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Como atiçar a brasa

 


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maio 9, 2008

Profissionais de dança contemporânea respondem à visão preconceituosa em matéria do jornal O Globo

Profissionais de dança contemporânea respondem à visão preconceituosa em matéria do jornal O Globo

A dança contemporânea está reagindo a mais uma matéria preconceituosa em relação às expressões contemporâneas. Trata-se de uma luta já velha e por isso mesmo cansativa, mas acreditamos ser importante estarmos sempre atentos e reagir a posturas levianas, principalmente quando esta se apresenta nos jornais de grande circulação.

Como manda o manual do “Como atiçar a brasa”, envie a carta para o jornal - axexeo@oglobo.com.br;Rodolfof@oglobo.com.br;nani@oglobo.com.br, para provocarmos uma abertura ao debate mais aprofundado sobre cultura.

Envie sua assinatura de apoio para faladanca@gmail.com.

Leia a matéria de Artur Xexéo originalmente publicada na Revista O Globo em 4 de maio de 2008.


Carta da Dança

Lamentável

Em sua coluna do último domingo, na Revista O Globo, Artur Xexéo tratou de forma leviana questões importantes para a dança e a arte contemporâneas e um de seus principais instrumentos de fomento e apresentação, o Espaço SESC.

O jornalista reduz a diversidade e a qualidade da produção da dança contemporânea carioca a uma série de clichês, revelando o seu imenso desconhecimento sobre o assunto.

É preocupante que uma visão tão preconceituosa e obscurantista possa estar na base da linha editorial do Segundo Caderno do jornal O Globo, do qual o colunista é também o editor. Isto é, sem duvida, incompatível com uma empresa jornalistica contemporânea e um desserviço aos leitores de um dos maiores jornais do pais.

Já assinaram:

Adriana Banana - diretora artística FID-Fórum Internacional de Dança (BH), vice-presidente Associação Dança Minas, Diretora artística Clube Ur=H0r
Alex Cassal - Ator e Diretor/RJ
Alex Neoral _Bailarino e Coreógrafo/RJ
Alexandre Rudáh - Ator
Ana Andréia - Bailarina e Coreógrafa/RJ
Ana Paula Kamozaki - Bailarino/Coletivo O 12 / SP
Andréa Bardawil Campos - Coreógrafa /CE
Andréa Bergallo – bailarina e coreografa/RJ
Andréa Sales - Prodança
Ariadne Felipe
Ariane Sampaio- Bailarino/Coletivo O 12/SP
Arthur Coutinho Moreau
Bibiana de Sá - Doutoranda em Comunicação e Cultura - ECO – UFRJ/Mestre em Ciência da Arte/ UFF
Bruna de Menezes Bizzotto
Bruna Ribeiro Lopes De Rose Souza - Bailarina
Calixto Neto – Bailarino/PE
Carla Reichelt – Bailarina/RJ
Carol Pires – Bailarina/RJ
Carolina Campos - Bailarina
Celso Curi /SP
Charles Watson – artista plástico/RJ
Christiane Jatahy – diretora de teatro/RJ
Christine Greiner - Professora da PUC-SP
Ciência da Arte – UFF/Licenciada em Dança – Centro Universitário da Cidade
Claudia Consolaro Valente
Claudia Mele - Bailarina e Coreógrafa/RJ
Cláudio Lacerda - Bailarino e Coreógrafo/RJ
Cristian Duarte - Bailarino e Coreógrafo/SP
Cynthia Garcia
Dani Lima - Bailarina e Coreógrafa/RJ
Daniela Visco /RJ
David Linhares -Diretor da Bienal Internacional de Dança do Estado do Ceará
Denise Stutz - Bailarina e Coreógrafa/RJ
Diana De Rose – bailarina/RJ
Diana Rodrigues Nassif - produtora musical
Edney D'Conti - Bailarina
Eduardo Bonito - Diretor do festival Panorama de Dança/RJ
Eduardo Fukushima
Elisa Lemos - Bailarina
Elisa Parente de Oliveira
Ellen Prado
Esther Weitzman - Bailarina, Coreógrafa e Professora de Dança/RJ
Fabio Ferreira – diretor de teatro, autor e curador/RJ
Felipe Rocha – Ator/RJ
Flavia Cândida – produtora/RJ
Franz Manata  – artista plástico e curador/RJ
Gijs Andriessen – Videomaker/RJ
Guilherme Santos - Bailarino/Coletivo O 12/SP
Gustavo Ciriaco – bailarino e coreografo/RJ
Heber Stalin  - coreografo /CE
Helena Bastos – bailarina e coreografa/SP
Helena Katz - Professora universitária e Crítica de dança/SP
Iara Cerqueira-    Bailarina e Coreógrafa/BA
Isabel Stewart – Bailarina/RJ
Isabel Tornaghi - Bailarina
Ivana Mena Barreto – Coreógrafa/RJ
Jacqueline de Castro – Produtora/MG
João Paulo Gross – bailarino/RJ
João Saldanha – coreógrafo/RJ
Joelsson Gusson - Ator e Diretor/RJ
José Renato Fonseca de Almeida
Joubert Arrais - jornalista, crítico de dança (CE) e mestrando em Dança pelo PPGDanca/UFBA
Juliana M Gago
Juliana Medeiros dos Santos
Keyla Pitanga Monadjemi/MG
Lara Pinheiro - Bailarina e Coreógrafa/SP
Laura Samy de Castro – Bailarina/RJ
Leidson Ferraz Ator, jornalista, pesquisador teatral e um apreciador da Dança (Recife/PE)
Leo Nabuco – Bailarino/RJ
Lia Rodrigues – Coreógrafa/RJ
Lidi Domingues - Bailarino/Coletivo O 12/SP
Lidia C. Larangeira
Ligia Veiga e Grande Companhia Brasileira de Mystérios e Novidades/RJ
Lucas Amorim - Bailarino/Coletivo O 12/SP
Lúcia Floriano - Bailarino/Coletivo O 12/SP
Marcela Donato – Bailarina/RJ
Marcela Levi – Coreógrafa/RJ
Marcellus Ferreira - Bailarino e Coreógrafo/RJ
Marcelo Braga – Bailarino/RJ
Marcelo Olinto - Ator e Figurinista/RJ
Marcia Rubin - Bailarina e Coreógrafa/RJ
Mari Mendes - Bailarino/Coletivo O 12/SP
Maria Alice Silvério Lima/RJ
Marília Albornoz/RJ
Marise Reis - Professora de Dança/RJ
Marise Siqueira - Bailarina e Advogada/RS
Marta Moura - Bailarina/ Professora
Matias Marcier – arquiteto/RJ
Mônica Rêgo Maciel - Arte-educadora
Nayse Lopez – jornalista, editora do portal www.idanca.net e diretora do Festival Panorama de Dança/RJ
Neide Neves/SP
Patricia Barbara – produtora e performer/RJ
Patricia Canetti - artista multimídia, coordenadora do www.canalcontemporaneo.art.br
Paulo Caldas – Bailarino e Coreógrafo/RJ
Paulo Marques - Professor de Dança/RJ
Preta Ribeiro - Bailarino/Coletivo O 12/SP
Rafael Bricoli - Bailarino/Coletivo O 12/SP
Raquel Karro - Atriz
Renata Reinheimer – Bailarina/RJ
Renato Cruz - Bailarino e Professor de dança/RJ
Renato Vieira – Coreógrafo/RJ
Ricardo Basbaum - Artista Plástico/RJ
Rita de Cassia Ribeiro Lopes De Rose Souza – Bailarina/RJ
Roberta Repetto - Bailarina
Rodrigo Maia Barbosa Lima – Bailarino/RJ
Sandra Corradini
Sandro Amaral – produtor/RJ
Sandro Borelli – bailarino e coreografo/SP
Sara Calaza - Produtora Cultural/RJ
Simone Mello
Silvia Rinaldi - Psicóloga
Sofia Carvalhosa / assessora de imprensa/ SP
Sonja Gradel - Produtora Cultural/RJ
Stella Rabello - Atriz
Suzana Beiersdorff Bayona
Tati Almeida - Bailarino/Coletivo O 12/SP
Thaís Gonçalves - pesquisadora em dança, bacharel e licenciada em Dança/UNICAMP, jornalista/SP
Thatiane Paiva de Miranda - professora, revisora e bailarina contemporânea
Thereza Rocha -Pesquisadora e professora /RJ
Thiago Alixandre  - Bailarino/Coletivo O 12/SP
Thiago Granato – bailarino e coreografo/RJ
Thiane Lavrador
Tony Hewerton - Bailarina
Valéria Martins - empresária e produtora cultural/RJ
Valeria Pinheiro - Coreógrafa/Fortaleza/CE
Verusya Correia – bailarina e coreografa/RJ
Wagner Carvalho - Diretor do Festival Internacional de Dança Move Berlim/Alemanha
Wagner Schwartz _Bailarino e Coreógrafo/MG
Zeca Assumpção – músico/RJ

Envie sua assinatura de apoio para faladanca@gmail.com.

Posted by Patricia Canetti at 11:19 AM | Comentários (1)

A Dança Contemporânea, por Artur Xexéo

A Dança Contemporânea

Texto de Artur Xexéo, originalmente publicada na Revista O Globo, no dia 4 de maio de 2008

Não tive boas experiências com dança contemporânea. Sei que essa frase pode dar a impressão de que fui um fracasso nas minhas tentativas de ser bailarino. Não é verdade. Nunca tentei. Estou me referindo às minhas experiências como espectador. Sou daqueles que são capazes de dar um grand-jeté se, em troca, for desconvidado para assistir a mais uma experiência coreográfica no Espaço Sesc. Desisti de tentar entender qual é a graça de entrar numa sala apertada, com mais 20 pessoas, sentar numa cadeira desconfortável para ver um grupo — bem, grupo é modo de dizer; geralmente, são três ou quatro bailarinos... bem, bailarino é modo de dizer... enfim, recapitulando: três ou quatro dançarinos pelados (se é dança contemporânea, para que gastar com figurino?, devem se perguntar os coreógrafos modernos), estáticos, sentados no chão e que, a cada 15 minutos, fazem, bem lentamente, um movimento circular com o dedão do pé direito. Tudo isso sem música. Afinal, é uma experiência coreográfica. E com muito gritos. Como se grita na dança contemporânea!

Tô fora. Abro uma exceção, a cada dois anos, para a companhia de Deborah Colker. É outra história. Ali, um grupo de 15 bailarinos enche o palco. Deborah faz um espetáculo. Sua trupe escala paredes, gira em rodas-gigantes, atravessa espelhos. Sua música — sim, existe música nos espetáculos de dança de Deborah Colker! — é marcante. Seus figurinos são surpreendentes. Os elementos coreográficos que dividem o palco com ela são impactantes. E o grupo... dança!!!

Digo isso porque senti uma certa implicância por parte dos amantes da dança moderna carioca com “Cruel”, a coreografia com que Deborah ocupou na semana passada o Teatro Municipal. “Cruel” não é mesmo o melhor espetáculo de Deborah — o que é muito natural numa companhia que já possui um repertório com dez espetáculos diferentes —, mas está muitos anos-luz à frente de qualquer outro apresentado recentemente pelas companhias modernas cariocas. Companhia é modo de dizer — a maioria das companhias cariocas só se forma quando tem algo para estrear.

Deborah Colker esteve em cartaz na semana passada e, mais uma vez, leu os comentários-clichê. Criticou-se a música — aí até entendo: quem elogia espetáculos sem música não pode gostar mesmo —; a frontalidade da coreografia — meu Deus, qual é o problema de bailarinos dançarem de frente para o público? —; a repetição dos movimentos... sou muito mais movimentos repetidos do que ausência de movimentos.

O verdadeiro problema de Deborah Colker é que seus espetáculos não cabem no mezanino do Espaço Sesc. Ela lota o Municipal, faz temporada de dois meses no João Caetano, dá a volta ao mundo deslumbrando platéias e demonstra, a cada apresentação, como é supérfluo o que a gente escreve sobre ela. Comentários negativos não lhe tiram um só espectador; os positivos não lhe dariam um espectador a mais. O público descobriu Deborah Colker sozinho. E não quer abandoná-la.

Posted by João Domingues at 11:06 AM | Comentários (15)