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setembro 23, 2013

Pedro Reyes na Luisa Strina, São Paulo

A Galeria Luisa Strina tem o prazer de apresentar a primeira exposição individual do artista Pedro Reyes.

Pedro Reyes - Os Terraqueos, Galeria Luisa Strina, São Paulo, SP - 27/09/2013 a 26/10/2013

[Scroll down to read in English]

Pedro Reyes, 1972, nascido e baseado na Cidade do México, irá apresentar na Galeria uma exposição individual com cinco instalações inéditas.

Suizas Navajas é uma versão do tradicional Canivete Suíço, recriado a partir de objetos comprados em mercados de pulga na Cidade do México. Os canivetes receberam novas funções e mecanismos, introduzindo, por exemplo, uma flauta, uma colher e um telescópio. A interação com o público amplia as possiblidades de combinações das multifunções dos canivetes, criando a cada experimentação uma ferramenta distinta.

Seguindo a mesma proposta de alterar funções originais de objetos cotidianos, a obra The Tubular Bells é composta por uma série de sino de vento fabricados a partir de rifles, pistolas, metralhadoras e partes de revólveres. Os sinos foram criados para serem pendurados em árvores. O efeito dos ventos nos sinos estabelece um ambiente sonoro que funciona como uma lembrança - um agente de morte convertido em um agente de vida.

Esta obra é a continuação da pesquisa do artista com armas de fogo, que já rendeu os projetos Palas por Pistolas - que consiste na transformação de 1.500 armas em 1.527 pás, que por sua vez foram utilizadas para plantar 1.500 árvores – e Disarm, instrumentos musicais feitos com armas.

O trabalho Cuerpomatico é elaborado a partir de uma mesa onde estão dispostos diversos objetos recolhidos pelo artista, que compõem uma peça tátil para ser tocada e sentida pelo público. Os objetos são peças de pedra, vidro e outros materiais destinados a serem usados para massagem, carícia e fricção. Cada um dos materiais produz uma sensação específica que não é apenas física, mas também uma ativação nostálgica da memoria.

A instalação Colloquium é composta por lâminas de mármore translúcido, cortadas em formato de balões de diálogo de histórias em quadrinho, estruturadas ao modo de um castelo de cartas. Cada lâmina contêm diversas vozes, linguagens e conteúdos. Em contraposição ao termo latino “colloquium”, que em uma de suas acepções define uma palestra ou assembleia focada em determinado assunto, esta obra apresenta uma sobreposição arquitetônica e conceitual de diversos fragmentos discursivos.

A obra Os Terraqueos apresenta uma figura alongada do corpo humano, tecida à mão em lã, com braços que brotam no decorrer do tronco, como uma centopeia. As mãos ora carregam objetos como ferramentas e armas , ora representam gestos de saudação, adoração ou despedida. Cada um destes objetos e gestos atua como alegorias para as múltiplas definições acerca da espécie humana: Homo Faber, Homo Ludens, Homo Demens, Homo Economicus, Homo Reciprocans, Homo Necans, Homo Politicus.

Esta obra, de certa forma, pode nos apresentar uma chave de interpretação para a exposição, que é o resultado de um jogo arqueológico proposto pelo artista, que contrapõe as práticas discursivas do homem com a sua produção e uso de ferramentas. Este jogo passa pela ironia, quando o artista apresenta as diversas versões do Homo Sapiens, pelo lúdico com os objetos táteis, como também pela redenção, ao desativar armas e transformá-las em instrumentos sonoros.

Dentre as diversas exposições individuais do artista destacam-se: Sanatorium, Guggenheim Museum, Nova York, EUA (2011), Map Marathon, Serpentine Gallery, London, Inglaterra (2010), Conflict Resolution, San Francisco Art Institute, EUA (2008), Principles of Social Topology, Yvon Lambert Gallery, Nova York, EUA (2007). Das coletivas ressaltam-se: Festival of Ideas for the New City, New Museum, Nova York (2011), Modelos para armar. Pensar Latinoamérica desde la Colección MUSAC, MUSAC, León. Espanha (2010), Mamoyguara opá mamo pupé, 31° Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil (2009), Declaraciones, Centro de Arte Reina Sofia, Madri, Espanha (2005), The Structure of Survival, 50a Bienal de Veneza, Itália (2003).

Pedro Reyes tem obras pertencentes às seguintes coleções: Brooklyn Museum (Nova York), Museum of Fine Arts Boston, Carnegie Museum of Art (Pittsburgh), Kadist Art Foundation (Paris), Tiroche DeLeon Collection (Gibraltar), Museo Tamayo (Cidade do México), Fundación Alumnos47 (Cidade do México), Walker Art Center (Minneapolis).


Galeria Luisa Strina is pleased to present its first solo show by artist Pedro Reyes.

Pedro Reyes - Os Terraqueos, Galeria Luisa Strina, São Paulo, SP - 27/09/2013 til 26/10/2013

Suizas Navajas [Jacknives Swiss] is a traditional version of the Swiss jackknife, re- created on the basis of objects bought in flea markets in Mexico City. The jackknives have received new functions and mechanisms, introducing, for example, a flute, a spoon and a telescope. The interaction with the public expands the possibilities of different combinations of each jackknifes’ multiple uses, creating a different tool each time it is used.

Following the same proposal of altering the original functions of everyday objects, the work The Tubular Bells consists of a series of wind chimes manufactured on the basis of rifles, pistols, machine guns and parts of revolvers. The chimes are meant to be hung in trees. The effect of the wind in the chimes establishes an environment of sound that serves as a reminder – an agent of death converted into an agent of life.

This work is the continuation of the artist’s research involving firearms, which has already produced the projects Palas por Pistolas [Shovels for Pistols], where 1,500 firearms were transformed into 1,527 shovels, which in turn were used to plant 1,500 trees, as well as Disarm, where weapons were transformed into musical instruments.

The work Cuerpomatico [Bodymatic] is developed on the basis of a table on which various objects gathered by the artist are arranged, composing a tactile piece to be touched and felt by the public. The objects are pieces of stone, glass and other materials destined to be usedfor massaging, caressing and rubbing. Each of the materials produces a specific sensation that is not only physical, but also a nostalgic activation of memory.

The installation Colloquium is composed of sheets of translucent marble, cut in the shape of comic-strip speech balloons, structured like a castle of cards. Each sheet contains various voices, languages and contents. In counterpoint to the Latin term “colloquium” whose various senses include “a lecture or assembly focused on a determined subject,” this work presents an architectural and conceptual overlaying of various discursive fragments.

The work Os Terraqueos [The Earthlings] presents an elongated human body hand- woven from wool, with arms that sprout along the torso, like a centipede. Some of the hands are holding tools and weapons, while others make gestures of greeting, adoration or farewell. These objects and gestures serve as allegories for the multiple definitions of the human species: Homo faber, Homo ludens, Homo demens, Homo economicus, Homo reciprocans, Homo necans, and Homo politicus.

In a certain way, this work can provide us with a key for interpreting the exhibition, which is a result of an archaeological game proposed by the artist, comparing man’s discursive practices with his production and use of tools. This game involves irony, when the artist presents various versions of Homo sapiens, as well as playfulness, in the case of the tactile objects, and even redemption, by deactivating weapons and transforming them into sound-producing instruments.

ABOUT THE ARTIST

The artist’s various solo shows have most notably included Sanatorium, Guggenheim Museum, New York, USA (2011); Map Marathon, Serpentine Gallery, London, England (2010); Conflict Resolution, San Francisco Art Institute, USA (2008); and Principles of Social Topology, Yvon Lambert Gallery, New York, USA (2007). Group shows he has participated in include Festival of Ideas for the New City, New Museum, New York (2011); Modelos para armar. Pensar Latinoamérica desde la Colección MUSAC, MUSAC, León, Spain (2010); Mamoyguara opá mamo pupé, 31st Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brazil (2009); Declaraciones, Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Spain (2005); and The Structure of Survival, 50th Venice Biennale, Italy (2003).

Artworks by Pedro Reyes figure in the following collections: Brooklyn Museum (New York), Museum of Fine Arts Boston, Carnegie Museum of Art (Pittsburgh), Kadist Art Foundation (Paris), Tiroche DeLeon Collection (Gibraltar), Museo Tamayo (Mexico City), Fundación Alumnos47 (Mexico City), and Walker Art Center (Minneapolis).

Posted by Patricia Canetti at 7:39 AM