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março 23, 2009

Mostra de arte brasileira não terá artistas nacionais por Fabio Cypriano, Folha de S. Paulo

Matéria de Fabio Cypriano originalmente publicada na sessão Ilustrada do jornal Folha de S. Paulo em 20 de março de 2009

Exposição será reservada a estrangeiros que dialoguem com a cultura do país

O 31º Panorama da Arte Brasileira, que acontece em outubro, no MAM-SP, terá ainda projeto de residências artísticas para estrangeiros

Depois da polêmica Bienal do Vazio, no ano passado, que deixou um andar do pavilhão no Ibirapuera sem produções artísticas, a controvérsia do mundo das artes plásticas nacionais deste ano promete ser o 31º Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), previsto para ser aberto no dia 10 de outubro.

Com curadoria de Adriano Pedrosa, 43, a mostra bienal não terá artistas brasileiros, ao contrário do que indica seu título, mas estrangeiros que estabeleçam algum diálogo com a cultura local ou estejam vinculados a um tipo de produção que ele considere brasileira.

"Minha primeira ideia foi organizar um panorama de arte latino-americana, que acabou amadurecendo nessa ideia de arte brasileira feita por estrangeiros. Esse projeto também reflete minha percepção de que a programação das instituições na cidade é majoritariamente com brasileiros", disse Pedrosa à Folha, na sede do MAM.

Criado em 1969 e transformado em evento bienal em 1995, o Panorama visava até então apresentar uma leitura da produção brasileira contemporânea, tendo sido organizado por curadores como Ivo Mesquita, em 1995, ou o cubano Gerardo Mosquera, em 2003, que agregou três estrangeiros à mostra, entre 19 artistas.

A proposta de não incluir artistas brasileiros significaria que a produção nacional anda fraca? "Estou flexibilizando uma noção ossificada de "arte brasileira", questionando-a. O "brasileiro" nesse contexto deixa de ser nacionalista. Parece-me pertinente, pois o Brasil e a arte brasileira sempre foram muito abertos", diz Pedrosa.

Residências

Outra inovação será a realização de residências artísticas para estrangeiros, como ocorreu na 27ª Bienal de SP (2006), na qual Pedrosa foi cocurador.

Assim como daquela vez, a Faap irá acolher os artistas em um edifício na praça Patriarca. Esse tipo de procedimento, contudo, teve início antes na carreira do curador: "O projeto de residências é algo que primeiro desenvolvi com a Luisa Lambri, uma italiana que fez fotografias de arquitetura brasileira, em 2003. É um bom exemplo de "arte brasileira", nesse sentido ampliado".

Pedrosa pretende selecionar cerca de 30 nomes para a mostra: "Meu objetivo é buscar artistas que estabeleçam uma relação mais profunda com a cultura brasileira, como o Superflex [da Dinamarca], que trabalhou com o guaraná Power, ou a [francesa] Dominique Gonzalez-Foerster, que já trabalhou com muitas referências nossas e vive no Rio".

Cerca de metade da seleção, ainda segundo Pedrosa, deve participar do programa com a Faap: "Nas residências, vamos convidar de dez a 15 artistas que potencialmente possam desenvolver uma relação com o país, não apenas para realizar uma obra para o Panorama mas para algo muito além disso. Trata-se assim de reunir artistas estrangeiros que já produzam "arte brasileira" e oferecer possibilidades para que outros também o façam".

Mais que polêmica, a proposta de Pedrosa é ambiciosa: é possível definir como brasileiro um trabalho de arte contemporânea, independentemente de quem o realize? Essa foi, afinal, uma das questões fundamentais dos modernistas brasileiros, que nunca conseguiram chegar a uma conclusão.


Leia também a matéria "Panorama estrangeiro" é atacado na web de Fabio Cypriano (Ilustrada - Folha S. Paulo de 04/05/2009), comentando a discussão aqui no Canal.

Posted by Ananda Carvalho at 2:52 PM | Comentários(83)
Comments

?

Posted by: William Golino at março 31, 2009 6:39 PM

Isso e triste. A proposta esta na cola de modinhas de curadorias que vem de fora. Outra proposta que convem ter o angulo trans-nacional e a escolha de Liam Gillick (Ingles) para representar a Alemanha em Veneza. Sendo que nesse caso, existe um paralelo enorme entre a carreira do artista (Gillick) e a do curador (Schaufhausen).

Um exemplo seria arte brasileira feitas por brasileiros radicados no exterior. No caso da proposta Pedrosa, os artistas acabam sendo do circuito Grand-Tour das mega bienais de sempre. Perai Gonzales-Foerster? Fala serio. Existe alguma exposicao post-Relational Aesthetics onde ela nao esteja presente?
Que tal Mario Garcia Torres?

E preciso que haja propostas serias que considerem realmente a questao da arte brasileira alem do territorio nacional, mas excluir Brasileiros a favor do modelo Jean de Lery, ja vai tarde. As primeiras imagens do Brasil foram geradas por fora afim de que os paises definissem os seus "outros". E preciso que a questao da arte brasileira seja abordada sempre com visao critica em relacao a sua imagem original: o espelho do outro, a distancia. E preciso retomar os nossos espelhos e acreditar na nossa capacidade antropofagica e reflexiva.

Posted by: Manuela Leal at abril 1, 2009 4:19 PM

.....de Mal a Pior.
Que presunção, que vaidade, que ego-centrismo,
que exclusão, que ignorância, mais do que o Nada
da Bienal,...... o Ridículo.

Pedrosa seja mais artista e menos Nada.

Boa noite,

Artur Barrio

Posted by: Artur Barrio at abril 1, 2009 9:34 PM

Que chique!!!! `òòò merci ! artiste etranger qui aime les brésiliene (samba),(futebol),(caipirinha), je vous me présente aussi comme etrangère pour participe de cette promotion!

Monsieur Pedrosa, j'amerrai vous invite pour venir me visite en Suisse et connaître mon atelier à Genève et profite des belles paysage alpine et ce possible fait du Sky.

Je suis a votre disposition,
attentiosament

Mr. Soares


Posted by: Edgard Soares at abril 2, 2009 5:05 AM

Adriano está óbviamente interessado em ampliar suas conexões internacionais, e deixar o sertão patropi para trás. Me surpreende que o MAM e os patrocinadores do Panorama aceitem proposta com tamanho ranço de provincianismo. Parece que pararam ontem de roçar café. ./. Depois da Bienal do Vazio, teremos o Panorama sem brasileiros ... Lindo! Quem sabe assim nós (artistas) reconheceremos de vez que somos a base (marxista) deste sistema de produção que é o mundo da arte, para apoiarmos atuações mais decentes dos curadores (auto-elevados a burguesia patronal).

Posted by: Alex Cabral at abril 2, 2009 10:38 AM

O que é arte brasileira?
O que é arte estrangeira?
Até quando ficarão rotulando algo irrotulável?
Pare com essas bandeiras que delimitam e limitam o pensamento, castram a criação e anulam qualquer possibilidade do ser.
O triste é saber que algo tão sério esta nas mãos de Hienas, prontas para devorar nossa carcaça, rapineiros caçadores de carniça, é isso que são.
Esta faltando arte na arte, esta faltando arte das entranhas, e esta virando um jogo lugubre em que arte e pensamento viraram alimento de vermes sangues sugas da criação...
é uma pena.


Sigo errando, sou um “Édipo”
vagando cego pelo deserto das desilusões,
pagando por não ter matado meu pai,
e por não ter transado com minha mãe.

Vago por este “Bosque das ilusões perdidas”,
em meio as “Flores do mal”, exalando meu odor tétrico
observo as Hienas, elas riem famintas do meu estado podrômico,
sou todo alimento, 63Kg. de carne impura
sendo devorada diariamente.

Sou um asilo de aflitos, vermes que se nutrem diariamente de minha sensibilidade,
sou o drama da matéria, “moesta et errabunda".

Destinado a sentir a dor do outro, as dores do mundo,
as dores de uma ferida aberta pelo “ser” humano,
Que ensina a “não ser” humano.

Posso sentir seu gosto, posso sentir seu cheiro,
ainda assim, não me enclausuro em sua casca.
E não cicatrizo nunca.

Sou fratura exposta. Sangro a tua moral.

Estou em carne viva.

(andrérnica...)
http://www.flickr.com/photos/andrernica/

Posted by: andrérnica at abril 2, 2009 12:16 PM

Que absurdo!
Depois da Rosalind Krauss usar o termo "ampliado" para justificar uma nova leitura para escultura, agora parece obrigação para todo o universo a utilização do termo, justificando loucuras curatoriais! Inacreditável a irresponsabilidade e desprezo com que alguns de nossos curadores tratam nossos artistas. Onde vamos ver arte Brasileira? Na Espanha? França? EUA? Alemanha?
E como se classifica o artista de acordo com sua nacionalidade? Pq se o cara esta aqui a 20 anos realmente é arte brasileira, mas vamos parar de considerar arte brasileira a arte feita por artistas que nasceram aqui e vivem a mais de 20 anos fora do Brasil?

Clarissa Borges
Nascida em Tallahasse-EUA (1976)
Vive a 29 anos no Brasil
Nacionalidade Brasileira

Posted by: Clarissa Borges at abril 2, 2009 12:38 PM

Esses SONOLENTOS neo-intelectualoides idiotas com suas sonolentas polemicas... realmente a coisa esta cada vez mais estupida... a arte, o pensamento, a filosofia... tudo esvaziado por esses intelectualoides ocos... putrefactos... presos nas quetoes mais vazias e bobas que podemos imaginar... ainda falando de regionalismos, bla,bla,bla... e todo tipo de idiotices... Pedrosa.... hahahaha...
...criatura artificial!...

Posted by: LOBO at abril 2, 2009 2:18 PM

Os artistas brasileiros merecem! Quem está no poder é porque foi eleito de alguma forma. Quem tem poder, usa. Então, isso é bestial de banal. Att, Didonet Thomaz

Posted by: Didonet Thomaz at abril 2, 2009 7:36 PM

todos cresceriam muito, artistas, criticos, estudantes e locais. Abrir terreno significa se dispor a troca, aceitar o outro, compartilhar dados e experiências. ceder o "top" local.

Devemos receber a proposta, em seguida destruí-la.

Posted by: carl at abril 2, 2009 9:35 PM

Yes! nós temos bananas.

Posted by: anelise at abril 2, 2009 10:22 PM

O curador Adriano Pedrosa deve ter sua pesquisa e suas razões para organizar uma exposição nesses moldes, mas usando o raro certame e o título Panorama da Arte Brasileira?
É lamentável que isto esteja acontecendo justamente no momento em que a produção artística brasileira vive talvez sua maior expansão.
Uma exposição panorâmica como essa não pode ser usada como oportunidade propícia à adaptação de propostas particulares pelo simples fato de que seu assunto e propósito exige um pacto de responsabilidade com a produção atual. Não há argumentação que possa mudar o fato óbvio de que com esse tipo de atitude, nós, artistas brasileiros, estamos sendo violentamente desrespeitados.

Posted by: tony camargo at abril 2, 2009 10:42 PM

Arte brasileira é a arte feita por artistas brasileiros e não uma categoria artística.
A proposta do curador até pode ser algo interessante como uma proposta particular de exposição, mas não para um Panorama da Arte Brasileira, que justamente, deve ser um panorama da produção atual brasileira. Inventar em cima disto só prejudica a visibilidade dos artistas que estão produzindo seriamente e traz ao público mais uma exposição "temática" de apreciação direcionada, praticamente uma ilustração.

Posted by: Juliana Burigo at abril 3, 2009 2:05 AM

Hahahahahahahaha!!!! Que divertido ver um curador brasileiro usando de sofismas baratos para puxar o saco do mundo artístico internacional! São essas coisas que fazem a gente ter vergonha de trabalhar com crítica de arte.

Posted by: Fabricio Nunes at abril 3, 2009 3:03 AM

merda pra vc!

Posted by: andre at abril 3, 2009 10:17 AM

É só mudar o nome da mostra: Panorama da Arte Brasilianista. Só pra não incorrer em erro de Semântica.

Posted by: Lígia Borba at abril 3, 2009 10:59 AM

De cara arrisco as mesmas palavras de Cabral:" ele quer obviamente aparecer na esfera internacional" e sai com esse absurdo pseudo globalizado. O importante é os artistas ignorarem esses pretenciosos e atuais curadores (?)( esse não é único),que com a "baba" acadêmica se jactam de saberes nem sempre éticos. Seja mais artista, como disse Barrio. Dessa tbém gostei muito.
Sergio Moura

Posted by: Sergio Moura at abril 3, 2009 7:41 PM

mas o sr. pedrosa não sabe que essa característica
da arte(bem claro, dela ser brasileira) só advém do fato dela ser realmente produzida por um cidadão brasileiro, e que de restao ela é zilhões de outras coisas também?

Posted by: Cristina at abril 4, 2009 4:09 PM

"Trata-se assim de reunir artistas estrangeiros que já produzam 'arte brasileira' e oferecer possibilidades para que outros também o façam."

Gostaria que o curador explicasse melhor o que vem a ser essa tal de "arte brasileira" que artistas estrangeiros andam produzindo.
Por que deve ser algo bem legal, já que ele pretende oferecer "possibilidades para que outros também o façam".
Quem sabe ele não abre uma escola de "arte brasileira" na Alemanha? Quem sabe a gente não consegue uma bolsa pra ir estudar lá e aprender como é que se faz esse troço?

Posted by: Gabriela at abril 6, 2009 12:59 PM

Cum lincençu meu $enhor,
Nois semu di Quatipuru,pur favô nus que saber quando abre o Panurama? É que nois queremuu cunhece a belezura da Arte Brasileira (aquela fita por cidadum brasileiruu (natu ou naturalizadu?), ou será residenti no Brasil? ou ainda brasileiro residente no insterior, ou no enterior? Vixii me acunfundi de tudaaaa (perdãozinho viu!)
Querimu sabe também quantu que custa issuuu?
Muitschu obrigada

Posted by: lucia gomes at abril 8, 2009 7:01 AM

Realmente, vivemos uma catástrofe. Primeiro o vazio banal e cheio de especulações.
Agora, NOVAMENTE vivemos este estado de ridicularização do vazio, mas não um vazio sem obras, um vazio sem artistas. o panorama da ARTE BRASILEIRA, sem arte BRASILEIRA. É TÃO banal e espetaculoso.
NÃO HÁ NADA DE OUSADIA SR. PEDROSA, NEM DE CRIATIVIDADE, HÁ SIM, A PARTIR DESTA SUA ATITUDE, PRESUNÇÃO e DECAPITAÇÃO DE NOSSO CRESCIMENTO.
O PANORAMA NÃO POSSUI UM PLANO DIRETOR OU ALGUM ESTATUTO QUE ASSEGURE OS PROPÓSITOS DA MOSTRA? OU VIROU CASA DA MÃE JOANA?
Até quando os artistas e o circuito vão aceitar estas propostas desrespeitosas. Espeo uma ação de boicote a esta exposição.
A arte brasileira cresce neste momento, vivemos um ponto muito revigorante, como A NOVA ARTE NOVA NO CCBB, O RUMOS NO ITAÚ. estas mostras sim serviram de exemplo de nossos avanços intelectuais.
UMA EXPOSIÇÃO COMO A NOVA ARTE NOVA não será esquecida tão breve, e não deve, ela deverá permanecer como exemplo. COMO O NOSSO PANORAMA.
OBRIGADO A PALO SÉRGIO E PAULO VENÂNCIO, por nos mostrarem a nível nacional dois grandes exemplos de comprometimento não só com os artistas nacionais, mas também para com a sociedade brasileiera.

Posted by: Adriano at abril 8, 2009 10:41 AM

Problemas e eventuais méritos do projeto curatorial à parte, faço coro a alguns posts, no sentido do maior problema a meu ver estar na insistência do Pedrosa [e talvez tb do Mam] em associar essa proposta curatorial ao tradicional "Panorama da Arte Brasileira". Chamar de outra coisa e não por o "Panorama" no meio resolveria boa parte da polêmica - o que aliás já teve um precedente com o [não]Panorama do Mosquera, em 2003, embora em outra medida.
Claro que ainda assim, como curadoria, estaria passível de ressalvas e comentários a partir dessa "idéia de Brasil" construída de fora. Mas seria uma outra discussão, paralela, e a princípio com um instigante potencial de problematização - basta pensar ou lembrar de algumas curadorias do Alfons Hug, por exemplo, um [alemão] que parece gostar dessas leituras "Brazil for export"...

Posted by: Guy A. at abril 8, 2009 6:08 PM

PS: fiquei um tanto, digamos, confuso com a empolgação no post acima em torno da exposição "Nova Arte Nova". Trechos como "mostras assim serviram de exemplo de nossos avanços intelectuais" [sic] me parecem absolutamente incompatíveis com as impressões que tive dessa mostra, sobretudo na montagem de São Paulo [onde o espaço do CCBB é de fato bem complicado]. Me pareceu um balaio de gatos - qualidade de trabalhos à parte -, agrupados menos por qualquer eventual "amarração intelectual" que para atender a uma demanda institucional da ordem da efeméride - as datas celebrativas do BB e do CCBB. Além da exaltação, sempre relativa, de certo corte do "novo" [sempre bom para o mercado] ou do "jovem". E ponto. Mas isso seria assunto para um outro tópico, talvez...perdão pela digressão.

Posted by: Guy A. at abril 8, 2009 6:23 PM

eu tambem acho que brasileiro nao e somente quem nasce no brasil e tem carteirinha de identidade. o brasil nao precisa ter medo do risco.

Posted by: Sergio Verastegui at abril 8, 2009 8:02 PM

Cada vêz mais a Globalização Intansigente mostra sua distorcida face.O mundo inteiro já percebeu,que a melhor forma de estimular os caminhos verdadeiros,é olhando para dentro de si mesmo.O que ainda falta no Brasil,é exatamente isto,é o conhecimento,o reconhecimento,o estudo,a intitucionalização de sua própria história identitária.Alguns corredores privilegiados da Arte,da Cultura,e do próprio Mercado,no Brasil,é manipulado de forma grotesca,e assombradada por alguns octagenários equivocados tubarões.
Alguma hora,quero ainda crer que esta política de QI(Quem Indica,e pronto),deve ter fim.Ora pelos erros consecutivos,cometidos impunimente,ora pela maturidade e perceptividade da própria elite pensante brasileira,frente a estes abusos.

Posted by: Ricardo Barradas avaliadordearte at abril 8, 2009 9:56 PM

Quem sabe Pedrosa não quer reapresentar a Arte Relacional (Relational Aesthetics)que Nicolas Bourriaud tentou definir, só que agora, embrulhado em “papel tropical". Não sei bem até que ponto é pertinente o papel do curador e a tal "fascinação estrangeira" pela estética da pobreza. Viva nossa antropofagia!

Quem sabe não chegou a hora de devolver os espelhos?

Me lembro bem do início de um texto de uma exposição coletiva que participei, escrito por uma artista (brasileira) que admiro muito: " Ainda que desapareçam a crítica e os críticos a arte continua; ainda que desapareçam a escola e a academia, a arte continua; ainda que desapareçam os escritos e a teoria, a arte continua. Pode-se perder a qualidade e pode-se restringir drasticamente o campo do conhecimento, mas a arte continua.

Sou artista (brasileira) residente no exterior a mais de quatro anos, que para estar legal aqui transito com uma segunda nacionalidade européia possibilitando livre fronteira física, mas não cultural.

Nosso hibridismo é nato. Pois existe uma “apropriação comportamental” que é o estilo de ser e de viver brasileiro.

Se brasileiros não estão presentes na mostra, tudo bem, tudo bom, a arte continua.
Vá e assista, e se quiser devolva seu espelho.

Posted by: D.Marx at abril 9, 2009 7:20 AM

Depois da Bienal do Vazio e do Non-Brazilian Panorama, talvez o Sr. Pedrosa deva fazer a curadoria da Mostra do Invisível, em que a sua própria figura, de preferência, suma.

Posted by: Isabel Löfgren at abril 9, 2009 8:57 AM

É realmente triste ver a que ponto chega este jogo de nepotismo, amiguismo e interancionalização de nossos "curadores". Como podemos deixar isto acontecer assim. Somos artistas, críticos ou qualquer outra categoria envolvida com arte neste PAÍS!!!!! País, que não fomenta a arte dele mesmo, que ainda nào democratizou "realmente "o seu circuito interno. O que me importa ver os conhecimentos internacionais do Sr. Adriano? Realmente é triste perder um espaço onde simplismente se Dignava a pensar um pouquinho... a arte do BRASIL para o BRASIL.

Para que mais uma exposiçãozinha de amigos estrangeiros, e que ainda vamos pagar a conta dele por aqui???? para eles tomarem sua caipirinha no restauranrte do MAM, ah ah ah a, que gostoso, que bossa, vivi a vida no Brasil. Todo extrnageiro sonha com isto.

E o pior é este sentimento de que não podemos mudar isto!!! Bom, assim , se nada fizermos , vai sempre ser assim...ao gosto do nosso fregues.

o Adriano nem vai ler estes bilhetes...esta lendo o NYtimes do loft de um de seus convidados...não consegue ler sobre estas pobreZas, pode arranhar o brilho!

SERÁ QUE TEMOS que ficar assistindo isto assim???NÃO TEMOS FROCÁ POLITICA...CADA A NOSSA VOZ, O NOSSO CORPO. pOR QUE TEMOS QUE FICAR EM CASA LENDO AS NOTICIAS?

Posted by: Marco Paulo Rolla at abril 9, 2009 9:12 AM

Tive outros pensamentos...realmente este fato me deixou atordoado nesta manhà comum de feriado NACIONAL.

QUANDO FOI QUE O MAM PAGOU, a artistas brasileiros, SUA PARTICIPAÇÃO NESTA EXPOSIÇÃO?

Por que o PANORAMA DE ARTE BRASILEIRA não comiciona trabalhos a brasileiros. Esta política nunca exixtiu!!! Deveria ser emplantada, residencias para fomentar trabalhos de brasileiros que não sejam MADE IN CHINA?
Para quem não sabe...todo museu no exterior tem uma política de comissionar trabalhos a artistas...fomentar.
Quando é que esta proposta exixtiu para os artsitas brasileiros.

Agora, só por que esta exposição só terá artistas de fora, temos que fazer bonito, que gastar todo o recurso do nosso "pobre" museu? Estranho ou um certo complexo de....

Posted by: Marco Paulo Rolla at abril 9, 2009 10:08 AM

Pois é. Quando o ego é maior que a inteligência acontece estas coisas. Transforma o que seria uma curadoria numa idéia individualíssima do que seria arte brasileira. E o que é pior, esta ideia nem sequer chega a ser abrangente, nem sequer aumenta os limites do "Brasil", simplesmente elimina parte deste Brasil, do Brasil produzido no Brasil. Burro, egocêntrico e limitado.

Posted by: Lúcio de Miranda at abril 9, 2009 11:59 AM

O CURADOR É UMA NECESSIDADE DESNECESSÁRIA.

Posted by: Artur Barrio at abril 9, 2009 12:51 PM

Concordo com Pedrosa!
Acho a proposta muito interessante, inteligente, e bem vinda. Assim como a Nova Arte Nova pretende atender ao mercadão de arte, e nem sei se consegue, o panorama pode funcionar como um espelho perverso. Tudo funciona assim, então que venham, venham, as propostas, venham as idéias e os movimentos. Que venha a critica bem paga e mal paga da imprensa brasileira que transformar tudo em novela.

Posted by: Mirabuenocalois at abril 9, 2009 1:23 PM

Boa Tarde a todos.
Olha só, ja somamos 31 posts até agora nesta discução, e a opnião de todos converge na negação destes atos CÚratoriai$. Concordo com o Marco Paulo Rolla, "pOR QUE TEMOS QUE FICAR EM CASA LENDO AS NOTICIAS?".
Proponho aqui que façamos algo, antes do evento ou no dia de sua abertura.
Podemos utilizar este espaço (web) para nos organizar e para todos proporem idéias de como agir, somos artistas, criticos, pensadores... enfin, ainda temos a capacidade de nos indignar com as coisas. O que acham???
Talves uma grande intervenção coletiva no lado de "fóra" MAM, só lembrando, ja somos 31 indignados, com pensamentos e formas de agir diferentes, mas com um sentimento em comun.
A ARTE...
Mandem idéias, criticas... mas proponho que não deixemos isso acabar politicamente, que sabemos que a pior forma.
Só parafraseando o Drumond.
"...LUTAR COM PALAVRAS É A LUTA MAIS VÃ,
NO ENTANTO LUTAMOS, MAL ROMPE A MANHÃ..."
Agradeço a atenção e aguardo novos posts.

andrérnica...
andread00@yahoo.com.br
http://www.flickr.com/photos/andrernica/

Posted by: André Érnica at abril 9, 2009 1:36 PM

Gostei dao Marco Paulo e do André Érnica ... tenho uma proposta: lembram dum Panorama passado que tinha um trabalho do Mariussi? tratava-se de entrar no museu gritando: ´Eu sei o que é arte contemporânea!´. Proponho algumas frases para gritar no Brazilian Art Landscape (Panorama da Arte Brasileira, pros nativos ignorantes que não entendem inglês):

I know what brazilian art is about!

Adriano Pedrosa sabe o que é arte contemporânea!

ou cantar, como naquela música do Chacrinha:

Adriano Pedrosa
Está com tudo
E não está prosa

porque chacrinhas e panelinhas é o que está virando o mundo da arte brasileira. Fui!!

Posted by: Alex Cabral at abril 9, 2009 6:45 PM

Pois é pessoal, este tipo e ação tem que ser bem planjado pois ele pode se aproveitar do lugarzinho da vitima de artistas resentidos...ha ha ha ha 'e assim qe estes ai veem a gente, curadores deste PORTE....Internacionalizadas....cheios de canais incalculaveis...nadan aqui tem mais valor para os parâmetros extrordinários atingidos por ele.
Por isto foi criado o monstro impiedoso e doce, bonito e horrivel.

Acho que teria que ser algo mais como uma entrega de questionarios de opinião publica na porta da abertura da exposição..

Um pedido de explicação ao MAM, sobre tal mudança de regras nesta expo que é muito cara para nós artistas Brasilerios. Publicação disto em jornais.

Sei lá, acredito, que de outra maneira, não faremos nem cosquinha nesta decisão do MAM, de levar esta loucura a frente...mesmo tendo o respeito que tenho pela instituição que até hoje tinha mantido este local mais democrático de ver a arte no Brasil de vários angulos.

Tem que ter apoio de pessoas e agentes mais importntes...

O que fazer para o jantar?

Será que somos só 31 indignados , quem está ai só assistindo? Ola querida, mostra a careca que é delas que eles gostam mais.

Posted by: Marco Paulo Rolla at abril 11, 2009 10:50 AM

Achei que o Manifesto Altermoderno do Nicolas Bourriaud era importante para esta discussão... Está traduzido e publicado aqui no brasa:

Manifesto Altermoderno - O pós-modernismo está morto por Nicolas Bourriaud
http://www.canalcontemporaneo.art.br/brasa/archives/002163.html

Posted by: Patricia Canetti at abril 11, 2009 2:38 PM

entendo o que vc quis colocar com esta visão Altermoderno do Nicolas Bourriaud. Mas aqui se trata não só de uma ideia cultural mas de uma renuncia à este espaço de pensar e de revisitar a arte Brasileira, que já sabemos estar embebida em tudo isto e precisa ainda ser entendida assim pelo extrangeiro, que ainda insiste em visões unilaterais e cliches tropicalistas.
O que estamos assistindo acontecer é o contrario...como se o extrangeiro viesse nos mostrar o nosso novo modelo de cultura, o deles!

é muito perigoso este jogo...

fico relutante de pensar que a tendencia d arte é de desvincular a cultura de cada individuo nascido em cada pais. Eu ja vivi fora e sei que ainda me sinto extrangeiro em terras distantes.

O sistema de arte-viagem vem de uma evolução do sistema curatorial que quer ser agente de um movimento de arte, quase autoral e globalizado.

Acho riquissimo mas não vejo isto cabendo ao Panorama de arte Brasileira.

Se O Adriano não queria fazer esta exposição everia negar o convite. Se a arte brasileira não lhe convence mas como tal. Se ele acha que a encontra mais genuina em asrtistas extrangeiros...
Os Brasileiros tem ue aprender a se ver sem projetar-se para fora, sem precisar do aval do estrangeiro.

Que venha o Panorama de Arte Abrasileirada, ah ah ah

Posted by: Marco Paulo Rolla at abril 11, 2009 6:16 PM

Acho que se o Adriano chutou na direção do manifesto do Bourriaud, a bola foi fora, porque ele mantém as nacionalidades intactas ao deixar os brasileiros de fora... Se ele tivesse optado pela arte brasileira, feita por qualquer artista, aí sim poderíamos adentrar o altermoderno. Mas realmente não é o caso do que ele está apresentando agora.

E o pior deste procedimento anacrônico - da visão do estrangeiro - vivido em tempos globais é que oferece o "brasileiro" como dna para qualquer outra cultura. E se esta tiver mais recursos que a nossa, passará a vendê-la com a "marca" que lhe for mais interessante...

Posted by: Patricia Canetti at abril 11, 2009 8:17 PM

Ufa

Que bom que a Patricia me deu este alivio...pois de vez em quando acho que estou surtando...neste meio da politica cultural. 'E tão cheio de traquimanhas que sempre temos que duvidar...
O que é saudável, mas temos que realmente encontrar uma forma de fazer nossos pensamentos serem ouvidos pois já passamos desta faze de implatar industrias estrangeiras aqui...né? Principalmente de arte que nao falta bons fabricantes nacionais e não cansamos de ver os estrangeiros aqui pra ver o que tem MAIS, mais e mais.
O Europa e o EUA estão com a criatividade atolada, fria cheia de vicios normativos da contemporaneidade.

Aqui ainda temos artistas romanticos que se jogam no criar com uma certa "inocencia".

Mas voltando ao que interessa aqui, como vamos carear esta cituação do Panorama de arte EXtrangeira, com x pois é plus, mega , extra e ainda você leva mais esta faca para cortar as pinturas que ai aparecer.

Posted by: Marco Paulo Rolla at abril 12, 2009 9:46 AM

- artistas românticos que se jogam no criar com uma certa "inocência"? - ...faca para cortar as pinturas que ai aparecer? Não entendi!!!

Posted by: Roberto Silva at abril 12, 2009 11:13 AM

Mas o que é afinal Arte Brasileira? E o que é arte brasileira internacional? É arte brasileira com penas de arara (Tropicália)ou arte brasileira com cara de Robert Morris?
Como de fato, o maior problema da proposta é a temática-título da mostra, poderiamos organizar um Panorama da Arte Européia Brasileira? Parece que o Adriano está propodo o contrário,um Panorama da Arte Brasileira Européia (inclui-se aí a noção de norte-americanismo também).

abraços.

Posted by: daniela labra at abril 13, 2009 11:13 AM

Ridiculo isso ai. Esse Pedrosa quer aparecer na foto. Só pode.

Posted by: Marcio at abril 13, 2009 12:20 PM

CONCORDO PLENAMENTE COM MEU AMIGO ANDRE ERNICA E COM O MARCOS PAULO ROLLA... DEVEMOS DESENVOLVER ALGO!... ARTISTICO E COERENTE...

Posted by: LOBO at abril 13, 2009 12:44 PM

...E MANDAR ESSA CORJA DE CURADORES, INTELECTUALOIDES FALCETAS... PARA ONDE ELES MERECEM!

Posted by: LOBO at abril 13, 2009 12:49 PM

Pessoal, que tal, ao buscarmos valorizar mais o Brasil, valorizarmos nossa língua também? Sei que não é este o assunto em pauta aqui, mas fiquei espantada com a quantidade de erros de Português! Já imaginaram escrever um manifesto, questionário ou algo do tipo, como forma de protesto,mas com esta quantidade de erros absurdos? Será que terá credibilidade?

Posted by: Juli at abril 14, 2009 11:42 AM

Em março de 2002 Adriano Pedrosa escreveu o artigo "Brazil: Body and Soul" na ArtForum.
Separei alguns fragmentos que podem nos interessar:
The centerpiece of the show is a five-story eighteenth-century altar dismantled in a church in São Bento de Olinda, Pernambuco, and reconstructed on Fifth Avenue. While spectacular, the altar, in losing its function, has lost its significance; here it is nothing more than a fetish within the exoticizing apparatus of the museum. Ironically, the altar, like Carmen Miranda, another Brazilian icon, is in fact Portuguese (attributed to José de Santo Antônio Vilaça, a Portuguese monk who never set foot in the colony).
(...)
Starring alongside the Portuguese altar is another foreigner—Nouvel himself, who was given carte blanche to transform the museum for the occasion.
(...)
Blockbusters come and go, but the fragmentary, perverse image of Brazil disseminated in this exhibition will take time to redress. “Brazil: Body and Soul” may inspire tourism and investment, but the reported $8 million production fee paid by the Friends of BrasilConnects seems like a high price, especially if the show puts Brazil on the (tourist) map for pleasure rather than culture. In the end, what one misses most here is intelligence. Then again, this exhibition only promised to deliver Brazil’s body and soul—one hopes the country’s mind will figure in future curatorial endeavors.

Vê-se que agora no futuro, quando ELE pode como curador mostrar a mente e o pensamento brasileiro, resolve ao contrário esconder o corpo, a alma e a mente brasileira por detrás do véu estrangeiro.

Lembremos do fantástico universo dos ditados brasileiros:
"Faça o que eu digo, não faça o que eu faço"

Nossa Adriano Pedrosa, não tinha um jeitinho melhor de ser mais brasileiro?

Posted by: Clarissa Borges at abril 14, 2009 4:27 PM

TUDO ISSO É PÉSSIMO.

POR QUE ESSES ARTISTAS ESTÃO TÃO REVOLTADOS, PESSOAL ABAIXEM ESSE EGO, SUPEREGO. VCS ESTÃO IRRITADOS POR QUESTÕES PARTICULARES... POR QUE VCS FICARAM DE FORA... ESSA É A PROBLEMÁTICA.
NA VERDADE, NINGUÉM ESTÁ DANDO A MÍNIMA PARA O PANORAMA... TÁ TODO MUNDO NERVOSO PQ NÃO VAI PODER COLOCAR EM SEUS CURRICULOS A PARTICIPAÇÃO NA ATUAL VERSÃO DO PANORAMA.

BRASILEIRO COME BANANA.

Posted by: Carl at abril 15, 2009 10:03 AM

Na Feira de Arte ARCO 2008 em Madrid, onde o Brasil era o pais homenageado, lá estava eu descendo a escada rolante, no meio daquela multidão de pessoas de preto e seus delirios pessoais, quando escutei, sem querer, o comentário em língua portuguesa que dizia assim: " Não vim aqui para ver Arte Brasileira",dito em bom português. Achei aquilo tão deselegante e pedante vindo de um brasileiro...será que é o mesmo que hoje traz essa proposta de Panorama da Arte Brasileira feita por estrangeiros???? ... Não conheço o Sr. Adriano Pedrosa, contudo, esse comentario pode ter sido uma prévia de sua proposta curatorial. Participei de duas versões do Panorama (1999 e 2005) e acho um absurdo excluir a produção brasileira dessa exposição que foi criada exatamente para dá visibilidade à produção nacional. Produção essa carente de mostras e espaços. Não estou certo que esse comentário ouvido na ARCO, seja mesmo do curador em questão...mas parece bem provável que sim.
Fabiano Gonper

Posted by: Fabiano Gonper at abril 15, 2009 12:04 PM

A mostra Panorama da Arte Brasileira não pode ser desvinculada da produção de artistas brasileiros. A proposta de uma exposição de artistas estrangeiros que dialogue de algum modo com o Brasil, pode ser uma proposta interessante, claro, mas não dentro do contexto do Panorama. Precisamos sim, de aprofundamentos críticos e teóricos sobre a arte brasileira dentro do seu contexto nacional e também internacional. E Sobre meu post anterior, quero deixar claro que foi uma experiência que me veio a lembrança e resolvi relatar. Na ocasião havia mais pessoas juntas, e apenas escutei o comentário em meio a tantas linguas estrangeiras ali reunidas. Poderia ter vindo de um colecionador, um crítico, um artista, ou um passante, não importa, apenas lembrei. É isso.

Posted by: Fabiano Gonper at abril 15, 2009 3:19 PM

Este é um exemplo de curador que se acredita mais artista que qualquer artista e se utiliza das obras de arte para defender seu tratado estético (este sim é, para ele, A obra de arte da exposição). Os artistas, sejam brasileiros, sejam estrangeiros, nao passam de meros coadjuvantes do processo...Na faculdade a gente aprendeu que "o meio é a mensagem", hoje poderíamos dizer "o curador é a exposição"! Ele "gera" o conteúdo da mostra, ele é o centro das atenções, ele polemiza... enquanto isso o que fazem os artistas? Neste caso, por que nao mostram seu descontentamento para o Mam? Pior que o curador é a instituiçao que aceita uma proposta de exposição sem sentido como essa...um protesto em forma de Manifesto, por exemplo.Uma performance do Marco Paulo Rolla tb seria uma boa...

Posted by: Myrine Vlavianos at abril 15, 2009 6:23 PM

A tradução do texto "Brazil: Body and Soul" de Adriano Pedrosa está publicado no e-nforme ANO 2 N. 84 / 3 de maio de 2002:
http://www.canalcontemporaneo.art.br/e-nformes.php?codigo=159

Posted by: Patricia Canetti at abril 15, 2009 7:44 PM

Oi Pessoal,

olha eu aqui outra vez!
Mirine, obrigado por considerar minha performance forte o suficiente para fazer frente a este monstro...mas não vou misturar senssibilidade artistica com articulação política!!! É dar Perolas aos Porcos!
Mas acho que os artistas poderiam fazer um abaixo assinado e mandar para o MAM, um manifesto de repudio a este...antes que ele se torne concreto e nós ai vamos ficar aqui de comadres fofoqueiras....he he he he.

Há e quanto aos varios erros de portugues...alguns são muito bons...
"Extrangeiros" por exemplo, cabe perfeitamente no contexto, não é?

Posted by: marco paulo rolla at abril 16, 2009 9:16 AM

Acho muito triste como brasileira ver esta página cheia de egos ressentidos de um nacionalismo putrefato. Quanto resentimento!
Só transportam ao leitor uma imagem negativa de como pode ser feita uma boa argumentação. Uma página de baixaria mesmo! Não dá nem vontade de debater pois o nível ja desceu muito para além de baixo.
Se não concordam com o projeto acho ótimo que se discuta!
Mas acima de tudo aprendam a aceitar novas propostas, aprendam com outros países, outras nacionalidades, outras culturas. O mundo é muito maior que o Brasil. Não há mais lugar para reações destas.
A arte serve acima de tudo para gerar novas idéias, novos conceitos, novas trocas...
Ao atacarem o curador com tão poucas argumentações esclarecidas e tantas sapatadas acabam perdendo toda a razão que poderiam ter!
Temos tantos Panoramas... porque não uma proposta diferente!?
Pedrosa diz na entrevista: O "brasileiro" nesse contexto deixa de ser nacionalista. Parece-me pertinente, pois o Brasil e a arte brasileira sempre foram muito abertos"... Infelizmente para ele e outros tantos que querem acreditar nisto, enganou-se redondamente, me parece... nao acham?!

Posted by: Luiza Bahouth at abril 19, 2009 6:50 PM

pleeassseee!

Posted by: Aline Barbosa at abril 19, 2009 6:51 PM

Acho sinceramente que Luiza está sendo desatenta na sua leitura dos comentários aqui postados...

Não me parece que os comentários estejam contra novas propostas, mas contra velhas propostas requentadas: o Brasil e o brasileiro definidos pelo estrangeiro. Afinal, isso tem a idade da fundação do Brasil! Veja que para Adriano Pedrosa brasileiro é brasileiro e estrangeiro é estrangeiro. Ele não avança um milímetro nestas definições, daí o cheiro de naftalina que irritou os ânimos (irritação é diferente de ressentimento).

"...O "brasileiro" nesse contexto deixa de ser nacionalista..." trata do senso comum do adjetivo relativo à cidadania, mas isso é muito limitado aplicado à arte. E, portanto, carece de uma melhor conceituação para que a futura obra do curador tenha um resultado satisfatório.

Me parece que o novo aqui está na inversão de papéis praticado nestes comentários: artistas criticando a obra de um crítico e curador. Estamos apenas apontando falhas no conceito apresentado como normalmente os críticos fazem. Talvez seja inócuo, pois, dada as posições de poder, não podemos descartar as obras dos curadores (por pior que elas sejam) como eles podem simplesmente não selecionar obras de artistas que considerem fracas.

Parafraseando o comentário de Artur Barrio: O ARTISTA É UMA NECESSIDADE NECESSÁRIA.

Posted by: Patricia Canetti at abril 20, 2009 9:53 AM

É, realmente a Luiza está focando no lugar errado.

Quando o Adriano diz:O "brasileiro" nesse contexto deixa de ser nacionalista.

Isto é apenas uma frase de efeito, pois quando é que o brasileiro foi nacionalista, no sentido ETICO e Civil? Temos que aprender a ser mos nacionalista no bom sentido, aprender a defender nossos lugares profisionais e de cidadão...estamos longe disto.

Pode até ser que o brasileiro seja nacionalista em relação ao futebol...

Até hoje só existe este Panorama da arte brasileira (que é extremamente importante para o Brasil), feito por uma instituição de valor histórico.
Não sei onde a Luiza viu outros panoramas...com deliniamento de uma visão historica da arte brasileira.

Parece também que os Brasileiros não estão muito acostumados a verem artistas ativos, com opinião e ficam constrangidos de ir contra ao "poderoso" curador. Famoso nas alterosas e também no eXterior.
Fico bobo de ver a resistencia que temos em entrar em conflito...me incluo nisto, mas tenho tentado mudar, não ficar calado...sei que as vezes é melhor.

Assim alguns podem até ler isto como ressentimento...mas para mim é exercício civil, eu sou um profisional BRASILEIRO, artista, com obras na coleção do MAM, local onde vai se dar a o tal panorama de que...? Por tanto não tenho motivos para ser um artista ressentido! E principalmente, quero mais uma vez reforçar o meu repudio a esta ideia, desta bricadeirinha de curador com o nosso campo de trabalho e nossa noção de história da arte nacional.

podem mandar tocar o Hino! Eu levanto mesmo a bandeira!

Posted by: Marco Paulo Rolla at abril 21, 2009 6:11 PM

Aqui estou mais uma vez ... desta vez tenho uma proposta: penso que todos podemos entrar em contato com os artistas selecionados por Adriano Pedrosa (através de seus e-mails e sites) e lhes enviar um questionário. Proponho as seguintes perguntas ...

Voce sabe o que é, históricamente, o Panorama das Artes Brasileiro?

Voce conhece a proposta do curador da próxima edição, o sr. Adriano Pedrosa?

Voce concorda com esta proposta?

Se concorda, como entende que seu trabalho possa ser mostrado como arte brasileira?

Voce conhece arte brasileira?

Voce conhece artistas brasileiros?

Voce sabe o que é ser um artista brasileiro, trabalhando em um país de terceiro mundo?

Voce sabe que o Panorama não comissionou no passado artistas brasileiros, e está comissionando os artistas desta edição?

Além de prestígio e $$, voce tem realmente um bom motivo para participar desta mostra?

------------

É isso, essas são algumas perguntas propostas, mas podemos perguntar outras coisas. Comentem ... abração a todos ...

Alex Cabral

Posted by: Alex Cabral at abril 23, 2009 10:53 AM

O curador A. Pedroso, não poderia viabilizar esse projeto aqui em discussão, sem que houvesse o apoio do espaço institucional MAM. Não vejo (na minha humilde opinião), motivo para tantas palavras soltas entorno desse assunto que nada tem de relevante e não dirá nada da nossa arte brasileira, é algo menor, a tese que não interessa (no meu ponto de vista) aos artistas brasileiros fazerem a banca.

Sinceramente não sei o que seja na contemporaneidade o termo nacionalismo, no mundo tecnológico de agora as bandeiras tem outros significados menos apaixonados e mais fincados no interesse unificador do que divisor... Nossa identidade contemporânea é naturalmente hibrida, não podemos ignorar os saberes de fora, pois nossa construção contemporânea vem dessa capacidade de diluir misturas, condensar de forma brasileira esses ventos cosmopolitas. Eu acredito em saberes que somam, o colaborativo é o mais necessário.

Temos aqui um debate urgentíssimo e importante por discutir: o modelo falido da Bienal que acabou no vazio da 28ª edição curada por Ivo Mesquita. Acho que a nossa Fundação Bienal deveria, antes de nomear a nova diretoria, discutir e dividir com a sociedade interessada, qual seria o novo regimento, ou melhor, a nova carta de procedimentos e políticas a serem adotadas, eticamente e profissionalmente, nas próximas edições. Acho que esse seja o interesse maior de todos os profissionais artistas, marchands, curadores, críticos, acadêmicos... Essa banca de fora tem que ser convocada... !!!

Posted by: Roberto Silva at abril 23, 2009 8:09 PM

olá Pessoal,

Creio que essa discussão já tenha ultrapassado aqui as margens do blog do Canal e com isso gostaria de deixar aqui o link da versão em espanhol e português do texto que escrevi sobre este episódio da trigésima primeira edição do Panorama da Arte DES-Brasileira, contribuindo assim para expandir a reflexão.

http://www.artesquema.com/ - versão em Português

http://esferapublica.org/nfblog/?p=1893 - versão en espanhol.


Realmente Adriano Pedrosa adentrou e um contexto que realmente penso que deveria ter acontecido, para refletirmos e questionarmos mesmo a atuação das instituições e de seus respectivos curadores. Num texto muito interessante tb que roda em alguns emails-grupos, recebi de Basbaum (e nisso peço licença), um questionamento que faz muito sentido neste re-contexto que é o tradicional paradigma "arte x sociedade", que Ricardo muito bem apontou, e que nas últimas ações institucionais aqui no Brasil, o curador tem se equivocado com este paradigma. Nas palavras de Ricardo Basbaum:
“obras e artistas não estão sendo mais percebidos enquanto agentes provocadores, e sim os curadores. Entretanto, acredito que os principais agentes provocadores são de fato as obras. O curador teria que aprender a recolocar o conflito ‘obra x sociedade’, e não apenas ‘evento x sociedade’, ‘exposição x sociedade’.”

Por esta quetão dos paradigmas, já daria mais uma tese, mas continuamos...

Creio que também não podemos generalizar um trabalho colocando-o na cova, como alguns posts aqui mencionam a total falência que foi a 28ª Bienal de São Paulo. Creio que realmente teve muitos problemas de posicionamento frente aos problemas gerado na polemica da pixação, de conceito de “critica institucional” entre outros "desentendimentos" internos e aqui conta-se os desenhos censurados de Nicolás Róbbio no jornal da Bienal publicados no artigo de Fabio Cypriano no site do Fórum Permanente
( http://www.forumpermanente.org/.imprensa/a-recepcao-da-28a-bienal-de-sao-paulo/um-acordo-de-cavalheiros-em-vivo-contato/ ), entre outros elementos expostos em varias mídias de comunicação no Brasil e no exterior. (inclusive não li em português a menção na mídia brasileira da saída do outro curador da 28 Bienal, mas enfim outro assunto...)

Mas não podemos negar que o vazio do segundo andar, foi uma das experiências mais ousadas (e claro sempre vai soar raiva de muitos pq estão tirando a VISIBILIDADE de outros...) e que no campo prático faz parar essa máquina massiva de arte chamada Bienal e vivenciar a experiência cnceitual (como o próprio vazio/cheio que se preenche por pensamentos, de idéias e lembranças...) mas também de uma ruptura que esperamos da nova posição (administrativa e orçamentária) da Fundação Bienal frente ao evento....

E nesse sentido com esta polêmica do projeto de Adriano Pedrosa para a 31ª edição do Panorama da Arte DES-Brasileira, de 2009, faz voltar na mesma tecla com a origem do evento (que está fazendo 40 anos!) e que precisa urgente de uma revisada de conceitos e identidades.

Obrigado,

Roberto Moreira Junior

Posted by: traplev at abril 24, 2009 2:05 PM

Sr Adriano Pedrosa

não caia num erro análogo organizando numa galeria capitalista ou anticapitalista, não sei, mas com empena a dar para a rua, casa na cidade, que paga as suas contribuições e os seus impostos e que dispõe de importantes capitais, possam eles estar depositados num banco comunista, e que é afinal uma galeria de ricos, uma exposição
que não pode deixar de ter um carácter de arte porque consiste em colocar em recantos, em iluminações, em locais escolhidos
objetos que não vão bramir, não vão cheirar mal, peidar-se, escarrar, não vão ter feridas nem recebê-las
que vão ser extirpados à sua linha de actividade viva porque vão figurar numa "exposição" que todo o snobismo mundial visitará abstendo-se de arriscar um átomo de seu ser para alterar seja o que for ao eixo actual da realidade
Depois o Sr deve, como sempre, escrever um catálogo que vai ser lido e feito para Snobs, para ricos amadores de arte, numa galeria onde não são vistos operários, nem é vista gente do povo porque estão durante o dia a trabalhar.
Depois do erro, espere as obras agregarem valor na galeria-museu ou num banco renomado qualquer, que se preocura com a arte contemporânea, porque isso vale tanto.

Posted by: Antonin Artaud at maio 4, 2009 9:44 AM

Arte brasileira? Arte brasileira feita por estrangeiros? Estrangeiros existem, mas arte brasileira feita por extrangeiros...what?

Posted by: joão Pin at maio 4, 2009 10:08 AM

...eu acho que esta é a tal da provocação, uma levada tipo yung, novas mídias, aqueles papos...
sarcasmo, o artista é o curador e esta exposição é do Adriano Pedrosa.

Posted by: Sonia Bacha - SB at maio 4, 2009 10:15 AM

Pedra no Pedrosa!

Posted by: mundano at maio 4, 2009 11:25 AM

CUrador querendo aparecer mais que os artistas e mais q a arte, é muito estranho isso.

vontade de ser gringo desse CUrador é incrivel.

Posted by: SAO! at maio 4, 2009 11:47 AM

Não entendo por que tanta polêmica..., aliás acho que vai ser bem divertido e interessante, distorcer o conceito do PANORAMA DA ARTE BRASILEIRA. Fora os interesses da Instituição, do Curador e Artistas, devemos pensar como um todo e quem sabe, aprender um pouco com tudo que esta acontecendo com o verdadeiro Panorama da arte no Brasil, que continua na mesmice, parece que todo panorama são os mesmos artistas que estão na bienal, nas galerias etc....

Posted by: helder profeta at maio 4, 2009 2:40 PM

QUE LOKO!!!

Posted by: EIT@ at maio 4, 2009 2:51 PM

A culpa de tudo isto é de Hollywood que sempre mostrou ao mundo um Brasil que dança rumba...hahahaahahahhaahahahaa

Posted by: Persona at maio 4, 2009 9:28 PM

Concordo com Roberto Silva
"Temos aqui um debate urgentíssimo e importante por discutir: o modelo falido da Bienal que acabou no vazio da 28ª edição"
Mas não consigo entender este gesto de Adriano a não ser pela sua formação- cá entre nós, a impressão que dá é que nos vê com olhos de Californianos, não foi lá que viveu?

Posted by: Laura at maio 4, 2009 9:40 PM

De qualquer forma, é muito interessante ler comentários do tipo "porque chacrinhas e panelinhas....a arte brasileira". Silenciosos, mas não por respeito, politicamente mudos, exceto quando excluidos, repetitivos até nas suas 'artes', vaidosos e condescendentes com experts, curadores e críticos, alguns surfam na onda dos seus Reis e Damas, onde esses ocupam espaços no tabuleiro, no tranco, no tapetão ou no jeitinho. Chacrinha sim, e bacalhau do português com batata dos ingrês e vinho do francês. Atchim, tudo bem que desde que nos venham com uma gripe suina.

Posted by: Sônia Gutierrez at maio 5, 2009 2:37 AM

Lamentável a proposta do Sr.Adriano, mais uma tentativa de colonização cultural idealizada por Curadores equivocados, parceiros das corporações, dos grandes ”esquemas”.
Vivemos hoje sob uma gestão cultural de um economista pragmático, fechado em sua posição político ideológica, da mesma ótica do Sr.Adriano, provocando imenso mal estar pela falta de sensibilidade ao discutir políticas públicas e o pior: fazendo crescer uma antipatia de outros Estados brasileiros em relação a São Paulo.
Chega mesmo a ser insuportável este sentimento Europeizante que São Paulo tradicionalmente carrega, mas enfim, tudo é Brazyl !

Posted by: Cida at maio 5, 2009 8:23 AM

Eh essa a realidade que o Mam expoe eh a realidade da arte brazileira!
A maioria ate q comentou aqui.. o que conhece de arte eh 70% internacional... salve aqueles que conhecem os 30% da nossa arte!
Poucos conguem citar um artista de cada area que seja competente que ele conheça o trabalho e que seja Brasileiro!
Entao sera q ele nao esta certo?!
Brazilian art eh isso ai ART DA BURGUESIA PARA A BURGUESIA!
Salve o Graffiti e a cultura popular.. nao se lamente de o exemplo!
SE VOCE EH UM CORNO VENDIDO COMO VAI COBRA DOS OUTROS O Q FAZER!
Pense nisso!

Posted by: Pablo at maio 5, 2009 9:46 AM

Depois da matéria que saiu na Folha de SP ( http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u560122.shtml ) não me contive, venho aqui fazer coro aos "ressentidos". Ressentidos uma ova!
Vários foram os depoimentos a favor de Adriano, nenhum no entanto realmente entusiasmado com a proposta, somente falam das reações contrárias.
Dizem ser o Panorama uma fórmula falida, que a Paralela e o Rumos já fazem a função. Como assim? A Paralela, uma mostra de galerias de SP, com interesse no mercado, seria uma mostra panorama das artes no Brasil??? E o Rumos, que apresenta artistas, com algumas excessões, no ínicio de suas pesquisas, poderia mostrar uma produção consistente?
E ainda, somos nacionalistas por que queremos ver uma produção brasileira de vigor, numa mostra bem apresentada, com foram os últimos panoramas?
Não se esqueçam que somos parte de uma grande massa: "arte latinoamericana"! É, nossa produção ainda está mal esboçada. Muito provavelmente porque quase nunca a vemos num conjunto, nem em exposições coletivas, nem em acervos de museus brasileiros...alguém por acaso se lembra da última boa exposição de arte brasileira que viu?
E reforço mais uma vez a ação sugerida por Alex Cabral: questionar os artistas convidados, assim como fez Mário Pedrosa aos artistas convidados a participar de uma Bienal de SP no período da ditatura, reforçando o boicote ao evento. As perguntas estão num comentário logo acima, pena o jornalista da Folha não ter as ter mencionado na reportagem.

Posted by: Debora Santiago at maio 6, 2009 11:20 AM

Não concordo com a Patricia, acho uma proposta coerente, visto a comoção causada e a discussão gerada. No começo pensei que fosse um tema quase sem importância, pois essas noções de fronteira, origem, etc já foram tão discutidas... Mas ve-se que essa discussão merece atenção. Se não fosse a radicalidade de colocar só extrangeiros fazendo arte brasileira (e não visão de arte brasileira por extrangeiros segundo alguns comentários) talvés essa discussão toda não viesse a tona... Acho que toda a discussão levantada por essa última bienal ótima... chega de agrupamentos de artistas por afinidade ou gosto... fazer um panorama ou bienal nos moldes convencionais é provinciano... Arthur Barrio é português ou brasileiro? Mira Schendel é nossa? Nicolas Robio é argentino? Importa? Vamos discutir coisas mais importantes... Lucia Nogueira é brasileira? mas ninguém conhece aqui, só na europa... Ouvi dizer que o Mam não quis fazer uma exposição incrível dela que estava no Museu Serralves no Porto uqe estava prontinha pra vir. Enfim. O Basbaum estava certo quando dizia que o maior problema é que as discussões hoje são levantadas por curadores... os artistas esperam que esses (apesar de acha-los desnecessários) os encaixe em suas mostras.
Não sei se vai ser boa ou ruim a mostra... mas é uma proposta que gerou uma grande e cansativa discussão antes de sua abertura.
A discussão tomou um rumo muito torto... que horror... parece que vão apedrejar o curador.

Posted by: marcius galan at maio 6, 2009 11:54 AM

Poder associado a uma enorme arrogância e, covenhamos, infinita ignorância!

Por que o curador Pedrosa não foi mais honesto, para dizer pouco, e deu o título de "Panorama do Brasil visto por estrangeiros" ou coisa assim...

"Panorama da arte brasileira" é uma mostra da arte feita no Brasil. E não de uma arte que "fala do guaraná" etc. Ridículo. Pode ser uma arte brasileira e não falar de "coisas brasileiras"...

Por outro lado, atacar a ignorância do cara não resolve. Há um sistema que incentiva, mantém, sustenta, financia atitudes como essa.

Posted by: Luiz Carlos Garrocho at maio 6, 2009 4:41 PM

Outro dia ouvi uma piada da personagem de Arlete Sales no prograna da Rede Globo " Toma Lá dá Cá" ...

"Sabe qual é novo apelido do Obama?
Absorvente Íntimo, pois está no lugar certo na hora errada!"

Esta curadoria é mais ou menos como esta piada, pode até ser boa mas está definitivamente no lugar errado!

Posted by: Tita at maio 7, 2009 2:40 PM

me parece que o problema é bem maior do que a exclusão dos brasileiros numa mostra de arte brasileira (o que por si só já constitui uma incongruência tão grande e absurda que fica até interessante...) o problema reside na onipotencia dos curadores que dão as cartas no cenário nacional. fica bastante óbvio que o principal motivo da escolha do sr. Pedrosa foi garantir uma certa visibilidade internacional (necessidade discutível, pois já curou algumas mostras internacionais bem relevantes). o que me parece errado é usar a curadoria não para iniciar uma discussão sobre -por exemplo- o que é "arte brasileira", mas para provocar discussões onde o que mais importa é o destaque para seu proprio nome. ou alguém duvida que ele já sabia que seria o centro das atenções assim que sua proposta curatorial fosse divulgada?
me pergunto até que ponto nós artistas somos tbém responsáveis pelo inchaço ególatra dos curadores... o mercado de arte certamente vê com satisfação essa polêmica já que sobem as cotações dos artistas selecionados.
Desde a bienal retrasada assistimos impassíveis aos curadores revoarem alegremente rumo à facilidade (leia-se curadorias à la Bourriaud...), todos eles repetindo a receita da moda, pavoneando sua posição up-to-date e independencia... O curador deveria ter em mente não os artistas, muito menos sua própria carreira, mas principalmente o público que irá ver a mostra. O curador do panorama deveria se perguntar somente se está ajudando as pessoas a entenderem o que é a arte feita no Brasil hoje. seu papel é desvelar, descomplicar, ajudar a ver. se a questão é mostrar sua ousadia e seu poder de provocação, que virasse artista...

Posted by: camille kachani at maio 8, 2009 2:45 PM

Obviamente a irritação causada pelo conceito curatorial para o Panorama, possui diversos aspectos. Muitos estão irrritados em função da banalização da discussão arte brasileira x estrangeira, e se de fato isso é relevante ou não, do poder conferido a uma pessoa para decidir sobre os rumos (ops) da mostra. Assisti uma palestra na Universidade no ano passado (preservarei aqui os nomes) onde o ilustre professor falou que curadoria já é uma coisa ultrapassada em outros países e que vivemos no Brasil um atraso/anacronismo de décadas em relação a isso. De fato, parece-me que o conceito de "curador", além de ser uma palavra horrorosa, deveria ser repensada, reavaliada, reentendida. O que se percebe no Brasil é que a figura do onipresente e onipotente curador retira todo o poder que em primeira análise deveria recair sobre as obras, as atividades curatoriais muitas vezes resvalam em relações de trocas pessoais e mais ainda relações econômicas. Dificilmente aqui um curador vai convidar um artista somente pela sua obra ou arriscar e investir em um jovem artista sem que uma galeria já o tenha representado (aí são outras relações em jogo que tb foram invertidas)... Muito possivelmente a questão que pode estar sendo mais incomoda, são as tais relações econômicas envolvidas nessa situação, ops, não riam, de fato Estética tem muito pouca relação com Ética, a situação é perversa. Vivemos enfim uma situação de perversidade econômica onde o artista é o último da escala... basta ver um livro básico como o de Anne Cauquelin "arte contemporanea"...

Posted by: silvasin at maio 8, 2009 4:55 PM

É lamentável que tantas instituições da arte brasileira estejam entregues a gente tão obscura e pretensiosa. Não basta o que fizeram com a Bienal? Os ultimos Panoramas foram sofríveis. Lembro-me de algumas bobagens: em 2003, quando a presença de artistas estrangeiros escolhidos por um curador cubano causou protestos, um artista colocou um copo com àgua no chão, junto ao pano de vidro, porque num determinado horário do dia, um raio de sol bateria no copo, produzindo um reflexo. Nesta mesma exposição, um artista passou baton em seu anus e carimbou-o em diversas folhas de papel timbrados de hoteis. Os nomes destes artistas não devem ser lembrados.

Posted by: Flávia Rudge Ramos at maio 8, 2009 6:30 PM

Concordo plenamente com o Marcius. Que bom que alguem tem cabeça...

marco paulo rolla, vc acha que o panorama vai dar algum prestigio ou grana para artistas como dominique? qué preguntas são essas? espero que o convidem a TODOS os panoramas do futuro, a todos eles.

e o mais triste de todo e ver todos vcs afiando suas pedras... país de ignorantes!

Posted by: daniel at maio 8, 2009 8:59 PM

Creio que os formatos das exposições estão evidenciando a quebra de padrões, de paradigmas, algo tão comum nos tempos atuais em todas as variáveis da sociedade.Bienal vazia, Rumos Visuais com cara de Salão de Arte, Panorama dos Extrangeiros... são formatos que estão valendo na cena artística. Curadoria é antes de mais nada uma pesquisa aprofundada em busca de resultados. E este formato propõe algo menos previsível do que os demais.O Panorama me pareceu simpático por conta dessa busca de um diálogo com artistas extrangeiros que fazem uma arte em sintonia com os questionamentos dos artistas brasileiros. É uma oportunidade de conhecermos essas operações de modo mais íntimo e percebermos as relações de modo mais fecundo e menos provinciano, menos fisiologista. Isso não elimina o valor de uma geraçao de artistas brasileiros, cuja arte é capaz de ser mostrada em qualquer grande instituiçao do mundo. Inclusive no MAM.
A catarse está lançada, cabe aos incautos uma possibilidade de crescimento.

Posted by: Julio Leite at maio 9, 2009 10:13 AM

Questão de ordem:

Acho que seria muito mais profícuo se mantivéssemos o nível dos comentários, evitando agressões e baixarias. Opiniões fortes e contundentes são necessárias à provocação de ideias, mas estas não precisam descambar para meros desabafos, pouco ou nada argumentativos, principalmente quando não são devidamente assinados...

Outra coisa: os comentários se referindo a outros assuntos estão sendo apagados para não atrapalharem o foco da discussão.

Posted by: Patricia Canetti at maio 9, 2009 12:39 PM

Concordo com Marcius Galan: "Não sei se vai ser boa ou ruim a mostra... mas é uma proposta que gerou uma grande e cansativa discussão antes de sua abertura." Mas esse comentário foi feito em 6 de maio de 2009.

Agora que a exposição já está aberta, pergunto: Quem de vocês já conferiu?

Acredito que somente após ver, seja possível opinar. Mas...


[Ainda me pergunto o que define uma “arte” como brasileira ou não?!!]

Posted by: Daniele at outubro 9, 2009 8:25 PM

All people deserve good life and credit loans or just short term loan will make it better. Because freedom is grounded on money.

Posted by: CharlesTricia35 at abril 4, 2010 11:24 PM
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