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Como atiçar a brasa

 


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outubro 21, 2015

Videobrasil abre galpão com obras etnológicas por Antonio Gonçalves Filho, Estado de S.Paulo

Videobrasil abre galpão com obras etnológicas

Matéria de Antonio Gonçalves Filho originalmente publicada no jornal Estado de S.Paulo em 9 de outubro de 2015.

A 19ª edição do festival mostra pela primeira vez peças comissionadas

Inaugurado ontem, o galpão do festival Videobrasil, localizado na Vila Leopoldina, exibe projetos de quatro jovens artistas selecionados por edital como parte da sua 19.ª edição, que tem na mostra principal, Panoramas do Sul, instalada no Sesc Pompeia, 53 artistas de 22 países, entre eles o romeno Mihai Grecu, o libanês Roy Dib e a brasileira Vera Chaves Barcellos. Além das duas mostras, o Paço das Artes foi incluído no circuito. Na exposição paralela lá montada, Quem Nasce Para Aventura Não Toma Outro Rumo, o Videobrasil mostra obras de seu acervo, que, segundo a criadora e diretora do festival, Solange Farkas, conta com 8 mil obras.

Na mostra do Galpão, que reúne os projetos comissionados pela primeira vez pelo Videobrasil, o enfoque dos quatro vídeos é etnológico. O brasileiro Cristiano Lenhardt examina em seu filme (Superquadra-saci) o encontro de povos indígenas com o cenário urbano. O colombiano Carlos Monroy relaciona em sua obra o fenômeno da lambada nos anos 1980 com a imigração boliviana no Brasil. Já a artista do Quênia Keli-Safia Maksud preferiu recorrer a outro suporte para discutir o processo de “branqueamento” da cultura africana. Em sua instalação Mitumba, tecidos supostamente africanos (na verdade, produzidos na Holanda) são lavados com sabão, que, na época colonial, representava a superioridade do colonizador inglês, branco. Em tempo: “mitumba” é como os quenianos chamam as roupas de segunda mão que os países ricos enviam para os africanos. Finalmente, a artista chinesa Ting-Ting Cheng mostra uma biblioteca de 500 livros sobre países que não existem.

Este ano, a diretora Solange Farkas trabalhou com quatro curadores convidados, três brasileiros e um português, que selecionaram vídeos e obras contemporâneas com foco nas culturas do Sul geopolítico. Entre os vídeos da mostra principal, no Sesc Pompeia, chama a atenção o do romeno Mihaiu Grecu. Seu vídeo O Reflexo do Poder (2014) relaciona o colapso da ideologia comunista (representada pela Coreia do Norte) com a submersão da capital Pyongyang que, mesmo sob as águas, se recusa a admitir a catástrofe, festejando o líder.

Outro vídeo vigoroso é o da jovem realizadora russa Maria Kramar, ABC do Linchamento, que denuncia a ação de grupos neofascistas na Rússia, que perseguem homossexuais nas redes sociais e promovem uma caça perversa ao diferente. “Há uma equalização no nível dos vídeos e é bom constatar que nossa aposta nesse suporte há 30 anos foi, de fato, acertada”, analisa Solange Farkas.

O Videobrasil promoveu realizadores experimentais cujas obras podem ser vistas na mostra do Paço das Artes, entre eles Geraldo Anhaia Mello, Carlos Nader e Cao Guimarães. Já no Sesc Pompeia, além da mostra principal, o festival convidou quatro artistas para refletir sobre colonialismo e identidade: o africano Abdoulaye Konaté, do Mali, o português Gabriel Abrantes, e os brasileiros Rodrigo Matheus e Sônia Gomes, que está na Bienal de Veneza.

19º SESC VIDEOBRASIL

Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93. Paço das Artes. Cidade Universitária. Galpão Videobrasil. Av. Imperatriz Leopoldina, 1.150. Até 6/12.

Posted by Patricia Canetti at 9:18 AM

Galpão VB: São Paulo ganha espaço dedicado à videoarte por Alessandro Giannini, O Globo

Galpão VB: São Paulo ganha espaço dedicado à videoarte

Matéria de Alessandro Giannini originalmente publicada no jornal O Globo em 8 de outubro de 2015.

Fora do grande circuito cultural da cidade, sede é inaugurada na Vila Leopoldina

Trinta e dois anos após abrir o 1º Festival de Vídeo Brasil, no Museu da Imagem do Som, em São Paulo, Solange Farkas, enfim, realizará o sonho de inaugurar uma sede permanente. O Galpão VB abrigará exposições e a reserva técnica da Associação Cultural Videobrasil, na Vila Leopoldina, Zona Oeste da capital paulista.

O endereço, numa região fora do circuito cultural mais badalado da cidade, já abrigou a Elétrica, empresa de equipamentos cinematográficos da família Farkas.

— Estamos com esse plano há mais de 20 anos e devíamos isso à cidade. Quero que as pessoas convivam com a arte, quero que esse lugar seja habitado — diz Solange.

A inauguração oficial será hoje, às 19h, com a abertura da exposição Projetos Comissionados, que reúne quatro instalações selecionadas a partir de 446 propostas provenientes de 71 países. Nas obras, Carlos Monroy (Colômbia), Cristiano Lenhardt (Brasil), Keli-Safia Maksud (Quênia) e Ting-Ting Cheng (Taiwan) levantam temas socioeconômicos e culturais de suas regiões. Cada artista recebeu R$ 30 mil para desenvolver suas ideias.

Monroy, por exemplo, participa com “Llorando se foi. O museu da lambada. In memoriam de Francisco ‘Chico’ Oliveira”, que relaciona dois fenômenos dos anos 1980 no Brasil: a consagração da lambada e sua influência na construção de uma identidade nacional, e o crescimento da imigração boliviana em São Paulo.

Também hoje será lançado o livro Videobrasil: três décadas de vídeo, arte, encontros e transformações, que sumariza a história do festival desde a primeira edição, em 1983.

A curadora do evento não revela o investimento na reforma e adaptação do prédio, um espaço de 800m², com galeria, sala de vídeo, sala de leitura e jardim. Diz apenas que não conseguiu captar recursos pela Lei Rouanet e investiu do próprio bolso. A manutenção do local, calcula, custará cerca de R$ 2 milhões por ano.

— O contexto político e econômico me deixa preocupada — afirma Solange, que admite perder o sono com a conjuntura de vez em quando. — Quando todo mundo está retraindo, eu estou expandindo. Mas já passei por outras crises e tenho que enxergar isso como uma oportunidade.

A inauguração do Galpão VB é parte do 19º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil, que abriu ontem e seguirá até o dia 6 de dezembro também no Sesc Pompeia e no Paço das Artes.

OUTRAS MOSTRAS DO FESTIVAL

No Sesc Pompeia, o festival promove as exposições Artistas convidados e Obras selecionadas. A primeira traz a produção de cinco artistas: os brasileiros Sônia Gomes e Rodrigo Matheus; o português Gabriel Abrantes; o malinês Abdoulaye Konaté e a marroquina Yto Barrada. A segunda reúne obras de 53 artistas de 28 países, entre vídeos, instalações, performances, fotografias, obras sonoras e esculturas.

Amanhã, no Paço das Artes, será lançada a exposição paralela Quem nasce pra aventura não toma outro rumo, composta de 16 obras de 7 países, realizadas e apresentadas no festival desde o seu início, em 1983, até 2012.

Posted by Patricia Canetti at 9:08 AM

10ª Bienal do Mercosul divulga nova lista de artistas e exposições por Francisco Dalcol, Zero Hora

10ª Bienal do Mercosul divulga nova lista de artistas e exposições

Matéria de Francisco Dalcol originalmente publicada no jornal Zero Hora em 20 de outubro de 2015.

Elenco de convidados e locais das mostras passaram por readequações em função das dificuldades operacionais e de recursos para transportar obras de países da América Latina. A abertura é sexta-feira (23/10)

A 10ª Bienal do Mercosul divulgou as listas atualizadas das exposições e dos artistas que participam desta edição. A cerimônia oficial de abertura está marcada para esta sexta-feira (23/10), às 19h30min, no Santander Cultural.

Ambas as relações atualizam informações divulgadas anteriormente. As listas passaram por readequações em função das dificuldades operacionais e de recursos para transportar obras de países da América Latina. E também chegam na sequência de uma crise interna que ganhou repercussão após três curadores pedirem desligamento.

Com o título "Mensagens de Uma Nova América", esta edição da Bienal do Mercosul dá foco na arte dos países da América Latina. Segundo dados da organização da mostra, serão apresentadas 646 obras de 263 artistas de 20 países: Brasil, Chile, Paraguai, Cuba, México, Uruguai, Argentina, Colômbia, Venezuela, Bolívia, Equador, Guatemala, Peru, Costa Rica, Panamá, Nicarágua, El Salvador, Porto Rico, Jamaica e Honduras.

De 23 de outubro a 6 de dezembro, estão previstas exposições distribuídas por Usina do Gasômetro, Margs, Santander Cultural, Instituto Ling, Centro Cultural CEEE Erico Verissimo e Memorial do Rio Grande do Sul.

A mostra do Santander será aberta na sexta-feira, junto à abertura. Os demais espaços poderão ser visitados pelo público a partir de sábado, gratuitamente.

Com recursos captados por leis de incentivo federal, estadual e patrocínio direto, a 10ª Bienal do Mercosul deve ter orçamento final de R$ 7,5 milhões. Esse valor foi atualizado: a previsão inicial era de R$ 12,5 milhões, depois reduzida para R$ 6,5 milhões.

MOSTRAS, ESPAÇOS EXPOSITIVOS E HORÁRIOS

Modernismo em Paralaxe
> Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli - MARGS (Praça da Alfândega, s/n - Centro, Porto Alegre). Horário: De terça a domingo, das 9h às 19h.

Biografia da Vida Urbana
> Memorial do Rio Grande do Sul (Praça da Alfândega, s/n - Centro, Porto Alegre). Horário: De terça a domingo, das 9h às 19h.

Antropofagia Neobarroca
> Santander Cultural (Praça da Alfândega, s/n - Centro, Porto Alegre). Horário: De terça a sábado, das 9h às 19h. Domingo, das 13h às 19h

Marginália da Forma / Olfatória: o cheiro na arte / A poeira e o mundo dos objetos / Aparatos do Corpo
> Usina do Gasômetro (Av. Pres. João Goularte, 551 - Centro, Porto Alegre). Horário: De terça a domingo, das 9h às 21h.

Plataforma Síntese
> Instituto Ling (R. João Caetano, 440 - Três Figueiras, Porto Alegre). Horário: De segunda a sexta, das 10h30 às 22h. Sábado, das 10h30 às 21h. Domingo, das 10h30 às 20h.

Programa Educativo e a obra "A Logo for América", de Alfredo Jaar
> Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (R. dos Andradas, 1223 - Centro Histórico, Porto Alegre). Horário: De terça a sexta, das 10h às 19h. Sábado, das 10h às 18h.

OS ARTISTAS

Abraham Palatnik (Natal-RN, 1928)
Adán Vallecillo (Danlí-Honduras, 1977)
Adriana Minoliti (Buenos Aires-Argentina, 1980)
Adriana Varejão (Rio de Janeiro-RJ, 1964)
Adriano Costa (São Paulo-SP, 1975)
Adrián Gaitán (Cali-Colômbia, 1983)
Albano Afonso (São Paulo-SP, 1964)
Alberto Baraya (Bogotá-Colômbia, 1968)
Alberto Bitar (Belém-PA, 1970)
Alberto da Veiga Guignard (Nova Friburgo-RJ, 1896 - Belo Horizonte-MG, 1962)
Aleijadinho (Ouro Preto-MG,1730 - 1814)
Alexander Apóstol (Barquisimeto-Venezuela, 1969)
Alexandre Vogler (Rio de Janeiro-RJ, 1973)mi
Alfredo Jaar (Santiago-Chile, 1956)
Allora & Calzadilla (Jennifer Allora, Philadelphia-USA, 1974 e Guillermo Calzadilla, Havana-Cuba, 1971)
Almandrade (São Felipe-BA, 1953)
Almir Mavignier (Rio de Janeiro-RJ, 1925)
Amilcar de Castro (Paraisópolis-MG, 1920 - Belo Horizonte-MG, 2002)
Álvaro Barrios (Barranquilla,-Colombia, 1945)
Alvaro Seixas (Rio de Janeiro-RJ, 1982)
Amélia Toledo (São Paulo-SP, 1926)
Ana Flores (Porto Alegre-RS, 1962)
Ana Norogrando (Cachoeira do Sul-RS, 1951)
Analivia Cordeiro (São Paulo-SP, 1954)
André Petry (Porto Alegre-RS, 1958)
Andres Bedoya (La Paz-Bolívia, 1979)
Andrés Marroquín Winkelmann (Lima-Peru, 1983)
Andrés Orjuela (Bogotá-Colômbia, 1985)
Angélica Pérez Germain (California-EUA, 1972 - Islas Juan Fernández-Chile, 2010)
Antonieta Santos Feio (Belém-PA, 1897 - Santos-SP, 1980)
Antonio Caro (Bogotá-Colômbia, 1950)
Antonio Dias (Campina Grande-PB, 1944)
Antonio Manuel (Avelãs de Caminho-Portugal, 1947)
Arthur Bispo do Rosário (Japaratuba-SE, 1911 1 - Rio de Janeiro-RJ, 1989)
Ascânio MMM (Fão-Portugal, 1941)
Augusto de Campos (São Paulo-SP, 1931)
Avatar Moraes (Bagé-RS, 1933 - Rio de Janeiro-RJ, 2011)
Ayrson Heráclito (Macaúbas-BA, 1968)
Barrão (Rio de Janeiro-RJ, 1959)
Beatriz Dagnese (Nova Bassano-RS, 1954)
Beatriz Milhazes (Rio de Janeiro-RJ, 1960)
Benvenuto Chavajay (San Pedro La Laguna Atitlán, Sololá-Guatemala, 1980)
Berenice Gorini (Nova Veneza-SC, 1941)
Blanca González (Ciudad de México-México, 1981)
Brígida Baltar (Rio de Janeiro-RJ, 1959)
Britto Velho (Porto Alegre-RS, 1946)
Camila Sposati (São Paulo-SP, 1972)
Carlo Spatuzza (Asunción-Paraguay, 1966)
Carlos Asp (Porto Alegre-RS, 1949)
Carlos Castro Arias (Bogotá, Colombia, 1976)
Carlos Cruz-Diez (Caracas-Venezuela, 1923)
Carlos Zerpa (Valencia-Venezuela, 1950)
Carmelo Arden Quin (Rivera-Uruguai, 1913-2010)
César Paternosto (La Plata-Argentina, 1931)
Cícero Dias (Escada-PE,1907 - Paris-França, 2003)
Cildo Meireles (Rio de Janeiro-RJ, 1948)
Claudio Tozzi (São Paulo-SP 1944)
Daniela Seixas (Rio de Janeiro-RJ, 1984)
Daniel Lezama (Cidade do México-México, 1968)
Daniel Mallorquín (Asunción-Paraguay, 1984)
Daniel Monroy Cuevas (Guadalajara, Jalisco-México,1980)
Décio Noviello (SaÞo Gonçalo do Sapucaiì-MG, 1929)
Diana Fonseca (La Habana-Cuba, 1978)
Didonet Thomaz (Bento Gonçalves-RS, 1950)
Diego Masi (Montevidéu-Uruguai, 1965)
Diego Melero (Buenos Aires - Argentina, 1958)
Diego Rivera (Guanajuato-México,1886 - Cidade do México-México, 1957)
Ding Musa (São Paulo-SP, 1979)
Dirnei Prates (Porto Alegre-RS, 1965)
Donna Conlon (Atlanta, 1966) & Jonathan Harker (Equador, 1975)
Dudi Maia Rosa (São Paulo-SP, 1946)
Eduardo Haesbaert (Faxinal do Soturno-RS, 1968)
Eduardo Terrazas (Guadalajara-México, 1936)
Emilia Sandoval (Chihuahua-México, 1975)
Ernesto Neto (Rio de Janeiro-RJ, 1964)
Estevão da Silva (Rio de Janeiro-RJ, 1844 -1891)
Estrada (Buenos Aires-Argentina, 1942)
Federico Arnaud (Salto-Uruguai,1970)
Federico Herrero (San José-Costa Rica, 1978)
Feliciano Centurión (San Ignacio-Argetina, 1962 - Buenos Aires-Argentina, 1996)
Felipe Cohen (São Paulo-SP, 1976)
Felipe Ehrenberg (Cidade do México-México, 1943)
Felipe Rivas (Chile-Valdivia, 1982)
Fernando Corona (Santander-Espanha, 1895 - Porto Alegre-RS, 1979)
Fernando Lindote (Santana do Livramento-RS , 1960)
Ferreira Gullar (São Luís-MA, 1930)
Flávio Cerqueira (São Paulo-SP, 1983)
Flávio de Carvalho (Amparo da Barra Mansa-RJ, 1899 - Valinhos-SP, 1973)
Flávio Morsch (Porto Alegre-RS, 1963)
Francisco Goitia (Fresnillo-México, 1882 - Cidade do México-México, 1960)
Francisco Ugarte (Guadalajara-México, 1973)
Frantz (Rio Pardo-RS, 1963)
Franz Weissmann (Knittefeld-Áustria, 1911 - Rio de janeiro-RJ, 2005)
Fredi Casco (Asunción-Paraguay, 1967)
Fritzia Irízar (Culiacán-México, 1977)
Gabriel de la Mora (Colima-México, 1968)
Gabriel Fernández Ledezma (Aguascalientes, 1900 - Cidade do México, 1983)
Galeno (Parnaíba-PI, 1957)
Gastón Ugalde (La Paz-Bolívia, 1944)
Gê Orthof (Petrópolis-RJ, 1959)
Geórgia Kyriakakis (Ilhéus-BA, 1961)
Germán Cueto (Cidade do México-México, 1893-1975)
Giancarlo Scaglia (Lima-Perú,1981)
Gilda Vogt (Rio de Janeiro-RJ, 1953)
Gilvan Samico (Recife-PE, 1928 - 2013)
Gustavo Tabares (Montevidéu-Uruguai, 1968)
Hélio Oiticica (Rio de Janeiro-RJ, 1937 - 1980)
Heloisa Schneiders da Silva (Porto Alegre-RS, 1955 - 2005)
Horacio Zabala (Buenos Aires-Argentina, 1943)
Huanchaco (Trujillo-La Libertad - Peru, 1978)
Iberê Camargo (Restinga Seca-RS, 1914 - Porto Alegre-RS, 1994)
Ilsa Monteiro (Porto Alegre-RS, 1925)
Iole de Freitas (Belo Horizonte-MG, 1945)
Ione Saldanha (Alegrete-RS, 1919 - Rio de Janeiro-RJ, 2001)
Ismael Monticelli (Porto Alegre, RS, 1987)
Iván Candeo (Caracas-Venezuela, 1983)
Iván Navarro (Santiago-Chile, 1972)
Ivan Serpa (Rio de Janeiro-RJ, 1923 - 1973)
Jac Leirner (São Paulo-SP, 1961)
Jaildo Marinho (Santa Maria da Boa Vista-PE, 1970)
Javier Castro (Havana-Cuba, 1984) e Luis Gárciga (Havana-Cuba, 1971)
Jhafis Quintero (La Chorrera-Panamá, 1973)
Jesús Rafael Soto (Ciudad Bolívar-Venezuela, 1923 - Paris-França, 2005)
João Castilho (Belo Horizonte-MG, 1978)
João Fahrion (Porto Alegre-RS, 1898 - 1970)
João Modé (Resende-RJ, 1961)
João Osório Brzezinski (Castro-PR, 1941)
Joaquim do Rego Monteiro (Recife-PE,1903 - Paris-França,1934)
John Mario Ortiz (Medellín-Colômbia, 1973)
Jonas Arrabal (Cabo Frio-RJ, 1984)
Jorge Francisco Soto (Montevidéu-Uruguai, 1960)
José Carlos Martinat (Lima-Peru, 1974)
José Castrellón (Ciudad de Panamá -Panamá, 1980)
José Clemente Orozco (Ciudad Guzmán-México, 1883 - Cidade do México-México, 1949)
José Dávila (Guadalajara-México, 1974)
José Luis Falconi (Lima-Perú, 1975)
José Maria Jara (Veracruz-México, 1866 - Michoacán-México, 1939)
José Resende (São Paulo-SP, 1945)
José Ronaldo Lima (Rio Casca-MG, 1939)
Juan Burgos (Durazno-Uruguai, 1963)
Juan Manuel Echavarria (Medellín-Colômbia, 1947)
Juan Pablo Renzi (Casilda-Argentina, 1940 - Buenos Aires-Argentina, 1992)
Judith Lauand (Pontal-SP, 1922)
Julio Plaza (Madri-Espanha, 1938 - São Paulo-SP, 2003)
Juraci Dórea (Feira de Santana-BA, 1944)
Karin Lambrecht (Porto Alegre-RS, 1957)
Kimani Beckford (St. Catherine- Jamaica, 1988)
Kukuli Velarde (Cusco-Peru, 1962)
Laura Lima (Governador Valadares-MG, 1971)
Laura Miranda (Curitiba-Paraná, 1958)
Leonardo Finotti (Uberlândia-MG,1977)
Leonilson (Fortaleza-Ceará, 1957 - São Paulo-SP, 1993)
Leopoldo Plentz (Porto Alegre-RS, 1952)
Leticia Parente (Salvador-BA, 1930 - Rio de Janeiro-RJ, 1991)
Liuba (Boyadjieva, Sofia-Bulgária, 1923 - São Paulo-SP, 2005)
Lucas Simões (Catanduva-SP, 1980)
Lucio Fontana (Rosario de Santa Fé-Argentina, 1899 - Comabbio-Varese, Itália, 1968)
Luis Ernesto Arocha (Barranquilla, Colombia, 1932)
Luiz Paulo Baravelli (São Paulo-SP, 1942)
Luiz Sacilotto (Santo André-SP, 1924 - São Bernardo do Campo-SP, 2003)
Luiz Zerbini (São Paulo-SP, 1959)
Lygia Clark (Belo Horizonte-MG, 1920 - Rio de Janeiro-RJ, 1988)
Lygia Pape (Nova Friburgo-RJ, 1927 - Rio de Janeiro-RJ, 2004)
Macaparana (Macaparana-PE 1952)
Manfredo de Souzanetto (Jacinto-MG 1947)
Marcelo Armani (Carlos Barbosa-RS, 1978)
Marcelo Silveira (Gravatá-PE, 1962)
Márcia X (Rio de Janeiro-RJ, 1959 - 2005)
Márcio Sampaio (Santa Maria de Itabira-MG, 1941)
Marcos Benítez (Asunción-Paraguay, 1973)
Marçal Athayde (Pedreiras-MA, 1963)
Maria Martins (Campanha-MG, 1894 - Rio de Janeiro-RJ, 1973)
Mário Cravo Jr. (Salvador-BA 1923)
Mário Röhnelt (Pelotas-RS, 1950)
Marisol Malatesta (Lima-Peru, 1976)
Mauricio Kabistan (Managua- Nicaragua, 1980)
Melissa Barbery (Belém-PA, 1977)
Mestre Piranga (Piranga-MG, Século XVIII)
Miguel Ángel Rojas (Bogotá-Colômbia, 1946)
Miguel Rio Branco (Las Palmas de Gran Canaria, Ilhas Canárias-Espanha, 1946)
Miguel Rodríguez Sepúlveda (Tamaulipas-México, 1971)
Milton Kurtz (Santa Maria-RS, 1951 - Porto Alegre-RS, 1996)
Milton Machado (Rio de Janeiro-RJ, 1947)
Mira Schendel (Zurique-Suíça, 1919 - São Paulo-SP, 1988)
Moises Barrios (Cidade da Guatemala-Guatemala, 1946)
Mónica Restrepo (Bogotá-Colômbia, 1982)
Montez Magno (Timbaúba-PE, 1934)
Naiana Magalhães (Fortaleza-CE, 1986)
Nazareth Pacheco (São Paulo-SP, 1961)
Nelson Leirner (São Paulo-SP, 1932)
Niura Bellavinha (Belo Horizonte-MG, 1960)
Nuno Ramos (São Paulo-SP, 1960)
Oscar Bony (Misiones-Argentina, 1941 - Buenos Aires-Argentina, 2002)
Oscar Figueroa (San José-Costa Rica, 1986)
Osvaldo Salerno (Asunción-Paraguay, 1952)
Oswaldo Maciá (Cartagena-Colômbia, 1960)
Pablo Lobato (Bom Despacho-MG, 1976)
Paola Monzillo (Montevidéu-Uruguai, 1986)
Patricia Wich (Asunción-Paraguay, 1978)
Paulo Bruscky (Recife-PE, 1949)
Paulo Climachauska (São Paulo-SP, 1962)
Paulo Flores (Porto Alegre-RS, 1926 - Santa Maria-RS, 1957)
Paulo Nazareth (Governador Valadares-MG, 1977)
Paul Ramirez Jonas (Pomona-California, 1965)
Pedro Américo (Areia-PB, 1843 - Florença-Itália, 1905)
Pedro Weingärtner (Porto Alegre-RS, 1853 - 1929)
Pia Camil (Cidade do México-México, 1980)
Rafael Alonso (Niterói-RJ, 1983)
Raquel Bessio (Montevidéu-Uruguai, 1946)
Raquel Stolf (Indaial-SC, 1975)
Regina de Paula (Curitiba-PR, 1957)
Regina José Galindo (Cidade de Guatemala-Guatemala, 1974)
René Francisco (Holguín-Cuba, 1960)
Ricardo Migliorisi (Asunción-Paraguay, 1948)
Rodolfo Díaz Cervantes (Cidade do México-México,1980)
Rodrigo Cass (São Paulo-SP, 1983)
Rodrigo Garcia Dutra (Rio de Janeiro-RJ,1981)
Rodrigo Matheus (São Paulo-SP, 1974)
Romanita Disconzi (Santiago-RS, 1940)
Rommulo Vieira Conceição (Salvador-BA, Brasil, 1968)
Rosana Ricalde (Niterói-RJ, 1971)
Rubem Valentim (Salvador-BA, 1922 - São Paulo-SP, 1991)
Rubén Ortiz-Torres (Cidade do México-México, 1964)
Rubens Gerchman (Rio de Janeiro-RJ, 1942 - São Paulo-SP, 2008)
Rulfo (Montevidéu-Uruguai, 1970)
Saidel Brito Lorenzo (Matanzas-Cuba, 1973)
Saint Clair Cemin (Cruz Alta-RS, 1951)
Sandra Cinto (Santo André-SP, 1968)
San Poggio (La Plata-Argentina, 1979)
Santiago Roose (Lima-Perú, 1975)
Saturnino Herrán (Aguascalientes-México, 1887 - Cidade do México -México, 1918)
Sergio Camargo (Rio de Janeiro-RJ, 1930 - 1990)
Sérvulo Esmeraldo (Crato-CE, 1929)
Shirley Paes Leme (Cachoeira Dourada-GO, 1955)
Solá Franco (Guayaquil-Equador, 1915 - Santiago-Chile, 1996)
Tarsila do Amaral (Capivari-SP, 1886 - São Paulo-SP, 1973)
Thiago Martins de Melo (São Luís-MA, 1981)
Tiago Tebet (São Paulo-SP, 1986)
Tony Camargo (Paula Freitas-PR, 1979)
Tunga (Palmares-PE, 1952)
Zenón Páez (Tobati-Paraguay, 1927)
Véio (Nossa Senhora da Glória-SE, 1948)
Vicente do Rego Monteiro (Recife-PE, 1899 - 1970)
Victor Meirelles (Florianópolis-SC, 1832 - Rio de Janeiro-RJ, 1903)
Xavier Guerrero (San Pedro de las Colonias, Coahuila-México, 1896 - Cidade do México-México, 1974)
Ximena Garrido-Lecca (Lima-Peru, 1980)
Waldemar Cordeiro (Roma-Itália, 1925 - São Paulo-SP, 1973)
Walter Lima (Salvador-Bahia, 1946)
Waltercio Caldas (Rio de Janeiro-RJ, 1946)
Walterio Iraheta (San Salvador-El Salvador, 1968)
Wesley Duke Lee (São Paulo-SP, 1931 - 2010)
Willys de Castro (Uberlândia-MG, 1926 - São Paulo-SP, 1988)
Wilson Alves (Porto Alegre-RS, 1948)
Wilson Cavalcante (Pelotas-RS, 1950)

Posted by Patricia Canetti at 8:58 AM

"Bienal do Mercosul terá obras de 20 países e sete exposições", diz o curador-chefe Gaudêncio Fidelis por Francisco Dalcol, Zero Hora

"Bienal do Mercosul terá obras de 20 países e sete exposições", diz o curador-chefe Gaudêncio Fidelis

Entrevista de Francisco Dalcol originalmente publicada no jornal Zero Hora em 13 de outubro de 2015.

Leia entrevista com o curador-chefe da 10ª edição e declaração do presidente da Fundação Bienal do Mercosul diante da crise que saiu dos bastidores e ganhou repercussão na Internet

Diante da crise que saiu dos bastidores da 10ª Bienal do Mercosul e ganhou espaço em sites e redes sociais após o desligamento de curadores e manifestações de artistas, o curador-chefe desta edição, Gaudêncio Fidelis, concedeu entrevista a ZH. Ele não comentou a repercussão, mas afirmou que as sete exposições previstas estão confirmadas para serem apresentadas de 23 de outubro a 6 de dezembro, em Porto Alegre (leia abaixo).

E o presidente da Fundação Bienal do Mercosul, o empresário José Antonio Fernandes Martins, reiterou o esforço para realização do evento em meio à crise:

– Lamentamos muito abrir mão de determinadas obras inicialmente selecionadas para a 10ª Bienal, mas optamos por readequar o projeto e viabilizar sua execução porque temos convicção de que conseguir executar uma mostra como a Bienal em um contexto de recessão econômica que tem afetado diretamente a área cultural, inclusive gerando o cancelamento de eventos históricos do Estado, já é, por si só, um ato de superação e demonstra todo o nosso respeito à comunidade, artistas, emprestadores e parceiros.

Com recursos captados por leis de incentivo federal, estadual e patrocínio direto, a 10ª Bienal do Mercosul deve ter orçamento final de R$ 7,5 milhões. Esse valor foi atualizado: a previsão inicial era de R$ 12,5 milhões, depois reduzida para R$ 6,5 milhões.

De 23 de outubro a 6 de dezembro, estão previstas sete exposições distribuídas por Usina do Gasômetro, Margs, Santander Cultural, Instituto Ling, Centro Cultural CEEE Erico Verissimo e Memorial do Rio Grande do Sul.

Com o título Mensagens de uma Nova América, esta edição deverá ter, segundo a Fundação Bienal do Mercosul, cerca de 650 obras, com a participação de 20 países: Brasil, Chile, Paraguai, Cuba, México, Uruguai, Argentina, Colômbia, Venezuela, Bolívia, Equador, Guatemala, Peru, Costa Rica, Panamá, Nicarágua, El Salvador, Porto Rico, Jamaica e Honduras. É uma listagem que atualiza a que foi divulgada em julho.

Em comunicado oficial, a Fundação Bienal do Mercosul diz:

"O processo de redimensionamento da mostra tem levado tempo porque a Fundação Bienal do Mercosul tem buscado identificar e garantir recursos complementares para viabilizar a vinda do maior número de obras previstas do projeto curatorial.

A instituição lamenta o desligamento de três curadores da equipe, o que transformou esta fase final em um desafio extra para a conclusão do projeto e a realização da exposição em um período tão próximo a sua abertura.

Esta Bienal esta sendo realizada desde o início com um caráter fortemente museológico, portanto, se de um lado lidar com limitações orçamentárias resultou na retirada de obras de coleções estrangeiras, por outro, já se havía decidido pela inclusão de obras de artistas da América Latina pertencentes a coleções nacionais e que poderiam garantir a estrutura conceitual da exposição. Para além disso, com o intuito de garantir a inclusão de obras de artistas cujas obras pertenciam a coleções estrangeiras, o que se foi um impeditivo em virtude do orçamento, optou-se ampliar o conjunto de obras produzidas em Porto Alegre."

Entrevista: Gaudêncio Fidelis, curador-chefe da 10ª Bienal do Mercosul

O que o senhor tem a comentar sobre a repercussão do desligamento dos curadores e das manifestações em sites e redes sociais?

Não há comentários adicionais por parte da curadoria, apenas que os desligamentos foram de caráter voluntário.

Por que as saídas dos curadores não foram divulgadas?

Porque os curadores divulgaram seu desligamento primeiro, antes que fossem tomados os procedimentos internos da Fundação Bienal do Mercosul para efetivação dos desligamentos e posterior comunicação à imprensa.

Segundo os curadores que se desligaram, a Bienal reduziu o número de obras vindas de outros países das Américas Central e do Sul, para apresentar, em sua maior parte, trabalhos que estão no Brasil. Essa mudança, segundo eles, afetaria a participação de uma série de artistas já selecionados.

A 10ª Bienal do Mercosul continua com a participação de 20 países e inúmeras obras de artistas estrangeiros. A Bienal se divide em obras feitas em Porto Alegre e outras transportadas dos países, pois se trata de uma exposição com um vasto substrato histórico e obras específicas. Não foi possível transportar algumas obras por razões diversas, na seguinte ordem: subida vertiginosa do dólar, que tornou o transporte de alguns países impossível; problemas de logística, pela falta de rotas de aeronaves de cargo; exclusividade de transporte de alguns países que possuem apenas uma transportadora de arte, tornando o envio extremamente caro; e a não confirmação de alguns empréstimos por problemas de leis de patrimônio.

A lista de artistas divulgada em julho trazia mais de 400 nomes, representados por cerca de 700 obras. Essa relação se mantém ou foi alterada?

Esta lista está sendo atualizada e será divulgada à imprensa antes da abertura, pois estamos trabalhando com alguns artistas para ajustar sua participação.

Houve alterações nas sete exposições originalmente previstas?

Todas as sete exposições permanecem conforme o projeto curatorial anunciado em julho.

A Casa de Cultura Mario Quintana e o Museu Julio de Castilhos chegaram a ser anunciados como espaços que receberiam exposições, mas não receberão mais. Por que a mudança?

Todos os espaços expositivos permanecem conforme o fechamento do projeto curatorial, ou seja, quando adequamos as sete exposições aos espaços na medida em que tal tomava forma. Ainda no ano passado, como é de praxe. Havíamos solicitado mais espaços porque havia projetos especiais, mas que os curadores há alguns meses já haviam decidido não realizar. O Museu Julio de Castilhos e a Casa de Cultura Mario Quintana estavam sendo cotados para sediarem esse tipo de projetos.

Não há uma avaliação de que faltou transparência nos processos decisórios e de divulgação de informações tendo em conta um evento tão importante que naturalmente passa pelo processo de crise econômica que atinge todos os setores?

Sob a perspectiva da curadoria, esta é uma exposição de arte, não devemos esquecer-nos disso. Trata-se de um processo artístico e curatorial, e não de outra natureza. Portanto, não se trata aqui de questões de "transparência". Estamos seguindo todos os procedimentos rotineiros de curadoria na construção de uma exposição que, por ser desta envergadura, se mostra extremante complexa. Nessa perspectiva, a prioridade junto à arena pública deve ser para a exposição de seu conteúdo artístico exclusivamente.

Posted by Patricia Canetti at 8:51 AM