Página inicial

Como atiçar a brasa

 


novembro 2019
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
          1 2
3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
Pesquise em
Como atiçar a brasa:

Arquivos:
novembro 2019
outubro 2019
setembro 2019
agosto 2019
julho 2019
junho 2019
maio 2019
abril 2019
março 2019
fevereiro 2019
janeiro 2019
dezembro 2018
novembro 2018
outubro 2018
setembro 2018
agosto 2018
julho 2018
junho 2018
maio 2018
abril 2018
março 2018
fevereiro 2018
janeiro 2018
dezembro 2017
novembro 2017
outubro 2017
setembro 2017
agosto 2017
julho 2017
junho 2017
maio 2017
abril 2017
março 2017
fevereiro 2017
janeiro 2017
dezembro 2016
novembro 2016
outubro 2016
setembro 2016
agosto 2016
julho 2016
junho 2016
maio 2016
abril 2016
março 2016
fevereiro 2016
janeiro 2016
novembro 2015
outubro 2015
setembro 2015
agosto 2015
julho 2015
junho 2015
maio 2015
abril 2015
março 2015
fevereiro 2015
dezembro 2014
novembro 2014
outubro 2014
setembro 2014
agosto 2014
julho 2014
junho 2014
maio 2014
abril 2014
março 2014
fevereiro 2014
janeiro 2014
dezembro 2013
novembro 2013
outubro 2013
setembro 2013
agosto 2013
julho 2013
junho 2013
maio 2013
abril 2013
março 2013
fevereiro 2013
janeiro 2013
dezembro 2012
novembro 2012
outubro 2012
setembro 2012
agosto 2012
julho 2012
junho 2012
maio 2012
abril 2012
março 2012
fevereiro 2012
janeiro 2012
dezembro 2011
novembro 2011
outubro 2011
setembro 2011
agosto 2011
julho 2011
junho 2011
maio 2011
abril 2011
março 2011
fevereiro 2011
janeiro 2011
dezembro 2010
novembro 2010
outubro 2010
setembro 2010
agosto 2010
julho 2010
junho 2010
maio 2010
abril 2010
março 2010
fevereiro 2010
janeiro 2010
dezembro 2009
novembro 2009
outubro 2009
setembro 2009
agosto 2009
julho 2009
junho 2009
maio 2009
abril 2009
março 2009
fevereiro 2009
janeiro 2009
dezembro 2008
novembro 2008
outubro 2008
setembro 2008
agosto 2008
julho 2008
junho 2008
maio 2008
abril 2008
março 2008
fevereiro 2008
janeiro 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
setembro 2007
agosto 2007
julho 2007
junho 2007
maio 2007
abril 2007
março 2007
fevereiro 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
novembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
outubro 2005
setembro 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
fevereiro 2005
janeiro 2005
dezembro 2004
novembro 2004
outubro 2004
setembro 2004
agosto 2004
julho 2004
junho 2004
maio 2004
As últimas:
 

novembro 25, 2019

Inspirado no Inhotim, centro cultural brota em antiga usina de açúcar em PE por Bruno Albertim, Folha de S. Paulo

Inspirado no Inhotim, centro cultural brota em antiga usina de açúcar em PE

Matéria de Bruno Albertim originalmente publicada no jornal Folha de S. Paulo em 22 de novembro de 2019.

Parque espalha obras de arte contemporânea em meio à paisagem canavieira da zona da mata

ÁGUA PRETA (PE) Protegido por um chapéu de palha, o cubano radicado em Madri Carlos Garaicoa examinava a paisagem entre montanhas sob o sol da zona da mata de Pernambuco.

Indicando onde deve ser erguida a instalação “Jardim Frágil”, parou à beira de um pequeno açude: “Aqui, o espelho d’água poderia ser visto através das paredes de vidro e integrado ao trabalho”.

Com obras espalhadas pelo mundo e incluído em listas de artistas contemporâneos mais influentes, Garaicoa passou a última semana no município pernambucano de Água Preta para planejar a instalação desta que deve ser a 21ª grande obra do parque artístico-botânico da usina Santa Terezinha.
 
Declaradamente inspirada no Inhotim, a antiga usina de açúcar, falida nos anos 1980, vai ressignificando a paisagem canavieira com arte contemporânea. A iniciativa é do casal de empresários Ricardo e Bruna Pessoa de Queiroz, herdeiros da propriedade. Há quatro anos, criaram a Usina de Arte.

“Quando conhecemos Inhotim, vimos que seria possível. Não sabíamos ainda como, mas resolvemos começar a implantar a ideia”, diz Ricardo. 

Há cerca de 6.000 pessoas vivendo nos entornos da Santa Terezinha. Desde a implantação do projeto, a comunidade criou seis pequenos restaurantes, serviços turísticos, uma pousada, uma associação com artesãos e ainda aluga casas durante o Festival Arte da Usina, realizado anualmente.

Uma das primeiras obras implantadas no parque, a Rádio Catimbó, de Paulo Meira, consiste numa instalação sonora e “viva”: é uma rádio comunitária montada numa antiga caldeira da usina.

“O parque botânico-artístico e o festival”, diz Bruna, “são apenas o lado mais evidente das ações de longo prazo”. Além de financiar residências de artistas e escritores, o projeto mantém uma biblioteca-escola centrada nas artes visuais e uma escola de música para os jovens da comunidade. Tudo é financiado com a venda de gado e de cana-de-açúcar, além do aporte de empresas.

No antigo hangar de aviões da usina, o artista paraibano José Rufino criou, há quatro anos, a primeira das mais de 20 obras. Batizado de “Scopolus”, o galpão foi convertido numa instalação com foices, estrovengas e outros instrumentos de trabalho dos antigos cortadores de cana. “A ideia é trazer a memória social por meio do trabalho”, diz Rufino.

Ao lado do artista Fábio Delduque, criador do festival paulista Arte na Serrinha, Rufino atua como curador da Usina de Arte. Numa área de cerca de 30 hectares, estão já instaladas obras de artistas como Paulo Bruscky, Marcelo Silveira, Frida Baranek, Joan Barrantes e Flávio Cerqueira.

No momento, a pernambucana Juliana Notari acompanha a execução de sua obra após uma residência de três meses. Intitulada “Diva”, consiste numa fenda de quase dez metros rasgando uma montanha numa alusão ao sexo feminino.

Ao contrário do Inhotim, a Usina de Arte não surgiu para abrigar grandes coleções previamente constituídas. “Felizmente, não temos um planejamento estático. As coisas vão acontecendo. Ou não teríamos feito metade do que fizemos”, afirma Ricardo. “Mas já temos necessidade de expandir. Há uma área maior que a atual sendo preparada.”

Carlos Garaicoa deve voltar no começo de 2020 para dar continuidade a “Jardim Frágil”. A obra traz elementos da poética recorrente do cubano —a reflexão sobre os hiatos e rupturas entre os projetos de modernidade e a falência na arquitetura das grandes cidades.

USINA DE ARTE
Onde Rod. PE 99, km 10, Água Preta, Pernambuco. Para visitar, entre em contato pelo site usinadearte.org

Posted by Patricia Canetti at 12:46 PM