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abril 16, 2019

Visões de Iberê Camargo sobre o Parque da Redenção na FIC, Porto Alegre

A exposição Visões da Redenção apresenta um recorte de 77 obras de Iberê Camargo (66 desenhos, três gravuras e oito pinturas) de árvores e frequentadores do parque, que se desdobraram nas famosas séries Fantasmagoria, Ciclistas e Ecológica (Agrotóxicos). A mostra pode ser visitada até o dia 21 de abril, no segundo andar. Entrada franca.

Para celebrar os 247 anos de Porto Alegre, a Fundação Iberê inaugura no dia 16 de março a exposição Visões da Redenção. A mostra traz um recorte de 77 obras de Iberê Camargo (66 desenhos, três gravuras e oito pinturas), produzidas no início dos anos 1980 - quando o artista retornou à Capital gaúcha, após um período de 40 anos vivendo no Rio de Janeiro. A abertura de Visões da Redenção ocorre às 14 horas e pode ser visitada até o dia 21 de abril, no segundo andar. A entrada é franca.

Frequentador assíduo do Parque da Redenção, Iberê gostava de observar o ir e vir das pessoas: anônimos, músicos, palhaços, ciclistas, moradores de rua e performers. De simples registros desses passeios, logo as anotações do artista ganharam um significado maior. Os “personagens” da Redenção foram convidados para aturem como modelos vivos em seu ateliê, e, muitos deles, desdobraram-se nas famosas séries Fantasmagoria, Ciclistas e Ecológica (Agrotóxicos).

Teatro de rua - Em 1985, Iberê Camargo assistiu a performance A dúzia suja, do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz, se encantou com a apresentação e, durante um final de semana, transformou a Terreira da Tribo - como é chamado o espaço do grupo - em ateliê. Lá desenhou os atores vestidos com o figurino do espetáculo para Ecológica. A única exposição individual com o conjunto completo da série (mais de 20 guaches) foi realizada em 1986, na Galeria Tina Zappoli, em Porto Alegre. Parte dela foi exposta em outras capitais do Brasil e Uruguai e, hoje, encontra-se em coleções particulares.

Para trabalho, o artista expressou as formas da natureza e da condição humana, atingidas pela vida, por meio de árvores fantasmagóricas e de figuras que habitavam a cena, sem rumo. O parque mais tradicional da cidade – e palco para as mais diversas manifestações sociais, culturais e políticas – revelou-se como um portal, um deslocamento da realidade para outra ordem no tempo. Delírio e devaneio – um novo estar no mundo. "Não há um ideal de beleza, mas o ideal de uma verdade pungente e sofrida, que é minha vida, e tua vida, é nossa vida nesse caminhar no mundo. Pinto porque a vida dói." [Iberê Camargo]

"Acompanhei inúmeras jornadas de Iberê pela procura dessas imagens que nos ferem com delicadeza, cheias de visualidade e significados. Esses rascunhos, por si só, são maravilhosos, mas serviam para recriações na volta ao estúdio. Surgiam daí guaches sobre papel, elementos novos nas pinturas e potentes gravuras em metal. Foi num dia desses, quando o artista ainda morava na rua Lopo Gonçalves, que saímos a pé para mais um percurso no Parque da Redenção. Chegamos na fonte entre árvores, naquele momento riscada pela luz do sol: um cenário de filme. À volta dela vários mendigos conversavam e lavavam as suas roupas. O artista pareceu iluminado. Apenas com os olhos e a mão em movimento, executou desenhos lindos e fluidos como música. Depois num gesto de gratidão pagou os modelos: entregou uma nota de dinheiro a cada um deles e fomos embora. Nesse dia uma figura me provocou a atenção: o homem flagrado de frente, curvado sobre o espelho d’água da fonte, com o olhar fixo no artista e suas costas acima da própria cabeça, passava uma sensação simultânea de dignidade e sofrimento, como se estava pronto para carregar o peso do mundo", conta o artista plástico Gelson Radaelli.

Publicado por Patricia Canetti às 10:38 AM


Claudio Cretti na Cassia Bomeny, Rio de Janeiro

Em exposição na Cassia Bomeny Galeria, o artista visual apresenta esculturas inéditas que propõem reflexão sobre a presença dos objetos no mundo

Materiais de origens distintas, aparentemente impossíveis de se relacionar, são interligados, criando um novo corpo e ganhando novos sentidos na exposição Quimeras - trabalhos recentes de Claudio Cretti, que abre dia 16 de abril na Cassia Bomeny Galeria, em Ipanema. Com curadoria do crítico e historiador Tadeu Chiarelli, a exposição apresenta um recorte bem específico da obra de Cretti – são oito esculturas, todas inéditas –, instigando um pensamento livre sobre o trabalho do artista, e ao mesmo tempo propondo uma reflexão sobre as lembranças e a presença dos objetos do mundo.

“Estou trabalhando nessas esculturas desde 2015, mas só estão ficando prontas agora. Até saírem do ateliê, vou manipulando as obras, que são feitas com materiais diversos, a partir de um esqueleto de madeira e borracha”, conta Cretti.

As madeiras são sempre oriundas de peças de artesanato da cultura material popular brasileira – desde artefatos indígenas a objetos dos caipiras do interior paulistano, como cachimbos. Cretti cria uma conexão entre as peças através de artefatos industriais, especialmente borrachas usadas em motores industriais, de máquinas grandes ou de carros.

“Os cachimbos fazem parte de uma coleção minha, eu os comprava e guardava porque gostava do desenho. Depois comecei a adquirir essas ligações de borracha e percebi que muitas vezes os objetos que eu colecionava se encaixavam perfeitamente nessas conexões. Assim, o material me deu o caminho”, explica o artista, ressaltando que o universo do artista caminhante também começa a aparecer no seu trabalho. “Incorporo galhos e ‘plantas estranhas’ secas, numa mistura que lembra, de algum modo, uma pesquisa etnográfica de ‘coisas monstros’, como uma quimera mitológica”.

A exposição fica em cartaz até 28 de maio, com entrada franca.

Claudio Cretti, Belém, PA, Brasil, 1964. Vive e trabalha em São Paulo. Escultor, desenhista, professor e cenógrafo. Estudou no Instituto de Arte e Decoração (Iade, 1981) e fez o curso de artes plásticas da Escola de Belas Artes (1984). Dentre suas exposições individuais recentes destacam-se: “Céu Tombado”, Paço das Artes (SP), como artista convidado (2004); “Onde pedra a flora" na Estação Pinacoteca (SP, 2006), “Luz de ouvido”, Palácio das Artes (Belo Horizonte, 2008), “Coisa Livre de Coisa”, Galeria Marilia Razuk (SP, 2011); “Pandora”, Palácio das Artes (SP, 2013); “A Pino”, performance no Redbull Station (SP, 2014), "Mesa Posta", curadoria DE Paula Borghi, Oficina Cultural Oswald de Andrade (SP, 2016), "Acaso a Coisa a Casa", curadoria Ana Cândida de Avelar, Casa Niemeyer, Brasília (2018).

Participou de mostras coletivas no Instituto Tomie Ohtake, MAM SP e Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outras. Em 2004, a TV Cultura e a rede SESI-SENAC realizam um documentário sobre sua produção para a série “O mundo da Arte”. Em 2009, concebe e realiza a exposição coletiva “Desenhar Lugares” (Galeria Marilia Razuk, SP). Em 2011, faz a curadoria da exposição “Assim é, se lhe parece” no Paço das Artes (SP). Em 2013, a Editora WF Martins Fontes lança o livro “Claudio Cretti”, uma seleta crítica da obra do artista.

Publicado por Patricia Canetti às 7:26 AM


abril 15, 2019

Adriana Varejão no MAM Bahia, Salvador

Um dos nomes mais respeitados das artes visuais do Brasil, Adriana Varejão terá pela primeira vez um conjunto significativo de sua obra exposto em Salvador. Adriana Varejão – Por uma retórica canibal é a mostra itinerante que circulará neste ano em cidades brasileiras fora do eixo Rio-São Paulo, começando pela capital baiana, onde será aberta no dia 16 de abril, às 19h30, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), tendo visitação gratuita que se prolonga por dois meses, até 15 de junho. O MAM é vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultura, autarquia da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

Com curadoria de Luisa Duarte, a exposição faz parte de um projeto que pretende descentralizar o acesso a importante produção da artista carioca, exibindo 20 obras dos seus mais de 30 anos de trajetória, realizadas entre 1992 e 2016. Trata-se de um conjunto significativo de sua produção, que inclui trabalhos seminais como “Mapa de Lopo Homem II” (1992-2004), “Quadro Ferido” (1992) e “Proposta para uma Catequese”, em suas Partes I e II (1993).

“Salvador e Cachoeira são cidades fundamentais na construção da minha obra. Nessas cidades, eu encontrei referências importantíssimas do período barroco que usei em muitos de meus trabalhos, especialmente nos que se referem à azulejaria”, afirma Adriana Varejão. “O claustro do Convento de São Francisco, no Pelourinho, e a Igreja da Ordem Terceira do Carmo, em Cachoeira, além de um sem fim de relíquias como os caquinhos de louça das índias e o teto em estilo chinês pintado por Charles Belleville no Seminário de Nossa Senhora de Belém, me ofereceram elementos para construção de muitos dos meus trabalhos que, pela primeira vez, estarão expostos aqui. Fazer essa exposição é como finalmente retornar à casa da mãe depois de uma longa viagem”, completa a artista.

O título da exposição faz referência ao vínculo da obra de Adriana Varejão com a tradição barroca. A retórica é uma estratégia recorrente do barroco, sendo um procedimento que busca a persuasão. Se o método rendeu obras e discursos suntuosos e exuberantes, a favor da narrativa cristã e do projeto de colonização europeu, a retórica canibal, ao contrário, se apresenta como um contraprograma, uma contracatequese, uma contraconquista. Trata-se de uma ruptura com as formas ocidentais modernas de pensamento e ação, em busca dos saberes locais, como o legado da antropofagia. Saem de cena o ouro e os anjos, entram em cena a carne e toda uma cultura marcada pela miscigenação.

Assim, o público tomará contato com uma produção que visita de maneira constante o passado para trazer à luz histórias ocultas, pouco visitadas pela história oficial. A seleção de trabalhos revela ainda a rede de influências que atravessa a obra da artista: do citado barroco à China, da azulejaria à iconografia da colonização, da história da arte à religiosa, do corpo à cerâmica, dos mapas à tatuagem, vasto é o mundo que alimenta a poética de Adriana Varejão. Ao longo da exposição comparecem trabalhos de quase todas as séries produzidas pela artista, tais como: “Terra incógnita”, “Proposta para uma Catequese”, “Acadêmicos”, “Línguas e cortes”, “Ruínas de Charques” e “Pratos”. Na composição da expografia, como ferramenta de mediação com o público, textos curtos descrevem e contextualizam as obras.

“É com muita satisfação que participamos desse importante projeto, que valoriza uma das mais importantes artistas brasileiras da contemporaneidade. Essa parceria sustenta nosso compromisso com a arte e com a democratização da cultura a um número cada vez maior de pessoas”, afirma Antonio Almeida, sócio-diretor da Galeria Almeida e Dale. “Por meio desta itinerância, levaremos a arte singular de Adriana Varejão para cidades que ficam fora do eixo Rio-São Paulo e que, até então, nunca haviam recebido uma exposição da artista”, reforça Carlos Dale, também sócio-diretor da galeria.

Para pensarem em conjunto a exposição, no próprio dia 16 de abril, às 16h, Adriana Varejão, junto com Luisa Duarte, se une ao artista visual baiano Ayrson Heráclito e à antropóloga paulista Lilia Schwarcz, referências dos estudos da história e cultura afro-brasileiras, para uma conversa pública, também gratuita, no Museu de Arte da Bahia (MAB). Ambos os museus, vinculados ao IPAC e Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia (SecultBA), são parceiros nesta realização. Adriana Varejão é representada pelas Galerias Fortes D’Aloia & Gabriel, Gagosian e Victoria Miro.

Museu de Arte Moderna da Bahia – O Museu de Arte Moderna da Bahia é vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultura, autarquia da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). Possui importante acervo de obras e de documentação sobre momentos da cultura baiana e brasileira. Está instalado no Solar do Unhão, um sítio histórico tombado e banhado pela Baía de Todos os Santos. As relações deste sítio com a comunidade, com a cidade e seus contextos históricos, urbanísticos, sociais, políticos e econômicos, influenciaram diretamente o projeto da italiana Lina Bo Bardi para implantação do MAM, resultando em uma proposta de abertura ampla do espaço, marcada pela expressão artística como instrumento crítico para compreensão do mundo.

Publicado por Patricia Canetti às 11:04 AM


abril 10, 2019

Projeto Latitude apoia a participação de cinco galerias brasileiras na feira arteBA 2019, Argentina

Capital argentina promove sua 28ª tradicional feira de arte com a participação de cinco galerias do projeto de internacionalização de arte brasileira da Associação Brasileira de Arte Contemporânea - ABACT

A 28ª edição da feira de arte portenha arteBA, que acontece no histórico pavilhão de exposições La Rural, entre os dia 11 e 14 de abril, contabiliza 400 artistas de mais de 80 galerias de 25 cidades do mundo, das quais cinco galerias são brasileiras: 55SP, Casa Triângulo, Central Galeria, Portas Vilaseca Galeria e Vermelho. Elas participam do projeto Latitude – Platform for Brazilian Art Galleries Abroad, uma parceria entre a Associação Brasileira de Arte Contemporânea – ABACT e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil voltada para a internacionalização da arte brasileira.

A Sección Principal da arteBA tem curadoria de Eduardo Brandão (diretor da Vermelho, Brasil), Ana Castella (México), Henrique Faria (Nova York), Florencia Malbran (Buenos Aires) e Julián Mizrahi (Buenos Aires).

Galerias brasileiras, estandes e artistas representados na feira:

55SP. Estande no setor Utopia – U9. Apresenta trabalhos dos artistas Gabriella Garcia e Ricardo Castro. [www.55sp.art/].

Casa Triângulo. Estande C14. Apresenta os artistas Max Gómez Canle e Nino Cais. [www.casatriangulo.com/]

Central Galeria. Setor Utopia - U17. Apresenta trabalhos de C. L. Salvaro. [www.centralgaleria.com/].

Portas Vilaseca Galeria. Setor Stage - S3. Leva à feira obras dos artistas Claudia Hersz, Ismael Monticelli e Mano Penalva. [www.portasvilaseca.com.br]. A artista brasileira Raquel Nava, representada pela Portas Vilaseca, participa da coletiva “Luto Tropical”, na Pasto Galeria, em Buenos Aires durante o mês de abril. [http://www.portasvilaseca.com.br/]

Vermelho. Exibe trabalhos de Nicolás Robbio, Nicolás Bacal, Carlos Motta, Henrique Cesar, Iván Argote, Dias & Riedweg, Marcelo Cidade e Lia Chaia no estande C1 da seção Principal. [www.galeriavermelho.com.br/]. Nicolás Robbio e Carla Zaccagnini, ambos representados pela galeria Vermelho, inauguram mostras individuais no Museo Sívori e no Museo de La Inmigración no mesmo período.

Além do apoio habitual, as representantes das galerias Central e 55SP também participaram do Projeto Incubadora, uma ação de capacitação disponibilizada às galerias Latitude que tem como objetivo orientá-las a partir do processo de inscrição nas feiras até as suas participações efetivamente.

Latitude – Platform for Brazilian Art Galleries Abroad

É um programa desenvolvido por meio de uma parceria firmada entre a Associação Brasileira de Arte Contemporânea – ABACT e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil, para promover a internacionalização do mercado brasileiro de arte contemporânea. Criado em 2007, conta hoje com 48 galerias de arte do mercado primário, localizadas em sete estados brasileiros e Distrito Federal, que representam mais de 1000 artistas contemporâneos. Seu objetivo é criar oportunidades de negócios de arte no exterior, fundamentalmente através de ações de capacitação, apoio à inserção internacional e promoção comercial e cultural.

Histórico

Nestes doze anos de atuação, o número de empresas participantes do Latitude cresceu de 5 para 48, contando com as galerias mais profissionalizadas do Brasil. Para atender ao influxo de novas galerias associadas, muitas delas iniciando seu processo de internacionalização, as ações desenvolvidas diversificaram-se e se tornaram mais complexas, por isso, é oferecido às galerias participantes, um sofisticado programa de mais de 7 modalidades de ações.

O volume das exportações das galerias do projeto Latitude vem crescendo significativamente. Em 2007 foram exportados US$ 6 milhões, e em 2015 atingiu-se um pico de quase US$ 70 milhões, quantia quase duas vezes maior àquela de 2014. Desde abril de 2011, quando a ABACT assume o convênio com a Apex-Brasil, foram realizadas 48 ações em mais de 26 diferentes feiras internacionais, com aproximadamente 300 apoios concedidos a galerias Latitude. Neste mesmo período, foram trazidos ao Brasil aproximadamente 250 convidados internacionais, entre curadores, colecionadores e profissionais do mercado, em 23 edições de Art Immersion Trips. Além dessas ações, o Latitude realizou seis edições de sua Pesquisa Setorial, com dados anuais sobre o mercado primário de arte contemporânea brasileira.

Publicado por Patricia Canetti às 12:20 PM


Carlos Vergara na Referência + CCBB, Brasília

Dois dos mais importantes espaços expositivos de Brasília recebem em abril as obras de um dos mais importantes artistas brasileiros da atualidade. A Referência Galeria de Arte e o Centro Cultural Bando do Brasil (CCBB Brasília) expõem simultaneamente trabalhos inéditos e recentes em escultura, pintura, desenho, fotografia e monotipia.

No dia 13 de abril, sábado, a partir das 16h, a Referência Galeria de Arte abre ao público a primeira parte da mostra “Natureza inventada”, de Carlos Vergara, com obras em desenho, acrílica sobre tela, monotipia, fotografia e escultura em aço inox. No domingo, 14 de abril, às 16h, será inaugurada a segunda parte da mostra “Natureza inventada”, com esculturas em aço corten instaladas no Jardim do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Brasília). Nas duas inaugurações, o artista e o curador Felipe Scovino conversarão com o público sobre as obras apresentadas. A entrada é franca e livre para todos os públicos.

Na Referência Galeria de Arte, a mostra fica em cartaz até o dia 18 de maio, com visitação de segunda a sexta, das 12h às 19h, e sábado, das 10h às 15h. A Referência fica na 202 Norte Bloco B Loja 11 - Subsolo, Brasília-DF. Telefone: (61) 3963-3501. No CCBB Brasília, a mostra “Natureza inventada” fica em exposição até o dia 28 de julho, com visitação de terça a domingo, das 9h às 21h. O CCBB fica no SCES – Setor de Clubes Esportivos Sul Trecho 2 Lote 22 – Asa Sul, Brasília – DF.

“A possibilidade de apresentar ao público a multiplicidade da obra de Carlos Vergara e sua importância para a arte contemporânea brasileira levou a Referência Galeria de Arte a realizar uma exposição abrangente em dois espaços expositivos diferentes e, ao mesmo tempo, complementares”, afirma Onice Moraes, proprietária da Referência Galeria de Arte e organizadora da mostra tanto na Referência como no CCBB Brasília. “As pessoas que ainda não conhecem seu trabalho de mais de cinco décadas vão se surpreender com a vitalidade e a atualidade de sua produção. Os que já o acompanham, vão se deparar com um artista em constante reinvenção de linguagem, matérias e técnicas”, completa a galerista.

Para a mostra que abre ao público na Referência serão apresentados 16 trabalhos em escultura, pintura, desenho, monotipia e fotografia, em diferentes tamanhos. Já no CCBB, Carlos Vergara apresentará cinco esculturas em aço corten de tamanhos variados, com alturas de até 2,5m. “As obras das séries “Bodoquena” e “Natureza Inventada”, em especial, refletem a proximidade plástica e conceitual das suas pinturas com o tridimensional. A origem das suas mais recentes esculturas, motivo de uma exposição no jardim do CCBB, está diretamente associada a um pensamento bidimensional”, afirma Felipe Scovino, curador da mostra. Ele ressalta que estas nascem do plano e em particular pelo interesse que Vergara tem pela natureza. Os recortes no aço corten criam uma conexão quase que instantânea com caules. Suas estruturas vazadas criam um convívio harmônico entre obra, espectador e paisagem.

Segundo Scovino, é importante ressaltar a forma como a representação da natureza e a sobreposição de camadas e vetores de distintos materiais nas pinturas e fotografias presentes na Referência criam uma intersecção de imagens que estão associadas às formas orgânicas e livres das esculturas instaladas no CCBB. “Essa atmosfera quase “líquida” do seu trabalho - no sentido em que aparecem frequentemente o vazado, o translúcido, o nanquim que favorece o escorrimento da tinta pelo plano – é reflexo, suponho, da sua relação fértil e crítica com a natureza. Interessa a Vergara coletar ações e métodos, diria, biológicos e transpô-los, tão poeticamente quanto eles realmente são, para o mundo da arte”, completa.

Encontro com o público

A inauguração da mostra de Carlos Vergara terá ainda conversa com o público e visita às obras acompanhada pelo artista e o curador Felipe Scovino. Na Referência Galeria de Arte, a conversa acontece no sábado, 13 de abril, às 16h, na Galeria Principal. No CCBB Brasília, a conversa acontece no domingo, 14 de abril, às 16h, no Hall do Museu Banco do Brasil, com visita mediada pelo artista e o curador. Ambas têm entrada gratuita e classificação indicativa livre para todos os públicos.

Sobre Carlos Vergara

Nascido na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 1941, Carlos Vergara iniciou sua trajetória nos anos 60, quando a resistência à ditadura militar foi incorporada ao trabalho de jovens artistas. Em 1965, participou da mostra Opinião 65, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, um marco na história da arte brasileira, ao evidenciar essa postura crítica dos novos artistas diante da realidade social e política da época. A partir dessa exposição se formou a Nova Figuração Brasileira, movimento que Vergara integrou junto com outros artistas, como Antônio Dias, Rubens Gerchman e Roberto Magalhães, que produziram obras de forte conteúdo político. Nos anos 70, seu trabalho passou por grandes transformações e começou a conquistar espaço próprio na história da arte brasileira, principalmente com fotografias e instalações. Desde os anos 80, pinturas e monotipias tem sido o cerne de um percurso de experimentação. Novas técnicas, materiais e pensamentos resultam em obras contemporâneas, caracterizadas pela inovação, mas sem perder a identidade e a certeza de que o campo da pintura pode ser expandido. Em sua trajetória, Vergara realizou mais de 180 exposições individuais e coletivas de seu trabalho.

Sobre Felipe Scovino

Professor adjunto da Escola de Belas Artes e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Felipe Scovino escreveu ensaios sobre arte contemporânea para as revistas Artforum, Art Review, Dardo Magazine, Flash Art, L’Officiel Art, Third Text, Arte & Ensaios, Concinnitas, Das Artes, Santa Art Magazine, Tatuí e ZUM. Escreveu regularmente para o caderno Ilustríssima da Folha de S. Paulo entre 2015 e 2016. É organizador dos livros Arquivo Contemporâneo (7Letras, 2009), Cildo Meireles (Azougue Editorial, 2009) e Carlos Zilio (Museu de Arte Contemporânea de Niterói, 2010). É coautor de Coletivos (Circuito, 2010). Entre 2014 e 2016 escreveu verbetes para a Enciclopédia de Artes Visuais do Instituto Itaú Cultural. Foi curador das exposições Lygia Clark: Pensamento mudo (Dan Galeria, São Paulo, 2004), Luiza Baldan: Sobre umbrais e afins (Plataforma Revólver, Lisboa, 2010), Estética da gambiarra (Cavalariças, Parque Lage, Rio de Janeiro, 2012), Maria Laet: La Voix/Voie des Choses (MdM Gallery, Paris, 2013), O guardião de coisas inúteis (MAMAM, Recife, 2014), Diálogos com Palatnik (MAM, São Paulo, 2014), Gonçalo Ivo: a pele da pintura (MON, Curitiba, 2016). Juntamente com Paulo Sergio Duarte, foi curador de Lygia Clark: uma retrospectiva (Itaú Cultural, São Paulo, 2012), que recebeu o prêmio de Melhor Retrospectiva 2012 pela APCA. Foi curador de Abraham Palatnik: a reinvenção da pintura (CCBB, Brasília, 2013; MON, Curitiba, 2014; MAM, São Paulo, 2014; Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, 2015; CCBB, Rio de Janeiro, 2017) que recebeu o prêmio de melhor exposição pela APCA em 2014. Desde 2017 é curador do Clube de Gravura do MAM-SP.

Publicado por Patricia Canetti às 11:39 AM