte, natureza e tecnologia

Matéria de Dalwton Moura, originalmente publicada no Diário do Nordeste, no dia 10 de janeiro de 2006

Espaço aberto para a arte eletrônica. O Museu de Arte Contemporânea, do Centro Dragão do Mar, abriga a partir de hoje, dentro do programa "Artista Invasor", trabalhos do japonês Souzousareta Geijutsuka, reunidos na exposição ´Geijitsu Kakuu´. O olhar de um experimentador de linguagens atuais e novas tecnologias sobre fenômenos da natureza

Esta é a quarta vez em que Souzousareta, considerado um dos nomes mais importantes quanto à interface entre arte contemporânea, ciência e novas tecnologias, participa de eventos no Brasil. O sofisticado equilíbrio entre vida e morte na natureza é o fio temático de sua exposição "Geijitsu Kakuu", em que flores e vegetais são revisitadas por meio de objetos carbonizados, em um convite a reflexões sensoriais sobre a fragilidade da vida.

Os trabalhos de Souzousareta, que entre outras cidades já expôs em Tóquio, Nova York, Berlim e São Paulo, incluem parcerias com cientistas e engenheiros, em pesquisas sobre eletrônica e telecomunicações. Entre os conceitos contemplados, estão os de operação em tempo real, simultaneidade, supressão do espaço e imaterialidade. A robótica é outra área explorada, em diálogo com esculturas e instalações ambientais. Ele também é responsável pelo desenvolvimento de uma nova técnica fotográfica, batizada "Shiitake", que busca apreender fenômenos invisíveis ocorridos na atmosfera.

O pintor e escultor francês Marcel Duchamp (1887-1968) é citado por Souzousareta como uma de suas grandes influências, quanto à chamada "arte eletrônica". Para o artista japonês, a arte eletrônica adquire uma importância fundamental, a partir do momento em que a tecnologia está presente em cada momento de nossas vidas - do mais banal, ao mais grandioso. Apesar disso, Souzousareta considera que as linguagens artísticas eletrônicas ainda são marginalizadas pela concepção mais tradicional de "história da arte".

Em entrevista via e-mail ao Caderno 3, Souzousareta aborda esses e outros temas, criticando a acomodação do público e dos críticos, falando das influências que vem recebendo em sua descoberta do Brasil e apostando que a intensidade de uma proposta artística sempre será mais importante que os meios empregados para realizá-la. Confira:

Caderno 3 - Esta é a quarta vez que trabalhos seus são expostos em eventos no Brasil. Que importância esse contato com o País tem para o seu trabalho?

Souzousareta Geijutsuka - Acabo de chegar ao País. Tenho aprendido muito sobre a cultura brasileiras em livros e vídeos aos quais tenho acesso no Japão. Inclusive, acabo de ler um livro e ver um filme fabulosos feitos no Brasil. "O povo brasileiro", do (Darcy) Ribeiro, me parece ser esse o nome correto, e "Deus e o diabo na terra do sol", do já conhecido Glauber Rocha. Até acredito que esses dois trabalhos me influenciaram de alguma maneira na preparação de minha exposição no Brasil. É claro que minha estadia aqui vai intensificar muito a influência dos elementos de brasilidade sobre o meu trabalho. Inclusive essa é uma constante em meu trabalho: a inclusão de elementos locais agenciados aos procedimentos eletrônicos.

- Que resposta vem obtendo do público e das instituições de arte brasileiras?

Souzousareta - Muito pequena, como deve ser o caso da maioria dos artistas contemporâneos, pelo menos aqueles que ainda resistem a uma total subordinação dos procedimentos e problemas estéticos aos imperativos de cosumo. Não só no Brasil, mas me parece que em vários países desenvolvidos, as atividades da cultura precisam apresentar relevância mercadológica para encontrar linhas abertas de financiamento e incentivo. Acontece o mesmo com o público, sobretudo com a arte eletrônica. Precisamos estar o tempo todo brigando com nossa própria produção para não deixar que os clichês tomem conta de tudo. E é esse o problema, o público, em geral, adora clichês. Espero encontrar coisa diferente no Brasil.
O público e o não-convencional

Caderno 3 - Em que estágio o Brasil pode ser situado, dentro do contexto mundial da chamada ´arte tecnológica"?

Souzousareta - O Brasil ocupou um lugar de destaque no cenário artístico mundial durante os anos 60 e 70: Lígia Clark, Hélio Oiticica, Glauber Rocha, de que já falamos, e outros. Mas acho que esse foi um momento de vitalidade estética em quase todo o mundo. Também no Japão tivemos reações importantes aos valores da civilização moderna através da arte. Pnesemos em Nam June Paik, por exemplo. Não sei em que pé estão as artes plásticas brasileiras nesse momento, nem mesmo a arte eletrônica. Temos o privilégio de poder contar, no Japão, com um parque tecnológico bastante desenvolvido e aberto; não sei se esse é o caso do Brasil. A dificuldade de acesso de uma sociedade à tecnologia implicará em dificuldades para o florescimento de uma boa arte tecnológica. Mas o Brasil conta com tantas ferramentas expressivas, que não vai ter problemas.

- Falando nisso, que definição de ´arte tecnológica" é possível? De que modo esse conceito - que, você cita, vem desde Marcel Duchamp - se aplica aos dias de hoje?

Souzousareta - Pode ser definida como arte tecnológica toda operação estética que conta com suportes tecnológicos do tipo computadores, sintetizadores, softwares dos mais variados para produzir campo de percepção e sensação. Nesse sentido, é óbvio que o que interessa não são os suportes materiais, que podem ser extremamente desenvolvidos e potentes, mas os agenciamentos em que entram, que também têm que ser poderosos. O que continua valendo hoje na arte, como há três mil anos atrás, é a intensidade que passa pela obra, e não a obra como representação de alguma coisa.

- Há ainda uma forte resistência do público a esse tipo de arte, em formas não-convencionais, ou já é mais fácil aproximar a arte eletrônica do público em geral?

Souzousareta - O público sempre resiste ao que não é convencional. Por isso a arte necessita tanto do marketing nos dias de hoje.

- Você já declarou que os "historiadores de arte" ainda vêem com reservas a arte tecnológica. Há possibilidades de se reverter esse quadro? Em que prazo?

Souzousareta - Normalmente os historiadores da arte, assim como os historiadores da filosofia, são iguais aos públicos: têm dificuldades de reagir ao que não entendem.

- Que diálogos são possíveis entre a arte eletrônica, que se vale das novas tecnologias, e as formas clássicas/convencionais de arte?

Souzousareta - Todas as conexões são possíveis, desde que o teu "problema próprio" necessite dessa ou daquela operação que pertence a um outro período da história da arte. Por exemplo, num certo momento, o encontro com as tradições milenares do Japão me foi necessário, como forma de explorar determinado problema a respeito do medo existente na cultura japonesa, e incrustado nos hábitos mais elementares. Foi só por isso que cruzei arte eletrônica com cultura milenar. Num outro projeto, essa referência à tradição não seria necessária.

- Você falou da arte tecnológica como uma possibilidade de humanização, dentro de todo o universo tecnológico-informativo em que estamos cada vez mais imersos. Isso não vai de encontro ao velho receio de um "totalitarismo tecnológico"? De que modo a arte pode contribuir para "humanizar" a tecnologia?

Souzousareta - Se falei em humanização anteriormente, estava equivocado. O humanismo não tem nenhum problema de conviver com os piores tipos de atrocidades. Não é verdade que os direitos humanos criem algum tipo de constrangimento ao crescimento vertiginoso da pobreza e da angústia em parcelas importantes da população global. Humanismo e capitalismo selvagem fazem parte de uma mesma máquina. É preciso perguntar como a arte tecnológica, mas não só, pode mudar os usos que são feitos.

- A arte tecnológica não correria também o perigo de se ater a limites do consumo (o mercado de novas tecnologias, produtos eletro-eletrônicos, computadores, sintetizadores, projetores)?

Souzousareta - Sem dúvida!

- Seria possível sintetizar o conceito e o objetivo da exposição "Geijitsu Kakuu", que será mostrada aqui em Fortaleza? De que modo trabalha o contraste entre vida e morte, natureza e tecnologia?

Souzousareta - Essa exposição tem várias facetas, justamente para poder lidar com vários problemas. Tudo está integrado a um exercício do simulacro, cujo objetivo é retirar os hábitos de seu estado de evidência. Inclusive hábitos estéticos, do tipo "Por que gostamos de arte?". É preciso ver a exposição. (DM)


Exposição factóide compromete Instituto Dragão do Mar

Matéria de Dalwton Moura, originalmente publicada no Diário do Nordeste, no dia 11 de janeiro de 2006

Quem compareceu à abertura da exposição "Geijitsu Kakuu", ontem, no Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar, se surpreendeu. Atribuída ao artista plástico japonês Souzousareta Geijutsuka a exposição não foi apresentada em nenhuma das salas da instituição. Também pudera: numa atitude inusitada, após a divulgação na mídia, a exposição não existia, isto porque seu autor simplesmente não existe.

Portanto, o que poderia ter passado como um atraso ou outra falha no processo de montagem da exposição, acabaria se revelando, na verdade, uma grande farsa engendrada pelo artista plástico Yuri Firmeza, em total concordância com o Museu de Arte Contemporânea e a direção do Centro Dragão do Mar. Assumindo a divulgação do evento, bem como a identidade fictícia do artista e de suas presumíveis obras (sacadas da internet), o artista e a instituição (Museu/Dragão do Mar) acabaram colocando em xeque ou até mesmo comprometendo o vínculo de credibilidade estabelecido junto aos veículos de comunicação e a sociedade cearense.

Na sala prevista para a montagem, o que se via era uma placa descrevendo: "exposição em desmontagem". Em uma das paredes, um texto assinado pelo Diretor do Museu de Arte Contemporânea, Ricardo Resende, fazia alusão a um projeto artístico conceitual "que foge do puramente contemplativo e exige do público a reflexão sobre o que se vê ou o quê não se vê". Em outro momento, o texto sugere que estamos diante de um "jovem artista que lida com a 'ficção' de se fazer arte na atualidade", sem fazer qualquer menção a exatamente que arte estaria se referindo.

Na verdade, o texto de Ricardo Resende estará inserido entre uma série de reproduções de e-mails trocados entre o artista plástico e o sociólogo Tiago Themudo, discorrendo sobre os conceitos ocultos por trás da sua empreitada criativa, cuja compreensão o próprio artista deixa bastante obscura. Citando referências teóricas de artistas plásticos como Hans Jacke, Michel Duchamp e Alfredo Jaar, ele considera que sua obra é ele mesmo enquanto artista.

"Meu objetivo não é constranger o público, aliás, o público é uma das peças dessa engrenagem", provoca. Yuri considera que sua "obra" discute questões como o sistema e a crítica da arte, a mídia e o papel dos espaços criativos.


Pegadinha contemporânea de artista cearense

Matéria originalmente publicada no Jornal O Povo, caderno Cotidiano, no dia 11 de janeiro de 2006

A exposição Geijitsu Kakuu, que conforme matérias divulgadas ontem na imprensa local - inclusive no Vida & Arte, do O POVO - seria aberta no Museu de Arte Contemporânea (MAC) do Centro Dragão do Mar, não existe. A mostra fictícia, que seria de autoria de um artista plástico japonês, é na verdade uma criação do artista contemporâneo cearense Yuri Firmeza.

Na semana passada, Firmeza - com a conivência do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura - divulgou para os jornais locais um press-release contendo informações sobre a suposta mostra e o currículo do artista japonês. Como parte de seu ''trabalho artístico'', Firmeza criou uma assessoria de imprensa também fictícia, que entrou em contato com as redações por telefone para reforçar a divulgação do material. Procurado, também na semana passada, pelo O POVO, em duas ocasiões, o Centro Dragão do Mar confirmou a realização da exposição no MAC.

Ontem, quando a farsa foi revelada para a imprensa, Yuri Firmeza explicou que a intenção da iniciativa foi ''pensar o que move o campo da arte, refletir o museu, a galeria, o jornal como meio de sedução''. Já o diretor do MAC, Ricardo Resende, afirmou não acreditar que o episódio fere a credibilidade do Centro Dragão do Mar. Segundo ele - que confirmou que a direção do Centro tinha ciência da divulgação das falsas informações - é papel do Museu dar condições para a criatividade dos artistas locais.


Arte e molecagem

Matéria de Felipe Araújo, originalmente publicada no Jornal O Povo, caderno Opinião, no dia 11 de janeiro de 2006

A recente molecagem do artista plástico Yuri Firmeza, que inventou o pseudônimo de Souzousareta Geijutsuka e divulgou para a imprensa local seu (dele, Souzousareta) brilhante currículo de exposições no exterior como forma de conseguir espaço na mídia, revelou alguns traços do espírito da arte contemporânea em Fortaleza. Com algumas caras exceções, uma arte pobre, recalcada e alienada, feita por moleques que confundem discurso (ou melhor, as facilidades conceituais de um discurso) com pichação; que acham que estão sendo corajosos quando não fazem mais do que espernear e gritar por uma mesadinha ou por uma berlinda oficial. Nelson Rodrigues é que estava certo: os idiotas perderam a modéstia.

Não há nenhuma novidade na invenção de pseudônimos como forma de afirmar determinados discursos artísticos. Yuri, aliás, tem todo o direito do mundo de fazer a brincadeira ou a provocação que quiser. Como ''artista contemporâneo'', sua provável falta de domínio sobre certos procedimentos criativos e o discurso esquálido naturalmente ampliam seu horizonte de atuação estética às raias da falsidade ideológica. O que estranha é o fato de a presidência do Dragão do Mar - principal centro cultural da Cidade - e a direção do Museu de Arte Contemporânea chancelarem uma irresponsabilidade desse tamanho.

A título de ''denúncia'' sobre uma suposta negligência da imprensa com a produção local, Yuri tentou arranhar a credibilidade e a boa reputação de alguns profissionais. É fato que, demagogicamente, vai arregimentar a simpatia de uma classe artística boçal que (feitas as devidas exceções) projeta na imprensa a frustração de seu próprio fastio criativo. E é fato também que muitos idiotas vão entender esse gesto como um alerta oportuno sobre a cobertura jornalística da cultura em nosso Estado. A imprensa tem seus problemas e deve permanentemente questionar e ser questionada sobre sua responsabilidade com as artes e a cultura. Mas o que se viu nesse episódio foi apenas a face mais evidente da mediocridade.

O pecado dos jornalistas envolvidos no episódio talvez tenha sido o de acreditar na boa fé e no respeito que sempre pautou a relação entre as redações e o Dragão do Mar. E acreditar na reputação do Dragão como um centro que, através do MAC, quer promover exposições e discussões procedentes sobre a arte contemporânea. Não somente a credibilidade do Centro junto à imprensa, mas a própria credibilidade do Dragão junto à opinião pública estão gravemente arranhadas a partir de agora. Afinal, quem iria a uma exposição de Souzousareta sabendo que se trata de uma exposição de Yuri Firmeza?


Provocação infeliz

Editorial do Jornal O Povo, originalmente publicada no caderno Opinião, no dia 11 de janeiro de 2006

Os meios jornalísticos e culturais de Fortaleza foram sacudidos ontem por um estranho e constrangedor episódio: a exposição de um artista plástico japonês, cuja abertura fora anunciada pela imprensa para terça-feira, no Museu de Arte Contemporânea, do Centro Dragão do Mar, não se realizou porque o personagem principal, o autor dos trabalhos, simplesmente não existia.

Era fictício, ou virtual, para usar palavra da moda, criado pelo artista plástico Yuri Firmeza, que utilizou um factóide para provocar a imprensa. Uma forma de denunciar a ''negligência dos meios de comunicação locais com a produção artística da terra''. O próprio Dragão do Mar divulgou a mostra.

O caso merece reflexões e, de uma forma infeliz, servirá de advertência para a imprensa para evitar futuras aventuras irresponsáveis e, também, de parâmetro no relacionamento com entidades e produtores culturais.

O sr. Yuri Firmeza extravasou suas frustrações e recalques na mídia. Mas foi longe demais em suas elucubrações. Precisava usar de artifício tão mesquinho e irresponsável para divulgar seu trabalho e seu protesto? Mas ele tem liberdade para exercitar a sua "criatividade". Não entramos nesse mérito.

Deplorável nisto tudo é o comprometimento do nome de uma instituição do porte do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, através do Museu de Arte Contemporânea. São estranhas as declarações do diretor do MAC, Ricardo Resende, publicadas na edição do O POVO de quarta-feira (Cotidiano, página 5), sobre o caso do artista plástico fictício. Para ele, o lamentável episódio não fere a credibilidade do Centro Dragão do Mar. Mas Resende esquece o seguinte: o caso fere o que um jornal tem de mais precioso: a credibilidade, a confiança dos leitores.

Estarrecedor é o diretor Ricardo Resende dizer que a direção do Dragão do Mar tinha conhecimento da divulgação das falsas informações e, o que é pior, achar que é papel do Museu dar condições para a criatividade dos artistas locais. Um estranho conceito de criatividade.

O próprio site oficial do Centro Dragão do Mar assume a travessura de Firmeza quando diz, ao divulgar o Projeto Artista Invasor, no Chá com Porradas: ''Yuri buscou repensar a arte contemporânea através da interferência na rede que constrói sua credibilidade, formada por museus, curadores, galerias e veículos de comunicação. A concretização dessa idéia se deu através da construção de um artista japonês fictício, Sousouzareta Geijutsuka''.

O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, inaugurado em abril de 1999, é uma instituição respeitada dentro e fora do Ceará. A participação da entidade em devaneios de um artista rancoroso e irresponsável compromete um nome construído ao longo de quase sete anos de trabalho eficaz.

Embora não sirva de consolo, a imprensa cearense não é pioneira nesse tipo de episódio. Em 1983, a revista Veja, em sua edição de 27 de abril, reproduziu uma brincadeira de revista britânica New Science, feita para o Dia da Mentira, que divulgara estranha descoberta científica, fruto da fusão em laboratório de células vegetais e animais, isto é, de boi com tomate, o ''boimate''.

A tal conquista, feita na universidade alemã de Hamburgo, era atribuída aos biólogos Barry MacDonald e William Wimpey. A matéria da Veja louvava a experiência inédita que "permite sonhar com um tomate do qual já se colhe algo parecido com um filé ao molho de tomate. E se abre uma nova fronteira científica". A New Science dava pistas: Hamburgo, MacDonald, Wimpey (outro nome de rede de lanchonetes)... Mas a revista brasileira embarcou na história.

É preciso reconhecer que a imprensa cearense também não sai ilesa do caso do japonês fictício. Em plena era da Internet, com sites de busca tão precisos, não custava nada uma checagem em torno do nome divulgado. Apenas a credibilidade no Dragão do Mar não era suficiente. Que sirva de lição.


A arte no jornalismo

Matéria de Regina Ribeiro, originalmente publicada no Jornal O Povo, caderno Vida & Arte, no dia 12 de janeiro de 2006

A modernidade esgarçou ao infinito a possibilidade da arte nos moldes aristotélicos. Além do mais a chamada pós-modernidade, com todos os hibridismos e conexões entre o possível e o inverossímil, transforma tudo em arte. Que pode ser nada. No entanto a raiz do que se pode chamar de criação artística ganha força quando se observa pelo menos um dos argumentos do filósofo grego: a "idéia" que pode ser expressa em ação é um dos componentes vitais da arte. Existe algo mais cabível na arte contemporânea, mesmo a que nega toda e qualquer explicação?

Deixa pra lá essa pendenga, porque o que importa mesmo é o esse novo artista, o japonês Souzousareta Geijitsuka, que "desembarcou" na cidade trazendo na bagagem a vontade de pôr sobre a mesa alguns incômodos que cercam o mundo da arte e os suportes que ela utiliza para se estabelecer.

A começar pelo imbróglio em torno do real. Souzousareta aprendeu que o artista não tem nenhum compromisso com a verdade. Isso é coisa da História, a começar por Homero. O que a arte deve ter é verossimilhança. Precisa convencer. E ele não perdeu isso de vista quando contratou "assessores de imprensa" - a incômoda muleta do jornalismo pós-moderno - para construir a imagem de um artista múltiplo e pesquisador - quase horaciano - da virtualidade e da eletrônica. E acertou de novo. Deu entrevista por internet para uma imprensa ávida pela apresentação do novo, do estrangeiro e do discurso rebelde-planetário recheado de clichês.

Tanto no Japão, quanto no resto do mundo contemporâneo a exposição artística se viabiliza ou é referendada a partir da mediação dos espaços midiáticos. E isso não acontece só com a arte, que tem em si, a função de ser apreciada desde as imagens pictóricas das cavernas, passando pelos poetas que contavam a aventura de homens e deuses na disputa eterna pelos feitos heróicos. A política há muito tempo é subserviente às câmeras e jornalistas. O terrorismo, idem.
E aqui sim, chegamos ao ponto crítico em torno de Souzousareta, o artista japonês considerado pela imprensa local "um dos nomes mais importantes quanto à interface ente arte contemporânea, ciência e novas tecnologias", que já "expôs em vários países" e chega ao Brasil pela "quarta vez". Que fala de Glauber Rocha, Darcy Ribeiro e Hélio Oiticica com aquela proficiência dos verbetes de almanaque. Aquele que está em busca da "harmonia entre a natureza que nasce e morre empregando equipamentos tecnológicos".
A questão é que Souzousareta só existe a partir da informação publicada. É uma invenção. Uma fábula.(Portanto, arte.) Não se materializa em torno de uma alma pensante, mas existe como discurso. É real enquanto informação.

Mesmo diante da possibilidade da infinitude da interpretação de uma obra de arte que se propõe "aberta" e que trafega no espaço singular do imprevisível e das descobertas, o jornalismo é convidado a participar, quando ele é suporte dessa arte. Pronto. O bosque está pronto para ser explorado.

E aqui estão alguns vales e muitos atalhos. Os recursos e sistemas da produção da notícia deixam o jornalismo vulnerável a que tipos de armadilhas ?Criamos ou fazemos parte de um exército de crédulos seguindo discursos pré-fabricados com interesses anteriores definidos sem nenhuma reflexão? Por que nos dobramos tão facilmente ao que é estrangeiro? Por que referendemos com tantos adjetivos (bons e maus) o que não conhecemos? Será que são todas essas questões que arrastam o jornalismo para o mero entretenimento? (Pelo menos lá não há motivos para indignações).

E a verdade - motivo da revolta em torno do japonês e a forma como ele se fez criar a partir da mídia local- se apequena diante do volume de outras "criações" políticas, bélicas, científicas que o jornalismo contemporâneo tem ajudado a tornar reais. Sem dúvida, Souzousareta existe.


Adorável invasor

Matéria de Ricardo Sabóia, Fortaleza, originalmente publicada no sítio Overmundo

Como um vírus, Yuri Firmeza infiltrou-se na mídia e expôs as fraquezas de uma imprensa que, com raras exceções, mostrou-se incapaz de fazer uma autocrítica vigorosa.

O sobrenome de Yuri não poderia ser mais apropriado. Sua mais recente obra de arte é uma iniciativa que divide opiniões, mas não pode não ser classificada de firme. Ele criou um artista japonês fictício, batizado de Souzousareta Geijutsuka ("artista inventado" em japonês, segundo ele) e a exposição de arte e tecnologia Geijitsu Kakuu ("Arte e ficção"), programada para ser inaugurada na última terça-feira, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MACCE) do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, pólo referencial das artes no Ceará.

Yuri também criou uma assessora de imprensa igualmente fictícia, batizada de Ana Monteja, que abasteceu a mídia local com press-releases sobre a exposição e o suposto artista japonês. Conseguiu até emplacar uma entrevista na capa do caderno de cultura do jornal de maior circulação no Estado, o Diário do Nordeste, só para usuários cadastrados. Tudo com o aval do Dragão do Mar, a "isca" que a imprensa precisava para ser fisgada pelo artista.

A surpresa veio com a revelação, no dia seguinte à publicação dos textos noticiosos divulgando a exposição fictícia, de que Souzousareta, apresentado como renomado artista contemporâneo internacional, com quatro passagens pelo Brasil e mostras em Tóquio, Nova York, Berlim e São Paulo, nunca existiu e não fora do projeto artístico de Yuri e das páginas dos jornais, pelo menos.

No MACCE, o projeto de Yuri, correspondente à quarta edição da série Artista Invasor, ganhou a sala supostamente destinada às obras de Souzousareta. Lá, estão expostos e-mails trocados entre o artista e o sociológico Tiago Themudo, com quem Yuri dialogou na concepção do projeto, e um texto de apresentação (em português e inglês) de Souzousareta ao público, escrito pelo diretor-técnico do MACCE, Ricardo Resende.

No debate Chá com Porradas, promovido pelo Centro Dragão do Mar na última quarta-feira, Yuri declarou: 'Os jornais de hoje (quarta-feira) confirmam o descaso, comprovam que não têm seriedade. Seduzi os jornais do mesmo modo que eles seduzem o público. A obra é uma situação".

A "situação" criada por Yuri busca refletir as complexas relações entre o status da arte contemporânea e seu posicionamento com outras instâncias, como os espaços de museus, galerias de arte e a cobertura midiática. "Queria discutir o museu como espaço de conservação simbólica e outras questões que não sejam propriamente estéticas. Aí entrou a questão da mídia, do mercado, das galerias. Uma invasão que não se limitou ao status museológico, mas a todo um sistema em que ele está inserido. E a mídia é o principal sistema", afirma. Outra preocupação do artista era revelar o descaso da cobertura da imprensa local com os artistas contemporâneos cearenses: "Falta um acompanhamento sistemático da produção contemporânea, de artistas que expõem em projetos importantes aqui e em outros Estados", enfatizou.

Questionado pelo Overmundo sobre os métodos empregados no seu processo de criação, duramente criticados pela imprensa, Yuri afirmou: "No meu caso, a invenção do artista é o próprio trabalho. O suporte era o jornal. Faltou humor da imprensa. Ela não teve iniciativa de se sentir como co-autora da obra. Os jornais se sentiram afrontados, viram que são vulneráveis a esse tipo de invasão. Não existiu uma auto-reflexão da imprensa."

Ainda no Chá com Porradas, o diretor do MACCE defendeu o artista: "A ousadia de Yuri talvez seja demais para os nossos padrões. Ele veio com uma proposta ousada, de testar os limites da instituição. "A obra de Yuri não se encerrou com a revelação de que Souzousareta é fictício: "Até fevereiro, faremos na sala do MACCE um acúmulo das matérias publicadas, o vídeo do debate no Museu".

Se a estratégia de Yuri não chega a ser propriamente uma novidade e pensemos no pronunciamento dos ataques de invasão da Terra por marcianos descrita em A Guerra dos Mundos e apropriadas por Orson Welles em discurso radiofônico, ou mais recentemente, no escritor JT Leroy, sua iniciativa despertou ataques de quem mais se sentiu ofendida por seu projeto artístico: a imprensa local ironicamente, quem viabilizou em última instância sua obra.

Em um primeiro momento, os jornais preferiram desqualificar o artista e o Centro Dragão do Mar. O Diário do Nordeste publicou texto na última quinta-feira cuja manchete classifica o projeto de "factóide", sugerindo que o Dragão do Mar comprometeu o "vínculo de credibilidade estabelecido junto aos veículos de comunicação e a sociedade cearense."

A reação na edição do mesmo dia do concorrente O Povo foi ainda mais agressiva: além de um texto informativo registrando aos leitores que a exposição era uma "pegadinha contemporânea", artigo assinado pelo jornalista Felipe Araújo classificava a obra de "molecagem" e não deixa de ser curioso que a molecagem, tão celebrada como marca identitária cearense, torna-se algo pejorativo quando põe em xeque o funcionamento da imprensa local. No texto, sobram ataques para a arte contemporânea no Ceará. "Com algumas caras exceções, uma arte pobre, recalcada e alienada, feita por moleques que confundem discurso com pichação" e corporativismo com os pecados da imprensa na cobertura do circuito artístico local.

Onde houve excesso de verborragia para desqualificar o artista e o Centro Dragão do Mar, faltou autocrítica incisiva para debater a ausência de uma imprensa responsável e especializada e questionar o uso do release por jornalistas, questão que vai muito além da "boa fé" dos profissionais de imprensa.

O diretor Ricardo Resende rebate as acusações de que o Dragão do Mar foi irresponsável em apoiar a iniciativa do artista. "Em nenhum momento a gente se eximiu da responsabilidade. O Yuri impôs, entre algumas regras, que a gente ficasse fora da divulgação. Quando a imprensa presssionou por informações, achamos que era hora de convocar o Yuri para falar. O Dragão não mentiu para imprensa, omitiu para viabilizar o projeto", declarou ao Overmundo. E sentencia: "Houve uma cegueira da imprensa. Os jornalistas estavam interessados porque era um japonês consagrado, artista que trabalha com arte eletrônica. Mas entendo que isso não seja um erro apenas da imprensa local, é da imprensa brasileira em geral."

A polêmica não arrefeceu. O mesmo jornal O Povo, que em edição de ontem publicou matéria de capa do caderno de cultura Vida&Arte dando voz ao artista e ao MACCE, acompanhada de um sensato artigo da jornalista Regina Ribeiro analisando criticamente o episódio, não hesitou em publicar editorial classificando a obra de Yuri de "Provocação Infeliz". O texto reconhece que a imprensa local "não sai ilesa" do episódio e diz que "em plena era da Internet não custava nada uma checagem em torno do nome divulgado", mas não poupa o artista de mais ataques, sugerindo que ele "extravasou suas frustrações e recalques na mídia". A afirmação revela justamente o que Yuri procurou mostrar: quem está precisando de um divã, efetivamente, é a imprensa cearense.

Trechos de e-mails enviados por Yuri Firmeza a Tiago Themudo:

"Olha aí, Tiago, e diz o que acha; A ocupação da sala será da seguinte forma: irei inventar um artista, biografia, currículo, obras; tudo ficção

"Não sei como será a receptividade do público em relação ao Souzousareta, mas acredito que suscitará saudáveis desconfortos"

A (não) exposição de Souzousareta pode ser conferida no MAC. Yuri é convidado do projeto Arte Invasor até fevereiro.

Na rede:
Yuri Firmeza participou do Salão Nacional de Arte de Goiás e do Salão Sobral de Arte Contemporânea, entre outros eventos. Foi selecionado no Projeto Rumos Itaú Cultural 2005/2006.
http://yurifirmeza.multiply.com
http://www.yurifirmeza.zip.net

Posted by João Domingues at 3:39 PM | Comentários (8)

janeiro 13, 2006

Operibus credit et non verbis, por José do Nascimento Junior

Operibus credit et non verbis *

Artigo de José do Nascimento Junior, originalmente publicado no Jornal Folha de São Paulo, seção Tendências/Debates, no dia 12 de janeiro de 2006

Não tenho um caminho novo. O que eu tenho de novo é um jeito de caminhar.
(Thiago de Melo)

O país vive um momento muito particular: depois de longo tempo, tem a possibilidade de constituir, olhando para o futuro, uma visão de nação planejada, alicerçada em políticas que viabilizem a inclusão de vastas camadas da população nos parâmetros de cidadania e que se expressa, entre outros fatores, pela democratização do acesso aos bens culturais.

A história da política cultural brasileira pode ser dividida em quatro ciclos bem definidos, marcados por iniciativas diversas de criação de uma imagem de nação, tendo o governo como indutor de ações culturais: na chegada da família real, no reinado de D. Pedro II, no período getulista e na ditadura militar.

Em termos da construção da política cultural no país, estamos agora no quinto ciclo, que, diferentemente dos momentos anteriores, tem na democracia a sua gênese. A atitude democrática se reflete na elaboração do Plano Nacional de Cultura e na implantação do Sistema Nacional de Cultura, que articularão os setores do governo e da sociedade civil em uma nova prática de gestão da cultura, constituindo um modelo público republicano, em contraposição à velha dicotomia do estatal versus privado.

O conjunto das políticas públicas de cultura tem sido percebido como fator de desenvolvimento econômico e de inclusão social, o que implica o reconhecimento da cultura como área estratégica para o desenvolvimento do país. Nessa perspectiva, o que se pretende é a geração de um superávit cultural decorrente da adoção de políticas transversais integradas entre as áreas da educação, saúde e cultura.

O debate deve avançar para uma reflexão acerca do papel do Estado, o qual, mantendo-se isento do "dirigismo" e da interferência no processo criativo, deve assumir plenamente seu papel no planejamento e no fomento da produção da cultura, na preservação e valorização do patrimônio cultural do país e na estruturação da economia da cultura, considerando sempre em primeiro plano o interesse público e o respeito à diversidade cultural.

Esses têm sido os parâmetros com os quais o Ministério da Cultura tem trabalhado: ampliação das bases de atuação e cumprimento do seu papel de órgão gestor da cultura nacional, criando instrumentos de organização, democratização e fomento das diversas áreas do seu âmbito de atuação.

É extenso o conjunto das ações já implementadas pelo Ministério da Cultura na constituição de uma política cultural plural, democrática e descentralizada, coerente com a complexidade constitutiva da sociedade brasileira, pelas quais ficará marcada a atual gestão. Estão nele incluídos os Pontos de Cultura, o Projeto Pixinguinha, a criação das câmaras setoriais (artes visuais, circo, dança, livro, literatura e leitura, música e teatro), a criação do Sistema Nacional de Cultura, a realização da Conferência Nacional de Cultura, a reorganização do Iphan, a melhoria da eficiência do Programa Monumenta, a criação e a implantação da Política Nacional de Museus, o projeto Fome de Livro.

A incorporação, nas políticas de cultura, das expressões da cultura popular, das culturas indígenas, de gênero e de livre orientação sexual e o apoio efetivo à cultura das comunidades quilombolas e afrodescendentes resultam das diretrizes adotadas para o fomento à cultura, bem como o estímulo às indústrias criativas, a adoção do sistema de editais para a distribuição de recursos, a sintonia entre estatais e políticas culturais, os avanços orçamentários, a expansão da captação de recursos pela Lei de Incentivo à Cultura, a previdência dos trabalhadores da cultura e a ampliação da Política de Audiovisual. A difusão da cultura brasileira no âmbito internacional produziu resultados, como o Ano do Brasil na França, a Copa da Cultura e a atuação conjunta Brasil-França-Espanha em prol da Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural.

Cada uma dessas ações origina extensos conjuntos de dados, cuja enumeração tornaria este artigo demasiadamente longo. Poderíamos ainda citar outras conquistas, como a gratificação concedida aos funcionários da cultura e a realização do concurso público para o MinC, que permitirá o preenchimento de mais de 450 vagas para diversas áreas, sendo o primeiro concurso desde da criação do ministério, há 21 anos.

Há ainda, sem dúvida, um longo caminho a percorrer, mas as ações realizadas sob a coordenação do ministro Gilberto Gil são passos para a consolidação de uma política de cultura integrante do programa de governo do presidente Lula, que tem sido cumprido.

Essas são conquistas de fato, e é nessa perspectiva que se deve encarar o futuro das políticas de cultura em nosso país. Considerando que em todas as áreas da gestão pública a comparação e o debate são instrumentos indispensáveis e saudáveis para a formação de opiniões, recomendo como fonte de inspiração a frase de Cervantes: "Operibus credit et non verbis".
* Acredite nas obras, não nas palavras.

José do Nascimento Junior, 39, antropólogo, mestre am antropologia da política, é o diretor de Museus e Centros Culturais do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura.

Posted by João Domingues at 11:25 AM

janeiro 11, 2006

Pronunciamento do ministro da Cultura, Gilberto Gil, sobre as críticas de Ferreira Gullar e a resposta do MinC

Nota
Pronunciamento do ministro da Cultura, Gilberto Gil, sobre as críticas de Ferreira Gullar e a resposta do MinC

Disponível no site do Ministério da Cultura

Brasília, 6 de janeiro de 2006.

A polêmica em torno das críticas de Ferreira Gullar ao MinC, e da resposta do MinC a ele, tornou-se tautológica e vazia. Levá-la adiante, agora, serve apenas para vender jornal e acirrar um confronto artificial. O que poderia ser dito a respeito está posto. Que as pessoas formem seu próprio juízo, para além de qualquer distorção. Insistir no conflito, transformá-lo em campanha, dar a ele uma conotação política, aproveitar-se dele para vinganças pessoais, nada disso interessa à democracia e à cultura do Brasil. Gullar expôs seu ponto-de-vista; o MinC expôs o seu, nos termos do que o próprio Gullar disse na entrevista que originou a troca de cartas. Pronto: foi um exercício democrático de expressão. Viva a diferença!

Qualquer pessoa tem o direito de criticar o governo, de preferência com conhecimento de causa; qualquer governo tem o direito de defender-se publicamente, com palavras e conceitos. As palavras do MinC não ensejam uma recusa à crítica, mas um reconhecimento dela. E não ensejam atos de discriminação, mas debates livres, abertos, conseqüentes. Totalitário seria o MinC fazer algo contra Gullar, ou contra quem quer que seja. Isto jamais acontecerá. Assim como seria totalitário negar ao MinC o direito de debater, ou exigir a demissão de alguém por delito de opinião. Este crime não existe na democracia brasileira. Se houve exagero, foi mútuo; e desnecessário, como a própria controvérsia. Por aqui, vamos ao trabalho!

Gilberto Gil
Ministro de Estado da Cultura

Posted by João Domingues at 12:19 PM

Manifesto em solidariedade ao Secretário de Políticas Culturais do MINC, iniciativa da Rede Universidade Nômade

Manifesto em solidariedade ao Secretário de Políticas Culturais do MINC, iniciativa da Rede Universidade Nômade

Para assinar envie e-mail para: ativismo@uol.com.br

Rede Universidade Nômade

Gostaríamos de expressar nossa solidariedade a Sérgio Sá Leitão, secretário de políticas culturais do Ministério da Cultura, que veio a público exercendo seu direito de resposta para criticar a argumentação do colunista e poeta Ferreira Gullar contra as políticas públicas do Minc. Em entrevista à Folha de São Paulo o poeta fez duras críticas à atuação do ministério mesmo dizendo-se desinformado. Falando sobre o que não sabia acabou ouvindo o que não queria. O tom destas polêmicas é sempre o que se impõe no calor da hora. Independentemente de excessos de ambas as partes o que se viu foi uma polêmica e ponto. Nada que justifique um abaixo-assinado pedindo a cabeça do secretário. Os produtores e cineasta Luis Carlos Barreto e Zelito Viana, ferrenhos opositores das políticas do MINC, em especial do projeto de criação da Ancinav, vêm a público para condenar não as idéias, mas o fato de um colaborador do governo exercer seu direito de opinião e defender as ações do Ministério atacadas de forma irresponsável. Eles aproveitaram de modo oportunista uma briga circunstancial para tentar eliminar um secretário que sempre se pautou pela transparência e pela democratização dos recursos públicos. Como defensores das políticas deste governo na área da cultura, repudiamos a atitude de desqualificação de parte da nossa elite letrada - e do mandarinato cinematográfico - a qualquer projeto que signifique a real democratização da cultura nesse país.


Para assinar envie e-mail para: ativismo@uol.com.br

PELA RADICALIZAÇÃO DEMOCRÁTICA DAS POLÍTICAS CULTURAIS

1. ABD/SE - Associação Brasileira de Documentaris de Sergipe

2. ABDeC /RN- Abdistas do Estado do Rio Grande do Norte

3. A.Pablo Grilo - Cineasta carioca

4. Adauto Melo - Grupo Beatrice - São Luís-MA

5. Adelina Lapa Nava Rodrigues - Servidora Pública - DF

6. Ademar Batista Leite - Funcionário Público - Goiânia Go

7. Adilson Vaz Cabral Filho - Comunicação Social/UFF

8. Adolfo Lachtermacher - professor/cineasta

9. Adriana Maia - Redação Telecine

10. Alexandre Cesar Lima Diniz - Advogado - Franca (SP)

11. Alexandre Nascimento - Pre-Vestibular para Negros e Carentes

12. Alexandre Pilati - Professor de Literatura Brasileira

13. Aline Linhares - Psicóloga - RJ

14. Ana Almeida - diretora - Babel Produções Artisticas

15. Ana Bonjour

16. ANA MARIA DOS SANTOS - Professora e advogada - São Paulo- SP

17. Ana Tereza Lemos-Nelson, socióloga, UFRN

18. Anadja Maria dos Santos Rios - Assistente Social - João Pesssoa/PB.

19. André Augusto Lux - Jornalista - São Paulo

20. André Barros - advogado e ritmista do Império Serrano

21. Andre Braga - Avesso Filmes de Belo Horizonte

22. André Carvalheira - presidente da ABCV (Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo

23. André Francioli - cineasta - diretor e montador - SP

24. André Furtado - Designer gráfico, Ilustrador, cartunista e desenvolvedor de multimídia - RJ/RJ

25. André Luiz Alves Neves de Soauza - Estudante UFPE

26. Angela Santi - professora - Rio de Janeiro

27. Antonio Fattore Corrisp - revista italiana de esquerda " La Rinascita".

28. Antonio Maia Dioamantino- Administrador/Professor

29. Antonio Paiva Filho - revista SOMBRAS ELÉTRICAS

30. Antonio R. Amorim de Lima

31. Arthur Omar, artista plástico, fotográfo, cineasta

32. Ary Sergio B. Olinisky - Engenheiro/Designer - Rio de Janeiro

33. Assino Lucia Ozorio - professora, pesquisadora, psicanalista

34. Associação Raízes da Tradição

35. Bárbara Ferreira Arena

36. Barbara Szaniecki- designer

37. Beatriz Prado - designer instrucional e empresária

38. Bernardo Furrer - médico RJ

39. Beth Formagini, cineasta e produtora

40. Bia Gonçalves

41. BiAh weRTHer - cineasta, do Núcleo Cinema 8ito, Porto Alegre/RS

42. Brasilmar Ferreira Nunes - sociólogo(UnB)

43. Bruno Louzada - Arquiteto - Barcelona/ES

44. Bruno Vianna, cineasta - Rio de Janeiro

45. Buca Dantas - Cineasta Natal/RN

46. Caetano Ruas- coordenador do Núcleo Audiovisual do Grupo Nós do Morro - Rio de Janeiro RJ

47. Caio Correia - Empresário - Recife/PE

48. Camila Tenório Cunha - professora de educação física e mestre em educação pela Unicamp

49. Carlos Alberto Mattos - jornalista e pesquisador

50. Carlos Augusto Ruocco - produtor cultural

51. Carlos Cartaxo, professor e escritor, João Pessoa - Paraiba.

52. Carlos Eduardo Barbosa - produtor cultural

53. Carlos Fernando Andrade - Arquiteto urbanista. RJ

54. Carlos Henrique Painel - Jornalista - Rio de Janeiro

55. Carmen Antunes da Costa, Pedagoga, Recife/Pe

56. Carmen Sílvia Nóra Dias - Coordenadora e professora do Curso de Artes Visuais da Unigranrio.

57. Carolina S. Sussekind - Rio de Janeiro/ RJ

58. Cecília Lang - cineasta - Rio de Janeiro

59. Celia Rocha - psicanalista

60. Celina Marcia Passos de Cerqueira e Silva

61. Celso Antonio de Souza Mello - Professor

62. Celso Borges - poeta e jornalista - São Luís/São Paulo

63. CÉSAR BRANDÃO - artista plástico - Juiz de Fora - MG

64. Cesar Cavalcanti - Diretor/Produtor Cinematográfico - Florianópolis-SC

65. Chacal -Poeta

66. Clara Miranda. UFES

67. Claudia Cardoso - Delegada da Temática Cultura do Orçamento Participativo 2006 de Porto Alegre

68. Claudia Helena Schuch - Produtora Cultural e Audiovisual

69. Claudia M. P. Storino - Arquiteta / Técnica em Preservação - IPHAN / RJ

70. Cláudia Nunes - jornalista - Goiás

71. Claudio Barria, músico, Rio de Janeiro

72. Clovis Edson Alves- Engenheiro

73. Clóvis Roberto Silva

74. Cristiana Oliveira Castro - Advogada /Rio de Janeiro

75. Cristiano Chaves de Melo - Advogado da Petrobras - Rio de Janeiro

76. Curta-Se - Festival Luso-Brasileiro de Curtas-Metragens de Sergipe

77. Dalva Maria Rossito - Professora da rede pública do Paraná.

78. Daniela Broitman - Jornalista - RJ

79. DANILO DE MAGALHÃES LESCRECK - ADVOGADO

80. Debora F. Camara - tecnica

81. Denise Trindade RJ

82. Diana Iliescu - realizadora e produtora cultural - RJ

83. Dileny Campos, cineasta

84. DILMAIR SANTOS - Produtor Cultural e Conselheiro da Cultura do Orçamento Participativo/OP , Porto Alegre/RS

85. Dinho k2 Rapper e militante da Cultura Hip-Hop.

86. Diogo Magalhães Pereira dos Santos - ABD&C/RJ

87. Douglas Gerson Braga - Auditor Fiscal do Ministério da Previdência

88. Eber Fernandes Ferrer - Teólogo, Sociólogo e Administrador - Lucerna, Suiça

89. Écio de Salles, - Afroreggae

90. Eder Augusto dos Santos - Cineasta

91. Ederson Rocha - Arquiteto

92. Edilson Adão C Silva - geógrafo

93. Edimilson dos Santos Silva

94. Edson Barreto de Jesus - Funcionário Público.
Salvador-Ba

95. Edson de Souza - Documentarista

96. Eduardo Benfica,ABD-Go e Cineclube Cenarte-Goiânia-Go.

97. Elcio Florentino Vaz - Engenheiro Naval - São Paulo - SP

98. ELI CLEMENTE - Diretor do Grupo Folclórico "Ô de Casa" (SP)

99. Elizabeth Linhares, antropóloga, Rio de Janeiro.

100. Eloisa Elena Lopes de Abreu

101. Eloisa Elena Lopes de Abreu - aposentada da Embratel

102. Elza Cléa de Jesus Macedo

103. Erica Caminha Hassmann - autonôma - Munique - Alemanha

104. Ericson Pires - Professor Universitário, Poeta e Grupo Hapax

105. Eugênio de Faria Neves, Cartunista e Secretário da GRAFAR (Grafistas Associados do RS), Porto Alegre - RS.

106. Evandro Ouriques, professor da UFRJ

107. Evandro Peixoto, Jornalista, Brasília

108. Evaristo Almeida, economista, professor universitário-Carapicuíba - São Paulo.

109. Felipe Bragança - Cineasta/Crítico- RJ

110. Felipe Cappellano - produtora cultural

111. Felipe Ribeiro - Escola de Cinema da Universidade Estácio de Sá

112. Felipe Taborda - designer (Rio de Janeiro)

113. Fernanda Negrão- Diretora Financeira Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano Prefeitura Municipal de Osasco

114. Fernando Soares Campos - funcionário público (RJ)

115. Flávio Medeiros - publicitário - rio de janeiro

116. Flávio Vilar

117. Francis Vale - diretor e roteirista

118. Francisco das C. Moura Santos - RH - São Paulo - SP

119. Francisco Gilberto- Diretor Regional Adjunto/ECT/DR/RN

120. FRANCISCO NAVARRO GORDO PERES - ECONOMISTA E ADVOGADO

121. Frederico Cardoso - professor e realizador de filmes

122. Gabriela Buono Calainho - Jornalista - RJ

123. Geo Brito - Sociológo - Rio de Janeiro

124. Geraldo Canali

125. Geraldo Motta Filho - Cineasta

126. Geraldo Vasconcelos

127. Gerardo Silva - Geográfo - Rio de Janeiro

128. Gisela Camara, documentarista

129. Gisele Cittadino - PUC-Rio

130. Giuseppe Cocco _ Escola de Serviço Social da UFRJ

131. Glaucia Maria Maffia Maia Bancaria - Viçosa Minas Gerais

132. Graça Caldas, jornalista e professora do Pós-Com da UMESP e Labjor/Unicamp

133. Graça Diniz - Recife

134. Gustavo Gindre, editor do Boletim Prometheus, membro do Comitê Gestor da Internet

135. Gustavo Santana - Diretor executivo de Cultura do DCE UERJ

136. Hamilton Sousa Silva Bancário Brasília - DF

137. Haroldo Pedreira - psicanalista - São Paulo

138. Helena A.Vieira Bailarina/atriz- Rio de Janeiro

139. Heliete M. Reale S. de Miranda - Advogada da USP

140. Hélio Gomes Filho, professor e pesquisador do Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos, RJ - Cefet Campos.

141. Hélio Jorge Cordeiro - Publicitário e Roteirista

142. Henrique Dantas - Artista Visual

143. Henrique de Toledo Groke - Professor, Sao Paulo.

144. Henyo Trindade Barretto - Geólogo (junto com muitos DA TURMA DO BEM, fazendo a Petrobras há 43 ANOS !

145. Heres Emerich Pires, Bibliotecário - São Paulo - SP

146. Hilda Fátima de Lima- Microempresária - Belo Horizonte - MG.

147. Homero Mattos Jr. - São Paulo, SP

148. Ivana Bentes -Escola de Comunicação da UFRJ

149. Ivo Ferreira Jr - Produtor de Eventos - Petrópolis - RJ

150. Ivson Alves de Sá - Jornalista

151. Jane de Alencar Jornalista e técnica do Iphan/MinC

152. Jane de Alencar- Técnica do Iphan - Jornalista

153. Janete Moro, Engenheira, roteirista e produtora

154. Jayni Paula C. R. Farias - bibliotecária - Rio de Janeiro

155. Jeder Rezende de Moraes - Empresário - Vitória/ES

156. Jô Elias - jornalista - São Paulo

157. João Domenech Oneto - jornalista - Rio de Janeiro

158. João Hélder

159. João Luiz Vieira, professor, IACS-UFF

160. João Ramalho Neto Fotógrafo - São João del-Rei - Minas Gerais

161. JOÃO REINALDO PROTA FILHO ADVOGADO - RECIFE - PE

162. Joao Samuel Batista - universitario de historia - guarapuava PR

163. João Vicente Guimarães, Petroleiro, Natal-RN

164. Joel Zito Araújo, cineasta

165. Joema de Oliveira Martins - publicitária - -BA

166. Jorge Chahad

167. Jorge Durán Cineasta

168. Jorge Rogério Pequin - Graduando em Ciências Sociais - PUC/SP

169. José Álysson Torres dos Santos - Estudante de Economia da Universidade Federal de Sergipe(UFS)

170. José Antonio Costa - Secretaria da Fazenda-Ba, cinéfilo e apreciador da cultura em geral.

171. José Antonio Garcia Lima, sindicalista, Rio de Janeiro.

172. José Antonio Gonçalves - Geólogo - São Paulo/SP

173. José Henrique Fialho - Administrador de Empresas pela UFMG - Funcionário Fundação Municipal de Cultura da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte

174. José Luis Victorio Cervantes - Colectivo Contra la Tortura y la Impunidad (CCTI)- México.

175. José Marcio Tavares

176. José Olímpio A. Cavallin (J. Olímpio) - Roteirista e Produtor Audiovisual

177. José Reginaldo Alvarenga. Sou professor

178. José Roberto Antonini - advogado - Campinas - SP

179. Jose Roberto de Almeida, Psicologo Produtor de Video-RJ

180. José Ubiratan Delgado - Pesquisador em energia nuclear - Rio

181. Julio Cesar Macedo Amorim - Auditor Fiscal do Ministério do Trabalho

182. Karen Acioly - Autora e diretora teatral

183. Laís Rodrigues - pesquisadora audiovisual e jornalista - RJ

184. Landerson Ap. Batista - Turismólogo - São Carlos-SP

185. Leandro Maciel - Gerência de Posvenda

186. Leila Barbosa - Centro Cultural Baixo Santa do Alto Gloria - RJ

187. Leíla de Araujo Franco - Artista Plástica - Rio de Janeiro

188. Lenita Bentes

189. Lenyra Rique da Silva - Profa. UFSC - aposentada

190. Leonardo Retamoso Palma - um homem sem profissão

191. Leonora Corsini - Psicologa e pesquisadora labtec/ESS/UFRJ.

192. Liège Uchôa Azevedo de Araújo- Coordenação Estadual de Saúde Mental- RN

193. Lilian Florentino Vaz - Arquiteta - São Paulo - SP

194. Lucas Mendonça Rios - Secretário de Juventude do PT-Sergipe

195. Luciana Moreira - Estudante

196. Luis Andrade - instituto de arte/uerj

197. Luis Vidal -documentarista

198. Luisa Chaves de Melo - doutoranda em Literatura Comparada - UERJ

199. Luiz Alberto Costa Ortiz - Engenheiro Elétrico - São Paulo - SP ]

200. Luiz Antonio C. Barbosa, psicólogo, Ministério do Planejamento

201. Luiz Augusto Lisbôa - webdesign - Barretos-SP

202. Luiz Benedicto Lacerda Orlandi, professor - Dep. de Filosofia, IFHC-UNICAMP

203. Luiz Benedicto Lacerda Orlandi, professor - Dep. de Filosofia, IFHC-UNICAMP

204. Luiz Camillo Osorio -crítico de arte

205. Luiz Eduardo Monteiro - Radialista - Rio de Janeiro

206. Luiz Fernando Lobo - diretor

207. Luiz Henrique Carneiro

208. Luiz Henrique Carneiro Funcionário publico e produtor cultural RJ

209. Luiz Nunes - Diretor e produtor teatral - São Paulo

210. Luiz Rezende - Professor universitário

211. Marcelo Duarte, diretor de fotografia

212. Marcelo Larrosa Moura, Designer

213. Marcelo Nóbrega de Oliveira - Guia de Turismo e Produtor Cultural

214. Marcelo Oliveira - Engenheiro Mecânico - PE

215. Marcelo Rainho, designer e jornalista

216. Marcelo Rubens dos Santos do Amaral - Professor Universitário - UERJ

217. Márcia Macêdo - Produtora Executiva - Central de Produção - Cinema e Vídeo na Amazônia Belém - Pará

218. Marcia Teixeira de Medeiros - Editora - RJ

219. Marcio Gaspar - empresário

220. Marcos André Pinto . Fotógrafo . Rio de Janeiro

221. Marcos Negrus estudante de Direito

222. Marcos Povoas, BA

223. MARCOS SILVA - Historiador, Professor da FFLCH/USP

224. Margarida Mussa Tavares Gomes, arquiteta e professora do CEFET Campos

225. Maria Agarista Feitosa de Matos - Professora - Orós/CE

226. Maria Aline de Sá Ferreira Gomes, Belo Horizonte Asst.Social Terceiro Setor

227. Maria Amelia Lira V. Gomes : Psicóloga/ Psicodramatista - Salvador

228. Maria Beatriz Sá Leitão - psicologa

229. Maria da Graça Costa Ramos

230. Maria das Dores Nascimento]OAB/SP

231. Maria das Graças de Gouvêa - professora UNESP - Franca/SP

232. Maria do Carmo Castro

233. Maria Donizeti Fortini Bianchin - Vilhena-Rondônia

234. Maria Elisa da Silva Pimentel

235. Maria Elizabeth Segurado - Campinas - São Paulo

236. Maria Helena Buono Calainho - Psicóloga - RJ

237. Maria Inês Gurjão- Profa. do Depart. de Comunicação da PUC-Rio

238. Maria Lúcia Alves Ferreira - Técnico III - IPHAN - jornalista

239. Maria Lucia Feitosa de Lima - médica

240. Maria Tereza Chaves de Mello

241. Mariana Andrade - Assistente Social

242. Mariana Mansur Figueiredo - Designer - RJ

243. Mariana Patrício Fernandes - Historiadora

244. Marília Favalessa -Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra - Espírito Santo

245. Mário Cândido de Oliveira - Presidente da ASSOJEPAR (Associação dos Oficiais de Justiça do Estado do Paraná)

246. Mario César Fonseca da Silva,advogado- Campo Grande-MS.

247. Mario Marino

248. Mário Silva - documentarista e professor

249. Marly de Jesus Silveira - Professora da Universidade Federal de Goiás

250. Marta Aguiar - Produtora Cultural - Brasília.

251. Marta Falqueto -Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra - Espírito Santo

252. Marta Peres - Rio de Janeiro, doutora em Sociologia

253. Marta Zimpeck - jornalista - RJ

254. Martha Gubernikoff - Associação Projeto Roda Viva

255. MATSUEL MARTINS DA SILVA, Assistente social, Coordenador do Curso de Serviço Social da UNICERES em São José do Rio Preto

256. Mauricio Rocha - FEBF/UERJ

257. Mauro Coelho Tse Advogado

258. Milton Montenegro, fotógrafo, Rio de Janeiro

259. Miriam Langenbach - educadora ambiental - Rio de Janeiro

260. Miriam Mendonça/Artesã/Artista Plástica e Delegada Cultural p/1º Fórum Cultural e Popular da Baixada de Jpa/Barra/Recreio

261. Mirna Fernandes - editora - São Paulo

262. Moacyr Medeiros Alves - Bancário aposentado - Santos (SP)

263. Mônica Chaves - jornalista - Rio de Janeiro

264. Mônica Ferreira Gaspar de Oliveira - Economista - Brasília

265. Mônica Martins Salgado Góes - Cientista Social

266. Myrna Costa- funcionária do judiciário trabalhista- Rio de Janeiro

267. Nadya de Alencar Ramalho

268. Nanci Ferreira-Professora

269. Nancy Lamenza Sholl da Silva - Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM).

270. Nelson de Miranda

271. Newton Valginhak- Eletrosul

272. Nicolas Bautes - geografo

273. Noilton Nunes, cineasta

274. Octaviano Netto videomaker

275. Osmar Henrique Costa Parra - Advogado - Franca/SP

276. Osvaldo Biz - Professor da Comunicação Social - PUC/RS

277. Osvaldo Biz Professor da Comunicação Social/Jornalismo - PUC/RS

278. Otilia de Moura Barbosa - Macaé RJ

279. Paola Barreto Leblanc - Cineasta, RJ

280. Patricia Kranz - Presidente do ICLEI-Brasil

281. Paula Ferreira Machado, advogada, Rio de Janeiro

282. Paulismar Alves Duarte - Assessor Parlamentar - SBC-SP

283. PAULO BASTOS MARTINS, cineasta e professor

284. Paulo Domenech Oneto - professor de Filosofia, Instituto de
Artes - UERJ

285. Paulo Halm, cineasta

286. PAULO HENRIQUE TAVARES CESAR, GEÓLOGO

287. Paulo José de Almeida Neto - Produtor Cultural - São Paulo

288. Paulo R. De A. David - Advogado - Rio de Janeiro - RJ.

289. Paulo Rubens Fonseca - Professor de Foto Reportagem da Puc-Rio

290. Pedro Alexandre Sanches

291. Pedro Dacosta Lyra - video-cosmorama RJ

292. Pepe Bertarelli, Arquiteto e militante

293. Priscila de Almeida Resende - estudante de cinema

294. Professor do Instituto de Matemática e Estatística da UERJ

295. PT Cultura RJ

296. Ralf Cabral Tambke - Cineasta/Professor Florianopolis/SC

297. Raul Longo

298. Raul Vinhas Ribeiro- Professor Universitario - Unicamp

299. Renata Dantas Leite - Assistente Adiministrativo da CASSI- DF

300. Renato Laclette, cinema RJ

301. Renato Vilela de Magalhaes, Servidor Publico, Brasilia - DF

302. Ricardo Abreu - Professor - Rio de Janeiro

303. Ricardo Miranda - Cineasta

304. Ricardo Moellmann Cordeiro de Farias-professor.

305. Ricardo Moreno: Professor e Músico

306. Rico Cavalcanti - Jornalista e Produtor

307. Roberto Abreu - Professor da UERJ - Rio de Janeiro

308. Roberto Cartaxo Machado Rios - Engenheiro da Petrobrás - RJ

309. Roberto Cavalcanti de Albuquerque Filho - Designer/Tatuador - RJ

310. Roberto Lopes de Abreu

311. Rodrigo Gueron, Filósofo, curtametragista e roteirista

312. Rodrigo Pinto - Editor - Cultura Online

313. Rodrigo Siqueira - Documentarista - Snao Paulo

314. Rogério Martins - Produtor - Ator - Minas Gerais.

315. Romano (RJ)

316. Ronald Duarte - Artista Visual

317. Ronaldo Montechiare Figueira - Secretário Municipal de Cultura - Trajano de Moraes

318. Ronen Altman r músico

319. Rosa Helena Melo - Socióloga

320. Rosalina Fernandes - Psicóloga - BH

321. Rosane Nicolau Santos - biblioteconomista

322. Rosângela Rocha -ABD de Sergipe e Festival de Curtas SE

323. RUBEM CORVETO - SINDICATO DOS ENGENHEIRO DO RJ e CINEASTA

324. Rubens Nogueira- músico e compositor

325. RUBENS VIANA DA SILVA - Economista - RJ

326. Rui Mesquita - doutorando sociologia/UFPE

327. Rute Monteiro Machado Rios - Técnica em educação de jovens e adultos - RJ

328. Ruy Alkmim Rocha Filho poeta, professor universitário e jornalista.

329. Ruy Gardnier, professor e crítico

330. Sandla Wilma de Barros Santos - Assistente Social / Psicodramatista/ Salvador-BA

331. Sandra Gonçalves Mendes da Silva - Arquiteta - São Paulo - SP

332. Sergio Bacelar - Fomentador Cultural

333. Sérgio Bloch - cineasta (RJ)

334. Simone Luci Pereira , Professora universitária - São Paulo/SP

335. Simone Ramos - Psicóloga/RJ

336. Sofia Federico, BA

337. Solange Lima - Produtora - Bahia

338. Sonia Andrade - artista plástica - Rio de Janeiro

339. Sonia Maria Uchôa

340. Sonia Montenegro, analista de sistemas, Rio de Janeiro - RJ

341. Stefania Cappellano - produtora cultural

342. Sueli Nascimento - Editora/Produtora

343. Suely Muniz - economista - Inst. Pesquisas Tecnológicas SP

344. Tania Roque -cirurgiã-dentista -RJ

345. TANIA VALDIZA DA SILVA - bacharel em Direito, servidora pública federal, cantora, participante do Grupo Folclórico "Ô de Casa" (SP)

346. Tatiana Roque - Instituto de Matemática da UFRJ

347. Telma Lilia Mariasch- psicóloga- RJ

348. Terezinha Bezerra, professora

349. Terezinha de Jesus Bezerra-professora

350. Tita Dias - empresária, produtora cultural, ex-vereadora SP

351. Toni Platão, músico

352. Tuca Moraes- atriz e produtora - RJ

353. Urbano Costa - Dentista. Manaus AM.

354. Vanderlei Gussonato, psicólogo e jornalista

355. Vanderley Caixe - advogado- Ribeirão Preto.SP

356. Vânia Catani -produtora

357. Vanice Deise - Coordenadora do Núcleo de Produção
Independente Arroz Feijão Cinema & Vídeo (SP)

358. Vera Vital Brasil, psicóloga, Rio de Janeiro

359. Vinícius Cabral Realizador

360. Vinícius Reis, diretor e roteirista de cinema e tv

361. Virginia Capibaribe, Cantora lírica (UFRJ) e professora de música -

362. Vitor Luiz Rigoti dos Anjos- Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra - Espírito Santo

363. Viviane Ayres - produtora - Rio de Janeiro

364. Viviane Santana Mendes - UFU-MG

365. Vladimir D. Micheletti Univ. Federal de Alagoas

366. WAGNER ALOISIO DE LIMA RESENDE - DIRETOR DO SINDIELETRO MINAS GERAIS

367. Wagner Guimarães

368. WALLACE HERMANN JR, PRODUTOR DE RÁDIO

369. Walter Rodrigues, jornalista, editor do Colunão (São Luís, MA).

370. Wanderley Gradela Filho, historiador, psicodramatista

371. Wavá Carvalho-Diretor do Grupo RETEN-(Revisitando o Teatro Experimental do Negro).

372. Wayne José Pinheiro Bancário - Banco do Brasil

373. William Resende de Castro Jr - Engenheiro - Barra Mansa

374. Willian Higa, engenheiro, Campinas/SP

375. Wilma Antunes Maciel - professora - São Paulo

376. Wilmar Ferraz Osvaldo Biz -Professor da Comunicação Social - PUC/RS

377. Zeno Soares Crocetti, geógrafo professor na UNIBEM, Curitiba/PR.

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janeiro 6, 2006

Gil ignora crítica de Caetano e responde a Gullar, por Silvana Arantes

Gil ignora crítica de Caetano e responde a Gullar

Matéria de Silvana Arantes, originalmente publicada na Folha de S.Paulo, no dia 6 de janeiro de 2006

O ministro Gilberto Gil tem nas mãos um pedido de degola de seu secretário de Políticas Culturais no Ministério da Cultura, Sérgio Sá Leitão. E também outro pedido, para que Sá Leitão fique.

Gilberto Gil está sob fogo cruzado. Caetano Veloso, Oscar Niemeyer, Fernanda Montenegro, João Ubaldo Ribeiro estão entre as assinaturas do texto contra Sá Leitão. O manifesto foi organizado pelo cineasta Zelito Viana e pelo produtor Luiz Carlos Barreto, com a intenção de obter de Gil e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a cabeça do secretário.

Ontem, em carta aberta publicada pela coluna de Mônica Bergamo, na Ilustrada, Caetano atacou Sá Leitão e o comportamento do MinC, afirmando que, quando um ministério "exige adesão total às suas decisões, estamos a um passo do totalitarismo".

Caetano defendeu Gullar e cineastas que foram chamados de privilegiados pelo secretário. Na carta, o parceiro de Gil refere-se de maneira crítica ao projeto (que acabou arquivado) da Ancinav (Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual), visto por setores da produção de cinema e da TV como autoritário e centralizador.

Do lado dos que defendem Sá Leitão, os nomes mais conhecidos são os da professora de cinema Ivana Bentes e o do cineasta Joel Zito Araújo, que apoiavam a criação da Ancinav.

As outras 184 assinaturas no documento em favor do secretário e da "radicalização democrática das políticas culturais" não têm relevo nacional --e esse é um ingrediente da disputa. "Quanto mais a pequena elite grita, mais fica patente que as políticas públicas do governo são efetivamente democratizantes", diz Bentes.

O ministro enfrentou o tiroteio ontem. "Não li", disse, a respeito da carta de Caetano. Mas afirmou que, "se querem a cabeça de Sá Leitão, não vão ter". Gil estava no Rio de Janeiro, acompanhado de Sá Leitão, para divulgar a Copa da Cultura, que o MinC promoverá na Alemanha, em paralelo ao Mundial de futebol.

A origem do bafafá foi a crítica que o poeta e colunista da Folha Ferreira Gullar fez à "centralização" da gestão Gil no MinC (Ministério da Cultura), durante Sabatina Folha, no último dia 21. Sá Leitão revidou em carta à Folha, classificando o poeta de "stalinista", referência ao regime totalitário do ditador soviético Josef Stalin (1879-1953) --e o barraco começou.

Para Sá Leitão, o "objetivo da celeuma" não é propriamente defender Gullar, mas preservar canais de acesso aos cofres do governo no financiamento do cinema e de outras obras culturais.

Gil modificou em sua gestão as regras de patrocínio das empresas estatais, visando a distribuir o dinheiro entre mais projetos e mais Estados do país.

No MinC, essa política é chamada de "descentralização" e encarada como "o fim do balcão" de atendimento especial para pedidos de patrocínio apresentados por artistas consagrados.

"Essas pessoas não se conformam com regras republicanas e tratamento democrático, porque agora elas são tratadas como todos os outros produtores culturais deste país", diz Sá Leitão.

O secretário afirma que Barreto atribui a ele a responsabilidade por não ter vencido os últimos concursos de patrocínio da Petrobras (maior investidora em cinema do país) e do BNDES, cujas regras de seleção também mudaram. A Folha tentou ouvir Barreto, que preferiu não se manifestar.

O debate do MinC com Gullar reacende as duas maiores polêmicas que Gil enfrentou no ministério. Na primeira, a do "dirigismo cultural", o cineasta Cacá Diegues esteve ao seu lado. Na segunda, sobre a Ancinav, não. Agora, Diegues está contra Sá Leitão:

"É inadmissível que um servidor público se dirija a um cidadão brasileiro nos termos em que esse rapaz se dirigiu. Ainda mais se tratando de um brasileiro como Ferreira Gullar. O ministro Gil sempre responde às críticas que recebe, justas ou injustas, de um modo cortês e altivo. Não há razão nenhuma para que um assessor seu seja tão grosseiro", diz.

Foi Diegues quem classificou como tentativa de "dirigismo cultural" as regras de patrocínio estatal formuladas pela Secretaria de Comunicação, em 2003 (à época sob comando de Luiz Gushiken). Previam contrapartida social e adequação dos projetos a políticas de governo.

Gil discordava de Gushiken e, com a gritaria dos cineastas, venceu a queda-de-braço e recebeu de Lula a missão de formular as políticas de patrocínio do governo. Em 2004, Gil quis dar um passo além, com a criação da Ancinav, que teria a função de regular os setores de TV e cinema.

Acusada de autoritária por Barreto, Diegues e outros representantes do cinema e da TV, a proposta foi abortada pelo governo, na maior derrota de Gil até aqui.

Mas as marcas do debate estão longe de cicatrizar. "Barreto e Zelito encabeçaram o debate contra a Ancinav nos mesmos termos que estão fazendo agora", diz Bentes.

O cineasta Domingos Oliveira delineia a questão incômoda à esquerda e à direita. "É incrível o governo não ter se levantado contra o cinema sustentado pelas leis de renúncia fiscal. Isso inflacionou o mercado de modo artificial, porque o dinheiro não custa nada para ninguém e divorciou o cinema do público, porque não importa a bilheteria do filme, mas quanto ele capta."

Posted by João Domingues at 12:28 PM

Artistas defendem Gullar de críticas do MinC, da Folha de S.Paulo

Artistas defendem Gullar de críticas do MinC

Matéria originalmente publicada na Folha Online, do dia 3 de janeiro de 2006

Um abaixo-assinado de apoio ao poeta e colunista da Folha Ferreira Gullar foi encaminhado na última sexta-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro da Cultura, Gilberto Gil. O documento é um protesto contra a carta do secretário de Políticas Públicas do ministério, Sérgio Sá Leitão, publicada no dia 24 de dezembro na Folha.

"Nós abaixo assinados vimos explicitar nosso repúdio pela forma como um funcionário do alto escalão do Ministério da Cultura trata um dos maiores intelectuais vivos deste país, o poeta Ferreira Gullar", afirma o texto, assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o produtor Luiz Carlos Barreto, o cineasta Zelito Viana e outros 27 artistas. As assinaturas continuam sendo coletadas e serão enviadas a Brasília.

Em sua carta, Sá Leitão criticou frases ditas por Gullar na Sabatina Folha realizada no dia 21 . Sobre a gestão de Gil, o poeta afirmou à platéia: "Ouço reclamações de diferentes áreas de que [ele] não está cumprindo bem seu papel." E ainda disse: "Houve centralização que não sei se continua."

Na carta, Sá Leitão escreveu: "(...) Não deixa de ser curioso um comunista criticar algo ou alguém por uma suposta "centralização". A "centralização" não era a marca registrada dos finados regimes stalinistas dos quais Gullar foi e segue sendo um defensor?".

"O que Gullar observou [sobre Gil] foi muito singelo para ser alvo de uma patada como essa", criticou o cineasta José Joffily, uma das assinaturas do documento. "Quem está no poder precisa medir suas palavras. Gullar é um homem que trouxe, traz e trará muitas contribuições ao país. Não dá para um menino vir com tanta agressividade e estupidez", disse.

Ontem, Sá Leitão disse que sua carta não foi uma iniciativa pessoal, mas do ministério. E encaminhou e-mail dando sua versão do caso. "Ferreira Gullar deu o comando, e o que era um exercício público de liberdade de expressão tornou-se o pretexto para uma perseguição política que remonta aos piores momentos do stalinismo, mesclando o totalitarismo do partidão ao oportunismo de ex-privilegiados do cinema", afirma.

"Por fim, deixo uma pergunta: por que a crítica de Gullar é um gesto democrático, e a crítica a Gullar, um ato de autoritarismo?", escreve ele, referindo-se a um trecho do abaixo-assinado: "(...) Com manifestações desta natureza estamos voltando aos obscuros tempos da ditadura, onde tentavam nos proibir até mesmo de pensar".

O trecho é um apoio à resposta que Gullar deu, no dia 24, no "Painel do Leitor", à carta de Sá Leitão, quando afirmou que "parece escrita pelo antigo SNI [Serviço Nacional de Informações]".


Comentário de Ferreira Gullar sobre o Governo Lula e a gestão do Minsitro Gilberto Gil, originalmente publicada na Folha online, no dia 21 de dezembro de 2005

Gullar, que já foi presidente da Funarte, demonstrou insatisfação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não votei nele. Há muito tempo eu já não acreditava que o PT seria capaz de governar o Brasil atendendo aos desejos da população." Entre as decisões do partido que o poeta julga equivocadas estão a oposição à Lei de Responsabilidade Fiscal, o Fundef e o acordo de não proliferação de armas nucleares. "[Esse governo] é uma empulhação."

Sobre o ministro da Cultura, Gilberto Gil, Gullar afirmou que tem ouvido muitas reclamações. "Artistas de diferentes áreas dizem que o ministro não tem cumprido o seu papel. Dizem que os projetos não vão adiante, que as solicitações não têm andamento."

Para ele, a função do governo é apenas dar suporte às artes, não direcioná-la. "Quem cria arte é o povo, não o governo. [O governo] tem de criar condições para os artistas, não orientá-los [como vem acontecendo]", afirmou o poeta, que já teve uma produção literária de conteúdo político.

Posted by João Domingues at 12:27 PM

Arte renovada, por Suzana Velasco

Arte renovada

Matéria de Suzana Velasco, originalmente publicada no Jornal O Globo no dia 6 de janeiro de 2006

Eles são jovens e são artistas. Mas não seria apropriado dar-lhes o rótulo de jovens artistas. Melhor dizer que eles são criadores, já expõem, têm projetos. E têm todos menos de 30 anos. Jovens, portanto. Muito jovens. Em conversa no Parque Lage, onde alguns fazem ou fizeram cursos ou têm apenas como referência de uma importante escola de artes visuais, Ana Holck, Laura Erber, Mariana Manhães, Matheus e Thiago Rocha Pitta e Bruno Lyra conversaram sobre arte, galerias, incentivos públicos e planos em 2006. E, apesar de jovens, ou até por isso mesmo, tinham muito o que falar em sua curta trajetória.

O que é mais óbvio nessa geração é a diversidade dos meios que utiliza: instalação, intervenção urbana, vídeo, fotografia e até a boa e velha pintura. Apesar de muitos terem começado desenhando, como Mariana, Ana e Laura, eles deixam claro - pela obra e pelo discurso - que ser artista hoje em dia vai muito além de tintas, tela e papel.

- Nunca achei que fosse ser artista porque não tenho habilidade manual. Sempre fui muito tímido com a mão. Comecei a trabalhar num estúdio de fotografia e quando vi já estava produzindo - conta Matheus Rocha Pitta, que um dia ligou para o fotógrafo e artista plástico Miguel Rio Branco e perguntou se ele precisava de um assistente. - Então vi que poderia ser artista sem as mãos.

Para sua primeira individual, "Drive-in", Matheus, mineiro que aos 25 anos já tem obras no acervo do colecionador Gilberto Chateaubriand e do fotógrafo peruano Mario Testino, criou um circuito que liga a galeria ao estacionamento do shopping de antiquários onde fica a Novembro. Recém-aberta em Copacabana, a galeria exibirá um vídeo da garagem, como se câmaras estivessem dentro de um carro.

Complicado? Talvez seja ao se tentar explicar o que é o trabalho. Os artistas hoje têm que lidar com o rótulo da "arte contemporânea", muitas vezes criticada como o espaço em que tudo pode. Mas eles estão conscientes de que, apesar dos meios ilimitados, o essencial é a sensibilidade de cada um.

- Já tive ótimos retornos do público leigo. A arte moderna pode ser muito mais hermética. Entender um Mondrian é bem mais difícil - diz Matheus.

Espaço para obras perenes

Laura é um exemplo claro dessa liberdade. Formada em literatura, tem um livro de poemas, "Insones" (7 Letras), ganhou um prêmio da Nova Fronteira ao adaptar Guimarães Rosa para vídeo e foi escritora residente com bolsa em Stuttgart, na Alemanha. Em agosto, ela também expõe na galeria Novembro, que nasceu apostando em novos nomes.

- Vivemos num contexto em que as divisões não fazem mais sentido. E por isso mesmo o que se torna um desafio é a capacidade de articulação - diz ela, que aos 26 anos acaba de participar da 5 Bienal do Mercosul, em Porto Alegre. - Em nome da "arte contemporânea" se faz de tudo. Há uma tendência de se espetacularizar a arte. É bom ter o retorno do público leigo, desde que os espaços não se transformem em parques de diversões.

Para Thiago Rocha Pitta, irmão gêmeo de Matheus, esse olhar meio de lado para a arte contemporânea se deve a um inchaço de artistas - ou à facilidade com que hoje em dia se diz ser "artista". Ele acredita que para gerações anteriores era mais difícil fazer da arte uma profissão.

- Hoje, ser artista acabou virando um fetiche.

Ao lado de Matheus, Thiago expõe até o próximo domingo em "Além da imagem", no Centro Cultural Telemar. Como um dos vencedores do Prêmio CNI Sesi Marcantonio Vilaça do ano passado, ele expôs em São Paulo, no fim deste mês segue para o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio, e depois vai para Porto Alegre, Belém e Recife. No segundo semestre, fará em sua galeria, A Gentil Carioca, um trabalho de uma só noite. Ali, Thiago diz que vai "cozinhar um barro". Para outras gerações, talvez seja estranho pensar numa galeria, símbolo do circuito comercial de arte, abrir espaço para uma obra perene.

- Não existe obra comercial. Existem obra boa e obra ruim. Tenho mais liberdade na minha galeria para fazer algo não vendável. Já levei três canos de instituições, e o marketing cultural delas faz com que o artista fique de garoto-propaganda sem receber cachê. No Brasil se acha que o museu é um altar e estão nos fazendo favor - dispara ele, que também expôs na última Bienal do Mercosul.

Tentando seguir o próprio desejo

Com Bruno Lyra, designer de 25 anos que descobriu as artes como estudante da tradicional pintura no Parque Lage, a diferença é bem clara entre um trabalho encomendado e uma mostra própria.

- O cliente sabe o que quer. Já o trabalho com a galeria foi totalmente de braços dados, um acreditando no outro - diz ele, que expõe pinturas com um quê de grafite até dia 20 no Espaço Repercussivo, na Barra.

Para Ana Holck, de 28 anos, a experiência foi outra:

- Já expus em instituições e não senti isso. No Paço Imperial, fiz o que quis. Já na galeria me senti com menos liberdade, porque há uma expectativa de vender - diz ela, que até dia 29 deste mês expõe "Elevados", com faixas de adesivo vinílico, no Paço, e está nas galerias Mercedes Viegas, até 10 de fevereiro, e Arte 21, até o próximo dia 28 na coletiva "N Múltiplos".

Artistas já tiveram problemas em seleções

Eles acabam concordando que hoje em dia há diferentes perfis de galerias. Mariana Manhães, por exemplo, sabe que precisará de liberdade em sua exposição em A Gentil Carioca, em fevereiro. A artista de 28 anos, que acaba de ganhar o Prêmio Gilberto Chateaubriand do Salão da Bahia com a videoinstalação "Movido movente" e foi uma das selecionadas, com Matheus, para o Rumos Itaú Cultural 2006 - que terá mostra no Paço Imperial - trabalha com intrincados circuitos montados pelo pai, engenheiro.

- A família sempre me pergunta se eu tenho pintado - brinca ela, mostrando que a visão do que é um artista ainda não mudou muito.

Assim como Ana e Matheus, Mariana teve um trabalho selecionado para o Sérgio Porto em 2005 e depois foi dispensada, num escândalo nas seleções de artes plásticas. Thiago também passou por uma situação delicada. Há cerca de dois anos mandou um projeto para uma bolsa do Rioarte e recebeu uma nota 10 e uma 4. Mas, segundo o artista, quando foi pegar de volta um dos portfólios, ele estava lacrado. Um dos jurados não tinha visto o material:

- O único patrocínio que havia era da prefeitura, e depois que os artistas começaram a criticar o projeto do Guggenheim, o Cesar Maia passou a tirar verba das artes plásticas. Agora com o Pan-Americano o investimento está zerado - reclama ele, que já expôs no municipal Castelinho do Flamengo, hoje às moscas. - A coisa pública não existe. É só ver os jornais - critica.

Laura, que já viveu de bolsas na França e na Alemanha, conta que ali há centros públicos com acervos importantes em pequenas cidades do interior:

- As bolsas são uma experiência com prazo de validade definido a priori . Você fica totalmente vinculado a instituições que lhe dão todos os meios, o que é maravilhoso, apesar de poder ser esgotante. Mas há projetos que apenas instituições podem bancar.

Laura se refere, por exemplo, ao filme 35mm "Diários do sertão", feito no Le Fresnoy - Estúdio Nacional de Arte Contemporânea, na França, e exibido no mundo todo. Vivendo de bolsa em bolsa - depois de expor na Fundação Miró, em fevereiro deste ano, ela segue para um centro de literatura na Bélgica - ela acredita que deveriam haver mais meios de financiar o artista sem a obrigação de produção:

- Sinto a influência da pesquisa até hoje. Não dá para medi-la de imediato.

Matheus, que já passou um ano em Belo Horizonte com a Bolsa Pampulha, e Thiago concordam.

- No Brasil se quer mostrar resultado. Mas arte é para desperdiçar, gastar, não é para ser útil. Temos que fazer o que nos dá desejo - diz Thiago.

O problema é equacionar desejo e retorno, sobrevivência, sustento. Bruno, que se mantém com um estúdio de design, questiona:

- Todos vivem de arte?

Crítica à falta de meiospara se discutir arte

Eles tentam se manter de arte, mas vivem o dia-a-dia da instabilidade. Mariana é psicóloga e resolveu deixar o diploma de lado. Ana fez arquitetura por interesse pelo espaço, mas viu que poderia usá-lo na arte. Thiago insiste no desejo e acredita que o trabalho pode falar por si próprio. E põe um pouco de lado o que Mariana diz ser importante para um artista no Brasil: divulgar, fazer mala-direta e convites. Entrar no mundo prático.

- Já vivemos num modelo publicitário. Temos que pôr energia na nossa poética - diz Thiago.

- Mas a obra só existe quando exposta. E o trabalho realizado traz muita coisa. No meu caso, muitas idéias surgem a partir de um contato com o lugar de exposição - rebate Ana, uma das recém-vencedoras do Prêmio Projéteis, da Funarte.

Mas todos concordam com a falta de espaço que as artes plásticas têm na mídia, a falta de meios especializados, a falta de críticos. Talvez a resistência a entrar nos meandros da publicidade da arte seja a resistência a sair do espectro do seu trabalho. Eles, no fundo, querem apenas continuar fazendo arte.

- Em breve surgirá um personagem de novela que faz instalações - diz Laura, rindo.

- Pelo menos vão parar de perguntar se eu tenho pintado - brinca Mariana.

Posted by João Domingues at 11:45 AM

janeiro 4, 2006

MP propõe ação civil pública contra secretário de Cultura, DM Online

MP propõe ação civil pública contra secretário de Cultura

Matéria do Diário da Manhã, originalmente publicada no dia 21 de dezembro de 2005

O Ministério Público (MP) estadual, por meio do promotor de justiça Fernando Krebs, propôs hoje (21) ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o secretário de Cultura de Goiânia, Kleber Branquinho Adorno, o diretor de Musicalidade da Secretaria Municipal de Cultura, Antônio Rodrigues da Mata Neto, e a diretora do Museu de Arte de Goiânia, Cláudia Regina Ribeiro Rocha, por nomeação irregular de servidor público.

O MP recebeu representação da servidora Deolinda Conceição Taveira, noticiando seu afastamento da direção do Museu de Arte de Goiânia para que o secretário de Cultura nomeasse, segundo ela, irregularmente, Antônio Rodrigues da Mata Neto. Deolinda afirma, na representação, que a nomeação/exoneração de servidores da Secretaria de Cultura é atribuição do prefeito municipal, incluindo o cargo de diretor do Museu de Arte de Goiânia (MAG), que deve ser ocupado por servidores de carreira do município.

Ao ser questionado sobre o caso, o procurador-geral do município, Marconi Sérgio Azevedo Pimenteira, informou que a diretoria do Museu de Arte de Goiânia é uma função de confiança, de livre nomeação entre os servidores do quadro efetivo do município e que Deolinda Conceição Taveira Moreira não havia sido exonerada até a data da resposta - 27 de maio deste ano. O procurador-geral também informou que Antônio Rodrigues foi nomeado para ocupar o cargo em comissão como diretor de Musicalidade.

Em contrapartida, o secretário municipal de Cultura informou que Deolinda realmente foi dispensada do cargo de diretora do museu, removida para outra unidade e que Antônio está respondendo pela função.

A servidora Deolinda alega que atua no Grande Hotel em desvio de finalidade, pois é a única funcionária especialista em restauração da Prefeitura de Goiânia. Tendo em vista os fatos, o MP requer que seja concedida liminar determinando o retorno de Deolinda para o Setor de Conservação e Restauração do MAG, anulado o Decreto Municipal nº 2586 nomeando Cláudia Regina Ribeiro Rocha para a direção do MAG, e determinado o impedimento de Antônio da Mata Neto para falar publicamente em nome da direção do MAG.

Além disso, o MP requer que o secretário de Cultura de Goiânia pague multa civil durante seis meses do valor de sua remuneração, que Antônio Rodrigues da Mata Neto pague a mesma multa durante três meses do valor de sua remuneração, e que o mesmo ocorra com Cláudia Regina durante três meses.

Posted by João Domingues at 11:45 AM

Escola ganha o direito de ficar no Parque Lage, por Suzana Velasco

Escola ganha o direito de ficar no Parque Lage

Matéria de Suzana Velasco, originalmente publicada no Jornal O Globo, no dia 22 de dezembro de 2005

Depois de anos de instabilidade sobre a legitimidade de ocupar o casarão do Parque Lage, a Escola de Artes Visuais (EAV) recebeu ontem oficialmente o direito de permanecer no espaço por cinco anos, automaticamente renováveis. Apesar da surpresa de alguns artistas plásticos e professores com o curto tempo de permanência - havia sido divulgado que a concessão dada pelo Patrimônio da União e reconhecida pelo Ibama seria de 35 anos - o deputado estadual Carlos Minc (PT) afirmou que, em abril, a escola, no parque há 30 anos, deve receber a transferência definitiva do patrimônio.

A solenidade ocorreu na EAV e teve a presença do ministro da Cultura, Gilberto Gil; da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva; do secretário estadual de Cultura, Arnaldo Niskier; do diretor da escola, Reynaldo Roels; do gerente executivo do Ibama no Rio, Rogério Rocco; e do deputado Carlos Minc.

- Se fosse possível dividir dois campos da vida humana, eles seriam a cultura e a natureza. E a escola, dentro deste parque, é uma referência cultural muito importante - disse Gilberto Gil.

Para os artistas João Goldberg, coordenador do núcleo de 3D da EAV, e Anna Bella Geiger, professora e membro do conselho da diretoria da escola, a assinatura do documento dá tranqüilidade para que haja projetos concretos nos próximos anos.

- A instabilidade é muito negativa porque não podemos planejar alianças com outros ensinos, com outros países. Agora muda tudo - disse Anna.

Artistas e diretores de importantes museus da cidade, como o MAM e o Paço Imperial, estiveram na solenidade. Após a assinatura do documento, Gil decepcionou quem aguardava uma canja. Também prometido para a tarde de ontem, o EAV-MOB, que comemoraria os 30 anos da escola, foi cancelado. O evento reuniria registros em vídeo, fotografia, textos e imagens de alunos e professores.

Posted by João Domingues at 11:28 AM | Comentários (2)