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julho 21, 2011

Artistas tecnológicos evocam McLuhan por Silas Martí, Folha de S. Paulo

Artistas tecnológicos evocam McLuhan

Matéria de Silas Martí originalmente publicada na Ilustrada da Folha de S. Paulo em 21 de julho de 2011.

Criadores levam às suas obras noções exploradas pelo canadense, como a de máquinas como extensão do corpo

Três exposições em cartaz em São Paulo reúnem trabalhos que se apoiam na convergência de meios

Nas mãos de artistas das chamadas novas mídias, em três mostras agora em cartaz, o conceito popular de Marshall McLuhan, de que o meio é a mensagem, ganhou desdobramentos literais. São muitos meios, acionados ao mesmo tempo, para dar cabo de uma realidade híbrida, hiperconectada e ultraveloz.

"Tudo isso estava nas profecias dele", resume Marcos Cuzziol, curador de uma mostra de arte cibernética agora no Itaú Cultural. "As formas são empurradas no limite da velocidade e do seu potencial. A gente vive isso hoje."

Uma das obras de sua exposição, aliás, trabalha com mecanismos de leitura de imagens que codificam sons aleatórios e dependem desses mesmos sons para gerar novas versões de pulsos sonoros, numa cadeia de atos multiplicados, imprevisíveis.

"Seria difícil fazer esse tipo de obra sem antes ter o pensamento de McLuhan", analisa a artista Kátia Maciel. "Quando um trabalho de novas mídias é bom, consegue problematizar o seu meio."

No caso, obras desses artistas materializam conceitos que McLuhan aplicou à dinâmica da comunicação, como as noções de aldeia global, os aparatos tecnológicos como extensão do corpo e a ideia de hibridização dos meios.

Sinal de que estão em todos os lugares ao mesmo tempo, uma obra do americano Matt Roberts usa a vibração de ondas do Atlântico numa bacia d'água que está no File, na avenida Paulista, para criar desenhos com ondas.

"Quando líamos o McLuhan há 20 anos, não sabíamos ainda o que viria a ser a globalização", diz Ricardo Barreto, curador do File. No festival On_Off, que começa amanhã no Itaú Cultural, o coletivo britânico Light Surgeons deixa essa convergência de mídias muito clara, misturando poesia, projeções, música e performance.

"É uma ópera audiovisual", diz Roberto Cruz, curador do festival. "Esse é um trabalho de transmídia, sobreposição de mídias, um outro conceito de McLuhan."

Colaborou GABRIELA LONGMAN, de São Paulo.

RUMOS ARTE CIBERNÉTICA
QUANDO de ter. a sex., 9h às 20h; sáb. e dom., 11h às 20h; até 4/9
ONDE Itaú Cultural (av. Paulista, 149, tel. 0/xx/11/2168-1776)
QUANTO grátis

ON_OFF
QUANDO de 22/7 a 31/7, às 20h
ONDE Itaú Cultural

FILE
QUANDO seg., das 11h às 20h; de ter. a sáb., das 10h às 20h; dom., 10h às 19h; até 21/8
ONDE Centro Cultural Fiesp (av. Paulista, 1.313, tel. 0/xx/11/3146-7405)
QUANTO grátis

Posted by Gilberto Vieira at 1:06 PM | Comentários(1)
Comments

Evocar McLuhan? Acredito que muita gente deixou de fazer a lição de casa aqui. Afirmar que ele foi um pensador importante, ok... mas o pensamento mudou muito depois disso e artistas, críticos, teóricos já apresentaram novas formas de discutir o que está acontecendo agora. Alguns veículos não estão desaparecendo apenas por causa da falta de interesse de seus leitores, mas porque muitas editorias ainda insistem num modelo de comunicação que pertence ao passado. Assim como McLuhan.

Posted by: Inconformado at julho 29, 2011 3:12 PM
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