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dezembro 5, 2019

Canção Enigmática: performances sonoras no MAM, Rio de Janeiro

Performances sonoras com entrada gratuita dentro da exposição Canção Enigmática: relações entre arte e som nas coleções MAM Rio, com curadoria de Chico Dub. As ações integram o Festival Nova Frequência no MAM Rio

8 de dezembro de 2019, domingo, às 11h às 18h

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
8 de dezembro de 2019
Av. Infante Dom Henrique 85, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro

15h às15h30
Tim Shaw(Inglaterra)– Pilotis do MAM
https://tim-shaw.net
A pesquisa do inglês Tim Shaw aborda as várias maneiras pelas quais as pessoas ouvem, especificamente em como os ambientes de audição podem ser construídos ou explorados utilizando uma ampla variedade de técnicas e tecnologias. Professor de Mídia Digital na Universidade de Newcastle, Shaw está interessado nas relações entre espaço, som e tecnologia; se apropriando de tecnologias de comunicação para explorar como esses dispositivos mudam a maneira como experimentamos o mundo. Apresentando trabalhos através de performances musicais, instalações, caminhadas sonoras e intervenções responsivas ao local, sua prática busca expor a mecânica dos sistemas através do som para revelar os aspectos ocultos dos ambientes e das tecnologias. Para o NF, Tim Shaw irá desenvolver uma performance sonora que envolve um conjunto de dispositivos explorados e desenvolvidos durante uma residência de 20 dias na Serrinha do Alambari, pequena cidade localizada próximo à Serra de Itatiaia. O trabalho irá incorporar matérias-primas (água, rochas, objetos encontrados e plantas), tecnologias de escuta DIY, transceptores e alto-falantes esculturais. O evento oferecerá algum tipo de recriação da Serrinha do Alambari como sensor-paisagem, enfatizando a interação, a interferência e as camadas de suas múltiplas materialidades.

15h40 às 16h20
O Yama O – Keiko Yamamoto e Rie Nakajima (Mana Records/ Londres/Japão) – Lago na frente à Cinemateca do MAM
https://manarecs.bandcamp.com/album/o-yama-o
O Yama O é um projeto musical formado pelas artistas japonesas radicadas em Londres, Keiko Yamamoto e Rie Nakajima. Utilizando uma combinação de dispositivos cinéticos e objetos encontrados – como brinquedos, tigelas de arroz, motores microscópicos, tambores, nozes, relógios e ruídos de vento –, as artistas criam paisagens sonoras inspiradas em rituais, antropologia, mitos e mundos sonoros do cotidiano. Seus trabalhos são muitas vezes compostos por canções de Yamamoto enquanto as construções de Nakajima escalam micro-orquestras em resposta direta a espaços arquitetônicos únicos. Keiko Yamamoto trabalha com desenhos, papéis, música, vozes e dança. É fundadora, junto com HamishDunbar, do lendário Café OTO, o mais conhecido espaço para música e arte sonora da Europa. Rie Nakajima trabalha com instalações e performances que produzem som. Seus trabalhos são, na maioria das vezes, site specific, usando uma combinação de pequenos autômatos e objetos do dia a dia.

16h30 às 17h10
Joaquim Pedro dos Santos & Aleta Valente – “Tudo nosso nadadeles” – Pilotis
Joaquim Pedro dos Santos é multi-instrumentista que atualmente toca baixo na banda JonnataDoll& Os Garotos Solventes. Também colabora com produção musical nos grupos Pscina e Rádio Lixo em discos, performances e instalações sonoras, além de ser produtor de artes visuais e manter uma galeria independente no centro de São Paulo, o Escritório Técnico.
Aleta Valente vive e trabalha no Rio de Janeiro, e é também conhecida por sua persona online @ex_miss_febem, em que se utiliza do smartphone como ateliê onde pesquisa, edita e dispara conteúdos – tanto de produção autoral como apropriados – que tensionam a barreira entre a realidade e a ficção e trazem à tona questões sociais através de humor ácido.
“Tudo nosso nada deles” propõe a utilização de áudios de WhatsApp com intervenções sonoras e mixagem ao vivo. O projeto inédito busca remontar o impacto do áudio sobre nossa história recente, questionando limites entre fato e ficção, autoria e responsabilidade, e suas subsequentes implicações na sociedade contemporânea.

17h20 às 18h20
LoïcKoutana x NSDOS x ZorkaWollny– “SoundCycles&MigratoryFlows”(França, Brasil/Polônia, Alemanha/ França) – Jardim de pedras do MAM
https://www.facebook.com/tetopretolive/
http://www.zorkawollny.net/
https://www.facebook.com/nsdoslazerconnect/
“SoundCycles&MigratoryFlows” é uma ação performática que reúne a artista polonesa baseada em Berlim ZorkaWollny e os franceses NSDOS e LoïcKoutana (da banda Teto Preto). Desenvolvido em colaboração com os festivais CTM (Berlim, Alemanha) e Maintenant (Rennes, França) com o apoio do Instituto Goethe e do Instituto Francês, o projeto apresentará ideias sobre imigração, identidade e especificidades do espaço através da performance coletiva.
Há quatro anos, o modelo LoïcKoutana trocou Paris, sua cidade natal, por São Paulo. E foi no Brasil que o francês de origem africana desenvolveu não apenas sua carreira de modelo, como a de performer de dança contemporânea, atuando com alguns dos principais nomes da noite underground paulistana, como o grupo Teto Preto, de Laura Diaz, uma das idealizadoras da Mamba Negra. Multiartista, curador e também youtuber, LoïcKoutana em breve lançará seu primeiro disco, “Ser”, com produção de Zopelar.
Depois de estudar dança, NSDOS, também conhecido como Kirikoo Des, sentiu a necessidade de criar seu próprio som para explorar o movimento. Foi assim que começou a imaginar, por meio da abstração, toda uma nova ordem sonora, uma abordagem alternativa à música. Em algum momento chamado de "hacker do techno", NSDOS distorce as ferramentas tecnológicas, criando um elo entre máquina e matéria. O artista coleta dados em tempo real, usando sensores ou dispositivos interativos, e os injeta no esqueleto retilíneo da música eletrônica para criar uma matriz orgânica, convidando o público a, junto com ele, empurrar os limites do corpo, dos objetos e do som.
ZorkaWollny cria composições acústicas para instituições, fábricas e edifícios vazios. Suas obras habitam o espaço entre arte, teatro e música contemporânea e estão sempre intimamente ligadas ao contexto histórico e funcional de espaços arquitetônicos específicos. Suas obras foram exibidas nas mais prestigiadas instituições de arte contemporânea e festivais de música em todo o mundo.

FOYER DO MAM

Luigi Archetti– NULL (Itália/Suíça)
http://www.luigiarchetti.com

Luigi Archetti é compositor e artista sonoro cujo trabalho gira em torno da interface entre a arte e a música. Em suas instalações, utiliza desenho, pintura, vídeo e som para criar sistemas de referência complexos e espaços tensos e altamente estéticos. Seu vocabulário musical se manifesta não apenas nas ideias e no modo como as obras são realizadas, mas também no uso de objetos e conceitos desse gênero. Archetti encena o espaço como um portador de imagens em que vários impulsos – visuais e tonais – se encontram. Para o Novas Frequências, este italiano radicado na Suíça irá apresentar no Foyer do MAM Rio “NULL”, peça para guitarra processada com sete horas de duração que se caracteriza por sons estáticos, drones e sobreposições de camadas. Desenvolvido ao longo de cinco anos, Archetti NULL serve de metáfora a sensação de espera, de antecipação, de pausa. Com seus drones em escala cinzenta e som estático, NULL nos convida a observar os mundos das salas de espera em que passamos nossos dias e a viajar em regiões desconhecidas, uma jornada hipnoticamente cativante através de eventos acústicos atemporais e minimalistas.

Martina Lussi(Suíça) – Composition For A Circle + performance ao vivo
https://martinalussi.ch

Original de Lucerne, na Suíça, Martina Lussi trabalha na interseção entre as artes plásticas, a música e a performance. Em sua obra, desafia dicotomias como consciente/inconsciente, poder/impotência e dentro/fora. Em essencial, o corpo do espectador sempre desempenha um papel essencial em suas peças. Detentora de um Mestrado de Artes em ContemporaryArtsPractice pela Universidade de Berna, Lussi já apresentou seu trabalho em vários espaços de arte e em clubes em toda a Europa. Seu segundo álbum, “Diffusionis a Force”, se utiliza de fontes sonoras com uma certa qualidade desnorteadora – gravações de campo, instrumentação processada, elementos sintetizados e trechos de expressão humana – com o intuito de refletir sobre o clima de dispersão e distração em que vivemos. Em “Composition For A Circle”, instalação que Martina Lussimostra no Foyer do MAM Rio, gravações da guitarra fornecem a base para uma composição esférica e meditativa que, por meio de repetições deslocadas, constantemente geram novas estruturas sônicas.

Publicado por Patricia Canetti às 12:44 PM


Canção Enigmática: relações entre arte e som nas coleções MAM Rio

A exposição reúne 47 obras de 31 artistas, como Hélio Oiticica, Carlos Vergara, Waltercio Caldas, Daniela Dalcorso, Claudio Tozzi, Carlos Scliar, José Damasceno, Chelpa Ferro, Cildo Meireles, Cinthia Marcelle, Manata Laudares, MarciusGalan, Paulo Nenflidio, Paulo Vivacqua, entre outros. São pinturas, fotografias, desenhos, vídeo, objetos sonoros, instrumentos musicais, partituras gráficas, esculturas, instalações e discos de artista presentes na coleção do Museu. Estão programadas ações performáticas para janeiro de 2020.

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro apresenta de 1º de dezembro de 2019 a 1º de março de 2020 a exposição Canção Enigmática: relações entre arte e som nas coleções MAM Rio, que reúne pinturas, fotografias, desenhos, vídeo, objetos sonoros,instrumentos musicais, partituras visuais, esculturas, instalações e discos de vinil, em um total de 47 obras de 31 artistas. Com curadoria de Chico Dub, a exposição se insere no programa Curador Convidado, criado em 2018 pelo Museu, e se relaciona com a 9ª edição do Festival Novas Frequências, que ocupou várias instituições na cidade, incluindo o MAM Rio, entre 1º e 8 de dezembro de 2019. O título da exposição é retirado do nome da obra de José Damasceno (Rio de Janeiro, 1968), feita em 1997.Ao lado de cada obra haverá um QR Code, que permitirá ao público acessar pelo seu celular mais informações sobre o artista no site do MAM Rio.

"Canção Enigmática” irá ocupar dois espaços no terceiro andar do Museu, destinado a mostras do acervo, e tem uma complementação com mais duas obras no Foyer dos artistas suíços Martina Lussie Luigi Archetti, pertencentes aos próprios artistas.

A exposição procura inserir o MAM Rio na chamada "virada sônica"("sonicturn"), termo cunhado para designar a mudança gradual de focodo visual para o auditivo, que vem ocorrendo nas práticas artísticas e nosestudos acadêmicos nos últimos anos, graças a implementos tecnológicos. “E também pela busca em estabelecer novos parâmetros artísticos, o som passou a ser reconhecido e exibido como uma forma de arte em si mesmo”, explica o curador Chico Dub. “Ainda que não seja uma mostra exclusiva de arte sonora — prática surgida na obscura zona entre música composta, instalação, performance e arte conceitual, e que tem o áudio como componente principal ou que silenciosamente reflete sobre o som —, abraça todo o acervo dessa disciplina artística no Museu, reunindo trabalhos de Chelpa Ferro, Cildo Meireles, Cinthia Marcelle, Manata Laudares, MarciusGalan, Paulo Nenflidio, Paulo Vivacquae Siri”.

Chico Dub diz que “as obras reunidas mostram basicamente cenas musicais tiradas do cotidiano, como nas pinturas modernistas de Di Cavalcanti e Djanira, manifestações folclóricas nas quais a música possui caráter essencial, como nas fotografias de Bárbara Wagner inspiradas no maracatu, rituais religiosos afro-brasileiros tal qual em Pierre Verger e no candomblé, e associações diretas com gêneros musicais, como nos retratos de Daniela Dacorso em bailes funk, na influência do samba nos “Parangolés” de Hélio Oiticica e nas fotografias de Carlos Vergara no desfile do Cacique de Ramos, ou em ícones do porte de Tom Jobim (Cabelo e Márcia X) e Beethoven (Waltercio Caldas). Trabalhos realizados durante a ditadura militar no Brasil, como os de Cláudio Tozzi e Waltercio Caldas, gritam contra a situação opressiva que se instalava naquele momento no país e, infelizmente, soam mais atuais do que nunca”. Ele complementa dizendo que “há ainda um destaque especial para as chamadas partituras gráficas, trabalhos com origem no contexto da música e apreciados por artistas visuais em função de sua característica libertária que vai além da notação musical convencional. Paulo Garcez, Carlos Scliar, Chiara Banfi e, de certa forma, José Damasceno possuem trabalhos nesse contexto”.

Está programa para os domingos de janeiro de 2020 uma série de ações performáticas quebuscam se relacionar com procedimentos da música experimental, da arte sonora e de outras linguagens, como as artes visuais, a dança e performance. Essa programação complementar reafirma a ideia da ocupação do espaço público como ato estético e político, questão presente nos encontros realizados por Frederico Morais no início dos anos 1970, quando a área externa do MAM e o Aterro do Flamengo foram incorporados como extensão natural do Museu.

“É notório pensar hoje em dia que 4'33” não é simplesmente uma ‘peça silenciosa’, mas, sim, uma obra cujo objetivo é a escuta do mundo. Em outras palavras, o trabalho mais famoso de John Cage, ao emoldurar sons ambientes e não intencionais, nosrevela através de uma escuta profunda que a música está em todos os lugares; que todos os sons são música”, observa Chico Dub.

“Partindo de Cage, os sons que ecoam pelo MAM são música. Uma canção enigmática formada por todos os sons ao redor combinados, dentre outros, com batidas do coração, berimbaus high tech, gadgets eletrônicos, sons artificiais, bandas fora de ritmo, orquestras tocando músicas diferentes ao mesmo tempo, o som da chuva e uma ordem em italiano para se fazer um café”.

Publicado por Patricia Canetti às 12:16 PM


Le Salon des Refusés da Luz 2019 na Casa da Luz, São Paulo

Celebração foi a primeira intenção ao convidarmos os artistas a participar de uma exposição “guerrilha”, onde cada um recebeu como restrição: o tamanho da obra - até 50 cm X 50 cm.

Num momento em que restrição pode soar de mau tom, no nosso caso, teve somente o objetivo de acomodar o maior número de obras, de pensamentos, de expressões possíveis, e celebrar a amizade, a união e a diversidade da nossa sociedade, ideais estes prezados pela iniciativa independente da Casa da Luz de promover a cultura livre e plural.

O Salon des Refusés foi uma série de exposições dos artistas, que se reuniram em revolta, ao serem sistematicamente recusados no salão oficial do governo francês no século XIX, criando um forte concorrente à arte oficial, servindo de berço para a arte moderna e aos movimentos de arte independentes, considerados, mais tarde, como degenerados pelo regime nazista... Alguma semelhança?

Artistas convidados

Adriana Coppio, Adriel Martins Visoto, Ale Loch, Amaury Santos, Anna Costa e Silva, Ana Mazzei, André Niemeyer, André Luis Scient, André Luiz S. Souza, Anna Costa e Silva, Arthur Scovino, Aslan Cabral, Brisa Noronha, Bruno Mendonça, Bruno Novais, Camila Alvite, Carla Chaim, Carlos Emilio, Carolina Cordeiro, Cassio Leitão, CK Martinelli, Dan Coopey, Deco Adjaman, Douglas de Souza, Dudu Tsuda, Elisabete Sousa, Emídio Contente, Fabiana Preti, Felipe Abdala, Fernanda Costa, Fernando Davis, FKawallis, Gabriel Pessoto, Gabriel Nehemy, Guilherme Gafi, Gustavo Aragoni, Gustavo Junqueira, Heway Verçosa, Isis Gasparini, João di Souza, José Damasceno, JP Accacio, Karola Braga, Leandra Espirito Santo, Leandro Eiki, Leandro Muniz, Lele Pereira, Lígia Aguiar, Lourival Cuquinha, Lucas Abelama, Lucas Lander, Luis 83, Luiz Queiroz, Malka Borenstein, Maneco Magnesio, Mano Penalva, Marcia Ribeiro, Maria Livman, Maya Weishof, Orion Lalli, Paula Scavazzini, Pedro Ursini, Rafael Assef, Renato Dib, Ricardo Castro, Rodrigo Kupfer, Rose Klabin, Shaffer, Thany Sanchez, Tomaz Klotzel, Valdirley Dias Nunes, Veridiana Leite, Yuri Godoy

Publicado por Patricia Canetti às 11:54 AM


Galeria Oto Reifschneider ocupa a Galeria Casa no CasaPark, Brasília

A Galeria Oto Reifschneider traz para a Galeria Casa uma exposição que apresenta a história da gravura brasileira através das obras de 25 gravadoras que produzem desde os anos 1950 com uma seção dedicada às artistas de Brasília

No próximo dia 5 de dezembro, quinta-feira, às 17h, a Galeria Oto Reifschneider faz a Ocupação 10 da Galeria Casa com a mostra Gravura Brasileira: 25 artistas que traz obras de gravadoras que ajudaram a construir a história da arte no Brasil a partir dos anos 1950, período em que o Brasil começou a mostrar ao mundo sua pujante produção artística. A exposição fica em cartaz na até o dia 29 de dezembro, com entrada gratuita e livre para todos os públicos. Visitação, de terça a sábado, das 14h às 22h, e domingo, das 14h às 20h.

Para a mostra que abre na Galeria Casa, o galerista e historiador Oto Reifschneider apresenta 50 obras de 25 gravadoras brasileiras. O público poderá conhecer as gravuras de Alicia Rossi, Anna Letycia, Betty Bettiol, Cristina Carvalheira, Dineia Dutra, Djanira, Edith Behring, Fayga Ostrower, Hannah Brandt, Helena Lopes, Isabel Pons, Leda Watson, Maria Bonomi, Maria Leontina, Marilia Rodrigues, Regina Silveira, Renina Katz, Ruth Bess, Sandra Santos, Thereza Miranda, Tomie Ohtake, Vera Bocayuva Mindlin, Vera Chaves Barcellos, Vitória Barreiros e Zoravia Bettiol.

“Foi pela gravura que a arte brasileira ganhou o mundo, nas bienais internacionais e salões de arte moderna.nossa arte pode ser não apenas apreciada, mas criticamente reconhecida”, afirma Oto. “Se alguns desses nomes são ainda hoje reverenciados, como os de Fayga Ostrower, Maria Bonomi e Renina Katz, outros igualmente importantes, como o de Isabel Pons, que tiveram na gravura sua arte maior, ficaram na história – e merecem um resgate”, ressalta o galerista.

São representantes das mais diversas correntes e períodos artísticos, de técnicas tradicionais e inovadoras. São litografias, gravuras em metal, serigrafias e xilogravuras, integradas a técnicas de relevo, fotografia e até computacionais, inovadoras a seu tempo. São abstrações e figurações, peças contemplativas e questionadoras – questões de cores, de linhas, de formas, estéticas e sociais.

A mostra apresenta um capítulo especial é o da gravura brasiliense, desenvolvida ao longo das décadas não apenas no núcleo da Universidade de Brasília, mas em ateliês independentes, responsáveis por gerações de amantes da gravura e de gravadores amadores. Suas principais representantes são Leda Watson, Betty Bettiol, Helena Lopes e Cristina Carvalheira, que formaram e enriquecem a tradição artística da cidade com suas atuações múltiplas pela arte.

Sobre as gravadoras

Alicia Rossi (1928), natural de Buenos Aires, cursou a Academia de Belas Artes de sua cidade natal. Ao se mudar para o Brasil, estudou gravura em metal com Evandro Carlos Jardim. Atuou em pintura, gravura e ilustração. Participou de dezenas de exposições, especialmente na capital paulista, entre elas diversos Salões de Arte Moderna, Panoramas de Arte Contemporânea e Bienais. Suas obras podem ser encontradas em importantes acervos públicos, como os do MAM-SP e da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Anna Letycia (1929-2018) se destaca por suas gravuras em metal, que têm como característica marcante a forma de caracol, além da geometrização e utilização de cores fortes e poucos traços. Anna Letycia estudou com grandes nomes da gravura brasileira, como Oswaldo Goeldi (1895-1961), Darel Valença Lins (1924-2017), Iberê Camargo (1914-1994), Edith Bering (1916-1996) entre outros. Leciona no MAM do Rio de Janeiro, na Pontifícia Universidade Católica de Santiago, no Chile, e em Niterói, onde instala a Oficina de Gravura no Museu do Ingá. Participou de mais de 150 exposições, entre individuais e coletivas, nacionais e internacionais. A artista tem obras em inúmeras coleções e museus, tendo sido premiada e consagrada com participações em bienais como as de Tóquio, Paris, México, São Paulo, Veneza e Liubliana.

Betty Bettiol (1941), natural de São Paulo, pintora e gravadora, reside em Brasília desde 1962. Foi aluna de gravura em metal de Lêda Watson. As obras da artista são caracterizadas pela presença de formas geométricas, cores densas e repetições que dão ritmo às composições. A artista foi pioneira no uso de computadores para a elaboração de gravuras em metal e integra o primeiro grupo de artistas a se formar na cidade. Além de artista, Betty desenvolveu ao longo dos anos com o marido uma das principais coleções de arte da capital.

Cristina Carvalheira (1948), artista gravadora e professora, é natural de Recife-PE. Cursou a Escola de Belas Artes de Pernambuco, se formando como arte-educadora pela UnB. Antes de retornar ao Brasil, em 1979, morou não apenas na França, mas também em Moçambique. Em Brasília se formou como arte-educadora pela UnB, participou do Clube de Gravura de Brasília e teve como mestres a gravadora Marilia Rodrigues e o pintor, escultor e gravador, Milan Dusek. Participou de mais de cinquenta exposições no Brasil e no exterior, com individuais em Brasília, João Pessoa, Recife, Paris e Montpellier. Suas obras são caracterizadas pela relação da natureza com o humano.

Dinéia Dutra (1954-1988) era uma das grandes promessas da gravura de sua geração. Trabalhou com Cléber Gouvea e DJ Oliveira, dois destaques da arte goiana, tendo participado de mais de 20 exposições, recebido prêmios e editado dezenas de gravuras que retratam o cotidiano de forma poética e melancólica.

Djanira da Motta e Silva (1914-1979) nasceu em São Paulo, mas passou sua infância na lavoura em Santa Catarina, vivência essa que marcou sua preferência por temáticas populares. Em 1939, muda-se para o Rio de Janeiro, onde convive com artistas como Milton Dacosta (1915 – 1988), Carlos Scliar (1920 -2001) e Emeric Marcier (1916 – 1990). Realizou exposições na Royal Academy of Arts [Londres], na New School for Social Research [Nova York], no Museu Nacional de Arte Moderna[Paris], entre tantos outros.

Nascida no Rio de Janeiro, Edith Bering (1916-1996) foi gravadora, pintora, desenhista e professora. Começou estudando desenho com Candido Portinari (1903-1962) e, anos mais tarde, toma interesse pela gravura, aprendendo xilogravura com Axl Leskoschek (1889-1975) e gravura em metal com Carlos Oswald (1882-1971) em sua cidade natal, e com Johnny Fiedlaender (1912-1992) em Paris. Realiza exposições internacionais e participa da Bienal de São Paulo por 10 anos. Suas obras são marcadas pelo abstracionismo, mas com certo movimento, produzindo principalmente em água-tinta e água-forte.

Fayga Ostrower (1920-2001) foi gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, ceramista escritora, teórica da arte e professora. Nascida na Polônia, mudou-se aos 14 anos para o Brasil com sua família. Formou-se em Artes Gráficas na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e foi aluna de renomados artistas como Carlos Oswald (1882-1971) e Axl Leskoscheck (1889-1975). Lecionou no Museu de Artes Modernas do Rio de Janeiro (MAM) e em universidades do exterior. Realizou diversas exposições no Brasil, Estados Unidos e Europa, além de receber vários prêmios em bienais nacionais e internacionais por suas gravuras de traço delicado e sintético.

Hannah Brandt (1923) nasceu na Alemanha e se mudou para São Paulo em 1935. Na década de 1950, começa os estudos artísticos e, anos mais tarde, tem aulas de gravura com Lívio Abramo e Maria Bonomi. Funda o Núcleo de Gravadores de são Paulo (Nugrasp) e realiza várias exposições no Brasil e no exterior, obtendo, entre outros, o Prêmio Itamaraty na 12ª. Bienal Internacional de São Paulo. Representa em suas obras desde temas de cunho social a abstrações, do universo espiritual a paisagens de cores ricas.

Helena Lopes (1941) é uma das mais atuantes artistas de Brasília, trabalhando com gravura, pintura e técnicas mistas. Foi responsável pela criação do Ateliê de gravura do Instituto de Artes da Universidade de Brasília junto com a Professora Stella Maris, que resultou no Núcleo de Gravura do Instituto de Artes. Ganhou uma bolsa do CNPq para o desenvolvimento do projeto “Cerrado: fonte geradora de imagens em gravura em metal”. Participou de diversas exposições nacionais e internacionais. Suas obras podem ser encontradas em coleções nacionais e internacionais, como a Casa da Cultura da América Latina (Brasília, Brasil) e a Essex Collection of Art from Latin America (Essex, Ingraterra).

Mestre na gravura em metal, Isabel Pons (1912-2002) teve seu interesse despertado por essa técnica ao frequentar a oficina ministrada por Friedlaender no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1959. Pela Bienal de São Paulo, recebeu o prêmio de melhor gravadora em 1961 e foi homenageada com uma sala especial em 1963. Foi também premiada pelas bienais de Veneza, do México e Cracóvia. Foi, entre outras coisas, responsável pelo cenário e figurinos do filme Orfeu Negro, ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1956. Suas obras compõem acervos particulares e museus nacionais e estrangeiros, como o MoMA (Nova Iorque), Museu de Arte Moderna (Praga), Museu de Belas Artes (Bilbao), Museu Albertina (Viena) e o Royal College of Art (Londres).

Leda Watson (1933) frequentou a Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, a École Nationale de Beaux Arts – Sorbonne, Paris e a Universidade de Brasília. Estudou gravura com Friedlaender em Paris e se especializou em gravura em metal na Escolinha de Arte do Brasil. São mais de 50 anos dedicados à gravura e 30 anos ao ensino. Participou de inúmeras exposições, no Brasil e no exterior, entre elas a Bienal de São Paulo. Atuou na criação do Museu de Arte de Brasília (MAB), inaugurado em 1985, e foi coordenadora de museus da Secretaria de Cultura do Distrito Federal. Suas gravuras são marcadas pelas formas orgânicas e cores terrosas.

Gravadora, pintora, escultora, muralista, professora, cenógrafa e figurinista, nascida na Itália, Maria Bonomi (1935) se fixa em São Paulo em 1944. Passa, então, a ter aulas de pintura com Yolanda Mohalyi e Karl Plattner. Com Lívio Abramo, estuda gravura na década de 50 – com ele fundaria também em 1960 o Estúdio Gravura. Em 1956 estuda design em Nova York, na Universidade Columbia. Ao voltar para o Brasil, volta a estudar gravura com Johny Friedlaender no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ). Participou de diversas exposições individuais e coletivas nacionais e internacionais, ganhando importantes premiações em bienais internacionais. Bonomi é uma das mais atuantes, premiadas e reconhecidas artistas brasileiras.

Maria Leontina (1917-1984) foi pintora, desenhista e gravadora, tendo frequentado o estúdio de Bruno Giorgi (1905-1993) e estudado com Waldemar da Costa (1904-1982), que exerce influência na sua aproximação com o Modernismo. Maria Leontina frequentou também, o ateliê do artista Johnny Friedlaender (1912-1992), junto com seu marido e também artista, Milton DaCosta (1915-1988). Participou da exposição 19 pintores, realizou painéis em importantes edifícios na cidade de São Paulo, recebeu o prêmio nacional da Fundação Guggenheim em Nova York e o prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA).

Marília Rodrigues (1937-2009), natural de Belo Horizonte, estudou na Escola de Belas Artes de Minas Gerais, época em que o aprendizado de desenho com Haroldo Matos foi marcante para a artista. Foi bolsista no curso de gravura do Museu de Arte Moderna (MAM) no Rio de Janeiro, onde passou a ter aulas com Edith Behring, Rossini Perez e Anna Letycia. Também foi aceita no grupo para aprender xilogravura com Osvaldo Goeldi. Lecionou gravura em metal na Escolinha de Arte do Brasil, Sesc Tijuca, no Rio de Janeiro, na Escola Guignard, em Belo Horizonte e na Universidade de Brasília (UnB). Suas obras podem ser encontradas nas coleções do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP) e Museu de Arte de Belo Horizonte.

Regina Silveira (1939) inicia seus estudos na Escola de Artes da Universidade do Rio Grande do Sul. Na década de 60, estuda pintura, xilogravura e litografia com Iberê Camargo, Francisco Stockinger e Marcelo Grassmann. A convite de Walter Zanini, leciona na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), onde coordenou o setor de gravura até 1985. Lecionou em faculdades no Brasil e no exterior, incluindo na Escola de Comunicações de Artes da USP (ECA/USP). Participou de exposições nacionais e internacionais, como na Bienal de São Paulo (1981, 1983 e 1998), Bienal do Mercosul (2001 e 2011), Setouchi Triennale, no Japão (2016). Tem importante atuação como artista multimídia, lidando com vídeo-arte, arte postal, realidade virtual, instalações e arte pública. Recebeu o Prêmio Fundação Bunge em 2009, Prêmio APCA em 2011 e Prêmio MASP em 2013.

Uma das mais atuantes e reconhecidas gravadoras brasileira, Renina Katz (1925) formou-se pela Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, mas cedo se transferiu para São Paulo, onde continuou seus estudos, tornando-se também professora da USP. Premiada pelo Salão Nacional de Belas Artes [1951], pelo Salão Paulista de Arte Moderna [1955, 1959] e pelo Panorama de Arte Atual Brasileira [1984], suas obras mereceram mais de 50 exposições individuais no país e no exterior, assim como a participação em centenas de exposições coletivas, incluindo a participação em bienais de São Paulo e Veneza, assim como importantes coletivas em mais de quinze países. Sua obra, de início figurativa, com preocupações sociais, foi se tornando abstrata, mesmo que mantendo algum lastro em paisagens e topografias.

Ruth Bessoudo Courvoisier, Ruth Bess (1914-2015), com uma formação múltipla na conturbada Europa do entreguerras, veio para o Brasil em 1964. Frequentou o ateliê de gravura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), onde foi aluna de Roberto de Lamonica e Anna Letycia. Gravadora e desenhista, sua formação artística anterior se deu na Academia de Belas Artes de Hamburgo, Academia de Artes Artesanais de Copenhagem e Escola Paul Colin, em Paris. Desenvolveu em técnicas diferentes, como de água-forte, água tinta e relevo a temática de animais da fauna brasileira, como o tapires, tatus e bichos-preguiças. Suas gravuras são encontradas em acervos de instituições internacionais, como no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA).

Sandra Santos (1944), natural de Recife, foi aluna de Isa Aderne e Orlando Silva. Viveu durante 10 anos no exterior, e ao voltar para o Brasil se fixou no Rio de Janeiro. Ganhou destaque pelas suas obras em xilogravura, influenciadas pela gravura nordestina. Trabalhou também com outras técnicas, como serigrafia, gravura em metal, desenho e fotografia - lecionou por 4 anos no MAM-RJ. Suas obras foram utilizadas para capas de LP’s, como o “Rosa de Ouro” e “Choros do Brasil”.

Thereza Miranda (1928) é gravadora, pintora, desenhista e professora. Nasceu no Rio de Janeiro e começou a estudar pintura em 1947, no estúdio de Carlos Chabelland (1884-1950). Na década de 1960, Thereza Miranda inicia-se na gravura em metal no Ateliê de Gravura do Museu de Arte Moderna do Rio. É precursora da fotogravura no Brasil, técnica em que utiliza a fotografia como base da gravura. Representa em suas obras cidades, portas, fachadas da arquitetura brasileira. Participou de diversas bienais no exterior, lecionou aulas de gravura e ilustração na PUC e no MAM do Rio.

Nascida em Tóquio, Tomie Ohtake (1913-2015) chega ao Brasil em 1936 e, ao se encontrar nas artes, integra um dos mais importantes grupos de artistas nipo-brasileiros, junto com Kazuo Wakabayashi, Fukushima e Manabu Mabe. Gravadora, pintora e escultora, a artista só começou a produzir aos 40 anos, influenciada pelo artista japonês Keiya Sugano. Integrou o grupo Seibi, com um breve passagem pela arte figurativa, passando logo para o abstracionismo. Na década de 1970, passa a trabalhar com gravuras em metal, serigrafia e litogravura – incursão que renovou sua obra e foi aclamada criticamente.

Pintora e gravadora nascida no Rio de Janeiro em 1920, Vera Bocayuva Mindlin (1920-1985) tem como mentores, na pintura, Alberto da Veiga Guignard, Pedro Correia de Araújo, Fernand Léger e André Lhote, e, na gravura, Oswaldo Goeldi e Iberê Camargo. Trabalhou principalmente com gravura em metal e litografia, passando pelo figurativismo e abstracionismo. Lançou um álbum de gravuras acompanhado por um poema de João Cabral de Melo Neto. Suas obras fazem parte de importantes acervos, como os do Museum of Modern Art (MoMA-NY) e do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ).

Vera Chaves Barcellos (1938) é gravadora, artista multimídia e professora. Nascida em Porto Alegre-RS, Vera dedicou-se à gravura após sua primeira viagem à Europa, onde frequentou a Central School of Arts and Crafts e a St. Martin's School, ambas em Londres; a Academie van Beeldende Kunsten, em Roterdã, Holanda; e a Académie de la Grande Chaumière, em Paris. Em 1975, volta seu aprendizado à fotografia e técnicas gráficas. Participou de inúmeras exposições no Brasil e no exterior. Atua na cena cultural de Porto Alegre com o Nervo Óptico (176-1978), Espaço N.O (1979- 1982), com a Galeria Obra Aberta (1999-2002) e, desde 2003 com a Fundação Vera Chaves Barcellos, que estimula a pesquisa no campo das Artes.

Vitória Barreiros (1997) é natural de Brasília, bacharel em Artes Visuais na Universidade de Brasília, se dedica ao estudo da cartografia e paisagem por meio de catalogação, observação, coleta e registro. Trabalha com pintura, desenho, instalação e gravura. Durante a graduação se dedicou especialmente ao ateliê de gravura em metal. Participou da residência artística Epecuen na Argentina. Suas obras são o registro de uma cartografia cotidiana do efêmero, a natureza no espaço urbano.

Zoravia Bettiol (1935) frequentou a Escola de Belas Artes de Porto Alegre e teve aulas de desenho e gravura no ateliê de Vasco Prado, com quem foi casada e manteve um ateliê-exposição. Em 1968 estagiou no ateliê de tapeçaria de Maria Laskiewicz, em Varsóvia. No mesmo ano participou II Bienal de Gravura de Crocávia e da III Bienal Americana de Gravura de Santiago do Chile. Participou da IV Bienal Internacional de Tapeçaria de Lausanne em 1969, mesmo ano em que produziu uma exposição individual dos seus trabalhos de tapeçaria em seu próprio ateliê. Ao longo de sua carreira, produziu além de tapeçaria e gravuras, desenhos, murais, joias, instalações e performance. Hoje, o Instituto Zoravia Bettiol, em Porto Alegre, tem como missão preservar e difundir o acervo documental e artístico da artista, além de apoiar manifestações de arte contemporânea.

Sobre a Galeria Oto Reifschneider

Oto Reifschneider é pesquisador, colecionador, curador e marchand - especializado em formação de coleções. Participou de exposições e projetos nacionais e internacionais. Tem artigos publicados pela USP, Academia Brasileira de Letras e Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, entre outros. Idealizou projetos como “Milan Dusek: obra gravada” e "Index DF", ambos disponíveis para consulta on-line. Fez a curadoria e produção de exposições em Brasília [Caixa Cultural, Museu da República, Universidade de Brasília] e em Doha/Qatar [Katara]. As mais recentes foram mostras individuais de Sergio Rizo, em 2018, e de Luis Matuto e Fernando Lopes, em 2019. Dedica-se a gravuras, artes gráficas e obras raras - tema de seu doutorado - há mais de quinze anos. Nesse período, foi formado um amplo acervo de arte moderna e contemporânea na galeria, que representa também artistas nacionais e internacionais, consagrados e novos talentos. A Galeria Oto Reifschneider fica na SCLN 302 Bloco E Loja 41, Asa Norte, Brasília-DF.

Publicado por Patricia Canetti às 11:37 AM


Fundação Athos Bulcão lança Calendário Ilustrado que celebra os 60 anos de Brasília

A Fundação lança o Calendário Ilustrado Athos Bulcão 2020. Neste dia, todos terão direito a 1 exemplar gratuito. Quem desejar levar mais exemplares para presentear amigos e familiares, poderá adquiri-los pelo valor unitário de R$ 30,00.

7 de dezembro de 2019, sábado, a partir das 10h

Fundação Athos Bulcão
CLS 404 Bloco D loja 01, Brasília, DF
61-3322-7801

Nesta edição, a Fundação selecionou obras que Athos desenhou para edifícios de Brasília do final da década de 1950 e começo da década de 1960, no momento de criação da nova capital e da mudança do artista para a cidade. “Essa é, para nós, uma maneira de comemorar os 60 anos de Brasília, oferecendo ao público mais algumas das grandes criações de Athos Bulcão que embelezam essa cidade, patrimônio cultural da humanidade,” destaca Valéria Cabral, secretária executiva da Fundação Athos Bulcão.

Para a capa, a pintura mural do Brasília Palace Hotel, de 1958, foi a imagem escolhida, por meio da votação no Instagram. Para cada um dos meses, foram selecionadas fotos de obras como o painel de azulejos da Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, o painel de azulejos da Torre de TV e o relevo da fachada do Teatro Nacional, imagens fortemente relacionadas ao imaginário da capital modernista.

O Calendário está sendo produzido graças ao apoio de admiradores de todo o Brasil, por meio de financiamento coletivo. As contribuições para a campanha podem ser feitas na plataforma Catarse até o dia 3 de dezembro. Até o momento, mais de 500 pessoas, de 20 estados, já contribuíram com a realização do Calendário e 66% da meta já foi alcançada. Ainda dá tempo de colaborar e garantir exemplares da publicação. A partir do dia 9 de dezembro, o Calendário será vendido pelo valor unitário de R$30,00.

A loja estará aberta até 19h com as melhores opções de presentes para quem ama Brasília e é apaixonado pela obra de nosso artista. Entre as opções de produtos, nossas molduras com azulejos estarão com 10% de desconto.

Sobre o artista

Athos Bulcão é um artista múltiplo. Nascido no Rio de Janeiro, mudou-se para Brasília em 1958, para colaborar na construção da cidade, onde permaneceu até sua morte em 2008. Na capital do país, torna-se um dos principais artistas a desenvolver uma obra integrada à arquitetura. Em Brasília, seus trabalhos podem ser apreciados nos painéis e relevos para os edifícios do Congresso Nacional, Teatro Nacional Claudio Santoro, Palácio do Itamaraty, Palácio do Jaburu, Memorial JK, Capela do Palácio da Alvorada, Hospital Sarah Kubitschek e outros.

Em 1971, trabalha com Oscar Niemeyer em projetos na França, Itália e Argélia. Sua arte vai da pintura em tela, da qual nunca abriu mão, às fotomontagens, da gravura aos desenhos, máscaras, objetos, cenários e figurinos para teatro e ópera e artes gráficas. Em seus painéis em azulejo destacam-se a modulação e o grafismo habilmente criados com base nas formas geométricas.

Sobre a Fundação Athos Bulcão

A Fundação Athos Bulcão é uma instituição sem fins lucrativos, de direito privado e de utilidade pública distrital, que conserva, pesquisa, comunica, documenta, investiga e expõe o acervo de Athos Bulcão para fins de estudo, apreciação e educação. Investir e preservar o patrimônio cultural é trabalho permanente da instituição, que desenvolve projetos e ações que utilizam os bens culturais deixados por Athos Bulcão como recursos educacionais, turísticos e de entretenimento, estimulando em seu público uma percepção crítica da realidade, valorização da arte brasileira e de seu patrimônio. Possui um acervo de obras, estudos e projetos do artista, que exibe em exposições em sua galeria.

Publicado por Patricia Canetti às 11:22 AM