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Como atiçar a brasa

 


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junho 29, 2004

Entrando na Dança

Emeio enviado por Maria Helena Darcy de Oliveira, para o jornal O Globo, sobre a matéria reproduzida abaixo, Entrando na Dança, de Joaquim Ferreira dos Santos, no dia 27 de junho de 2004.

Prezado Joaquim,

Muito me surpreendeu a nota Entrando na Dança publicada hoje. Nela fala-se da autoria do projeto arquitetônico do Centro Coreográfico a ser inaugurado na parte histórica da antiga Brahma. E um dos autores do projeto é, justamente, o Secretário Municipal de Cultura Ricardo Macieira.

Esse mesmo Secretário, há dois dias, em matéria de Daniela Name no jornal O Globo - Segundo Caderno, p.2 - diz que não tem interesse em fechar a Galeria do Centro Cultural Sergio Porto porque o projeto também era dele.

Trabalhei quase 20 anos na Fundação Rio e no Rioarte e, naquele tempo, os funcionários não prestavam serviços para a Prefeitura, além daqueles previstos em suas funções.

O arquiteto Ricardo Macieira trabalhar para o Secretário Ricardo Macieira é, no mínimo, ilegal. O ordenador de despesas da prefeitura não pode autorizar um pagamento a ele próprio.

De toda forma, ele está em ótima companhia na coluna Gente Boa: Renato e Laura de Celebridades.

Maria Helena Darcy de Oliveira


Nota publicada originalmente no jornal O Globo, na coluna Gente Boa de Joaquim Ferreira dos Santos, no Segundo Caderno do dia 27 de junho de 2004.

Entrando na Dança

JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS

O Centro Coreográfico que a prefeitura inaugura, em 4 de agosto, será dirigido por Regina Miranda. Ela deixou o grupo Lanbaun, que dirigia em Nova York, e já se dedica ao projeto. O Centro Coreográfico, projeto dos arquitetos Ricardo Macieira e Luís Antônio Rangel, na parte histórica da antiga fábrica da Brahma, na Tijuca, será o mais moderno do Brasil e, com suas grandes salas de ensaio, auditório e camarins, centralizará a cena da dança no Rio.

Posted by Patricia Canetti at 4:43 PM | Comentários (1)

junho 28, 2004

Ernesto Neto comenta:

Emeio enviado por Ernesto Neto para Patricia Canetti sobre matéria de Bernardo Araujo publicada no Segundo Caderno, Das ruas do Rio para o mundo, no dia 16 de junho de 2004.

Prezada Patricia,

Gostei da sua pergunta hoje no jornal, acho que posso respondê-la: você se lembra do que eu, há mais de um ano, venho falando sobre a fraqueza institucional?

Acho bastante pertinente a pergunta que fica na matéria de capa do Segundo Caderno de O GLOBO de hoje.

O episódio das esculturas de Mazeredo espalhadas pela praia carioca vem a calhar. A Patricia Canetti pergunta, qual a importância destes trabalhos? Estas esculturas representam e podem ser vistas como símbolos da trágica crise institucional que vivemos hoje em nossa cidade e estado. No entanto, apesar dos policiais assassinos, da guerra de traficantes, das rebeliões, dos políticos omissos, da injustiça social, do lamentável tranporte público, do sistema educacional, da tristeza nos hospitais e das esculturas da Mazaredo jogadas pela cidade, o Rio de Janeiro continua lindo!

B

neto

Posted by Patricia Canetti at 5:20 PM | Comentários (3)

junho 27, 2004

Sérgio Porto - a missão

Emeio enviado por Patricia Canetti para o Segundo Caderno do jornal O Globo, no dia 25 de junho de 2004.

Cara Daniela,

Gostaria de parabenizar a você e ao Segundo Caderno pela matéria sobre essa confusa situação das galerias do Espaço Sérgio Porto. Você foi clara e precisa, nos demonstrando as contradições que envolvem esse fecha-não-fecha angustiante pelo qual estamos passando.

Gostaria de chamar a atenção para a colocação de nosso Secretário Municipal de Cultura, Ricardo Macieira, que nos dá como argumento para não fechar a galeria sua relação emotiva com o lugar pelo fato de ter participado de sua reforma, em contraste com as colocações de suas subalternas que colocam aspectos técnicos e profissionais - a falta de verbas (que não existe para a galeria, mas existe para a mediateca) e a falta de público.

Será possível sustentar o funcionamento de um espaço cultural com um argumento de ordem pessoal?

Um abraço,
Patricia Canetti

Posted by Patricia Canetti at 5:12 PM | Comentários (2)

junho 26, 2004

Sobre o Sérgio Porto 2

Emeio enviado por José Miranda para o Segundo Caderno dO Globo, no dia 25 de junho de 2004.

Queridos d'O Globo,

Parabéns pela condução dada às reportagens do Sérgio Porto dessa semana. Daniela Name e Bernardo Araújo conseguiram transportar com muita veracidade o péssimo trabalho nas artes visuais que vem sendo realizado pela Secretaria das Culturas. Só espero que o Sr. Ricardo Macieira seja melhor arquiteto que dirigente, visto seu tamanho apego a "galeria que ele mesmo ajudou a construir".

Grato pela atenção.

José Miranda

Posted by Patricia Canetti at 4:14 AM | Comentários (1)

junho 25, 2004

Sobre o Sérgio Porto

Emeio enviado por Carlos Eduardo Bernardi para o Segundo Caderno dO Globo, no dia 25 de junho de 2004.

Prezados do Segundo Caderno,

meus parabéns à Daniela Name pela cobertura dada a situação das galerias do
Sérgio Porto na matéria "Macieira diz que vai manter Galeria 2 do Sérgio
Porto", apresentando de verdade quais os verdadeiros dirigentes das
políticas públicas de cultura no Rio de Janeiro. Esse assunto ainda dá pano
para um cobertor.

Carlos B.

Posted by Patricia Canetti at 5:10 PM | Comentários (1)

Macieira diz que vai manter Galeria 2 do Sérgio Porto

Matéria publicada originalmente no jornal O Globo, no Segundo Caderno, no dia 25 de junho de 2004.

Macieira diz que vai manter Galeria 2 do Sérgio Porto

DANIELA NAME

Depois de o RioArte anunciar o fechamento da Galeria 2 do Espaço Cultural Sérgio Porto, em reportagem publicada no dia 27 de maio, no Segundo Caderno, o secretário municipal das Culturas, Ricardo Macieira, agora diz que a midiateca anunciada pela direção do Sergio Porto e confirmada pela diretora do RioArte, Fátima França, nunca foi prevista para o espaço da Galeria 2, mas para um espaço hoje usado como depósito na área embaixo dos camarins.

Macieira diz que o começo da construção da midiateca — que passará os filmes de arte produzidos pelo RioArte — está dependendo apenas de uma liberação da Secretaria de Urbanismo, já que a obra vai abrir uma nova entrada para o Sérgio Porto, no muro voltado para a Rua Humaitá. Na próxima segunda-feira, Cristina Miranda abre uma nova exposição na Galeria 1, substituindo a de Edwiges Dash, encerrada no último dia 20. A mostra do fotógrafo Bruno Veiga, em cartaz na Galeria 2, terminaria junto com a de Edwiges. Mas foi prorrogada até a inauguração do próximo bloco de exposições, no dia 17 de agosto. Sempre foi uma tradição no Sérgio Porto a abertura das mostras das duas galerias em conjunto.

Fontes ligadas ao mercado de arte carioca dizem que a prorrogação da exposição de Veiga teria a ver com o fato de ter havido uma contra-ordem dentro do RioArte. A galeria 2, que seria fechada para obras a fim de abrigar uma midiateca modular (com cabines para duas ou três pessoas), agora permanecerá aberta, seguindo a orientação de Macieira.

— Jamais fecharia uma galeria que eu mesmo ajudei a construir (foi o escritório de arquitetura de Macieira que assinou o projeto das galerias) — disse o secretário ao GLOBO, em entrevista na última terça-feira, quando apresentou as plantas da midiateca. — Aqui você vê minha autorização, em maio, para a construção da midiateca embaixo dos camarins. Quem afirmou outra coisa vai ter que se explicar.

A entrevista com Macieira aconteceu diante da diretora do RioArte, Fátima França, e das diretoras do Sérgio Porto, Gabriela Saboya e Tatynne Lauria. Em maio, na primeira reportagem publicada pelo GLOBO, Gabriela afirmara que a midiateca era um projeto arquitetônico modular e seria construída na Galeria 2. Que teria perdido o espaço para as artes visuais não por causa desta nova atividade, mas sim por um corte de verbas. Na ocasião, o corte e a suspensão da programação para a Galeria 2 foram confirmados pela diretora de artes visuais do RioArte, Claudia Saldanha.

— É uma lástima, porque as galerias adquiriram muita visibilidade e têm uma tradição em mostrar novos artistas e projetos inovadores — disse Claudia Saldanha. — Minha preocupação é saber que, mesmo que esta decisão seja provisória, é muito difícil reerguer o prestígio de um lugar depois que ele se perde.

Galeria 2 teria um número pequeno de freqüentadores

Na mesma reportagem, Fátima França assumiu que uma estrutura como a da midiateca significaria o fim da Galeria 2. E disse que o fechamento do espaço do segundo andar também tinha a ver com o baixo número de freqüentadores.

— A galeria não tinha público. Mantivemos a do térreo, que é menor, mas mais visível — disse ela.

Diante de Macieira, na última terça-feira, Fátima primeiro negou ter anunciado o fechamento da galeria. Depois, confrontada com as próprias declarações, explicou que, por sua natureza modular, o projeto da midiateca poderia se adequar a qualquer lugar. Na planta apresentada pelo secretário, no entanto, a estrutura não é mais modular, e sim a de uma sala de cinema tradicional, com tela e cerca de 50 lugares. A previsão é de que a midiateca esteja pronta em 90 dias.

Posted by Patricia Canetti at 1:23 AM | Comentários (1)

Prefeitura fecha a Galeria 2 do Espaço Sergio Porto

Matéria publicada originalmente no jornal O Globo, no Segundo Caderno, no dia 27 de maio de 2004.

Prefeitura fecha a Galeria 2 do Espaço Sergio Porto

Administração vai construir mediateca no lugar; nove exposições agendadas para este ano foram canceladas

DANIELA NAME

A partir de 28 de junho, quando um novo bloco de exposições vai ser inaugurado no Espaço Cultural Sergio Porto, o bloco vai deixar de ser bloco. Ou passar a ser uma espécie de "bloco do eu sozinho". Em vez de duas exposições, como já era tradição no centro mantido pela prefeitura, o público vai passar a ver uma só. Tudo porque a Galeria 2 vai ser transformada numa midiateca.

Localizada no segundo andar do prédio no Humaitá, a galeria será fechada para obras depois do dia 20 de junho, quando termina a exposição do fotógrafo Bruno Veiga, atualmente em cartaz. Procurado pelo GLOBO na semana passada para comentar o assunto, o secretário das Culturas, Ricardo Macieira, negou que estivesse fechando a galeria, cujo projeto, aliás, foi realizado por seu escritório de arquitetura. O secretário disse que o projeto da midiateca seria "pontual".

- Vai haver a midiateca, mas uma coisa não elimina a outra, a galeria vai continuar a existir - garantiu Macieira. - Como autor do projeto, sou um dos maiores interessados na sua continuidade.

Na prática, não é isso que está acontecendo. Projeto da administração do Sergio Porto e do RioArte, entidade municipal responsável pelo espaço cultural, a midiateca vai oferecer cabines duplas e triplas para o público, que poderá ter acesso a vídeos e DVDs realizados pelo RioArte. A estrutura das cabines toma cerca de dois terços do espaço da galeria, o que torna impossível a continuidade de sua utilização como espaço expositivo. As informações sobre a obra - que foi orçada em R$ 50 mil e bancada pela iniciativa privada, mas através das leis municipais de incentivo - são bastante desencontradas.

- Não estamos acabando com a galeria, queremos atender à demanda de um público de pesquisadores e prestigiar o cinema, única expressão cultural que ainda não tinha lugar no Sergio Porto - diz Gabriela Saboya, administradora do espaço. - A estrutura da midiateca permite que obras de arte sejam mostradas nas paredes da sala.

Castelinho, também da prefeitura, já tem videoteca funcionando

Gabriela diz ainda que a midiateca é uma necessidade real para os jovens pesquisadores - especialmente os de teatro - mesmo diante do argumento de que prefeitura dispõe de uma videoteca, no Castelinho do Flamengo. E mesmo sendo a região de Botafogo a que concentra maior número de cinemas e videolocadoras por metro quadrado do Rio.

- Nosso público é diferente do que vai ao Castelinho e faltam lugares para exibir este tipo de filme - argumenta ela.

A diretora de artes visuais do RioArte, Claudia Saldanha, conta que recebeu o comunicado sobre a midiateca como uma decisão irrevogável. Paralelamente, as verbas anuais para artes plásticas foram reduzidas drasticamente: passaram de R$ 180 mil para R$ 75 mil. Por conta disso e do fechamento da Galeria 2, Claudia teve que cortar exposições de nove artistas que estavam agendadas para este ano. E que tinham sido anunciadas oficialmente pela prefeitura depois que uma comissão selecionou os projetos enviados para o RioArte.

- É uma lástima, porque as galerias adquiriram muita visibilidade e têm uma tradição em mostrar novos artistas e projetos inovadores - diz Claudia Saldanha. - Minha preocupação é saber que, mesmo que esta decisão seja provisória, é muito difícil reerguer o prestígio de um lugar depois que ele se perde.

Diferentemente do que diz Gabriela Saboya, a diretora do RioArte, Fátima França, assume que o fechamento da galeria é definitivo.

- A galeria não tinha público. Mantivemos a do térreo, que é menor, mas mais visível - diz ela, que garante que as artes visuais não estão desprestigiadas.- O corte de verbas para a área não tem nada a ver com isso. É um enxugamento geral que está acontecendo no município.

Posted by Patricia Canetti at 1:18 AM | Comentários (1)

junho 23, 2004

Circuito de arte

Emeio enviado por Carlos Eduardo Bernardi para o Caderno B do Jornal do Brasil, no dia 21 de junho de 2004.

Prezados do Caderno B,

tenho acompanhado de perto tanto a coluna Informe de Arte quanto as reportagens de Giberto Abreu sobre o circuito de arte no Rio de Janeiro.

Peço que investiguem em seus espaços tanto o fechamento de um dos lugares de exibição do Sérgio Porto quanto a implementação da comissão de avaliação de obras públicas da RioArte.

Aguardo respostas dos senhores.

Grande abraço,

Carlos B.

Posted by Patricia Canetti at 4:09 PM | Comentários (1)

junho 21, 2004

Histórico das galerias do Sérgio Porto

O Espaço Sérgio Porto completa 21 anos como espaço de artes visuais. O prédio, localizado no Humaitá, zona sul da cidade, era depósito de merenda escolar do município, até passar para a Secretaria de Cultura, em 1983.

Neste ano, o então galpão abrigou a grande coletiva 3.000m3de Waltercio Caldas, José Resende, Cildo Meireles, Antonio Dias, Artur Barrio, Tunga, Umberto Costa Barros e curadoria de Everardo Miranda.

Sofreu a primeira reforma em 1989/90, quando foi construída uma galeria de arte propriamente dita, inaugurada com uma individual de Lygia Pape. A partir daí, tornou-se referência para artistas plásticos, músicos, atores, dançarinos, poetas, por ter também uma área para outras expressões culturais.

Pelo caráter institucional, sem compromisso com o mercado, o Sérgio Porto funciona como laboratório para artistas contemporâneos emergentes ou consagrados experimentarem ali suas idéias recentes.

O espaço tornou visível a produção dos anos 90, através de exposições individuais, muitas vezes a primeira de artistas que, mais tarde, partiram para uma carreira nacional e/ou internacional. Entre eles, Ernesto Neto, Valeska Soares, José Damasceno, Fernanda Gomes e Efrain Almeida.
Desde 1990, foram curadores do Sérgio Porto: Everardo Miranda, até 1992, Claudia Saldanha, de 1993 a 2001, Ileana Pradilla, 2002/2003 e Claudia Saldanha, 2003/2004.

O Sérgio Porto foi também pioneiro no lançamento do projeto Residência de Artista, que trouxe ao Rio os artistas norte-americanos Bruce Yonemoto, em 1994, e Cyrilla Mozenter, em 1995.

Reformado em 1999, sob projeto premiado do arquiteto Ricardo Macieira, o espaço reabriu para o público com duas galerias, mais um espaço cênico de 300 m2, urdimentos móveis e arquibancadas modulares para 140 pessoas, camarins com banheiros, foyer e cafeteria.

Em 2000, as galerias Sérgio Porto inauguraram o programa Curador Visitante, que trouxe ao Rio a curadora japonesa Yukie Kamiya. As duas galerias foram ocupadas com obras da artista norte-americana Sharon Lockhart e da japonesa Miwa Yanagi.

O espaço tem sido também local de lançamento dos programas da Série RioArte Vídeo / Arte Contemporânea, que produz vídeos sobre a obra de artistas plásticos brasileiros, como "Anna Bella Geiger - Uma Poética Contemporânea do Espaço", sobre a obra da artista, direção de Mario Carneiro e "Com o Oceano Inteiro para Nadar" sobre a obra de Leonilson, direção de Karen Harley.

Exposições:

1983
coletiva 3.000m3 de Waltércio Caldas, José Resende, Cildo Meireles, Antonio Dias, Arthur Barrio, Tunga, Umberto Costa Barros, curadoria de Everardo Miranda

1990
Lygia Pape
Coleção João Satamini
Ernesto Neto
Marcos Chaves
Miguel Rio Branco

1991
Bernardo Stambowsky
Imagem sobre Imagem (curadoria: Ligia Canongia)
Sônia Labouriau
Carla Guagliardi
Valeska Soares
Luiz Carlos Del Castilho
Artur Barrio
Cecília de Medeiros
Ricardo Becker
Enrica Bernardelli
Mauro Faingerlernt
Vasco Acioli

1992
Martha Araújo
Carlos Bevilácqua
Shelagh Wakely
Lívia Flores
Eduardo Coimbra
Luciano Figueiredo
Brígida Baltar
Cristina Pape
Pedro Paulo Domingues
Maria Moreira

1993
Maurício Ruiz
Ricardo Basbaum
Fernanda Gomes
Cristina Salgado
José Damasceno
Efrain Almeida
Ernesto Neto
Raul Mourão
André Costa

1994
Gê Orthof
Tatiana Grinberg
Marcos Chaves
Nicole Carstens
José Spaniol
Bruce e Norman Yonemoto (Artistas Residentes)
Iran do Espírito Santo
Ricardo Ventura
Fabrice Langlade
Ana Linnemann
Frederico Pinto
Jorge Emanuel

1995
Cyrilla Mozenter (Artista Residente)
Márcia X.
Flávia Ribeiro
Sergio Bessa
Vicente de Mello
Rosana Palazyan
Claudia Bakker
Antônio Manuel
Analu Cunha
Marcelo Reginato

1996
Tonico Lemos
Gabriela Machado
Paulo Climachauska
Gustavo Rezende
José Rufino
Janaína Tschape
Roberto Bethônico
Rosilda Sá
Cildo Meireles
João Modé

1997
Luiz Cesar Monken
Frederico Dalton
Regina de Paula
Afonso Tostes
Zaven Paré
Marco Veloso
Fernando Lopes
Alex Cerveny
Quisqueya Enriquez

1998 - 1999 - fechado para obras

2000
Valeska Soares (Os 90)
Sharon Lockhart - eua e Miwa Yanagi - japao (Curador Visitante: Yukie Kamiya)
Icléa Goldberg
Beatriz Pimenta
Fábio Carvalho
Lucia Neves
Julio Castro
Newton Goto
Eliane Prolik
Martinho Patrício
Courtney Smith
Beatriz Carneiro
Mauro Restiffe
Jussara Salazar
Edith Derdik
Martha Niklaus
Suzana Queiroga
Fernanda Terra

2001
Adriana Tabalipa
Ana Muglia
Bet Olival
Chang Chi Chai
Claudio Mubarac
Dayse Xavier
Pedro Tudela (PT) e (Curador visitante: José Mário Brandão- do Porto, Portugal), ensaio fotografico sobre o Rio e um artista brasileiro q tinha ensaio sobre o Porto
Franz Manata
Nick Rands
Otávio Avancini
Ronald Duarte
Simone Michelin
Grupo A 95

2002
Projeto Linha Imaginária (coord. Sydney Philocreon)
Fernanda Junqueira
Celia Euvaldo
Neusa Dagani
Elisa de Magalhães
Tiago Rocha Pitta
Laercio Redondo
Karen Aune
Livia Flores
Gabriela Weeks
Lenora de Barros
Beth Jobim
Cafi
Sandra Cinto
José Rufino


2003
Ducha
Felipe Barbosa
Jorge Rodriguez-Aguillar
Marcus André
Paulo Jares
Inês de Araujo
Luciano Mariussi
Daniel Feingold
Marcio Zardo
José Tannuri
Rodrigo Cardoso
Niura Bellavinha
Paula Trope
Eduardo Frota


2004
Jorge Emmanuel
Diô Viana
Edwiges Dash
Bruno Veiga
Cristina Miranda
28 de junho a 08 de agosto
Ana Miguel
Leila Danziger
05 de outubro a 14 de novembro
Monica Barki
Paulagabriela
23 de novembro 2004 a 30 de janeiro 2005
Adolfo Montejo Navas
Umberto Costa Barros

Posted by Patricia Canetti at 11:14 AM | Comentários (2)

junho 17, 2004

Vivendo com Mazeredo...

Emeio enviado por Chico Fortunato, para o jornal O Globo, no dia 16 de junho de 2004.

Na matéria de Bernardo Araújo, de 16/6 "Das ruas do Rio para o mundo" chama a atenção a total falta de cuidado da prefeitura, descaso mesmo com a qualidade das obras de arte compradas e colocadas em pontos de grande visibilidade da cidade do Rio de Janeiro.

Além de sermos obrigados a conhecer o trabalho óbvio e medíocre da Sra.Mazeredo teremos que conviver com ele por muito tempo, já que ela se preocupa em produzir monstrenguices bem sólidas.

Temos escultores fabulosos em nosso país, para não dizer aqui no Rio mesmo, mas isso parece não interessar muito o nosso prefeito pan-americano e seu secretário de cultura olímpica.

Chico Fortunato

Esta carta comenta a matéria publicada originalmente no jornal O Globo, no Segundo Caderno, no dia 16 de junho de 2004

Posted by Patricia Canetti at 3:53 PM | Comentários (2)

Mazeredo?!

Emeio enviado por José Miranda, para o jornal O Globo, no dia 16 de junho de 2004.

Queridos d'O Globo,

Li com atenção a matéria "Das Ruas do Rio para o Mundo", de Bernardo Araújo, sobre as polêmicas obras de Mazeredo e suas conseqüências políticas. Compreendi a tentativa do jornalista de isentar-se a opinar, instigando o debate acerca da questão. Espero que tudo conspire para que essa senhora não represente nenhum artista carioca em qualquer lugar do mundo. Rogo também para que o bom gosto da editoria do Segundo Caderno não permita mais imagens tão chocantes quanto a da "Miss Mazeredo" em seus trajes dourados olímpicos, mesmo vendo certas doses de ironia no acontecimento. Espero muitíssimo que os senhores investiguem com mais clareza e menons conformismo as ações movimentadas pela comissão de avaliação da RioArte, formalmente criada para nada fazer.

Foi muito sutil, e deveras absurdo entretanto, o tratamento dado à galeria do Sérgio Porto. Assunto renegado a um colorido "tijolinho" da quinta página; aguardo dos senhores uma cobertura mais eficiente e menos acaipirada sobre a situação. Ela é extremamente séria, e o espaço merece muito mais do que o simplório "Adeus à galeria". Bola fora.

Grato pela atenção.

José Miranda

Esta carta comenta a matéria publicada originalmente no jornal O Globo, no Segundo Caderno, no dia 16 de junho de 2004

Posted by Patricia Canetti at 3:45 PM | Comentários (3)

junho 16, 2004

Das ruas do Rio para o mundo (A praga Mazeredo se espalha)

Mazeredo_capa.jpg


Matéria publicada originalmente no jornal O Globo, no Segundo Caderno, no dia 16 de junho de 2004.

Das ruas do Rio para o mundo

BERNARDO ARAUJO

Avenida Atlântica, Praça do Lido, Nova York, Paris, Recife, Túnel Zuzu Angel, Avenida Ayrton Senna... as esculturas de Marli Azeredo, ou Mazeredo, estão por toda parte. A ponto de o RioArte, depois de alguma pressão da comunidade das artes plásticas, ter criado uma comissão para decidir o que pode e o que não pode enfeitar as ruas da cidade. Em seu ateliê na Tijuca — que lembra um barracão de escola de samba — a escultora louva a criação da comissão, enquanto fala de seus projetos para o futuro, no Brasil e no exterior.

— É ótimo que se avalie o que pode ser instalado nas ruas e praças da cidade — diz. — Sabe que eu talvez vá para Atenas? Meus trabalhos inspirados em esportes podem me levar até lá.

A enxurrada de esculturas de Mazeredo pelo Rio — e, mais tarde, por várias outras cidades — começou em 1992, quando ela foi convidada a criar o símbolo do Fórum Global, feirão multicultural e étnico no Aterro do Flamengo, que era parte da conferência Rio-92. Desde então, vive sendo chamada para apresentar outros trabalhos em público, como as esculturas em homenagem a Ayrton Senna, Zuzu Angel e a estudante Ana Carolina, morta na saída do Túnel Santa Bárbara em 1998. Mazeredo garante que apenas uma das cerca de 20 obras suas nas ruas do Rio atualmente — incluindo as 15 da exposição "Milênio", que está na Avenida Atlântica há uma semana e, informa ela, deveria ficar por um mês mas pode ser prorrogada — está lá por sugestão sua: "Vitória", na Praça do Lido.

— As pessoas vêem as minhas obras e encomendam novos trabalhos — diz ela, mostrando as autorizações da prefeitura para cada uma delas. — A escultura em homenagem a Zuzu Angel foi um pedido do instituto que leva o nome dela. Eles conseguiram a autorização, eu apenas fiz o trabalho. Eu não posso doar minhas obras à cidade, não sou rica. Esses trabalhos todos passam por auditorias, que verificam desde o gasto com material até o salário das pessoas que trabalham comigo no ateliê.

A exposição "Milênio", por exemplo, que foi autorizada pela prefeitura em 2001, acabou extrapolando o orçamento, que era de cerca de R$ 88 mil.

— É que eu acabo me empolgando, faço mais peças do que o combinado, digo que elas vão ter três metros e entrego com cinco — diz ela. — Mas não faz mal.

Embora não seja rica, Mazeredo — que começou a levar a arte a sério há 30 anos, quando abandonou a carreira de advogada e foi estudar na Escola de Belas Artes, no Parque Lage e em Paris — diz que não precisa da arte para viver. O importante é trabalhar.

— É claro que as minhas obras expostas no Rio e em outros lugares atraem muitas encomendas, que me dão algum dinheiro — admite ela. — Mas não é por isso que trabalho. Tenho 60 anos e me sinto com a vitalidade de quem tem 30. Meu marido, Toni, diz que vou trabalhar até os 90 anos. Esculpo umas 40 peças por ano, cerca de três por mês, todas ao mesmo tempo.

De fato, não faltam projetos na agenda de Mazeredo, como uma exposição em uma galeria do Marais, em Paris — "meu marchand abriu todas as portas na Europa para mim", comemora ela — uma obra na Park Avenue, em Nova York, outra na catedral de São João do Cariri, na Paraíba, e diversos projetos no Rio. Mas não na rua.

— Chega de escultura minha por aí — diz ela. — Adoro ver as pessoas interagindo com as minhas obras, como aconteceu na passagem da tocha olímpica, no domingo, mas o Brasil é muito grande, e o mundo ainda maior.

Ainda bem, para o decorador Edgar Moura Brasil.

— Esculturas como a do Túnel Zuzu Angel e a da Avenida Ayrton Senna são horríveis — diz ele. — Quem deu a essa mulher o direito de emporcalhar a cidade?

Mazeredo sabe da polêmica criada pela quantidade de obra suas nas ruas da cidade, mas se defende.

— Qualquer pessoa pode conseguir a autorização e instalar peças em lugares públicos — diz.

Um integrante da comissão de avaliação do RioArte, no entanto, diz que não é tão fácil assim.

— Houve uma obra do Nuno Ramos, que hoje está no Masp, em São Paulo, que não conseguiu autorização da prefeitura para ficar — lembra ele. — A Mazeredo deve conhecer muito bem os trâmites necessários para isso. Só me parece que para ela tudo é muito fácil. Deveria haver uma discussão maior em torno do que pode ficar nos logradouros públicos, para que faça sentido. Aquelas obras feias na Avenida Atlântica são um crime, e logo em um lugar tão lindo da cidade.

A escultora diz que tem a opinião pública consigo.

— Reclamaram porque não havia peças por toda a avenida, e tive que levar mais uma para lá — conta ela.

A criação da comissão certamente já é um passo à frente, mas ela ainda não está funcionando, nem se reuniu.

— Essa comissão foi inventada pelo secretário das Culturas, é um golpe de marketing que nunca vai sair do papel — diz a artista plástica Patrícia Canetti. — A prefeitura não tem dinheiro para nenhum projeto na área das artes plásticas. Quanto às obras da Mazeredo, não se trata de dizer se elas enfeitam ou enfeiam a cidade, mas de perguntar: qual a importância de uma escultura dela no desenvolvimento de nossa sociedade atual?

Alheia à discussão — que, de resto, nem começou — a escultora exibe mais um de seus projetos, esculturas de imensos guardas (estilizados, é claro).

— Eles poderiam ficar nas esquinas, para ajudar a prevenir assaltos, não acha?

Posted by Patricia Canetti at 7:15 AM | Comentários (9)