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junho 28, 2017

Parquinho Lage: cursos dedicados a crianças de 6 a 12 anos no Parque Lage, Rio de Janeiro

EAV lança em julho escolinha de arte com 10 cursos dedicados a crianças de 6 a 12 anos

Desde sua criação, há mais de 40 anos, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage tornou-se um dos principais centros de formação, reflexão e debates sobre arte contemporânea, abrigando exposições, espetáculos teatrais, ciclos de cinema e shows de música. A instituição por tradição oferece um programa plural, inovador e ousado, envolvendo a articulação e a composição de campos diversos da cultura e do pensamento.

Exaltando o poder transformador da arte e reafirmando sua vocação como posto avançado de experimentalidade criativa, a EAV lança em julho o Parquinho Lage, uma escola destinada a crianças de 6 a 12 anos, sob supervisão da crítica e curadora Lisette Lagnado. “Este projeto surge da experiência acumulada em oficinas de caráter transversal, sem pedagogia segmentada em técnicas. A proposta educacional investe na ideia de horizontalidade entre professor e aluno, entendendo que os ensinamentos acontecem de forma mútua”, comenta Lagnado, doutora em Filosofia pela USP e curadora de programas públicos da EAV. “Como nas máquinas cinéticas do grande artista brasileiro Abraham Palatnik, aqui a criança é o motor e a aula o movimento. O resultado desse sistema é uma escola criativa e alegre, dedicada a dotar cada ser de autonomia e segurança para assumir as responsabilidades da vida”, conclui.

As manifestações artísticas, sobretudo brasileiras, são o fio condutor do projeto pedagógico do Parquinho, que tem início no dia 3 de julho, em turnos na parte da manhã e da tarde. Com cursos contínuos (a partir de R$ 400), sem exigir que a criança siga um programa pautado por etapas, esse projeto se propõe a revisitar conceitos da educação infantil para formular novas linhas de aprendizado e “desaprendizado”, adotando práticas de experimentação. Um alento num país em que a educação é desculturalizada e onde a arte recentemente quase foi banida do rol de componentes curriculares obrigatórios.

“É sensacional que este projeto seja realizado no Parque Lage, que há mais de 40 anos abriga uma escola de arte renomada, onde estudaram grandes artistas, curadores e colecionadores. Agora, através desta iniciativa, passaremos a despertar nas crianças - desde muito jovens - o prazer com a arte e sua potência de transformação”, afirma Fabio Szwarcwald, atual diretor da EAV.

O menu de cursos é variado e, no período das férias de julho, traz desde arte brasileira para crianças a laboratório de inventos em arte e tecnologia, passando por experimentações em gravura. Há também o curso poesia e corpo, em que cada criança exercitará os sentimentos de independência e confiança na comunicação de ideias e na relação com o outro. Entre os exercícios propostos pelos professores Regina Neves e Pedro Rocha, os alunos deste programa se apresentarão ao grupo usando uma frase em vez de seu nome, farão poemas com recortes de palavras ou imagens de jornais e revistas, passeios em silêncio pelo parque e reproduzirão poemas ou músicas com o corpo. Tudo em meio à Mata Atlântica, num palacete que dispõe de terraço, piscina, jardins, gruta, trilhas e cachoeira.

Entre os professores dos cursos de férias, estão ainda Caroline Valansi, Maria Laet, João Atanásio, Rodrigo Garcia Dutra e outros (confira a lista completa de cursos e professores mais abaixo).

A criação de uma escola de arte contemporânea para crianças amplia ricamente a capacidade de expressão e de percepção de mundo, como um campo aberto à construção de sentidos. Por isso, a cada semestre, o Parquinho Lage irá adotar um vetor conceitual que lhe servirá de bússola. Na abertura do núcleo, neste 2º semestre de 2017, a palavra "sonho" foi eleita como campo de conhecimento por meio da descoberta do inconsciente e da identificação de riscos e desejos, pessoais ou coletivos.

As inscrições para o Parquinho Lage já estão abertas através do site.

PROGRAMAÇÃO

SEGUNDAS-FEIRAS | 9h – 11h
Oficina de Maquetes | Cidades possíveis
Professora: Priscila Fiszman
Idade: a partir de 8 anos
Taxa de material sugerida por aluno: R$ 100,00

Oficina para ativar o olhar à cidade e aos materiais que a compõem, despertar questões relativas ao uso do espaço urbano através de brincadeira e imaginação, e desenhar estruturas e engenhocas provocando as barreiras entre público/privado, permanente/temporário. Nas aulas, os processos da construção civil serão desmistificados dos ditos como “sérios”, “perigosos” e “dos adultos”. As crianças construirão maquetes com ferramentas e materiais de construção que estarão divididos e etiquetados em 3 cores: Verde sendo livre para uso, Amarelo - livre após ter sido capacitado e Vermelho- o uso da ferramenta só é possível acompanhado de um adulto. Com as devidas ferramentas, materiais e auxílio, que cidade as crianças construiriam?

SEGUNDAS-FEIRAS | 14h – 17h
POESIA E CORPO
Professores: Regina Neves e Pedro Rocha
Idade: de 6 a 12 anos

Neste curso, cada criança utilizará todo seu potencial para se comunicar, canalizando energias que muitas vezes estão dispersas. Cada participante exercitará os sentimentos de independência e confiança na comunicação de ideias e na relação com o outro. Entre os exercícios propostos, os alunos se apresentarão ao grupo usando uma frase em vez de seu nome, farão poemas com recortes de palavras ou imagens de jornais e revistas, passeios em silêncio pelo parque e reproduzirão poemas ou músicas com o corpo.

TERÇAS-FEIRAS | 9h – 11h
Brincar e sensibilizar o olhar
Professoras: Caroline Valansi e Maria Laet
Idade: a partir de 8 anos

Brincar não é apenas uma forma de entretenimento, mas uma vivência através da qual a criança desenvolve e cria seus vínculos com o mundo. Nesse espaço, as brincadeiras priorizam a ativação dos sentidos, através de materiais livres de narrativas anteriores a ele próprios, e abertos para que a criança possa investir neles sua realidade interna. A criatividade que se pretende tocar aqui não é a do talento artístico, mas a da capacidade de diálogo com o mundo, principalmente um mundo mais sutil, silencioso e invisível. As propostas vão abordar questões da percepção e formação da imagem analógica, desenho e fotografia, através de exercícios sobre textura, memória, luz e sombra, criação de um negativo fotográfico, cianotipia, e desenvolvimento de livro artesanal.

TERÇAS-FEIRAS | 14h – 17
Laboratório de inventos em arte e tecnologia
Professor: pequenoLAB (Marrytsa Melo e Filipe Machado)
Idade: de 6 a 12 anos

Serão propostas experiências para a construção de dispositivos sensíveis, olhando de forma ampliada para a arte, a ciência, o meio ambiente e a tecnologia. Vamos transformar ideias em projetos, objetos e traquitanas divertidas, integrando circuitos, desenhos, luzes, sons e movimentos. As atividades exploram o fazer criativo em diferentes vivências que alimentam a imaginação e a ação dentro do universo individual e coletivo das crianças.

QUARTAS-FEIRAS | 9h – 11h
Gravura, impressões e experimentações
Professor: João Atanásio
Idade: de 6 a 12 anos

De forma divertida e lúdica, esse curso apresentará processos gráficos artesanais e as possibilidades da reprodução em série. Serão propostos exercícios que envolvem brincadeiras e utilizam as técnicas mais simples de impressões (carimbos, monotipia, frottage, relevos etc.) para aproximar as crianças de elementos e conceitos da arte contemporânea. Durante o curso serão propostas execuções de projetos individuais e coletivos. Os alunos poderão usufruir dos espaços e equipamentos das oficinas do setor de imagem gráfica da EAV, além da área verde no entorno a escola.

QUARTAS-FEIRAS | 14h – 17h
FILME EXPERIMENTAL e SEM CÂMERA
Professor: Patricia Alves Dias e convidados
Idade: de 9 a 12 anos

Esse curso convida crianças a criar o seu “mundo de coisas” em um filme livre e experimental com expressões plásticas como linhas e pontos, manchas e borrões, produzidas com diferentes materiais, texturas e processos. Um convite à interlocução com imagens e movimentos sem dispositivos digitais e eletrônicos, ou representações reais e figurativas. No lugar de películas fílmicas, os participantes vão desenhar suas sequências animadas em pequenos (en)quadros de rolos de papel de bobinas de calculadoras. Os desenhos, pinturas, ou colagens serão posteriormente fotografadas e montadas (pelos facilitadores) em sequências na produção de um filme coletivo. Cada cena, de 24 desenhos, poderá também ser (pré)vista no zootrope (brinquedos óticos do século 19).

QUINTAS-FEIRAS | 9h – 11h
Sonoridade da natureza
Professoras: Chiara Banfi e Fernanda Zerbini
Idade: crianças a partir de 6 anos

As vivências desse curso procuram coletar os diversos sons da natureza, engajando as crianças a explorar os jardins do Parque Lage. Para cada exploração sonora, as crianças serão convidadas a traduzir sua percepção em algo visual. Materiais utilizados: elementos encontrados na floresta, argila, tintas, pincéis, cola branca, papel, tecidos, temperos e legumes (para criar novas tintas), barbante, fio de nylon, caixa de som e microfone para gravar.

QUINTAS-FEIRAS | 14h – 17h
Arte brasileira para crianças
Professoras: Yasmim Flores e Fernanda Zerbini
Idade: a partir de 6 anos

O curso tem como referência as atividades propostas no livro Arte Brasileira para Crianças (Rio de Janeiro: Cobogó, 2016). As crianças serão estimuladas a explorar um repertório diversificado de linguagens e materiais que estimulem sua imaginação e criatividade. O curso valoriza experiências sensoriais e a vontade de comunicação. Cada encontro é uma vivência singular em espaços distintos da EAV: ateliê da escola, jardim, oca indígena e floresta, onde pequenas caminhadas possibilitarão o despertar da espontaneidade e de uma relação lúdica e livre da criança com elementos da natureza.

SEXTAS-FEIRAS | 14h – 17h
Inventando Geometrias
Professor: Rodrigo Garcia

A oficina propõe atividades em grupo, dentro e fora do ambiente de ateliê. Com a finalidade de servir de introdução à riqueza da arte e cultura indígena e africana, os encontros irão traçar um paralelo entre artistas históricos e contemporâneos, brasileiros, europeus, indígenas e africanos. As aulas acontecerão a partir de conversas coletivas, que constituirão um repertório estético comum entre as crianças, que serão estimuladas a observar geometrias orgânicas, presentes na arquitetura do palacete e na área do parque. A finalização do processo tomará a forma de um caderno de imagens. Materiais diversos, como: régua e lápis de cor/cera, dobraduras e recortes em papel e argila.

Parquinho Lage
Escola de Artes Visuais do Parque Lage
Rua Jardim Botânico 414, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ
21-2334-4088

Posted by Patricia Canetti at 7:11 PM

Escola em Transe: Debates e projeção Terra em Transe na EAV Parque Lage, Rio de Janeiro

Jornada comemorativa dos 50 anos do filme Terra em transe, de Glauber Rocha, com projeção do filme, conferências e debates.

Convidados: Ismail Xavier, Paloma Rocha, Rodrigo Guimarães Nunes

29 de junho de 2017, quinta-feira, das 17h às 22h

Escola de Artes Visuais do Parque Lage
Rua Jardim Botânico 414, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ

PROGRAMAÇÃO

17h – Abertura e apresentação, pela curadora Lisette Lagnado (EAV Parque Lage)

17h15 – Depoimento da produtora e documentarista Paloma Rocha, filha de Glauber

17h30 – Projeção do filme “Terra em Transe”, de Glauber Rocha

19h25 – Intervalo

19h45 – Hélio Oiticica e Glauber, comentário de Lisette Lagnado

20h – Terra em transe e o grande teatro barroco da derrota do populismo, conferência do prof. Ismail Xavier (ECA-USP)

21h – Cinema e política, palestra do prof. Rodrigo Guimarães Nunes (PUC-Rio)

21h30 – Debate com os convidados. Mediação: prof. Joel Pizzini (EAV Parque Lage)

APRESENTAÇÃO

Por ocasião dos 50 anos do filme Terra em Transe (1967) de Glauber Rocha, a curadora e crítica de arte Lisette Lagnado vem concebendo, junto com os professores do Núcleo "Imagem em Movimento" da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, uma série de pequenas homenagens, tomando o palacete do parque onde o filme foi rodado, para repensar pedagogias críticas ao longo do segundo semestre. Nas palavras do cineasta:

O que interessa é que Terra em Transe, um filme de impacto pela desordem intelectual que provoca, obriga os espectadores a pensar [...] Criticaram o filme por não oferecer uma síntese. Mas se eu tivesse oferecido uma síntese, teria feito um filme antimarxista, idealista, antidialético. [...] Fiz Terra em Transe com a aspiração de que fosse uma bomba.

O título do filme inspira a celebração "Escola em transe", que abre em junho com duas palestras analisando um marco do Cinema Novo. Outras comemorações já estão definidas, como a projeção do filme Cinema Novo, de Eryk Rocha, e apresentações de trabalhos de estudantes da EAV.

Conferência: "Terra em transe e o grande teatro barroco da derrota do populismo", Prof. Ismail Xavier

Após traçar um panorama do período para situar o impacto de Terra em transe na cultura brasileira nos anos 67-68, será feita uma leitura do filme concentrada na forma como Glauber compõe a alegoria política – que podemos associar ao “drama barroco” shakespeariano na montagem da trama em que se decidem os grandes lances nas intrigas palacianas. A alegoria se tece do embate entre personificações de lideranças da classe dominante (Diaz, Vieira, Fuentes). Cada qual tem seu lugar emblemático e o Parque Lage é o espaço decisivo no que se refere à figura de Vieira e às contradições do populismo, sendo palco do seu Grande Teatro. Mediador central da narrativa do golpe de Estado, Paulo Martins condensa a figura do jornalista-poeta que cabe analisar em relação à autoimagem dos intelectuais na época”.

Palestra: "Cinema e política", Prof. Rodrigo Guimarães Nunes

Há 50 anos, a bomba de Glauber Rocha explodiu num país vivendo o interregno entre o golpe de 1964 e o AI-5 de 1968. Como Terra em Transe apareceu aos olhos de seus contemporâneos? Que tipo de intervenção era, e porque causou tanta polêmica? Tomando estas questões como ponto de partida, esta apresentação propõe três níveis de leitura do filme - como reflexão sobre seu momento político, sobre a posição de intelectuais e artistas na política, e sobre o debate estético do período - a partir das quais é possível situar o filme em seu contexto nacional e internacional, no interior da obra de Glauber Rocha, e perguntar que explosões esta bomba pode provocar no momento presente.

CONVIDADOS

Ismail Xavier é PhD em Cinema Studies da New York University, Professor Livre-Docente do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), onde defendeu doutorado em Teoria Literária, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Aposentado em 2007, é Professor-Senior do Programa de Pós-graduação em "Meios e processos audiovisuais" da ECA-USP. Foi diversas vezes Professor-Visitante da New York University, da University of Iowa, da Université de Paris III (Sorbonne Nouvelle) e da University of Leeds, entre outras instituições. É autor de publicações sobre cinema, dentre as quais: Alegorias do subdesenvolvimento: O Discurso Cinematográfico: a opacidade e a transparência; Cinema Novo, Tropicalismo, Cinema Marginal; El discurso cinematográfico: la opacidad y la transparencia; Glauber et l’esthétique de la faim; Allegories of Underdevelopment: Aesthetics and Politics in Brazilian Modern Cinema.

Rodrigo Guimarães Nunes é PhD em Filosofia pelo Goldsmiths College, Universidade de Londres, e professor de filosofia moderna e contemporânea da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). É autor do livro Organisation of the Organisationless. Collective Action After Networks (Mute/PML Books, 2014) e colaborador de diversas publicações nacionais e internacionais, como Radical Philosophy, Les Temps Modernes, Serrote, Historical Materialism, The Guardian, Al Jazeera, Jacobin, El País e Folha de S. Paulo. Como curador, organizou o programa "Stronger Are the Powers of the People": Politics, Poetics and Popular Education in Brazilian Cinema, 1962-1979, apresentado em Londres (No.w.here, 2009) e Berlim (EiszeitKino, 2011). Seu ensaio "Terra em Transe, Cinema e Política: 45 anos" foi premiado no Primeiro Prêmio de Ensaísmo da revista Serrote em 2011.

Joel Pizzini é cineasta, pesquisador, autor de ensaios documentais premiados internacionalmente como “Caramujo-Flor” (1988), “Enigma de Um Dia”(1996)”Glauces” (2001) e “Dormente” (2006), Joel Pizzini conquistou com os longas”500 Almas” (2004) e “Anabazys”(2009), além da seleção oficial no Festival de Veneza, os prêmios de Melhor Filme, Som, Fotografia, Especial do Júri, Montagem, nos Festivais do Rio, Mar Del Plata, e Brasília. Para a televisão, a convite do Canal Brasil,realizou os retratos “Um Homem Só”(2001), “Elogio da Luz”(2003), “Retrato da Terra”(2004), “Helena Zero” (2006), entre outros. Conselheiro da Escolado Audiovisual de Fortaleza e Professor da PUC- Rj (pós-graduação em Comunicação) e Faculdade de Artes do Paraná, Pizzini foi artista residente da Unicamp do Arsenal/Fórum da Berlinale, dentro do projeto “Living Archive”. Trabalha ainda como Curador da Restauração da obra de Glauber Rocha.

Comissão organizadora: Joel Pizzini, Lisette Lagnado, Lucas Parente, Marcos Bonisson, Ricardo Mansur, Rosa Melo, Ulisses Carrilho.

Posted by Patricia Canetti at 2:42 PM

junho 26, 2017

Debates da Arte Contemporânea: Leda Catunda e Paulo Miyada no Espaço das Artes ECA-USP, São Paulo

A quinta edição da série Debates da Arte Contemporânea traz uma conversa entre a artista Leda Catunda e o curador e critico Paulo Miyada, com mediação de Ilê Sartuzi, da ECA-USP e organizador da série.

28 de junho de 2017, quarta-feira, às 19h30

Espaço das Artes ECA-USP (antigo MAC-USP) - Auditório
Rua da Praça do Relógio 160, Cidade Universitária, São Paulo

Debates da Arte Contemporânea é um projeto desenvolvido por graduandos do Depto. de Artes Plásticas da ECA-USP, que promove mesas de debate com artistas, críticos, historiadores e pesquisadores de arte, criando um espaço de discussão contínua sobre a produção recente na arte contemporânea. A iniciativa pretende também colocar em pauta o debate já existente na esfera das artes na própria Universidade e no meio cultural da cidade.

Neste quinto encontro da série, Leda Catunda e Paulo Miyada abordam a ampla produção da artista, incluindo suas obras mais recentes expostas recentemente em mostra com curadoria de Miyada. Além disso, serão levantadas questões centrais que animam a produção de Leda, que envolvem também a curadoria realizada pela artista da exposição “A Bela e a Fera”, atualmente em cartaz na Central Galeria de Arte, em São Paulo.

Leda Catunda é artista plástica. Doutora pela ECA/USP realizou inúmeras exposições individuais e coletivas importantes desde os anos 1980, das quais se destacam individuais em instituições como o Instituto Tomie Ohtake (2016), Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2013), Pinacoteca do Estado de São Paulo (2009), Museu de Arte de Ribeirão Preto (2005), Centro Cultural São Paulo (2003, 1992), Centro Universitário Maria Antonia (2003), entre outras.

Paulo Miyada é curador e pesquisador de arte contemporânea. Possui mestrado em História da Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP, faculdade pela qual também é graduado. É curador do Instituto Tomie Ohtake (São Paulo) onde coordena o Núcleo de Pesquisa e Curadoria e colaborou com diversas exposições, entre elas “Tomie Ohtake 100-101” (2015), “Nelson Felix: Verso” (2013) “Paulo Bruscky: Banco de Ideias” (2012) e o programa “Arte Atual” (desde 2013). Também no Instituto, co-coordena o programa de cursos da Escola Entrópica, em que é professor. Foi assistente de curadoria da 29ª Bienal de São Paulo (2010) e integrou a equipe curatorial do “Rumos Artes Visuais” do Itaú Cultural (2011-2013) e da edição retrospectiva desse programa realizada em 2014.

Ilê Sartuzi é artista plástico e aluno do Departamento de Artes Plásticas da USP, organizador do projeto de Debates da Arte Contemporânea.

Posted by Patricia Canetti at 12:09 PM

junho 19, 2017

Curso Exercícios Curatoriais no CPF do Sesc, São Paulo

Dirigido aos profissionais, pesquisadores e estudantes interessados em práticas curatoriais, o curso Exercícios Curatoriais, que o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc realiza em parceria com a Escola Entrópica, propõe uma oportunidade de imersão em reflexões e exercícios do campo da curadoria, constituindo um processo de formação dos participantes que atuam ou pretendem atuar na área ou em processos relacionados.

Desenvolvido em 16 encontros, de 4 de setembro a 2 de dezembro, o curso combina exercícios, pesquisas, leituras e seminários. As aulas serão ministradas por nomes como Paulo Miyada, Galciani Neves, Gabriel Zacarias e Jorge Menna. Já os seminários contarão com as presenças de Moacir dos Anjos e Nuno Ramos.

Inscrições até 26 de junho de 2017

Centro de Pesquisa e Formação do Sesc
Rua Dr. Plínio Barreto 285/4º andar, São Paulo, SP
11-3254-5600
Segunda a sexta, 10-22h; sábados, 9h30-18h30

APRESENTAÇÃO

A curadoria, área de atuação que se consolidou gradualmente entre as décadas de 1960 e 1990, é amplamente reconhecida como campo de conhecimento efetivo no sistema da arte. No caso brasileiro, muitos dos profissionais em atuação possuem formação em outras áreas (história, arte, comunicação, arquitetura...) e podem ser considerados autodidatas no que tange à curadoria. Isso gera certo legado e também alguma dúvida sobre como podem constituir-se espaços de formação e aprofundamento nesse assunto.

Dirigido aos profissionais, pesquisadores e estudantes interessados em práticas curatoriais, o curso Exercícios Curatoriais, que o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc realiza em parceria com a Escola Entrópica, propõe uma oportunidade de imersão em reflexões e exercícios do campo da curadoria, constituindo um processo de formação dos participantes que atuam ou pretendem atuar na área ou em processos relacionados.

O curso baseia-se na experimentação como motor para a pesquisa e discussão contínua, criando uma plataforma de amadurecimento individual e coletivo de processos que vão da escrita e leitura até o desenvolvimento de projetos curatoriais. Parte-se do princípio de que os saberes, conceitos e metodologias da curadoria são construídos junto ao contato com obras, artistas, públicos e contextos e não podem ser formatados como um conteúdo idealizado antecipadamente.

Desenvolvido em 16 encontros, o curso combina exercícios, pesquisas, leituras e seminários. As aulas serão ministradas por nomes como Paulo Miyada, Galciani Neves, Gabriel Zacarias e Jorge Menna. Já os seminários contarão com as presenças de Moacir dos Anjos e Nuno Ramos.

O curso acontece de 4 de setembro a 2 de dezembro. As inscrições para o processo seletivo vão até o dia 26 de junho. Mais informações no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc (sescsp.org.br/cpf).

Gabriel Zacarias, professor de História da Arte da Universidade Estadual de Campinas. Possui pós-doutorado pela Universidade de São Paulo e pela École des Hautes Études en Sciences Sociales. Foi bolsista do programa Erasmus Mundus da União Europeia nos níveis de Mestrado e Doutorado, estudando nas universidades de Bergamo e Bolonha, na Itália, e nas universidades de Estrasburgo, Perpignan e Paris 10, na França. É membro do comitê editorial da revista Marges, revue d'art contemporain, editada pela Universidade de Paris 8.

Galciani Neves, curadora, professora e pesquisadora no campo das artes visuais. Mestre e doutora em Comunicação e Semiótica na PUC-SP. Atualmente, é professora do Curso de Artes Visuais e da Pós-Graduação em Fotografia e em Práticas artísticas contemporâneas na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). É professora colaboradora no Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Ceará. É co-coordenadora da Escola Entrópica (Instituto Tomie Ohtake - SP).

Jorge Menna Barreto, artista e pesquisador. Há 20 anos deixa que o lugar determine aquilo que irá construir e, mais recentemente, o que irá comer. É professor no Instituto de Artes da UERJ e doutor em Poéticas Visuais em Artes pela USP (2012). Desde sua pesquisa de pós-doutorado na UDESC (2014), tem investigado relações possíveis entre agroecologia e as práticas site-specific em arte. Em 2016 participou da 32a Bienal de São Paulo com a obra RESTAURO: Escultura Ambiental.

Juliana Braga possui Graduação em História e Especialização em Museologia, ambos pela Universidade de São Paulo (USP) e Mestrado em Gestão e Políticas Públicas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Gerente de Artes Visuais e Tecnologia do SESC São Paulo. Atua na entidade desde o ano 2000, sendo responsável pelo departamento que coordena e orienta o programa de artes visuais das unidades da rede Sesc no estado de São Paulo.

Moacir dos Anjos, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, onde coordena, desde 2009, o projeto de exposições Política da Arte. Foi diretor do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães - MAMAM (2001-2006), Recife, e pesquisador visitante no centro de pesquisa TrAIN – Transnational Art, Identity and Nation, University of the Arts London (2008-2009). Foi curador do pavilhão brasileiro (Artur Barrio) na 54ª Bienal de Veneza (2011), curador da 29ª Bienal de São Paulo (2010), co-curador da 6ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre (2007), e curador do 30º Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna (2007), São Paulo.

Nuno Ramos, artista e escritor. Formou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo em 1982. Participou de diversas exposições coletivas, como a Bienal de Veneza de 1995 e a 29ª Bienal Internacional de São Paulo em 2010. Em suas exposições individuais, destacam-se as recentes “Ensaio Sobre a Dádiva”, na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre (2014) e “Houyhnhnms”, na Estação Pinacoteca em São Paulo (2015). Publicou diversos livros, incluindo Ó, Editora Iluminuras (ganhador do Prêmio Portugal Telecom de Literatura). Podemos encontrar ainda em sua produção gravuras, pinturas, fotografias, instalações, vídeos e canções.

Paulo Miyada, curador e pesquisador de arte contemporânea. Possui mestrado em História da Arquitetura e Urbanismo pela FAU - USP, pela qual também é graduado. É curador do Instituto Tomie Ohtake, onde coordena o Núcleo de Pesquisa e Curadoria, além de co-coordenar o programa de cursos da Escola Entrópica, em que é professor. Foi assistente de curadoria da 29a Bienal de São Paulo (2010) e integrou a equipe curatorial do Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural (2011-2013).

Posted by Patricia Canetti at 11:41 AM

junho 6, 2017

Seminário AVXLab Camadas Informacionais no CCSP, São Paulo

O seminário integra o projeto AVXLab que é formado por um processo de residência artística e laboratorial, uma mostra audiovisual expandido e uma publicação de referência sobre as questões suscitadas pelas obras artísticas apresentadas assim como pelo próprio seminário.

9 a 11 de junho de 2017

Centro Cultural São Paulo
Sala Paulo Emílio do Circuito Spcine de Cinema
Rua Vergueiro 1000, Paraíso, São Paulo, SP
Inscrições online para 80 vagas gratuitas

PROGRAMAÇÃO

9 de junho, sexta-feira, das 19h15 às 22h
MESA 1
DE VOLTA AO ESSENCIAL
(abstração, poeira, névoa, invisibilidade, imaterialidade)
O cinema em busca de suas ancestralidades, suas qualidades mais intrínsecas, associadas ao enlevo psicológico e sensorial proporcionado pela manipulação da luz – condição mínima e essencial para o acontecimento cinemático.
PARTICIPANTES
_ Mirella Brandi x Muep Etmo
(artistas residentes AVX Lab),
_ Claudio Bueno (artista e pesquisador – a confirmar),
_ Mario Ramiro (artista, professor ECA USP),
_ Lucia Koch (artista – a confirmar),
_ Lucas Bambozzi (AVX Lab, mediador)

10 de junho, sábado, das 15h às 18h
MESA 2
ESPAÇO INFORMACIONAL EM DADOS
(estética de banco de dados, datavisualização, estatística, análise computacional)
O cinema gerado por sistemas complexos, a partir de massas abstratas de informação ou derivadas de processos de análise cientÍfica, política ou social. As estratégias e técnicas da estatística, do design, softwares generativos e da análise computacional gerando uma experiência estética e audiovisual.
PARTICIPANTES
_ Henrique Roscoe e Caio Fazolin
(artistas residentes AVXLab),
_ Fabio Malini (pesquisador UFES),
_ Giselle Beiguelman (artista, professora FAUUSP – a confirmar),
_ Javier Cruz (programador, projeto Moebio),
_ Eduardo Fernandes (AVXLab mediador)

11 de junho, domingo, das 15h às 18h
MESA 3
A EXPERIÊNCIA FÍSICA
(filme, objeto, interação, internet das coisas, materialidade)
As inter-relações entre obras decorrentes da experiência física com o processo artístico em convívio com a desmaterialização acentuada pelos processo digitais e em modo online. Os modelos de produção decorrentes do tráfego de informações em rede tangenciam objetos reais criando interdependências entre conceitos, entre o real e o virtual. O diálogo entre a aparente imaterialidade dos processos tecnológicos atuais e a busca da corporeidade háptica e palpável proporcionada pelo material fílmico, químico e físico.
PARTICIPANTES
_ Letícia Ramos (artista residente AVXLab),
_ Andres Denegri (BIM – Bienal de la Imagen en Movimiento),
_ Fernanda Pessoa (artista, cineasta),
_ Roberto Cruz (curador),
_ Demétrio Portugal (AVXLab mediador)

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Posted by Patricia Canetti at 11:08 AM

junho 5, 2017

Simpósio Consciência Cibernética [?] no Itaú Cultural, São Paulo

Enquanto a exposição Consciência Cibernética [?] apresenta um olhar artístico sobre a evolução de hardwares e algoritmos, o simpósio propõe reflexões sobre a construção dessas obras e seu contexto atual.

8 e 9 de junho de 2017 - 15h e 19h

Itaú Cultural
Sala Itaú Cultural (piso térreo) – 224 lugares
Avenida Paulista 149, São Paulo, SP

APRESENTAÇÃO

O uso de recursos como algoritmos genéticos, redes neurais, processamento não digital e big data é explorado e debatido por artistas e técnicos convidados, que falam ainda de suas obras, de seus processos criativos e da relação com o tema da exposição.

Na quinta (8), às 15h, acontece um debate entre Jon McCormack, Pascal Dombis, Christa Sommerer e Laurent Mignonneau e Regina Silveira – todos com obras na mostra. Já às 19h, Marcus Vinicius Ferreira, arquiteto de soluções da Amazon Web Services (AWS), discute inteligência artificial.

No dia 9, José Wagner Garcia, Claudio Pinhanez, Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti e Ruairi Glynn – que compõem a exposição – participam da mesa das 15h; às 19h, Paulo Alberto Nussenzveig, membro do Conselho Internacional da Optical Society (OSA), fala sobre informação quântica.

A apresentação do simpósio será conduzida por Nicolau Centola. Os encontros contam com tradução simultânea.

quinta 8 e sexta 9 de junho de 2017
atividades às 15h e às 19h de cada dia

duração aproximada: 120 minutos por atividade
Entrada gratuita

distribuição de ingressos
público preferencial: duas horas antes do evento | com direito a um acompanhante
público não preferencial: uma hora antes do evento | um ingresso por pessoa

PROGRAMAÇÃO

8 junho, quinta-feira, 15h
MESA ARTÍSTICA
com Jon McCormack, Pascal Dombis, Christa Sommerer e Laurent Mignonneau e Regina Silveira apresentação Nicolau Centola

8 junho, quinta-feira, 19h
KEYNOTE: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
com Marcus Vinicius Ferreira apresentação Nicolau Centola

9 junho, sexta-feira, 15h
MESA ARTÍSTICA
com Claudio Pinhanez, José Wagner Garcia, Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti e Ruairi Glynn apresentação Nicolau Centola

9 junho, sexta-feira, 19h
KEYNOTE: INFORMAÇÃO QUÂNTICA
com Paulo Alberto Nussenzveig apresentação Nicolau Centola

Posted by Patricia Canetti at 1:51 PM