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abril 10, 2013
Britânico Charles Esche será curador da 31ª Bienal de SP por Fabio Cypriano, Folha de S. Paulo
Britânico Charles Esche será curador da 31ª Bienal de SP
Matéria de Fabio Cypriano originalmente publicada no jornal Folha de S. Paulo em 10 de abril de 2013.
A 31ª Bienal de São Paulo, programada para o próximo ano, já tem curador: o britânico Charles Esche, diretor do museu Van Abbe, em Eindhoven, na Holanda. Seu nome será anunciado pelo novo presidente da instituição, Luis Terepins, na próxima semana, com a presença de Esche, em São Paulo.
Trata-se de uma escolha radical, especialmente depois de uma exposição com caráter museológico, como a que foi conduzida por Luis Pérez-Oramas na edição da Bienal do ano passado.
Esche foi um dos cinco curadores que apresentaram propostas à Bienal e é conhecido por dedicar-se a questões políticas na arte.
Seu projeto aborda o papel da arte na globalização.
Depois de duas bienais com grande presença de artistas brasileiros e latino-americanos, a direção da instituição parece ter buscado diversificar o caráter geopolítico da mostra.
O curador selecionado, aliás, não é especialista em arte brasileira, como é o caso de Pérez-Oramas. Ele sequer visitou edições anteriores da Bienal de São Paulo,
Esche, contudo, além de curador renomado, é envolvido com a produção asiática e do Oriente Médio, como atestam suas participações em bienais daquelas regiões: Gwangju (Coreia do Sul), Istambul (Turquia) e Riwaq (Palestina).
O curador inglês é também conhecido por projetos ousados. Ele foi um dos responsáveis, por exemplo, pela exposição "Picasso na Palestina", em 2011, um dos eventos mais comentados no circuito das artes. A mostra consistia na exibição da tela "Buste de Femme" (1943), de Pablo Picasso, que pertence ao Van Abbe, na Academia Internacional de Artes da Palestina, em Ramallah, na Cisjordânia, uma das regiões em que o conflito entre Israel e Palestina é mais agudo.
Foi a primeira vez em que um artista como Picasso foi exibido em tal área, e toda a logística que envolveu a operação foi altamente complexa. "Uma das questões pertinentes a esse projeto é refletir como um museu de arte europeu exerce um papel significativo em entender nossa condição global com todas as suas contradições internas", disse Esche sobre "Picasso na Palestina".
O Van Abbe, sob a direção de Esche, também é reconhecido por sua originalidade nos formatos expositivos.
Atualmente, uma das mostras da instituição --vídeos do norte-americano John Baldessari-- acontece nas escadarias de sua sede.
Em 2010, o museu recebeu uma mostra sobre os modos de expor obras de arte e um dos eixos da exposição foi o projeto de Lina Bo Bardi para o Masp.
Projetos do curador apontam que, em 2014, o prédio da Bienal pode vir a ter uma ocupação menos comportada que na edição anterior.
Exposição "O Interior Está no Exterior" se revela muito barulho por nada por Fabio Cypriano, Folha de S. Paulo
Exposição "O Interior Está no Exterior" se revela muito barulho por nada
Crítica de Fabio Cypriano originalmente publicada no jornal Folha de S. Paulo em 9 de abril de 2013.
O pôster do artista britânico Isaac Julien, uma intervenção em "O Interior Está no Exterior", em cartaz na Casa de Vidro, projetada e habitada por Lina Bo Bardi (1914 - 1992), é bastante revelador de toda situação que envolve essa mostra.
No cartaz, Julien anuncia o filme "The Ghost of Lina Bo Bardi" (O fantasma de Lina Bo Bardi), ainda a ser realizado, estrelado por Hans Ulrich Obrist, o próprio curador da exposição. Dessa forma, o que se pode concluir é que, muito mais que uma exposição em torno de Lina, "O Interior Está no Exterior" é sobre Obrist.
Por um lado, é inegável a importância da iniciativa do curador suíço, que conseguiu fazer da Casa de Vidro um lugar realmente visível.
Ele reuniu aí nomes de primeira grandeza, figuras icônicas na história da arte como Gilbert & George ou Dan Graham (que realizou sua obra no Sesc Pompeia, também projetado por Bo Bardi), e nomes contemporâneos relevantes, como Dominique Gonzalez-Foerster, Ernesto Neto e Olafur Eliasson.
No entanto, Bo Bardi é um nome em ascensão no cenário internacional, suas obras e projetos vêm sendo reconhecidos por sua originalidade e radicalidade, o que não se percebe na exposição.
Uma das exceções é a intervenção de Renata Lucas (uma reprodução de uma obra pendurada na face externa dos vidros da sala).
Com isso, a mostra de Obrist não vai muito além de uma mitologia que o curador criou em torno dele próprio: a organização de exposição em ambientes domésticos.
Há 20 anos, ele sempre relembra, o curador organizou sua primeira mostra, na cozinha de sua casa. "O Interior Está no Exterior" é, assim, um desdobramento de sua própria atividade curatorial.
Com isso, se no discurso Obrist apresenta essas exposições em "casa-museu" como um contraponto a grandes exposições, no final a mostra se torna espetacular pela sua própria dinâmica.
E, pior: com muitas obras bastante decepcionantes, como o espelho de Eliasson, ou alguns dos filmes no Sesc, o resultado termina sendo muito barulho por nada.
Artista Francis Alÿs reúne mais de 400 cópias de imagem de santa em mostra por Silas Martí, Folha de S. Paulo
Artista Francis Alÿs reúne mais de 400 cópias de imagem de santa em mostra
Matéria de Silas Martí originalmente publicada no jornal Folha de S. Paulo em 4 de abril de 2013.
Francis Alÿs - Fabiola, Pinacoteca do Estado, São Paulo - 05/04/2013 a 29/09/2013
No começo dos anos 1990, Francis Alÿs encontrou dois quadros idênticos no mercado de pulgas de Bruxelas. Eram retratos de uma mulher de véu vermelho que, tempos depois, o artista belga descobriu se tratar de santa Fabíola, imagem copiada de uma tela do século 19 do pintor francês Jean-Jacques Henner.
Quando se mudou para a Cidade do México, onde vive até hoje, Alÿs viu também nos mercados dali essa mesma figura reproduzida à exaustão e passou a colecionar os quadros --um conjunto que hoje passa de 400 telas garimpadas em cerca de 40 países.
Num painel vertiginoso e um tanto obsessivo da repetição, Alÿs mostra agora na Pinacoteca do Estado todas as cópias que juntou de santa Fabíola, mesmo que muitos dos pintores que copiaram a tela nem saibam quem seja ou se é mesmo santa.
"Essa história ficou ainda mais interessante quando soube que o quadro original sumiu no século 19", conta Alÿs em entrevista à Folha. "É uma imagem que só sobreviveu graças às suas cópias."
Sobreviveu e se multiplicou. Mesmo que não pareça santa, por não seguir a iconografia cristã, a moça de véu vermelho virou espécie de talismã. Muitos dos amadores que copiavam esses traços acreditavam que o quadro servisse de proteção para a casa e, por isso, a imagem se espalhou pelo mundo todo.
"É uma imagem que viveu um processo de propagação, um fenômeno espontâneo", diz o artista. "Queria mostrar essa dimensão do quadro e como isso revela um circuito paralelo das artes visuais."
No caso, as centenas de cópias de santa Fabíola, uma imagem que nunca entrou para a história da arte oficial, está mais presente nesse "circuito paralelo" do que as grandes obras-primas.
"Queria mostrar o abismo que existe entre esses dois circuitos", diz Alÿs. "E quis ao mesmo tempo questionar a formação de um ícone, entender por que essa imagem sobreviveu por tanto tempo e o que torna algo um ícone."
Uma possível resposta é o fato de essa ser uma imagem fácil de copiar, com uma mancha vermelha dominante, fundo negro e quase nenhum traço mais complexo.
Mas permanece o mistério. Henner, o pintor da original, nunca atingiu a fama nem teve a atenção da crítica. Sua tela se perdeu da mesma forma que seu nome sumiu dos livros de história da arte. Ficaram só as cópias da santa, um fantasma que ninguém sabe como virou ícone.
abril 7, 2013
Nos meandros do mercado da SP-Arte por Audrey Furlaneto, O Globo
Nos meandros do mercado da SP-Arte
Matéria de Audrey Furlaneto originalmente publicada no jornal O Globo em 4 de abril de 2013.
Galerias estrangeiras comemoram primeiro dia de vendas e comparam feira à similar carioca
Escultura de Jeff Koons e tela de Francis Bacon ainda aguardam comprador
SP Arte 2013, Fundação Bienal de São Paulo, São Paulo, SP - 04/04/2013 a 07/04/2013
SÃO PAULO - Dois seguranças guardam o estande da Gagosian na SP-Arte, que abriu as portas ontem para convidados e segue até domingo, no Pavilhão da Bienal, em São Paulo. Um deles observa a estranha escultura do americano Jeff Koons, quase no corredor da feira. Tem um olhar desconfiado. A obra de arte que ele vigia, afinal, é composta de uma escada metálica e uma boia infantil em forma de cachorro. O preço: entre US$ 5 milhões e US$ 7 milhões — algo entre R$ 10 milhões e R$ 14 milhões.
A peça, exposta pela primeira vez, não tinha sido arrematada na abertura. Mas era do lado de dentro do estande que a Gagosian guardava sua estrela principal, uma grande tela do anglo-irlandês Francis Bacon de US$ 11 milhões (ou R$ 22 milhões). A obra também terminou a abertura sem comprador.
Termômetro de qualquer feira, o dia destinado aos colecionadores é aquele em que mais se vende — ou se “reservam” obras. Na Gagosian, embora as peças mais caras não tivessem sido vendidas, a diretora da galeria em Nova York, Victoria Gelfand-Magalhães, dizia se tratar de “um grande primeiro dia”.
— Veremos no fim se foi melhor que a ArtRio. No Rio, tivemos uma grande feira, mas aqui a organização flui muito mais suave — afirmou.
Nos bastidores, de fato, comenta-se que, assustadas com problemas de organização na Art- Rio, as gigantes decidiram testar a SP-Arte. Na feira carioca, onde a Gagosian fez sua estreia no Brasil, a galeria informou ter vendido US$ 5 milhões no primeiro dia.
— Temos obras para colecionadores jovens e já consolidados. O que nos atrai de fato para o Brasil é a isenção de impostos. Não é possível pagar quase 50% (tarifação normal, fora do período das feiras) para importar uma obra — completa a diretora da Gagosian.
O mesmo motivo é usado pelas outras quatro maiores do mundo que, pela primeira vez, estão reunidas numa feira na América do Sul. Ao lado da Gagosian, White Cube (que veio à SP-Arte em 2012), Hauser & Wirth, Pace e David Zwirner formam a potência mundial das artes e estão entre as 41 galerias estrangeiras com estandes no Pavilhão da Bienal (ao todo, são 122 galerias).
A White Cube, quatro horas depois da abertura da feira, já havia vendido um Damien Hirst por mais de US$ 1 milhão. Obras de Jac Leirner e Tracey Emin também saíram logo. A diretora de vendas da galeria londrina, Daniela Gareh, comentava diferenças entre as feiras de SP e Rio — tema que costurou os bastidores da estreia das gigantes na capital paulistana.
— É ótima (a SP-Arte), com mais experiência e conhecimento do que é fazer uma feira. Estão fazendo isso há mais tempo, o Rio ainda é muito jovem, precisa aprender — disse Daniela.
Já a diretora da Hauser & Wirth, Mariana Teixeira de Carvalho, lembrava as agruras vividas na edição carioca, onde até fechou mais cedo seu estande temendo que obras fossem danificadas pelo público (foram, como divulga a Art- Rio, 74 mil visitantes circulando pelos 7.500 metros quadrados no Píer Mauá):
— Aqui está mais agradável, dá para circular melhor, com mais espaço — afirmou, referindo-se aos 20 mil metros quadrados da SP-Arte.
A Hauser, porém, dizia não ter expectativa de vendas. Levou obras de apenas três artistas e aposta num trabalho a longo prazo: quer apresentá-los ao colecionador brasileiro para que sejam conhecidos pelo comprador daqui.
Na David Zwirner, o diretor Greg Lulay afirmou que o primeiro dia da SP-Arte é “mais movimentado”.
— Nos saímos muito bem — afirmou Lulay. — Sinto que a força de comercialização de arte no Brasil é fascinante. Fazemos 14 feiras no mundo todo e, para mim, não se trata de estar no Rio ou em São Paulo, mas no Brasil. O mercado está mudando no globo. A economia do Brasil está ótima. É por isso que estamos aqui.
Já na Pace, o diretor Marc Glimcher comemorava a venda de um Yoshitomo Nara (por US$ 650 mil). A principal peça do estande, no entanto, não tinha conseguido comprador — um retrato de Chuck Close, de mais de US$ 5 milhões.
Olafur Eliasson divide exposição entre as galerias Luisa Strina e Fortes Vilaça por Silas Martí, Folha de S. Paulo
Olafur Eliasson divide exposição entre as galerias Luisa Strina e Fortes Vilaça
Matéria de Silas Martí originalmente publicada no jornal Folha de S. Paulo em 3 de abril de 2013.
Olafur Eliasson: Your orbit perspective
Galeria Luisa Strina, São Paulo, SP - 03/04/2013 a 04/05/2013
Galpão Fortes Vilaça, São Paulo, SP - 03/04/2013 a 25/05/2013
Depois de sua primeira individual no Brasil, no ano passado na Pinacoteca do Estado de São Paulo e nas unidades Pompeia e Belenzinho do Sesc, o artista dinamarquês Olafur Eliasson volta a expor em São Paulo, agora em duas galerias, na Luisa Strina, nos Jardins, e no galpão da Fortes Vilaça, na Barra Funda.
Eliasson, artista conhecido por suas intervenções luminosas e trabalhos que refletem sobre a natureza da luz, também estará na mostra organizada pelo curador suíço Hans Ulrich Obrist na Casa de Vidro de Lina Bo Bardi, que abre nesta quinta (4) com um braço também no Sesc Pompeia.
"Gosto dessa ideia de um espaço que é um equilíbrio encontrado numa estrutura flutuante em meio à luz", diz Eliasson, em entrevista à Folha. "É como se isso se sustentasse no espaço de acordo com uma filosofia."
Enquanto na Luisa Strina ele expõe uma série de esculturas em metal que lembra eclipses e movimentos astronômicos, Eliasson aproveita a ampla escala do galpão da Fortes Vilaça para criar uma mega-instalação.
Duas projeções, uma a partir de uma moldura vazada e outra um retângulo opaco, giram suspensas no ar numa construção etérea.
As duas mostras ficam em cartaz nas galerias paulistanas do jeito que Eliasson as idealizou, uma como continuação da outra.
Pesquisa revela o crescimento do mercado de arte contemporânea no Brasil por Nahima Maciel, Correio Brasiliense
Pesquisa revela o crescimento do mercado de arte contemporânea no Brasil
Matéria de Nahima Maciel originalmente publicada no jornal Correio Brasiliense em 5 de abril de 2013.
Eventos no Rio e em São Paulo são reflexo do aumento do interesse por obras nacionais
SP Arte 2013, Fundação Bienal de São Paulo, São Paulo, SP - 04/04/2013 a 07/04/2013
Sócia da Galeria Vermelho e presidente da Associação Brasileira de Arte Contemporânea (Abact), Eliana Filkenstein não consegue imaginar uma feira de arte no Brasil dos anos 1990. Questão de mercado. As últimas duas décadas foram de comemoração para as artes plásticas no Brasil. Especialmente o período entre 2000 e 2012. As feiras de arte funcionam como um termômetro, e o crescimento desse tipo de evento acompanha o desenvolvimento econômico. Em 2005, 40 galerias, a maior parte de São Paulo e do Rio de Janeiro, juntaram-se para fazer a primeira edição da SP Arte. Oito anos depois, a feira montada no pavilhão da Bienal no Ibirapuera conta com 110 galerias e abriu as portas ontem com expectativa de público de 20 mil pessoas. “Acho que houve um incremento no Brasil, as pessoas começaram a olhar mais para a arte, e as feiras possibilitaram que mais pessoas conhecessem”, repara Eliana, que todo ano vê os negócios da Vermelho se agitarem durante as feiras.
Quando olha para trás, Fernanda Feitosa, uma das idealizadoras da SP Arte, arrisca até mesmo dizer que existe um antes e um depois do evento. “O mercado não é mais o mesmo”, garante. “Na primeira edição, um galerista afirmou: ‘Esta feira vai mudar a cara do mercado de arte no Brasil.’ E assim foi. As galerias se organizaram, o mercado se profissionalizou e parece ter se tornado mais transparente aos olhos do consumidor. E o mais importante de tudo: surgiram novos colecionadores.” O evento se consolidou, cresceu e incentivou outras iniciativas.
Três perguntas para Fernanda Feitosa, diretora da SPArte
Houve um crescimento muito grande do mercado e arte contemporânea no Brasil? Qual a configuração dele hoje? E o que mudou na última década?
A SP Arte teve um papel pioneiro e nosso trabalho de expandir o mercado de arte tem sido tão forte e consistente que permitiu o aparecimento de outras feiras de arte pelo país. Por outro lado, a SP Arte contribui para a inserção de novos artistas na medida em que desperta o interesse de novos colecionadores. Temos que criar condições de escoamento da produção jovem contemporânea em nosso país e uma das formas de fazer isso é estimulando o colecionismo, tanto privado como público.
O que propiciou que feiras como a SPArte crescessem e se solidificassem?
O interesse do público ávido por arte e pelo marcado de arte. A arte é vista como um bem , é uma diversificação de patrimônio. Hoje, ela é um investimento e as pessoas estão totalmente conscientes disso. O mercado de arte brasileira teve um boom tanto dentro quanto fora do país. Os artistas brasileiros são reconhecidos internacionalmente pela sua excelência. De uns tempo para cá, estamos vendo preços exorbitantes serem pagos por obras de artistas como Adriana Varejão , Vik Muniz e Beatriz Milhazes. A SP Arte colocou o Brasil na lista dos países com melhores feiras do mundo e isso também está influenciando na compra e venda da arte brasileira.
Segundo a Abact, o mercado cresceu 44% nos últimos dois anos e 66% da produção é comprada por brasileiros. Você sente isso durante a SPArte?
O momento vivido pela arte brasileira é muito bom, de sobriedade, consolidação, descobrimento. Acredito realmente que a feira seja parte importante deste processo que estamos vivenciando e responsável por este movimento de conscientização e engrandecimento da arte brasileira de dentro para fora e de fora para dentro na medida em que o que estamos fazendo aqui está ecoando no exterior, pela qualidade e profissionalismo da arte produzida mostrada aqui. O público brasileiro está cada vez mais se interessando por arte e pela compra de arte.
A reportagem completa você lê na edição impressa de hoje do Correio Braziliense.
