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junho 26, 2017

Fabrício Lopez na Mercedes Viegas, Rio de Janeiro

Indicado pela segunda vez ao prêmio PIPA (2017 e 2010), o artista Fabricio Lopez, considerado um dos mais importantes gravadores brasileiros, abre a exposição O Mergulho do Biguá, com trabalhos recentes e inéditos, no dia 28 de junho na galeria Mercedes Viegas. Serão apresentadas duas pinturas, cinco monotipias e nove xilogravuras, produzidas no ateliê do artista, localizado no bairro do Valongo na cidade de Santos, SP.

As obras selecionadas partem de imagens elaboradas da estranha combinação de anotações visuais de percursos pelos canais da cidade. O registro da natureza contida nessa vala aberta que equilibra e conduz informação entre o mar e o mangue, oferecendo à cidade um espelho em lâmina de água contínua, um reverso da vida cotidiana, onde garças, biguás e peixes organizam o espaço”, explica Fabricio.

As manifestações de luz no encontro de todos esses elementos associados ao tempo, resultou na série inédita de xilogravuras, impressas da combinação de diversas matrizes, continuamente regravadas. As impressões feitas em papel kozo recebem diversas camadas de cor e uma carga de tinta que apontam para um caráter pictórico dentro do universo gráfico da xilogravura.

O artista retoma aspectos fundamentais no desenvolvimento de sua obra com duas telas, onde o desenho a carvão convive com aguadas em variações de cinza, formando paisagens orgânicas que alternam-se em movimentos sutis e vigorosos da linha negra que percorre o suporte.

Fabrício Lopez trabalha e vive entre Santos e São Paulo. Mestre em poéticas visuais pela ECA/USP, é membro fundador da AJA (Associação Cultural Jatobá) e do Atêlie Espaço Coringa, que, entre 1998 e 2009, produziu ações coletivas como: exposições, publicações, videos, aulas, intercâmbios e residências artísticas. Realizou diversas exposições individuais institucionais, destacando-se: Estação Pinacoteca, SP; Centro Cultural S.Paulo - “Prêmio aquisição Pinacoteca da Cidade”; Museu Rudolph Duguay Quebec, Canadá; Centro Universitário Maria Antonia, SP. Entre as suas exposições individuais em galerias, podemos citar: no Rio, Mercedes Viegas; em São Paulo, nas galerias, Baró Cruz, Estação, Gravura Brasileira e Marília Razuk. Participou de diversas coletivas nacionais e internacionais como: Trilhas do Desejo, Rumos Itaú Cultural, Rio e São Paulo; X Bienal de Santos (1° prêmio) Novas Gravura; em outros estados. Cité Internationale des Arts, Paris, França; XIII Bienal Internacional de Arte de Cerveira, Portugal; residência no Atelier Engramme; Québec; Dinamarca, Cuba, México, USA, e Inglaterra. Possui obras nos acervos da Pinacoteca Municipal e do Estado de São Paulo, Casa do Olhar – Santo André, Secretaria Municipal de Cultura de Santos e do Ministério das Relações Exteriores com o 1º prêmio para obras em papel do programa de aquisições do Itamaraty e em 2015 ganhou o prêmio residência artística Arthur Luiz Piza.

Publicado por Patricia Canetti às 11:53 AM


Bruno Moreschi no Marcantonio Vilaça, Brasília

A mostra Ordenamentos de Bruno Moreschi inaugura as novas instalações do Espaço Cultural Marcantonio Vilaça no Centro Cultural do TCU, no dia 29 de junho (quinta) às 19 horas. Primeira exposição individual do artista fora do estado de São Paulo, “Ordenamentos” propõe uma apresentação da produção de Moreschi entre 2012 e 2017 a partir dos conceitos de ordenamento e de sistematização como gatilhos para o processo criativo.

"O recorte curatorial da exposição parte da constatação de um procedimento comum ao processo produtivo do artista, de onde vem o título 'Ordenamentos'. A partir da percepção de um modus operandi característico de alguns sistemas institucionalizados, em especial o das artes, o artista cria interferências e disrupções a fim de trazer à tona criticamente seus mecanismos de funcionamento em geral reificados, ou seja, naturalizados, desprovidos de seu caráter histórico", revela a curadora Caroline Carrion.

O conceito de ordenamento também se faz presente na expografia da mostra, que envolve 4 peças de mobiliário especialmente produzidas para a ocasião. Cada vitrine – intituladas “Formação”; “Pesquisa e produção”; “Burocracia”; e “Reza diária do cotidiano” – apresenta materiais de pesquisa e de processo, bem como referências bibliográficas marcantes para o artista e a curadora, além de uma seleção de notícias recentes. "Documentos que geralmente não são de acesso público, como troca de e-mails, projeto submetido ao edital, notas fiscais, entre outros, além de algumas notícias gerais sobre o Brasil, serão disponibilizados ao público para contextualizar a produção da exposição em relação às nossas trajetórias pessoais e também ao contexto político-econômico nacional, que nos influenciou diretamente ao longo desse processo que já leva dois anos”, explica a curadora.

As obras

"O museu está fechado para obras" (2014) apropria-se da pintura "Independência ou Morte", de Pedro Américo, obra integrante do acervo do Museu Paulista (SP). "As experiências propostas por esse trabalho fazem menção ao fato de o Museu estar fechado por vinte anos, período em que ninguém poderá ver a pintura pessoalmente", conta Moreschi.

A obra é uma realização conjunta de Bruno Moreschi com pintores da praça da República e do Parque Trianon-Masp (São Paulo). De comum acordo, os artistas decidiram criar, a partir de imagens encontradas na internet, uma versão da tela original, bem como fragmentos que individualizam as figuras populares, as quais, na pintura (e narrativa) oficial, encontram-se marginalizadas nas bordas da imagem.

"As fotos da obra na internet variam em qualidade e tratamento de cor, assim tivemos que trabalhar com um composto de fotografias e de nossas memórias desta obra tão icônica e ao mesmo tempo tão distante. Foram quatro meses fazendo a pintura maior, durante os quais encontramos certas figuras nos cantos da imagem. Aquilo remeteu ao povo que não participa dos momentos decisivos da história do Brasil. Decidimos, então, fazer alguns estudos destas figuras marginalizadas, obras não completamente finalizadas”, Bruno explica.

"Nesta obra temos a ideia da presença ausente de uma imagem já conhecida. Aqui podemos debater a diferença entre fruir de uma obra ou encará-la como informação. As pessoas observam as obras na internet ou livros e as entendem como informação, de forma que a interpretação original e única que só nasce da vivência, do encontro com a obra de arte, acaba se perdendo. Outro aspecto presente nesta obra, principalmente quando sabemos que ela é constituída também por pinturas menores de personagens populares presentes na obra original, é a percepção de que narrativas históricas são construídas e reafirmadas a partir de circuitos institucionais, dentre os quais se encontra a arte", provoca a curadora.

"Contrate um profissional" (2014-17) parte da constatação de como a história da arte é também a história da fotografia das obras de arte. Aqui o foco é discutir a suposta neutralidade fotográfica ou a fotografia como registro da “verdade”. Desde 2014, Bruno Moreschi tem convidado um número cada vez maior de profissionais habituados a fotografar obras de arte para registrar uma mesma "escultura" de sua autoria: uma pedra de pequeno porte encontrada na rua e que nunca será, de fato, exibida ao público.

A partir dessa proposição, pode-se pensar o que é a fotografia de obra de arte e qual a relevância do registro da obra e do espaço expositivo – registro que, por vezes, torna-se mais importante do que a exposição em si.

Em "Erros: para uso em exposição" (2014), veem-se pregos com defeitos de fabricação, expostos como esculturas e também dispostos em pequenas caixas de metal. "Ao usar esses pregos para montar meus trabalhos, estou espalhando erros pelo espaço da exposição”, afirma Bruno.

"Bruno coleciona pregos com defeitos de fabricação, ou seja, erros de produção, e os usa em suas exposições. Alguns desses pregos são exibidos como esculturas, sendo justamente seus defeitos que os transformam em objetos de interesse plástico; outros são usados na instalação de suas exposições; enquanto outros ainda são colocados em caixas que são distribuídas para profissionais da arte, para que também façam uso destes erros em suas mostras. É um trabalho que tem ramificações inumeráveis. Não há como manter um rastro disto, uma vez que a ação permanece não-anunciada na maior parte das exposições em que os pregos são utilizados", revela Carrion.

Já a obra "Pintores" (2014-17) é composta por 25 faixas coloridas, dispostas ao longo da vitrine e do espaço expositivo, pintadas por cinco trabalhadores de construção civil, atualmente empregados em canteiros de obra próximos ao espaço expositivo. "A cada pintor será entregue uma cartela de cores, que eles poderão combinar para chegar a uma infinidade de tons. Abaixo de cada conjunto de cinco faixas, estará o nome de quem as pintou e sua cidade de nascimento. Esses profissionais anônimos serão, talvez pela primeira vez, creditados pelo seu trabalho, nomeados. Já a cidade de origem oferece um indicativo socioeconômico acerca da distribuição de trabalho na sociedade brasileira contemporânea", descreve Bruno Moreschi.

Com coautoria de Camila Regis, "Procura-se" (2012-13) é uma instalação composta por quinze retratos falados do rosto do artista descrito por uma mesma pessoa aos últimos retratistas policiais que realizam a prática manual no Brasil. Além dos retratos originais, a peça inclui xerocópias disponíveis para o público, que pode se apropriar do material livremente.

"Este trabalho é exemplar do procedimento de catalogação e ativação utilizado por Bruno Moreschi. Ao transformar desenhos que eram apenas documentos policiais em uma obra de arte, o trabalho explora o funcionamento do sistema das artes e o papel de cada agente dentro desse sistema. Além disso, assim como ‘Contrate um profissional’ e ‘Independência ou Morte’, temos aqui imagens de um objeto ausente, desta vez a face do artista, traduzida em palavras e, depois, transformada em imagem por pessoas que jamais o viram", afirma Caroline Carrion.

“At your own risk”

Iniciado em 2012 e finalizado em 2014 como mestrado do artista no Instituto de Artes Visuais da Unicamp, “Art Book” é uma enciclopédia de arte contemporânea de conteúdo ficcional. A publicação apresenta biografias, imagens de obras e declarações de 50 artistas inventados – todos criados a partir da listagem de clichês encontrados em 10 enciclopédias de arte. O conteúdo do livro (inclusive as 311 obras fotografadas, os textos e a diagramação) foi produzido por Moreschi. O resultado é uma publicação em português, inglês e espanhol que se assemelha a outras enciclopédias verdadeiras encontradas em bibliotecas e livrarias.

Esta obra será apresentada em “Ordenamentos” na forma de uma exposição ficcional, intitulada “At your own risk” – título de uma das obras exibidas, de autoria do artista fictício Elliot Ford. No espaço expositivo, tudo se passará como se houvessem duas exposições simultâneas: “Ordenamentos”, individual de Bruno Moreschi, e “At your own risk”, uma coletiva realizada a partir das obras presentes na enciclopédia “ArtBook”.

“At your own risk” contempla obras em diferentes suportes criadas por artistas de diversas nacionalidades. Apresentando-se como um panorama do que há de mais importante e inovador no circuito internacional das artes neste momento, a mostra mimetiza a linguagem (escrita e visual) de exposições com propostas semelhantes. Levando às últimas consequências a proposta de “ArtBook”, as poucas pistas dadas ao visitante acerca da ficcionalidade deste espaço é a disponibilização do “ArtBook” para consulta, bem como dos livros que serviram de base para a pesquisa do artista, além da exibição de materiais de pesquisa e produção da Enciclopédia no mobiliário do espaço expositivo central.

Bruno Moreschi é mestre e doutorando em Artes Visuais pela Unicamp. Seus projetos artísticos já foram exibidos em exposições da Funarte São Paulo, Paço das Artes (São Paulo), Bienal de Montevidéu, CA2M (Madri), Biblioteca Joanina (Coimbra, Portugal), Frestas Trienal (SESC Sorocaba), SESC Ipiranga, MAC Paraná, Museu de Arte de Ribeirão Preto, Museu de Arte de Goiânia, entre outros. Em 2014, recebeu o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea e a Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais. Em 2016, foi premiado pelo Itaú Rumos Cultural. Possui obras em acervos de museus como o MAC USP, MAC Paraná, CCSP São Paulo e Instituto Figueiredo Ferraz. Nasceu em Maringá, 1982, e vive e trabalha em São Paulo, SP. brunomoreschi.com

Caroline Carrion, brasileira radicada em Nova Iorque, é graduada em Jornalismo pela USP, onde também estudou Filosofia. Em 2015, realizou a curadoria e coordenação editorial de “Eccoci!”, projeto de intervenção urbana de Berna Reale em Veneza; e foi uma das curadoras convidadas do Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas. Em 2016, foi convidada para integrar o Comitê de Indicação do Prêmio PIPA; concebeu e realizou, com o curador Denis Maksimov, o projeto “Secretaria de Insegurança Pública [de São Paulo]”; e realizou a curadoria da individual da artista Maria do Carmo Carvalho na Galeria Rabieh. É autora de textos publicados no Brasil e no exterior, e é colaboradora fixa da revista online de crítica de arte Newcity Brazil e do espaço de residência artística Residency Unlimited. Atualmente é curadora e diretora da galeria BROADWAY 1602, em Nova Iorque.

A mostra “Ordenamentos, de Bruno Moreschi, tem o apoio da Galeria Pilar e da transportadora ArtQuality Chenue do Brasil.

Publicado por Patricia Canetti às 9:24 AM


junho 23, 2017

5 artisti brasiliani geometrici na Um Galeria, Rio de Janeiro

Luiz Dolino, Manfredo de Souzanetto, Maria-Carmen Perlingeiro, Rodrigo de Castro e Suzana Queiroga participam de exposição que começará no Rio de Janeiro e seguirá para Roma, Lisboa, Basel e Bolonha

No dia 27 de junho, a Um Galeria, da marchand Cassia Bomeny, inaugura a exposição 5 artisti brasiliani geometrici, com cerca de 20 obras recentes e inéditas, dentre esculturas e pinturas, dos artistas Luiz Dolino, Manfredo de Souzanetto, Maria-Carmen Perlingeiro, Rodrigo de Castro e Suzana Queiroga. Com curadoria de Luiz Dolino, a mostra traz uma seleção de obras de artistas ligados à linguagem geométrica. A exposição começará na Um Galeria, no Rio de Janeiro, e seguirá ampliada para Roma, Lisboa, Basel e Bolonha.

“O eixo central do argumento se sustenta na vontade de exibir cinco artistas que se aproximam e se tornam íntimos, sem prejuízo da singularidade de suas escolhas diante do ilimitado da expressão. A Geometria – geom, tudo aquilo que em Matemática se ocupa do estudo do espaço e das figuras que podem ocupa-lo – é, na largada, o polo que nos une. O rigor formal permeia o sonho, constrói e desconstrói. Há uma arquitetura que se impõe, que edifica; mas há também uma ordem que deforma, implode, desmonta”, afirma o curador Luiz Dolino. (Leia o texto curatorial.)

Rodrigo de Castro e Luiz Dolino apresentarão pinturas inéditas. Esses dois artistas “perseguem mais de perto a rota euclidiana – exploramos figuras que não possuem volume”, explica o artista e curador Luiz Dolino, que ressalta uma diferença: “Rodrigo ousa dizer que está sempre em busca da cor que melhor se ajuste ao seu propósito. Do meu lado, sou mais direto, cético. Preciso tão somente de quatro cores”, diz.

Manfredo de Souzanetto apresentará obras “onde fragmentação do suporte, os pigmentos naturais de terras brasileiras e a construção da forma determinam o dinamismo da obra no espaço”, conta o artista. Para o curador, vem da obra de Manfredo “o privilégio atribuído à presença do objeto que, antes de tudo, nos surpreende. Mais ainda talvez, nos assusta e perturba com sua arritmia. Extasiamo-nos diante da permanente proposta que visa a recomposição de um imponderável puzzle. Leva e traz. Diz e contradiz. Dialeticamente se impõe: cheios e vazios. O impasse enganoso conduz o nosso olhar para periferia irregular. A percepção sofre reveses. A catedral se estrutura e abriga uma arquitetura arquetípica”.

Maria-Carmen Perlingeiro apresentará uma série de esculturas composta por pedras Mica, colocadas em painéis de acrílico, que parecem flutuar no espaço. “Prismas, cones, segredos, luz e pedra, ouro, são palavras de ordem na compulsão criativa dessa artista que, por meio de delicada magia, impõe expansões da própria forma”, afirma o curador.

Suzana Queiroga também apresentará esculturas. “A experiência proposta ao espectador modifica a sua percepção e promove a expansão dos sentidos, do espaço e do tempo”, diz o curador.

ITINERÂNCIA INTERNACIONAL
Depois do Rio de Janeiro, a mostra será apresentada a partir do dia 2 de novembro no Palazzo Pamphilj, em Roma, em parceria com a produtora italiana ATRIVM. A itinerância da mostra seguirá no próximo ano para a Fundação Medeiros e Almeida, em Lisboa, Portugal, para a Brasilea Stiftung, em Basel, na Suiça, e para Bolonha, na Itália.

SOBRE OS ARTISTAS
Luiz Dolino (Macaé, RJ, 1945. Vive e trabalha no Rio de Janeiro). Dentre suas exposições mais recentes estão a mostra no Espaço Cultural da UFF (2016); no Centro Cultural de Montes Claros (2015); na Galeria Marcantonio Vilaça, em Bruxelas, no ARTMARK, em Viena e na Casa-museu Medeiros e Almeida, em Lisboa (2014). Destacam-se, ainda, as mostras na Jordania Cultural Center (2013); no CCBB Rio e Brasília (2012); no Museum of Young Art, em Viena, no SEGIB, em Madri, no Palácio Maldonado, em Salamanca, no Museu Nacional da Costa Rica e no CCBB Rio, ambas em 2008. Em 2007, expôs na Caixa Cultural de Curitiba e no CCBB Rio, entre muitas outras.

Manfredo de Souzanetto (Jacinto, MG, 1947. Vive e trabalha no Rio de Janeiro). Estudou arquitetura no Brasil e artes plásticas no Brasil na França. Dentre suas exposições individuais destacam-se a retrospectiva no Paço Imperial (2016), as mostras na Stiftung Brasilea (2013), na Suíça, no Museu Nacional de Belas Artes (2010), no Centro de Arte l’Espal em Le Mans, na França, Kulturtorget em Stavanger, na Noruega (2007), a panorâmica de sua obra no Centro Cultural Correios, na Caixa Cultural em Brasília e no Palácio das Artes, em Belo Horizonte (2006), a mostra no Instituto Moreira Salles (2005/2006), no Musée National de la Porcelaine Adrien-Dubouché (2000), no Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian (1994), no MAM Rio (1982), entre outras.

Maria-Carmen Perlingeiro (Rio de Janeiro, 1952. Vive e trabalha em Genebra). É escultora e seu material de predileção ė o alabastro. Dentre suas exposições individuais destacam-se “Sculpture et rayonnnement”, na Simon Studer Art, em Genebra (2016), as realizadas em Basel (2015), no MAM Rio (2012), na Pinacoteca Cívica de Volterra (2008), na Itália, no Espace Topographie de l'art, em Paris (2007), na França, no Museu da Chácara do Céu (2007), no Paço Imperial (2006) e no CCBB (1999), ambas no Rio de Janeiro, entre outras.

Rodrigo de Castro (Belo Horizonte, MG, 1953. Vive e trabalha em São Paulo). Filho do escultor Amilcar de Castro, iniciou sua carreira na década de 1980. Premiado no 11º Salão Nacional de Artes Plásticas, Funarte, no Rio de Janeiro e agraciado com o Prêmio Principal, no 13º Salão de Arte de Ribeirão Preto, Rodrigo de Castro participou de diversas mostras individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, entre elas, uma exposição no MAM Rio, na década de 1990. Sua mais recente exposição foi na Um Galeria, em maio deste ano.

Suzana Queiroga (Rio de Janeiro, 1961. Vive e trabalha no Rio de Janeiro). Estudou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro e no MAM Rio. Em 2002, concluiu o Mestrado em Linguagens Visuais pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, na UFRJ. Atualmente, expõe no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e é uma das finalistas do Prêmio Marcantonio Vilaça. Recebeu o Prêmio Aquisição na XVIII Bienal da Cerveira, Portugal (2015), o 5º Prêmio Marco Antônio Villaça (2012) e o 1º Prêmio Projéteis de Arte Contemporânea da Funarte (2005). Participou da exposição Como Vai Você, Geração 80?, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1984).

SOBRE A GALERIA
Fundada pela colecionadora Cassia Bomeny, a Um Galeria foi inaugurada em dezembro de 2015, com o objetivo de apresentar arte contemporânea, expondo artistas brasileiros e internacionais. A galeria trabalha em parceria com curadores convidados, procurando elaborar um programa de exposições diversificado. Tendo como característica principal oferecer obras únicas, associadas a obras múltiplas, sobretudo quando reforçarem seu sentido e sua compreensão. Explorando vários suportes – gravura, objetos tridimensionais, escultura, fotografia e videoarte.

Com esse princípio, a Um Galeria estimula a expansão do colecionismo, com base em condições de aquisição, bastante favoráveis ao público. Viabilizando o acesso às obras de artistas consagrados, aproximando-se e alcançando um novo público de colecionadores em potencial. A galeria também abre suas portas para parcerias internacionais, com o desejo de expandir seu público, atingindo um novo apreciador de arte contemporânea, estimulando o intercâmbio artístico do Brasil com o mundo.

Publicado por Patricia Canetti às 9:43 AM


Jarbas Lopes na Luisa Strina, São Paulo

Galeria Luisa Strina apresenta Circulovisão, segunda exposição de Jarbas Lopes na galeria.

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A união de duas palavras nomeia e traz à tona o sentido da exposição: obras interligadas compartilhando perspectivas para a visão, a física e a poética, entre dualidades que também percebem o espiritual, a pré-visão, a visão ampliada em pergunta e respostas abstratas, intuito principal nas obras Círculo Oráculo e Exposição.

Frutos do exercício contínuo de Jarbas Lopes, os trabalhos se acomodam de forma a reafirmarem a sensação de presença de quem contempla a exposição, fazendo referência a uma instalação, mas que mantém a independência de cada parte. Serão pinturas, que ganham o espaço enfatizando a importância da tela trama como plano e como base, esculturas e objeto.

Exposições individuais recentes incluem: “e a u”, CRAC Alsace, Altkirch, França (2017); Galeria Baginski, Lisboa (2015); Galeria A Gentil Carioca, Rio de Janeiro (2013); “Park Central”, Tilton Gallery, Nova York (2010); “Cicloviaérea”, Museo Nacional de Bellas Artes, Santiago (2010); “Padedéu” em colaboração com Laura Lima, Galeria Luisa Strina, São Paulo (2009).

Exposições coletivas recentes incluem: “Brazil, Beleza?! Contemporary Brazilian Sculpture”, Museum Beelden aan Zee, Haia (2016); “Provocar Urbanos: Inquietações sobre a Cidade”, Sesc Vila Mariana, São Paulo (2016); “E de novo montanha, rio, mar, selva, floresta”, SESC Palladium, Belo Horizonte (2016); “(de) (re) construct: Artworks from the Permanent Collection”, Bronx Museum, Nova York (2015); “Look.look.again.”, The Aldrich Contemporary Art Museum, Ridgefield (2009); “Desenhos: A-Z”, Museu da Cidade, Lisboa (2009).

Coleções públicas das quais seu trabalho é parte incluem: Instituto Inhotim, Brasil; Victoria and Albert Museum, Inglaterra; The Cisneros Fontanals Art Foundation, EUA; Henry Moore Foundation, Inglaterra; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brasil; Museu de Arte da Pampulha, Brasil; Fundación ARCO, Espanha; MoMA Museum of Modern Art, EUA.


Galeria Luisa Strina presents Circulovisão, second exhibition by Jarbas Lopes at the gallery.

The union of two words names and brings out the meaning of the exhibition: interconnected works sharing perspectives for the vision, the physics and the poetics, between dualities that also perceive the spiritual, the pre-vision, the magnified vision in questions and abstract answers, which are the main purpose in the works Círculo Oráculo [Circle Oracle] and Exposição [Exhibition].

As a result of Jarbas Lopes’ continuous practice, the works are accommodated in a way to reaffirm the sensation of presence of those contemplating the exhibition, referring to an installation, but maintaining the independence of each part. There will be paintings, that gain the space emphasizing the importance of the weaved canvas as surface and as base, sculptures and object.

Recent solo shows include: “e a u”, CRAC Alsace, Altkirch, France (2017); Galeria Baginski, Lisboa (2015); Galeria A Gentil Carioca, Rio de Janeiro (2013); “Park Central”, Tilton Gallery, New York (2010); “Cicloviaérea”, Museo Nacional de Bellas Artes, Santiago (2010); “Padedéu” in collaboration with Laura Lima, Galeria Luisa Strina, São Paulo (2009).

Recent group shows include: “Brazil, Beleza?! Contemporary Brazilian Sculpture”, Museum Beelden aan Zee, The Hague (2016); “Provocar Urbanos: Inquietações sobre a Cidade”, Sesc Vila Mariana, São Paulo (2016); “E de novo montanha, rio, mar, selva, floresta”, SESC Palladium, Belo Horizonte (2016); “(de) (re) construct: Artworks from the Permanent Collection”, Bronx Museum, New York (2015); “Look.look.again.”, The Aldrich Contemporary Art Museum, Ridgefield (2009); “Desenhos: A-Z”, Museu da Cidade, Lisboa (2009).

Public collections holding his work include: Instituto Inhotim, Brazil; Victoria and Albert Museum, England; The Cisneros Fontanals Art Foundation, USA; Henry Moore Foundation, England; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brazil; Museu de Arte da Pampulha, Brazil; Fundación ARCO, Spain; MoMA Museum of Modern Art, USA.

Publicado por Patricia Canetti às 8:42 AM


junho 21, 2017

Carolina Paz no Auroras, São Paulo

Trocando histórias por pinturas – Carolina Paz e o ‘acontecimento: desejo motivo’

A casa Auroras, espaço de arte criado por Ricardo Kugelmas no ano final passado, no Morumbi em São Paulo, recebe no dia 24 de junho, sábado, o trabalho Desejo Motivo, da artista paulistana Carolina Paz. Chamado "acontecimento", neste evento a artista entregará pinturas em troca de cartas que recebeu durante o ano passado. As pinturas e textos das cartas estarão em exposição durante o encontro. Também, haverá uma conversa sobre o projeto e seus desdobramentos com críticos e artistas convidados.

"Desejo Motivo" é um trabalho que vem sendo desenvolvido desde o final 2015. Na primeira semana de 2016, Carolina abriu uma chamada pública em redes sociais e também na fachada do seu ateliê, para que interessados enviassem histórias, pedidos, desejos, assuntos, motivos para ela. Foram recebidas 44 cartas até a data que havia estabelecido como limite, em abril do mesmo ano. Para cada carta recebida a artista produziu uma pintura e agora, no que chama de "acontecimento", o resultado desta edição é levado a público.

Ao mesmo tempo que convoca os "solicitantes-autores" que escreveram as cartas para receberem suas "pinturas-respostas" que estarão expostas, durante o evento do dia 24 às 16:30, haverá uma mesa redonda com o curador Divino Sobral, o crítico José Bento Ferreira e a artista Rivane Neuenschwander para uma conversa com Carolina Paz e participantes sobre a experiência deste projeto.

"As pinturas de Carolina Paz poderiam ser admiradas independentemente do conjunto de relações travado em torno delas, mas isso equivaleria a considerar uma obra de arte a despeito do contexto histórico, do posicionamento em relação aos outros, da própria vida dos artistas (as cartas escritas por eles). Não estamos dispostos a sacrificar o mundo da vida, nem mesmo quando nos vinculamos a uma certa visão modernista de arte. Assim, não apenas as cartas, com desejos-motivos, devem ser consideradas partes constitutivas do trabalho, mas também o momento que a artista chama de 'acontecimento', termo que a teoria opõe a 'evento', como algo que irrompe no real de maneira espontânea, inexorável e imponderável." (José Bento Ferreira)

"Em Desejo Motivo, os meandros do processo de troca da narrativa escrita por imagem pintada ativam outro processo de troca entre subjetividades, no qual ocorrem compartilhamentos de intimidades, experiências, vivências, entendimentos e sentimentos. Na verdade, para a artista, o contato com outras pessoas inseridas em seu processo criativo, ao mesmo tempo em que amplia suas relações humanas, substancia e integra as obras da série Desejo Motivo. A conversação inicial, travada por meio de cartas enviadas por dezenas de remetentes a um só destinatário, ao cabo do projeto é aberta por meio da pintura ao público." (Divino Sobral).

Publicado por Patricia Canetti às 7:58 PM