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maio 20, 2020

SP-Arte recua e diz que ressarcirá integralmente galerias por edição cancelada por Clara Balbi, Folha de S. Paulo

SP-Arte recua e diz que ressarcirá integralmente galerias por edição cancelada

Matéria de Clara Balbi originalmente publicada no jornal Folha de S. Paulo em 13 de maio de 2020.

Decisão, que acontece após mais de um mês de negociações, surpreendeu o setor

Depois de mais de um mês de negociações, a feira SP-Arte recuou e decidiu devolver todo o investimento das galerias na edição da feira deste ano, cancelada por causa da pandemia da Covid-19.

No início de abril, a organização tinha afirmado que devolveria apenas um terço desse dinheiro às casas de imediato, o que motivou uma união inédita do setor para reaver seus investimentos. Um outro terço seria retido para cobrir os custos da montagem, em curso quando o evento foi suspenso, e um terço final serviria de crédito para a participação das galerias na feira do ano que vem.

Uma participação na SP-Arte começa nos R$ 20 mil e pode ultrapassar os R$ 100 mil. Segundo galeristas consultados pela reportagem, são valores que pesam e muito diante da crise ocasionada pelo coronavírus —em especial no caso dos espaços menores, mais vulneráveis aos reveses do mercado.

Em nota, a SP-Arte afirma que devolverá o dinheiro pago pelos espaços de maneira escalonada em até um ano, de modo a aliviar os problemas de caixa que enfrenta também em função da crise. Ainda diz que a opção "pela devolução integral representa um esforço de capitalização na empresa, uma vez que, ainda que não tenha acontecido, o evento foi em boa parte pago".

À Folha, a diretora do evento, Fernanda Feitosa, afirma que a decisão de voltar atrás foi motivada pela percepção de que era preciso se adaptar a uma realidade que se transforma "com rapidez inédita e em direções incertas".

"Foi necessário pensar em uma nova proposta que, de fato, pudesse demonstrar nossa total colaboração à sobrevida de galerias (e, por consequência, de seus artistas), apesar dos enormes esforços os quais estamos nos imputando, já que não fazemos parte de um grupo econômico multinacional, a exemplo de outras feiras", ela diz.

"Também entendemos que, neste momento de agravamento da crise, a devolução integral está em consonância com nossa missão desde o início da SP-Arte: o fomento ao sistema das artes no Brasil", um projeto que Feitosa qualifica como "de vida".

As negociações entre as galerias insatisfeitas, cerca de 80 de um total de 159 que participariam do evento este ano, vinham sendo tocadas por duas entidades do setor, a Agab, a Associação de Galerias de Arte do Brasil, e a Abact, Associação Brasileira de Arte Contemporânea.

Presidente da primeira, Ulisses Cohn afirma que a decisão surpreendeu positivamente o grupo, já que eles propunham inclusive contribuir com porcentagens de seus investimentos para minimizar os prejuízos da feira.

Ele diz que estão todos muito satisfeitos com o gesto e que restam só algumas questões de procedimentos a serem resolvidas com as galerias.

Na nota enviada, a SP-Arte ainda confirmou a realização de uma edição virtual neste ano, prevista para entre junho e agosto. Com isso, segue os passos dos principais eventos do tipo no mundo, como a Art Basel Hong Kong e a Frieze, de Nova York, que acontece de forma online até esta sexta (15).

A feira também adiantou que a edição de 2021 da SP-Arte está confirmada e deve acontecer de 14 a 18 de abril, no pavilhão Ciccillo Matarazzo, no parque Ibirapuera.

Posted by Patricia Canetti at 3:43 PM

Venice Art Biennale delayed until 2022, now the same year as Documenta by Gareth Harris, The Art Newspaper

Venice Art Biennale delayed until 2022, now the same year as Documenta

Matéria de Gareth Harris originalmente publicada no site The Art Newspaper em 18 de maio de 2020.

Organisers say "it is impossible to move forward within the set time limits in the realisation of such a complex and worldwide exhibition"

The 59th Venice Biennale will take place in 2022 following the decision by biennial officials to postpone the Architecture Biennale until May 2021 due to the coronavirus outbreak. The world’s most prestigious biennial was initially due to take place next year.

The move means that the art calendar is in flux again with the art biennial, overseen by the Italian curator Cecilia Alemani, now scheduled to take place 23 April to 27 November 2022. Other major events planned for summer 2022 include Documenta 15 in Kassel, Germany (18 June-25 September) and the Lyon Biennale (September).

“The decision to postpone the Biennale Architettura to May 2021 is an acknowledgment that it is impossible to move forward within the set time limits in the realisation of such a complex and worldwide exhibition, due to the persistence of a series of objective difficulties caused by the effects [of] the health emergency underway,” says a biennial statement.

Biennial officials initially announced in March that the architecture biennial would be postponed from 29 August this year until 29 November. It will now run from 22 May to 21 November 2021.

Held across the city's Giardini and Arsenale sites, the 17th edition of the International Architecture Exhibition, entitled How Will We Live Together?, is curated by the Lebanese architect Hashim Sarkis. Sixty-five countries are due to take part.

Posted by Patricia Canetti at 2:58 PM

Regina Duarte deixa comando da secretaria de Cultura do governo Bolsonaro, G1

Regina Duarte deixa comando da secretaria de Cultura do governo Bolsonaro

Matéria originalmente publicada no portal G1 em 20 de maio de 2020.

Atriz assumiu a pasta em 4 de março com a missão de 'pacificar' o setor. Segundo o presidente, ela assumirá a Cinemateca, também vinculada à pasta.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (20) a saída da atriz Regina Duarte do cargo de secretária especial de Cultura. Em publicação em uma rede social, o presidente afirmou que ela assumirá a Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

A Cinemateca Brasileira é a instituição responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira e é vinculada à Secretaria da Cultura.

"Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o Governo e a Cultura Brasileira assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em SP. Nos próximos dias, durante a transição, será mostrado o trabalho já realizado nos últimos 60 dias", afirmou Bolsonaro.

Regina Duarte assumiu a pasta em 4 de março, com a missão de "pacificar" o embate entre a classe artística e a indústria da cultura com o governo federal.

Desde o início do mandato de Bolsonaro, a secretaria teve alta rotatividade em razão de polêmicas na pasta e em órgãos vinculados a ela.

No dia 5 maio, por exemplo, o governo renomeou maestro Dante Mantovani como presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte) que tinha sido exonerado por Regina no primeiro dia da atriz à frente da secretaria.

Segundo o blog da comentarista do G1 e da TV Globo Andréia Sadi, Regina não foi informada e "não entendeu" a nomeação. Mantovani foi exonerado no mesmo dia e o ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antonio, justificou as mudanças por "questões internas".


A saída de Regina Duarte do governo já era um desejo da ala ideológica próxima ao presidente, conforme informou a colunista Andréia Sadi nesta terça.

Questionado sobre a permanência de Regina no governo, Jair Bolsonaro disse que só presidente e vice não podem ser trocados.

A ala política do Planalto tentava afastar as especulações sobre a possibilidade de saída de Regina, mas já havia se frustrado com a fala do presidente sobre a secretária na semana passada.

Bolsonaro queria Regina mais próxima
No fim de abril, na portaria do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro elogiou Regina Duarte, mas disse que gostaria de vê-la mais próxima.

Na ocasião, ela estava em São Paulo. O presidente disse também que ela estava tendo dificuldade em lidar com questões de "ideologia de gênero".

"Infelizmente, a Regina está em São Paulo. Está trabalhando pela internet ali. E eu quero que ela esteja mais próxima. É uma excelente pessoa, um bom quadro. É também uma secretaria que era ministério. Muita gente de esquerda pregando ideologia de gênero. Essas coisas todas é que a sociedade, a massa da população, não admite. Ela tem dificuldade nesse sentido", disse o presidente.

Posted by Patricia Canetti at 2:47 PM