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março 22, 2017

Galeria Transparente: Update no CCJF, Rio de Janeiro

Depois do sucesso da exposição “Galeria Transparente: Showroom” (CCJF, março-abril de 2016), a Galeria Transparente retorna ao Centro Cultural Justiça Federal para atualizar o público sobre seus novos artistas e projetos. Por isso, este novo “mix” de exposição e Festival de Performance tem o título Galeria Transparente: Update.

A exposição reunirá trabalhos de 16 artistas da Galeria Transparente e incluirá uma programação de 21 performances, sempre aos sábados às 16h, durante o período da mostra. As primeiras três performances acontecem no sábado, 25 de março, às 16h.

Utilizando uma ampla variedade de suportes, um time de artistas emergentes e consagrados apresentará obras relacionadas com as montagens digitais criadas por eles para a Galeria Transparente na Internet, mas que transcenderão ao que foi realizado para o ambiente virtual por incorporarem o diálogo com a arquitetura do CCJF e a presença dos espectadores.

Entre os artistas da mostra, podem ser destacados o americano radicado no Brasil Bill Lundberg, um dos precursores da vídeo-arte nos Estados Unidos, a brasileira Lia do Rio, que será homenagem por sua carreira e pela excelente contribuição para a exposição do ano passado, além de uma seleção de artistas internacionais como Ute Reeh (Alemanha), Davis Lisboa (São Paulo/Barcelona) e Francesco Romanelli & Giulia Gazza (Itália).

No Festival de Performances, além dos talentosos artistas que já fazem parte do “elenco” da GT, os destaques nesta edição serão performers de fora do Rio: Claudia Paim (RS), Marcio Vasconcelos (SP), Pedro Galiza (SP), Shima (MG) e Ignacio Pérez Pérez (Venezuela/Finlândia). Destaque-se também a presença da consagrada artista brasileira Regina Vater.

Sobre a GT

A Galeria Transparente é uma galeria virtual e colaborativa baseada no Facebook que já reúne um acervo de 90 obras digitais e que tem tido excelente repercussão entre artistas, críticos e o público em geral. A GT também atua na promoção da arte da performance. A criação da GT pelo artista carioca Frederico Dalton em julho de 2014 foi inspirada por uma base retangular de cimento existente na calçada da Rua da Glória, no Rio de Janeiro, onde oito performances foram realizadas até o momento. Por esse motivo, uma réplica deste retângulo será construída na galeria principal do segundo andar do CCJF, e, como aconteceu na calçada, esta réplica também servirá de “palco” para performances de artistas que já atuaram na Galeria e de convidados especiais.

O que é único na GT

Diferentemente das galerias virtuais, a GT é não é um arquivo de obras já realizadas e reunidas para venda. A Galeria Transparente convida os artistas a completarem digitalmente uma mesma imagem fornecida a eles. Assim, a Galeria aproveita novas possibilidades criativas proporcionadas pelo digital. Mas, além disso, a Galeria afirma a importância da cidade real como motor de criatividade, uma vez que a imagem a ser completada mostra uma calçada que realmente existe.

Por que a Galeria Transparente se interessa pela arte da performance? Apesar de uma performance envolver o corpo do artista e a presença física dos espectadores, ela é totalmente leve por ser transitória. Toda performance é antes de tudo um fluxo de energia. Da mesma forma, uma imagem digital é também leve por ser imaterial. Apesar de sua transitoriedade, a arte da performance é o campo das artes visuais que mais efetivamente nos alerta sobre a importância da presença física numa época em que as pessoas e suas relações operam cada vez mais num ambiente desmaterializado.

Conclusão

Com esta exposição, seu curador, o artista carioca Frederico Dalton, pretende aprofundar a discussão sobre o papel e relevância dos centros culturais numa época onde a internet funciona perfeitamente como espaço para produção e divulgação da arte contemporânea. No entanto, só os Centros Culturais “físicos” podem oferecer materialidade e presença à fruição de arte. Neste sentido, a exposição tentará conciliar o que os mundos “virtual” e “real” têm de melhor. Outro objetivo da exposição é informar aqueles que não usam Facebook sobre os artistas e projetos da Galeria Transparente.

Artistas da exposição

Ana Herter
Ana Rosa d’Alegria
André Sheik
Bill Lundberg
Carlos Cesari
Coletivo S.T.A.R. (Adriana Tabalipa & Roderick Steel)
Daniel Cavalcante
Davis Lisboa
Duo2x4
Ecila Huste
Flávio Abuhab
Francesco Romanelli & Giulia Gazza
Gringo Carioca
Lia do Rio (artista homenageada)
Paulo Jorge Gonçalves
Rosa Hollmann
Sandra Passos
Ute Reeh

Programação de performances todos os sábados, às 16h, durante o período da exposição

GaleriaTransparentePerformances.jpg

Lista dos artistas do Festival de Performances

Alexandre Sá
Amélia Sampaio
Claudia Paim
Coletivo S.T.A.R. (Adriana Tabalipa & Roderick Steel)
Gringo Carioca & Depressa Moço
Helena Wassersten
Lilian Amaral & Ignacio Pérez Pérez
Marcio Vasconcelos
Monica Barki
Nivaldo Rodrigues Carneiro
Pedro Galiza
Pedro Paulo Domingues & Jovane Frederico
Raphael Couto
Regina Vater
Shima
Tato Teixeira
Tchello d’Barros
Tetsuo Takita
URCA (Clarisse Tarran & Eduardo Mariz)
Xico Chaves
Zoè Gruni

Publicado por Patricia Canetti às 7:20 PM


Quando o Mar virou Rio no MHN, Rio de Janeiro

A praia não é um território tão livre quanto se diz. Se seu uso começa como um hábito de elite, ainda hoje é um espaço cheio de códigos e signos que servem para identificar 'quem é de cada praia'. Mas o carioca não respeitou as imposições da elite. A cultura de praia vai além da orla e invade as lajes. A marquinha de biquíni é valorizada tanto em Olaria quanto no Leblon. O corpo bronzeado desfila também no calçadão de Campo Grande e no Mercadão de Madureira. Tem dias que a farofa é 'cult' e o isoporzinho é moda. E se não tem onda, o surfe é no trem. Por toda a cidade, a praia é parte do imaginário. Está no jeito de ser, de vestir, falar... a praia, no Rio, não é simplesmente uma formação geológica às margens do mar. É cultural, projeta-se no centro da identidade do carioca e não se limita aos contornos das faixas de areia"
(Isabel Seixas, Diogo Rezende e Letícia Stallone)

Entre os dias 24 de março e 28 de maio, o Museu Histórico Nacional vai estender a canga e abrir o guarda sol para receber a exposição Quando o mar virou Rio. A mostra foi idealizada e produzida pelo estúdio M´Baraká e pela produtora Logorama, com patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura por meio da Lei Municipal de Incentivo a Cultura - Lei do ISS, e da Multi Terminais, copatrocínio da E.T.T. First RH e a Shift Gestão de Serviços e apoio do Control Lab e do Consulado Francês.

Ao todo, serão 130 obras, entre gravuras, fotografias, instalações e pinturas, de 25 artistas, organizadas em nove temas que resgatam a história da relação dos moradores do Rio de Janeiro com a praia - desde a origem, quando os médicos receitavam banhos de mar para curar doenças de pele ou respiratórias, até os dias atuais, incluindo a moda, os esportes e o ideal de carioquice que ganhou fama no mundo inteiro.

“O mar, em sua imensidão, sempre estimulou a imaginação humana e trouxe o medo do desconhecido, gerando uma infinidade de lendas que afastavam o homem do oceano. Foi apenas na Idade Moderna que o mar deixou de ser concebido como um caótico berço de mistérios incompreensíveis. A força de um mito está em seu potencial de parecer que sempre existiu. O banho de mar e a cultura de praia estão tão associados ao Rio de Janeiro que nem parecem ser hábitos recentes, com cerca de 100 anos", dispara Isabel Seixas. Ela, Diogo Rezende e Letícia Stallone são os curadores da mostra e formam o coletivo Curatorial do estúdio M´Baraká.

A partir do batismo da cidade, quando os portugueses, por engano ou peculiaridades linguísticas, entenderam a baía (de Guanabara) como um rio, desenrolou-se uma narrativa que comprova que, apesar de chamada Rio, a cidade é abraçada pelo mar. "Quando o mar virou Rio" conta muito bem essa história, com o auxílio de artistas de diferentes épocas e técnicas, associados a conteúdos multimídias, objetos e imagens de acervo que foram encontrados em pesquisas iconográfica e histórica, feitas nos últimos três anos.

Uma parte significativa dessa coleção veio de acervos: 11 artistas e 24 obras são do próprio Museu Histórico Nacional; 26 obras das coleções dos fotógrafos Augusto Malta (1864-1957) e Alair Gomes (1921-1992) pertencem à Biblioteca Nacional; e há mais 5 imagens do Augusto Malta que compõem o acervo do Museu da Imagem e do Som (MIS). Malta retratou a evolução urbana da cidade pelo prefeito Pereira Passos, nas primeiras décadas do século XX, e Alair foi o precursor da fotografia homoerótica, voyerística, a partir do final dos anos 60. Além disso, há outros 10 artistas contemporâneos com cerca de 70 trabalhos expostos.

“A curadoria gosta de pensar que a exposição é uma ode ao movimento da cidade, que começa com a vinda dos primeiros índios que buscavam a terra sem males, passa pelos navegantes portugueses e é porto de partida e chegada de produtos, pessoas e influências de além mar, até quando o Rio se volta literalmente para a praia, desaguando numa paixão do carioca por ocupar a orla de diferentes maneiras", aponta o curador Diogo Rezende.

Para Letícia Stallone, também curadora, a mostra "apresenta parte da história dessa cidade, conhecida no mundo inteiro como Rio, mas que tem uma trajetória tão entrelaçada ao mar que a sua própria identidade está vinculada à imensidão da água salgada, ao sol, à areia e tudo que pertence a esse ambiente. Tudo isso num mesmo gingado que a gente que se mete nessa geografia acaba adquirindo".

“Apoiar a cultura é servir ao próximo. Nós, da E.T.T. First RH e da Shift Gestão de Serviços, administramos os nossos negócios com muita seriedade e acreditamos que as pessoas que consomem cultura têm mais ferramentas para serem profissionais melhores. Somos cariocas de nascimento e a nossa história está mergulhada nas águas e baseada nas terras que a exposição ‘Quando o mar virou Rio’ revisita”, exulta o diretor Guilherme Paletta.

Fotos raras de Genevieve Naylor e outros achados
Um dos pontos altos da mostra são as duas fotografias raras da americana Genevieve Naylor (1915-1989), que foi contratada pelo governo de Franklin Roosevelt nos anos 40 para criar uma imagem de Brasil bem aceita nos Estados Unidos. Ela se encantou pela cultura brasileira e voltou para casa com mais de 1300 fotos incríveis, retratando o cotidiano da Praia de Copacabana, por exemplo, que vivia o seu auge. As imagens foram cedidas pelo seu filho e são praticamente desconhecidas aos olhos do público.

Há obras importantes de artistas atuantes. Rogério Reis foi convidado a participar com os ensaios Surfista de Trem e Ninguém é de Ninguém. O primeiro, de 1989, mostra o esporte radical praticado por jovens nos trens do subúrbio do Rio. O segundo, realizado entre 2010 e 2014, faz as vezes de um manual de como fotografar na praia, trazendo à tona as questões que cercam os direitos de imagem. Bruno Veiga terá um painel inédito com os seus recortes aéreos das Pedras Portuguesas dos calçadões. E quatro fotos dos ensaios que Júlio Bittencourt fez do Piscinão de Ramos nos verões de 2008 a 2010 também estarão na parede do Museu Histórico Nacional.

Já os artistas Gisela Motta e Leandro Lima deram vida à fotografia em preto e branco de uma maloca Yanomâmi incendiada na Amazônia, feita por Claudia Andujar em 1976, na vídeo instalação Yano-a, de 2005, que traz uma memoria relativa ao extermínio do povo indígena na lendária batalha de Estácio de Sá, à beira da baía, quando centenas de aldeias foram incendiadas. O coletivo OPAVIVARÁ! apresentará a obra EU ♥ CAMELÔ, que exalta este devir camelô que se esgueira nas areias escaldantes, fugindo e apanhando da lei enquanto refresca a sede do PM, do gringo e do playboy.

Um outro grande destaque da mostra é a obra Paisagem Impressa, do brasileiro radicado na Suécia Laércio Redondo, com gravuras do francês Jean Baptiste Debret (1768-1848) sobre o Rio de Janeiro do seu tempo. Em cada um dos 77 bancos há livros e textos que representam, na visão dos convidados do artista, uma paisagem contemporânea dessa cidade maravilhosa, que relaxa nos finais de semana nas areias, ao sabor das ondas tropicais.

Publicado por Patricia Canetti às 2:27 PM


março 21, 2017

Marcus Vinicius na Marcelo Guarnieri, Rio de Janeiro

Artista, que completa 20 anos de trajetória em 2018, apresentará na Galeria Marcelo Guarnieri cem pequenas pinturas inéditas, feitas especialmente para esta exposição,em que explora os limites da cor dentro do conceito de Estrutura Quadro.

A Galeria Marcelo Guarnieri, em Ipanema, inaugura, no dia 23 de março de 2017, a exposição Marcus Vinicius - A cor das escolhas, com cem pequenas pinturas inéditas do artista paulistano, que completa 20 anos de trajetória no próximo ano. Em sua segunda exposição individual no Rio de Janeiro, o artista apresentará obras inéditas,produzidas em 2016 e 2017, em que explora a cor e suas nuances. A exposição será acompanhada de texto do crítico de arte Marcelo Campos.

As cem obras que serão apresentadas na exposição medem 30 cm X 35 cm cada e são feitas em MDF pintado com tinta acrílica e vidro transparente pintado com esmalte de cura a frio, que é encaixado no MDF recortado. Na exposição, as obras estarão agrupadas por tonalidade, em cinco conjuntos, compostos por 20 obras cada: avermelhados, amarelados, azulados, esverdeados e multicoloridos. As 20 obras de cada conjunto são diferentes entre si, mas se repetem nos demais conjuntos, com cores distintas, de acordo com o grupo aos quais pertencem. No entanto, com cores e tonalidades diferentes, muitas vezes têm-se a impressão de serem estruturas distintas.

“A pesquisa desenvolvida nessa série de quadros busca alcançar o ponto de unidade de seus elementos constitutivos, como fragmentação do plano através da estrutura modular, unidade cromática, contraste entre o opaco da pintura com a superfície refletora dos vidros, etc”, afirma o artista.

A pesquisa de Marcus Vinicius está fundamentada no conceito de “Estrutura Quadro”, uma estrutura conceitual construída a partir do retângulo ou quadrado que, ligada à parede, preserva seu caráter bidimensional e cujos elementos podem ser desmembrados e estudados separadamente e reagrupados segundo uma ordem por ele estabelecida.“Todos os elementos têm uma função e toda função tem uma propriedade. O vidro tem a função de proteger, mas sua propriedade é o reflexo”, conta o artista, que em suas obras mantém a função original do vidro, pintando a parte que fica virada para o quadro, protegendo, desta forma, a pintura. O artista ressalta, ainda, que “quanto mais escura a cor, maior será o reflexo do entorno”. Assim, é criado um grande jogo de cores, em que uma pintura reflete os tons das outras. “A simetria é desafiada pela cor e pela propriedade refletora dos vidros que ampliam o espaço do quadro, através da incorporação e do reflexo dos elementos do entorno, colocando em dúvida a cor e o espaço que vemos.Apesar de ser um trabalho estático, é preciso se movimentar para conseguir apreendê-lo totalmente”, diz.

Apesar de trabalhar com cores diversas e explorar as tonalidades, Marcus Vinicius só utiliza as cores existentes, as chamadas “cores de catálogo”, não misturando-as para encontrar tonalidades diversas. “A diferenciação das cores se dá por sua aproximação e pela relação de sua proporção na composição”, explica. “Esse projeto de exposição traz essa dificuldade na construção da variedade das tonalidades de cor, uma vez que o catalogo é limitado. Por exemplo, o amarelo tem quatro tons mais duas ocres. Agrupar os 20 quadros amarelos e dar uma sensação de variação tonal operando dentro desses limites está sendo desafiador”, ressalta.

Desde o inicio de sua trajetória, Marcus Vinicius trabalha com a questão da cor, mas isso era feito através de obras em grandes escalas. As pinturas em pequenos formatos surgiram há cerca de dez anos e foram poucas vezes mostradas. O artista cria os trabalhos e os projetos de exposição de acordo com o local onde serão apresentados. Desta forma, esta mostra foi pensada especialmente para o espaço da galeria.

Marcus Vinicius (São Paulo, 1967. Vive e trabalha em Osasco) é formado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. No ano que vem, completa 20 anos de trajetória, que será comemorada com uma exposição retrospectiva que começará no Instituto Figueiredo Ferraz, em Ribeirão Preto, e irá itinerar por outras cidades.

Dentre suas principais exposições individuais estão “Constructos” (2014), no Centro Cultural UFMG, em Belo Horizonte; “Listrados” (2004) no Centro Cultural Maria Antônia, em São Paulo; “Sperandios” (2000), no SESC Paulista, em São Paulo e a mostra no Centro Cultural São Paulo, em 1999. Realizou, ainda, três exposições individuais na Galeria Marcelo Guarnieri, sendo duas em Ribeirão Preto: “Agrupamentos horizontais e Acidados” (2015) e “Quadriculados e Pontilhados” (2010) e uma em São Paulo: “Estrutura quadro: revisão e desdobramento” (2014).

Dentre suas principais exposições coletivas estão: “Momento Contemporâneo” (2014), “Além da forma – plano, matéria, espaço e tempo” (2012) e “O colecionador de sonhos – Coleção Dulce e João Carlos de Figueiredo Ferraz” (2011), ambas no Instituto Figueiredo Ferraz, em Ribeirão Preto; “Volpi e as Heranças Contemporâneas” (2006), no MAC/USC, em São Paulo; “Marcus Vinicius e Wagner Malta Tavares” (2006), no Museu de Arte de Ribeirão Preto; “30 anos de Arte Brasileira na Coleção SESC” (2005), no SESC Interlagos, em São Paulo; “Uma viagem de 450 anos” (2004), no SEC Pompéia, em São Paulo; “Heterodoxia Natal” (2004), no Espaço Cultural Casa da Ribeira, em Natal; “40 anos, 40 artistas” (2003), no MAC/USP, em São Paulo; “Genius Loci, o Espírito do Lugar” (2002), no Centro Universitário Maria Antônia, em São Paulo; “Conduta de Imagem (2001), no Museu Metropolitano, em Curitiba; “Se Pudesse ser Puro” (2001), no Museu de Arte de Santa Catarina, em Florianópolis; “Iniciativas” (2000), no Centro Cultural São Paulo; “Heranças Contemporâneas 3” (1999), no MAC/USP, em São Paulo; “Vazio, Profundidade e Linha” (1999), Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, entre outras.

Publicado por Patricia Canetti às 2:40 PM


Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2015: Victor Leguy na Funarte, São Paulo

Victor Leguy e Gabriel Bogossian criam museu fictício em exposição na Funarte São Paulo

Através de displays museológicos repensados e discurso horizontal, mostra discute o papel do museu na atualidade

Mostra conta com uma programação paralela de encontros, debates e lançamentos

A Funarte São Paulo tem o prazer de apresentar, a partir de 25 de março de 2017, das 15h às 20h, o projeto O Museu Inexistente No 1, do artista Victor Leguy, concebido em parceria com o curador Gabriel Bogossian, e selecionado no Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2015. O artista e o curador criaram um museu fictício que reconta parte da história do Brasil sob uma nova perspectiva, numa tentativa de descolonizar o olhar e ampliar nosso repertório visual sobre o patrimônio cultural brasileiro.

Através de fotografias, filmes, documentos e objetos, a exposição pretende trazer para o centro do debate o imaginário construído em torno dos Enawenê-Nawê, povo indígena residente no Mato Grosso que realiza o ritual Yaokwa, que tem duração de 7 meses e é reconhecido pelo IPHAN como patrimônio cultural imaterial brasileiro. As diferentes histórias que surgem a partir desse imaginário evidenciam algumas questões que orbitam a ideia de museu, seu papel crucial na construção da memória coletiva e da identidade nacional.

Para o curador, “A ideia desta exposição é problematizar o papel do museu nos dias de hoje, seu caráter de detentor das grandes narrativas, na maioria das vezes limitando a história que conhecemos a um ponto de vista que atenda aos interesses do poder”.

A exposição “O Museu Inexistente No 1” é um projeto em processo de construção, uma instituição em constante evolução que apresenta novos pontos de vista sobre a construção da imagem do outro, reelaborando histórias de forma coletiva e criando novas chaves de compreensão do presente, dos nossos debates culturais e dos nossos processos políticos.

Encontro com artista, curador e convidados: 08/04, às 15h
Lançamento do catálogo: 06/05, às 15h

Publicado por Patricia Canetti às 1:53 PM


Um tufo de pelos, preso fortemente a um cabo no Epicentro, São Paulo

um tufo de pelos, preso fortemente a um cabo*

Exposição coletiva dos quatro jovens artistas Fraus, Gokula Stoffel, Paula Scavazzini e Thany Sanches, que se reuniram no contexto do grupo de acompanhamento crítico em pintura dos artistas Rodolpho Parigi e Regina Parra e que vem ao longo dos últimos dois anos, aprofundando um processo de interlocução sobre suas produções. A partir do acompanhamento curatorial do artista e pesquisador Bruno Mendonça algumas questões conceituais comuns entre os artistas começaram a serem observadas, como uma produção pictórica extremamente processual e muito menos projetual. Na pintura dos quatro artistas a gestualidade e a fisicalidade são um ponto forte e que de certa forma cria por consequência uma estética e linguagem que os distancia de outras gerações de pintores e escolas tanto internacionais, mas principalmente nacionais que traziam um caráter mais construtivo e formalista para o campo pictórico.

Além disso, em todos os processos de criação dos quatro artistas podemos notar também uma ressignificação da própria História da Arte de uma maneira não óbvia e uma reinterpretação de temas clássicos como o corpo e a paisagem, porém a partir de uma investigação e uma análise critica sobre o estatuto da imagem na contemporaneidade. Em um momento em que a imagem e a própria arte se vêm constantemente em situação limite, produzir imagens e se voltar à pintura pode parecer quase que como um ato de resistência. Um limite entre a figuração e a abstração, procedimentos de associação, fragmentação, remix e multiplicidade são frequentes, como uma espécie de resposta, assim como a criação de uma narrativa complexa, não linear, anacrônica e muitas vezes contando com um processo de autoria quase “esquizo”, como se o mesmo artista fosse muitos por conta de uma grande variação de estilos.

A imagem no caso desses artistas apresenta também um viés estranho-familiar (unheimlich/uncanny), produzindo uma espécie de melancolia e em alguns casos certo tipo de deboche e alegoria, isto se dá por conta de uma visão menos objetificada com a pintura e mais aproximada a uma noção de “abjeto” - conceito muito trabalhado por uma série de artistas de outras gerações como uma forma crítica de se repensar arte e commodity, mas a partir de uma desestabilização interna dos sistemas de valoração cultural no estratagema do mercado e por uma relação atópica com a própria arte. Isso pode ser visto na produção de artistas como Mike Kelley, Isa Genzken, Sarah Lucas, Paul Maccarthy, Franz West, entre outros, apenas para citar alguns nomes.

* definição de pincel no dicionário.

Publicado por Patricia Canetti às 1:05 PM