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Como atiçar a brasa

 


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março 18, 2010

Capítulos de uma reforma por Pollyanna Diniz, Diário de Pernambuco

Matéria de Pollyanna Diniz originalmente publicada no Caderno Viver do Diário de Pernambuco em 17 de março de 2010.

O Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam), na Rua da Aurora, reabre hoje, às 19h, ao público. Mas a verdadeira novela da sua reforma, que dura mais de dois anos, ainda não acabou. Desde o dia 13 de janeiro de 2008, o museu estava fechado - e, mesmo assim, apenas o térreo do prédio será entregue à população da cidade.

Para fazer um resumo dos capítulos: durante mais de um ano, o museu gerenciado pela Prefeitura do Recife ficou fechado, mas as reformas simplesmente não aconteciam; noutros cinco meses, o museu esteve sem direção. "Quando cheguei encontrei uma reforma inacabada e processos muito confusos. A conversa era que a estrutura do prédio, a fachada iriam cair", explica a diretora Beth da Matta. Sem tragédias novelescas, técnicos realizaram avaliações, tiraram cupins, refizeram instalações elétricas e hidráulicas. Uma reforma que custou R$ 404 mil aos cofres públicos.

No mês de setembro do ano passado, tudo parecia finalmente pronto para a reinauguração, mas como nas tramas de Gilberto Braga, mais uma reviravolta: houve um problema na licitação da empresa que fazia manutenção no prédio, o que, naturalmente, impedia a reabertura."Era um contrato de um valor pequeno, cerca de R$ 15 mil, mas a gente não poderia reabrir", complementa a diretora.

Depois de tanto tempo, o público já pedia capítulos mais decisivos. Por isso, mesmo pela metade, o prédio será reaberto. Para a novela finalmente chegar ao fim parece que ainda falta muito. "Estamos esperando que o deputado Fernando Ferro (PT) apresente uma emenda parlamentar para conseguir a liberação de verba de R$ 300 mil para que as obras sejam concluídas", complementa a diretora.

Com esse dinheiro que seria liberado, o projeto de acessibilidade poderia ser concluído (foram instaladas rampas e os banheiros estão adaptados, mas o elevador ainda não está instalado), além de uma revisão e manutenção do acervo, a climatização da sala do acervo tridimensional e ainda manutenções no ar-condicionado da biblioteca e doauditório. "É o que a gente pode fazer dentro do sistema, de uma instituição pública. É jogo de cintura. Mas o ano do Mamam ainda não é 2010. É 2011".

Principais mostras

1997

Goya

1998

Basquiat
Gilvan Samico: 40 anos de gravura
Suite Vollard, de Picasso

2000

Auguste Rodin

2001

Geografia do Brasil, de Cildo Meireles
Ver é crer, de Vik Muniz

2002

Adoração, de Nelson Leirner
Azul e Preto e branco, de Alice Vinagre
Heteróclicos enquanto campo de ação, de Oriana Duarte
O país inventado, de Antonio Dias

2003

Brígida Baltar, Carlos Mélo, Carmela Gross, José Paulo e Sandra Cinto
Poética da distância, de Carlos Fajardo

2004

Marcelo Silveira
Emannuel Nassar
Iberê Camargo: diante da pintura
José Rufino, Jorge Molder e Oswaldo Goeldi

2005

O outro lado do Rio, de Gilvan Samico
Daniel Senise, Delson Uchôa e Eudes Mota

2006

Ronsângela Rennó
João Câmara
Vicente do Rego Monteiro
Acácio Gil Borsoi

2007

Estética da periferia: Diálogos urgentes
Fluxus (coleção de Paulo Bruscky)

Posted by Marília Sales at 12:22 PM