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dezembro 13, 2017

Lançamento do livro Poema/Processo + performance de Paulo Bruscky + projeção de Apocalipopótese na Superfície, São Paulo

A Galeria Superfície convida para o lançamento do livro “Poema/Processo: uma vanguarda semiológica”

Temos o prazer de convidá-lo para o lançamento do livro Poema/Processo: uma vanguarda semiológica, projeto e realização da Galeria Superfície em parceria com a editora WMF Martins Fontes e projeto gráfico do Estúdio Margem. O livro, contendo 320 páginas, apresenta um panorama histórico da poesia visual no Brasil, documenta as principais atuações e obras produzidas pelo grupo Poema/Processo entre os anos de 1967 a 1986. Com organização de Gustavo Nóbrega, o livro conta com textos históricos escritos por Frederico Morais, Moacy Cirne, Álvaro de Sá, Neide Sá, Frederico Marcos, Anchieta Fernandes, e, o mais recente deles, o texto do curador e pesquisador Antonio Sergio Bessa. A organização segue uma ordem cronológica, propõem que a história seja contada pelos próprios artistas e críticos da época através de fatos e textos publicados em livros, revistas e jornais.

No mesmo dia será apresentada uma performance do artista Paulo Bruscky em comemoração aos 50 anos do movimento, contando também com a exibição do filme Apocalipopótese (Guerra e Paz), 1968, do poeta e documentarista Raymundo Amado, que registra uma das primeiras exposições do grupo Poema/Processo, junto com performances de Hélio Oiticica, Lygia Pape e Antonio Manuel, no evento Arte no Aterro, proposto pelo crítico Frederico Morais no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro.

O Poema/Processo foi um movimento vanguardista de poesia visual no Brasil. Decorrente do concretismo e em meio ao contexto político da ditatura militar, o movimento surge como um rompimento criativo com a comunicação institucionalizada no campo da literatura, poesia e artes plásticas. Fundado pelos precursores Wlademir Dias Pino, Alvaro de Sá, Neide de Sá, Moacy Cirne, Falves Silva, entre outros, tem sua primeira exposição inaugurada simultaneamente no Rio de Janeiro (Escola Superior de Desenho Industrial) e Natal (Sobradinho) em dezembro de 1967. Seu primeiro texto-manifesto, publicado em abril de 1968 na 4º Exposição Nacional de Poema/Processo no Museu de Arte Moderna da Bahia, lançava as ideias que nortearam a prática e teoria do grupo, criando um objetivo artístico reprodutível que atendesse às necessidades de informação e comunicação das massas, pautado pela lógica do consumo imediato.

Poemas gráficos, poemas objetos, poemas interativos, filmepoemas, envelopoemas e performancepoemas, são algumas das contribuições que o Poema/Processo nos dá. Como parte de suas proposições, criaram também o conceito das versões, o que indicava a quebra de estilo: cada artista podia fazer uma versão da obra do outro e vice-versa, criando um mecanismo de continuidade da obra, da transformação como processo, do contra estilo e da co-autoria. Imersos em um alto nível de possibilidades e inventividades, uma das contribuições de maior relevância de sua prática reside na quebra dos gêneros, a palavra que vira imagem, a imagem que vira escultura, e a tridimensionalidade que vira uma ação. O poema, liberto de seu suporte tradicional, torna-se multidisciplinar, podendo nos proporcionar a noção de que toda conjuntura de fazeres e da realidade se dá em processo, assim como o próprio viver.

PROGRAMAÇÃO

Lançamento do livro: “Poema/Processo: uma vanguarda semiológica”. Projeto e realização: Galeria Superfície. Pesquisa e organização: Gustavo Nóbrega. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2017. No mesmo dia ocorrerá uma performance do artista Paulo Bruscky em comemoração aos 50 anos do movimento. Também será exibido o filme "Apocalipopótese" (Guerra e Paz, 1968), de Raymundo Amado, com registros de performances de Hélio Oitica, Lygia Pape e Antonio Manuel.

16 de dezembro de 2017, sábado, das 14h às 18h

Galeria Superfície
Rua Oscar Freire 240, Jardim Paulista, São Paulo, SP

Publicado por Patricia Canetti às 6:55 PM


Edição Especial na Casa Nova Arte, São Paulo

Para a chegada do fim do ano a Casa Nova selecionou quatro artistas, que usam a fotografia como suporte e editou uma obra que dialogue com sua produção e com o espirito de festas! Nessa primeira etapa Claudia Jaguaribe, Lina Kim, Michael Wesely e Gilvan Barreto apresentam suas obras com tiragem limitada e a preços especiais, na mostra Edição Especial. Presentei com arte!

Sobre os artistas

Claudia Jaguaribe, Rio de Janeiro, Brasil. Sua produção se caracteriza por uma intensa pesquisa plástica que utiliza diferentes mídias para lidar com diversas questões da contemporaneidade na fotografia. Em 2010 Claudia recebeu o prêmio Marc Ferrez de fotografia da Funarte pelo projeto O seu caminho. Tem onze livros publicados. Suas obras estão na coleção de importantes acervos institucionais, como do Inhotim, MG; Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) SP; Coleção Pirelli do Museu de Arte de São Paulo (Masp) SP; Maison Européenne de la Photographie, Paris; Istituto Italo-Latino Americano (iila), Roma; Itaú Cultural, SP; Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto SP; assim como em coleções particulares.

Gilvan Barreto, Pernambuco, Brasil. Seu trabalho foca em questões políticas, sociais e na relação do homem com a natureza. Sua fotografia é fortemente influenciada pelo cinema e literatura. Em 2014 venceu alguns dos prêmios mais importantes do Brasil, como o Prêmio Brasil de Fotografia, Prêmio Marc Ferrez, Prêmio Conrado Wessel de Arte e foi dos artistas selecionados pelo programa Rumos, do Itaú Cultural. É autor dos livros Suturas (independente, 2016), Sobremarinhos (independente, 2015), O Livro do Sol (Tempo D’Imagem, 2013) e Moscouzinho (Tempo D’Imagem, 2012). Além de ser organizador e coautor do livro-cd Orquestra Pernambucana de Fotografia. Possui trabalhos em acervos particulares e institucionais, a exemplo do Porto Seguro / Prêmio Brasil de Fotografia, Centro Cultural São Paulo e Itaú Cultural.

Lina Kim, São Paulo, Brasil. Vive e trabalha em Berlim. Estudou arte na Fundação Armando Alvares Penteado em São Paulo, Arts Students League em Nova York. Participou das Bienais de São Paulo, Kwangju e Havana com instalações. Em mostras como Focus Istanbul: “Urban Realities”, Martin Groupius Bau (Berkin 2005), “Lugar Nenhum”, Instituto Moreira Sales (Rio de Janeiro 2013), “Fototrier” Stadtmuseum Simeonestift (Trier 2010), “At Home” the Columns Gallery (Seoul, 2014). Trabalha com site specifics, desenho, fotografia e vídeo.

Michael Wesely, Munique, Alemanha. Estudou fotografia na Bayerische Staatslehranstalt für Photographie, graduando-se na Munich Academy of Fine Arts. Participou de diversas exposições internacionais, entre elas na 25ª Bienal de São Paulo. Pioneiro em fotografias de longa exposição, entre as quais as imagens mais célebres são as da reforma da Potsdamer Platz em que a exposição se estendeu por dois anos. Wesely fotografou também a ampliação do Museum of Modern Art em Nova York, imagens que agora fazem parte da coleção permanente do museu. Atualmente participou de exposicoes no novo IMS da Avenida Paulista e no MASP-SP.

Publicado por Patricia Canetti às 6:00 PM


Marcone Moreira no Palácio das Artes, Belo Horizonte

Marcone Moreira iniciou suas experiências artísticas ao final da década de 1990, e desde então vem participando de diversas exposições pelo Brasil e no exterior. Indicado ao Prêmio PIPA durante quatro edições, o artista exibe parte de seu acervo na exposição Linhas de Força, que busca apresentar um conjunto diversificado e coeso das pesquisas artísticas realizadas em seus dois últimos anos de produção. “Minha obra abrange várias linguagens, como a produção de pinturas, esculturas, vídeos, objetos, fotografias e instalações. Meu trabalho está relacionado à memória de materiais gastos e impregnados de significados culturalmente construídos. Assim, desenvolvo uma metodologia em que interessa a apropriação, o deslocamento e a troca simbólica de materiais”, explica Moreira.

Para a exposição no Palácio das Artes, o artista apresenta desenhos, objetos e esculturas formadas a partir da utilização de diversos materiais. “Aproprio-me de variadas matérias primas e é cada vez mais presente a necessidade de realizar viagens para localização e coleta desses instrumentos de trabalho. Dentre esses materiais, as madeiras de embarcações e carrocerias de caminhões, ambos meios de transportes, sempre tiveram especial atenção do meu olhar”, conta.

Marcone Moreira, que atualmente reside em Belo Horizonte, conta que iniciou seu trabalho com as embarcações em Marabá, cidade do Pará, para onde se transferiu na adolescência. “Esse lugar é atravessado por dois rios, situação comum na Amazônia, um verdadeiro labirinto líquido, onde as embarcações possuem um relevante protagonismo como meio de transporte de bens e pessoas”, explica.

Segundo o artista, o conjunto de obras reunidas na exposição afiança um interesse por questões específicas de modos de trabalho e os artefatos resultantes desses processos, como as atividades desempenhadas por carpinteiros navais, vendedores ambulantes, quebradeiras de coco babaçu e artesãos. “Meu interesse pelo universo dos ambulantes, por exemplo, ocorreu a partir da observação no cuidado estético que eles têm ao adornar seus isopores com fitas coloridas. A partir disso, em 2009, realizei um projeto que consistiu em fazer aproximações, conviver em seus ambientes de trabalho e propus a troca dos isopores usados por novos. Esse momento foi importante para perceber o contexto social e humano por trás dessas realidades, sendo, portanto, afetado por essa experiência e, naturalmente, isto vem reverberando em projetos posteriores”, afirma.

Além de objetos e esculturas, uma nova série de desenhos valorizam o contorno de porretes de madeira usados na extração da amêndoa do babaçu, coletada no estado do Maranhão, onde Moreira nasceu. “Por meio de um procedimento rudimentar, que emprega uso de machado, os objetos sofrem um desgaste e vão ganhando formas diversas. Com isso, iniciei uma série de desenhos, buscando não apenas a representação, mas a tradução desses artefatos em outra linguagem”, explica. Com o uso de vários tipos de grafites e com gestos densos, os desenhos acumulam um emaranhado de traços e marcas, remetendo ao próprio desgaste dos objetos.

Pela segunda vez expondo no Palácio das Artes, Marcone Moreira diz que é sempre uma excelente oportunidade para experimentar. “Os espaços são generosos em dimensões, possibilitando reunir um conjunto maior de obras e criar diálogos muitas vezes não realizados anteriormente, além de apontar desdobramentos e caminhos futuros” conta.

Marcone Moreira – Nascido em Pio XII, no Maranhão, Marcone Moreira vive e trabalha em Belo Horizonte. Vencedor da Bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística, no Instituto de Artes do Pará, foi premiado no X e XV Salão da Bahia, Prêmio Projéteis de Arte Contemporânea, da Funarte, e no Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo. Recebeu a Bolsa Pampulha, do Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte e expôs no XXII Salão Arte Pará, em Belém. Entre suas exposições individuais, estão: Arqueologia Visual (2007), no Espaço Cultural Banco da Amazônia, em Belém; Margem (2006), na Galeria Lurixs, no Rio de Janeiro; Vestígios, (2005), no Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte, e na Galeria Virgilio, em São Paulo. Participou das exposições coletivas Nova Arte Nova (2009), no CCBB, em São Paulo; Panorama da Arte Brasileira (2003), no Museu de Arte Moderna, em São Paulo; Arco (2008), na Feira de Arte Contemporânea, em Madri, Espanha; Os Trópicos, no CCBB, no Rio de Janeiro e no Museu Martin-Gropius-Bau, em Berlim, Alemanha; PINTA (2007), na Feira de Arte Contemporânea, em Nova York; Amálgamas (2005), em Mantes-la-Jolie, na França, e Desarranjos (2003), no Museu do Marco, em Vigo, na Espanha.

Publicado por Patricia Canetti às 5:49 PM


Marina Monumental na Marina da Glória, Rio de Janeiro

Aconteceu no sábado, 18 de novembro, a inauguração da exposição a céu aberto Marina Monumental, na Marina da Glória. Com curadoria de Marc Pottier e coordenação geral de Kátia d'Avillez, o Marina Monumental tem sua segunda edição marcada pelo tema central "Arte Móvel", onde 18 obras de arte - 12 delas feitas exclusivamente para a mostra - se encontram em total integração com a paisagem carioca e o público. Nomes como Amélia Toledo, Gustavo Prado, Marcelo Jácome, Oskar Metsavaht e Raul Mourão compõe o seleto time de artistas.

"Nós queremos apresentar na Marina da Glória uma exposição lúdica e em movimento. A arte cinética é uma corrente das artes plásticas que explora efeitos visuais por meio de movimentos físicos, de ilusão de ótica ou por truques de posicionamento das peças. O movimento pode ser produzido pelo vento, o sol, um motor ou pelo próprio público, que vai interagir com as obras", diz Marc Pottier.

Um dos destaques é a obra “Lamp Beside The Golden Door”, do artista Gustavo Prado, paulistano radicado em Nova York. A mini torre de espelhos redondos é "irmã" da super escultura que acaba de roubar a cena no festival de Coachella, na Califórnia, e foi especialmente produzida para a exposição.

Outra obra exclusiva é a do artista francês Erwan Le Bourdonnec, com 81 metros de dimensão. Inspirado pela vista de seu apartamento na enseada de Botafogo, Erwan criou “Atlas das formas do céu”, uma instalação cromática branca e azul composta por 365 bambus que mostram a evolução dos tons de azul do céu e do mar.

A exposição acontece até 17 de dezembro e terá também uma programação de filmes relacionados ao tema com a co-curadoria da Galeria Superfície, de São Paulo, e do Festival do Rio. Os artistas que estarão na exposição são Amelia Toledo, Anna Helena Cazzani, Carmelo Arden Quin, Coletivo Muda, Eduardo Srur, Erwan le Bourdonnec, Gustavo Prado, Luiz Monken, Marcelo Jacome, Mariana Manhães, Maritza de Orleans e Bragança, Oskar Metsavaht, Paulo Nenflidio, Raul Mourão, Renata Adler, Thiago Toes, Xavier Veilhan, Zoe Dubus

O Marina Monumental é um projeto que tem a produção e coordenação geral de Kátia d’Avillez. Lançado em 2016 reunindo trabalhos de grandes artistas brasileiros, o sucesso do evento foi um dos motivos que levou a ArtRio para a Marina da Glória. Para 2017, o curador optou pelo tema movimento, uma ode aos efeitos visuais da cinética, a seus movimentos físicos e à ilusão de ótica. E o projeto de 2018 já está em andamento com uma homenagem a uma grande personalidade da arte brasileira.

Publicado por Patricia Canetti às 2:28 PM


Fim de semana na Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre

Fundação Iberê Camargo encerra o ano com festa, banho de chuveiro, karaokê e sessão de cinema

As obras Chuvaverão e Sofáraokê estarão disponíveis para interação do público. Festa BASE traz DJs e artistas para a Fundação no sábado. No domingo, tem Cine Iberê, com sessão do filme O Homem do Pau Brasil. A entrada é franca

A Fundação Iberê Camargo encerra a sua programação de 2017 com diferentes atividades no fim de semana de 16 e 17 de dezembro. Além das exposições em cartaz – Sombras no Sol e Vivemos na Melhor Cidade da América do Sul –, cuja visitação está aberta das 15h às 20h, a programação conta com a ativação das obras Chuvaverão e Sofáraokê (do coletivo Opavivará!), Cine Iberê com sessão de O Homem do Pau Brasil (de Joaquim Pedro de Andrade) e a festa BASE. A entrada é franca em todos os eventos.

A instituição fará recesso de 23 de dezembro a 1º de janeiro de 2018.

Confira os detalhes da agenda:

O público vai poder interagir e se divertir com duas obras do coletivo carioca OPAVIVARÁ!. No sábado e no domingo acontece a ativação de duas obras interativas, que propõem a participação do público: o sofá/equipamento de som Sofáraokê (obra em exibição na exposição Vivemos na Melhor Cidade da América do Sul) e o projeto Chuvaverão (chuveiros ao ar livre), que podem – e devem – ser utilizados pelos visitantes. As ativações acontecem no sábado, às 15h (Chuvaverão) e no domingo, também às 15h (Chuvaverão e Sofáraokê).

Ainda no sábado, a partir das 16h, acontece a festa BASE, que marca o encerramento do ano na Fundação. No Line Up da última BASE de 2017 estarão os DJs Paula Vargas, Maria (CREMA - RS), BRF (Goma rec.) b2b GB e ĔRĀṂ (Arruaça), com os VJs Maurício Kessler, Leo Felipe, Alexandre Navarro Moreira, Miguel Soll, Luan Dresch, Auguste e Yuri Junges. Criada em 2016, a Base é a festa que consolidou em Porto Alegre o movimento de retomada das warehouse parties, explorando um diálogo intenso entre a música eletrônica e as artes visuais, apostando nas estéticas cruas do house e do techno.

No domingo, dia 17, acontece o Cine Iberê, na Fundação Iberê Camargo, com exibição do filme O Homem do Pau Brasil (1981), última realização do cineasta Joaquim Pedro de Andrade, considerado um dos mais importantes realizadores brasileiros. A exibição começa às 16h, com entrada franca, e será comentada por Andreia Proença Machado, psicanalista e Mestre em Psicologia Social e Institucional, com pesquisa em Psicanálise, Arte e Utopia.

O Homem do Pau Brasil é um filme de ficção a partir da vida e da obra do escritor Oswald de Andrade. Escolhido como Melhor filme e Melhor Atriz (Dina Sfat) no Festival de Brasília em 1981, o longa-metragem revela o legado modernista em sua vertente mais radical e experimental. No universo do movimento modernista de 1922, o escritor é representado simultaneamente por Flávio Galvão e Ítala Nandi. Oswald-homem e Oswald-mulher compartilham das mesmas ideias e atitudes revolucionárias com os demais personagens da efervescente cena cultural dos anos 20, até que elas mesmas os separem. Com a devoração de Oswald-homem pelo Oswald-mulher, dá-se a criação da Mulher do Pau Brasil, líder de uma revolução que instaura o matriarcado antropófago como regime político do país.

Joaquim Pedro de Andrade (1932 - 1988) é um realizador brasileiro que integrou o movimento Cinema Novo. Seu curta Couro de Gato (1962) integra o projeto coletivo fundador do Cinema Novo – o filme Cinco Vezes Favela (1962), produzido pelo Centro Popular da União Nacional dos Estudantes. Em 1963, realiza Garrincha Alegria do Povo. Fazem parte de sua filmografia: O Padre e a Moça (1965), Cinema Novo (1967), Brasília, contradições de uma cidade nova (1967), Macunaíma (1969), A linguagem da persuasão (1970), Os inconfidentes (1972), Guerra conjugal (1975), O Aleijadinho (1978), O Homem do Pau Brasil (1981).

Com curadoria de Marta Biavaschi, o Cine Iberê integra programa Tabu | Éden | Quimera - atividade cinematográfica paralela às exposições Vivemos na melhor cidade da América do Sul e Sombras no Sol.

Exposições em cartaz

A mostra Sombras no Sol traz 41 peças do acervo – entre pinturas, desenhos, gravuras e documentos – de Iberê Camargo que retratam sua visão sobre a “Cidade Maravilhosa”, onde morou por 40 anos, apontando para uma paisagem muitas vezes vazia e melancólica, nublada – distante do sol e das cores tropicais. Com curadoria de Eduardo Haesbaert e Gustavo Possamai, a mostra exibe, ainda, um conjunto de documentos que registram a censura a uma de suas obras durante o V Salão Nacional de Arte Moderna, em 1956, no Rio de Janeiro. "Importante trazer à visibilidade e ao debate público o registro de momentos sombrios que apresentam tanta relação com os dias atuais, uma vez que Iberê os vivenciou com resistência, em defesa da arte, do diálogo e do respeito, aspectos tão fundamentais à liberdade de expressão", dizem os curadores.

A exposição Vivemos na melhor cidade da América do Sul, apresenta pinturas, esculturas, fotografias, instalações, vídeos e performances de 28 artistas brasileiros referenciais, como Alair Gomes, Beto Shwafaty, Carlos Vergara, Guga Ferraz, Hélio Oiticica, Iberê Camargo, Maria Sabato, Mario Testino e Rosângela Rennó, entre outros. A mostra, com curadoria de Bernardo José de Souza e Victor Gorgulho, a mostra parte da canção Baby, de Caetano Veloso, para investigar noções contraditórias de tropicalidade, identidade nacional, corpo e violência, e analisa a paisagem estética e política do Rio de Janeiro para lançar uma mirada crítica sobre o Brasil.

PROGRAMAÇÃO

16 de dezembro, sábado
15h Chuvaverão – ativação da instalação do Coletivo Opavivará!
Das 16hs às 00:00 - Festa BASE

17 de dezembro, domingo
15h - Chuvaverão + Sofaraokê – ativação de obras do coletivo Opavivará!
16h - Cine Iberê - O Homem do Pau Brasil, de Joaquim Pedro de Andrade (1h47min, 1981, Brasil) - sessão comentada com Andreia Proença Machado

Publicado por Patricia Canetti às 12:22 PM