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maio 31, 2021

Ciclo 1922: modernismos em debate - encontro online promovido pelo IMS, MAC-USP e Pinacoteca

Terceiro encontro online do ciclo 1922: modernismos em debate aborda questões ligadas às culturas urbanas

O evento acontece no dia 31 de maio (segunda-feira), das 18h às 21h15, com transmissão ao vivo nos canais de Facebook e YouTube do IMS, do MAC USP e da Pinacoteca de São Paulo

No dia 31 de maio, segunda-feira, das 18h às 21h15, acontece o terceiro encontro do ciclo 1922: modernismos em debate, organizado pelo Instituto Moreira Salles, pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e pela Pinacoteca de São Paulo. Online e gratuito, o ciclo promove debates mensais, até dezembro, sobre a Semana de Arte Moderna de 1922. O objetivo é realizar uma revisão crítica da Semana, contextualizando-a historicamente e examinando manifestações consideradas inovadoras em outras partes do país. Todas as atividades serão transmitidas ao vivo nos canais de YouTube e Facebook das três instituições.

O encontro do dia 31 de maio inclui duas mesas sobre as relações entre a cultura urbana surgida no Brasil no início do século XX e o modernismo. Na primeira mesa, às 18h, a historiadora Marize Malta fala da presença das artes gráficas, de objetos utilitários, das artes aplicadas, das artesanias e de manifestações populares em grandes cidades como o Rio de Janeiro e como essas produções interferiram nas artes visuais.

Em seguida, a professora titular da Escola de Comunicação da UFRJ, Beatriz Jaguaribe, destaca as reformas urbanas realizadas em 1922 para a celebração da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil no Rio de Janeiro, em diálogo com as propostas estéticas da Semana de Arte Moderna de São Paulo. Das 19h às 19h30, será realizado o debate com mediação da curadora chefe da Pinacoteca, Valéria Piccoli.

Na segunda mesa, com início às 19h45, o escritor e historiador Luiz Antônio Simas discutirá as dinâmicas da urbanização brasileira a partir do samba, do futebol e da umbanda, cruzando tais processos com o modernismo de 1922.

Em seguida, Salloma Salomão, historiador e dramaturgo, questionará os limites das narrativas das elites e apresentará hipóteses sobre as culturas negras brasileiras como contranarrativas da modernidade hegemônica. Após o encerramento da mesa, das 20h45 às 21h15, haverá um debate com os dois convidados, mediado por Horrana Santoz que também integra a equipe de curadoria da Pinacoteca.

A importância das culturas urbanas
Do Jornal da USP por Gabriela Caputo

Entre o final do século 19 e o começo do século 20, há o momento alto de expansão urbana no País, como no Rio de Janeiro e em São Paulo, segundo Ana Magalhães. “No caso paulista, esse é talvez um dos motes dos modernistas da Semana de 22, como sugerido no famoso poema em prosa de Mário de Andrade, Pauliceia Desvairada”, destaca a professora. Ou seja, nesse cenário, desenvolvimento urbano e modernista caminhavam juntos.

Para Horrana, a partir do contexto econômico, político, racial e artístico do Brasil no início do século 20, “é imprescindível ressaltar outros movimentos e a articulação de artistas, pesquisadores, escritores, músicos e outros agentes culturais impedidos de frequentar os espaços daquela nova aristocracia urbana industrial”.

Ana afirma que “se fez uma diferença muito grande entre ‘baixa’ e ‘alta’ cultura entre o que as elites consumiam, e a experiência de viver na cidade moderna reverberava e dava subsídios para outros grupos sociais criarem”. Ela cita como exemplo a cultura da favela, retratada nas pesquisas de historiadores sociais brasileiros como José Murilo de Carvalho, Sidney Chalhoub e, com foco na história das artes visuais, Rafael Cardoso — que foi convidado do último ciclo de encontros.

“O início do século 20 foi marcado pela emergência da favela como parte integrante do processo de urbanização do Rio de Janeiro, por exemplo, que deu origem ao samba e a outros modos de apropriação do carnaval como festa popular e de rua”, diz Ana. Temas como esses aparecem tanto na produção de modernistas célebres, como Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti, quanto na contribuição de artistas que atuaram em revistas ilustradas, como José Carlos de Brito e Cunha, conhecido por J. Carlos, e Calixto Cordeiro, o K. Lixto. “No encontro, Beatriz Jaguaribe trará também contribuições importantes do campo da literatura e da arquitetura para tratar do tema”, completa a professora.

Mais sobre o ciclo 1922: modernismos em debate

Realizado entre março e dezembro de 2021, de modo online, o ciclo de encontros tem o objetivo de promover uma revisão crítica da Semana de Arte Moderna de 1922. Os debates serão realizados uma vez ao mês e terão ao todo a presença de 41 convidados. Participam pesquisadores de diferentes estados, com o objetivo de comparar pontos de vistas, ampliar o conceito de modernismo e discutir as especificidades dos diversos movimentos que despontaram no Brasil entre os anos 1920 e 1940. Além de reunir especialistas em arte moderna, participam artistas contemporâneos, que discutirão o teor ideológico presente na representação de corpos negres e indígenas nas obras do período. O seminário acontece no ano anterior ao do centenário da Semana de Arte Moderna justamente para nutrir as pesquisas das três instituições para 2022, quando todas farão eventos em torno da efeméride. 1922: modernismos em debate é organizado por Ana Gonçalves Magalhães (MAC USP), Fernanda Pitta (Pinacoteca), Heloisa Espada (IMS), Horrana de Kássia Santoz (Pinacoteca), Helouise Costa (MAC USP) e Valéria Piccoli (Pinacoteca).

Programação

Encontro 3 | Culturas Urbanas
31 de maio, segunda-feira, das 18h às 21h15

mesa 5*
18h - 18h30 | Os modernismos das coisa e outras coisa do modernismo, com Marize Malta (UFRJ)
18h30 - 19h | Arquivos urbanos de 1922: a disputa pelo moderno e imaginários da cidade, com Beatriz Jaguaribe (UFRJ)
19h - 19h30 | debate
Mediação: Valéria Piccoli (Pinacoteca)

19h30 - 19h45 | intervalo

mesa 6
19h45 - 20h15 | A cidade, o poeta e o diamante, com Luiz Antônio Simas (escritor, professor e historiador, compositor brasileiro e babalaô no culto de Ifá)
20h15 - 20h45 | A modernidade negra e o Modernismo reacionário brasileiro para além de 1822, com Salloma Salomão (compositor, educador, ator e dramaturgo)
20h45 - 21h15 | debate
Mediação: Horrana Santos (Pinacoteca)

*As mesas 1 e 2 (29 de março) e 3 e 4 (26 de abril) estão disponíveis nos canais do youtube das três instituições
Atividade gratuita com interpretação em Libras (Língua Brasileira de Sinais)

Transmissão ao vivo pelos canais de YouTube e Facebook das três instituições

IMS
youtube.com/imoreirasalles
facebook.com/institutomoreirasalles

MAC USP
youtube.com/macuspvideos
facebook.com/usp.mac

Pinacoteca de São Paulo
youtube.com/pinacotecadesãopaulo
facebook.com/PinacotecaSP

Sobre os debatedores

Marize Malta
Historiadora da arte e professora Associada da Escola de Belas Artes da UFRJ. Doutora em história (UFF) e mestra em história da arte (UFRJ), realizou estágio pós-doutoral no Instituto de Artes da Universidade de Lisboa. Líder dos grupos de pesquisa Entresséculos e Modos. É coordenadora do Setor de Memória e Patrimônio da EBA-UFRJ (Museu D. João VI, Arquivo Histórico e Biblioteca de Obras Raras) e editora assistente da revista MODOS.

Beatriz Jaguaribe
Professora titular da Escola de Comunicação da UFRJ. Foi professora visitante em várias instituições, como Harvard, Princeton e Stanford. Recebeu nomeação para a bolsa Robert F. Kennedy do Latin American Studies Center (Harvard) e as bolsas Guggenheim e ICAS (NYU) e foi nomeada para a Cátedra Andrés Bello do King Juan Carlos of Spain Center, da Universidade de Nova York. Publicou os livros, Rio de Janeiro: Urban Life through the Eyes of the City (2014) e O choque do real (2007), entre outros.

Luiz Antonio Simas
Escritor, professor, historiador, educador e compositor. É autor de 20 livros e de mais de uma centena de ensaios e artigos publicados sobre carnavais, folguedos, religiosidades populares, futebol e culturas de rua. Ganhou o Prêmio Jabuti de Livro de Não Ficção do ano de 2016, pelo Dicionário da história social do samba, escrito em parceria com Nei Lopes. Foi ainda finalista do mesmo prêmio em duas outras ocasiões.

Salloma Salomão Jovino da Silva
Historiador, educador, ator, dramaturgo e músico. Mestre e doutor em história pela PUC-SP, é autor de várias publicações, como Memórias sonoras da noite: musicalidades africanas no Brasil, nas iconografias do século XIX (2002). Pesquisa teatralidades e dramaturgias negras, participou da peça Gota d’água preta (2018-2020), é autor do musical Agosto na cidade murada (2018) e atuou no projeto teatral Fuzarka dos Descalços (Prêmio Cultura Inglesa 2019), do Coletivo dos Anjos.

Próxima datas e temas do ciclo de encontros

28 de junho – O popular como questão
26 de julho – Outras centralidades
30 de agosto – Artes indígenas: apropriação e apagamento
27 de setembro – Fotografia e cinema
25 de outubro – Artes do cotidiano
29 de novembro – Políticas do Modernismo
13 de dezembro – Futuro e passado: legados para o patrimônio

Posted by Patricia Canetti at 5:30 PM

maio 28, 2021

Curso online com Ana Paula Cohen no b_arco

Arte Contemporânea e a Criação de Novos Mundos por Vir com Ana Paula Cohen
Práticas artísticas contemporâneas relacionadas à história das exposições do séc. XX e XXI.

CONTEÚDO

O curso abordará, por meio de apresentação de obras de artistas contemporâneas/os e de programas de museus que se propuseram a trabalhar com a arte de seu tempo, as seguintes questões: O que são práticas artísticas contemporâneas? Se a presença e/ou a ação da/o artista passam a ser obra de arte, como coleciona-las em museus? Sobretudo, como re-apresentar obras de arte que não se baseiam apenas em objetos, de forma potente no presente? Como se dá a circulação e exposição de práticas artísticas, muitas vezes sem um corpo definido materialmente, desde os anos 1960? Finalmente, como pensar as subjetividades contemporâneas em tempos de coabitação – incluindo novos movimentos antirracistas, indígenas, feministas, LGBTQI+, e ambientais em convívio com regimes autoritários de extrema direita e destruição acelerada do planeta –, por meio de algumas práticas artísticas?

As aulas consistem na apresentação da obra de algumas/ns artistas em sua complexidade – incluindo filmes, imagens, textos de artistas, exposições –, e pretendem tecer relações entre tais produções e as diferentes formas de trazê-las a público. Haverá uma breve bibliografia com
textos de artistas e/ou pensamento filosófico/crítico relacionado a cada encontro, a ser discutido e aprofundado em aula. Se por um lado, a produção artística parece ter passado do objeto autônomo para relações entre diferentes contextos, deslocamentos e temporalidades, por outro testemunhamos o fortalecimento de um sistema de arte estruturado na ideia de arte como objeto – vendável, colecionável –, assim como em um formato padrão de exposição de arte que reproduz infinitamente aquele criado pelo Museu de Arte Moderna de Nova York em 1929, conhecido como “cubo branco”. Como acolher a potência de criação de novos mundos por vir em uma produção efêmera, impalpável, não-museológica da arte dos últimos 60 anos?

CRONOGRAMA

Aula 1: The Power of Display: Formas de escrever histórias da arte no século XX por meio da montagem de exposições e arquitetura de museus. Desmonte das práticas de produção e coleção de arte em museus em tempos de governos autoritários.
Tópicos/artistas: Hannover Landsmuseum, Alemanha, sob a direção de Alexander Dorner (1922 a 1936); El Lissitzky: Abstract Cabinet (1927-1928); Laszlo Moholy-Nagy: The Room of Our Time (c. 1930); The Museum of Modern Art – MoMA, Nova York, sob direção de Alfred Barr (inaugurado em 1929); Herbert Bayer. Exposição Arte degenerada, organizada pelo partido nazista em Munique em 1937.
Leitura (durante a aula): Introdução do livro The Power of Display, de Mary Anne Staniszewski.

Aula 2: Como re-apresentar obras de arte que não se baseiam apenas em objetos, de forma potente no presente?
Tópicos/ artistas: Lygia Clark, trajetória da artista; Lygia Clark, arquivo para uma obra- acontecimento – projeto de ativação da memória corporal de uma trajetória artística e seu contexto, arquivo de entrevistas realizado por Suely Rolnik, 2003–11.
Leitura: ROLNIK, Suely. “Memória do corpo contamina o museu” in Transversal, extradisciplinaire, maio 2007. Periódico multilingue online e edição impressa, EIPCP – European Institute for Progressive Cultural Policies. Vienna e Linz, 2007.

Aula 3: Inserções em circuitos ideológicos: Produção, circulação e recepção de práticas artísticas sob regimes ditatoriais da guerra fria (1960/1970).
Tópicos/artistas: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP, sob direção de Walter Zanini (1963-1978); mail art [arte postal]; Regina Silveira, Antoni Muntadas; Cildo Meireles; Ulisses Carrión; Information – exposição no Museu de Arte Moderna de Nova York, 1970 (Adrian Piper; On Kawara; Joseph Kosuth; Hans Hacke; Robert Barry; Cildo Meireles); galerias de artistas nos anos 1960 e 1970 no leste Europeu.

Aulas 4: Novas subjetividades em tempos de coabitação.
Tópicos/artistas: Yael Bartana; Grada Kilomba; Melik Ohanián; Bruno Latour; Armin Linke; Martin Gusinde; Patricio Guzman; “Manifesto Ciborgue”, de Donna Haraway.
Leituras: KILOMBA, Grada. “Carta da autora à edição brasileira”, em: Memórias da plantação: Episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019. p. 11
KILOMBA, Grada. “Ilusões Vol. 1, Narciso e Eco”, in: Grada Kilomba: desobediências poéticas. Catálogo de exposição. Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, 2019.

DATA
31 de maio, 1, 2 e 4 de junho de 2021
segunda, terça, quarta e sexta, das 19h às 21h30

VALOR
Desconto à vista R$280,00
Parcelado - 2x R$150,00

Carga horária total: 4 encontros – 10 horas
Inscrições online

*Este curso é oferecido na modalidade ONLINE, portanto é necessário ter acesso à internet. As aulas irão acontecer ao vivo no aplicativo ZOOM. Indicamos que o participante tenha um computador ou celular com câmera e microfone.

Ana Paula Cohen curadora independente, editora e escritora. É coordenadora da pós- graduação em Estudos e Práticas Curatoriais, na FAAP, e doutora pelo Núcleo de Estudos da Subjetividade, PUC-SP. Foi curadora residente no Center for Curatorial Studies, Bard College, Nova York, co-curadora da 28ª Bienal de São Paulo, e co-curadora do Encuentro Internacional de Medellín, na Colômbia. Cohen foi professora visitante no mestrado do California College of the Arts, em San Francisco, diretora do Programa Bolsa Pampulha, em Belo Horizonte, e co- diretora do PIESP - Programa Independente da Escola São Paulo. Recentemente curou exposições como: "Embodied Archeology of Architecture and Landscape", no Tel Aviv Museum, e "On Cohabitation: films by Yael Bartana", no Banff Centre for the Arts, Canada.

Posted by Patricia Canetti at 11:23 AM

Beatriz Milhazes conversa em live no Instagram do Itaú Cultural

Beatriz Milhazes conversa com o público sobre colagens em live no Instagram do Itaú Cultural

A organização convida a artista visual para um bate papo sobre colagem, a partir das obras em exposição na organização, que integram a exposição Beatriz Milhazes: Avenida Paulista, prorrogada até 4 de julho no Itaú Cultural e até 6 de junho no Masp.

No dia 29 de maio, sábado, às 11h, o Itaú Cultural promove, no Instagram @itaucultural, uma live com Beatriz Milhazes, atualmente em cartaz na organização com a exposição Beatriz Milhazes: Avenida Paulista, realizada em parceria com o Masp. Junto a Vítor Luz, educador do Núcleo de Educação e Relacionamento do Itaú Cultural, que, na ocasião, estará presencialmente na mostra, ela fala ao público sobre o universo de possibilidades e técnicas que permeiam suas colagens, recorte exposto nos três andares ocupados por suas obras na organização, ao lado de gravuras e algumas acrílicas, com curadoria de Ivo Mesquita.

Na conversa, Vítor e Beatriz abordam as técnicas utilizadas pela artista na composição de suas obras, a linguagem da colagem e os diferentes processos para a sua execução. O público pode interagir enviando suas questões previamente, na caixa de perguntas aberta no Instagram da instituição um dia antes da live, que terá aproximadamente 40 minutos de duração.

Para quem quiser conectar as duas pontas dessa grande mostra, que se divide entre o Itaú Cultural e o Masp, recentemente, ela realizou, no Instagram do museu, uma outra live, com o diretor artístico da instituição, Adriano Pedrosa, em que fala sobre o recorte de obras lá exposto. Ela pode ser vista no IGTV do Masp.

Esta série de lives mensais realizadas pelo Itaú Cultural tem o propósito de aproximar o público das exposições em curso na organização. Mediada pelos educadores do Itaú Cultural e com interpretação simultânea em Libras, as conversas ao vivo propõem uma investigação acerca dos diversos aspectos presentes nas mostras. Em janeiro, o ator Lima Duarte, homenageado na 50ª série Ocupação, fez uma participação na primeira live neste formato. No mês passado, a curadora da Ocupação Chiquinha Gonzaga, Juçara Marçal, trouxe aspectos da vida, obra e da realização da mostra dedicada à primeira maestrina do Brasil. Ambas podem ser vistas no IGTV do IC.

Posted by Patricia Canetti at 10:28 AM

Adelina Instituto e Bigorna promovem encontro online Desmistificando os NFTs

Adelina Instituto e Bigorna em parceria promovem Encontro Online Desmistificando os NFTs: traduzindo a nova polêmica da arte digital para o bom português

Em um encontro de duas horas no dia 29 de maio, sábado, das 11h às 13h, traduziremos para uma linguagem clara e objetiva noções gerais e básicas sobre os NFTs, termo da tecnologia que agora permeia o vocabulário artístico. Serão abordadas as mais recentes polêmicas envolvendo o universo da arte, discutindo conceitos e questões como democratização, autenticidade, sustentabilidade e arte digital a partir desta nova maneira de se produzir e comercializar obras. O segundo momento do encontro será dedicado às perguntas dos participantes.

A aula será ministrada pela jornalista Luana Ferrari, autora do texto "O NFT para além do universo Geek: traduzindo a nova polêmica da arte digital para o bom português", e terá mediação de Julia Flamingo, jornalista de arte e fundadora do Bigorna.

Sobre as palestrantes

Luana Ferrari, é jornalista e colaboradora da plataforma Bigorna e autora do texto "O NFT para além do universo Geek: traduzindo a nova polêmica da arte digital para o bom português". Possui pós-graduação em mediação e cultura e é Mestre em musicologia pela Universidade Paris 8 (França), já trabalhou como Assessora de Imprensa para instituições como Bienal de Arte de SP, Instituto Tomie Ohtake, Sesc SP, entre outros, e atualmente vive em Paris. Na cidade luz, se divide entre o jornalismo, a cultura e a pilotagem do fogão a través do site Luana’s Food Therapy e do Instagram @luferrari12 onde compartilha sua rotina dentro e fora da cozinha (seu habitat natural).

Julia Flamingo é jornalista de arte e fundadora do Bigorna. É formada em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e história pela PUC-SP. Vive em Lisboa, é mestranda em Culture Studies na Universidade Católica de Lisboa e colabora com matérias sobre arte para veículos do Brasil e Portugal, além de trabalhar para os projetos internacionais Art Curator Grid e 4Cs – From Conflict to Conviviality Through Creativity and Culture, co-financiado pelo Programa Europa Criativa da União Europeia. Trabalhou como repórter e crítica de arte da revista Veja São Paulo entre os anos de 2015 e 2017, e foi assessora de comunicação de eventos como SP-Arte e Bienal de São Paulo.

INFORMAÇÕES

Data: 29 de maio de 2021 – sábado
Horário: das 11h às 13h.
Local: Online por meio da plataforma ZOOM.
O conteúdo será gravado e poderá ser enviado posteriormente para quem eventualmente perder o encontro.
Inscrições: www.sympla.com.br/adelina
Investimento: R$ 80 (inteira) R$ 50 (meia para estudantes, professores e maiores de 60 anos)*
Vagas limitadas
Emitimos certificados.
*caso faça parte destes grupos por favor, contate-nos para comprovação que liberação do desconto.

Contatos: email: oi@adelina.org.br / Telefone e whatsapp: 11-94812-3175
Gabriela Conceição
Educação, Comunicação e Relações Institucionais

Sobre o Bigorna

O Bigorna é uma plataforma didática de arte contemporânea criada para desmistificar o cenário da arte. Produzimos conteúdo original e aprofundado a partir de uma linguagem simples e sem jargões voltado para qualquer pessoa que tenha interesse sobre a arte contemporânea. Acreditamos que, pela comunicação e mediação, podemos apresentar um olhar generoso sobre a arte atual para que você construa seu próprio pensamento crítico sobre a arte. O Bigorna foi criado em 2018, em São Paulo, e hoje é baseado em Lisboa. Instagram @bigorna_art site: www.bigornaart.com

Sobre o Adelina Instituto

O Instituto existe desde 2017 em São Paulo. Com ampla atuação no circuito de arte e educação contemporâneas, promove a difusão, produção e compartilhamento de conhecimento, por meio de encontros, debates, oficinas, publicações, além de cursos interdisciplinares, exposições de artistas contemporâneos e ações extramuros. O objetivo é firmar-se como um espaço para a concepção, formação e difusão da arte e atingir os mais diversos perfis, favorecendo o intercâmbio entre artistas, curadores e amantes da arte. Instagram @adelinainstituto site: www.adelina.org.br.

Posted by Patricia Canetti at 10:04 AM

maio 25, 2021

Programa de entrevistas online com Lula Wanderley e Maria Noujaim na Jaqueline Martins

Programa de Entrevistas é um novo ciclo de atividades online concebido pela Galeria Jaqueline Martins. Em cada edição, dois artistas desenvolvem um diálogo livre, sem pautas ou limitações pré-estabelecidas.

Na terceira edição, em 27 de maio de 2021, quinta-feira, às 17h, apresentamos a artista Maria Noujaim em diálogo com o artista, terapeuta e pesquisador Lula Wanderley.

A entrevista será conduzida em português. Inscrições e acesso neste link.


Interview Program is a new cycle of online activities designed by Galeria Jaqueline Martins. In each edition, two artists develop a free dialogue, with no pre-established guidelines or limitations.

For the third edition, on May 27, 2021, Thursday, at 5 pm, we present artist Maria Noujaim in dialogue with artist, therapist and researcher Lula Wanderley.

The interview will be conducted in Portuguese. Registration and access on this link.

Posted by Patricia Canetti at 8:52 AM

maio 24, 2021

Lançamento de livro de Ana Avelar com conversa online na Casa de Cultura do Parque

Casa de Cultura do Parque promove lançamento virtual do livro de Ana Avelar

O programa #GaleriasdoParque, da Casa de Cultura do Parque, promove o lançamento virtual do livro Crítica e curadoria dentro e fora do eixo - operação resistência, da crítica e curadora de arte Ana Avelar. Para debater os textos da publicação e analisar o lugar da crítica de arte na atualidade, a autora conversa com os artistas visuais Claudio Cretti, Gustavo Von Ha e André Parente, a diretora do MAC-USP Ana Gonçalves Magalhães e a organizadora do livro Marcella Imparato. O bate-papo acontece dia 27 de maio de 2021, quinta-feira, às 19h, no Facebook e YouTube da Casa de Cultura do Parque.

Durante o lançamento serão levantadas questões relativas à crítica e a curadoria na atualidade, tendo em vista sua possibilidade como ativismo político, seus espaços de experimentação e suas possibilidades de resistência artística.

O livro Crítica e curadoria dentro e fora do eixo - operação resistência é uma síntese da produção crítica e curatorial de Ana Avelar, realizada a partir de 2011, para artistas e exposições, em sua maioria, de São Paulo e Brasília. A coletânea constitui um período de sua trajetória e crescimento profissional como curadora, crítica de arte e professora, ao mesmo tempo que é fruto da circulação dos artistas no sistema brasileiro.

Os textos críticos contemplam artistas considerados "estabelecidos" e outros no início de carreira, ou como diz Ana Avelar, alguns "dentro do eixo, outros fora dele". Os artistas convidados para a conversa de lançamento, Claudio Cretti, Gustavo Von Ha e André Parente são alguns dos nomes que compõem o livro. Além deles, também estão presentes textos sobre outros artistas, entre eles, André Ricardo - cuja pintura figura na capa do livro -, Cecilia Mori, Camila Soato, Edgar Racy, Fernando Piola, Jaime Prades, João Castilho e Paul Setúbal.

Embora os textos sigam uma ordem cronológica, eles derivam de um compromisso de Ana Avelar com a crítica de arte, inseparável das práticas pedagógicas que buscam ampliar a compreensão e o aprendizado teóricos. "Nossa jornada tem sido uma de resistência e resiliência, aberta ao experimental", pontua Ana Avelar. O livro, inclusive, vai ao encontro de um pedido de estudantes de crítica e curadoria, que participaram das experiências de produção textual nos laboratórios das disciplinas que ministrava.

Sobre Ana Avelar

Ana Avelar é professora de Teoria, Crítica e História da Arte, na Universidade de Brasília (UnB). Lá desenvolveu projetos curatoriais para a Casa Niemeyer entre 2017 e 2021. Foi ainda curadora responsável pelo Programa de Residência Artística Internacional OCA, na mesma universidade. Realizou curadorias no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) e Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte (CCBB-BH), entre outros. Participa de júris de prêmios nacionais, como o Marcantonio Vilaça - do qual foi finalista em 2017 -, Pipa e Rumos Itaú Cultural, além do Jabuti em 2019. No mesmo ano, foi ganhadora do programa Intercâmbio de Curadores, promovido pela Associação Brasileira de Arte Contemporânea - ABACT em parceria com o Getty Research Institute. Sua exposição "Triangular: arte deste século", realizada na Casa Niemeyer em 2019, foi eleita melhor coletiva institucional do ano pela enquete pública promovida pela Revista Select. Em 2020, a mesma mostra foi eleita melhor projeto adaptado ao digital. Como docente, ministra cursos nas áreas de crítica e curadoria, com especialização em arte brasileira.

Sobre a Casa de Cultura do Parque

A Casa de Cultura do Parque, localizada em frente ao Parque Villa-Lobos, no Alto de Pinheiros, em São Paulo, é um espaço plural que busca estimular reflexões sobre a agenda contemporânea, promovendo uma gama de atividades culturais e educativas que incluem exposições de arte, shows, palestras, cursos e oficinas.

A Casa de Cultura do Parque tem como parceiro institucional o Instituto de Cultura Contemporânea - ICCo, uma oSCIP sem fins lucrativos. As duas iniciativas, de natureza socioeducativa, compartilham a mesma missão de ampliar a compreensão e a apreciação da arte e do conhecimento.

Posted by Patricia Canetti at 7:12 PM

Curso e grupo de estudos sobre Arte e Política no Zait

GRUPO DE ESTUDOS
Arte e ativismos sensíveis em um sistema quebrado com Daniela Labra

Início 26 de maio de 2021

Os grupos de estudos começaram em Maio de 2020 e oferecem aprofundamento teórico, histórico e prático para alunos que tenham ou não um projeto de pesquisa finalizado.

Os encontros são acompanhados por fóruns de discussão fechados para a turma, com extensa troca de referências de pesquisa e bibliografia, atualizadas a cada semana.

O participante pode apresentar sua pesquisa ao grupo em forma de ensaio crítico ou proposição artística.

As aulas gravadas são apenas para acesso dos participante e certificados de conclusão podem ser emitidos sob demanda.

Alguns textos já estudados incluem autores como: Jean-Luc Nancy, Frantz Fanon, Achille Mbembe, Giorgio Agamben, Hegel, Felix Guattari, Denise Ferreira da Silva, Donna Haraway, Gloria Anzaldúa, Silvia Federici, Yves Mudimbe, Susan Sontag, Jean Paul-Sartre, Márcio Seligmann, Benard Stiegler, Walter Mignolo e outros. Além de obras de artistas como Doris Salcedo, Santiago Sierra, Teresa Margolles, Zanele Muholy, Cecília Vicuña, Castiel Vitorino, Éder Oliveira, Bartolina Xixa, Zach Blas, Gustav Metzger.

Duração do curso: 8 semanas
Carga horária: 20 horas de aulas + leituras
Quartas feiras das 10h às 12:30h (Brasília)
Inscrições online

CURSO
Arte e política: uma introdução com Daniela Labra e a convidada Nathália Lavigne*

Início 28 de maio de 2021

O curso tem abordagem histórica-crítica e reflete sobre o potencial, ambivalências e contradições de projectos artísticos e curatoriais contemporâneos que lidam com conteúdos sociopolíticos em diferentes formatos, dentro ou fora da instituição cultural, em distintas regiões do mundo.

O recorte temporal se inicia com o construtivismo russo
e o movimento Proletkult, passando pelo realismo social, a arte ativista e participativa dos anos 1960 até hoje, e os discursos de gênero e anti-colonialidade presentes tanto na esfera institucional como mercadológica da arte atualmente.

Programa​

Aula 1 Arte e Política: uma introdução​ - história e histórias das artes.
Aula 2 Crítica institucional e economia da arte participativa
Aula 3 Práticas ativistas e colaborativas nas redes. Com Nathália Lavigne. A palestrante aborda o agenciamento e exemplos de artistas e coletivos que utilizam redes sociais como forma de ativismo; o colonialismo de dados e práticas que lidam com censura e/ou vigilância; #Black Lives Matter e o impacto nos museus sobre descolonização institucional.
Aula 4 O pessoal é político​: performatividade e teorias de gênero.
Aula 5 Pensamento anti-colonial e a reinvenção de sistemas de assimilação estética e crítica.

Curso ao vivo com acesso às aulas gravadas para os inscritos em página exclusiva, além de conteúdos diversos disponíveis no Fórum do curso.

De 28 de Maio a 25 de Junho
Sextas das 10h às 12h (Horário de Brasília)
Valor: R$ 420,00
Inscrições online

*Professora convidada: Nathália Lavigne - Jornalista, pesquisadora e curadora independente.

Posted by Patricia Canetti at 5:53 PM

MASP Escola lança novos cursos online para maio e junho de 2021

O MASP Escola oferece mais três cursos online inéditos para maio e junho. As formações são as seguintes: Poéticas da diáspora centro-africana no Brasil: Heitor dos Prazeres, Maria Auxiliadora e Eustáquio Neves; Retratos, identidade e poder: de Alberto Henschel a Rosana Paulino e Lina Bo Bardi: arquitetura como ação.

Em 2020, devido às restrições que a pandemia do novo coronavírus provocou, o MASP Escola migrou para o ambiente digital e, pela primeira vez, realizou cursos 100% online. Dos 37 cursos realizados no ano, 30 foram oferecidos no formato online e com a participação de 2.276 alunos.

Outro feito inédito foi contar com presenças virtuais de alunos de diversos estados do Brasil e até de outros países, já que, nesse formato, as aulas podem ser acessadas de qualquer lugar. A lista inclui alunos de locais como Pernambuco, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Chile, Reino Unido e México.

Interessados podem se matricular pelo site oficial do museu, e as vagas são limitadas. Cada curso custa a partir de R$ 240 (Amigo MASP tem 15% de desconto). O MASP Escola oferece bolsas de estudo para professores da rede pública em qualquer nível de ensino. Para concorrer a uma delas, os interessados devem preencher o cadastro disponível por meio da opção “Solicitação de bolsas para professores” na página de cada curso.

Todas as aulas serão transmitidas ao vivo e contam com uma infraestrutura de atendimento e interatividade para promover uma experiência ativa e dinâmica de aprendizado. Participantes também podem acessar as gravações posteriormente, disponíveis por tempo limitado de acordo com o curso.

Os cursos serão realizados virtualmente pela plataforma Elos, parceira do museu. Após o encerramento, aqueles que obtiverem 75% de frequência receberão um certificado de conclusão de curso em formato digital.

O MASP segue estudando e promovendo maneiras de ampliar e difundir seu acervo por meio de encontros entre a arte e o público e o MASP Escola é uma importante ferramenta nesse contexto. Devido à pandemia, cursos semestrais migraram para o ambiente digital e outros, inéditos, são lançados mês a mês.

Veja abaixo a programação da segunda quinzena de maio e início de junho.

Poéticas da diáspora centro-africana no Brasil: Heitor dos Prazeres, Maria Auxiliadora e Eustáquio Neves
Com Rafael Galante
Às segundas e quartas: 24, 26 e 31.5, 2,7, e 9.6
Das 19h30 às 22h
Vagas limitadas
R$ 288 (Amigo MASP tem 15% de desconto)

O curso tem como propósito visibilizar a centralidade dos valores civilizatórios de origem centro-africana para os processos históricos de formação das artes e das culturas afro-brasileiras de modo geral, especialmente na região sudeste do Brasil. Por meio da introdução aos processos históricos de inserção das sociedades centro-africanas no mundo Atlântico a partir do final do século 15, e de seus mais de três séculos de diáspora forçada no Brasil, pretende-se mostrar como os valores civilizatórios dos povos dessa região do continente africano estruturaram sobremaneira as filosofias espirituais, cosmologias, musicalidades e poéticas visuais das culturas afro-brasileiras contemporâneas.

Retratos, identidade e poder: de Alberto Henschel a Rosana Paulino
Com Mônica Cardim
Às terças: 1, 8, 15, 22 e 29.6 e 6.7
Das 17h às 19h
Vagas limitadas
R$ 288 (Amigo MASP tem 15% de desconto)

O curso discute a presença de africanos e afrodescendentes na produção de retratos fotográficos. A partir da análise com perspectiva decolonial sobre a circulação de fotografias dos estúdios do alemão Alberto Henschel no Brasil do século 19, pretende-se debater a agência de pessoas negras na fatura de retratos.

Lina Bo Bardi: arquitetura como ação
Com Marina Grinover
Às quartas: 9, 16, 23, 30.6 e 7.7
Das 19h às 21h
Vagas limitadas
R$ 240 (Amigo MASP tem 15% de desconto)

O curso tratará da vida e da obra da arquiteta Lina Bo Bardi. Nascida na Itália em 1914, ela escolheu o Brasil para viver e trabalhar desde 1947. Falecida em 1992, Lina é autora do projeto do edifício do MASP entre outras obras significativas para as instituições culturais como o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) e o Sesc Pompéia. A proposta abordará o contexto histórico e cultural dos principais trabalhos realizados por ela nos campos da arquitetura e do desenho industrial.

Matrículas pelo link: masp.org.br/masp-escola
Após o encerramento do curso, aqueles que obtiverem 75% de frequência receberão um certificado de conclusão em formato digital
Patrocínio: Aché, Instituto Votorantim, Leroy Merlin, Livelo e Ultra
Empresa amiga: Elos

Posted by Patricia Canetti at 5:32 PM

maio 19, 2021

Ativações na mostra Hábito/Habitante na EAV Parque Lage, Rio de Janeiro

A exposição coletiva Hábito/Habitante, realizada pela Escola de Artes Visuais, terá uma série de ativações a partir de quarta-feira, dia 19. Reunindo cerca de 60 obras de mais de 40 artistas brasileiros, a mostra apresenta um arco de trabalhos que partem da década de 1960 e apontam para as coletividades.

As ativações serão presenciais* com transmissão em streaming pelo site da exposição: www.habito-habitante.com.br.

* Capacidade: 30 pessoas (sob agendamento on-line no http://eavparquelage.rj.gov.br/)

Ativações confirmadas

Com Gilson Plano
19 de maio, quarta-feira, às 11h
Ação | Gilson Plano | O Fantasma que a Floresta nos Deixa
Pensando sobre a relação ESCOLA-MATA, o artista e educador Gilson Plano realizará a ação "O fantasma que a floresta nos deixa" dentro das Cavalariças em diálogo com uma outra “escola”, a dos Candomblés, trazendo os saberes da floresta que atravessam os tempos.

Com Felipe Abdala
26 de maio, quarta-feira, às 18h
Ação | Felipe Abdala | Boca Seca
“Boca seca” é uma ação direta no espaço. Transmitido enquanto se realiza, o trabalho interage também com a tela e a projeção no chroma key, abrindo cicatrizes na imagem, consumindo dados. “Boca seca” também são duas linhas que interrompem a integralidade de um fundo verde.

Com Tadáskía
9 de junho, quarta-feira (horário a confirmar)
Aparição | Tadáskía | this/that: a doll, arranjo
Performance da artista visual Tadáskía.

Com Yná Kabe Rodríguez e convidados
10 a 25 de junho
Primeira Escola de Indisciplina do Brasil apresenta Semana Poliesportiva
Ver programação

Posted by Patricia Canetti at 11:59 AM

maio 18, 2021

Lab eXtremidades: Da adversidade seguimos vivendo na Oswald de Andrade, São Paulo

Programação gratuita promove pré-lançamento do livro Extremidades: Experimentos Críticos 2, reflexões contra-coloniais e debates sobre a experiência contemporânea; encontro acontece dias 19 e 20 de maio

O Grupo de Pesquisa Extremidades: redes audiovisuais, cinema, performance, arte contemporânea realiza o “Lab eXtremidades: Da adversidade seguimos vivendo”, na Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro, São Paulo, SP), nos dias 19 e 20 de maio de 2021, com transmissão simultânea pelo canal das Oficinas Culturais e pelo canal da Plataforma Extremidades no YouTube. Coordenado por Christine Mello e Larissa Macêdo, o grupo integra o Programa de Pós-Gradução em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

O encontro tem como objetivo ativar conversas e escutas relacionadas ao pré-lançamento do livro Extremidades: Experimentos Críticos 2 produzido pelo grupo, e gerar reflexões acerca do ciclo de leituras de epistemologias contra-coloniais, realizado ao longo do primeiro semestre de 2021 em parceria com o grupo de pesquisa Corpo-imagem-Som: pesquisa artística e práticas experimentais da UFPEL (Universidade Federal de Pelotas - RS).

O evento terá quatro mesas temáticas divididas entre os dois dias, com discussões sobre a experiência contemporânea sob a perspectiva das extremidades, conceito criado por Christine Mello, contando sempre com a presença de um mediador responsável pelas mesas, apresentações de convidados sobre os temas propostos e um grupo aberto para comentários.

Na abertura do encontro, teremos análises críticas sobre fenômenos e experiências artísticas e midiáticas no século XXI, apresentadas pelos autores do livro Extremidades: Experimentos Críticos 2, que será publicado pela Estação das Letras e Cores Editora. O texto de Christine Mello, organizadora da Coleção Extremidades, convida o leitor a refletir sobre passagens, atravessamentos e contaminações entre os campos da comunicação, da arte e das redes audiovisuais em um panorama de agenciamentos políticos, históricos, estéticos e tecnológicos, a partir da abordagem das extremidades. “O pensamento das extremidades caminha em direção à articulação entre campos não oponentes, mas complementares. É utilizado como atitude de deslocamento do campo observacional, de olhar para as zonas-limite, as pontas extremas, interconectadas em variadas práticas da atualidade”, afirma Christine.

O livro é formado ainda por mais seis artigos. O ensaio “Da adversidade seguimos vivendo”, de Andrea Lombardi, analisa o papel dos museus e instituições de arte a partir dos casos de censura às artes que ocorreram em 2017 no Brasil, em um período marcado por intolerância e conservadorismo. O artigo “Outras estratégias para o documentário a partir de vídeocartas no trabalho de Coraci Ruiz e Julio Matos”, de Felipe F. Neves, faz aproximações entre os conceitos de dispositivo e vídeo-cartas, demonstrando a construção de uma rede audiovisual e a potencialidade da imagem em rede a partir dos vetores de leitura das extremidades.

O texto “Mutabilidade e potência de vitalidade na obra Gênesis (1999)”, de Eduardo Kac, de Nathalia Silveira Rech, concentra-se na análise da obra Gênesis (1999), do artista brasileiro Eduardo Kac (Rio de Janeiro, 1962), partindo da abordagem das extremidades. Já o artigo “Canal*MOTOBOY: nas extremidades da arte contemporânea”, de Maria Eunice Azambuja de Araujo, apresenta uma leitura crítica sobre o projeto Canal*MOTOBOY, que é uma proposição artística idealizada pelo artista Antoni Abad (Lérida, 1956), realizada de forma colaborativa com motoboys da cidade de São Paulo.

O ensaio “As extremidades do vídeo na Internet em Verde e Amarelo: trilogia incompleta do coletivo quarta pessoa do singular”, de Juliana Garzillo e Lucas Lespier, analisa o documentário Verde e amarelo: trilogia incompleta (2016), realizado pelo Coletivo Quarta Pessoa do Singular, que retrata os protestos que ocorreram na Avenida Paulista, em São Paulo, a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. No artigo “Conexões sistêmicas nas redes: aproximações entre arte e matemática”, Hermes Renato Hildebrand e Andréia Machado Oliveira apontam que a Teoria das Redes e dos Grafos organizam os espaços de representação de várias áreas do conhecimento humano, em particular das produções matemáticas, artísticas e midiáticas.

A mesa 2, cujo tema é a Pluriversalidade e Ética na Pesquisa, trata da importância e da necessidade da pluriversalidade na pesquisa como processo ético, essencial e contínuo. Com mediação de Felipe Merker e Larissa Macêdo, a mesa será formada por Andy Marques, Lucas Moura Barboza, Luna Girão, Marco Antonio Duarte Silva, Natalia Homero e Renata Sampaio, e tem como intuito propor reflexões para o avanço das questões étnico-raciais e o rompimento com os epistemicídios no campo científico social. Como parte desse processo, destaque-se a realização do ciclo de leituras contra-colonais brasileiras e debates realizados ao longo do primeiro semestre de 2021 no Grupo de Pesquisa Extremidades: redes audiovisuais, cinema, performance, arte contemporânea em parceria com o Grupo de Pesquisa Corpo-imagem-Som: pesquisa artística e práticas experimentais da UFPEL (Universidade Federal de Pelotas), e a organização do livro Debates (título provisório) que será lançado pela Coleção Extremidades em 2022.

A mesa 3 trata da Diversidade da pesquisa nas extremidades, com propostas de trabalhos de participantes do grupo Grupo Extremidades. Fernanda Oliveira e Paula Squaiella apresentam o Meio a Meio - Coletivo Curatorial, cujo proposta está estruturada nos questionamentos sobre as formas de curadoria contemporânea e suas possíveis reconfigurações.

Henrique Nogueira Neme articula o Mise en scène e corpo no cinema contemporâneo: a multiplicidade estética cinematográfica na sua articulação em imagens e questiona: a multiplicidade de ordem estética e expressiva do cinema poderia ser evidenciada ao se olhar as produções centradas nas salas de exibição, sob a perspectiva da abordagem das extremidades?

Malka Borenstein propõe uma residência virtual com encontros pela ferramenta Zoom, na qual as participantes compartilham seus processos em Vai Passar, uma residência artística on-line para mulheres. Um dos objetivos da residência é o de troca de pensamentos em um espaço de acolhimento, escuta e ativação dos afetos.

Em Tecnologias Desobedientes, Laura Andreato, Luiz Ricas e Victor Guerra abordam a pesquisa do artista cubano Ernesto Oroza, radicado na França, que relaciona a fabricação e estética do objeto voltado a noção de desobediência tecnológica e sua aplicação prática na vida das pessoas. O foco aqui é criar um espaço coletivo de discussão, documentação e atuação prática na democratização dessas tecnologias com foco na aprendizagem e aplicação desses processos em contextos sociais específicos de impermanência e emergência. Já na Performatividade drag queen na Comunidade gaymers, Vitor Henrique busca compreender as expressões de captura da coletividade da comunidade LGBTQIA+ e da arte drag queen que estão sendo associadas e inseridas ao segmento de mercado do mundo dos jogos.

Para fechar o encontro, na mesa 4 teremos Jovens do fundão: redes comunitárias e multiplicação de articuladores no extremo da cidade. Jovens residentes nas regiões periféricas da cidade de São Paulo falando sobre a constituição da Rede de Jovens do Fundão, a partir das demandas especificamente locais. O papo entre Bruno Souza, Felipe Costa, Lucas Moura Barboza, Rogério Souza e Vanessa Nunes será mediado por Renata Sampaio, e vai abordar desde o início do projeto como um Núcleo de Jovens Políticos até as ações recentes e suas metas para o futuro, dando ênfase ao poder das ações individuais e coletivas e o potencial de formar e multiplicar lideranças.

PROGRAMAÇÃO
Inscrição necessária apenas para aqueles que desejarem solicitar o certificado de participação; até 20/05 neste link.

19 de maio, quarta-feira

• 16h – 18h: Da adversidade seguimos vivendo
Pré lançamento livro extremidades: experimentos críticos 2

• Abertura: Christine Mello
• Tema: Da adversidade seguimos vivendo | antes e depois, temporalidade da escrita x publicação (impactos do COVID-19)
• Mediação: Geovana Pagel
• Apresentações: Christine Mello e Andrea Lombardi
• Autores do livro Extremidades: Experimentos Críticos 2: Andréia Machado Oliveira, Hermes Renato Hildebrand, Juliana Garzillo, Lucas Lespier e Nathalia Silveira Rech.

• 18h: Intervalo

• 19h – 21h: Pluriversalidade e ética na pesquisa
• Mediação: Felipe Merker e Larissa Macêdo
• Apresentações: integrantes do grupo de pesquisa Corpo-imagem-Som: pesquisa artística e práticas experimentais da UFPEL (Universidade Federal de Pelotas - RS): Andy Marques, Lucas Moura Barboza, Luna Girão, Marco Antonio Duarte Silva, Natalia Homero e Renata Sampaio.

• 21h: Encerramento - Larissa Macêdo

20 de maio, quinta-feira

• 16h – 18h: Diversidade da pesquisa nas extremidades - propostas de trabalhos de participantes do grupo Extremidades
• Abertura: Christine Mello
• Mediação: Andrea Lombardi
• Apresentações:
• Fernanda Oliveira e Paula Squaiella | projeto: MEIO A MEIO - Coletivo Curatorial
• Henrique Nogueira Neme | projeto: Mise en scène e corpo no cinema contemporâneo: a multiplicidade estética cinematográfica na sua articulação em imagens”
• Laura Andreato, Luiz Ricas e Victor Guerra | projeto: Tecnologias Desobedientes
• Malka Borenstein | projeto: Vai Passar, uma residência artística online para mulheres
• Vitor Henrique | projeto: Performatividade drag queen na Comunidade gaymers

• 18h: Intervalo

• 19h – 21h: Jovens do fundão: redes comunitárias e multiplicação de articuladores no extremo da cidade
• Abertura: Larissa Macêdo
• Mediação: Renata Sampaio
• Apresentações: Bruno Souza, Felipe Costa, Lucas Moura Barboza, Rogério Souza e Vanessa Nunes

• 21h: Encerramento - Christine Mello

Sobre o Lab eXtremidades

O Lab Extremidades é uma plataforma experimental que busca desenvolver forças de encontro, criticismo e invenção no campo das redes audiovisuais, cinema, performance e arte contemporânea em torno de um grupo de estudos. Seu objetivo é expandir leituras, levar ao extremo e às extremidades as linguagens contemporâneas. Com isso, destacam-se investigações interconectadas entre as múltiplas racialidades, comunidades, linguagens e plataformas.

O Lab Extremidades é um dos formatos possíveis do Grupo de Estudos Extremidades [www.extremidades.art], e faz parte das atividades de extensão acadêmica do Programa de Pós-Gradução em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Sua formação se deu a partir de um encontro crítico e inventivo de pesquisadores, curadores e artistas. Atualmente é coordenado por Christine Mello (líder) e Larissa Macêdo (vice-líder).

O Grupo de Pesquisa Extremidades: redes audiovisuais, cinema, performance e arte contemporânea também conta com um conselho científico multidisciplinar que participa do conselho editorial da Coleção Extremidades e de alguns eventos.

Coordenação

Christine Mello é crítica, curadora e pesquisadora, é autora de Extremidades do vídeo (2008), Tékhne (2010) e Extremidades: experimentos críticos (2017, e-book 2020). Pós-doutora em Artes pela ECA-USP, doutora pela PUC-SP, é professora da PUC-SP e da FAAP. É líder do Grupo de Pesquisa Extremidades da PUC-SP (www.extremidades.art). Trabalhou na Bienal de São Paulo, Videobrasil, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Itaú Cultural, Laboratorio Arte Alameda, Paço das Artes, Sesc São Paulo, entre outros.

Larissa Macêdo é crítica, curadora, pesquisadora, professora, doutoranda e mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Atualmente, desenvolve pesquisa de doutorado relacionada às práticas artísticas de mulheres afro-indígenas nas redes sociais, tendo desenvolvido a pesquisa de mestrado “Poéticas do efêmero: novas temporalidades em rede a partir do Instagram Stories”. Tem mais de quinze anos de atuação no mercado publicitário com experiência multidisciplinar nas áreas de marketing, planejamento de projetos, desenvolvimento de pessoas, educação corporativa e responsabilidade social, em empresas nacionais e multinacionais como: Globo, Adobe, TIM, Danone e F.Biz. É professora dos cursos de Comunicação Social do Centro Universitário Belas Artes (SP), ministra cursos e oficinas com temáticas voltadas para as redes sociais digitais, as novas estéticas, as práticas sociais e os modelos de produção artísticos e multimídia e vice-líder do Grupo de Pesquisa Extremidades (www.extremidades.art).

Os encontros do Grupo de Pesquisa Extremidades acontecem na sala do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUC- SP e em plataformas on-line. Para participar dos encontros, favor entrar em contato por e-mail extremidades.art@gmail.com.

Posted by Patricia Canetti at 10:55 AM

maio 12, 2021

Webinar sobre a mostra da Coleção Andrea e José Olympio Pereira no CCBB, Rio de Janeiro

Com a participação do curador da exposição, Raphael Fonseca, e da crítica e curadora de arte Fernanda Lopes, o webinar será realizado no dia 14 de maio, às 16h, no canal de Youtube da mostra

Como parte da exposição “1981/2021 Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira” será realizado nesta sexta-feira, dia 14 de maio, às 16h, um webinar com a participação do curador da mostra, Raphael Fonseca, e da crítica e curadora de arte Fernanda Lopes, com apresentação da Gerente de Programação do CCBB RJ, Maria Gabriela Antunes Azevedo. Gratuito e aberto ao público, o webinar será transmitido pelo canal de Youtube da exposição: Expo Coleção Andrea e José Olympio Pereira.

Raphael Fonseca falará sobre a escolha das obras e os recortes feitos a partir da prestigiosa coleção de arte do casal carioca radicado em São Paulo. Fernanda Lopes contextualizará essas obras dentro de certas perspectivas da história da arte no Brasil. Haverá, ainda, espaço para perguntas enviadas pelo público.

A exposição “1981/2021 Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira” apresenta obras de uma das mais importantes coleções de arte do mundo e pode ser vista no CCBB RJ até o dia 26 de julho.

SOBRE A EXPOSIÇÃO

A exposição inédita 1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira na coleção Andrea e José Olympio Pereira apresenta 119 obras de 68 artistas, pertencentes à magnífica coleção do casal carioca, radicado em São Paulo há mais de 30 anos. Nos últimos anos, Andrea e José Olympio constam na lista publicada anualmente pela prestigiosa revista ARTnews como um dos 200 maiores colecionadores de arte do mundo.

O CCBB RJ está adaptado às novas medidas de segurança sanitária: entrada apenas com agendamento on-line (eventim.com.br), controle da quantidade de pessoas no prédio, fluxo único de circulação, medição de temperatura, uso obrigatório de máscara, disponibilização de álcool gel e sinalizadores no piso para o distanciamento.

O conceito desta mostra chama a atenção para a importância do colecionismo no Brasil. “Arte é o alimento da alma, ela amplia o mundo, te leva para lugares, te leva a sonhar. O colecionismo é fundamental, além de sustentar a produção artística, é também uma forma de cuidar das obras, uma grande responsabilidade”, diz o casal, que começou a coleção na década de 1980 de forma despretensiosa, estudando e visitando exposições e leilões de arte. Hoje, possuem cerca de 2.500 obras. “Temos na coleção somente trabalhos com os quais estabelecemos alguma relação. Pode ser uma obra que nos toca ou nos perturba, mas que mexe de alguma forma conosco. Poder expor a coleção é um privilégio para nós. É uma oportunidade de dividir a coleção com o grande público, de rever algumas obras e de vê-las em diálogo com outras, ganhando um novo significado”.

O curador Raphael Fonseca foi convidado a pensar uma narrativa para a exposição a partir da coleção. A mostra ocupa as oito salas do primeiro andar do CCBB RJ a partir de núcleos temáticos, com obras de importantes artistas, de diferentes gerações, cobrindo um arco de 40 anos de arte contemporânea brasileira. A exposição conta com obras em diferentes linguagens, como pintura, instalação, escultura, vídeo e fotografia. “A ideia é que o público veja cada sala como uma exposição diferente e que tenha uma experiência distinta em cada uma delas. Os contrastes e a diversidade da arte brasileira serão visíveis a partir da experiência do espectador”, afirma Raphael Fonseca.

Sem seguir uma ordem cronológica, a exposição traz desde trabalhos produzidos em 1981, como a escultura “Aquário completamente cheio”, de Waltercio Caldas, e a fotografia “Maloca”, de Claudia Andujar, até a pintura “De onde surgem os sonhos” (2021), de Jaider Esbell, mais recente aquisição da coleção. Obras raras, como pinturas de Mira Schendel (1919 -1988), produzidas em 1985, também integram a mostra, que apresenta, ainda, obras pouco vistas publicamente, dos artistas Jorge Guinle, Laura Lima, Marcos Chaves e da dupla Bárbara Wagner e Benjamin de Burca.

SOBRE OS PARTICIPANTES DO WEBINAR

Fernanda Lopes é crítica de arte e pesquisadora. Doutora pelo Programa de Pós-Graduação da Escola de Belas Artes da UFRJ, professora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ) e da Universidade Cândido Mendes (UCAM). Organizou, ao lado de Aristóteles A. Predebon, do livro Francisco Bittencourt: Arte-Dinamite (Tamanduá-Arte, 2016). É autora dos livros Área Experimental: Lugar, Espaço e Dimensão do Experimental na Arte Brasileira dos Anos 1970 (Bolsa de Estímulo à Produção Crítica, Minc/Funarte, 2012) e “Éramos o time do Rei” – A Experiência Rex (Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça, Funarte, 2006). Entre as curadorias que vem realizando desde 2008 está a Sala Especial do Grupo Rex na 29a Bienal de São Paulo (2010). Foi Curadora Assistente do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2016-2020) e Curadora Associada em Artes Visuais do Centro Cultural São Paulo (2010-1012) e assistente de curadoria de Glória Ferreira na Casa de Cultura Laura Alvim (RJ, 2013-2014). Desde 2010 participa de júris de editais. Desde 2004 é colaboradora freelancer com críticas e artigos especiais em jornais, revistas e websites, nacionais e internacionais. Em 2017 recebeu, ao lado de Fernando Cocchiarale, o Prêmio Maria Eugênia Franco da Associação Brasileira dos Críticos de Arte 2016 pela curadoria de exposição Em Polvorosa - Um panorama das coleções MAM-Rio. É membro do Conselho Editorial da revista Concinnitas (UERJ).

Raphael Fonseca é pesquisador da interseção entre curadoria, história da arte, crítica e educação. Doutor em Crítica e História da Arte pela UERJ. Mestre em História da Arte pela UNICAMP. Graduado e licenciado em História da Arte pela UERJ. Trabalhou como curador do MAC Niterói entre 2017 e 2020. Entre suas exposições, destaque para “Vaivém” (CCBB SP, DF, RJ e MG, 2019-2020); “Lost and found” (ICA Singapore, 2019); “Riposatevi - Lucio Costa” (MAC Niterói, 2018); “A vida renasce, sempre - Sonia Gomes” (MAC Niterói, 2018); “Dorminhocos – Pierre Verger” (Caixa Cultural Rio de Janeiro, 2018); “Regina Vater – Oxalá que dê bom tempo” (MAC Niterói, 2017); “Bestiário” (Centro Cultural São Paulo, 2017); “Dura lex sed lex” (Centro Cultural Parque de España, Rosario, Argentina, 2017); “Mais do que araras” (SESC Palladium, Belo Horizonte, 2017), “Quando o tempo aperta” (Palácio das Artes – Belo Horizonte e Museu Histórico Nacional – Rio de Janeiro, 2016); “Reply all” (Grosvenor Gallery, Manchester, Inglaterra, 2016); “Deslize" (Museu de Arte do Rio, 2014), "Água mole, pedra dura" (1a Bienal do Barro, Caruaru, 2014) e "City as a process" (Ural Federal University, II Ural Industrial Biennial, Ekaterinburgo, Rússia, 2012). Recebeu o Prêmio Marcantonio Vilaça de curadoria (2015) e o prêmio de curadoria do Centro Cultural São Paulo (2017). Curador residente do Institute Contemporary Arts Singapore (2019) e da Manchester School of Art (2016). Integrante do comitê curatorial de seleção da Bienal Videobrasil (2019). Jurado do Prêmio Pipa (Brasil, 2019) e do Prêmio Mariano Aguilera (Quito, Equador, 2017). Participante do comitê de indicação do Prêmio Prima (2018 e 2020). Autor convidado para o catálogo da 32a Bienal de São Paulo (2016).

Posted by Patricia Canetti at 11:47 AM

maio 5, 2021

Obra-Arquivo MAB: Mesa-redonda 2 online

No próximo dia 6 de maio, quinta-feira, às 19h30, acontece a Mesa-Redonda 2 da mostra coletiva Obra-Arquivo MAB, que reúne obras dos artistas visuais que participaram da residência artística realizada durante o período de reforma do Museu de Arte de Brasília (MAB), em 2019. Os artistas Lino Valente, Luciana Ferreira, Mario Jardim, Mauricio Chades, Valéria Pena-Costa e Yana Tamayo falarão de seus processos e dos trabalhos resultantes da residência artística. Com duração de 1h30 e tradução em Libras, a mesa-redonda será mediada pela curadora do projeto, Cinara Barbosa, e transmitida pelo canal do Youtube. A participação é gratuita e livre para todos os públicos. A mostra Obra-Arquivo MAB segue até 20 de maio, com visitação pelo Instagram @obraarquivomab.

MESA-REDONDA 2

Lino Valente
Obra: Cidadão
Série: O mundo é de quem não sente
Técnica: Fotografia impressa sobre folha de acetato, madeira, folha de vidro, acetato, painel de led

Iniciei minha residência no MAB por uma espécie de deriva, guiada por aspectos que provocassem meu imaginário. Os registros eram efêmeros, duravam exatamente um piscar de olhos ou "um click", isso me encantou. Com o passar dos dias, os ruídos e barulhos dos maquinários e ferramentas começaram a fazer sentido, algo extremamente ritmado, coordenado por operários uniformizados, parecia uma grande orquestra. O movimento dos operários com suas ferramentas e maquinários era o meu interesse maior, é o que representava toda imaterialidade. O movimento dos operários com suas ferramentas e maquinários era o meu interesse maior, é o que representava toda imaterialidade. Para captar os "borrões" provocados pela repetição, intensidade e exaustão dos movimentos utilizei a velocidade do obturador da câmera muito baixa, o diafragma da lente bem fechado por conta do excesso de luz, somando movimentos intensos e que muitas vezes imitavam os próprios movimentos dos operários. O momento de seleção das fotos foi mágico, uma real proporção do que realmente foi fotografado.

Com formação livre em Audiovisual, Lino Valente é artista visual, filmmaker e professor. Trabalha com as linguagens e suportes da fotografia e do vídeo de forma híbrida e expandida, propondo micronarrativas visuais de um cotidiano imaginário.

Luciana Ferreira
Título: Visita
Linguagem: Ação performativa
Técnica: Vídeo (com áudio)

Visita é uma vídeo-performance de Luciana Ferreira, com duração de seis minutos, que registra a ação de uma visita ao Museu de Arte de Brasília. A ação ignora o fato de o museu estar em obras e percorre suas paredes e espaços amplos – agora tomados por andaimes, entulhos, ruídos de serralheiras e britadeiras – em busca das obras de arte do seu acervo que deveriam estar expostas, em uma contemplação-testemunho da obra ausente. A ação é finalizada com o gesto de deixar cair no chão – também desconstruído pela reforma – o catálogo do acervo do museu que foi lançado na ocasião da sua inauguração.

Luciana Ferreira é graduada e doutoranda em artes visuais pela Universidade de Brasília. Seus trabalhos envolvem ações registradas em vídeos, intervenções em livros, subversões de leituras e experiências sonoras com ruídos. Todas estas frentes propõem algum tipo de desconstrução narrativa. A surpresa e o estranhamento constituem a experiência comumente vivenciada, convidando à desconstrução de expectativas e conceitos por meio de um olhar que escapa e, portanto, subverte as convenções instituídas, mesmo as mais banais. Neste sentido, sua dimensão é também política.

Mário Jardim
Título: Sem título
Série: Despachos
Técnica: Instalação, pipoqueiras elétricas, pipoca e alguidares de cerâmica

Os trabalhos, desenvolvidos para o projeto obra-arquivo/MAB, remetem à pesquisa sobre arte, religião e tecnologia iniciado na UnB no final dos anos 80 pelo coletivo “eficácia simbólica”. Fazem, também, referência à instalação e à performance, realizada no subsolo do MAB por ocasião do Prêmio Brasília de Artes Plásticas 1991/XII Salão Nacional de Artes Plástica. Os objetos e instalações estão voltados ao debate do sincretismo religioso e tecnológico operado no âmbito do imaginário popular, levando-se em conta as tensões contemporâneas entre tecnologia e religião. Importante registrar que a produção decorre da abordagem da experiência religiosa como manifestação estética tomando por premissa a identidade entre o fenômeno artístico e a experiência místico-religiosa. O artista não faz distinção entre Arte e Religião.

Cientista social e artista plástico, Mário Jardim é formado em Antropologia/Etnoestética - UnB/PPGAV-EBA/PPGDesign-UnB. Área de interesse: Arte e Religião - substrato material das manifestações religiosas na cultura afro-brasileira-ameríndia. Produção: reconstruções estéticas baseadas na visualidade própria à parafernália litúrgica/ritualística popular. Linguagens: performances, objetos, instalações, gravuras, desenhos e pinturas. Atuação: curador e/ou artista plástico em instituições como MAM-RJ, Univ. Estácio de Sá, Fund. Athos Bulcão, Museu Nacional da República, Centro Cultural 508 Sul, Fund. Catarinense de Cultural - CIC, Pinacoteca de São Paulo, Galeria deCurators.

Mauricio Chades
Título: Revolução / Raio-bica-banho-verde-de-manjericão no Museu
Linguagem: Vídeo / Performance

A videoperformance Revolução / Raio-Bica-Banho-Verde-De-Manjericão aconteceu durante a residência artística Obra-Arquivo-MAB e foi impulsionada pelo calor e seca extremos que se somavam à configuração insalubre do canteiro de obras. Queria me refrescar naquele ambiente empoeirado, então logo percebi a possibilidade criar uma bica d’água a partir das antigas tubulações do museu em ruínas. O manjericão da horta do condomínio ao lado foi o ingrediente para tornar o banho um raio verde. O trabalho foi inicialmente pensado com uma ação a ser compartilhada com os diversos atores presentes que quisessem se refrescar, operários e artistas. Mas as restrições de segurança não permitiram o evento.

Maurício Chades é artista visual e cineasta, mestre em Arte e Tecnologia e Bacharel em Audiovisual pela Universidade de Brasília. Cursa MFA na SAIC School of the Art Institute of Chicago, no departamento de Film, Video, New Media and Animation. Trabalha com temas como decomposição, rituais de morte, ficção especulativa, relações interespécie e tensões territoriais, em trabalhos que assumem diferentes formas a cada projeto –filme, instalação, escrita, bio-arte-e-tecnologia e performance. Participou de exposições coletivas e exibiu filmes e vídeos em festivais nacionais e internacionais. Em 2019 apresentou sua primeira exposição individual, Pirâmide, Urubu, na Torre de TV Digital de Brasília.

Valéria Pena-Costa
Título: Anonimato 3
Série: Escombros
Técnica: Tecido, cimento e tinta acrílica

O vestido infantil é peça recorrente no meu trabalho. O vestido é a criança e/ou a sua memória que trafega entre capítulos bastante importantes de minha longa narrativa. Novas imagens, novos experimentos. Transformo o vestido infantil em personagem. O vestido se banha (ou se afoga?) num tonel de água que serve à britadeira. Aqui se define um novo rumo para o trabalho. As ideias de tintas, arqueologia, réplicas de cimento, continuidade ao uso dos vestidos infantis se juntaram. Surgem os vestidinhos enrijecidos pela tinta cor de concreto e banhos de cimento. Além dos vestidinhos, galhos de árvore também são pintados, simulando o que já seria um simulacro: galhos de cimento. Minha nova versão dos vestidos em árvores da série “Capítulo dos Contos Encantados”. No MAB, andamos pelo prédio e canteiro, à procura do lugar ideal. Uma pequena sala crua, em cimento bruto, no subsolo, lugar que será um banheiro, tem o tamanho e a penumbra ideais criando a atmosfera que desejo. É um espaço possível de descobertas arqueológicas ou mimetismo do objeto ao ambiente de escombros, ainda que em reconstrução. Ainda é um vão. Ainda é vazio. Ainda é ausência. O objeto é a chave da memória.

Valéria Pena-Costa é artista visual, com bacharelado em pintura, pela Universidade de Brasília. Vem realizando exposições coletivas e individuais, tendo também, em sua trajetória, participação em coletivos de arte, residências artísticas e atuação em curadorias. Utiliza-se de múltiplas linguagens no desenvolvimento do seu trabalho, cujo tema central é Tempo e Ausência. Tempo desdobrado na Decomposição das coisas e na Memória coletada. Decomposição, esta, que se dá ao acompanhamento e observação do fenômeno em andamento - no gerúndio da ação. Realiza o Projeto Fuga, que consiste em movimentos seriados de mostras de arte, oficinas, ciclos de encontros culturais, residências artísticas a partir de seu ateliê, onde também realiza a Feira do Fuga.

Yana Tamayo
Título: Pulso (Ocupação sonora)
Técnica: Lista de músicas selecionadas e executadas ao longo do período da residência, na obra de reforma do MAB.

O trabalho proposto para a Residência Obra-Arquivo MAB buscou investigar o período em que o edifício do Museu de Arte de Brasília teria abrigado o Casarão do Samba, pouco tempo antes de tornar-se um museu de arte. O interesse pela ocupação musical do prédio se dá por sua existência efêmera e conectada à cultura popular, incomum nas divisões sócio-espaciais que marcam a modernidade brasileira. A pesquisa pela documentação dos bailes nos arquivos públicos da cidade, frustrada pela ausência de qualquer tipo de catalogação, terminou levando à observação das dinâmicas intrínsecas à ocupação do território como continuação dos gestos que produzem este espaço e, consequentemente, o apagamento das memórias de resistência na cidade.

[1978, Brasília, Distrito Federal. Reside e trabalha em Brasília]

Yana Tamayo é artista visual, educadora e curadora independente. Desde 2000 trabalha em diferentes frentes no campo da arte, sendo que sua produção como artista sempre esteve intercalada pela prática da curadoria e da educação. Propõe em sua pesquisa artística um diálogo poético entre memórias e imagens que possam conectar histórias, materialidades e narrativas sobre a modernidade. É sócia-fundadora da NAVE, espaço de produção e pesquisa em arte e educação, em Brasília. Entre 2018 e 2020 foi coordenadora do Programa CCBB Educativo – Arte e Educação, no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB/DF.

Posted by Patricia Canetti at 11:31 AM

maio 3, 2021

Nova edição do Entreolhares Universitário na Escola Itaú Cultural

Neste curso, o público é convidado a refletir sobre a pergunta: como vai a vida e o que eu posso fazer com ela? A partir daí, nascem reflexões sobre as artes visuais e os diversos caminhos possíveis de atuação na área, tendo sempre as histórias e vivências de cada um como norteadoras dos aprendizados. Para isso, Luciara Ribeiro, consultora do projeto, convida a todos para um mergulho no conceito de Escrevivência, criado pela escritora Conceição Evaristo, na qual as memórias e experiências dos envolvidos são determinantes para construção do aprendizado

Entreolhares é o programa de formação em artes visuais do Itaú Cultural está em sua terceira edição voltada ao público universitário. As inscrições devem ser feitas entre os dias 4 e 18 de maio de 2021, na plataforma da Escola Itaú Cultural escola.itaucultural.org.br. Oferecido a distância, entre 8 e 29 de julho, e inteiramente gratuito como todas as atividades da organização, o curso conta com a consultoria da educadora, pesquisadora e curadora Luciara Ribeiro, mestra em história da arte pela Universidade de Salamanca, na Espanha, e pelo programa de pós-graduação em história da arte da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Voltado para estudantes de graduação nas áreas de humanidades, o programa tem como princípio a pergunta como vai a vida e o que eu posso fazer? O ponto de partida para responder essa pergunta, durante as 10 aulas programadas em tempo real é o conceito de Escrevivências, elaborado pela escritora Conceição Evaristo. Por ele, se define a escrita que surge das experiências cotidianas contadas a partir do ponto de vista dos envolvidos. É a vida que se faz por meio das palavras – para mais informações sobre o conceito, acesse: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra70934/olhos-dagua. Esta é a base que permeará o curso, durante todo o processo, buscando apontar caminhos amplos e abertos para a futura atuação dos estudantes nas artes.

Estruturado em três blocos temáticos: Escrevivências de mim, Uma vida não se faz sozinha e Sobre o todo e nós: futuros em mudança, no decorrer do cronograma, serão discutidos os diversos papéis e contextos de atuação no campo das artes a partir da troca de saberes e experiências de vida, individuais ou coletivas, propondo uma reflexão sobre as relações entre o eu, o ser e o estar, ou ainda, entre o viver, o partilhar e o fazer artístico. A lista de aprovados será divulgada na plataforma da Escola Itaú Cultural, em 23 de junho.

Entre os convidados estão a Tupinambá, formada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará (UFPA), ARTivista visual e curadora autônoma, Moara Brasil, e o artista visual, autor do livro Y tú, ¿por qué eres negro, co-fundador do coletivo AfroConciencia, Rubén H. Bermudez, que compartilham suas experiências e pesquisas com os alunos, além do Grupo Kayatibu e do Coletivo Visto Permanente, que trazem aos encontros questões geradas pela coletividade e suas formas de articulação. Para abrir o cronograma de aulas, os alunos contam com a presença da artista da dança, atriz, educadora e orientadora corporal, Janette Santiago, e a exploração da ideia de corpovivência como forma de autoconhecimento. Na última semana dos encontros temos a participação da fundadora e diretora executiva da NoFront, economista, formada pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP) e mestre em Economia Política Mundial pela Universidade Federal do ABC (UFABC), Gabriela Mendes Chaves, e a performer, curadora autônoma e arte-educadora, Letícia Barbosa, que falam sobre autonomia para a produção artística, a partir de uma visão social e política sobre a economia. Luciara Ribeiro faz a costura entre as aulas. Ela também comandará o encontro inaugural, que acontece no dia 8 de julho, explorando os objetivos do curso e o conceito que o rege, a Escrevivência.

Posted by Patricia Canetti at 10:52 AM