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julho 26, 2012
Carlos Vergara abre individual hoje à noite no Sesc-Senac Iracema, O Povo
Carlos Vergara abre individual hoje à noite no Sesc-Senac Iracema
Matéria originalmente publicada no Caderno Ilustrada da Folha de S. Paulo em 26 de julho de 2012
Parte do projeto ArteSesc, a mostra individual Carlos Vergara Viajante - Experiências de São Miguel das Missões será aberta hoje no Sesc-Senac Iracema. Nela, suas impressões durante viagem à cidade do sul do País
Reunindo trabalhos em monotipias em tecido e montagem de fotografias em acrílico, o artista plástico Carlos Vergara abre hoje (26), às 20 horas, no Sesc-Senac Iracema, a individual Viajante - Experiências de São Miguel das Missões.
A mostra, cujo lançamento nacional acontece na capital cearense, resulta de suas impressões na cidade do Sul do País, que no século XVIII foi palco das missões jesuítas de civilização aos índios guaranis.
Para além da exposição, o artista - cuja trajetória iniciou em meados da década de 1960 - será o centro de uma conversa no próximo sábado (28), às 9 horas, onde ele explicará os processos de criação das obras. Para se inscrever: culturasescfortaleza@gmail.com
julho 25, 2012
Em crise, museu Guggenheim estreita laços com Brasil e Ásia por Silas Martí, Folha de S. Paulo
Em crise, museu Guggenheim estreita laços com Brasil e Ásia
Matéria de Silas Martí originalmente publicada no Caderno Ilustrada da Folha de S. Paulo em 22 de julho de 2012
Depois de fechar sua sede em Berlim e adiar para 2017 a construção de um espaço monumental em Abu Dhabi, o Guggenheim está de olho nos países emergentes --com foco especial no Brasil.
Num movimento análogo ao de outros grandes museus, como a Tate, de Londres, o Reina Sofía, de Madri, e o Pompidou, de Paris, o Guggenheim agora pretende estabelecer uma rede de curadores associados em países de África, Ásia e América Latina para engordar seu acervo com obras dessas regiões.
"Somos um museu global, e isso implica estarmos conectados com essas partes do mundo", diz Richard Armstrong, diretor do Guggenheim, à Folha. "Respeitamos as instituições do Brasil e queremos estar informados para colecionar obras de artistas mais jovens do país."
Não é a primeira vez que o Guggenheim centra as atenções no Brasil. Em 2001, uma mostra dedicada ao país, "Brazil Body & Soul", levou obras de Aleijadinho, Portinari, Di Cavalcanti e de neoconcretos como Lygia Clark e Hélio Oiticica a Nova York.
Mas agora, a visão é outra. Edward Sullivan, curador daquela mostra, reconhece que esse tipo de recorte panorâmico está um tanto datado.
"Com o reconhecimento de artistas brasileiros no mercado global, o país avança num cenário não mais restrito aos latinos", afirma Sullivan. "A força do Brasil é um dos aspectos mais relevantes da cultura visual do Ocidente."
Talvez por isso, Armstrong chega a dizer hoje que considera museus do país, como a Pinacoteca do Estado, instituições parceiras no mapeamento da cultura contemporânea que quer realizar.
"Só porque eles não têm Kandinsky no acervo, não vamos dizer que não estejam à nossa altura", diz Armstrong. "Não queremos repetir modelos coloniais já usados no passado, buscamos agora um diálogo de igual para igual."
Nessa conversa, a intenção do Guggenheim é descartar grandes mostras panorâmicas, baseadas em recortes geográficos, para pinçar artistas pontuais que terão presença mais forte e aprofundada na coleção do museu.
"Não estamos interessados pelo que o MoMA está fazendo, ou o Museu de Belas Artes de Houston", diz Armstrong. "Vamos levar esse programa do jeito Guggenheim, que tem um olhar mais afiado em busca de menos artistas para trabalhar de forma mais precisa com cada um. Serão menos autores, só que com muito mais presença."
TEMPOS DIFÍCEIS
Abalado pela crise --o Deutsche Bank cortou o patrocínio para o braço alemão do Guggenheim-- e às voltas com o escândalo de denúncias de violações de direitos trabalhistas nas obras de sua sede em Abu Dhabi, o museu de Armstrong parece ver agora uma saída do buraco em laços com os emergentes.
Embora o patrocínio desse programa de expansão global seja da firma suíça UBS, a marca do museu estará presente em cenários onde o campo da arte contemporânea está em franca expansão.
Armstrong nega, no entanto, que esse interesse por mercados em desenvolvimento seja motivado pela crise econômica que abala os países mais ricos há quatro anos.
"Não vejo isso como um sinal da crise", diz Armstrong. "É o oposto disso, é um sinal de que estamos mais confiantes e curiosos, mostrando que o chamado mundo desenvolvido agora se permite olhar de outra maneira para muitas coisas. Isso é positivo."
Ele diz que a ideia é "aprender" com essas regiões. "Não vamos a lugar nenhum procurando riqueza", diz Armstrong. "Também podemos dar algo de nós nessa troca."
Mostras retomam abstratos geométricos por Silas Martí, Folha de S. Paulo
Mostras retomam abstratos geométricos
Matéria de Silas Martí originalmente publicada no Caderno Ilustrada da Folha de S. Paulo em 21 de julho de 2012
Quando a Pinacoteca do Estado abrir neste sábado (21) sua aguardada retrospectiva dedicada a Willys de Castro, artista morto aos 62 em 1988, terá começado um segundo momento de euforia em torno dos concretistas na cena global.
Nos últimos 20 anos, Hélio Oiticica, Lygia Clark e Lygia Pape têm magnetizado o interesse do mercado e de museus do mundo todo, que vêm exaltando a abstração geométrica forjada no Brasil.
Já consagrados no circuito, esses artistas agora dão lugar a outra leva de autores que trabalharam na mesma época, a virada dos anos 50 para os anos 60, e desenvolveram pesquisas análogas.
Willys de Castro, figura híbrida do construtivismo nacional, que flertou tanto com o grupo paulista liderado por Waldemar Cordeiro quanto com os cariocas galvanizados por Ferreira Gullar, é um dos primeiros relembrados.
"Ele era um homem muito meticuloso, rigoroso", descreve Regina Teixeira de Barros, curadora da mostra na Pinacoteca. "Com essa valorização do Willys e dessa geração, começamos uma discussão para separar o joio do trigo na obra dele, criar parâmetros de entendimento."
Também no sábado, a Caixa Cultural, no centro de São Paulo, abre uma exposição com obras de Hércules Barsotti, que morreu aos 96 há dois anos. Ele viveu com Castro, com quem fundou o Estúdio de Projetos Gráficos em 1954.
Será possível comparar a produção racional de Castro ao cromatismo potente de Barsotti. "Eles trabalharam juntos a vida toda, mas o Willys não tem essa investigação com a cor, é mais a percepção", diz Teixeira de Barros. "Já Barsotti se interessa pela relação entre as cores."
BIENAL
Em setembro, a Bienal de São Paulo vai resgatar a figura de Waldemar Cordeiro, artista morto aos 48 em 1973, que fundou o Ruptura -grupo que foi espécie de embrião do concretismo paulista, influenciando Castro e Barsotti num primeiro momento.
"Cordeiro talvez seja uma figura mais política", analisa Luis Pérez-Oramas, curador da Bienal. "A arte de Barsotti é um laboratório de formas; a obra de Castro é aberta ao espaço, em que a percepção ocorre entre os corpos."
Na definição de Pérez-Oramas, Cordeiro "interpela em termos quase antropológicos os acontecimentos culturais de seu momento histórico".
"Ele enxergava para onde ia a sociedade", diz Analívia Cordeiro, filha do artista. "Hoje há uma releitura do que se dizia nessa época, essas pessoas estão sendo revistas, o que elas faziam não era só um tipo de moda."
"poética dos ângulos" Enquanto a Bienal planeja construir uma réplica em tamanho real do parque infantil feito por Cordeiro no clube Esperia, em São Paulo, a Pinacoteca exibe um conjunto poderoso de obras de Castro.
Na mostra, está grande parte de sua série "Objetos Ativos" em que o artista anula o caráter bidimensional e figurativo da pintura ao cobrir sarrafos de madeira com tela, obrigando o espectador a caminhar em torno da peça para ver todos os ângulos.
"É um olhar que não dá conta da totalidade da pintura", diz Teixeira de Barros. "Neste sentido, ele se aproxima dos neoconcretos, porque é a experiência do público que faz a obra acontecer."
Nos anos 80, Castro depurou esses experimentos em formas mais simples, esculturas verticais de metal ou madeira, os "Pluriobjetos", que também trabalham com a lógica do deslocamento do público em torno das peças.
São obras que refletem uma "poética dos ângulos", nas palavras de Cláudia Lopes, curadora da mostra de Barsotti, na Caixa Cultural.
"Willys de Castro e Barsotti eram geômetras e têm uma obra voltada para a matemática", diz Lopes."Mas no caso do Barsotti, embora sejam figuras geométricas, aquilo tem vida, energia, uma emoção que transcende a forma."
Artes nas ruas, desafios para artistas por Carlos Guimarães Coelho, Correio de Uberlândia
Artes nas ruas, desafios para artistas
Matéria de Carlos Guimarães Coelho originalmente publicada no Transe Cultural do Correio de Uberlândia em 25 de julho de 2012
Quando vai para as ruas, a arte assume uma dimensão que talvez seja a dimensão mesma de seus berços, de origens manifestas no compartilhamento aberto a quem deseje apreciá-la. Em Uberlândia, até há poucos anos, era raridade observar no contexto urbano obras ou cenas que chamassem a atenção dos transeuntes.
Hoje, a cidade abriga alguns grupos de artes cênicas especialistas nessa modalidade e iniciativas tímidas de artes visuais, a maioria sob os viadutos. No fim de semana, o Grupontapé de Teatro expressou-se cenicamente na rua, para os vizinhos de sua sede, por meio do espetáculo “Balaio de mamulengos e cordéis”. Foi curioso ver a receptividade da vizinhança à montagem, de grande singeleza e criatividade. Na tarde de festa cênica, foi perceptível não somente a alegria dos moradores pelo presente, mas também como o artista sente-se livre no espaço ao ar livre, em contato bem mais direto com a plateia.
No mesmo caminho do Grupontapé, seguem os grupos Tamboril, Teatro No Mi, Faz de Conta e Coletivo Teatro da Margem, uma quantidade expressiva de trupes teatrais desejosas de dizer algo por meio do teatro de rua. Expressiva pelo fato de essa presença ser recente e também pelo compromisso que cada um destes grupos assume de realizar um teatro, território por si cheio de adversidades, em um formato ainda mais complicado, seja na montagem, no retorno financeiro ou nas dificuldades de utilização do espaço público.
À exceção do Grupontapé e do Faz de Conta, que se estabeleceram como sólidas empresas teatrais e recorrem a outras linguagens cênicas em seus repertórios, a sobrevivência e manutenção de tais grupos se dão de modo muito conturbado, geralmente por meio das leis de incentivo e dos chapéus que rodam após as apresentações e quase sempre rendem valores bastante distantes do custo real de cada apresentação.
Quem vai para as ruas é por que aposta de fato no seu ofício. No caso das artes visuais, mais raras fora das galerias, imagino que os processos sejam diferentes, que existam verbas públicas para que elas se instalem e sejam pontos de apreciação estética, embelezando e humanizando a cidade. Ainda assim, fica sempre dependente da tal vontade política, neste caso que requer também sensibilidade artística, o que nem sempre acontece.
Soube de um episódio recente, envolvendo um artista visual da cidade que projetou, para uma rotatória, interessante conjunto de esculturas. Embora o projeto, em primeira instância, tenha sido aprovado, esbarrou em questões extremamente burocráticas, que hoje nem é possível dizer se ele vai adiante. Caso isso aconteça, perde a população a chance de ver emergir sobre a paisagem árida um processo criativo que traria novos paradigmas à paisagem.
julho 24, 2012
Arte digital é posta em xeque com abertura do Festival de Linguagem Eletrônica por Adriana Ferreira da Silva, Folha de S. Paulo
Arte digital é posta em xeque com abertura do Festival de Linguagem Eletrônica
Matéria de Adriana Ferreira da Silva originalmente publicada no Caderno Ilustrada da Folha de S. Paulo em 17 de julho de 2012
A partir de hoje, com a abertura do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, a avenida Paulista se torna um corredor das artes digitais, com obras construídas a partir de câmeras microscópicas, painéis de LED, computadores e outros suportes eletrônicos.
Enquanto, numa ponta da via elas ocupam o Centro Cultural Fiesp, que abriga uma efervescente edição do File (leia ao lado), na outra, o Instituto Itaú Cultural realiza a última edição de sua bienal de arte e tecnologia "Emoção Art.ficial 6.0".
O anúncio de que este seria o derradeiro ano da mostra, feito há um mês por Marcos Cuzziol, gerente do núcleo de inovações do Itaú, gerou críticas entre artistas e curadores. Principalmente porque, assim como o festival, "Emoção" é um sucesso.
Cada evento registra de 50 a 90 mil visitantes por edição --atraídos pela possibilidade de interagir com as obras, e não apenas contemplá-las.
"Criamos o 'Emoção' para entender este tipo de expressão artística, o que exigia um espaço dedicado a ela", explica Cuzziol. "Agora, queremos inserir essas obras num contexto mais amplo da arte contemporânea", diz ele.
Apesar de concordarem que as novas mídias devem ser integradas ao circuito, curadores e artistas ouvidos pela Folha consideram a perda crucial para uma área que é expressão da contemporaneidade, mas que não está presente em galerias, museus, feiras e bienais.
"Não existe uma absorção desta produção no sistema de arte como um todo", diz Giselle Beiguelman, midiartista e professora da FAU-USP.
"Ainda há incompreensão e desinteresse por essa produção", completa Priscila Arantes, curadora do Paço das Artes. "Eventos como o File são importantes para seu fortalecimento e difusão."
Entre as razões para esta exclusão, há uma aversão de curadores do circuito de arte tradicional, que tratam as peças como meros brinquedos, por seu caráter interativo.
"Como os softwares são acessíveis e baratos, existe uma overdose de produtos banais", aponta Beiguelman. "Mas é uma pobreza pensar que a produção artística que se faz agora se reduz a isso."
Outro motivo apontado é a complexidade das instalações, que necessitam de espaço e manutenção. "Há trabalhos que faço com engenheiros, profissionais de mecatrônica. Qual curador aceita lidar com tantos riscos?", questiona Lucas Bambozzi, artista visual e pesquisador.
Teixeira Coelho, curador do Masp, aceitou esses riscos ao convidar Eder Santos para fazer uma interpretação em 3D de "O Banho de Diana", pintura do século 16 de François Clouet, mas enfrentou a falta de patrocínio.
"É muito mais fácil e simples para o patrocinador reconhecer o valor de um mestre do passado do que investir numa proposta que terá de ser desenvolvida apenas quando os recursos para sua produção aparecerem. Apostar no escuro ainda é algo raro em arte", diz Coelho.
Enquanto o Itaú não chega ao formato de uma mostra que englobe novas mídias, o que, segundo Cuzziol, ocorrerá em 2014, o público tem até o fim do mês para fazer seu percurso digital. E chegar às suas próprias conclusões.
Saiba mais sobre 13ª edição . FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica
Arte Digital: conheça alguns projetos expostos no FILE 2012, em São Paulo por Joyce Macedo, Canaltech
Arte Digital: conheça alguns projetos expostos no FILE 2012, em São Paulo
Matéria originalmente publicada no Canaltech em 20 de julho de 2012
O Canaltech visitou o FILE 2012 – Festival Internacional da Linguagem Eletrônica, que acontece até o dia 19 de agosto, em São Paulo – para mostrar um pouco do que o festival que une arte e tecnologia trouxe em sua décima terceira edição. Obras de artistas de diversos países foram reunidas neste evento que é um show de sons, luzes e interatividade.
Para dar vida aos projetos os artistas utilizaram diversos recursos, como infravermelho, sensores de movimento, motores, microcontroladores e uma série de outras técnicas.
A exposição é um prato cheio para quem curte a tecnologia utilizada de maneiras surpreendentes. Conheça algumas das principais instalações.
FILE Instalação
Nesta área da exposição, é possível interagir tanto com uma famosa pintura de Van Gogh quanto observar vassouras que "dançam" quando alguém se aproxima. Vestidos cujo tecido se movimenta de acordo com a influência do espectador e até mesmo um cubo gigantesco que simplesmente flutua no ar chamam atenção.
Durante o percurso pela Galeria de Arte do SESI-SP, localizada no prédio da FIESP na Avenida Paulista, é possível até ouvir o som do mar, perfeitamente reproduzido através de uma engenhoca montada com um tambor oceânico, braços mecânicos e pequenas bolinhas metálicas. Esses elementos são captados por um microfone, processados pelo computador e reproduzidos por caixas acústicas. Taí uma maneira "tech" de ouvir o barulho das ondas do mar na Avenida Paulista!
Uma atração muito divertida foi criada por dois espanhóis. Logo na entrada, o espectador pode sentar-se à frente de um espelho que irá gravar sua imagem durante 15 segundos. O vídeo é captado pelo sistema e, em seguida, é possível ver seu próprio rosto estampando retratos célebres, como "Meninas", de Goya, por exemplo.
FILE Games
Os gamers não ficaram de fora dessa. Também existe uma sessão do Festival dedicada a jogos, assim como uma exclusiva para a exibição de animações de diferentes gêneros e com grandes nomes de festivais internacionais.
Um game chamado "Xilo", desenvolvido por brasileiros, marca presença no festival. Xilo é baseado na cultura e folclore do nordeste do nosso país, e até a mula-sem-cabeça entra na jogada! Ele foi vencedor na categoria júri popular como melhor jogo no SBGames 2011 - competição de produções independentes de todo o Brasil - e agora você pode testar sua jogabilidade no FILE Games.
FILE Tablet
Uma bancada repleta de tablets (iPad e Androids) com mais de 35 aplicativos (e-books, games e entretenimento) fica à disposição do público.
Uma combinação interessante entre livro interativo, animações e jogos de computador de vários gêneros se reúnem no aplicativo russo Haab Entertainment - Good Vs. Reason. Outro aplicativo que chama a atenção é o Sprinkle, desenvolvido na Suécia. Ele é um jogo onde temos que desvendar enigmas e vencer obstáculos. Sprinkle também traz efeitos de física aquática muito realistas. Certamente, vale o passatempo.
FILE Mídia e Arte
A web arte também é um tema abordado na FILE Mídia e Arte, com diversos vídeos exibidos em TVs com fones a disposição para quem quiser assisti-los.
Entre os destaques estão os projetos Invasão Bosque, do brasileiro Chico Santos, e os gringos Are you worried, Circle Iteration, Round Buildings e La Niebla.
FILE Hipersônica
Para os amantes da música, o Teatro do SESI-SP é o destino certo. É lá que acontece o FILE Hipersônica, a sessão do festival que enfatiza manifestações musicais, visuais e performáticas da arte eletrônica, contando com a apresentação de diversos artistas no decorrer dos dias.
O destaque fica para a performance musical de GayBird, em Digital Hub, que é uma mistura de intrumentos criados pelo próprio artista com imagens e animações projetadas.
FILE Symposium e FILE Workshop
Para quem quiser aprofundar seus conhecimentos em diversas áreas da "arte tecnológica", o FILE tem uma programação de palestras e workshops até o dia 20/07.
São mesas redondas sobre assuntos como, por exemplo, cultura hacker e suas implicações para a filosofia da arte e workshops sobre programação de Kinect com Processing, entre outros. Confira o calendário completo na agenda oficial.
E na galeria abaixo, você vê mais algumas imagens do FILE 2012, que acontece no prédio da FIESP, em São Paulo, até o dia 19 de agosto.
Saiba mais sobre 13ª edição . FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica
File exibe games, apps, instalações e animações, Folha de S. Paulo
File exibe games, apps, instalações e animações
Matéria originalmente publicada no Caderno Ilustra da Folha de S. Paulo em 17 de julho de 2012
A despeito das dificuldades para artistas do meio se inserirem no circuito de museus e galerias, a produção de arte digital segue intensa.
"Recebemos mais de mil propostas de projetos. Só de instalações, foram 800. Não posso mostrar todas por falta de espaço, mas tenho o suficiente para montar mais três exposições", conta Paula Perissinotto, cofundadora e organizadora do File.
Entre as tendências da área que aparecem na 13ª edição do evento, Perissinotto destaca trabalhos explorando sonoridade interativa, "mapping" (projeção de vídeo em 3D que dialoga com a arquitetura) e criações utilizando aplicativos para tablets.
Além de instalações como "Paradoxal Sleep", do canadense Nicolas Reeves, um cubo flutuante que reage aos estímulos sonoros da audiência, há mais de 300 animações, mesas-redondas, workshops e performances audiovisuais (o programa está em www.filefestival.org).
Parte das animações será exibida nos dias 21 e 22/7, no Museu da Imagem e do Som, espaço que mantém um laboratório para pesquisa e já teve uma programação dedicada à arte digital na gestão de Daniela Bousso (2008 a 2011) -esvaziada quando André Sturm assumiu a direção.
"O MIS era estritamente dedicado às mídias digitais. Eram boas mostras, mas recebiam pouco público. Era muito dinheiro para pouca repercussão", explica Sturm.
Saiba mais sobre 13ª edição . FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica
Livro analisa arte brasileira durante o regime militar por Silas Martí, Folha de S. Paulo
Livro analisa arte brasileira durante o regime militar
Matéria de Silas Martí originalmente publicada no Caderno Ilustra da Folha de S. Paulo em 24 de julho de 2012
Lançado por brasileira radicada nos EUA, volume foca obra de Antonio Manuel, Artur Barrio e Cildo Meireles
Numa manhã de abril de 1970, aqueles que passeavam por um parque de Belo Horizonte encontraram trouxas ensanguentadas, carne e ossos em lençóis à beira do rio.
Chamaram a polícia e as 14 trouxas foram recolhidas para perícia. Eram 20 quilos de carne de vaca em putrefação que o artista Artur Barrio espalhou pelo parque como obra de arte, sem assinatura.
Uma imagem desse trabalho está agora na capa de um livro lançado nos Estados Unidos por Claudia Calirman, historiadora brasileira radicada em Nova York, sobre a arte brasileira produzida durante o regime militar, desde o golpe de 1964 até 1985.
"Esse é o trabalho mais visceral desse período", diz Calirman. "Não sabe se são pessoas ou animais. Tem a coisa dos desaparecidos, dos torturados. É ambíguo, chocante."
Escrito em inglês e com lançamento no país previsto para agosto, "Brazilian Art Under Dictatorship" tem como ponto de inflexão a instituição do AI-5, em 1968, época de recrudescimento da repressão.
Nesse momento, a obra de Artur Barrio, Antonio Manuel e Cildo Meireles é revista como resposta à censura e ao medo instalado pelo regime.
Embora sejam artistas de peso, a escolha desses três pela autora destoa da bibliografia já produzida sobre o período, que escolheu como heróis os neoconcretos Lygia Clark e Hélio Oiticica, artistas que se exilaram.
"Queria sair do Oiticica e da Lygia Clark. Só se fala deles aqui nos Estados Unidos", diz Calirman. "Meu foco é em quem ficou. Há muito interesse nos exilados e pouco se fala dos que ficaram no país."
Ela então centra atenções em atos específicos de Barrio, Manuel e Meireles, começando pelas célebres trouxas ensanguentadas do primeiro.
Antonio Manuel é lembrado pelo momento em que tirou a roupa e desfilou nu pelo Museu de Arte Moderna do Rio quando foi rejeitado pelo Salão da instituição -ele tentara inscrever seu próprio corpo como uma obra de arte.
No caso de Meireles, as garrafas de Coca-Cola e cédulas de dinheiro que fez circular com mensagens políticas são analisados como seus trabalhos mais potentes na época.
Um ponto em comum entre os três seria a tradução de uma linguagem plástica de vanguarda, de trabalhos com o corpo ou inseridos na natureza, ao contexto de exceção então em vigor no Brasil.
BRAZILIAN ART UNDER DICTATORSHIP
AUTOR Claudia Calirman
EDITORA Duke University Press
QUANTO R$ 60 (232 págs.)
Mostra aproxima arte de Brasil e Argentina por Sylvia Colombo, Folha de S. Paulo
Mostra aproxima arte de Brasil e Argentina
Matéria de Sylvia Colombo originalmente publicada no Caderno Ilustra da Folha de S. Paulo em 24 de julho de 2012
Conjunto de obras em Buenos Aires destaca semelhanças na produção feita nos dois países durante os anos 1960
Exposição, que reúne obras de Hélio Oiticica, Lygia Clark e Luis Felipe Noé, vem ao Brasil no segundo semestre
Engajamento político, influência do pop, questionamento da sociedade de consumo. São muitos os pontos em comum entre as artes plásticas do Brasil e da Argentina nos anos 1960.
Porém, até agora, ninguém tinha tido a iniciativa de juntar as duas produções numa só mostra, permitindo uma reflexão que atravessasse a fronteira dos dois países.
Com essa proposta, a exposição "Pop, Realismos e Política", com curadoria do brasileiro Paulo Herkenhoff e do argentino Rodrigo Alonso, teve início na semana passada na Fundação Proa, em Buenos Aires.
A mostra será exibida no Brasil no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, durante o segundo semestre.
Em entrevista à Folha, Herkenhoff, 63, disse que, apesar de serem expostos de maneira mais direta às novas ideias da pop arte, da nova figuração e do realismo francês, os artistas do Brasil e da Argentina também foram herdeiros de uma tradição própria, como o neoconcretismo, no caso carioca.
Dar ênfase a esse aspecto pluralista foi uma das preocupações da curadoria do evento.
ARTE DE PARALELOS
Entre os pontos de contato das duas produções, ele aponta o fascínio pelas estéticas do hemisfério norte, além de um forte compromisso entre arte e ética diante da violência do terrorismo de Estado, presentes nos dois países. Na Argentina, a partir de 1976. No Brasil, 11 anos antes.
"Há uma consciência de uma história da arte local que rompe com o provincianismo. Trata-se de um cosmopolitismo invertido", explica.
Entre os paralelos que a mostra expõe, Herkenhoff chama a atenção para a influência da psicanálise para artistas argentinos e para a relação entre arte e loucura no Brasil, temas abordados no mesmo período.
O ex-curador do MAM-Rio e ex-diretor artístico da Bienal de São Paulo também percebe um vínculo entre o pensamento crítico da trinca formada pelo argentino Jorge Romero Brest (1905-1989) e pelos brasileiros Mário Pedrosa (1900-1981) e Ferreira Gullar.
Na primeira sala da exposição, há obras de artistas brasileiros e argentinos que tem Che Guevara como tema. Uma delas de Claudio Tozzi, a outra de Roberto Jacoby.
As duas imagens do guerrilheiro Che Guevara -que nasceu na Argentina, vale lembrar- problematizam a figura modelar da luta pelas utopias sociais no contexto da pop arte. O "Che" concebido por Tozzi é uma figura heroica, com o olhar que aponta para o horizonte.
O cartaz de Jacoby, com os dizeres "um guerrilheiro não morre para ser pendurado numa parede", cobra uma posição brechtiana dos artistas sobre a consequência de seus atos."
Leia a entrevista com Herkenhoff abaixo:
Folha - Quais os principais pontos de contato das artes plásticas do Brasil e da Argentina nos anos 1960?
Paulo Herkenhoff - Na década de 1960, artistas argentinos e brasileiros, ainda que expostos de maneira mais direta às novas ideias da pop art, da nova figuração e do novo realismo francês, também eram herdeiros de uma história recente em seus países, como o neoconcretismo no caso carioca.
O projeto construtivo na América Latina, muitas vezes reduzido à ideia de abstração geométrica, era também o imaginário vinculado à modernização da sociedade e à reivindicação de mudança.
No entanto, a Argentina não superou o peronismo, já o Brasil conseguiu desvencilhar-se do varguismo. No plano crítico, a trinca Jorge Romero Brest, Mário Pedrosa e Ferreira Gullar liderou uma efetiva ruptura do discurso sobre a arte.
Quais os pontos de contato entre as duas produções que podem ser vistos na mostra?
O principal é um compromisso entre arte e ética diante da violência do terrorismo de Estado, um agenciamento da arte para as transformações do modo de ver a sociedade, já não mais marcada pela visão romântica e autoritária de que a arte mudaria a sociedade da arte engajada do partido comunista.
Além do fascínio pelas estéticas do hemisfério Norte, há uma consciência de uma história da arte local que rompe com o provincianismo. Trata-se de um cosmopolitismo invertido.
A psicanálise na Argentina e a relação entre arte e loucura no Brasil são duas perspectivas complementares, que no Brasil se refina com Lygia Clark.
Nos dois países, uma arte dos sistemas de comunicação de massas tem que responder à censura e, no Brasil, ao analfabetismo; uma arte da sociedade de consumo convive com a miséria absoluta, a fome, o consumo marginal e a informalidade.
Você diz que os artistas argentinos da época tinham mais carga teórica que os brasileiros. Por quê?
Alguns argentinos, como Luis Felipe Noé, eram mais velhos, com uma formação universitária que não se resumia às escolas de arte e uma passagem pela Europa.
A antiestética de Noé continua sendo um documento instigante. No Brasil, alguns dos marcos teóricos mais complexos da década de 1960, com Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape e Waldemar Cordeiro, correspondem a projetos iniciados na década anterior e que sofrem radicais transformações teóricas e estéticas com os impasses da abstração diante de uma sociedade em crise profunda.
A obra de Antonio Dias, como no exemplo de "Um Pouco de Prata para Você", apresenta, no entanto, um programa estético complexo montado através da própria empiria do trabalho que denotava uma profunda consciência crítica. No campo das práticas, penso sempre em Geraldo de Barros como um modelo de versatilidade e polissemia.
Por que abrir a mostra com a palavra "Lute", na obra de Rubens Gerchman, e as imagens de Che Guevara?
A palavra-obra "Lute", de Gerchman, é uma espécie de palavra de ordem ao espectador no imperativo. Relaciona-se à poesia neoconcreta, aos movimentos de resistência à ditadura, mas também são um convocação do espectador à reflexão: "Lute pela projeção de significado", "lute por uma arte crítica que conduza o imaginário e o simbólico a modos de emancipatórios do olhar".
As duas imagens do Che Guevara problematizam a figura modelar de luta pelas utopias sociais no contexto da pop arte. O Che do brasileiro Claudio Tozzi é uma figura heroica, com o olhar que aponta para o horizonte. O cartaz de Roberto Jacoby com os dizeres "um guerrilheiro não morre para ser pendurado numa parede" cobra uma posição brechtiana dos artistas sobre a consequência de seus atos.
Por que a exposição de Antonio Berni no Brasil, naquela época, foi tão influente?
Berni foi um artista que atravessou o século 20 argentino, um modernista que elabora uma nova estética de assemblages na década de 1960. Seu personagem Juanito Laguna, o menino dos arrabaldes da cidade, à margem do consumo, é um modelo dos impasses do Terceiro Mundo na cultura e da conversão do limite em potência. Berni foi afiliado ao partido comunista argentino, mas na maturidade. Na mesma época, a adesão de Ferreira Gullar ao partido traz movimentos e resultados colidentes.
Já as duas mostras da Nova Figuração argentina no Rio, em 1964 e 1965, oxigenaram o diálogo com a nova geração de Antonio Dias, Rubens Gerchman, Carlos Zílio ou Anna Maria Maiolino.
julho 23, 2012
Leitura em entrelinhas por Paula Alzugaray, Istoé
Leitura em entrelinhas
Matéria de Paula Alzugaray originalmente publicada na seção de artes visuais da Istoé em 20 de julho de 2012
A Trigésima Bienal de São Paulo reúne artistas em constelações. Aqui, alguns nexos possíveis entre as obras de Moyra Davey e de Viola Yesiltaç
Trigésima Bienal de São Paulo – A Iminência das Poéticas/Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera, SP/ de 7/9 a 9/12
Boa parte dos trabalhos que a artista canadense Moyra Davey apresentará na Trigésima Bienal chegará pelo correio. Cada uma das 50 fotografias das séries “157 (Men)” e “157 (Women)” será dobrada em forma de envelope, postada e enviada para o endereço: Fundação da Bienal de São Paulo. São fotografias tiradas na estação de metrô da rua 157, em Nova York, onde a artista vive há 12 anos. Moyra define o trabalho como uma atualização da “arte postal”, gênero que surgiu nos anos 1960 como forma de troca, comunicação e circulação artística alheia ao mercado e às instituições de arte. Hoje, porém, a arte postal não é a antítese do sistema e o trabalho de Moyra é endereçado diretamente às instituições.
Antes da Bienal de São Paulo, Moyra realizou séries semelhantes para o Museu de Arte Moderna de Nova York (com imagens da biblioteca do MoMA e de um café), exposta na mostra “New Photography 2011”, até janeiro de 2012; e para a Bienal do Whitney de 2012, onde expôs imagens de cartas de amor escritas em 1796 e de um diário de uma jovem escritora. A artista usa o meio fotográfico há 30 anos – além do vídeo e do texto –, mas a fotografia postal começou há cinco anos, quando dobrou fotografias e enviou para amigos, pedindo que mandassem de volta. Depois, expôs as fotos com os vestígios das viagens de ida e de volta. “Estou interessada nessa fotografia que não é apresentada como algo precioso. Para mim, mandar uma fotografia pelo correio é fazer com que ela volte a ser um pedaço de papel”, diz ela.
Se em Moyra Davey, a fotografia almeja ser um papel de carta, suporte para declarações, confidências e outros textos, na obra da alemã Viola Yesiltaç o papel é a mídia predominante – a “liga” que une todos os trabalhos de sua poética. Na Bienal, Viola vai expor nove fotografias, sete desenhos e uma escultura – todos realizados sobre papel. “Meu trabalho é formado por várias mídias, que se encontram no espaço expositivo e discutem entre si”, diz Viola. “Meu intuito é chegar ao ponto em que você não consegue identificar se o trabalho é uma foto, uma escultura, um desenho ou uma performance”, afirma ela.
Esse aspecto de debate, conferência ou simpósio que se dá entre os trabalhos de Viola é reforçado pela performance, realizada pela artista sempre ao vivo, durante a exposição, no meio dos trabalhos expostos. Viola estudou fotografia e performance em Londres. Ao se transferir para Nova York, trouxe essa espécie de fotografia performática, que não se contém em si mesma e quer sempre se disfarçar de outras mídias e interpretar novas personagens.
Durante a performance a ser realizada em São Paulo, Viola lerá um texto em que aparecem personagens realizando leituras críticas sobre o seu trabalho. Aqui, mais uma vez, seu suporte será o papel, em que estarão escritas as ações de suas obras-personagens.
Além de ambas serem estrangeiras vivendo em Nova York e de destinarem um papel protagonista aos diversos usos do papel, Moyra Davey e Viola Yesiltaç compartilham ainda o interesse em registrar o cotidiano e trabalhar com os elementos de seu contexto imediato. Moyra trata a fotografia como forma de mapeamento dos territórios em que vive. No caso de Viola, os objetos do cotidiano são apropriados, modificados e ajustados aos seus roteiros subjetivos.
Mostra destaca nova produção do Nordeste por Silas Martí, Folha de S. Paulo
Mostra destaca nova produção do Nordeste
Matéria de Silas Martí originalmente publicada no Caderno Ilustra da Folha de S. Paulo em 23 de julho de 2012
Uma pensão no largo Dois de Julho, em Salvador, abriga os travestis que fazem programa nas redondezas. Virgínia Medeiros mergulhou na história deles e montou um estúdio fotográfico em que retratou esses personagens em troca de suas histórias.
Seus relatos em vídeo e contos que a artista escreveu estão agora numa exposição do Paço das Artes, "Metrô de Superfície", uma coletiva de artistas do Nordeste que despontaram na última década.
Nesse recorte, a indefinição de gêneros surge como um denominador comum. "São artistas que reinventam a sexualidade, que criam grandes ficções", resume Clarissa Diniz, curadora da mostra. "Eles fazem trabalhos emancipadores, de grande fôlego, obras que explodem."
Solange Tô Aberta, banda criada pelo artista Pedro Costa, também exalta a ideia de gêneros híbridos em letras de funk hedonistas e shows catárticos que faz pelo mundo.
"Funk é uma forma livre de trabalhar com a música, falar dessa mulher que goza, não mais submissa", diz Costa num vídeo exibido no Paço. "As pessoas sofrem quando não estão enquadradas como macho ou como fêmea."
Essa inquietação com o corpo também informa outros trabalhos da mostra. Rodrigo Braga simula uma cirurgia em que costura o focinho de um cachorro morto ao próprio rosto, com uma sequência fotográfica da operação.
Noutra peça desconcertante, Solon Ribeiro projeta fotogramas de filmes clássicos sobre carcaças de bichos num matadouro e aparece dançando com pedaços de carne, uma "cena dionisíaca, violenta, que mistura sangue e morte", nas palavras de Diniz.
Dor é outro ponto de partida. Amanda Melo faz uma performance em que cobre todo o corpo com fita isolante e caminha pelas ruas, arrancando depois o plástico num strip-tease às avessas -a imagem de uma sexualidade em construção.
Saiba mais sobre a exposição: Metrô de superfície
