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dezembro 15, 2019

Gostem ou não - Artistas mulheres no acervo do MARGS, Porto Alegre

Coletiva tem curadoria das autoras do projeto de pesquisa Mulheres nos Acervos, que investiga a produção artística feminina nas coleções públicas de arte de Porto Alegre

Intitulada “Gostem ou ano”, exposição apresenta obras de artistas mulheres que consolidaram suas carreiras através de instâncias de legitimação ou autolegitimação em diferentes períodos da história da arte

Com a temática do projeto, procura-se criar um ambiente preparatório para a 12ª Bienal do Mercosul, que em 2020 ocupará todo o museu com uma edição sobre arte e feminismo

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) apresenta a exposição “Gostem ou não — artistas mulheres no acervo do MARGS”, que tem inauguração na quinta-feira, 19 de dezembro de 2019, às 18h, na galeria Iberê Camargo e na sala Oscar Boeira.

Com o objetivo de trazer a público uma exposição sobre artistas mulheres no acervo do MARGS, as autoras do projeto Mulheres nos Acervos — que pesquisam a produção artística feminina nas coleções públicas de arte de Porto Alegre — foram convidadas a desenvolver uma proposição curatorial-expositiva para o museu. Integram o grupo Cristina Barros, Marina Roncatto, Mel Ferrari e Nina Sanmartin, que em comum são alunas ou egressas do curso de graduação em História da Arte do Instituto de Artes da UFRGS.

Em interlocução com a Direção, as pesquisadoras organizaram uma mostra a partir de suas investigações e reflexões. Intitulada “Gostem ou não — artistas mulheres no acervo do MARGS”, a coletiva apresenta, em formato expositivo, uma investigação recente sobre a presença e a representatividade das artistas mulheres no acervo do MARGS, ao mesmo tempo integrando o contexto mais amplo do projeto de pesquisa, que tem resultado em mostras também organizadas pelas pesquisadoras nas outras instituições cujos acervos são também objeto do estudo.

O título da mostra no MARGS é baseado em uma afirmação feita pela pintora Alice Brueggemann (1917-2001) ao jornal Correio do Povo em 1964: “Se gostam ou não do que faço não me interessa”. Nesta ocasião, Brueggemann já era uma artista de trajetória consolidada, mas mesmo assim era frequentemente indagada sobre as escolhas de sua pesquisa artística.

A partir da análise feita sobre o acervo do MARGS, o grupo de pesquisadoras apresenta em sua curadoria artistas e obras, de valor artístico e histórico, que consolidaram suas carreiras através de instâncias de legitimação ou autolegitimação em diferentes períodos da história da arte.

Além do levantamento de dados efetuado pela pesquisa, “Gostem ou não” traz a público obras do acervo artístico do MARGS nunca expostas, como “Projectio I” (1984), de Regina Silveira, e “Atlas do céu azul” (2008), de Marina Camargo, e também aquisições recentes de artistas como Christina Balbão, Alice Brueggemann e Maria Lídia Magliani.

Além disso, o Núcleo Educativo e o Núcleo de Documentação e Pesquisa tornam-se grandes colaboradores no processo de pesquisa da mostra, na medida em que as discussões levantadas pelo projeto já vêm sendo trabalhadas e discutidas dentro do museu por esses setores.

Mulheres nos Acervos é uma pesquisa colaborativa proposta pelas pesquisadoras de história da arte Cristina Barros, Marina Roncatto, Mel Ferrari e Nina Sanmartin, que consiste na coleta e análise de dados sobre a presença de trabalhos artísticos de autoria feminina nas coleções públicas de arte da cidade de Porto Alegre. Em 2019, o projeto já apresentou os resultados da pesquisa e exposições na Pinacoteca Aldo Locatelli e na Pinacoteca Ruben Berta, ambas pertencentes à Prefeitura Municipal de Porto Alegre.

No MARGS, a simultaneidade da exposição do projeto Mulheres no Acervo e da individual de Mariza Carpes, que tomarão todas as salas expositivas do segundo pavimento do MARGS, foi concebida propositadamente. A intenção é criar um contexto preliminar para a chegada da 12ª Bienal do Mercosul, que a seguir, entre abril e julho de 2020, ocupará todo o MARGS com uma edição voltada às relações entre arte e feminismo.

Assim, em sintonia e afinidade com a temática da próxima Bienal, o MARGS procura oferecer, por meio de sua programação artística, um ambiente preparatório para momento em que o museu prosseguirá sendo palco de debates e experiências sobre a produção de artistas mulheres.

Biografias resumidas

Cristina Barros

Graduanda do Bacharelado em História da Arte na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Estagiária do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS). Possui experiência em mediação cultural e curadoria. Desde 2018 faz parte do corpo editorial da revista acadêmica ÍCONE: Revista Brasileira de História da Arte, vinculada ao Departamento de Artes Visuais e ao Bacharelado em História da Arte da UFRGS. Na pesquisa acadêmica, dedica-se aos estudos de legitimação de práticas artísticas contemporâneas e é bolsista PROBIC/FAPERGS.

Marina Roncatto

Marina M. Roncatto é graduanda do Bacharelado em História da Arte na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Bolsista de Extensão do Setor de Acervo Artístico da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo (IA – DAV/UFRGS), onde contribuiu no processo de catalogação e produção de textos para o catálogo geral lançado em 2015. Em 2017 trabalhou como auxiliar de curadoria da exposição “Aã” na Fundação Vera Chaves Barcellos e em 2018 fez a curadoria da exposição “O Silêncio, o Tempo e a Voz” para o saguão da Reitoria da UFRGS. Neste mesmo ano atuou na performance e instalação “Capa canal” de Héctor Zamora e na instalação performática “Departamento de recursos não revelados” de Mark Dion, ambas presentes na 11º Bienal do Mercosul.

Mel Ferrari

Mélodi Ferrari é historiadora da arte, produtora cultural, pesquisadora e curadora independente. Graduada em História da Arte (2018/2) e Comunicação Social (2012/1), possui especialização em Economia da Cultura (2015/1), todas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem pesquisa publicada sobre Políticas Culturais em Museus e agora dedica-se ao estudo da arte do Rio Grande do Sul através do projeto sobre gênero e acervos Mulheres Nos Acervos. Já atuou como mediadora em instituições culturais da cidade e trabalhou no núcleo de curadoria do MARGS. Foi curadora de exposições no MARGS, Instituto de Artes Visuais do RS, Instituto de Artes da UFRGS e Pinacotecas da Prefeitura de Porto Alegre. Coordena o projeto educativo da exposição Estratégias do Feminino no Farol Santander Porto Alegre. Integra o conselho curatorial do Linha, espaço de ateliês compartilhados. É sócia e produtora da Papelera – Feira de Artes Gráficas. É coordenadora do colegiado setorial de artes visuais do Estado do Rio Grande do Sul.

Nina Sanmartin

Nina Sanmartin Moreira Alves é graduanda do Bacharelado em História da Arte na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Bolsista de Extensão do Setor de Acervo Artístico da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo (IA – DAV/UFRGS). Em 2018, atuou como co-curadora da exposição Sinfonia da Alvorada, coletiva com artistas do acervo do MARGS e convidado (Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Porto Alegre). Possui experiência em produção cultural e catalogação de acervos de artes visuais.

Publicado por Patricia Canetti às 2:22 PM


Opavivará! no Mac, Niterói

Coletivo de artistas comemora 15 anos com uma retrospectiva no Museu de Niterói

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói abre no dia 22 de dezembro, domingo, às 14h, a exposição “O prazer é nosso”, que conta com obras realizadas durante os 15 anos de existência do OPAVIVARÁ!, um dos coletivos de artistas visuais baseados no Rio de Janeiro com mais tempo de existência. Quem assina a curadoria é Pablo León de la Barra e Raphael Fonseca.

O corpo é o elemento central da mostra e capaz de ativar trabalhos que lidam com os diversos sentidos.

“O MAC Niterói traz com ‘O prazer é nosso’ um pouco da produção desses 15 anos do Opavivará!. Uma exposição que provoca interação, reflexão e alegria. Uma exposição com a cara do verão.”, comenta Marcelo Velloso, diretor do museu.

No MAC Niterói serão apresentados trabalhos como: ‘Carrossel breique’ - objeto feito a partir da união de diversas cadeiras de escritório com rodinhas, fazendo com que o todo se movimente quando uma pessoa gira uma delas; ‘Cangaço’– cangas com diferentes frases entre o protesto e a poesia. O público pode se utilizar delas e sentar em diversas áreas do museu; ‘Transnômades’ – série de trabalhos exposta na Bienal de São Paulo (2016). A partir do modelo dos carros usados por trabalhadores para coletar objetos nas ruas de diferentes capitais do Brasil, o coletivo propõe uma nova utilização dos mesmos para diversas funções vitais, como dormir, comer e se divertir; entre outros. No pátio do MAC, dois dos trabalhos mais conhecidos do Opavivará! convidarão o público à interação: em ‘Chuvaverão’ (2014), como o próprio nome indica, chuveiros estarão disponíveis aos visitantes para se refrescarem nos quentes dias de verão; e ‘Remotupy’ (2016), uma canoa adaptada com rodas e motor, que levará o público em uma navegação pela grande praça de concreto do museu projetada por Niemeyer.

Na abertura da exposição, dia 22, a partir das 14h, o público será recebido com música e churrasco: ‘Brasa ilha’, trabalho de 2018 é um automóvel modelo Brasília adaptado com forno para assar comida, onde os artistas farão um churrasco para os visitantes que forem ao museu. Para completar, DJs vão embalar os visitantes ao som de suas seleções musicais durante a tarde.

Atualmente, o grupo conta com a participação de Daniel Toledo, Julio Callado – ambos desde o começo de sua trajetória –, Domingos Guimarãens e Ynaiê Dawson. Desde o seu início, o Opavivará! se caracteriza pela experimentação coletiva em espaços públicos – primeiramente com ações que envolviam a poesia e, na sequência, realização coletiva de atividades como cozinhar, andar de bicicleta ou tomar banho. Nas suas diversas composições e presenças de diferentes membros, tudo é feito conjuntamente e é defendida uma prática artística em que o grupo fala mais do que a unidade; na verdade, se torna uma nova unidade.

Em claro diálogo com tradições da coletividade artística propostas desde as vanguardas do século XX, o OPA! enfoca sua pesquisa em atos banais cotidianos e essenciais que muitas vezes envolvem a ideia de prazer: banhar-se, comer, ir à praia, pedalar ou fazer música, por exemplo. O público, portanto, é convidado a realizar esses atos e encará-los como uma atividade artística - seja junto a pessoas conhecidas ou a anônimos que estão no mesmo espaço expositivo.

“Acreditamos que essa exposição pode se configurar como uma reflexão para a história dos coletivos de arte no Brasil dos últimos e, mais do que isso, sobre a equação entre lazer, prazer e artes visuais - direção essa que a curadoria do museu tem apontado desde a exposição ‘Riposatevi’, de Lucio Costa, ou ‘Tempo aberto’, de Federico Herrero, recentemente”, explica Raphael Fonseca – um dos curadores.

Publicado por Patricia Canetti às 1:22 PM


Lançamento de livro com mesa redonda na Galeria André, São Paulo

Coquetel de lançamento do livro comemorativo de 60 anos da Galeria de Arte André, com mesa redonda com as coautoras Maria Alice Milliet e Taisa Palhares e mediação do curador e coautor da publicação Mario Gioia.

17 de dezembro de 2019, terça-feira, 18h + 19h

Galeria de Arte André
Rua Estados Unidos 2.280, Jardim Paulistano, São Paulo, SP
Exposição Da Academia ao Virtual até 20 de dezembro de 2019

Galeria de Arte André lança livro comemorativo de 60 Anos

No dia 17 de dezembro, a Galeria de Arte André encerra o ano com o lançamento de um livro histórico. A publicação, em homenagem aos 60 anos da galeria, traz textos da historiadora de arte, crítica e curadora Maria Alice Milliet, da crítica de arte e professora Taisa Palhares, do crítico de arte e curador Mario Gioia, que participam de mesa redonda durante o lançamento, a partir de 19h, para discutir temas relacionados à publicação. O livro traz ainda texto da diretora da galeria, Juliana Blau.

O livro busca perfazer a trajetória da galeria, aliada a uma análise histórica do período em que aconteceu sua abertura, nos anos 1950, no centro de São Paulo. Após esse período, a galeria ainda passou pela Alameda Jaú, até firmar-se no quadrilátero entre as avenidas Rebouças, Avenida Estados Unidos e Gabriel Monteiro da Silva, e se estabelecer entre uma das mais icônicas de São Paulo, contabilizando mais de 150 exposições ao longo desse período.

O livro é composto de texto de Apresentação, de Juliana Blau; e dos textos “Galeria de Arte André: crescendo com a cidade”, de Maria Alice Milliet; “Sessenta anos de colecionismo na capital paulista”, de Taisa Palhares; “Linha do tempo”, de Mario Gioia, além dos textos históricos assinados por Jorge Amado, Carybé, Ivo Zanini, Marcus Lontra, Pietro Maria Bardi, Rubem Braga, entre outros. Também há muitas fotos, tanto de obras de arte, quando de diversos artistas ao lado do Sr. André, fundador da galeria e seu diretor até 2018, ano de sua morte.

Exposições históricas, inovações e lançamentos

A galeria fez exposições históricas que ficaram marcadas no percurso das artes visuais da cidade. Como por exemplo, a exposição de despedida de Darcy Penteado, em 1986, já sabendo de seu diagnóstico de HIV positivo, promoveu um concerto da cantora lírica Majú de Carvalho, fazendo uma performance intitulada Dama Negra, figura presente em diversas pinturas do artista.

Ainda entre as iniciativas inovadoras da galeria, em 1976, foi precursora ao realizar um primeiro catálogo para uma exposição, escrito por Pietro Maria Bardi, figura central na arte brasileira e que escreveu sobre a exposição do artista britânico Hallawell. O escritor Jorge Amado fez textos de apresentação nos catálogos de exposições individuais de artistas como Carybé e Aldemir Martins e também para Inos Corradin, em 1982, em que afirma: “A pintura de Inos Corradin é uma dádiva, feita de infância e de magia, com uma luz e uma sombra que nos envolvem e nos fazem sonhar. São telas diante das quais ficamos com vontade de nos deter, presos à beleza obtida pelo conhecimento e pela experiência da vida”.

De Carybé ainda houve uma iniciativa inovadora para a época de sua mostra individual. A galeria fez uma itinerância com suas serigrafias por 13 cidades brasileiras, para tornar a sua arte acessível para além do eixo Rio –São Paulo.

São muitos os artistas que estiveram próximos da Galeria André ao longo desses 60 anos. Carlos Scliar, Cássio Lázaro, Calabrone, Fulvio Pennacchi, Francisco Rebolo, Jorge Mori, Manabu Mabe, Sônia Menna Barreto, Sônia Ebling, Tikashi Fukushima, e inclusive Di Cavalcanti, tendo morado perto e visitado a galeria algumas vezes para oferecer seus quadros.

Em 2019, promoveu quatro exposições históricas, duas individuais e duas coletivas. Em abril, houve a coletiva Entre artes e ofícios, centros e arrabaldes, com cerca de 50 obras, dividida entre os artistas do chamado Grupo Santa Helena e Nipo-brasileiros, com curadoria de Mario Gioia. Em junho, a artista Sônia Menna Barreto, após 12 anos sem expor na cidade, abre Realidade imaginada, com 91 obras em diversos suportes, muitas inéditas, com curadoria de Octávio Guastini. A exposição Segmentos, de Cássio Lázaro, abriu em setembro, com cerca de 50 obras inéditas do escultor, com curadoria de Octávio Guastini. Para finalizar o ano, está em cartaz até 20 de dezembro a exposição André, 60 - Da Academia ao virtual, com 80 obras de 60 artistas, com curadoria de Mario Gioia.

Sobre Juliana Blau

É graduada em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), cursou Alternative Investments na London School of Economics e Art Marketing no Sotheby´s Art Institute (Nova York). Foi proprietária da Blau Projects, espaço com foco na arte contemporânea, de 2013 a 2018 e trabalha na Galeria de Arte André desde 2010, onde é diretora.

Sobre Maria Alice Milliet

É hitoriadora de arte, crítica e curadora. Doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), foi diretora da Pinacoteca do Estado de São Paulo, do Museu de Arte Moderna de São Paulo, e da Fundação José e Paulina Nemirovsky. Autora de inúmeros livros e ensaios, tais como Lygia Clark: obra trajeto (1992) e Tarsila, os melhores anos (2011). Curadora da Casa do Pinhal em São Carlos (SP).

Sobre Mario Gioia

É curador independente e crítico de arte graduado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Na Galeria de Arte André, fez a curadoria de duas exposições coletivas em comemoração aos 60 anos do espaço, em 2019 – André, 60 – Da Academia ao virtual (novembro), e Entre artes e ofícios, centros e arrabaldes (abril), além da curadoria da coletiva Cotitiano, em 2012. Fez parte do grupo de crítica do Centro Cultural São Paulo e do Paço das Artes. Desde 2016, realiza projetos de exposições em países como Colômbia, Peru e EUA.

Sobre Taisa Palhares

É professora de Estética no Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (IFCH-Unicamp). De 2003 a 2015, foi pesquisadora e curadora na Pinacoteca do Estado de São Paulo, sendo responsável pela organização de diversas exposições, como dos artistas Antonio Lizarraga, Paulo Monteiro, Elizabeth Jobim, Nelson Felix, Rodrigo Andrade e Mira Schendel. Também atua como crítica de arte e curadora independente.

Sobre a Galeria de Arte André

Uma das galerias de arte mais tradicionais da cidade de São Paulo, a Galeria de Arte André completa 60 anos em 2019 como a maior galeria de arte da América Latina e anuncia a fusão de suas sedes e acervos. Atualmente dirigida por Juliana Blau, a casa fundada em 1959 pelo romeno André Blau (1930-2018) ajudou a forjar o mercado de arte no Brasil e passou por diversos endereços até se consolidar na Rua Estados Unidos, entre a Avenida Rebouças e a Alameda Gabriel Monteiro da Silva.

Referência no mercado de arte brasileira, há décadas a Galeria de Arte André acolhe gerações de artistas e incentiva o surgimento de colecionadores e amantes das artes. Conhecida pelo seu acervo de esculturas e obras de artistas como Di Cavalcanti, Candido Portinari, Alfredo Volpi, Aldemir Martins, Manabu Mabe, Hector Carybé, Roberto Burle Marx, entre muitos outros, a casa oferece ao público exposições periódicas e projetos educacionais e culturais.

Publicado por Patricia Canetti às 12:02 PM


Mariza Carpes no MARGS, Porto Alegre

“Digo de onde venho” celebra os 45 anos de produção da artista, concentrando-se na sua produção mais recente — desenhos, assemblages e vídeos produzidos entre 2015 e 2019 —, além de contemplar objetos e trabalhos anteriores

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) recebe a exposição Digo de onde venho, de Mariza Carpes (Santa Maria, RS, 1948), que traz a público a poética da artista visual gaúcha, concentrando-se na sua produção mais recente – desenhos, assemblages e vídeos produzidos entre 2015 e 2019 –, além de exibir objetos e guardados afetivos, bem como alguns trabalhos anteriores. Ocupando a galeria João Fahrion, e salas Angelo Guido e Pedro Weingärtner, com a reunião de cerca de 60 obras, a mostra individual tem curadoria da historiadora da arte, crítica de arte e professora do Instituto de Artes da UFRGS, Paula Ramos (ler texto). A abertura será na terça-feira, 17 de dezembro de 2019, às 18h.

A mostra segue em exposição até 15 de março de 2020. O MARGS funciona de terças a domingos, das 10h às 19h, sempre com entrada gratuita. Visitas mediadas podem ser agendadas pelo e-mail educativo@margs.rs.gov.br.

No primeiro semestre de 2020, após o término da exposição, será lançado livro homônimo, em edição bilíngue (português – inglês), contemplando obra e trajetória da artista.

Sobre a exposição

Digo de onde venho: o pessoal, o particular já na primeira palavra; o “eu” no início e no fim da sentença: digo / venho. Afirmação e movimento, com a segurança conquistada ao longo de décadas de continuada e sólida trajetória. O título da exposição assevera, portanto, a consciência e a maturidade da artista e aponta um eixo fundamental de sua pesquisa plástica: o mergulho em sua própria história, nas lembranças e nos materiais que constituem seus afetos, recolhidos e decantados ao longo de anos, alguns ao longo de décadas. Ao mesmo tempo, o feminino, representado pela figura da mãe, dos netos e dela mesma.

Memória. Assim como seu mestre e grande amigo Iberê Camargo (1914–1994) tantas vezes sublinhou em seus escritos, “a memória é a gaveta dos guardados”. É a partir dela que Mariza alinhava os fragmentos, os objetos, as texturas e as formas, construindo figuras, paisagens, narrativas visuais, metáforas, pontes para compartilhar suas vivências que também nos tocam, que também nos falam.

As cerca de 60 obras a serem apresentadas são provenientes, majoritariamente, da coleção da própria artista, além de acervos públicos, a exemplo do MARGS, do MAC RS, do Museu de Arte de Santa Maria e da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo da UFRGS.

Sobre a artista

Nascida em Santa Maria, em 1948, Mariza Carpes fez sua formação na UFSM, Universidade Federal de Santa Maria, diplomando-se em 1973, em Desenho e Plástica. Na mesma instituição foi, durante anos (1975–1987), professora das disciplinas de “Interiores e Paisagismo”. Dedicando-se ao Desenho, conquistou diversos prêmios regionais, nacionais e internacionais, em salões organizados ao longo dos anos 1970 e 1990. No final da década de 1980, transferindo-se para Porto Alegre, passou a trabalhar no Instituto de Artes da UFRGS, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1987–1997), dedicando-se integralmente ao Desenho e ajudando a formar, pelo menos, uma geração de artistas; também dirigiu, na instituição, a Galeria da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo. Em 1995, concluiu o Mestrado em Artes pela Ball State University, em Muncie, Indiana, Estados Unidos.

A memória, os afetos e a própria história da artista são terreno constante de sua obra, assinalada pelo investimento no desenho, em trânsito com a pintura, assim como pela apropriação de fotografias, desenhos, impressos, objetos e fragmentos antigos, plenos de histórias e tempos.

A obra de Mariza Carpes está representada em várias instituições e coleções públicas, com destaque para: Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) (Porto Alegre, RS), Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC RS) (Porto Alegre, RS), Museu de Arte de Santa Maria (MASM) (Santa Maria, RS), Museu de Arte do Paraná (Curitiba, PR), Pinacoteca Aldo Locatelli da Prefeitura Municipal (Porto Alegre, RS), Pinacoteca Barão de Santo Angelo do Instituto de Artes da UFRGS (Porto Alegre, RS), entre outras.

Sobre a curadora

Paula Ramos (Caxias do Sul, RS, 1974) é historiadora da arte, crítica de arte e curadora. Bacharel em Comunicação Social/Jornalismo (1996) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com Mestrado (2002) e Doutorado (2007) em Artes Visuais, ênfase em História, Teoria e Crítica de Arte, pela mesma IFES, ambos subsidiados com bolsa CNPq. Em 2005, realizou doutorado-sanduíche junto à Kassel Universität, na Alemanha, com bolsa CNPq/DAAD. No mesmo país, realiza seu Estágio Sênior (2018–2019; 2020–2021) na Hochschule Hannover, com bolsa da Fundação Alexander von Humboldt.

É Professora Associada do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS, onde implantou o Bacharelado em História da Arte, coordenando-o nos seus cinco primeiros anos (2010–2015). Atua nos cursos de História da Arte e Artes Visuais, bem como no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV/UFRGS).

Assina diversas curadorias em arte moderna e contemporânea, muitas das quais agraciadas com prêmios. É autora e organizadora de várias publicações no segmento de cultura e artes visuais, com destaque para A madrugada da modernidade (1926) (Porto Alegre: UniRitter, 2006), A fotografia de Luiz Carlos Felizardo (Porto Alegre: Brasil Imagem, 2011), Walmor Corrêa – O estranho assimilado (Porto Alegre: Dux; São Paulo: Livre, 2015) e Lenir de Miranda – Pintura périplo (Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2019). Também integrou a Comissão Editorial que organizou a publicação Pinacoteca Barão de Santo Ângelo – Catálogo Geral (1910–2014), nas comemorações dos 80 anos da UFRGS (Porto Alegre: UFRGS, 2015), um trabalho de ensino, pesquisa e extensão, que envolveu dezenas de estudantes e professores do Bacharelado em História da Arte da UFRGS. Em 2016, publicou A modernidade impressa – Artistas ilustradores da Livraria do Globo – Porto Alegre (Porto Alegre: UFRGS, 2016), reunindo as pesquisas desenvolvidas no âmbito do Mestrado e do Doutorado. Contemplado pelo edital Petrobras Cultural – Memória das Artes 2012, o livro foi lançado com exposição homônima, realizada no MARGS. Como um todo, o projeto A modernidade impresa recebeu oito prêmios em âmbito regional e nacional, com destaque para o Prêmio Açorianos de Literatura 2016 – Livro do Ano, o Prêmio ABEU 2017 – Ciências Sociais e da Expressão, e o Prêmio Jabuti 2017, 1º lugar na categoria Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia.

Publicado por Patricia Canetti às 10:56 AM


dezembro 14, 2019

I-D - exposição comemorativa dos 45 anos da Luisa Strina, São Paulo

No dia de seu aniversário, a Galeria Luisa Strina inaugura I-D, coletiva que conta a história do período da consolidação de identidade do espaço

Os anos 1990 são marcados, na arte brasileira, por uma operação de desconstrução e reconstrução das noções de concreto e construtivismo, notadamente por meio das obras “pop-popular” – para usar a expressão de um crítico do período – de nomes como Marepe, Alexandre da Cunha e Emmanuel Nassar. Sobre este, afirmou-se que “faz literalmente uma gambiarra do concreto para o popular ou vice-versa”. Dessa mesma matriz desconcretista e desconstrutivista, nascem também as poéticas mais minimalistas de Marcius Galan, Renata Lucas e Fernanda Gomes naquela década e nos anos 2000.

Os anos 90 também são um momento de reconciliação com o belo, com a cor sendo reabilitada por artistas que não se identificam com a geração 1980, mas que praticam uma espécie de pintura conceitual, como é o caso de Caetano de Almeida, Monica Nador e Marina Saleme. Acerca de Saleme, se escreveu: “A alusão figurativa está firmemente ancorada pelo título; é uma paisagem, e, no entanto, é já uma pintura pós-conceito, pintura da pintura, figura que examina a viabilidade da pintura agora”. Finalmente, outra marca desse período histórico na arte é a emergência de uma subjetividade conflituosa em obras mais existenciais, como as de Leonilson, Dora Longo Bahia, Edgard de Souza e Cabelo.

A exposição I-D reúne obras desses e outros artistas para contar a história da Galeria Luisa Strina dos anos 1990 até meados dos anos 2000. Os nomes elencados acima eram todos representados pela galeria, foram artistas em que Luisa apostou quando iniciavam suas trajetórias, sendo, portanto, responsável por “lançar” suas carreiras, que viriam a se consolidar nos anos 2000 e 2010. Hoje, Marepe, Alexandre da Cunha, Marcius Galan, Fernanda Gomes, Caetano de Almeida, Renata Lucas e Marina Saleme continuam no time da galeria, configurando parcerias duradouras, de 20 ou 30 anos de trabalho conjunto e cumplicidade.

I-D trata da consolidação da identidade da galeria, incluindo também obras dos artistas estrangeiros que Luisa apresentou e/ou começou a representar no período coberto pela exposição, e que seguem integrando o núcleo de artistas que definem esta identidade: Muntadas, Jorge Macchi, Carlos Garaicoa e Alfredo Jaar. Os outros nomes internacionais, sobretudo latino-americanos, que hoje são parte fundamental do programa da galeria, assim como os jovens artistas brasileiros que passaram a ser representados nos anos 2010, serão objeto da terceira exposição deste ciclo comemorativo dos 45 anos, a ser inaugurada em março de 2020.

Além da geração 1990, I-D apresenta obras dos artistas que seguem participando ativamente da vida da galeria no período, como Cildo Meireles, Antonio Dias e Artur Barrio. E traz uma pequena seleção de obras de grandes nomes da história da arte contemporânea internacional que expuseram nas décadas contempladas pelo recorte curatorial: Peter Halley, Jenny Holzer e Wim Delvoye. A história de todas essas exposições também será contada em dois painéis com documentação (convites, clippings, fotografias), como ocorreu em Chão de Giz.

Publicado por Patricia Canetti às 8:41 PM