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junho 12, 2013
Flávia Junqueira fala sobre sua produção a partir de residência artística em Paris, Band News
A Galeria Baró abre, no sábado, a Mostra individual "Estudo para Diversão", da artista plástica Flávia Junqueira
Flávia Junqueira - Estudo para Diversão, Baró Galeria, São Paulo, SP - 18/06/2013 a 20/07/2013
A série de fotografias "Cartografia Afetiva" e uma instalação de um carrossel gigante, presentes na exposição, partem de uma experiência na capital francesa. Em sebos parisienses, a artista também encontrou fotografias antigas de crianças, que compõem a série "Crianças e sua Família".
O Bandnews TV conversou com Flávia Junqueira. Assista à entrevista.
junho 9, 2013
Senado aprova lei que destina a museus obras de arte apreendidas pela Receita por Silas Martí, Folha de S. Paulo
Senado aprova lei que destina a museus obras de arte apreendidas pela Receita
Matéria de Silas Martí originalmente publicada no jornal Folha de S. Paulo em 7 de junho de 2013.
Um projeto de lei que pretende destinar bens culturais apreendidos pela Receita Federal a acervos de museus foi aprovado nesta semana pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado. Se não houver recursos, a proposta PLC 97/2011 deverá seguir direto para sanção da presidente Dilma Rousseff.
Se aprovada, a medida pode pôr fim ao impasse de obras apreendidas pela Receita Federal e que hoje estão sob custódia provisória de museus públicos, como a coleção do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, espalhada por museus de São Paulo.
Alvo de uma investigação por lavagem de dinheiro, o dono do Banco Santos teve apreendido seu acervo com obras de artistas como Joaquín Torres-García, Roy Lichtenstein e Fernand Léger.
Desde que peças nessa situação foram destinadas a espaços públicos como o Museu de Arte Contemporânea da USP, em São Paulo, ou o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio, há um debate sobre que destino devem ter essas peças, já que durante a investigação os custos de restauro e manutenção das obras foi bancado pelo Estado.
A medida foi apresentada na Câmara pela deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) há dois anos e passou agora por análise da senadora Lídice da Mata (PSB-BA).
Na era do consumismo, Bienal de Veneza aponta para o espiritual na arte por Fabio Cypriano, Folha de S. Paulo
Na era do consumismo, Bienal de Veneza aponta para o espiritual na arte
Crítica de Fabio Cypriano originalmente publicada no jornal Folha de S. Paulo em 4 de junho de 2013.
"O Palácio Enciclopédico", exposição internacional da 55ª Bienal de Arte de Veneza, aberta no último sábado, faz jus ao seu título.
Assim como um livro organizado para reunir o máximo de conhecimento possível, a mostra, com curadoria de Massimiliano Gioni, inclui uma vasta produção criativa, boa parte feita por não artistas ou por aqueles à margem do mercado.
Com isso, Veneza aproxima-se da edição mais recente da Bienal de São Paulo, organizada por Luiz Pérez-Oramas em 2012, que teve como eixo central o interno de uma clínica psiquiátrica, Arthur Bispo do Rosário (1910-1989), que também está na seleção de Gioni.
Tanto a mostra italiana como a brasileira apontam para uma leitura da arte expansiva, ou seja, uma produção originalmente não voltada a museus e galerias.
Em Veneza, esse é o caso de figuras como o fotógrafo norte-americano Morton Bartlett (1909-1992), que, somente após sua morte, descobriu-se ser criador de bonecas com as quais convivia como se fossem sua família.
Bartlett é o que se pode chamar de "artista nas horas vagas", assim como outro expoente da mostra, o também norte-americano Achilles G. Rizzoli (1896-1981). Técnico de desenho arquitetônico, à noite ele criava projetos fantasiosos e exuberantes.
Gioni, contudo, apresenta ainda a vertente espiritualizada de uma produção baseada em práticas inusitadas, como a partir de um transe. É o que fazia Hilma af Klint (1862-1944) ao pintar como médium de espíritos.
Esse segmento espiritual é amplo e domina o início da exposição, no Palazzo Centrale, umas das duas sedes da Bienal de Veneza.
Lá, a primeira obra é "O Livro Vermelho", de Carl Gustav Jung (1875-1961), impressionante coleção de ilustrações do psiquiatra, apenas recentemente tornada pública.
Outro destaque da Bienal é uma curadoria de Cindy Sherman: uma exposição dentro da exposição.
De certa forma, ela sintetiza o conceito enciclopédico de Gioni, só que, nesse conjunto, a partir de como imagens representam o corpo --questão central na obra da própria Sherman.
Em sua seleção, ela reúne obras de 30 artistas, além de ex-votos do santuário de Romituzzo, um convento italiano do século 14, e panos pintados por prisioneiros mexicanos.
Ao final, a Bienal de Veneza, que fica em cartaz até 24 de novembro, evidencia a retomada de questões espirituais ou mesmo irracionais na arte, uma temática essencial na era do consumismo globalizado.
Essa questão poderia apontar para um certo escapismo, com a ausência de questões políticas sobre a cena atual, mas Gioni tampouco deixou de lado essa preocupação na seleção de artistas mais contemporâneos, como na obra do alemão Harun Farocki, "Transmission", sobre a criação de objetos sagrados na atualidade.
Se a curadoria da mostra internacional foi mais consistente do que nos anos anteriores, os pavilhões nacionais continuam mantendo grande discrepância.
Há exemplos de alto nível, caso da Espanha, com Lara Almarcegui, França, com Anri Sala, e Turquia, com Ali Kazma, enquanto alguns são constrangedores, caso de Argentina, Venezuela e Tailândia.
O Brasil, na seleção de Oramas, esteve aquém de sua própria Bienal, independente do fiasco institucional de o pavilhão ser inaugurado inacabado. Está na hora de se repensar se o curador da Bienal de São Paulo deve escolher também a representação nacional em Veneza.
55ª BIENAL DE VENEZA
AVALIAÇÃO bom
Obra de Lygia Clark vendida por US$ 2,2 milhões em Nova York bate recorde por Silas Martí, Folha de S. Paulo
Obra de Lygia Clark vendida por US$ 2,2 milhões em Nova York bate recorde
Matéria de Silas Martí originalmente publicada no jornal Folha de S. Paulo em 24 de maio de 2013.
Uma obra de Lygia Clark vendida na quinta (23) por US$ 2,2 milhões, cerca de R$ 4,5 milhões, na Phillips, em Nova York, bateu o recorde de valor para um artista brasileiro arrematado em leilões. Fora das vendas públicas, uma peça de Clark havia sido vendida por € 1,8 milhão, ou R$ 4,7 milhões, na feira Art Basel, em Basileia, há dois anos.
Superando seu lance inicial de US$ 600 mil, ou R$ 1,2 milhão, "Contra Relevo (Objeto N. 7)", pintura de 1959, de Clark bate agora o último recorde estabelecido por um brasileiro em leilões, no caso, a tela "Meu Limão", obra de 2000 de Beatriz Milhazes arrematada por US$ 2,1 milhões, ou R$ 4,3 milhões, na Sotheby's, em Nova York, em novembro do ano passado.
Milhazes continua mantendo o recorde de artista brasileiro mais valorizado hoje em leilões, mas a marca de Clark, que morreu em 1988, eleva a arte do país a outro patamar. Chama a atenção que a obra em questão é uma pintura, desviando da rota de supervalorização de suas esculturas da série "Bicho", até hoje a parte da produção da artista mais cobiçada no mercado.
Esses valores, aliás, devem continuar em ascensão, já que a artista terá uma grande retrospectiva no MoMA, em Nova York, no ano que vem, uma das exposições mais aguardadas no calendário do museu nova-iorquino.
