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novembro 14, 2019
Masp e Pinacoteca recebem prêmio de R$ 1 mi da casa de leilões Sotheby's, Folha de S. Paulo
Masp e Pinacoteca recebem prêmio de R$ 1 mi da casa de leilões Sotheby's
Matéria originalmente publicada no jornal Folha de S. Paulo em 8 de novembro de 2019.
Premiação apoia trabalho de instituições que exploram áreas negligenciadas ou pouco representadas da história da arte
O júri da premiação Sotheby's 2019 escolheu duas iniciativas brasileiras para receber o prêmio de US$ 250 mil (R$ 1,03 milhão).
Um deles é o projeto OPY,—iniciativa da Pinacoteca, da Casa do Povo e do centro cultural Kalipety—, exposição que investiga a cultura indígena no Brasil, prevista para julho de 2020. O projeto pretende destacar a ausência de arte indígena em coleções de museus e abordar questões de preservação.
O Masp (Museu de Arte de São Paulo) compartilha o prêmio. A iniciativa premiada é uma exposição, prevista para outubro de 2021, que apresentará arte e cultura visual de histórias indígenas do mundo inteiro, do século 16 ao 21. O projeto tem entre os curadores Lilia Moritz Schwarcz e pesquisadores da Austrália e Nova Zelândia.
O prêmio tem o objetivo de apoiar o trabalho de instituições que exploraram áreas negligenciadas ou pouco representadas da história da arte.
Abaixo-assinado: Apoiamos a gestão atual da AMEAV e da EAV Parque Lage - por uma escola livre!, Change.org
Apoiamos a gestão atual da AMEAV e da EAV Parque Lage - por uma escola livre!
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O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) recebeu denúncias anônimas de supostas irregularidades de gestão por parte da Associação de Amigos da Escola de Artes Visuais (AMEAV), a entidade privada que responde pela administração da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, desde 2017.
Na última quinta-feira (31/10), o secretário estadual de Cultura, Ruan Lira, decidiu pelo afastamento do atual diretor da instituição, Fabio Szwarcwald, alegando possíveis interferências na apuração de processo disciplinar instaurado em setembro.
O afastamento desagradou professores e alunos da EAV que, unidos à classe artística, articularam um expressivo ato em favor da gestão da AMEAV e pela permanência de Szwarcwald à frente da direção. O manifesto gerou um abaixo-assinado que já conta com o apoio de centenas de nomes, não só das artes, mas de setores diversos da sociedade civil.
A ampla mobilização em tão curto prazo é resultado de uma gestão competente e reconhecidamente dedicada, que em apenas dois anos recuperou a saúde financeira da EAV Parque Lage, sem repasse de recursos do estado, tornando-a economicamente sustentável. Desde 2017, a tradicional escola organiza regularmente exposições que atraem grande público, promove fóruns de debate, concede bolsas de estudos à alunos de baixa renda e desempenha um papel preponderante na cena cultural do Rio de Janeiro.
Por meio desta petição, pretendemos dar continuidade à coleta de assinaturas em apoio à AMEAV e ao diretor Fabio Szwarcwald, por acreditarmos que a sindicância em curso e o afastamento infundado visam ao desmonte da EAV Parque Lage.
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Diretor da Escola de Artes do Parque Lage, Fabio Szwarcwald é suspenso por supostas irregularidades por Jan Niklas e Nelson Gobbi, O Globo
Diretor da Escola de Artes do Parque Lage, Fabio Szwarcwald é suspenso por supostas irregularidades
Matéria de Jan Niklas e Nelson Gobbi originalmente publicada no jornal O Globo em 31 de outubro de 2019.
Ato do secretário Ruan Lira foi publicado no DO desta quinta-feira
RIO — O diretor da Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage, Fabio Szwarcwald, foi ontem suspenso do cargo de forma preventiva para que sejam apuradas supostas irregularidades em sua gestão. O ato assinado pelo secretário de Cultura e Economia Criativa do estado do Rio (SECEC), Ruan Lira, responde a um pedido do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre cinco denúncias anônimas feitas contra a gestão de Szwarcwald.
Na justificativa dada pela secretaria estadual de Cultura para o afastamento, o tribunal de contas teria apontado a falta de licitação para renovação do contrato do bistrô que atende o local; o pagamento de vale-transporte e ticket refeição a funcionários do Estado que estavam com salários atrasados; e empréstimo a um funcionário, que também estava com salário atrasado.
Szwarcwald afirma que todas estas questões são relacionadas à Ameav (Associação de Amigos da EAV), responsável pela gestão do espaço. Ele diz que deveria responder apenas pela alegação de que recebeu uma passagem da Ameav para São Paulo, onde foi trabalhar no estande da EAV na SP-Arte deste ano, e numa duplicidade de nota recebida como ressarcimento, no valor de R$ 1.149,09.
— Houve uma duplicidade no ressarcimento de uma diária em Brasília por um voo da Avianca que foi cancelado. Por engano, o valor foi cobrado da Ameav e da secretaria de Cultura. Quando soube do equívoco, me prontifiquei a devolver o valor excedente — diz Szwarcwald. — A passagem para São Paulo foi paga pela Ameav para que eu pudesse representar a escola na Sp-arte. Fiquei hospedado na casa de um amigo para evitar mais despesas. Mas usaram isso para dizer que eu estaria recebendo um benefício enquanto servidor, como se fosse um passeio.
Para o diretor da EAV, as alegações em relação aos espaços também não procedem: o acordo da associação privada com o governo do Estado não estabeleceria necessidade de licitação para a exploração comercial dos espaços. Sobre o empréstimos a funcionários e pagamentos benefícios, Szwarcwald diz que a Ameav agiu de forma humanitária.
— Todos esses esclarecimentos poderiam ter sido feitos de forma bem mais simples, sem necessidade do afastamento. Ontem me reuni com o secretário e acatei sua decisão, embora discorde dela — comenta Szwarcwald. — Vou ficar um mês afastado no momento crucial para captação, já que o limite para lei de incentivo se encerra no fim de novembro. Estamos tentando captar R$ 42 milhões para reforma do palacete, tinha várias reuniões agendadas e não vou poder fazer.
O secretário Ruan Lira não quis dar entrevista.
Intenção de afastar
Advogado da EAV, Demian Guedes diz que houve uma sindicância há dois meses e uma tentativa de afastar o diretor, mas a procuradoria do Estado deu parecer contrário.
— Eles transformaram a sindicância em processo disciplinar, para poder afastá-lo. Quando soubemos da sindicância, fiz um pedido para ter acesso ao processo, mas somente ontem ele foi entregue ao Fábio — diz Guedes. — Ocorre uma tentativa de assassinato de reputação. Como tentaram exonerar o Fábio ano passado, sem sucesso, estão tentando jogar dúvidas na sua administração para uma futura exoneração.
Fabio Szwarcwald está à frente da EAV desde março de 2017. Em julho de 2018, ele chegou a ser exonerado pelo então secretário estadual de Cultura, Leandro Monteiro, que apontou como motivação discordâncias administrativas e seu perfil alinhado mais à iniciativa privada do que à gestão equipamentos públicos. Porém, Monteiro voltou atrás da decisão no dia seguinte.
De acordo com a SECEC, a relação entre o secretário Ruan Lira e Szwarcwald é de confiança, e Lira optou pelo afastamento e não pela exoneração do diretor porque acredita em seu trabalho e na lisura dos seus atos.
A secretaria garantiu que o funcionamento da Escola e do Parque não sofrerá qualquer alteração no período. Quem responderá pela gestão na ausência do diretor será a superintendência de artes da SECEC, à qual o Parque Lage é subordinado, chefiada por Fernando Marendaz.
Dos 45 funcionários do Parque Lage, apenas Szwarcwald e um técnico de TI recebem pelo Estado. O resto da folha, cerca de R$ 170 mil, é paga pela Ameav.
Abaixo-assinado: MAR VIVE - Pela permanência do Museu de Arte do Rio e da Escola do Olhar, Change.org
MAR VIVE - Pela permanência do Museu de Arte do Rio e da Escola do Olhar
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Ao Excelentíssimo Sr. Prefeito Marcelo Crivella,
O Museu de Arte do Rio de Janeiro, o MAR, é uma instituição única. Fortalecido por profissionais de notória competência, em seis anos de trabalho, o MAR é hoje um verdadeiro Museu-Escola, que discute e ressignifica a cidade e suas possibilidades simbólicas. Com programação de excelência, tornou-se o mais importante e propositivo museu do Rio de Janeiro e um dos dois mais visitados do país. Até o mês de novembro de 2019, foram 557 mil visitantes – 40% a mais que o registrado no ano passado –, totalizando quase três milhões de pessoas desde sua abertura.
O setor educativo da Escola do Olhar recebe alunos oriundos da rede pública, vindos dos subúrbios cariocas, além de oferecer regularmente cursos de formação para professores dos ensinos fundamental e médio. Cerca de 92.000 crianças e jovens participam dessas atividades, e aproximadamente 450.000 pessoas, das visitas educativas. O museu mantém, ainda, programas em parceria com universidades. Todas essas ações têm papel inovador para a educação.
O MAR tem uma proposição de amor com nossa cidade e sua população. Inclusivo, aberto à diversidade e à pluralidade de nossa cultura, proporciona ao público da periferia e às comunidades em seu entorno um espaço de aprendizado e lazer. Suas atividades e exposições (60 mostras, desde 2013) atraem visitantes de um perímetro urbano ampliado, que antes raríssimas vezes tinham essa oportunidade. Práticas educativas orientadas para as trocas simbólicas fazem o público se sentir representado e voltar ao museu. Começa, assim, sua integração ao circuito habitual das instituições culturais da cidade.
O acervo do MAR conta hoje com quase 9 mil peças de amplo perfil histórico. Inclui obras-primas da arte brasileira e internacional, sejam da Antiguidade, da Arte Indígena, do Barroco, do Modernismo ou do Contemporâneo, além de preciosidades da iconografia do Rio de Janeiro. Essa potente coleção, uma das mais importantes do país, foi construída em grande parte por doações realizadas por artistas, galeristas e colecionadores, que o fizeram pela confiança nas diretrizes do MAR. Tal congregação de profissionais da cultura entende e defende a relevância, para a cidade, das ações que o museu promove. O MAR tem responsabilidade ética e material com esse notável acervo.
Apesar da história de êxito e reconhecimento, o MAR tem futuro incerto. Com importantes exposições agendadas para o ano corrente e para 2020, além de novas doações e parcerias de apoiadores, o museu é uma plataforma de arte e educação que deve ser mantida e preservada de qualquer instabilidade, em benefício da Cidade do Rio de Janeiro.
A classe artística, constituída de artistas, pensadores, críticos, curadores, educadores e produtores subscritos a seguir, vem recorrer à Prefeitura do Rio de Janeiro, na figura de seu representante, Marcelo Crivella, para que não permita que o MAR feche suas portas um dia sequer e evite que a atual crise se torne ainda mais aguda, o que causaria muitos danos à cultura e à imagem da nossa cidade.
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Em crise, Museu de Arte do Rio dá aviso prévio a todos os funcionários por Gustavo Fioratti e Francesca Angiolillo, Folha de S. Paulo
Em crise, Museu de Arte do Rio dá aviso prévio a todos os funcionários
Matéria de Gustavo Fioratti e Francesca Angiolillo originalmente publicada no jornal Folha de S. Paulo em 11 de novembro de 2019.
Segundo administradores da casa, Prefeitura do Rio não faz repasses desde setembro
Os funcionários do Museu de Arte do Rio, o MAR, foram informados que a partir desta segunda-feira (11) estão cumprindo aviso prévio. O plano de demissões pode atingir todos os empregados, mas há possibilidade de reversão desse quadro se a prefeitura efetuar os pagamentos atrasados.
Embora as exposições e os programas educativos sejam mantidos por recursos de captação e leis de incentivo fiscal, a folha de pagamento de funcionários é paga com verba da prefeitura, que não faz os repasses desde setembro ao Instituto Odeon, organização social que administra o museu há sete anos.
No fim da semana passada, o diretor cultural do MAR disse que estava deixando o cargo. Evandro Salles se demitiu do museu após críticas à Prefeitura do Rio, à qual atribuiu um "profundo desmantelamento de aparatos culturais e artísticos".
Inaugurado pelo então prefeito Eduardo Paes em 2013, como parte do processo de revitalização da zona portuária da capital fluminense, o museu é alvo de disputa entre o prefeito Marcelo Crivella (PRB) e a Fundação Roberto Marinho, parceira de Paes na construção do museu.
Na última sexta (8), o Instituto Odeon enviou um ofício à Secretaria Municipal de Cultura da cidade informando que iniciaria, nesta segunda, as ações de desmobilização, "inclusive procedendo com o aviso prévio de seus funcionários, para a proteção dos direitos trabalhistas dos mesmos", informou a assessoria de imprensa da instituição.
"O início do processo de desmobilização acontece após os consecutivos atrasos no pagamento de parcelas do contrato de gestão, incluindo a parcela de setembro que até o momento não foi depositada. Com isso, não há mais fôlego financeiro para manter o equipamento funcionando."
Segundo nota da Secretaria Municipal de Cultura do Rio, "o aviso prévio é uma medida preventiva adotada pelo Instituto Odeon diante de seus funcionários".
A secretaria diz que está "buscando junto à Secretaria de Fazenda uma solução para equacionar os pagamentos".
"Reiteramos a importância do Museu de Arte do Rio como um dos mais importantes equipamentos da secretaria. E todos os esforços estão sendo feitos no sentido de sanar as questões pendentes e garantir o museu a pleno vapor em 2020."
Diretor do Museu de Arte do Rio deixa cargo e cita 'profunda crise financeira', O Globo
Diretor do Museu de Arte do Rio deixa cargo e cita 'profunda crise financeira'
Matéria originalmente publicada no jornal O Globo em 2 de novembro de 2019.
Evandro Salles era diretor cultural do MAR desde 2016
O artista e curador Evandro Salles anunciou neste sábado que vai deixar o cargo de diretor cultural do Museu de Arte do Rio (MAR).
Num texto publicado nas redes sociais, Salles disse que abre mão do posto em meio "a uma profunda crise financeira e política vivida pela instituição, devido às dificuldades insuperáveis do poder público em entender o papel cultural, educacional e socioeconômico do museu para a cidade e atender às suas necessidades básicas de manutenção."
Evandro Salles passou a comandar a programação artística do museu em 2016, no lugar de Paulo Herkenhoff. Recentemente, a instituição inaugurou uma nova galeria dedicada a trabalhos de jovens artistas e abriu um programa de bolsas de estudo para jovens da periferia.
Em agosto, a falta de verbas que ameaça o funcionamento dos três dos mais importantes equipamentos culturais da cidade — o Museu do Amanhã, o Museu de Arte do Rio (MAR) e a Cidade das Artes — gerou um movimento da sociedade civil em apoio a estes locais.
O MAR ainda não anunciou quem entra no lugar de Salles.
