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Como atiçar a brasa

 


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julho 17, 2009

Três vezes performance por Paula Alzugaray, Istoé

Matéria de Paula Alzugaray originalmente publicada na revista Istoé, em 26 de junho de 2009.

Mostra reúne Laura Lima, Pilar Albarracín e Regina José Galindo, três artistas que tem o corpo como forma de expressão

Corpos estranhos/ Memorial da América Latina, SP/ até 26/7/
MAC USP/ de 6/8 a 4/10

Poucas palavras têm tanto uso e aplicação quanto performance. Se na língua portuguesa, performance é o índice que avalia o desempenho – de um atleta, um profissional, uma máquina, um instrumento, um ator; o termo também consta do glossário da história da arte desde a década de 1960, referindo-se a manifestações que têm o corpo como principal forma de expressão. De lá para cá, a performance já se desdobrou em “categorias” como o happening, a aktion, o ritual, a destruction art, o acionismo, a body art, a street art, o skate art, etc etc. Com curadoria de Claudia Fazzolari, a mostra “Corpos estranhos”, em cartaz em São Paulo até outubro, reúne três artistas com diferentes utilizações do termo.

A vulnerabilidade do corpo e a crítica social são os fatores que aproximam os trabalhos da guatemalteca Regina José Galindo, da espanhola Pilar Alabarracín e da brasileira Laura Lima. Regina Galindo testa os limites do corpo como forma de denúncia social: a instalação sonora “(279) Golpes” emite o som de açoites que a artista empreendeu contra o próprio corpo; um para cada mulher assassinada num período de 6 meses, na Guatemala. No vídeo “Reconocimiento de un cuerpo”, a artista permanece nua e anestesiada sob um lençol, à mercê dos visitantes da exposição. Com a performance, faz uma menção aos desaparecidos nas ditaduras militares na América Latina.

Se Regina Galindo é a protagonista de seu trabalho, Laura Lima precisa do envolvimento do público para que sua obra se realize plenamente. A artista desenvolve esculturas “vestíveis” pelo público, mas, dessa vez, seu trabalho “Nômades” é uma belíssima coleção de máscaras penduradas na parede, que funcionam mais como pinturas do que como roupas. Mesmo que não fique evidente à primeira vista, a tortura e a história política da America Latina também são subjacentes às máscaras de Laura Lima, na medida em que elas apresentam formatos estranhos e ameaçadores, que desafiam o corpo.

Os clichês sobre a mulher espanhola, a mulher latina e a mulher árabe são o objeto da crítica de Pilar Albarracín. “Não trabalho com a dor corporal, mas com uma dor psíquica, os problemas relacionados com a imigração ilegal e as dificuldade de exportação de uma cultura a outro contexto. Me interessa, por exemplo, a forma como a cultura árabe é exportada para a Europa”, diz ela. Estereótipos hibéricos como a dança flamenca e o presunto Pata Negra estão entre seus ícones favoritos.

Saiba mais

Muito além da dança

O evento VERBO, na galeria Vermelho, em São Paulo, já é lugar cativo para os amantes e praticantes da performance, esse gênero artístico que aproxima as artes plásticas, dramáticas, musicais e audiovisuais. A 5ª edição, que acontece entre 6 e 10 de julho, reúne 50 artistas brasileiros e internacionais e promove o lançamento de duas publicações – o livro de artista “O Performer”, de Fabio Morais, e a revista “Marte #3” –; além de dois DVDs com compilações de performances de Mauricio Ianês e marco Paulo Rolla.

Roteiro

Ligue os pontos e descubra a figura

Objeto imaginado/ Centro Cultural São Paulo, SP/ até 16/8

Ver a exposição “Objeto imaginado” é como procurar carneiros no céu. Ou como jogar o jogo do “Ligue os pontos e descubra a figura”. Tome, por exemplo, as duas esculturas de Laura Husak Andreato: uma, no chão, reproduz um beiral da fachada de uma casa, com uma luminária acesa; a outra representa um degrau, feito em lajota de cerâmica. Entre os dois objetos, o vazio. Ou melhor, uma casa imaginária, talvez com grades ou cortinas na janela, talvez com a porta entreaberta. Ao lado da possível casa de Laura Andreato, outras obras apresentam espaços em branco. “Em muitas das obras aqui apresentadas, a noção de vazio aparece como a principal razão de ser do objeto”, afirma o curador Paulo Monteiro.

A exposição faz um recorrido pelas produções da década de 1970 até 2000, presentes na Coleção de Arte da Cidade de São Paulo, mas está longe de produzir um panorama da arte contemporânea brasileira.

Felizmente, o curador optou por ser excludente em vez de abrangente e, com apenas 27 obras, traça uma história bem contada dos acontecimentos artísticos dos últimos 30 anos. Em um acervo de 2.800 obras em diversas técnicas e seis coleções de arte postal com 3.500 peças, Monteiro primou pela economia e elegeu a imaterialidade como questão fundamental para a compreensão da arte contemporânea.

A mostra parte das idéias da “morte da pintura”, que ganharam força nos anos 1960 e incentivaram produções arrojadas como a performance (uma ausência lastimável na coleção e na curadoria) ou a arte postal. Entre os pioneiros da arte imaterial, há presenças notáveis, como a serigrafia “The desert”, de Antonio Dias (foto), ou os “Jornais clandestinos” (1975), em que Antônio Manuel inventa noticias chamadas jornalísticas de primeira página, como “Pintor mostra pós-arte”. O “objeto imaginado” aqui é a história do pintor que não pinta mais e entra nu no museu de arte moderna para “mostrar a coisa viva”. Entre os contemporâneos, os “objetos imaginados” da fotografia da série “Fazendo estrelas”, de Albano Afonso, são os céus estrelados das telas de Van Gogh, apenas sugeridas pela fotografia.

Posted by Ana Maria Maia at 7:29 PM