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janeiro 24, 2017
Pinacoteca terá anexo dedicado a arte contemporânea no parque da Luz por Silas Martí, Folha de S. Paulo
Pinacoteca terá anexo dedicado a arte contemporânea no parque da Luz
Matéria de Silas Martí originalmente publicada no jornal Folha de S. Paulo em 23 de janeiro de 2017.
Encerrando uma novela que se arrasta há pelo menos sete anos, a Pinacoteca acaba de conseguir a autorização de uso necessária para criar uma terceira sede, espaço que será dedicado à arte contemporânea.
Batizado Pina Contemporânea, o anexo do museu fica no parque da Luz a poucos metros da sede principal da instituição. O imóvel, que antes abrigava uma escola, estava vazio há três anos, mas só agora foi cedido à Secretaria de Estado da Cultura, responsável pela Pinacoteca.
Desde que Marcelo Araújo, hoje na presidência do Instituto Brasileiro de Museus, em Brasília, estava à frente da Pinacoteca, o museu planejava abrir um espaço para mostrar seu acervo de arte contemporânea, além de abrigar mostras temporárias, mas os planos foram sendo adiados, chegando a ser descartados.
Um concurso envolvendo 12 escritórios de arquitetura da cidade gerou uma série de propostas para o anexo, que ocuparia o antigo Liceu de Artes e Ofícios, mas tudo foi cancelado sem aviso prévio.
Depois do imbróglio e anos de incerteza, a Pina Contemporânea deve sair do papel em 2018, com um investimento de R$ 5 milhões para adequar o espaço da antiga escola, um edifício modernista desenhado pelo arquiteto Hélio Duarte e construído nos anos 1950.
O museu espera arrecadar esse valor junto à iniciativa privada, mas ainda não há um projeto arquitetônico nem uma previsão mais detalhada de como o espaço vai funcionar.
Tadeu Chiarelli, atual diretor da Pinacoteca, vai deixar o cargo em maio, quando será substituído por Jochen Volz, curador que deve se ocupar mais da gestão do anexo.
Mas o terreno já está preparado. Nos anos em que esteve à frente do museu, Chiarelli conseguiu reorganizar a coleção permanente, criando uma narrativa contínua da arte do país desde o século 19, acervo que está no segundo andar da sede da Luz, ao século 20, que ocupa duas novas alas no primeiro andar do prédio.
Volz então poderá se dedicar a levar a crescente coleção de arte contemporânea do museu, com trabalhos realizados de 2010 em diante, para o futuro anexo.
Pinacoteca do Estado vai ganhar mais uma sede em 2018 por Celso Filho, Estado de S. Paulo
Pinacoteca do Estado vai ganhar mais uma sede em 2018
Matéria de Celso Filho originalmente publicada no jornal Estado de S. Paulo em 23 de janeiro de 2017.
Prédio de antigo colégio na Luz foi cedido pela Secretaria de Estado de Cultura; espaço terá foco na arte contemporânea e projeto de residência
Após anos de negociações, a Pinacoteca conseguiu a cessão do complexo arquitetônico onde funcionou até 2014 o Grupo Escolar Prudente de Moraes, na Avenida Tiradentes, dentro do Parque da Luz. A nova unidade, que deve ser inaugurada em 2018, hospedará parte do acervo e terá foco em atividades relacionadas à produção de arte contemporânea.
O anúncio da expansão será feito oficialmente na próxima quarta-feira (25), quando o museu organiza uma programação de shows e atividades recreativas para comemorar o aniversário da cidade de São Paulo.
Os planos de expansão da Pinacoteca remontam à gestão de Marcelo Araújo no museu. O terreno do colégio, com cerca de 7 mil m², pertencia à Secretaria de Educação do Estado antes de ser passado à Secretaria de Cultura. Para o novo espaço, a Pinacoteca planeja adaptações e reformas, investindo inicialmente algo em torno de R$ 5 milhões, que virão de recursos já existentes do museu e verba captada junto à iniciativa privada.
“Não será apenas mais um espaço de exibição da nossa coleção, mas um lugar de fomento à produção artística contemporânea”, explica o diretor-geral do museu, Tadeu Chiarelli.
Com o nome de Pina Contemporânea, a nova unidade pretende hospedar projetos de residência artística e programas de apoio a jovens artistas. A Pinacoteca já possui projetos de experimentação, como a montagem de obras site-specific no octógono do prédio da Luz. Atualmente, o lugar exibe, por exemplo, criações desse tipo dos artistas Fernando Limberger e Ana Maria Tavares. O projeto inicial do colégio foi feito pelo Escritório Ramos de Azevedo. No entanto, parte do prédio foi comprometido em um incêndio nos anos 1930. Ele passou por reformas e ganhou uma arquitetura modernista, por Hélio Duarte.
O anúncio da expansão coincide com o fim da gestão de Chiarelli, que passará a diretoria, a partir de maio, para o alemão Jochen Volz, curador da 32ª. Bienal de São Paulo e da participação oficial brasileira na 57ª. Bienal Internacional de Arte de Veneza, neste ano. A passagem de Chiarelli pela diretoria da Pinacoteca ficou conhecida por repensar a coleção de cerca de 10 mil peças e pela reestruturação dos dois prédios atuais.
Segundo ele, com a expansão, a exibição do acervo será distribuída de forma cronológica entre as três sedes. Na Luz, estarão obras desde o fim do período colonial até os 1970 – o que já acontece com as atuais mostras permanentes sobre arte brasileira. Já a Estação ficará com a produção artística até os anos 2000. A nova Pina Contemporânea focará na produção mais recente, a partir de 2010.
Além do início das obras da nova unidade, neste ano, a Pinacoteca também terá exposições da fotógrafa alemã Candida Höfer e do artista belga David Claerbout, além de uma retrospectiva do modernista Di Cavalcanti. Em 2018, está prevista uma mostra com acervo do Museu d’Orsay, de Paris.
