Página inicial

Blog do Canal

o weblog do canal contemporâneo
 


fevereiro 2018
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
        1 2 3
4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28      
Pesquise no blog:

Arquivos:
fevereiro 2018
janeiro 2018
dezembro 2017
novembro 2017
outubro 2017
setembro 2017
agosto 2017
julho 2017
junho 2017
maio 2017
abril 2017
março 2017
fevereiro 2017
janeiro 2017
dezembro 2016
novembro 2016
outubro 2016
setembro 2016
agosto 2016
julho 2016
junho 2016
maio 2016
abril 2016
março 2016
fevereiro 2016
janeiro 2016
dezembro 2015
novembro 2015
outubro 2015
setembro 2015
agosto 2015
julho 2015
junho 2015
maio 2015
abril 2015
março 2015
fevereiro 2015
janeiro 2015
dezembro 2014
novembro 2014
outubro 2014
setembro 2014
agosto 2014
julho 2014
junho 2014
maio 2014
abril 2014
março 2014
fevereiro 2014
janeiro 2014
dezembro 2013
novembro 2013
outubro 2013
setembro 2013
agosto 2013
julho 2013
junho 2013
maio 2013
abril 2013
março 2013
fevereiro 2013
setembro 2012
agosto 2012
junho 2012
abril 2012
março 2012
fevereiro 2012
novembro 2011
setembro 2011
agosto 2011
junho 2011
maio 2011
março 2011
dezembro 2010
novembro 2010
outubro 2010
setembro 2010
junho 2010
fevereiro 2010
janeiro 2010
dezembro 2009
novembro 2009
maio 2009
março 2009
janeiro 2009
novembro 2008
setembro 2008
agosto 2008
julho 2008
maio 2008
abril 2008
fevereiro 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
agosto 2007
junho 2007
maio 2007
março 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
setembro 2005
agosto 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
março 2005
fevereiro 2005
janeiro 2005
dezembro 2004
novembro 2004
outubro 2004
setembro 2004
agosto 2004
junho 2004
maio 2004
abril 2004
março 2004
janeiro 2004
dezembro 2003
novembro 2003
outubro 2003
agosto 2003
As últimas:
 

fevereiro 18, 2018

A-tensão na Mercedes Viegas, Rio de Janeiro

Mercedes Viegas abre a mostra de esculturas “A-tensão” de 10 artistas contemporâneos de renome internacional

Tunga e Ivens Machado, José Damasceno, Angelo Venosa, José Resende, Frida Baranek, Carlos Bevilacqua, Julio Villani, Luiz Monken e as duas jovens artistas, Cristina Lapo e Daniela Antonelli, integram a mostra de esculturas A-tensão que a Mercedes Viegas Galeria abre no dia 22 de fevereiro, às 19h, na Gávea.

“Há algum tempo venho pensando e observando as esculturas no meu percurso de trabalho. Até que surgiu um tema comum entre as obras que venho selecionando silenciosamente: Tensão. Essa tensão existe tanto nos trabalhos que ficam pendurados à parede ou no teto por fios de linha ou metálicos (como os trabalhos de Ivens Machado, Julio Villani, Frida Baranek e Daniela Antonelli) como nas obras apoiadas nas paredes, como Tunga e Carlos Bevilacqua. O único trabalho que fica apoiado no chão é o do José Resende. Todos conversam entre si”, afirma a galerista Mercedes Viegas, que idealizou a mostra.

A característica mais evidente entre as esculturas selecionadas é a tensão visível na maioria das obras. À exemplo do Tacape do Tunga, cujos imãs e limalhas de ferro, se contrapõem à estrutura de ferro que fica apoiada na parede. A peça Gota, da série pendente, de Daniela Antonelli, a mais delicada da mostra, se constitui de materiais como osso, couro e sementes que pendem do teto por um fio de linha. Também na obra Pontos Pretos, de Luiz Monken, são os fios metálicos que sustentam e unem os círculos de azulejos pretos presos à parede. A originalidade na forma elegante da escultura de Ivens Machado (em cimento, pedra e tela de arame), também presa à parede, chama atenção pela sua forma exótica. A tensão está também presente nos Funis de aço galvanizado de Julio Villani, unidos um contra o outro por uma moldura de madeira. Na obra de Frida Baranek, Inderterminacy III, discos de acrílico prendem-se por vários fios de aço inox, na tensão provocada pelo peso dos discos de acrílico coloridos, que Iluminam o trabalho. Cristina Lapo, jovem artista portuguesa residente no Rio, produz peças em madeira e em aço inox, com linhas tensionadas que atravessam seus trabalhos.

Os materiais utilizados se repetem em vários trabalhos expostos como os tipos variados de aço (galvanizado, inox, cortén e fios de aço), acrílico, arame, azulejos, borracha, cimento, cobre, couro, ferro, limalha de ferro, madeira, pedras, ossos e sementes.

Publicado por Patricia Canetti às 10:46 AM


Projeto Latitude apoia a participação de 15 galerias na ARCOmadrid 2018

Na 37ª edição da feira de arte espanhola ARCOmadrid 2018, realizada entre os dias 21 e 25 de fevereiro, participam 15 galerias brasileiras participantes do Projeto Latitude – parceria entre a Associação Brasileira de Arte Contemporânea - ABACT e a Apex-Brasil - Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos –, voltado à internacionalização do mercado brasileiro de arte contemporânea.

A linha de pesquisa desta 37ª ARCOmadrid, em contraste com edições anteriores, deixa para trás o conceito de país convidado ou mesmo de região homenageada para adotar o conceito de “futuro”. A nova seção da feira, intitulada Futuro é curada por Chus Martínez, Rosa Lleo e Elise Lammer, que partem da frase do escritor espanhol Jorge Luís Borges “El futuro no es lo que va a pasar, sino lo que vamos a hacer” [“O futuro não é o que vai acontecer, mas o que vamos fazer”, em tradução livre], abrindo a feira com uma seleção de 20 galerias internacionais, entre as quais figuram as brasileiras A Gentil Carioca (artista Opavivará!) e Galeria Nara Roesler (Eduardo Navarro).

Do Programa Geral participam as brasileiras: Anita Schwartz Galeria de Arte, Athena Contemporânea, Baró Galeria, Casa Triângulo, Dan Galeria, Galeria Jaqueline Martins, Galeria Marilia Razuk, Galeria Raquel Arnaud, Luciana Brito Galeria e Vermelho. Participam da seção Diálogos as galerias Fortes D’Aloia & Gabriel e Galeria Luisa Strina. E, por fim, participa da seção Opening a galeria carioca Cavalo, em sua primeira feira internacional desde sua adesão ao Projeto Latitude.

Galerias participantes, seus estandes e artistas

A Gentil Carioca (7H16) leva o coletivo de artistas OPAVIVARÁ!

Anita Schwartz Galeria de Arte (estande 9D14) leva à feira obras dos artistas Bruno Vilela, Rodrigo Braga e Daniella Antonelli.

Athena Arte Contemporânea (9E15) leva obras de Débora Bolsoni, Laura Belém, Rodrigo Bivar e Vanderlei Lopes.

Baró Galeria (9E12) apresenta os artistas Felipe Ehrenberg, Rasheed Arlen, David Medalla, Maria Lynch, Mônica Nador, Iván Navarro, Paulo Nenflídio, Túlio Pinto, Pablo Reinoso e Lourival Cuquinha.

Casa Triângulo (9D10) apresenta obras dos artistas Albano Afonso, Alex Cerveny, Ascânio MMM, assume vivid astro focus, Eduardo Berliner, Guillermo Mora, Ivan Grilo, Joana Vasconcelos, Lucas Simões, Marcia Xavier, Mariana Palma, Max Gómez Canle, Nino Cais, Sandra Cinto e Vânia Mignone.

Fortes, D’Aloia & Gabriel (7A10) comparece com os artistas Armando Andrade Tudela e Tamar Guimarães & Kasper Akhoej. Os artistas Ernesto Neto, Jac Leirner e Rivane Neuenschwander, também representados pela galeria, participam da coletiva “Visiones de la tierra / El mundo planeado. Colección Luís Paulo Montenegro”, na Sala de Arte Santander.

Galeria Jaqueline Martins (9G06) leva à feira obras dos artistas André Parente e Diango Hernández.

Galeria Marilia Razuk (7C04) apresenta obras de Alexandre Canonico, Johana Calle, Marlon de Azambuja e Vanderlei Lopes.

Galeria Nara Roesler (7H16) artista Eduardo Navarro.

Galeria Raquel Arnaud (7D01) leva obras de Carla Chaim, Célia Euvaldo, Frida Baranek, Sérgio Camargo e Waltercio Caldas.

Luciana Brito Galeria (9A07) apresenta obras de Pablo Lobato, Liliana Porter e Héctor Zamora.

Vermelho (9D05) leva obras dos artistas Ivan Argote e Dora Longo Bahia.

Galeria Luisa Strina (9A12) leva os artistas Juan Araújo e Carlos Garaicoa.

Galeria Cavalo (9OP02) participa pela primeira vez da feira com os artistas Marina Weffort e Pablo Pijnappel.

Latitude - Platform for Brazilian Art Galleries Abroad

É um programa desenvolvido por meio de uma parceria firmada entre a Associação Brasileira de Arte Contemporânea - ABACT, e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos - Apex-Brasil, para promover a internacionalização do mercado brasileiro de arte contemporânea. Criado em 2007, conta hoje com 51 galerias de arte do mercado primário, localizadas em sete estados brasileiros e Distrito Federal, que representam mais de 1000 artistas contemporâneos. Seu objetivo é criar oportunidades de negócios de arte no exterior, fundamentalmente através de ações de capacitação, apoio à inserção internacional e promoção comercial e cultural.

Histórico

Nestes dez anos de atuação, o número de empresas participantes do Latitude cresceu de 5 para 49, contando com as galerias mais profissionalizadas do Brasil. Para atender ao influxo de novas galerias associadas, muitas delas iniciando seu processo de internacionalização, as ações desenvolvidas diversificaram-se e se tornaram mais complexas, por isso são oferecidas às galerias participantes um sofisticado programa de mais de 7 modalidades de ações.

O volume das exportações das galerias do projeto Latitude vem crescendo significativamente. Em 2007 foram exportados US$ 6 milhões, e em 2015 atingiu-se um pico de quase US$ 70 milhões, quantia quase duas vezes maior àquela de 2014. As galerias Latitude foram responsáveis por 41% do volume total das exportações do setor em 2016.

Desde abril de 2011, quando a ABACT assume o convênio com a Apex-Brasil, foram realizadas 48 ações em mais de 26 diferentes feiras internacionais, com aproximadamente 300 apoios concedidos a galerias Latitude. Neste mesmo período, foram trazidos ao Brasil aproximadamente 200 convidados internacionais, entre curadores, colecionadores e profissionais do mercado, em 20 edições de Art Immersion Trips. Além dessas ações, o Latitude realizou cinco edições de sua Pesquisa Setorial, com dados anuais sobre o mercado primário de arte contemporânea brasileira.

Publicado por Patricia Canetti às 10:39 AM


fevereiro 15, 2018

Cine Iberê: William Kentridge na FIC, Porto Alegre

Vida e obra do artista William Kentridge são tema do próximo Cine Iberê

O artista visual James Zortéa comenta o filme Certas Dúvidas de William Kentridge, do cineasta Alex Gabassi. A entrada é franca


Trailer VCA Certas Dúvidas de William Kentridge from Videobrasil on Vimeo.

No próximo domingo, 18 de fevereiro, a Fundação Iberê Camargo exibe o documentário Certas Dúvidas de William Kentridge, do cineasta Alex Gabassi. A sessão do Cine Iberê será comentada pelo artista visual James Zortéa e acontece a partir das 16h, com entrada franca.

O documentário acompanha o artista visual sul-africano William Kentridge – um dos mais importantes nomes da arte contemporânea mundial – por Johannesburgo, sua cidade natal, e pelo Brasil. Kentridge fala do impacto da paisagem e das contradições sociais sobre sua obra e comenta a vida de personagens como Felix Teitlebaum, seu alter ego. Certas Dúvidas de William Kentridge mostra que o artista transita com a mesma fluidez por diferentes meios, numa combinação de referências e técnicas que torna único o seu trabalho em filmes, desenho, instalações, teatro, ópera. Realizado em vídeo digital e super-8 ultragranulado (numa referência aos desenhos a carvão do artista), o filme mostra ainda a montagem de uma instalação inédita de peixes virtuais e um carro real, comissionada no ano 2000 pela Associação Cultural Videobrasil para a Mostra Africana de Arte Contemporânea, em São Paulo.

A exibição integra o programa Eclipse - atividade cinematográfica paralela à exposição Sol Preto, e tem curadoria de Marta Biavaschi.

Alex Gabassi é produtor e diretor independente. Foi assistente de direção e stage manager da companhia inglesa de teatro físico Theâtre de Complicité, em Londres. Produziu instalações e uma mostra do artista americano Bill Viola para o Festival Internacional de Arte Eletrônica Videobrasil (1992). Dirigiu séries e especiais para a MTV Brasil. Realizou videoclipes para Marisa Monte, Caetano Veloso, David Byrne e Carlinhos Brown. Para a série Videobrasil Coleção de Autores, dirigiu o documentário Certas Dúvidas de William Kentridge (2000), co-dirigiu Rafael França: Obra como Testamento (2001), junto com Marco Del Fiol, e dirigiu Um Olhar Sobre os Olhares de Akram Zaatari (2004). Dirigiu também o documentário Sobre o Nome (2001) e filmes publicitários.

James Zortéa é artista visual, Mestre em Poéticas Visuais pesquisando a intersecção entre vídeo e desenho. Integrou o coletivo de artistas do Atelier Subterrânea. É docente de Animação nos cursos de Realização Audiovisual da UNISINOS e Produção Audiovisual da ULBRA CANOAS. Recebeu Bolsa de Pesquisa Artística, concedida pelo FUMPROARTE – Prefeitura de Porto Alegre, para o desenvolvimento de estudos em animação do projeto Confronto entre desenhos: traços de carvão e projeção digital animada dividem espaço no ateliê do artista (2010); obteve Menções Honrosas pela produção do audiovisual Acasos lançados ao vídeo, no Festival Conexões Tecnológicas (2008) e pelo vídeo Pequenos Reparos, no Festival de Vídeos para Mídias Móveis ARTEMOV 2008; recebeu os Prêmios Açorianos de Artes Plásticas na categoria Produção Alternativ, pelo trabalho coletivo realizado pelo Atelier Subterrânea em 2008 e Melhor Exposição Coletiva de 2006, com a instalação coletiva chamada Sala dos Passos Perdidos.

Publicado por Patricia Canetti às 12:17 PM


Continuum na Iberê Camargo, Porto Alegre

Abre no próximo fim de semana, dias 17 e 18 de fevereiro, a mostra de videoarte Continuum, com curadoria de Henrique Menezes. Três obras audiovisuais dos artistas Ana Rito (Portugal), Cezar Sperinde (Israel/Brasil) e Leonardo Remor e Denis Rodriguez (Brasil) compõem a Mostra, que parte dos conceitos de continuidade e efemeridade capturados pelo gesto artístico. Com uma visualidade surreal e fluída, as narrativas simulam ações sem fim, registrando a potência do instante.

A mostra Continuum poderá ser vista também no fim de semana dos dias 24 e 25 de fevereiro, com entrada franca. (leia o texto curatorial)

Artistas e obras

Ana Rito - Pleura
Vídeo 4k transcrito para full HD, p/b, som, 14’ 17″, [loop]. Dim. Variáveis. 1/1 + 1 PA.
A obra Pleura (2005), da artista portuguesa Ana Rito, abre o percurso do visitante ditando o tom da mostra através de sua sutileza estética. A corrente de um rio passa tranquilamente por uma escultura clássica imóvel, numa permanente evocação do tempo e da finitude. A obra faz parte da Colecção António Cachola, uma das principais e mais respeitadas coleções privadas de Portugal.

Ana Rito - Nasceu em Lisboa, em 1978. Vive e trabalha em Lisboa. É formada em Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Realizou várias exposições individuais e colectivas em galerias e instituições como a Módulo – Centro Difusor de Arte, em Lisboa; a galeria Mário Mauroner Contemporary Art, em Viena; o Carpe Diem Arte e Pesquisa, em Lisboa; o Voyem Project View, em Lisboa; o CAPC – Círculo de Artes Plásticas de Coimbra; a Plataforma Revólver, em Lisboa; o Museu de Arte Contemporânea de Elvas; o Museu da Cidade, em Lisboa; o Pavilhão 28, em Lisboa; a Arte Contempo, em Lisboa; entre outras. Participou na 50ª Bienal de Veneza, no âmbito da iniciativa “VV2 Vivere Venezia-Recycling the Future” e na 52ª Bienal de Veneza, no âmbito da exposição colectiva “Faccia Lei”. Tem desenvolvido, ainda, actividade de curadoria e reflexão teórica sobre arte contemporânea. As suas obras estão representadas nas colecções Museu Colecção Berardo, CAPC, Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, entre outras.

Cezar Sperinde - Pindorama - dancing palm trees
moving image, in loop, 2014
Pindorama - dancing palm trees (2014), de Cezar Sperinde, é uma projeção em grande formato que registra uma performance do artista em Londres, onde imensas palmeiras infláveis agitam-se em frente a colunas de uma imponente construção neoclássica. Este oásis alegórico, inusitado e anacrônico, explora reflexões sobre identidades e arquiteturas, em análises sociais e históricas que tocam o choque das experiências culturais contemporâneas.

Cezar Sperinde - nasceu em Porto Alegre, RS, em 1981. Vive e trabalha entre Tel Aviv, Londres e São Paulo. Em 2005, emigrou para Tel Aviv, Israel, onde obteve o Bacharelado em Artes Visuais com ênfase em Fotografia pela Bezalel Academy of Arts and Design. Em 2011, na graduação, foi laureado com o prêmio Laureen and Mitchell Presser Award for Excellence in Photography. Em 2012 imigrou novamente, desta vez para a Inglaterra, onde concluiu com mérito o Mestrado em Artes Visuais na renomada Slade School of Fine Arts, UCL, em Londres. Foi premiado ao concluir o mestrado com o Laureen and Mitchell Presser, Arts Directed Grant, New York. Participou de mostras coletivas em espaços institucionais e galerias em Buenos Aires, Tel Aviv, Jerusalém, Oxford, Londres e Istambul. Participou recentemente do projeto Décima residência artística no Red Bull Station, em São Paulo. Possui trabalhos na Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM-Rio, RJ.

Leonardo Remor e Denis Rodriguez – Cinema é Cachoeira
Filme 35mm transferido para digital | 13 min 40 seg | cor | stereo | 2015
O filme Cinema é Cachoeira, de Leonardo Remor e Denis Rodriguez, é inspirado em uma citação do cineasta Humberto Mauro e faz um paralelo entre o looping do filme e o fluxo contínuo da água que corre em uma escadaria de Porto Alegre.

Leonardo Remor (Estação/RS – Brasil, 1987) - Cineasta, artista visual e pesquisador independente, artista-gestor da Galeria Península, em Porto Alegre, Brasil: espaço de arte focado em práticas contemporâneas. Através do uso de diferentes mídias – filme, instalação, objeto, escultura, performance, fotografia – investiga o espaço da natureza na lógica do desenvolvimento da cidade e do homem.

Denis Rodriguez - preocupado em mudar o valor das coisas, o artista, curador autônomo e ativista, sempre direcionou seus projetos e imagens para temas que necessitam militância. Assuntos como cultura de paz, proteção animal, pornografia e sensualidade na arte, poluição visual urbana, trânsito, impermanência da arte em espaços públicos, natureza pictórica, estão presentes em seus últimos trabalhos. Graduado em fotografia pelo Instituto Lorenzo de’Medici, Florença, Itália e com especialização em fotografia editorial na escola londrina Saint Martins. O fotógrafo evita repetição de fórmulas artísticas e integra a palavra ao seu percurso de artista visual. Especializado em jornalismo de entretenimento, com competência em arquitetura, artes, decoração de interiores, design e moda. Escreveu e fotografou editoriais para a revista modo de vida (especializada em arquitetura e estilo de vida), editora Glamurama de Joyce Pascowitch, 2008 a 2011. Clicou editoriais de moda para as revistas JP e MODA, da mesma editora, 2007 a 2010. Foi editor de moda interino da Revista da Folha – jornal Folha de São Paulo, 2007 e 2008; criador do canal de moda da rua do portal UOL – 2007 a 2009 e; correspondente latino-americano do site a shaded view on fashion, www.asvof.com, editado por Diane Pernet, 2007 a 2010. Participou de duas edições da revista online FAQ, faqmagazine.net, 2006 e 2007.

Publicado por Patricia Canetti às 11:48 AM


fevereiro 14, 2018

Laura Vinci na Nara Roesler, São Paulo

A Galeria Nara Roesler inaugura a agenda de 2018 de sua sede paulistana com a instalação Morro Mundo, de Laura Vinci, e a individual A Carne do Mar, de Brígida Baltar.

Reconhecida por sua narrativa particular, poética e política, em torno do corpo, do espaço e do efêmero, Laura Vinci apresenta a sua obra Morro Mundo, exibida na unidade carioca da galeria no segundo semestre de 2017. A instalação, observada pelo arsenal poético de Carlito Azevedo autor do texto sobre a obra, ocupa uma grande área com uma massa de fumaça branca que convida o visitante para a experiência de desorientar-se no espaço e reorientar-se no corpo. A sua máquina programada para soltar fumaça à medida que seus sensores de presença são ativados, revela-se ao espectador pelos tubos de vidro que atravessam todo o espaço expositivo. Diferentemente de outros trabalhos com vapor d’água, como a artista realizou no MuBE e no Beco do Pinto, em São Paulo, nesta instalação o vapor é anunciado antes de se dispersar no ar. Assim os visitantes podem assistir à fumaça em situação também de controle, antes de ser tragado por ela.

O poeta carioca, Carlito Azevedo, destaca em seu texto que, Laura Vinci, com seus trabalhos sensíveis aos diferentes estados e vibrações da matéria, sabe, porém, que tudo é fumaça, cerração, névoa, nevoeiro. “Uma neblina que aqui, em Morro Mundo, tem marés altas e marés baixas e nos submete a constante flutuação do ponto de vista. É quando a matéria do mundo em ondas nos dança. Quem diz cerração, diz limiar”, completa.

A instalação é composta ainda por objetos dourados, que pendem nas escoras distribuídas pelo espaço, ativando as noções da altura do teto e distância das paredes. “Esses pequenos objetos configuram-se como ampulhetas, bússolas, mapas e outras ferramentas de medição, que podem nos ajudar a seguir viagem”, sugere Laura. As peças carregam pequenas amostras de granada, pedras que, ao simbolizar impulso e determinação, evocam um desejo de transformação.

“E se há algo que flutua, levita, essas escoras em Morro Mundo parecem sugerir que há também algo que cai, ameaça desabar: o céu? o peso aéreo? a linha do horizonte? São escoras contra a desaparição? contra o nosso desamparo, se pergunta a artista? Sustentam a máquina do mundo? Quem diz escoras, diz catástrofe? Interessa descascar as várias camadas de uma pergunta, o mais vigorosamente possível. Mas quem ergue uma escora diz o ruir, a ruína. Morro Mundo é político e seu diálogo com a hora presente é intenso. O invisível, o desaparecido, aquele que necessita da proteção da pedra (granada), da nuvem de fumaça e da escora é de algum modo pensado aqui”, ressalta o poeta.

Azevedo lembra que, já em 2007, a instalação Ainda viva, na qual peças de mármore ao conviver, fixas, duradouras, mas não eternas, com as maçãs espalhadas rumo ao apodrecimento, mostrava que os atritos ou confrontos em Laura Vinci se dão em níveis sutis e complexos. “E não à toa se evoca aqui a instalação Ainda viva, cujo nome dialoga, dez anos depois, com este Morro Mundo, se lermos Morro mais como verbo, como às vezes sugere a artista, do que como substantivo. Morro Mundo Ainda Viva. Ainda Viva Morro Mundo”, conclui.

Laura Vinci nasceu em 1962 em São Paulo, onde vive e trabalha.

Participou de diversas exposições individuais e coletivas desde a década de 1980, destacando-se: Pinacoteca do Estado, São Paulo, Brasil; Bienal de São Paulo, Brasil; Bienal de Cuenca, Equador; Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil; Malba, Fundación Constantini, Buenos Aires, Argentina; ArtCenter/South Florida, Miami, EUA; Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil; Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador, Brasil; Museo Del Barrio, Nova York, EUA; MAC Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Brasil; Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil; RMIT University, Melbourne, Australia; Fundação Caloste Gulbenkian, Lisboa, Portugal; Haus der Kulturen der Welt: HKW, Berlim, Alemanha

Coleções que possuem seus trabalhos: Inhotim, Brumadinho, Minas Gerais, Brasil; Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Brasil; Museu de Arte de Brasília, Brasil; Centro Cultural São Paulo, Brasil; Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Brasil; Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil; Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil; Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil.

Publicado por Patricia Canetti às 10:43 AM