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outubro 16, 2017

IAC - 20 anos no Muba, São Paulo

O IAC - Instituto de Arte Contemporânea realiza a exposição IAC - 20 anos como parte dos eventos comemorativos de seus 20 anos de atividades ininterruptas. A mostra apresenta um breve panorama do acervo dos artistas representados em sua coleção por meio de obras e documentos selecionados pelo curador Jacopo Crivelli Visconti.

A mostra apresenta ao público 158 peças, entre desenhos, projetos e obras que descortinam o raciocínio plástico e conceitual dos artistas Amilcar de Castro, Sergio Camargo, Willys de Castro, Sérvulo Esmeraldo, Lothar Charoux, Luis Sacilotto, Hermelindo Fiaminghi e Iole de Freitas – recém-incorporada ao acervo.

Além disso, a exposição permitirá ao público tomar contato com aspectos do trabalho desenvolvido no Instituto e suas características tão elaboradas. Os visitantes também conhecerão alguns princípios de preservação de acervo por meio do contato direto com os colaboradores do IAC. Nesse ponto da mostra, os interessados terão a oportunidade de conversar com a equipe em ação e esclarecer dúvidas ou eventuais curiosidades sobre o método de preservação ali desenvolvido.

Além da sua preocupação com a documentação e a exposição, o IAC mantém programas de Conservação Preventiva, de Ação Educativa e de Publicações. Por suas características únicas no cenário nacional, comemorar seus 20 anos torna-se um marco nos processos de preservação da memória da arte no país.

Sobre o IAC
O Instituto de Arte Contemporânea – IAC, entidade cultural sem fins lucrativos, foi criado em 1997 com a finalidade principal de preservar documentos e difundir a obra de artistas brasileiros de tendência construtiva. Os arquivos destes artistas, entre eles Willys de Castro, Sérgio Camargo, Amilcar de Castro (em parceria com o Instituto Amilcar de Castro), Sérvulo Esmeraldo, Luis Sacilotto, Lothar Charoux, Hermelindo Fiaminghi e, mais recentemente, Iole de Freitas têm na instituição um espaço próprio para a exposição e pesquisa com documentação arquivística, bibliográfica e museológica, armazenada em banco de dados específico.

O acervo com milhares de documentos é organizado, acondicionado e disponibilizado ao público por meio de seu banco de dados desenvolvido e gerenciado por seu Núcleo de Documentação e Pesquisa. Assim, podem ser usados em exposições internas ou cedidos a outras instituições, em publicações, em estudos e quaisquer outros usos de caráter cultural e/ou acadêmico.

O IAC pesquisa, coleta, organiza e disponibiliza quaisquer fontes de informação sobre os artistas relacionados em seu acervo e, através de uma interface online, permite que pesquisadores de qualquer parte do mundo acessem seu banco de dados. Promover ações educativas e intercâmbios culturais com museus e instituições com a mesma linguagem em outros países também estão entre os objetivos da instituição. Desde julho de 2011, o IAC funciona no primeiro andar do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, na Vila Mariana.

Publicado por Patricia Canetti às 11:05 AM


outubro 15, 2017

Omar Salomão na Silvia Cintra + Box 4, Rio de Janeiro

Na exposição Você vê os pássaros? Sempre quis que você visse os pássaros daqui, sua primeira individual na galeria, o artista e poeta Omar Salomão irá apresentar uma série inédita de pinturas, esculturas, cadernos de desenhos e fotografias.

A mostra começa com uma fotografia de uma imagem de Iemanjá envolta numa concertina farpada, dessas usadas para a proteção de casas. Ao lado dela, quatro desenhos em azul escorrido, que foram molhados no mar e aonde se lê trechos de poemas. Em seguida vem o trabalho que dá título à exposição, uma série de desenhos em nanquim retratando pássaros em revoada.

A concertina farpada ainda aparece em duas séries, “Guardar”, que são desenhos em nanquim dobrados, envoltos pela rigidez deste material e “Circuito de Afetos”, onde a concertina ganha cores fluorescentes e aparece atada em placas de madeira, plástico bolha e outros restos.

As cores fluorescentes seguem nas séries “Síntese” e “Lance”. O artista lança sobre compensados pintados vários dados e depois repinta a superfície formando uma pintura totalmente aleatória, apenas com a memória desses cubos. Esses mesmos dados pintados surgem depois em pequenas caixas de madeira, presas na parede, dando uma ideia de confinamento das possibilidades sugeridas pelo lance de dados.

A exposição termina com a série “Quadro de Avisos”. Os cadernos de Omar, que são tanto processo quanto obra final, aparecem trancados dentro de quadros de avisos com chave, podendo ser abertos ou não.

O poeta e artista Omar Salomão nasceu em 1983. Em 2017 lançou Pequenos Reparos (José Olympio), seu terceiro livro. Participou de diversas exposições como a 3º Bienal da Bahia, 18º Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc Videobrasil e da Individual Nebula: a sombra de nuvens manchando a cidade, no OI Futuro Ipanema.

Publicado por Patricia Canetti às 11:55 AM


Isabelle Borges na Roberto Alban, Salvador

Isabelle Borges conecta Bahia com a vanguarda alemã em sua primeira grande mostra em Salvador

A artista baiana reflete sobre o espaço e entrelaça segmentos artísticos na Roberto Alban Galeria

A efervescente cena da cidade de Berlin, na Alemanha, que vive um momento especial em produção e criatividade, junta-se à inquietude da artista visual baiana Isabelle Borges em uma reflexão sobre tempo e espaço, explorando diversos conceitos e expressões artísticas. O resultado está na mostra L'espace indicible - O espaço inefável, que será apresentada a partir do dia 18 de outubro na Roberto Alban Galeria, em Ondina. Trata-se da primeira grande exposição da artista em sua terra natal, apesar do reconhecimento ao seu trabalho já alcançar a esfera internacional. A mostra poderá ser visitada pelo público entre 19 de outubro e 20 de novembro.

Nascida em Salvador, Bahia, Isabelle Borges estudou artes plásticas no Parque Lage, no Rio de Janeiro, de 1989 a 1992, fazendo um primeiro aprofundamento com os professores Beatriz Milhazes, Daniel Senise e Charles Watson. No ano de 1994, decidiu mudar para a Europa, precisamente para Colônia, Alemanha, onde passou a atuar como assistente no ateliê dos artistas Antônio Dias e Jack Ox, esta americana. Do ano seguinte até 1997, dedicou-se aos estudos na Academia de Artes de Düsseldorf, tendo como um de seus mentores o artista Christian Merget, um dos fundadores do Grupo Zero.

Isabelle Borges reside na Alemanha há mais de vinte anos. Independente da distância geográfica de seu país de origem, a artista incorpora em sua obra características marcantes de uma arte internacional enraizada nos dois continentes.

O conceito de "espaço inefável", que ocupa um lugar central na teoria arquitetônica de Le Corbusier tem exercido uma influência considerável na produção de Isabelle Borges. O seu trabalho vem se desdobrando de forma a dialogar com o espaço. São trabalhos projetados para o meio onde habitam e onde não há mais os limites das disciplinas de arquitetura, desenho, pintura, escultura. A obra de Borges finalmente aboliu as bordas.

Além das telas, a artista explora também as paredes como parte da sua arte. Ela explica que vê a obra como o fragmento de um todo. “Ao ter o espaço como foco de pesquisa, é quase como um desenvolvimento lógico o trabalho ‘vazar’ para o plano real da parede”, diz. “Como realizo muitos desenhos usando linhas, planos e recortes de papel, vejo a parede como uma extensão da pintura ou mesmo como um suporte em si”, finaliza.

Outras peças vão igualmente refletir reflexões artísticas quanto às linhas espaciais, seus limites e ressignificações, e suas conexões com os diversos segmentos da arte contemporânea: da pintura à escultura, do desenho à colagem, do objeto à instalação.

Para a estudiosa e critica de arte Paula Terra-Neale, que apresenta a mostra, a obra de Isabelle Borges tem uma linguagem muito pessoal, ainda que em sua universalidade geométrica e abstrata. “Ela está encontrando esse equilíbrio do espaço inefável através do desenho que extrapola as bordas e sai para as paredes, através da poesia luminosa que se constrói no jogo das cores que despontam mansamente aqui e ali contra as faixas pretas ou dos espaços brancos e vazios”, afirma Paula, que é Doutora em História e Teoria da Arte pela Universidade de Essex, Reino Unido, e consultora e curadora independente radicada na Inglaterra.

Carreira internacional

No final de 1997, Isabelle Borges estabeleceu-se em Berlim, na Alemanha, onde reside e trabalha até hoje, sendo constantemente requisitada para exposições por todo o país. A forte convivência com a cena artística berlinense, no entanto, não impediu que sua obra continuasse a incorporar características marcantes de uma arte enraizada também no Brasil. Ela própria admite a forte influência em seu trabalho do Concretismo representado por nomes como Hélio Oiticica e Ligia Clark, entre vários outros.

Em sua trajetória, Isabelle já realizou inúmeras exposições individuais e coletivas, na Alemanha e no Brasil, assim como na China, Estados Unidos, Itália e Austrália. Entre suas mostras mais recentes, destacam-se Standart International,Geistberg- Loop Raum Berlim, Alemanha – 2015 / Interaktion , 27 Artistas brasileiros , Castelo de Sacrow, Posdam, Alemanha – 2015 / Kunsthalle PLU 41 – 2015 / individual , SMAC- Art Space , Berlim , Alemanha, 2014 / Kunstverein Uelzen , Uelzen , Alemanha 2014 / Eigen + Art Leipzig, Alemanha , 2014/ Kunstverien Melle, Melle, Alemanha 2004 / Individual, Museu Brasileiro da Escultura , São Paulo, Brasil, 2013/ Kunstverien Ulm, Ulm, Alemanha , 2013.

Publicado por Patricia Canetti às 11:24 AM


outubro 9, 2017

Ex Africa no CCBB, Belo Horizonte

CCBB BH recebe exposição inédita com painel da arte contemporânea africana

A África de hoje permeada por uma intensa produção artística de forte cunho sociocultural é o fio condutor da exposição EX AFRICA, que terá a sua estreia nacional no dia 11 de outubro de 2017, no Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte, onde ficará em cartaz até o dia 30 de dezembro. Na sequencia, a exposição segue para o Rio de Janeiro (janeiro/2018), São Paulo (abril/2018) e Brasília (agosto/2018).

“Da África sempre há novidades a reportar”

Por um período de mais setenta dias (11/10 a 30/12), o CCBB BH será uma extensão do continente africano, recebendo dezenas de artistas nigerianos, sul africanos, angolanos e afro-brasileiros. A inédita exposição “EX AFRICA”, que reunirá diversos nomes da cena contemporânea africana, revela a riqueza da arte e diversidade através de diferentes recortes: performances, música, instalações, fotografias, videoarte, pinturas, palestras.

O cantor/compositor e multimídia Nástio Mosquito, o artista visual e performer Jelili Atiku, os premiados fotógrafos Leonce Raphael Agbodjelou e Kudzanai Chiurai, os pintores afro brasileiros Arjan Martins e Dalton Paula, são alguns dos nomes presentes na mostra, e em sua maioria, apresentarão trabalhos inéditos no Brasil, e até mesmo criados para a exposição, como a instalação a ser desenvolvida por Ibrahim Mahama. Ade Bantu, músico e ativista, assina a curadoria da sala/instalação Clube Lagos, que oferecerá um painel sobre os novos sons da Nigéria.

PROGRAMAÇÃO NA ABERTURA

17h = Performance com o nigeriano Jelili Atiku. A performance começa na rua. O artista faz uma caminhada de 30 a 40 minutos até entrar no CCBB-BH e dirigir-se para sua sala, onde montará uma instalação com os materiais e obras de arte utilizados na performance.

18h = Performance de Nástio Mosquito (Teatro I do CCBB-BH)
Classificação etária: 14 anos (pode conter linguagem explícita).
Entrada gratuita, com distribuição de senhas uma hora antes do evento.
Duração: 45’

A performance de Nástio Mosquito será seguida de palestra com o artista e o curador da sala Clube Lagos Adé Bantu, mediada pelo curador Alfons Hug.

SOBRE OS ARTISTAS

ADE BANTU e a nova música nigeriana exposta em som e imagem na sala CLUBE LAGOS
A mostra “EX AFRICA” terá a sala CLUBE LAGOS, que apresentará todas as modalidades de interpretação do pop nigeriano em vídeos musicais. Quem assina a curadoria do espaço é ADE BANTU, músico nigeriano-alemão (1971), produtor e ativista social. Criador da série de concertos mensais e do Festival de Música, que mantém em Lagos, Nigéria, ADE BANTU é fundador do coletivo musical afro-alemão Brothers Keepers. Sua banda BANTU recebeu o Prêmio Kora (o equivalente pan-africano do Grammy) pelo álbum "Fuji Satisfaction" em 2005.

Na sala CLUBE LAGOS, o visitante terá acesso a dezesseis videoclipes de afrobeat representando quatro temas: Deus, Dinheiro, Poder e Sexo, fazendo um panorama da música popular da maior cidade africana, Lagos. Os filhos do legendário afrobeat de Fela Kuti e do rei do juju, Sunny Ade, libertaram-se dos clichês da world music e criaram identidades musicais muito próprias no Naija pop. A festa inclui o New Afrika shrine de Femi Kuti, que continua sendo referência na cena musical nigeriana, como também a banda Afropolitan Vibes.

IBRAHIM MAHAMA - Instalação - (1987, República do Gana)
Um dos artistas ganeses mais proeminentes dos últimos anos, Ibrahim Maham é conhecido por suas instalações de grande escala. Para a exposição, o artista vai construir uma instalação com duas mil caixas de madeiras empilhadas.

A obra é inédita no Brasil e exclusiva em cada itinerância.
Entre março e abril de 2017, a White Cube mostrou “Fragmentos”, uma exposição que incluía novas séries de seus trabalhos, como o “Non-Orientable Nkansa” (2016), uma escultura monumental feita de fragmentos de madeira manchados.

Prêmios recentes do artista:

2017 Future Generation Art Prize, Venice, Future Generation Art Prize @ Venice 2017

2017 Future Generation Art Prize, Kyiv, Future Generation Art Prize 2017

2015 Tyburn Gallery, London, Broken English

2015 56th Venice Biennale, Venice, All the World’s Futures

NÁSTIO MOSQUITO – Performance, vídeo, Musica e instalação (1981, Angola)
NÁSTIO MOSQUITO é um artista multimídia e performático. Atuando como uma figura central em obras que jogam com estereótipos em contextos ocidentais, ele questiona o papel do público tanto quanto o seu.
MOSQUITO é uma das atrações da movimentada noite de abertura da mostra em BH. No palco do Teatro I do CCBB, ele irá apresentar a performance “Respectable Thief”. Desenvolvida pelo artista e Vic Pereiró, não há na apresentação exatamente um roteiro a ser seguido. Em frente a três telas de projeção, MOSQUITO vai cantar músicas de sua autoria e interagir com o público, triturar papel e fazer malabarismos com ovos.

No amplo currículo do artista, destacam-se as exposições/intervenções: Daily Lovemaking, Ikon Gallery, Birmingham, 2015; 9 Artistas, Walker Art Center, Minneapolis, 2013; Política de Representação, Tate Modern, Londres, 2012; E 29ª Bienal de São Paulo, São Paulo, 2010. Mosquito vive e trabalha em Ghent e Luanda.

JELILI ATIKU – Performance – (1968, Nigéria)
Líder do projeto Art Africa Forum, diretor artístico de AFiRIperFOMA - um coletivo de artistas performers na África-, e Chief Coordinator of Advocate for Human Rights Through Art (AHRA), JELILI ATIKU é um artista multimídia que luta por justiça e direitos humanos. Os efeitos psicossociais e emocionais decorrentes da violência, guerra, pobreza, mudanças climáticas, dominam suas formas artísticas.
Na abertura oficial da mostra, às 17hs do dia 11/10, JELILI ATIKU apresentará a performance “Alaagba”, que é um ritual africano (etutu ou ebó) de limpeza. A apresentação se inicia na rua, com o artista fazendo uma caminhada de aproximadamente 40 minutos, finalizando com a sua chegada em uma das salas do CCBB BH, onde montará uma instalação com os materiais e obras de arte utilizados na performance. Além de cabaças e uma pequena vassoura branca, o artista usa longas cordas chamadas Ankara, feitas de tecido Ankara e usadas na Nigéria como acessórios do vestuário. Na performance, ele usa técnicas como texto, desenho e vídeo, além de se pintar todo de preto e vestir um capuz feito de espelhos, assim como a mulher performer que o acompanha. A apresentação será gravada e exibida ao lado da instalação que JELILI ATIKU montará, no CCBB BH.

Entre os muitos prêmios com os quais já foi laureado, destacam-se:
:: 2012 Art Moves Africa (AMA) Mobility Grant to travel to Harare, Zimbabwe
:: 2012 Prince Claus Fund Flight Grant to travel to Berlin, Germany
:: 1998 National Youth Service Corps State Chairmanship Award, Akwa Ibom State, Nigeria
:: 1998 Best Serving Corps Member, Federal Government College, Ikot Ekpene, Akwa Ibom State, Nigeria

LEONCE RAPHAEL AGBODJELOU - Fotografia - (1965, Benin)
Filho do mundialmente famoso fotógrafo Joseph Moise Agbodjelou (1912-2000), LEONCE RAPHAEL AGBODJELOU é um dos preeminentes fotógrafos da República do Benin. Para a exposição “EX AFRICA”, o curador selecionou cinco trípticos da série Code Noir.

Fundador e diretor da primeira escola fotográfica do Benim, e atual presidente da Associação de Fotógrafos de Porto-Novo. LEONCE RAPHAEL AGBODJELOU já teve o seu trabalho exposto mundo afora. Exemplos: Saatchi Gallery Londres, Museu de Arte de Seattle, Museu Fowler Los Angeles, Museu Brooklyn Nova Iorque, Museu Vitra Basel, Museu Guggenheim Bilbao, Museu de Arte de Tel Aviv, Israel & Camden Arts Center, Londres, entre outros.

KUDZANAI CHIURAI - Fotografia - (1981, Zimbabwe)
O público brasileiro terá a oportunidade de conhecer cinco fotografias da série Genesis [Je n'isi isi], desse artista que em 2013 foi listado pela Forbes como um dos "Treze africanos para ver em 2013". Em seu trabalho, KUDZANAI CHIURAI combina o uso de meios mistos para abordar questões sociais, políticas e culturais de seu país. Desde a sua primeira exposição individual em 2003, as suas obras de arte foram expostas no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, Museum für Moderne Kunst em Frankfurt, Victoria and Albert Museum em Londres e em Kassel, na Alemanha.

Principais prêmios e Méritos:
:: 2014 - Shortlisted for Future generation Art Prize
:: 2012 - FNB Art Prize
:: 2011 - Top 200 Young South Africans, Mail & Guardian
:: 2005 - Top 100 Dazzlers and Doers in South Africa, Mail & Guardian, South Africa

OMAR VICTOR DIOP - Fotografia - (1980, Senegal)
O artista desenvolveu interesse pela fotografia e pelo design ainda na infância. O seu trabalho já circulou por galerias de Los Angeles, Alemanha e Paris, onde atualmente está com uma mostra em cartaz. O público brasileiro irá conhecer nove fotografias que ele criou para a série Diáspora. Na série, OMAR VICTOR DIOP escolhe pela primeira vez ser ele mesmo o objeto de seu trabalho e se comporta como narrador e personagem se fantasiando de diversas figuras.

OMAR considera que a fotografia é uma ferramenta que possibilita capturar a essência e o modo de vida das sociedades modernas africanas. Trabalha hoje com arte visuais, fotografia de moda e propaganda.

OKHAI OJEIKERE - Fotografia - (1930-2014, Nigéria)
Ao longo da sua trajetória artística, iniciada em 1954, OKHAI OJEIKERE teve o seu trabalho exposto ora de modo individual ou coletivo, em Londres, Paris, Estados Unidos e em seu país de origem, a Nigéria. Em 1968 começou um de seus maiores projetos, documentando penteados nigerianos. Esta era uma marca registrada do trabalho de OKHAI OJEIKERE, ao final de sua vida ele havia impresso aproximadamente mil fotos de cabelos de mulheres. Para a mostra “Ex Africa”, o curador Alfons Hug selecionou oito históricas fotos.
KILUANJI KIA HENDA - Vídeo (1979-, Angola)
O angolano e autodidata KIA HENDA, entre coletivas e individuais, já teve o seu trabalho exposto em Londres (Tate Gallery), Lisboa, Paris, Nápoles e Nova York.

Na mostra “EX Africa”, será exibido o vídeo “Concrete Affection”, trabalho desse aguçado artista, que fazendo uso do humor e da ironia, interfere em assuntos como identidade, política, percepções do pós-colonialismo e modernismo na África. Por passar um longo tempo com John Liebenberg - fotógrafo que documentou o apartheid e a guerra civil angolana-, Kia Henda foi incentivado a descobrir o poder das imagens para revelar histórias não contadas.

YOUSSEF LIMOUD - Instalação - (1964-, Egito)
Artista e escritor, graduado pela College of Fine Arts pela Helwan University no Cairo. Também estudou na Düsseldorf Art Academy entre 1991 e 1992. Suas pinturas e instalações foram exibidas em diversas exposições no Egito e internacionalmente. Ele escreve principalmente sobre arte, poesia e história. Vive entre Basel e Cairo.

ARJAN MARTINS - Pintura - (1960, Afro-brasileiro – Rio de Janeiro - RJ)
Um dos dois brasileiros presentes na exposição, representado com cinco grandes telas (390 x 200 cm), todas sem títulos, ARJAN MARTINS estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Em 2002, fez a primeira exposição individual (“Desenhos”), no Museu da República. Participou de diversas mostras coletivas como “Arte Brasileira Hoje” (MAM, 2005), “Novas Aquisições” (MAM, 2004) e mais recentemente “Do Valongo à Favela”, no Museu de Arte do Rio (2014). Nesse mesmo ano realizou a primeira exposição individual no MAM Rio, “Américas”, com curadoria de Paulo Sérgio Duarte.

Ao longo de sua trajetória recebeu dois prêmios: foi contemplado com Bolsa Viagem do Instituto Goethe, em 2007, e recebeu o “Prêmio Projéteis de Arte Contemporânea” – Funarte”, em 2005. No exterior, o artista participou da Bienal de Dakar 2006 e do Haiti Sculpture, em 2007.

DALTON PAULA – Pintura – (1982 Afro-brasileiro – Goiânia -GO)
Dalton mora e trabalha em Goiânia e é bacharel em Artes Visuais. Suas produções propõem uma reflexão de questões contemporâneas, referentes ao medo, à efemeridade, ao individualismo e à alteridade. Discute também o picturalismo contaminado por linguagens diversas através do seu corpo no campo da intimidade.

SOBRE O CURADOR
Ex- diretor do Instituto Goethe do Rio de Janeiro e de Lagos, Alfons Hug é reconhecido por seu trabalho investigativo e como crítico de arte contemporânea. Sobre a mostra ‘EX AFRICA’, ele a define parafraseando Caio Plinio II, “Ex Africa semper aliquid novi”, ou “da África sempre há novidades a reportar.” O referido escritor teria dito isso há mais de dois mil anos, ao voltar de uma viagem às províncias norte americanas pertencentes ao império Romano. De fato, o continente africano avançou suas fronteiras em todas as direções do globo ao longo dos séculos. A áfrica perdura no jazz americano, no carnaval brasileiro, nos templos de candomblé e na capoeira, que atualmente está presente em mais de 150 países.

Principais projetos que ganharam a assinatura de Alfons Hug como curador:
Mostra Haus de Kulturen der Welt Berlim (94 e 98)
Bienal de São Paulo (2002 e 2004)
Pavilhão Brasil na Bienal de Veneza (2003 e 2005)
Bienal del Fin del Mundo Ushuaia, Argentina (2009)
6ª Bienal de Curitiba (2011)
Pavilhão América Latina na Bienal de Veneza 54ª, 55ª e 56ª edição (2011, 2013 e 2015 )
2ª Bienal de Montevidéu (2014)
Mostra Zeitgeist = circuito CCBB SP/RJ/BSB/BH (2015)

Publicado por Patricia Canetti às 11:46 PM


Amelia Toledo no CCBB, São Paulo

CCBB São Paulo celebra os 60 anos de carreira de Amélia Toledo com a exposição “Lembrei que Esqueci”, a partir de 12 de outubro

Com curadoria de Marcus Lontra, a mostra explora as diversas facetas da "grande dama da contracultura no Brasil", apresentando cerca de 60 obras – esculturas, objetos de design, desenhos e pinturas – da artista paulistana, que segue produzindo até hoje, aos 90 anos

O Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo apresenta entre os dias 12 de outubro de 2017 e 8 de janeiro de 2018 a exposição Lembrei que Esqueci, uma homenagem aos 60 anos de carreira de Amélia Toledo. "Personagem ativa de seu tempo, ela deu um novo sentido à vanguarda artística brasileira, incorporando à ousadia e ao comprometimento que marcam o Modernismo novas propostas de afeto e integração coletiva", afirma o curador da mostra, Marcus Lontra.

Contemporânea de artistas como Lygia Pape (1927-2004), Anna Maria Maiolino (1942) e Mira Schendel (1919-1988), Amélia pertence a um grupo célebre por aproximar a arte do cotidiano das pessoas. Em uma época em que se clamava por liberdade e direitos iguais – e o Brasil enfrentava uma longa ditadura militar – ela se consagrava como "grande dama da contracultura no Brasil", nas palavras de Marcus Lontra.

Conhecida por investigar as potencialidades de diferentes materiais e técnicas, Amélia Toledo se tornou notável como escultora, pintora, desenhista e designer – e continua produzindo novos trabalhos até hoje, aos 90 anos. Para explorar todas as suas facetas, a exposição "Lembrei que Esqueci" reunirá cerca de 60 obras da artista, ocupando os andares do CCBB, divididos em núcleos temáticos.

OS PERCURSOS AFETIVOS DE AMELIA TOLEDO

A sugestão do curador é que o percurso comece no subsolo, setor mais intimista chamado de A Caverna. Os trabalhos selecionados para esse espaço utilizam fundamentalmente rochas e cristais para explorar os sentidos. A ideia é transpor o mundo das imagens e encontrar verdades inusitadas por meio do contato com o sensível. Os destaques ficarão com a obra sonora Dragões Cantores, composta por fragmentos de pedras moldados pelo movimento das águas do mar apoiados em colunas de concreto, e com a Série Impulsos, blocos de quartzito verde e jaspe polidos sobre colunas de concreto.

No térreo o eixo temático é O Encontro, com obras que provocam uma reflexão sobre o tempo e a necessidade de observação do entorno para garantir a transformação do homem. "Para Amélia Toledo é preciso caminhar, percorrer e atravessar os caminhos que levam ao encantamento", afirma o curador. Fatias do Horizonte, uma série de chapas de aço inox espelhado de 210 x 130 x 0,6 cm parcialmente oxidadas, e Poços, chapas de aço inox com pedras de diversos tamanhos, são os destaques desse setor.

Em A Passagem, tema do 1º andar, haverá uma profusão de cores, formas, sensações e sentimentos. O princípio desse espaço é que o mundo é um emaranhado de fios e vasos comunicantes translúcidos, espelhados e azuis. O público encontrará caleidoscópios feitos com chapas de aço inox, além da Medusa Azul, estruturas com tubos de PVC recheados com líquidos e óleos coloridos, entre outras obras.

A Memória norteará a escolha das obras do 2º andar, composto por duas salas. O objetivo desse espaço é mostrar que a lembrança da matéria é o caminho para a criação de novas verdades. Alguns dos destaques serão o Glu Glu - Anos 60, uma estrutura de vidro soprado com água e espumantes, a Caixinha do sem-fim / Situação tendendo ao infinito, uma caixa de acrílico contendo oito caixas recheadas com mais oito caixas e assim por diante, o Mundo dos Espelhos, módulos em chapa de aço inox espelhado, recortados e perfurados, e o Poço da Memória, cilindro de fibra de vidro revestido internamente com uma chapa de aço inox polida, com um cilindro menor de acrílico e a inscrição "Lembrei que esqueci".

Trabalhos com papel, retalhos, fiapos e farrapos estarão presentes no 3º andar, cujo tema é A Luz. Para esse local foram escolhidas obras que resignificam os gestos femininos de lavar, costurar e cortar, subvertendo a condição subserviente da mulher. Entre os destaques estarão as Colagens, sobreposições de papeis de seda de medidas variadas, e Fiapos, feitos com polpa de Iúca, linho, algodão e tela de náilon.

Por fim, os trabalhos do 4º andar promoverão uma reflexão sobre o futuro. Sob o mote O Destino, as obras mostrarão que em um mundo dominado pela indústria da comunicação é preciso construir uma linguagem própria e transformadora, gerando novas percepções sobre a vida. Os destaques dessa seção serão os Discos Tácteis, discos de PVC com líquidos e óleos coloridos, e A Onda, composta por um cilindro de PVC também com líquidos e óleos coloridos.

Nascida em São Paulo em dezembro de 1926, a artista Amélia Toledo frequentou o ateliê de Anita Malfatti (1889 - 1964) e estudou com Yoshiya Takaoka (1909 - 1978) e Waldemar da Costa (1904 - 1982), além de ter trabalhado com desenho de projetos no escritório Vilanova Artigas (1915 - 1985). Sua primeira exposição individual aconteceu em 1957, após um período em Londres, Escandinávia, Holanda, Alemanha, França e Portugal. Ao longo de 60 anos de carreira produziu trabalhos com diversos tipos de materiais, como aço inox, espumas, plástico, vidro e cristais. Entre os destaques estão “Espaço Elástico III”, “IV” e “V” e “Caixas I” e “II”, premiados na 9ª Bienal de São Paulo e a instalação “Caleidoscópio”, montada na estação Brás do Metrô de São Paulo.

Publicado por Patricia Canetti às 10:58 PM