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julho 19, 2017

Foto-cine-vídeo expandidos com Daniela Bousso e Lucia Santaella na Casa seLecT, São Paulo

Cursos extra-temáticos de inverno
Foto-cine-vídeo expandidos

O curso aborda os experimentos artísticos radicais relacionados com a área das imagens tecnológicas. E como a cultura digital revolucionou a criação de imagens fixas e móveis.

Idealizadoras e professoras: Lucia Santaella e Daniela Bousso

8 a 17 de agosto de 2017, terça-feiras e quinta-feiras, das 19h30h às 21h30

Casa seLecT
Rua Itaquera 423, Pacaembu, São Paulo, SP
Informação pelo casaselect423@gmail.com ou 11-96570-7279
Inscrições online

PROGRAMA

Na área das imagens tecnológicas, foto, cine e vídeo, é tal a heterogeneidade e diversidade de produções na arte contemporânea que, para os teóricos e críticos da arte e da cultura, tornou-se impossível tomar como ponto de partida ou mesmo chegar, depois de muito esforço, a qualquer tipo de categorização, classificação ou rotulação. Os meios e processamentos de produção e pós-produção, os meios de emissão, visualização, exposição, distribuição, transmissão, difusão, os meios de armazenamento, arquivamento, recuperação e os meios de recepção, troca e compartilhamento são de tal forma variados que põem em falta as nomenclaturas orientadoras. Essa falta intensificou-se desde o advento do vídeo, o grande responsável por tornar permeáveis as relações entre foto, cine e vídeo. Brotou com isso uma nova estética, configurada a partir da diversidade de dispositivos e de experiências que caracterizam um lugar intermediário de instabilidades, multiplicidades e hibridismos para esses três campos de criação da imagem fixa e móvel. Essa estética emergente estava preparando o terreno para a era computacional. Quando o computador deixou de ser uma caixa fechada para produzir imagens, textos e guardar arquivos, mais ainda, quando as interfaces gráficas abriram as comportas para o envio, troca e compartilhamento de dados multimídia, as misturas entre mídias e linguagens tornou-se regra. Não se trata mais de passagens, como queria Bellour, mas de genealogia das imagens, uma genealogia em que elas já se engendram nas misturas. Com isto, o computador se transformou em um laboratório experimental no qual diferentes mídias podem se encontrar, suas técnicas e estéticas se combinar na geração de novas espécies sígnicas que têm recebido recentemente os nomes de foto, cine e vídeo expandidos.

Duração: 4 palestras

Público alvo: estudantes de arte, jornalistas culturais, artistas, professores de arte, profissionais da área de museus, arte educadores, aspirantes à crítica e curadoria, profissionais da área da cultura, estudantes e profissionais de comunicação e semiótica, arquitetos, designers, tecnólogos da informação, estudantes de literatura, professores em geral, colecionadores, interessados em arte contemporânea em geral.

Palestra 1: Foto, cine, vídeo imbricados e expandidos

No campo das artes que, na falta de um nome melhor, ainda continuamos chamando de visuais, as misturas entre mídias e linguagens são de tal monta que se tornou quase impossível encontrar nomes adequados para a complexa malha de softwares, dispositivos, meios de transmissão, arquivamento, recuperação e exposição que nelas se concentram. Por isso mesmo, a arte que incorpora na sua feitura, de um modo ou de outro, as multifacetadas potencialidades do computador e dos softwares, tornou-se um campo imantado para onde convergem as mais ou menos radicais experimentações digitais contemporâneas. Constatar essa intricada malha dos híbridos de que resulta a atual impossibilidade de categorização, não deve funcionar como um álibi para nos livrar do esforço de buscar as fontes e examinar a evolução das formas inventivas da imagem, em cada um dos campos – foto, filme, vídeo, formas que, no estágio atual, aparecem inextricavelmente expandidas e imbricadas.

Palestra 2: Fotografia expandida

Livre das amarras da foto convencional, em analogia ao “cinema expandido” (Youngblood) e à “escultura em um campo expandido” (Kraus), quando se trata da fotografia, as diversas

experiências, que têm conduzido a um vazamento de suas fronteiras, têm sido chamadas de “fotografia expandida”. A rigor, tais procedimentos não são tão novos, apenas vêm passando por uma intensificação desde a emergência do computador. As vanguardas dadaístas e outras já subvertiam as normas implícitas na fabricação dos aparelhos e materiais fotográficos e transgrediam os modelos e a gramática da linguagem fotográfica. Para Rubens Fernandes, a foto expandida atual aponta para alguns vetores que têm dominado na cena contemporânea e que se condensam nos procedimentos de subversão do código impositivo ao fazerem uso do “equipamento, seus acessórios, o material sensível e os softwares com procedimentos contrários aos estabelecidos pelo produtor ou pela tradição cultural”. Avançam-se assim os sinais previsíveis e, plenamente justificando o nome de “fotografia expandida”, são derrubadas quaisquer barreiras, inclusive aquelas que tradicionalmente definiram as “categorias ontológicas da fotografia”.

Palestra 3: Cine expandido

o nome “cinema expandido” é o que está se fixando para caracterizar um campo muito amplo e diversificado que acaba desaguando no mesmo oceano em que a atual vídeoarte e muitas criações de artemídia também deságuam, à maneira de campos que correm paralelos e vão convergindo gradativamente até se encontrarem em um destino similar: o da hibridação e miscigenação em que todas as fronteiras se borram. o nome “cinema expandido” é bastante elástico para dar conta de eventos projetivos e das mais contraditórias dimensões do filme e da videoarte, difíceis de definir e classificar. Alguns eventos de cinema expandido alargam o campo da visão até o ponto de dissolver o cinema nele mesmo, mergulhando-o em um espaço cibernético. Outras variantes buscam a ontologia nos elementos mais simples do meio, tais como o facho de luz do projetor ou a simples lâmpada. Em geral, o meio é questionado e o cinemático é buscado fora ou para além da máquina fílmica, quando o cinema passa a ser uma forma de viver, o que o coloca perto do teatro e da performance e não da mídia de gravação. O advento do digital expandiu o campo do cinema que passou a abrigar dentro de sua rubrica também o cinema digital, i-cinema, cinema interativo, cinema quântico, neurocinema, cinema imersivo, transcinema, soft cinema, quasi-cinema, cinema do futuro, cinema de museu, cinema de exposição, live cinema, machinima, machinema.

Palestra 4: Vídeo expandido

Para alguns críticos, o vídeo sempre foi expandido. O vídeo é uma mídia que se tornou a rainha da heterogeneidade por excelência. Mais do que uma mídia, nas palavras de Arlindo Machado, “trata-se de um campo de tensão que imanta boa parte da produção contemporânea de arte”. Para Oliver Schultz, há uma crescente perspectiva analítica a partir da qual teóricos falam da “vida interior das esferas do vídeo” (Treske), do “carnaval das novas telas” (Stiegler); ou, ainda, de um “modo cinemático de produção” (Beller). Em suma, há razões transversais para a prevalência do vídeo como um formato central e pluriformal do atual complexo sistema sociocultural.

Inicio 8 de agosto
Horários Terça-feira e quinta-feira, das 19h30h às 21h30
Carga horária 8 horas (4 encontros em 8/8, 10/8, 15/8 e 17/8)
Investimento 2 x R$ 200,00

Publicado por Patricia Canetti às 1:25 PM


julho 17, 2017

Semana Pensamento Criativo na Caixa Cultural, Brasília

De 25 a 30 de julho, a CAIXA Cultural Brasília recebe a segunda edição da “Semana Pensamento Criativo”. Voltado para profissionais e estudantes que atuam nas cadeias produtivas das Artes Visuais, Filosofia, Antropologia, Design, Fotografia, Cinema, Jornalismo, Arquitetura, Música, Artes Cênicas, Literatura, Produção Cultural, Moda, Publicidade, entre outras, o evento contará com palestras e workshop dedicado às publicações independentes com alguns dos mais importantes pensadores, artistas e realizadores do país, com renome nacional e internacional. A partir do dia 14 de julho, os interessados poderão se inscrever pelo site www.semanapensamentocriativo.com.br e retirar seus ingressos na Bilheteria da CAIXA Cultural Brasília entre os dias 22 e 23 de julho, mediante a doação de um agasalho ou 1kg de alimento não perecível. Os ingressos não retirados até esta data estarão disponíveis na bilheteria 1h antes do evento a cada dia. A CAIXA Cultural Brasília fica no Setor Bancário Sul (SCS) Quadra 4 Lotes 3/4.

A Semana Pensamento Criativo é uma realização de Bruna Neiva e Virginia Manfrinato, da Mira Produção e Arte, e foi vencedora do edital de Ocupação dos Espaços da CAIXA Cultural 2017 para as cidades de Brasília (DF), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). A proposta do evento é aproximar a arte de um público que, em um primeiro momento, poderia permanecer impermeável ao assunto, por não se considerar público-alvo. “A Semana Pensamento Criativo traz ao público uma oportunidade de enriquecer seus trabalhos e pesquisas com as experiências de estudiosos e profissionais que já trabalhem no campo artístico e da reflexão”, afirmam as realizadoras do evento.

O projeto deseja provocar a reflexão a respeito das especificidades do processo de criação em diversos campos do conhecimento e pensar a arte como vetor de resistência e caminho para proposições sociais, políticas e do afeto.

Desta edição, participam curadores, artistas, filósofos, designers gráficos, pesquisadores, psicanalistas e educadores que abordarão cinco eixos de debates. A Semana do Pensamento Criativo começa no dia 25 de julho, terça-feira, com a palestra Arte e cotidiano, com Barbara Wagner e Moacir dos Anjos. Na quarta, Suely Rolnik e Rosângela Rennó abordam O Processo Criativo. Na quinta-feira, Tânia Rivera e Marilia Panitz abordam Ficção e Arte Contemporânea. Na sexta, encerrando o ciclo de palestras, Cecilia Almeida Salles e Guilherme Bonfanti falam de Criação Coletiva. Os encontros acontecem das 18h30 às 22h30, em dois tempos de uma hora e 30 minutos e intervalo de 30 minutos. As vagas são limitadas à lotação do Auditório da CAIXA Cultural de 400 assentos.

Na sexta e no sábado, 29 e 30 de julho, das 14h às 19h, os designers Lucas Gehre e Neno realizarão a oficina Auto-publicação. A oficina de auto-publicação é um espaço para exercitar e entender o que é publicar, trabalhando algumas das principais questões envolvidas, independente da mídia escolhida (por exemplo: zines, publicações digitais, livros, periódicos, impressos diversos, etc). Um dos principais exercícios propõe que as pessoas desenvolvam um zine (publicação artesanal de baixo custo), que é um bom ponto de partida para trabalhar o assunto. A ideia é que ao final da atividade os participantes possam se sentir mais à vontade para experimentar publicar na forma que melhor se adeque ao seu projeto. A atividade será rica em exemplos e imagens do universo das publicações, buscando oferecer uma gama diversa de caminhos a serem desenvolvidos. São 20 vagas para o workshop. Os interessados deverão se inscrever pelo site do evento e submeter seus portfólios para avaliação. Os selecionados participarão mediante o pagamento de R$10,00 ou a doação de 1kg de alimento não-perecível mais o pagamento de R$5,00.

Quem é quem

Bárbara Wagner nasceu em Brasília, em 1980. Sua prática em fotografia está centrada no “corpo popular” e suas estratégias de subversão e visibilidade entre os campos da cultura pop e da tradição. Publicadas em livros editados pela artista desde 2007, suas obras têm sido exibidas em exposições individuais e coletivas nacional e internacionalmente e fazem parte das coleções permanentes do MASP e MAM, em São Paulo. Desde 2011, trabalha em colaboração com o artista Benjamin de Burca (Munique, 1975), com quem participou do 33º Panorama de Arte Brasileira (São Paulo, Brasil), da 4a. Bienal do Oceano Índico (La Réunion, França), da 36ª EVA International (Limerick, Irlanda), da 5ª edição do Prêmio Marcantonio Vilaça e da 32ª Bienal de São Paulo (São Paulo, Brasil). Mestre em Artes Visuais pelo Dutch Art Institute (2011), vive e trabalha no Recife (PE), Brasil.

Cecilia Almeida Salles é pesquisadora em linguística e aprofunda suas experiências em processos de criação artísticos coletivos. Tem graduação em Língua e Literatura Inglesas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1976), mestrado em Linguística Aplicada e Estudos de Línguas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1981) e doutorado em Linguística Aplicada e Estudos de Línguas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1990). Atualmente faz pós-doutorado no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. É professora titular do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É coordenadora do Grupo de Pesquisa em Processos de Criação.

Guilherme Bonfanti, nasceu em Leme, SP, em 11 de novembro de 1956. Light Designer, é com Antônio Araújo um dos fundadores do Teatro da Vertigem além de ser coordenador e um dos fundadores do curso de Iluminação da SP Escola de Teatro. Atua, desde 1987, em diversos projetos de artes visuais, arquitetura, mostras e exposições, moda, eventos profissionais e corporativos. Iniciou a carreira como técnico de luz no Espaço Off, casa noturna de Celso Curi, em São Paulo, centro difusor da arte experimental do período, atuando em dezenas de realizações. Em 1990, faz o desenho de luz para “Oberösterreich” e “Hiperbórea” dois espetáculos de Antônio Araújo, em 1992, fundam o Teatro da Vertigem com Paraíso Perdido e esta parceria já soma mais de 23 anos. Fez projetos para a 23ª, 24ª, 25ª e 26ª Bienal Internacional de São Paulo, e Mostra dos 500 anos, projetando e coordenando todo o projeto luminotécnico das exposições.

Lucas Gehre é nascido e residente em Brasília. Trabalha principalmente com desenho, quadrinhos e design. É artista plástico, quadrinista, diretor de arte, roteirista e editor de publicações. É um dos editores da SAMBA, antologia de quadrinhos independente, lançou com o selo homônimo Amarelo, laranja e vermelho, compilando suas HQs e desenhos. O grupo editou mais de 10 outros títulos com o selo, além da revista SAMBA #1 a 3. Participa dos principais eventos de quadrinhos e zines desde 2009, entre os quais: FIQ, Feira Plana, Pãodeforma, Feira Tijuana. Em 2015, integrou o grupo organizador da primeira DENTE, feira de publicação independente realizada em Brasília, colocando a cidade no circuito de eventos nacionais. É membro do ateliê coletivo NOVA em Brasília.

Marília Panitz Nasceu em São Leopoldo, RS. Vive e trabalha em Brasília. Mestre em Arte Contemporânea: teoria e história da arte, pela Universidade de Brasília, trabalha como professora desde 1980. É professora da Secretaria de Educação do DF desde 1983. Ensinou na Universidade de Brasília, pelo convênio SEEDF/FUB entre 1999 e 2011. De 1990 a 1996, dirigiu o Museu Vivo da Memória Candanga. Em 1997, atuou como assessora dos projetos de artes visuais da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, entre eles o Panorama das Artes Visuais no Distrito Federal. Em 1998, dirigiu o Museu de Arte de Brasília, onde coordenou o Prêmio Brasília de Artes Visuais 98 e o Programa de Bolsas de Pesquisa MAB/MinC para jovens artistas. A partir de 1999, passou a publicar artigos sobre artistas de Brasília em jornais e catálogos. Em 2001, passou e desenvolver propostas de curadoria.

Moacir dos Anjos é pesquisador e curador de arte contemporânea da Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, onde coordena, desde 2009, o projeto de exposições Política da Arte. Foi diretor do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães - MAMAM (2001-2006) e pesquisador visitante no centro de pesquisa TrAIN – Transnational Art, Identity and Nation, University of the Arts London (2008-2009). Foi curador do pavilhão brasileiro (Artur Barrio) na 54ª Bienal de Veneza (2011), curador da 29ª Bienal de São Paulo (2010), co-curador da 6ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre (2007), e curador do 30º Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna (2007), em São Paulo. Foi curador da mostra coletiva Cães sem Plumas (2014), no MAMAM e de exposições retrospectivas dos trabalhos de Cao Guimarães (2013), no Itaú Cultural, e de Jac Leirner (2011).

Neno é graduado em Desenho Industrial pela Universidade de Brasília (2011). Tem experiência na área de programação visual. Atua no mercado desde 2005. Foi sócio do estúdio Mopa (2009-2011). Integrante da equipe do projeto Interações(não) distantes, iniciado em março de 2012, tem por objetivo promover um intercâmbio cultural entre artistas de diferentes regiões brasileiras e estudantes do Curso de Licenciatura em Artes Visuais nos polos presenciais da UnB/UAB. É membro do ateliê coletivo NOVA em Brasília.

Rosângela Rennó nasceu em Belo Horizonte em 1962. Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Formou-se em Artes Plásticas pela Escola Guignard e em Arquitetura pela Universidade Federal de Minas Gerais. É doutora em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Sua obra é marcada por apropriação de imagens descartadas, encontradas em mercados de pulgas e feiras, e pela investigação das relações entre memória e esquecimento. Em suas fotografias, objetos, vídeos ou instalações, trabalha com álbuns de família e imagens obtidas em arquivos públicos ou privados. Dedica-se também à criação de livros autorais. Realizou exposições individuais em cidades como Amsterdã, Los Angeles, São Paulo, Recife, Belo Horizonte, Paris, Londres, Lisboa, Montevideo, entre outras. Participou de exposições coletivas em eventos como a Bienal Internacional de Veneza (1993, 2003), a Bienal de São Paulo (1994 e 2010), a Bienal de Joanesburgo (1997), 12a Bienal de Istambul (2011) e a Bienal de Berlim (2001) e expôs seus trabalhos em instituições como Fondation Cartier, Centre Pompidou de Paris, entre outros. Suas obras fazem parte da coleção de instituições como Art Institute of Chicago; Centro de Arte Contemporânea Inhotim, MAM-RJ, Culturgest, Lisboa; Daros LatinAmerica, Zurique; Guggenheim Museum, New York; Latino Museum, Los Angeles; Museo de Arte Contemporáneo de Castilla y León; Museo Nacional Reina Sofia, Madrid; Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte; MAM- SP; Museum of Contemporary Art MOCA, Los Angeles; Museum of Contemporary Art of Chicago; MoMA, New York; Orange County Museum of Art, California; Stedelijk Museum voor Actuele Kunst SMAK, Gent e Tate Modern, Londres.

Suely Rolnik é psicanalista, crítica de arte e cultura, curadora e professora da PUC-SP. Docente convidada do Programa de Estudios Independientes do Museu de Arte Contemporáneo de Barcelona, Universidad Autónoma de Madrid, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía e pesquisadora convidada pelo Institut National de l'Histoire de l'Art na França. Viveu exilada em Paris de 1970 a 1979, onde graduou-se em Filosofia e Ciências Sociais na Université de Paris VIII, e fez graduação, mestrado em Ciências Humanas Clínicas na Université de Paris VII. Doutorou-se em Psicologia Social pela PUC-SP. Sua investigação enfoca as políticas de subjetivação em diferentes contextos, abordadas de um ponto de vista teórico transdisciplinar e indissociável de uma pragmática clínico-política. Desde os anos 1990, atua sobretudo no campo da arte contemporânea. É membro fundador da Rede Conceitualismos do Sul, composta de 50 investigadores latino-americanos. É autora, entre outros livros, de Manifeste Anthropophage / Anthropophagie Zombie, Archivmanie; Cartografia Sentimental; Transformações contemporâneas do desejo e, em colaboração com Félix Guattari, de Micropolítica. Cartografias do desejo, obra já publicada em 7 países.

Tania Rivera atua nas áreas de teoria e clínica psicanalíticas e fundamentos e crítica das artes. Recebeu o prêmio Jabuti de Psicologia/Psicanálise (2014) com o livro “O Avesso do Imaginário. Arte Contemporânea e Psicanálise” (Cosac Naify, 2013). Possui Mestrado e Doutorado em Psicologia pela Université Catholique de Louvain, Bélgica (1996) e Graduação em Psicologia pela Universidade de Brasília (1991). Pós-Doutorado em Artes Visuais na EBA – UFRJ (2006). Foi professora da Universidade de Brasília de 1998 a 2010 e atualmente é professora da Universidade Federal Fluminense.

Itinerância

O projeto Semana Pensamento Criativo teve sua primeira edição realizada entre julho de 2014 e janeiro de 2015, com palestras e workshops em Brasília, Salvador e Fortaleza, superando todas as expectativas de público. Nesta edição, além da capital federal, recebem o evento a CAIXA Cultural Salvador e Rio de Janeiro. A programação do evento com datas e os palestrantes estará disponível no site do evento e a abertura das inscrições será divulgada por meio das redes sociais Facebook e Instagram.

Publicado por Patricia Canetti às 1:22 PM


Arte pública e urbana no Brasil com Sylvia Furegatti no CPF do Sesc, São Paulo

O Centro de Pesquisa e Formação do Sesc oferece o curso Protagonismos poético-políticos da Arte Pública e Urbana no Brasil. Ministrado pela artista visual Sylvia Furegatti, o curso propõe a apresentação e discussão dos aspectos poético-políticos de proposições em Arte Pública e Urbana no Brasil, a partir de um conjunto de projetos realizados, em sua grande maioria, nas três últimas décadas.

18 a 20 de julho de 2017

Centro de Pesquisa e Formação do Sesc
Rua Dr. Plínio Barreto 285/4º andar, São Paulo, SP
11-3254-5600
Segunda a sexta, 10-22h; sábados, 9h30-18h30

Protagonismos poético-políticos da Arte Pública e Urbana no Brasil
De 18 a 20 de julho de 2017, terça a quinta, das 19h às 21h30.
Recomendação etária: 16 anos. Número de vagas: 30.

Promove um levantamento cartográfico, simbólico, criativo e crítico de alguns dos protagonistas dessas vertentes analisados por meio de suas relações espaço-temporais com os lugares urbanos escolhidos para a efetivação dos trabalhos. Permanência, fluxo ou deriva são pontos igualmente estudados para a compreensão de como a descentralização das ações movidas por essas vertentes contemporâneas efetivam outra modulação para o circuito artístico atual.

Sylvia Furegatti é artista visual e doutora em Arquitetura e Urbanismo pela FAU USP. É professora do departamento de Artes Visuais da Unicamp e coorganizadora de "Espaços da Arte Contemporânea" (Alameda Editorial, 2014).

Programa:

18/7 - Central e Distante
Conjugações possíveis para novas centralidades do fazer artístico instaurado na paisagem urbana. A descoberta de outros públicos e interatores. Nuno Ramos (em Horlândia/SP); Hector Zamora (nas margens do rio Tamanduateí/São Paulo) e Mônica Nador+JAMAC (no Jardim Miriam/SP).

19/7 - Derivas, derivações e outras temporalidades
Das formas possíveis para se mapear a paisagem por meio de intervenções artísticas. Desvios, derivas e derivações de projetos artísticos que tem no trajeto pelo espaço da paisagem sua significação. Entre o monumento e a escultura pública. Novas métricas e temporalidades para a arte na atualidade. Guga Ferraz; Nele Azevedo; Maria Ivone dos Santos; Amilcar Packer e Thiago Bortolozzo.

20/7 - Afinal, o que fazem pela Arte os artistas interventores da paisagem urbana?
Diálogos e embates travados pela Arte Pública e Urbana contemporâneas na paisagem brasileira; o entorno urbano e as revisões propostas para a instituição museológica e seus agentes. O grito, o culto e os distintos tipos de profanação. Paulo Bruscky; Profeta Gentileza; Tom Lisboa; Marlon Azambuja e Frente 3 de Fevereiro.

Preço total: R$ 50,00 (inteira); R$ 25,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública); R$ 15,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).

Tradução em Libras disponível. Faça sua solicitação com no mínimo dois dias de antecedência da atividade através do e-mail.
Informações e inscrições pelo site (sescsp.org.br/cpf) ou nas unidades do Sesc no Estado de São Paulo.

Publicado por Patricia Canetti às 1:13 PM


julho 3, 2017

Nervo Óptico em Tempo Presente no Santander Cultural, Porto Alegre

A FVCB em parceria com o Santander Cultural convidam para o ciclo de palestras Nervo Óptico em Tempo Presente, sob coordenação de Ana Albani de Carvalho, curadora da exposição Nervo Óptico: 40 anos, que reunirá teóricos, curadores e os próprios artistas.

6 e 7 de julho de 2017, das 17h às 19h

Santander Cultural
Rua 7 de Setembro 1028, Centro Histórico, Porto Alegre, RS

Com entrada franca, o evento integra as atividades paralelas à exposição Nervo Óptico: 40 anos. Atualmente em cartaz na Fundação Vera Chaves Barcellos, a mostra foi apresentada anteriormente no Centro Cultural São Paulo (novembro de 2016 a março de 2017). Celebrando as quatro décadas de formação do Nervo Óptico, exibe trabalhos – da época e em versões recentes – dos artistas que integraram o grupo: Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Clóvis Dariano, Mara Alvares, Telmo Lanes e Vera Chaves Barcellos; além de contar com obras de Romanita Disconzi e Jesus Escobar, artistas que participaram das atividades antecedentes à consolidação do grupo.

6 de julho, quinta-feira, das 17h às 19h
Anos 70 - Perspectiva Histórica
Nervo Óptico em contexto: arte e vida na década de 1970, Maria Helena Bernardes
Nervo Óptico Aqui e Agora, Marcio Harum
Com mediação de Ana Albani de Carvalho, curadora da exposição Nervo Óptico: 40 anos

7 de julho, sexta-feira, das 17h às 19h
Exibição do documentário Procura-se um Novo Olho (Flow Films)
Encontro com os artistas: Carlos Asp, Clóvis Dariano, Telmo Lanes e Vera Chaves Barcellos

Marcio Harum - Foi curador de artes visuais do Centro Cultural São Paulo de 2012 a 2016. Em 2017 apresentou a exposição SAMICO BETWEEN WORLDS [Rumors of War in Times of Peace] no Dream Box em Nova York. Realizou as mostras em 2016: Transmigração de Arnaldo Dias Baptista na Caixa Cultural em São Paulo e A Cidade, as Ruínas e Depois na Torre Malakoff/Funarte no Recife. Em 2015, inaugurou as individuais Bambaísmo de Daniel Barclay na Sala Miró Quesada, em Lima (Peru) e Estados ordinários da consciência de Michel Zózimo no Santander Cultural de Porto Alegre, e participou da comissão nacional da 5ª edição do Prêmio CNI- SESI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas. É um dos fundadores do espaço independente CHÃO em São Luís do Maranhão. Vive em São Paulo.

Maria Helena Bernardes - Formada em Artes Plásticas pela UFRGS, atua como artista visual e professora de História e Teorias da Arte. É coautora do Projeto Areal, publicando os livros: Vaga em Campo de Rejeito. (Documento Areal 02. São Paulo: Escrituras, 2003); História de Península e Praia Grande/Arranco (com André Severo, Documento Areal 07. Porto Alegre: Fundação Bienal do Mercosul, 2009). Dilúvio (com André Severo, Documento Areal 10. Belo Horizonte: Ja.Ca, 2010). A Estrada que não Sabe de Nada (com Ana Flávia Baldisserotto, Documento Areal 11. Rio de Janeiro: Confraria do Vento) e Ensaio (com André Severo, Documento Areal 12. São Paulo: Panorama da Arte Brasileira, 2011).

Publicado por Patricia Canetti às 4:39 PM


Mostra Performatus #2 no SESC, Santos - conversas e oficinas

Realizada pelo Sesc São Paulo e com curadoria de Paulo Aureliano da Mata e Tales Frey, a mostra acontece em sua segunda edição e pela primeira vez realizada pelo Sesc Santos. Com produções de 8 países e 41 ações em 9 dias, a arte da performance estará presente em performances ao vivo, instalação, bate-papos com artistas e teóricos, exibições, residência artística e formativas.

Participantes: Alexandre Sá, Arthur Scovino, Bianca Tinoco, Caio Riscado, Carlos Martiel, Carol Cony & Cristina Moura, Carolee Schneemann, Cassils, Ed Marte, Élle de Bernardini, Enauro de Castro, Eve Bonneau, Felipe Bittencourt, Fernanda Magalhães, Fernanda Silva & Sônia Sobral, Grasiele Sousa a.k.a. Grasiele Cabelódroma, Grupo Empreza, Jaqueline Vasconcelos, Linn da Quebrada, Lizi Menezes, Lucio Agra, Lyz Parayzo, Lyz Parayzo & Augusto Braz, Marcela Tiboni, Marie Carangi, Miguel Bonneville, Pedro Galiza, Priscila Rezende, Priscilla Davanzo, Renan Marcondes, Ricardo Basbaum, Rodrigo Munhoz a.k.a. Amor Experimental, Sarah Hill, Victor de la Rocque, Yara Pina,
Yolanda Benalba, Yves Klein feat. Roland Dahinden

1 a 9 de julho de 2017

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas 136, Aparecida, Santos, SP

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

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1 a 9 de julho
Auditório
Carolee Schneemann (exibição de filmes)
Cassils (exibição de vídeo)
Priscilla Davanzo (resquício de performance/gravura)
Yara Pina (performance-instalação)
Caio Riscado (objeto relacional)

2 a 9 de julho
Auditório
Carlos Martiel (residência artística)

1 de julho, sábado
Teatro
Yves Klein feat. Roland Dahinden
Auditório
Sarah Hill
Fernanda Magalhães
Área de Convivência
Fernanda Silva & Sônia Sobral

Conversa Performance e Geração 80, com Bianca Tinoco e Ricardo Basbaum

1 a 9 de julho
Auditório
Victor de la Rocque (performance-instalação)

2 de julho, domingo
Auditório
Grupo Empreza
Yolanda Benalba
Área de Convivência
Pedro Galiza

4 de julho, terça-feira
Área de Convivência
Priscila Rezende
Auditório
Lizi Menezes
Felipe Bittencourt

Oficina-Conversa-móvel Lab Livre Desconversa, com Jaqueline Vasconcelos e Rodrigo Munhoz a.k.a. Amor Experimental

4-6 de julho
Oficina Teoria e História da Performance, de Lucio Agra

5 de julho, quarta-feira
Teatro
Miguel Bonneville
Em trânsito
Ed Marte
Área de Convivência
Eve Bonneau
Em frente ao SESC
Élle de Bernardini

6 de julho, quinta-feira
Auditório
Grasiele Sousa a.k.a. Grasiele Cabelódroma
Em trânsito
Ed Marte

Conversa Yashira e a Trajetória da Arte Performática em Goiás, com Enauro de Castro

6-8 de julho
Auditório
Lyz Parayzo (performance-instalação)

7 de julho, sexta-feira
Praia
Grupo Empreza
Auditório
Arthur Scovino

Conversa Outros Fluxxxos, com Alexandre Sá

1-9 de julho
Auditório
Lucio Agra (instalação)
Arthur Scovino (instalação)

8 de julho, sábado
Auditório
Marie Carangi
Na cidade
Grupo Empreza
Teatro
Carol Cony & Cristina Moura

8-9 de julho
Oficina Aproximar Corpos e Coisas, de Renan Marcondes

9 de julho, domingo
Praia
Marcela Tiboni
Área de Convivência
Lyz Parayzo & Augusto Braz
Auditório
Linn da Quebrada
Carlos Martiel

Ver sinopses, fichas técnicas e biografias

CONVERSAS COM ARTISTAS E TEÓRICOS

1 de julho de 2017 (sábado)
Conversa Performance e Geração 80, com Bianca Tinoco
Com a participação especial de Ricardo Basbaum
Auditório | Duração: 100 minutos

A partir da experiência dos performadores no Rio de Janeiro da década de 1980, tais como Márcia X., Alex Hamburger, Ricardo Basbaum e Alexandre Dacosta, a pesquisadora faz uma reflexão acerca de uma aparente lacuna na história da arte no Brasil.

BIANCA TINOCO (Brasil, 1978) vive e trabalha em Brasília. É pesquisadora de performance e história da arte. Mestre em Artes Visuais pela Universidade de Brasília e pós-graduada em História da Arte e Arquitetura no Brasil pela PUC-Rio. Jornalista de formação, atuou como repórter de artes em veículos como o Jornal do Commercio e o Jornal do Brasil.

RICARDO BASBAUM (Brasil, 1961) vive e trabalha no Rio de Janeiro. É artista, curador, editor, escritor e professor do Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Participa regularmente de exposições e projetos desde 1981. Entre suas recentes exposições individuais temos: The Production of the Artist as a Collective Conversation (Audain Gallery, Vancouver, 2014); nbp-etc: escolher linhas de repetição (Galeria Laura Alvim, Rio de Janeiro, 2014); Diagramas (Centro Galego de Arte Contemporânea – CGAC, Santiago de Compostela, 2013); e re-projecting (london) (The Showroom, Londres, 2013). Participou da documenta 12 (2007); da XX Bienal de Sydney (2016); da XXX e XXV Bienal de São Paulo (2012, 2002) e de The School of Kyiv (2015); entre outros eventos. É autor de Manual do Artista-Etc (Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2013); Além da Pureza Visual (Porto Alegre: Editora Zouk, 2007); entre outras publicações.


6 de julho de 2017 (quinta-feira)
Conversa Yashira e a Trajetória da Arte Performática em Goiás,
com Enauro de Castro
Auditório | Duração: 60 minutos

A proposta é abordar o percurso artístico de Yashira como a precursora da arte performática em Goiás, através de seu conceito de “arte viva”, presente em seus desfiles com o Exército de São Francisco, esculturas vivas e presépio vivo. Inicialmente, será feito uma breve recapitulação de sua trajetória artística, sua passagem por diversas linguagens e sua missão de inventariar “as coisas desse mundo”, assumindo, por assim dizer, o papel de mensageira encarregada de ligar o mundo “real” e o sobrenatural, vida e morte, natureza e cultura. Posteriormente, o palestrante discorrerá sobre o papel da performance e a construção da cena artística contemporânea em Goiás.

ENAURO DE CASTRO (Brasil, 1963) é artista visual, pesquisador e curador. Possui graduação em Artes Plásticas pela Universidade Federal de Goiás (1996). Principais exposições: Primeiro Salão de Arte Contemporânea do Centro-Oeste (Centro Cultural UFG, Goiânia, 2011); É HOJE na Arte Brasileira Contemporânea (Coleção Gilberto Chateaubriant), com curadoria de Fernando Cocchiarale e de Franz Manata (Santander Cultural, Porto Alegre, 2006); CORPO – O Corpo na Arte Contemporânea Brasileira, com curadoria de Fernando Cocchiarale e Viviane Matesco (Itaú Cultural, São Paulo, 2005); entre outras. Principais curadorias: Yashira, Museu do Mundo (Museu de Arte de Goiânia, 2016); Dina, Liselotte, Zofia, Três Mulheres, Três Artistas (Museu de Arte de Goiânia, 2015); Índio-Não (Museu de Arte de Goiânia, 2015); entre outras.


7 de julho de 2017 (sexta-feira)
Conversa Outros Fluxxxos, com Alexandre Sá
Auditório | Duração: 70 minutos

Em que medida é possível investigar as relações de dominação dentro das próprias políticas da alteridade? Seria o corpo neste caso também castrado e atravessado por um processo de dominação e controle, amparado por uma pressuposta ideia de liberdade?

ALEXANDRE SÁ (Brasil, 1977) vive e trabalha no Rio de Janeiro. É pós-doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes na UFF sob supervisão de Tania Rivera. Doutor e mestre em Linguagens Visuais pela Escola de Belas Artes da UFRJ (orientado por Glória Ferreira) e licenciado em Educação Artística/História da Arte pela UERJ. Profissional híbrido, que trabalha com as mais diversas linguagens (instalações, performances, fotografias, objetos e vídeos), sua pesquisa plástica tem como preocupação estética as relações entre o texto, a imagem, a poesia da paisagem, a psicanálise e o corpo. Uma de suas particularidades é o diálogo entre teoria e prática, pois atua também como crítico/poeta, escrevendo textos para revistas especializadas e para artistas relevantes no cenário nacional. Participou de exposições nacionais e internacionais, entre as quais podemos destacar: Posição 2004 (Parque Lage, RJ, 2004); L’Age d’or et le Brésil (Escola Nacional Superior de Fotografia de Arles, França, 2006), Absence entre totalité (Galeria Alma, França, 2008); Performance Presente Futuro, Vol. II (Oi Futuro, RJ, 2009); Festival Performance Arte Brasil (MAM, RJ, 2011); Curadoria Operária (Espaço Cultural Sérgio Porto, SP, 2014); entre outras. É coordenador da graduação e professor do Instituto de Artes da UERJ; coordenador e professor do curso de Artes Visuais da Unigranrio; professor da Especialização em Ensino da Arte da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e do Instituto de Artes da UERJ, do Programa de Pós-graduação em Artes da UERJ e da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. É membro do Fórum do Campo Lacaniano Rio de Janeiro e do International of Forums (IF).


OFICINAS

4 de julho de 2017 (terça-feira)
Oficina-Conversa-móvel Lab Livre Desconversa, com Jaqueline Vasconcelos e Rodrigo Munhoz a.k.a. Amor Experimental
da SALA 32 à praia | Duração: 60 minutos

O Lab Livre Performance é uma plataforma colaborativa estruturada em módulos imersivos e está direcionada ao exercício de práticas situadas na arte da performance. Seu objetivo estrutura-se sobre o reconhecimento da prática autoral, seus respectivos processos para a organização pessoal e interpessoal, bem como sua projeção pública.

JAQUELINE VASCONCELOS (Brasil, 1980) é artista do corpo, articuladora cultural, doutoranda pela ECA-USP e colaboradora da estação de trabalho La Plataformance.

RODRIGO MUNHOZ A.K.A. AMOR EXPERIMENTAL (Brasil, 1977) é um artista que transita pela arte da performance, fotografia, audiovisual e educação. É colaborador da estação de trabalho La Plataformance.


4-6 de julho de 2017
Oficina Teoria e História da Performance, de Lucio Agra
Duração: 6 horas/aula distribuídas em três dias| Máximo: 20 inscritos | Há certificado
SALA 32 | Seleção por currículo | Enviar para o e-mail: lucioagra@gmail.com

No momento em que vivemos, um dos assuntos que mais atrai atenções é a performance. A oficina se propõe a sugerir respostas para as seguintes perguntas: Como chegamos ao cenário atual de interesse generalizado em torno da performance no Brasil e no mundo? Como a performance pode atuar como estratégia de intervenção cultural e até mesmo política? Quais foram as forças culturais que conduziram um processo de interesses centralizados em torno do corpo humano e de uma nova concepção de ação? Que relações a performance entretém com as emergentes novas formas de pensamento na área das ciências humanas e do fazer nas artes?

LUCIO AGRA (Brasil, 1960) é performer, poeta e professor. Atua artisticamente no Brasil e no exterior, como na França, no Canadá, nos Estados Unidos, em Montevideo, na Colômbia, no México, entre outras localidades. Autor de Monstrutivismo – Reta e Curva das Vanguardas (São Paulo: Editora Perspectiva, 2010), de diversos artigos em publicações nacionais e internacionais, e, em breve, de Performance: Corpo em Expansão.


8-9 de julho de 2017
Oficina Aproximar Corpos e Coisas, de Renan Marcondes
Duração: 8 horas/aula distribuídas em dois dias | Máximo: 20 inscritos | Há certificado
SALA 32 | Seleção por currículo | Enviar para o e-mail: renancevales@hotmail.com

A oficina visa compartilhar um modo de criação entre a coreografia e a performance que tem orientado os últimos trabalhos do artista. A partir de técnicas de tradução entre desenho de observação, experimentação corporal e palavra (adjetivação e verbalização), os participantes serão levados a compor texturas coreográficas de repetição que serão depois aplicadas a objetos de uso cotidiano, criando imagens de corpo abstratas que desvinculem o corpo de uma relação de dominação com esses mesmos objetos, promovendo novos espaços de coexistência e escuta entre coisas e corpos.

RENAN MARCONDES (Brasil, 1991) é artista visual, performer e pesquisador. Seu trabalho compreende os campos da performance, coreografia e instalação. Doutorando pela ECA-USP, mestre em Poéticas Visuais pela Unicamp (bolsa Capes) e especialista em História da Arte: Teoria e Crítica pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, instituição onde também obteve o bacharelado em Artes Visuais, quando realizou Iniciação científica com orientação de Cauê Alves e apoio Fapesp. Artista premiado com o Proac Primeiras Obras de Dança em 2014; 1º lugar no Setor de Performance na SP-Arte em 2016; também premiado no 26º Salão de Arte da Juventude do Sesc Ribeirão Preto; e prêmio estímulo do 40º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto. Membro do corpo editorial da eRevista Performatus desde 2013.

Publicado por Patricia Canetti às 3:42 PM