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maio 12, 2021

Webinar sobre a mostra da Coleção Andrea e José Olympio Pereira no CCBB, Rio de Janeiro

Com a participação do curador da exposição, Raphael Fonseca, e da crítica e curadora de arte Fernanda Lopes, o webinar será realizado no dia 14 de maio, às 16h, no canal de Youtube da mostra

Como parte da exposição “1981/2021 Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira” será realizado nesta sexta-feira, dia 14 de maio, às 16h, um webinar com a participação do curador da mostra, Raphael Fonseca, e da crítica e curadora de arte Fernanda Lopes, com apresentação da Gerente de Programação do CCBB RJ, Maria Gabriela Antunes Azevedo. Gratuito e aberto ao público, o webinar será transmitido pelo canal de Youtube da exposição: Expo Coleção Andrea e José Olympio Pereira.

Raphael Fonseca falará sobre a escolha das obras e os recortes feitos a partir da prestigiosa coleção de arte do casal carioca radicado em São Paulo. Fernanda Lopes contextualizará essas obras dentro de certas perspectivas da história da arte no Brasil. Haverá, ainda, espaço para perguntas enviadas pelo público.

A exposição “1981/2021 Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira” apresenta obras de uma das mais importantes coleções de arte do mundo e pode ser vista no CCBB RJ até o dia 26 de julho.

SOBRE A EXPOSIÇÃO

A exposição inédita 1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira na coleção Andrea e José Olympio Pereira apresenta 119 obras de 68 artistas, pertencentes à magnífica coleção do casal carioca, radicado em São Paulo há mais de 30 anos. Nos últimos anos, Andrea e José Olympio constam na lista publicada anualmente pela prestigiosa revista ARTnews como um dos 200 maiores colecionadores de arte do mundo.

O CCBB RJ está adaptado às novas medidas de segurança sanitária: entrada apenas com agendamento on-line (eventim.com.br), controle da quantidade de pessoas no prédio, fluxo único de circulação, medição de temperatura, uso obrigatório de máscara, disponibilização de álcool gel e sinalizadores no piso para o distanciamento.

O conceito desta mostra chama a atenção para a importância do colecionismo no Brasil. “Arte é o alimento da alma, ela amplia o mundo, te leva para lugares, te leva a sonhar. O colecionismo é fundamental, além de sustentar a produção artística, é também uma forma de cuidar das obras, uma grande responsabilidade”, diz o casal, que começou a coleção na década de 1980 de forma despretensiosa, estudando e visitando exposições e leilões de arte. Hoje, possuem cerca de 2.500 obras. “Temos na coleção somente trabalhos com os quais estabelecemos alguma relação. Pode ser uma obra que nos toca ou nos perturba, mas que mexe de alguma forma conosco. Poder expor a coleção é um privilégio para nós. É uma oportunidade de dividir a coleção com o grande público, de rever algumas obras e de vê-las em diálogo com outras, ganhando um novo significado”.

O curador Raphael Fonseca foi convidado a pensar uma narrativa para a exposição a partir da coleção. A mostra ocupa as oito salas do primeiro andar do CCBB RJ a partir de núcleos temáticos, com obras de importantes artistas, de diferentes gerações, cobrindo um arco de 40 anos de arte contemporânea brasileira. A exposição conta com obras em diferentes linguagens, como pintura, instalação, escultura, vídeo e fotografia. “A ideia é que o público veja cada sala como uma exposição diferente e que tenha uma experiência distinta em cada uma delas. Os contrastes e a diversidade da arte brasileira serão visíveis a partir da experiência do espectador”, afirma Raphael Fonseca.

Sem seguir uma ordem cronológica, a exposição traz desde trabalhos produzidos em 1981, como a escultura “Aquário completamente cheio”, de Waltercio Caldas, e a fotografia “Maloca”, de Claudia Andujar, até a pintura “De onde surgem os sonhos” (2021), de Jaider Esbell, mais recente aquisição da coleção. Obras raras, como pinturas de Mira Schendel (1919 -1988), produzidas em 1985, também integram a mostra, que apresenta, ainda, obras pouco vistas publicamente, dos artistas Jorge Guinle, Laura Lima, Marcos Chaves e da dupla Bárbara Wagner e Benjamin de Burca.

SOBRE OS PARTICIPANTES DO WEBINAR

Fernanda Lopes é crítica de arte e pesquisadora. Doutora pelo Programa de Pós-Graduação da Escola de Belas Artes da UFRJ, professora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ) e da Universidade Cândido Mendes (UCAM). Organizou, ao lado de Aristóteles A. Predebon, do livro Francisco Bittencourt: Arte-Dinamite (Tamanduá-Arte, 2016). É autora dos livros Área Experimental: Lugar, Espaço e Dimensão do Experimental na Arte Brasileira dos Anos 1970 (Bolsa de Estímulo à Produção Crítica, Minc/Funarte, 2012) e “Éramos o time do Rei” – A Experiência Rex (Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça, Funarte, 2006). Entre as curadorias que vem realizando desde 2008 está a Sala Especial do Grupo Rex na 29a Bienal de São Paulo (2010). Foi Curadora Assistente do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2016-2020) e Curadora Associada em Artes Visuais do Centro Cultural São Paulo (2010-1012) e assistente de curadoria de Glória Ferreira na Casa de Cultura Laura Alvim (RJ, 2013-2014). Desde 2010 participa de júris de editais. Desde 2004 é colaboradora freelancer com críticas e artigos especiais em jornais, revistas e websites, nacionais e internacionais. Em 2017 recebeu, ao lado de Fernando Cocchiarale, o Prêmio Maria Eugênia Franco da Associação Brasileira dos Críticos de Arte 2016 pela curadoria de exposição Em Polvorosa - Um panorama das coleções MAM-Rio. É membro do Conselho Editorial da revista Concinnitas (UERJ).

Raphael Fonseca é pesquisador da interseção entre curadoria, história da arte, crítica e educação. Doutor em Crítica e História da Arte pela UERJ. Mestre em História da Arte pela UNICAMP. Graduado e licenciado em História da Arte pela UERJ. Trabalhou como curador do MAC Niterói entre 2017 e 2020. Entre suas exposições, destaque para “Vaivém” (CCBB SP, DF, RJ e MG, 2019-2020); “Lost and found” (ICA Singapore, 2019); “Riposatevi - Lucio Costa” (MAC Niterói, 2018); “A vida renasce, sempre - Sonia Gomes” (MAC Niterói, 2018); “Dorminhocos – Pierre Verger” (Caixa Cultural Rio de Janeiro, 2018); “Regina Vater – Oxalá que dê bom tempo” (MAC Niterói, 2017); “Bestiário” (Centro Cultural São Paulo, 2017); “Dura lex sed lex” (Centro Cultural Parque de España, Rosario, Argentina, 2017); “Mais do que araras” (SESC Palladium, Belo Horizonte, 2017), “Quando o tempo aperta” (Palácio das Artes – Belo Horizonte e Museu Histórico Nacional – Rio de Janeiro, 2016); “Reply all” (Grosvenor Gallery, Manchester, Inglaterra, 2016); “Deslize" (Museu de Arte do Rio, 2014), "Água mole, pedra dura" (1a Bienal do Barro, Caruaru, 2014) e "City as a process" (Ural Federal University, II Ural Industrial Biennial, Ekaterinburgo, Rússia, 2012). Recebeu o Prêmio Marcantonio Vilaça de curadoria (2015) e o prêmio de curadoria do Centro Cultural São Paulo (2017). Curador residente do Institute Contemporary Arts Singapore (2019) e da Manchester School of Art (2016). Integrante do comitê curatorial de seleção da Bienal Videobrasil (2019). Jurado do Prêmio Pipa (Brasil, 2019) e do Prêmio Mariano Aguilera (Quito, Equador, 2017). Participante do comitê de indicação do Prêmio Prima (2018 e 2020). Autor convidado para o catálogo da 32a Bienal de São Paulo (2016).

Publicado por Patricia Canetti às 11:47 AM


maio 5, 2021

Obra-Arquivo MAB: Mesa-redonda 2 online

No próximo dia 6 de maio, quinta-feira, às 19h30, acontece a Mesa-Redonda 2 da mostra coletiva Obra-Arquivo MAB, que reúne obras dos artistas visuais que participaram da residência artística realizada durante o período de reforma do Museu de Arte de Brasília (MAB), em 2019. Os artistas Lino Valente, Luciana Ferreira, Mario Jardim, Mauricio Chades, Valéria Pena-Costa e Yana Tamayo falarão de seus processos e dos trabalhos resultantes da residência artística. Com duração de 1h30 e tradução em Libras, a mesa-redonda será mediada pela curadora do projeto, Cinara Barbosa, e transmitida pelo canal do Youtube. A participação é gratuita e livre para todos os públicos. A mostra Obra-Arquivo MAB segue até 20 de maio, com visitação pelo Instagram @obraarquivomab.

MESA-REDONDA 2

Lino Valente
Obra: Cidadão
Série: O mundo é de quem não sente
Técnica: Fotografia impressa sobre folha de acetato, madeira, folha de vidro, acetato, painel de led

Iniciei minha residência no MAB por uma espécie de deriva, guiada por aspectos que provocassem meu imaginário. Os registros eram efêmeros, duravam exatamente um piscar de olhos ou "um click", isso me encantou. Com o passar dos dias, os ruídos e barulhos dos maquinários e ferramentas começaram a fazer sentido, algo extremamente ritmado, coordenado por operários uniformizados, parecia uma grande orquestra. O movimento dos operários com suas ferramentas e maquinários era o meu interesse maior, é o que representava toda imaterialidade. O movimento dos operários com suas ferramentas e maquinários era o meu interesse maior, é o que representava toda imaterialidade. Para captar os "borrões" provocados pela repetição, intensidade e exaustão dos movimentos utilizei a velocidade do obturador da câmera muito baixa, o diafragma da lente bem fechado por conta do excesso de luz, somando movimentos intensos e que muitas vezes imitavam os próprios movimentos dos operários. O momento de seleção das fotos foi mágico, uma real proporção do que realmente foi fotografado.

Com formação livre em Audiovisual, Lino Valente é artista visual, filmmaker e professor. Trabalha com as linguagens e suportes da fotografia e do vídeo de forma híbrida e expandida, propondo micronarrativas visuais de um cotidiano imaginário.

Luciana Ferreira
Título: Visita
Linguagem: Ação performativa
Técnica: Vídeo (com áudio)

Visita é uma vídeo-performance de Luciana Ferreira, com duração de seis minutos, que registra a ação de uma visita ao Museu de Arte de Brasília. A ação ignora o fato de o museu estar em obras e percorre suas paredes e espaços amplos – agora tomados por andaimes, entulhos, ruídos de serralheiras e britadeiras – em busca das obras de arte do seu acervo que deveriam estar expostas, em uma contemplação-testemunho da obra ausente. A ação é finalizada com o gesto de deixar cair no chão – também desconstruído pela reforma – o catálogo do acervo do museu que foi lançado na ocasião da sua inauguração.

Luciana Ferreira é graduada e doutoranda em artes visuais pela Universidade de Brasília. Seus trabalhos envolvem ações registradas em vídeos, intervenções em livros, subversões de leituras e experiências sonoras com ruídos. Todas estas frentes propõem algum tipo de desconstrução narrativa. A surpresa e o estranhamento constituem a experiência comumente vivenciada, convidando à desconstrução de expectativas e conceitos por meio de um olhar que escapa e, portanto, subverte as convenções instituídas, mesmo as mais banais. Neste sentido, sua dimensão é também política.

Mário Jardim
Título: Sem título
Série: Despachos
Técnica: Instalação, pipoqueiras elétricas, pipoca e alguidares de cerâmica

Os trabalhos, desenvolvidos para o projeto obra-arquivo/MAB, remetem à pesquisa sobre arte, religião e tecnologia iniciado na UnB no final dos anos 80 pelo coletivo “eficácia simbólica”. Fazem, também, referência à instalação e à performance, realizada no subsolo do MAB por ocasião do Prêmio Brasília de Artes Plásticas 1991/XII Salão Nacional de Artes Plástica. Os objetos e instalações estão voltados ao debate do sincretismo religioso e tecnológico operado no âmbito do imaginário popular, levando-se em conta as tensões contemporâneas entre tecnologia e religião. Importante registrar que a produção decorre da abordagem da experiência religiosa como manifestação estética tomando por premissa a identidade entre o fenômeno artístico e a experiência místico-religiosa. O artista não faz distinção entre Arte e Religião.

Cientista social e artista plástico, Mário Jardim é formado em Antropologia/Etnoestética - UnB/PPGAV-EBA/PPGDesign-UnB. Área de interesse: Arte e Religião - substrato material das manifestações religiosas na cultura afro-brasileira-ameríndia. Produção: reconstruções estéticas baseadas na visualidade própria à parafernália litúrgica/ritualística popular. Linguagens: performances, objetos, instalações, gravuras, desenhos e pinturas. Atuação: curador e/ou artista plástico em instituições como MAM-RJ, Univ. Estácio de Sá, Fund. Athos Bulcão, Museu Nacional da República, Centro Cultural 508 Sul, Fund. Catarinense de Cultural - CIC, Pinacoteca de São Paulo, Galeria deCurators.

Mauricio Chades
Título: Revolução / Raio-bica-banho-verde-de-manjericão no Museu
Linguagem: Vídeo / Performance

A videoperformance Revolução / Raio-Bica-Banho-Verde-De-Manjericão aconteceu durante a residência artística Obra-Arquivo-MAB e foi impulsionada pelo calor e seca extremos que se somavam à configuração insalubre do canteiro de obras. Queria me refrescar naquele ambiente empoeirado, então logo percebi a possibilidade criar uma bica d’água a partir das antigas tubulações do museu em ruínas. O manjericão da horta do condomínio ao lado foi o ingrediente para tornar o banho um raio verde. O trabalho foi inicialmente pensado com uma ação a ser compartilhada com os diversos atores presentes que quisessem se refrescar, operários e artistas. Mas as restrições de segurança não permitiram o evento.

Maurício Chades é artista visual e cineasta, mestre em Arte e Tecnologia e Bacharel em Audiovisual pela Universidade de Brasília. Cursa MFA na SAIC School of the Art Institute of Chicago, no departamento de Film, Video, New Media and Animation. Trabalha com temas como decomposição, rituais de morte, ficção especulativa, relações interespécie e tensões territoriais, em trabalhos que assumem diferentes formas a cada projeto –filme, instalação, escrita, bio-arte-e-tecnologia e performance. Participou de exposições coletivas e exibiu filmes e vídeos em festivais nacionais e internacionais. Em 2019 apresentou sua primeira exposição individual, Pirâmide, Urubu, na Torre de TV Digital de Brasília.

Valéria Pena-Costa
Título: Anonimato 3
Série: Escombros
Técnica: Tecido, cimento e tinta acrílica

O vestido infantil é peça recorrente no meu trabalho. O vestido é a criança e/ou a sua memória que trafega entre capítulos bastante importantes de minha longa narrativa. Novas imagens, novos experimentos. Transformo o vestido infantil em personagem. O vestido se banha (ou se afoga?) num tonel de água que serve à britadeira. Aqui se define um novo rumo para o trabalho. As ideias de tintas, arqueologia, réplicas de cimento, continuidade ao uso dos vestidos infantis se juntaram. Surgem os vestidinhos enrijecidos pela tinta cor de concreto e banhos de cimento. Além dos vestidinhos, galhos de árvore também são pintados, simulando o que já seria um simulacro: galhos de cimento. Minha nova versão dos vestidos em árvores da série “Capítulo dos Contos Encantados”. No MAB, andamos pelo prédio e canteiro, à procura do lugar ideal. Uma pequena sala crua, em cimento bruto, no subsolo, lugar que será um banheiro, tem o tamanho e a penumbra ideais criando a atmosfera que desejo. É um espaço possível de descobertas arqueológicas ou mimetismo do objeto ao ambiente de escombros, ainda que em reconstrução. Ainda é um vão. Ainda é vazio. Ainda é ausência. O objeto é a chave da memória.

Valéria Pena-Costa é artista visual, com bacharelado em pintura, pela Universidade de Brasília. Vem realizando exposições coletivas e individuais, tendo também, em sua trajetória, participação em coletivos de arte, residências artísticas e atuação em curadorias. Utiliza-se de múltiplas linguagens no desenvolvimento do seu trabalho, cujo tema central é Tempo e Ausência. Tempo desdobrado na Decomposição das coisas e na Memória coletada. Decomposição, esta, que se dá ao acompanhamento e observação do fenômeno em andamento - no gerúndio da ação. Realiza o Projeto Fuga, que consiste em movimentos seriados de mostras de arte, oficinas, ciclos de encontros culturais, residências artísticas a partir de seu ateliê, onde também realiza a Feira do Fuga.

Yana Tamayo
Título: Pulso (Ocupação sonora)
Técnica: Lista de músicas selecionadas e executadas ao longo do período da residência, na obra de reforma do MAB.

O trabalho proposto para a Residência Obra-Arquivo MAB buscou investigar o período em que o edifício do Museu de Arte de Brasília teria abrigado o Casarão do Samba, pouco tempo antes de tornar-se um museu de arte. O interesse pela ocupação musical do prédio se dá por sua existência efêmera e conectada à cultura popular, incomum nas divisões sócio-espaciais que marcam a modernidade brasileira. A pesquisa pela documentação dos bailes nos arquivos públicos da cidade, frustrada pela ausência de qualquer tipo de catalogação, terminou levando à observação das dinâmicas intrínsecas à ocupação do território como continuação dos gestos que produzem este espaço e, consequentemente, o apagamento das memórias de resistência na cidade.

[1978, Brasília, Distrito Federal. Reside e trabalha em Brasília]

Yana Tamayo é artista visual, educadora e curadora independente. Desde 2000 trabalha em diferentes frentes no campo da arte, sendo que sua produção como artista sempre esteve intercalada pela prática da curadoria e da educação. Propõe em sua pesquisa artística um diálogo poético entre memórias e imagens que possam conectar histórias, materialidades e narrativas sobre a modernidade. É sócia-fundadora da NAVE, espaço de produção e pesquisa em arte e educação, em Brasília. Entre 2018 e 2020 foi coordenadora do Programa CCBB Educativo – Arte e Educação, no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB/DF.

Publicado por Patricia Canetti às 11:31 AM


maio 3, 2021

Nova edição do Entreolhares Universitário na Escola Itaú Cultural

Neste curso, o público é convidado a refletir sobre a pergunta: como vai a vida e o que eu posso fazer com ela? A partir daí, nascem reflexões sobre as artes visuais e os diversos caminhos possíveis de atuação na área, tendo sempre as histórias e vivências de cada um como norteadoras dos aprendizados. Para isso, Luciara Ribeiro, consultora do projeto, convida a todos para um mergulho no conceito de Escrevivência, criado pela escritora Conceição Evaristo, na qual as memórias e experiências dos envolvidos são determinantes para construção do aprendizado

Entreolhares é o programa de formação em artes visuais do Itaú Cultural está em sua terceira edição voltada ao público universitário. As inscrições devem ser feitas entre os dias 4 e 18 de maio de 2021, na plataforma da Escola Itaú Cultural escola.itaucultural.org.br. Oferecido a distância, entre 8 e 29 de julho, e inteiramente gratuito como todas as atividades da organização, o curso conta com a consultoria da educadora, pesquisadora e curadora Luciara Ribeiro, mestra em história da arte pela Universidade de Salamanca, na Espanha, e pelo programa de pós-graduação em história da arte da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Voltado para estudantes de graduação nas áreas de humanidades, o programa tem como princípio a pergunta como vai a vida e o que eu posso fazer? O ponto de partida para responder essa pergunta, durante as 10 aulas programadas em tempo real é o conceito de Escrevivências, elaborado pela escritora Conceição Evaristo. Por ele, se define a escrita que surge das experiências cotidianas contadas a partir do ponto de vista dos envolvidos. É a vida que se faz por meio das palavras – para mais informações sobre o conceito, acesse: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra70934/olhos-dagua. Esta é a base que permeará o curso, durante todo o processo, buscando apontar caminhos amplos e abertos para a futura atuação dos estudantes nas artes.

Estruturado em três blocos temáticos: Escrevivências de mim, Uma vida não se faz sozinha e Sobre o todo e nós: futuros em mudança, no decorrer do cronograma, serão discutidos os diversos papéis e contextos de atuação no campo das artes a partir da troca de saberes e experiências de vida, individuais ou coletivas, propondo uma reflexão sobre as relações entre o eu, o ser e o estar, ou ainda, entre o viver, o partilhar e o fazer artístico. A lista de aprovados será divulgada na plataforma da Escola Itaú Cultural, em 23 de junho.

Entre os convidados estão a Tupinambá, formada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará (UFPA), ARTivista visual e curadora autônoma, Moara Brasil, e o artista visual, autor do livro Y tú, ¿por qué eres negro, co-fundador do coletivo AfroConciencia, Rubén H. Bermudez, que compartilham suas experiências e pesquisas com os alunos, além do Grupo Kayatibu e do Coletivo Visto Permanente, que trazem aos encontros questões geradas pela coletividade e suas formas de articulação. Para abrir o cronograma de aulas, os alunos contam com a presença da artista da dança, atriz, educadora e orientadora corporal, Janette Santiago, e a exploração da ideia de corpovivência como forma de autoconhecimento. Na última semana dos encontros temos a participação da fundadora e diretora executiva da NoFront, economista, formada pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP) e mestre em Economia Política Mundial pela Universidade Federal do ABC (UFABC), Gabriela Mendes Chaves, e a performer, curadora autônoma e arte-educadora, Letícia Barbosa, que falam sobre autonomia para a produção artística, a partir de uma visão social e política sobre a economia. Luciara Ribeiro faz a costura entre as aulas. Ela também comandará o encontro inaugural, que acontece no dia 8 de julho, explorando os objetivos do curso e o conceito que o rege, a Escrevivência.

Publicado por Patricia Canetti às 10:52 AM


abril 25, 2021

Programas gratuitos de formação na EAV Parque Lage - Inscrições

Escola de Artes Visuais do Parque Lage divulga edital dos programas de formação gratuitos para 2021 - Terceira edição dos concorridos programas chega com uma novidade: pela primeira vez, todos os alunos terão bolsa mensal de permanência

A Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV Parque Lage) lança, neste dia 19 de abril de 2021, o edital público e a abertura do período de inscrição em dois programas de formação gratuitos, voltados à fundamentação teórica e ao desenvolvimento poético nos campos das artes e da cultura. Os interessados podem se candidatar gratuitamente nos concursos para a terceira edição dos programas de “Formação” e “Formação e Deformação”. Serão ao todo 30 vagas, 15 para cada curso, e o prazo de inscrições vai até o dia 2 de maio de 2021.

Após duas edições que firmaram os programas de Formação e Formação e Deformação da EAV Parque Lage entre os mais concorridos do campo das artes visuais, a edição de 2021 chega com um importante adendo que vai incentivar ainda mais os candidatos. Pela primeira vez, os alunos contarão com uma bolsa mensal de permanência no valor de R$ 300, a ser disponibilizada ao longo dos cursos, que têm a duração de oito meses. O edital público dos dois concursos e os formulários de inscrição estarão disponíveis no site da instituição a partir do dia 19 de abril.

Os dois programas visam fomentar e apoiar a produção artística e discursiva com caráter crítico, experimental e disruptivo. As práticas serão realizadas por meio de encontros virtuais e presenciais periódicos, que devem acontecer em espaços da cidade do Rio de Janeiro ou na própria EAV.

O curso de Formação é voltado a pessoas interessadas em conhecer ou se aproximar do campo da arte, sem necessidade de experiência prévia. O programa será dividido em quatro módulos, com orientação e acompanhamento pedagógico de Camilla Rocha Campos e Natália Nichols, e terminará, após oito meses, com a realização de um projeto coletivo. A seleção será feita a partir de análise do formulário disponível no edital e da carta de intenção dos candidatos.

Já o programa de Formação e Deformação é voltado a artistas que já tenham poéticas em desenvolvimento. A seleção será feita a partir da análise de portfólio dos interessados, que também devem preencher o formulário disponibilizado no edital. Ao final de oito meses de estudos e práticas, sob a orientação da professora Clarissa Diniz e do curador Ulisses Carrilho, os alunos realizarão um projeto de exposição como trabalho de conclusão do curso.

“Com nossos programas gratuitos de Formação e Deformação, queremos contribuir para ampliar o acesso ao campo da arte e da cultura, a partir de novos olhares, vivências e posturas”, destaca Yole Mendonça, diretora da EAV Parque Lage, que aponta a diferença entre os dois cursos: “O de Formação é um curso introdutório e está voltado aos que desejam se aproximar do campo das artes visuais, enquanto o Programa de Formação e Deformação se destina a artistas visuais com poéticas e pesquisas em desenvolvimento”.

Ulisses Carrilho, curador da instituição e idealizador do Formação e Deformação, revela que o programa, em seus dois níveis, “parte de um anseio de pensar alternativas a uma ideia fixa de grade curricular. Pensar formação e deformação é, de alguma maneira, pensar o quão adaptável pode ser esse currículo e quanto o sistema artístico, em franca transformação, está disponível para novos sujeitos e novas formas que os artistas cotidianamente inventam para o mundo”. Carrilho ressalta ainda a importância do acesso gratuito a um ensino de qualidade: “Os programas reafirmam o caráter público da EAV. Não basta ser uma escola pública, é preciso criar acesso para um currículo como esse e para a oportunidade de ser artista, que de alguma maneira ainda é restrita a poucas classes sociais”.

Neste ano, o Programa de Formação e Deformação – que integra o Plano Anual de Atividades da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, patrocinado pelo Instituto Cultural Vale – terá como ponto de partida o projeto “Teteia”, que Lygia Pape, professora da EAV na década de 1970, realizou entre anos de 1978 e 1979 na floresta que abriga a escola. “Fazer do programa um processo de imantação, construção e aprendizado coletivos traz desafios que atualizam e potencializam o que entendemos por uma ‘formação de artistas’. Será, decerto, uma experiência singular, de interlocução e muita criação", adianta Clarissa Diniz, que divide a coordenação do programa com Carrilho.

“Uma das estratégias pedagógicas do Programa de Formação é postular de maneira simples e publicamente que arte é um vocabulário e um conjunto de operações que as pessoas devem e podem acessar. O programa é generoso ao oferecer tempo e estrutura mínima para que artistas e não-artistas se aproximem e experimentem com intimidade um campo que por muitos anos vislumbrou exclusividade sistêmica, elitismo social e poder simbólico universal”, afirma Camilla Rocha Campos, coordenadora do Programa de Formação.

As duas primeiras edições dos programas de Formação e Formação e Deformação da EAV Parque Lage aconteceram em 2018 e 2019. Por conta da pandemia de Covid-19, a terceira edição – que aconteceria em 2020 – foi transferida para esse ano. No primeiro trimestre de 2021, entre janeiro e março, a escola realizou também o curso on-line gratuito Pedra e Ar, voltado a artistas com poéticas em desenvolvimento, que teve a relação de 58 candidatos por vagas.

O currículo da edição 2021 dos programas foi elaborado levando em consideração todas as restrições sanitárias impostas, com aulas e práticas desenvolvidas para os meios virtuais*. "A formação de artistas é a vocação da EAV. Neste contexto tão cruel da pandemia, poder dar continuidade a essa vocação é uma alegria imensa”, celebra Diniz.

*Diante das medidas preventivas para a contenção da disseminação e combate ao coronavírus (COVID-19) o cronograma de aulas poderá sofrer ajustes ao longo do ano.

Sobre a EAV Parque Lage

A Escola de Artes Visuais foi criada em 1975, pelo artista Rubens Gerchman, para substituir o Instituto de Belas Artes (IBA). Seu surgimento acontece em plena Guerra Fria na América Latina, durante o período de forte censura e repressão militar no Brasil. A EAV afirma-se historicamente por seu caráter de vanguarda, como marco da não conformidade às fronteiras e categorias, e propõe regularmente perguntas à sociedade por meio da valorização do pensamento artístico.

Alguns exemplos marcantes da história do Parque Lage são a utilização do palacete como sede do governo da cidade de Alecrim em Terra em Transe, dirigido por Glauber Rocha em 1967; e a exposição “Como Vai Você, Geração 80?”, que reuniu 123 jovens artistas de diferentes tendências numa mostra que celebrava a liberdade e o fim do regime militar. O palacete em estilo eclético foi também palco de “Sonhos de uma noite de verão”, clássico shakespeariano, e serviu como locação para Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade.

A Escola de Artes Visuais do Parque Lage está voltada prioritariamente para o campo das artes visuais contemporâneas, com ênfase em seus aspectos interdisciplinares e transversais. Abrange também outros campos de expressão artística (música, dança, cinema, teatro), assim como a literária, vistos em suas relações com a visualidade. As atividades da EAV contemplam tanto as práticas artísticas como seus fundamentos conceituais.

A EAV Parque Lage configura-se como centro educacional aberto de formação de artistas e profissionais do campo da arte contemporânea. Como referência nacional, com uma consistente imagem no meio da arte, a EAV busca criar mecanismos internos e linhas de atuação externa que permitam um diálogo produtivo com a cidade e com o circuito de arte nacional e internacional. A instituição integra a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do estado do Rio de Janeiro.

INFORMAÇÕES

“FORMAÇÃO” - Programa de introdução às poéticas artísticas
Abertura de inscrições: 19 de abril
Encerramento das inscrições: 2 de maio
Divulgação dos selecionados: 18 de maio
Início das aulas: 27 de maio
Dedicação: Quintas e sextas, das 10h às 12h30 (5h semanais)*
Bolsa Permanência: R$ 300 por mês

“FORMAÇÃO E DEFORMAÇÃO: TETEIA” - Programa de acompanhamento crítico de poéticas artísticas
Abertura das inscrições: 19 de abril
Encerramento das inscrições: 2 de maio
Divulgação dos selecionados: 18 de maio
Início das aulas: 24 de maio
Dedicação: Segundas e quartas, das 17h às 19h30 (5h semanais)*
Bolsa Permanência: R$ 300 por mês

*Diante das medidas preventivas para a contenção da disseminação e combate ao coronavírus (COVID-19) o cronograma de aulas poderá sofrer ajustes ao longo do ano.

EDITAL COMPLETO E INSCRIÇÃO ONLINE
Programas gratuitos de formação e deformação 2021

Publicado por Patricia Canetti às 11:58 AM


Série de conversas online Nos tecemos a partir de outras da Terra-Arte

Série de conversas "Nos tecemos a partir de outras", oerganizada pela Terra-Arte, contempla a produção de uma arte radical e seminal por mulheres artistas brasileiras da contemporaneidade.

O programa será presencial online via Zoom, todas as segundas feiras (exceto 26/04), às 17h, com palestras seguidas por conversas com professoras, pesquisadoras, curadoras, e diretoras de centros de artes, mulheres profissionais que ocupam um lugar de distinção e excelência em seus próprios campos de atuação – dentro e fora da academia. Cada uma delas vêm nos oferecer suas leituras sobre a produção de artistas que são objetos de suas pesquisas e/ou curadoria de mostras.

Participam: Bianca Dias, Cláudia Saldanha, Cristiana Tejo, Graça Ramos, Marisa Flórido Cesar, Marta Mestre, Paula Terra-Neale, Sheila Cabo Geraldo, Taisa Palhares, Veronica Stigger, Viviane Matesco

São 10 sessões, caso você perca alguma você poderá assistir o vídeo um outro dia nos próximos 5 dias. Faça a sua inscrição clicando aqui.

PROGRAMAÇÃO
Ciclo de Palestras e Conversas via Zoom, de 12 de abril a 21 de junho de 2021, segundas-feiras, das 17h às 19h

1 . 12/04 Marcia X Claudia Saldanha

Mestre em Artes Visuais pelo Pratt Institute, Nova York; Doutora em Artes Visuais pelo Instituto de Artes Visuais da UERJ, RJ. É Professora de História da Arte da UERJ. É Diretora do Paço Imperial. De 2008 a 2014 foi Diretora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. De 2003 a 2005 dirigiu a Divisão de Teoria e Pesquisa do Museu de Arte Contemporânea de Niterói. De 1993 a 2005 dirigiu a Divisão de Artes Visuais do Instituto Municipal de Arte e Cultura – RioArte. Nesse período foi curadora da Galeria Sérgio Porto e da Série Rioarte Vídeo / Arte Contemporânea. Foi curadora de inúmeras mostras, dentre as quais “Márcia X” na Galeria Weisser Elephant, Berlin (2006) e “Márcia X Revista”, Paço Imperial (2005 e 2006).

2 . 19/04 Maria Martins: uma conversa sobre aspectos da obra

Veronica Stigger
Escritora, Crítica de Arte e Professora na Pós-Graduação em Histórias das Artes da FAAP. Possui doutorado em Teoria Crítica da Arte e pesquisas de pós-doutorado junto a Università degli Studi di Roma “La Sapienza”, ao MAC USP e ao Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP. Foi curadora, entre outras, das exposições Maria Martins: metamorfoses e O útero do mundo, ambas no MAM (São Paulo, 2013 e 2016); e, com Eduardo Sterzi, Variações do corpo selvagem: Eduardo Viveiros de Castro, fotógrafo, no SESC Ipiranga (2015), SESC Araraquara (2016), Weltkulturen Museum (Frankfurt, 2017) e CIAJG (Guimarães, 2019).Com a exposição sobre Maria Martins, angariou o Grande Prêmio da Crítica da APCA e o Prêmio Maria Eugênia Franco, concedido pela ABCA para melhor curadoria do ano.

Graça Ramos
Pesquisadora e Curadora. Possui mestrado em Literatura pela Universidade de Brasília e doutorado em História da Arte – Universidade de Barcelona com tese sobre Maria Martins. Autora de ”Maria Martins: escultora dos trópicos” 1ªed.(2009). Possui livros teóricos em literatura infanto-juvenil e foi responsável pelo blog A pequena leitora, publicado em O Globo digital,dedicado a esse segmento.

3 . 03/05 Mário Pedrosa e as Lygias: Clark e Pape Paula Terra-Neale

Historiadora de Arte (Doutora em História e Teoria da Arte, Essex University e Mestre em História Social da Cultura pela PUC-Rio, postdoc EBA UFRJ), pesquisadora e curadora independente, lançou sua plataforma e espaço de projetos sem fins lucrativos Terra-Arte, na Inglaterra, de onde trabalha com artistas contemporâneos/as internacionais e desenvolve programas de redes e mentoreamento com artistas e pesquisadoras mulheres. Trabalhou com diversas instituições culturais como o British Council, The National Trust, The Modern Art Oxford, a Latin American Art Collection da University of Essex e a Casa França-Brasil, e lecionou nos departamentos de História da Arte da UFRJ e Pontifícia Universidade Católica do Rio. Tese de PhD sobre “Modernidade: Hélio Oiticica e Lygia Clark”.

4 . 10/05 Rosana Paulino Sheila Cabo Geraldo

Professora de História e Teoria da Arte na graduação e mestrado na UERJ. Possui doutorado em História (UFF) com pesquisa no DAAD em Berlin. Vem desenvolvendo a pesquisa Arte e História no Brasil Moderno e Contemporâneo, em que discute a produção em história, teoria e crítica de arte e nesse campo publicou entre outros Barrio: a morte da arte como totalidade; Conversa com Anna Bella Geiger; Gravura Contemporânea; Eis o saldo: arte como fotografia. Foi professora convidada da PUC e editora da Revista Concinnitas.

5 . 17/05 Sonia Andrade e Ana Vitória Mussi Marisa Flórido Cesar

Crítica de Arte, Curadora e Professora adjunta do Instituto de Artes da UERJ, dedica-se à pesquisa da arte contemporânea brasileira, destacando projetos e práticas que extrapolam o espaço expositivo convencional. Arquiteta, com mestrado e doutorado em Artes Visuais na UFRJ. Foi curadora responsável pela exposição “Sonia Andrade: retrospectiva 1974-1993” (2013) no Centro de Artes Hélio Oiticica, RJ e das exposições de Ana Vitória Mussi, “Bang” no Oi Futuro e “Imagética” no Paço Imperial (co-curadoria de Adolfo Montejo Navas). Foi organizadora do livro “Ana Vitória Mussi” e é autora de artigos publicados em diversos periódicos e de livros, como Nós, o Outro, o Distante na Arte Contemporânea Brasileira (2014). Entre 2010 e 2013, colaborou como crítica de arte para o jornal O Globo

6 . 24/05 Mira Schendel Taisa Palhares

Curadora independente e Professora de Estética, Dept. Filosofia, Universidade Estadual de Campinas. Possui mestrado e doutorado em Filosofia pela USP. Foi responsável pela mostra ‘Mira Schendel’ (2013/2014) uma parceria da Pinacoteca do Estado e Tate Modern, dentre outras, quando foi pesquisadora e curadora da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Organiza, desde 2016, o ‘Grupo de Estudos em Estética e Teoria da Arte’ (GEETA) no Departamento de Filosofia da Unicamp. É membro do “Centro de Pesquisa em Psicanálise, Estética e Teoria Crítica (CePETC)” do IFCH. Organizou o volume Arte brasileira no acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo (2010), ganhador do Prêmio Jabuti na categoria “Livro didático e paradidático” (2011).

7 . 31/05 Maria Auxiliadora da Silva: para além da arte popular Marta Mestre

Curadora-geral do Centro Internacional das Artes José de Guimarães/CIAJG, Guimarães. Formada em História da Arte e em Cultura e Comunicação, foi curadora no Instituto Inhotim, curadora-assistente no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, curadora-convidada e docente na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro. É co-curadora da coleção de ensaios de arte Imago (editora KKYM, Portugal). Escreve regularmente ensaios e textos para instituições, revistas e projetos. Recebeu a bolsa “Laboratório Curatorial/ SPArte”, São Paulo 2012 e “Travel Grant Award / CIMAM”, 2014 e 2019. Participa regularmente em júris de prémios de artes visuais. Desenvolve projetos independentes e pesquisa sobre narração histórica da arte, com ênfase para contra-narrativas da arte contemporânea, arquivos de artistas e movimentos culturais, sociais e políticos.

8 . 07/06 A dimensão do biográfico na arte: Ana Maria Maiolino, Anna Bella Geiger e Brígida Baltar Bianca Dias

Psicanalista, escritora, ensaísta e crítica de arte, atuando no território multidisciplinar e autora do livro “Névoa e Assobio”. Mestre em Estudos Contemporâneos das Artes pela UFF. Cursou História da Arte pela FAAP. Graduada em Psicologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora – CES. Fundou e coordenou o Núcleo de Investigação em Arte e Psicanálise do Instituto Figueiredo Ferraz – IFF além de vários projetos interdisciplinares, com uma vasta lista de publicações e cursos.

9 . 14/06 A Pedagogia Radical de Celeida Tostes Cristiana Tejo

Curadora Independente e Doutora em Sociologia (UFPE). É Investigadora do Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa e Pesquisadora do Projeto Artistas e Educação Radical na América Latina: Anos 1960/1970. Foi co-curadora do 32º Panorama da Arte Brasileira do MAM – SP, com Cauê Alves, em 2011. Foi Diretora do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães(2007-2009), curadora de Artes Plásticas da Fundação Joaquim Nabuco (2002-2006), Curadora do Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural (2005-2006), Curadora visitante da Torre Malakoff (2003 – 2006) e curadora do 46º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco (2004-2005). Foi curadora da Sala Especial de Paulo Bruscky na X Bienal de Havana, co-curou Brazilian Summer Show – Art & the City (Museum Het Domein, Holanda, 2009) com Roel Arkenstein, Futuro do Presente (Itaú Cultural, 2007) com Agnaldo Farias e Art doesn’t deliver us from anything at all (ACC Galerie, Weimar, 2006). Gere o projeto NowHere – trocas e experimentos artísticos com a artista Marilá Dardot, em Lisboa, onde reside.

10 . 21/06 Leticia Parente Viviane Matesco

Professora Adjunta da UFF. Tem Mestrado em História Social da Cultura pela PUC-Rio e Doutorado em Artes Visuais pela UFRJ. Realizou Estágio na École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris. Foi professora e coordenadora da Escola de Artes Visuais /Parque Lage. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em crítica e história da Arte, atuando principalmente nos seguintes temas: corpo e arte, arte brasileira, arte contemporânea, estudos curatoriais em acervos museológicos. Foi co- curadora com Fernando Cocchiarale da mostra “O Corpo na Arte Contemporânea Brasileira”, Itaú Cultural. Publicou Corpo, imagem e representação (Zahar/2009) e outros. É membro Regular do International Council of Museums (ICOM) e da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP)

Inscrições online a partir de R$30,00

Publicado por Patricia Canetti às 10:39 AM