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maio 11, 2021

Desenho de Lina Bo Bardi é tema de semana no MASP

LinaBoBardi_MASP.jpg

Estudo preliminar - Esculturas praticáveis do Belvedere do Museu de Arte Trianon, 1968, de Lina Bo Bardi, é a escolha do mês de maio para o desafio masp desenhos em casa. Tanto adultos quanto crianças podem participar: basta fazer a própria versão da obra e publicar no Instagram marcando o @masp e utilizando a #maspdesenhosemcasa até as 23h59 de domingo, 16 de maio. Na segunda, dia 17, o museu irá selecionar alguns desenhos na mesma rede social. Os autores receberão um Amigo MASP, que dá direito a frequentar o museu gratuitamente por um ano.

Lina Bo Bardi (1914-1992) formou-se em arquitetura em Roma, Itália, e, transferindo-se para Milão, foi editora da revista Domus, importante periódico de arquitetura e design. Em 1946, casou-se com o crítico e marchand Pietro Maria Bardi (1900-1999) e mudou-se com ele para o Brasil para trabalhar na fundação do MASP. Bo Bardi projetou as instalações do museu em sua antiga sede, na rua 7 de Abril, além de participar de sua programação como curadora, arquiteta, designer e editora. Em 1957, começou o projeto da sede do MASP na avenida Paulista, inaugurada em 1968. No desenho Estudo preliminar—Esculturas praticáveis do belvedere Museu Arte Trianon (1968), Bo Bardi apresenta suas ideias para o Vão Livre do MASP, pensado como uma praça para uso livre e lúdico da população, criando uma interface entre o museu e a cidade.

O trabalho também será tema do Diálogos no acervo na quarta, 12 de maio, às 16h. O projeto apresenta, por meio de encontros virtuais no Instagram, obras do acervo do museu abordando elementos como biografia do artista, contexto histórico e técnica. A live será com Waldiael Braz, assistente de mediação e programas públicos, MASP.

Zeuler R. Lima, professor, arquiteto, artista, pesquisador e curador, e Guilherme Giufrida, assistente curatorial, comunicação e marketing, MASP, conversam sobre vida e obra de Lina Bo Bardi, principalmente sobre seus desenhos, na próxima quinta, 13 de maio, às 18h. Zeuler lançou em 7 de maio, pela Companhia das Letras, a biografia “Lina Bo Bardi - O que eu queria era ter história”, fruto de 20 anos de pesquisa sobre a arquiteta ítalo-brasileira.

Zeuler R. Lima, professor da Washington University in St. Louis, é arquiteto, artista, pesquisador e curador com formação em arquitetura e urbanismo pela FAUUSP e pós-doutorado em literatura comparada pela Columbia University. Escreveu extensamente e curou exposições internacionais sobre a vida e a obra da arquiteta Lina Bo Bardi, tendo sua pesquisa sobre ela recebido o Prêmio Bruno Zevi de história e crítica da arquitetura.

Parceiros estratégicos: Itaú e Vivo / Patrocinador do projeto Desenhos em Casa em conexão com Diálogos no Acervo: EMS

Publicado por Patricia Canetti às 10:46 AM


maio 10, 2021

Danielle Fonseca lança seu primeiro livro de poesia e prosa com bate-papo com Marisa Mokarzel

Em 10 de maio de 2021, segunda-feira, às 19h, a artista visual e escritora Danielle Fonseca lança seu primeiro livro de poesia e prosa, e junto com a curadora Marisa Mokarzel, fará um bate papo falando sobre seu processo de escrita, sobre literatura e canções também. Temas que povoam o conteúdo do livro. O título foi retirado da canção de Caetano Veloso e Gilberto Gil “As Ayabás”, é uma canção que pra mim é um pedido de passagem, pedido de licença a literatura para que eu possa me apresentar nesse território literário, dessa vez com meu primeiro livro.

Danielle conta que escreve desde a adolescência, já publicou em coletâneas, sites, blogs e revistas literárias, mas somente agora publicará seu primeiro livro que terá poesia e prosa. O projeto de reunir alguns textos surgiu durante o ano passado, devido a esse período de suspensão, de pandemia, a artista pôde organizar os textos e finalmente publicar os textos. O livro me ajudou a enfrentar melhor esse período que ainda estamos vivendo, na verdade foi um exercício de resistência e sobrevivência. Nele estão minhas referências literárias, musicais e memórias. Tem um pouco de Caetano, Augusto de Campos, Gertrude Stein, Virgínia Woolf, e Eneida de Moraes.

Além do livro, Danielle fez uma ação onde convidou algumas pessoas para ler em vídeo um dos poemas do livro, participaram do projeto: a cantora e atriz Cida Moreira, a curadora Marisa Mokarzel, a historiadora Bárbara da Fonseca Palha, a escritora Rosane Preciosa, o escritor Júlio Mendonça, o cantor e compositor Péricles Cavalcanti, a artista visual Juliana Notari. Foi uma maneira de interagir e dialogar mesmo que à distância com alguns amigos e amigas ligadas as artes e literatura. Sobre o livro a curadora e escritora Marisa Mokarzel escreveu na apresentação Não consegui me distanciar da trama, do poema. Móvel, fui de palavra em palavra, de imagem em imagem ao encontro dos múltiplos rostos de Danielle. Não havia uma artista, uma poeta, havia tantas que tive de reconhecer que para navegar mares, rios e terras tinha que me deixar ir, fluir com o vento, fosse tempo de tempestade ou calmaria.

O livro teve a capa e o design gráfico feito pelo poeta, tradutor e designer gráfico André Vallias, a editoração de Elaynia Ono, a revisão de Bárbara da Fonseca.

O livro foi selecionado através do Edital Livro e Leitura da Lei Aldir Blanc, fundamental apoio aos artistas nesse período tão difícil de produção artística em geral.

Lançamento de livro com bate-papo com Danielle Fonseca e Marisa Mokarzel
Nenhum outro som no ar pra que todo mundo ouça
10 de maio, segunda-feira, às 19h
Plataforma Zoom e YouTube
Informações e vendas: @banzaipipelineproducoes

Publicado por Patricia Canetti às 12:13 PM


maio 6, 2021

Projeto Latitude leva galerias brasileiras às edições de Frieze New York e NADA House

Galerias brasileiras participam de feiras de Nova Iorque com apoio do Projeto Latitude. Com formato presencial e online, as edições de Frieze New York e NADA House 2021 têm início em 5 e 8 de maio, respectivamente.

Em maio a cidade de Nova Iorque irá abrigar algumas feiras de arte contemporânea, como a Frieze New York e a NADA House. Cinco galerias brasileiras participam destas feiras com o apoio do projeto Latitude - Platform for Brazilian Art Galleries Abroad, uma parceria da ABACT (Associação Brasileira de Arte Contemporânea) e Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

FRIEZE NEW YORK

Quatro galerias brasileiras participam do evento, que realiza sua 10ª edição, de 5 a 14 de maio, agora em novo local, o The Shed, que fica na região de Manhattan. Frieze retorna após sua edição presencial cancelada por conta da pandemia em 2020, com atrações presenciais em menor formato de 5 a 9 de maio, mas conta também com exposições online na Frieze Viewing Room entre os dias 5 e 14 de maio.

Entre as galerias participantes estão a Fortes D’ Aloia & Gabriel, Galeria Marília Razuk, Galeria Nara Roesler e Mendes Wood DM. Mais informações sobre a feira podem ser encontradas em: www.frieze.com/fairs/frieze-new-york e http://frieze.com/viewingroom.

A Fortes D’Aloia & Gabriel preparou um projeto especial para a Frieze, intitulado ‘Unnamable (Inominável)’. São fotos, pinturas, esculturas e produções audiovisuais que retratam o zeitgeist abordando questões do colonialismo, violência, religião, censura, e o retrato, através da arte, dos caminhos da sociedade brasileira. Os artistas participantes deste projeto são: Mauro Restiffe, Tiago Carneiro da Cunha, Yuli Yamagata, Ivens Machado, Ernesto Neto, Erika Verzutti, Adriana Varejão, Cristiano Lenhardt, Márcia Falcão, Tamar Guimarães, Kasper Akhoj, Bárbara Wagner e Benjamin de Burca.

A Galeria Marília Razuk apresenta ‘Poéticas Para Adiar o Fim do Mundo’, que tem produções de artistas que foram destaque na segunda metade do século XX. As obras são um reflexo de interações pessoais de cada um com o mundo à sua volta. Entre os artistas estão José Leonilson, Eleonore Koch, Johanna Calle, Maria Laet, Vanderlei Lopes e Mariana Serri.

A Galeria Nara Roesler apresenta nos formatos presencial e online da Frieze um diálogo das diferentes práticas no retrato do “eu” pelo ponto de vista de três artistas brasileiros: Cristina Canale, Carlito Carvalhosa e Amelia Toledo. A seleção de obras traz a oportunidade de entender como as diversas formas do retrato de si acabam se coincidindo. A exposição conta com trabalhos icônicos de Carlitos no espelho, o engajamento de Cristina com retratos abstratos, e as obras interativas de Amelia com sons. O objetivo é mostrar a pluralidade e liberdade que deve existir quando houver a narrativa de construção da própria imagem.

A Mendes Wood DM também estará na Frieze de forma híbrida (presencial e online) e apresenta uma seleção especial de obras de alguns artistas representados pela galeria: Solange Pessoa, Sonia Gomes, Rubem Valentim, Paulo Monteiro, Marina Perez Simão, Giangiacomo Rossetti, Maaike Schoorel, Wallace Pato, Paulo Nazareth, Matthew Lutz-Kinoy, Paloma Bosquê, Lynda Benglis, Sofia Borges e Neïl Beloufa.

NADA HOUSE

Outra feira que acontece no mês de maio em Nova Iorque é a NADA House (do grupo The New Art Dealers Alliance), que promove sua 3ª edição neste ano. Serão cerca de 66 galerias e mais de 100 artistas participando no evento a ser realizado em formato presencial, de 08 de maio a 01 de agosto. As exposições serão montadas em cerca de 50 salas em prédios localizados em diferentes bairros de Nova Iorque. A galeria brasileira CASANOVA participa deste evento. Mais informações sobre a feira podem ser encontradas em: www.newartdealers.org/programs/nada-house/

Na NADA House, a CASANOVA apresenta uma instalação que conecta os trabalhos de Ignacio Gatica e Martin La Roche. Ignacio apresenta uma seleção de relógios de coleção usados em campanhas presidenciais dos EUA, programados para tocar em horários específicos, relacionados a eventos históricos nos quais as intervenções do país americano no resto do mundo acabaram moldando o presente. Já Martin traz pedaços de palavras cruzadas em diferentes idiomas formando uma grande arquitetura que possibilita ao espectador ressignificar as palavras cruzadas como uma tecnologia para medir as palavras e os significados que nos rodeiam. Ambas apresentações fazem o público pensar sobre o que dita a maneira como usamos nossa memória e, especificamente, quais dessas memórias e eventos moldaram o escopo de nosso olhar.

Sobre o Latitude - Platform for Brazilian Art Galleries Abroad

O Latitude é um programa desenvolvido por meio de uma parceria firmada entre a Associação Brasileira de Arte Contemporânea - ABACT e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos - Apex-Brasil, para promover a internacionalização do mercado brasileiro de arte contemporânea. Criado em 2007, conta hoje com quase 60 galerias de arte do mercado primário, localizadas em sete estados brasileiros e Distrito Federal, que representam mais de 1000 artistas contemporâneos. Seu objetivo é criar oportunidades de negócios de arte no exterior, fundamentalmente através de ações de capacitação, apoio à inserção internacional e promoção comercial e cultural.

O volume das exportações definitivas e temporárias das galerias do projeto Latitude vem crescendo significativamente. Em 2007, foram exportados US$ 6 milhões e, de acordo com a última Pesquisa Setorial Latitude publicada, em 2017 atingiu-se mais de US$ 65 milhões. As galerias Latitude foram responsáveis por 42% do volume total das exportações do setor no ano.

Desde abril de 2011, quando a ABACT assumiu o convênio com a Apex-Brasil, foram realizadas 48 ações em mais de 26 diferentes feiras internacionais, com aproximadamente 300 apoios concedidos a galerias Latitude. Neste mesmo período, foram trazidos ao Brasil aproximadamente 250 convidados internacionais, entre curadores, colecionadores e profissionais do mercado, em 23 edições de Art Immersion Trips. Além dessas ações, o Latitude realizou cinco edições de sua Pesquisa Setorial, com dados anuais sobre o mercado primário de arte contemporânea brasileira.

Publicado por Patricia Canetti às 5:52 PM


Antonio Bokel no Correios, Niterói

Espaço Cultural Correios Niterói exibe obras inéditas do artista carioca que questionam a relação homem, natureza e tecnologia

A literatura sempre pautou o trabalho de Antonio Bokel. A poesia concreta de Augusto de Campos foi um importante disparador de sua obra, bem como os escritos de Fernando Pessoa, José Saramago e Carlos Drummond de Andrade. O conflito entre Deus e Satã narrado em Paraíso Perdido, épico do poeta inglês John Milton (1608-1674), foi a leitura de Bokel durante o início da quarentena, no ano passado. Em dez mil versos sobre a criação do mundo, o clássico relata a vingança dos anjos expulsos do Paraíso em confronto com a criação divina: o homem. Publicado em 1667, esse marco da literatura ocidental dá título à exposição que será aberta no Espaço Cultural Correios Niterói, no dia 20 de março. Com curadoria de Ana Carolina Ralston, a individual O Paraíso Perdido reunirá cerca de 30 obras realizadas, em sua maioria, a partir da pandemia.

“Em 2020, ao longo do período de isolamento social, iniciei um projeto de estudo sobre a difícil relação entre o homem, a natureza e a tecnologia. A partir desse mergulho, criei trabalhos que dialogam com os paradoxos desta problemática. Por trás de pinturas, fotografias e esculturas contextualizadas no momento de mudanças em que a humanidade se encontra, há o desejo de apontar um novo caminho. A pandemia me trouxe aprendizados fundados na observação da natureza e do que há de transcendente em seus fenômenos. A transformação é necessária e acredito que o resgate de uma dinâmica cotidiana mais simplificada e afetiva é uma via de saída”, reflete Bokel.

Outro elemento que funda a trajetória de Antonio é a rua. Pode se dizer que a estética das intervenções gráficas urbanas foi uma constante em seu percurso até aqui. Em tempos de propagação acelerada da Covid-19, em que o recolhimento é garantia de vida, além de determinante ético diante do coletivo, como se estabelecem a prática e os processos deste artista, longe da poética das ruas? “Me isolei na região serrana do Rio, num sítio no meio da mata. O contato com a terra e a convivência com as pessoas de lá ensinam uma filosofia de vida e trabalho que faz muito mais sentido”, revela.

Questionador e de produção compulsiva, Bokel passou a trafegar, há cerca de oito anos, no eixo Rio-Itaipava onde criou uma extensão de seu ateliê. Os reflexos da aproximação direta com a terra e a paisagem natural desaguam plasticamente em sua obra: alguns trabalhos tridimensionais evocam as dissonâncias da relação homem X natureza, sob a forma de manifestos visuais. É o caso da série ‘Cura’, de 2016, e da instalação ‘Ciclo vida e morte’, de 2018, em bronze, cimento e semente de abacate. Ambas integram a mostra Paraíso Perdido que, além da produção recente, revisita trabalhos mais antigos.

A pesquisa por materiais alternativos, outra característica recorrente, revela a inquietude estética do artista indicado ao Prêmio Pipa em 2015 e 2019. A escultura ‘Tri pé’, de 2021, foi construída com cimento, tripé, terra e planta. Elementos geométricos de intensa força cromática também são frequentes, como na pintura construtivista ‘Além da imaginação’ (2021). A natureza cíclica da vida e a temática da fertilidade, ligada à terra, surgem em formas circulares ou mais literalmente, como na tela ‘Grávidas’ (2021).

Para Ana Carolina Ralston, “a dualidade disruptiva da obra de Bokel ressalta a intersecção desse conturbado território que busca habitar: as metrópoles contemporâneas, a linguagem da arte de rua, a tecnologia, a mistura de traços e gestos que vai de encontro a referências naïf ligadas à essência humana e à vida simples e autossustentável. Com a natureza colocando a existência em cheque, o artista reforça a união dessas duas vertentes como único meio para nossa salvação”, analisa a curadora. “Assim como o poeta inglês, Bokel busca através de sua obra um paraíso perdido. Há anos, seu corpo e mente se uniram na tentativa de fazer coexistir o rural e o urbano em sua produção. O resultado dessa transfusão de realidades deu origem à exposição que será aberta no Espaço Cultural Correios Niterói”, conclui.

Antonio Bokel nasceu no Rio de Janeiro, em 1978. Formou-se em Design Gráfico pela Univercidade, em 2004. Realizou sua primeira exposição individual em 2003, na Ken’s Art Gallery, em Florença, Itália, onde residiu e fez cursos de fotografia e história da arte. No Rio de Janeiro, teve aulas de modelo vivo com Bandeira de Mello e fez cursos de pintura, com João Magalhães e com Luiz Ernesto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Nos últimos 20 anos, tem apresentado seu trabalho no Brasil e no exterior.

Principais exposições: 2012, exposição Gramática Urbana, no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, curadoria Vanda Klabin, Rio de Janeiro. 2013 Transfiguração do Rastro, Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica curadoria Bruno Garcia. 2014 individual Na Periferia do Mundo, Centro Cultural da Justiça Federal, curadoria Vanda Klabin. Rio de Janeiro. 2015 La Nature d’or galeria Mercedes Viegas, curadoria Mario Gioia, Rio de Janeiro. 2014 Novas aquisições MAM, museu de arte moderna do Rio de Janeiro curadoria Luiz Camillo Ozorio. 2016 Nada Além das Palavras Galeria Matias Brotas, curadoria Daniela Name, em Vitória. 2016 exposição Point of View / site specific, nos jardins do Palácio da Pena em Sintra, Portugal. 2017 Exposição Tudo que está coberto, galeria Aura, curadoria Paulo Galinna, São Paulo. 2018 Exposição Ver Rever, Centro Cultura dos Correios, curadoria Vanda Klabin, Rio de Janeiro. 2018 Exposição Inquiet(ação), AM Galeria, Belo Horizonte. Pinta Plattaforms Project. Curadoria de Roc Laseca. Miami 2019. Residências Artísticas: AAAAA No Thing But Truth, na Sid Lee Collective Gallery, Amsterdam, Holanda. ARTUR - Artistas Unidos em Residência, em Lagos, Portugal. Cidadela Art District, Cascais, Portugal. React Contemporary, Angra do Heroismo, Ilha terceira, Açores.

Indicado ao Prêmio Pipa em 2015 e 2019, o artista integra os acervos do Museu de Arte do Rio e do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Publicado por Patricia Canetti às 1:13 PM


Vânia Mignone na Casa Triângulo, São Paulo

A Casa Triângulo tem o prazer de apresentar a décima segunda exposição individual de Vânia Mignone na galeria, coincidindo com o lançamento do novo livro da artista. A publicação, primeira monografia da artista, foi editada pela Piña Cultura e conta com texto introdutório e entrevista com o curador Gabriel Pérez-Barreiro.

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Vânia Mignone é reconhecida por suas pinturas que exploram um universo infinito e particular, mas que, ao encontrar os olhos do observador, acabam por se tornar plurais. Não há como se confrontar com a obra da artista sem confrontar a si próprio. Há, em suas retratações, uma forte semelhança com a fotografia; o recorte de uma cena efêmera é aqui trabalhado e imbuído de significados que não só evidenciam um questionamento intenso sobre o humano, mas também o faz refletir sobre si. A artista traz à luz da consciência situações e momentos aparentemente casuais, mas que carregam toda uma narrativa oculta que ela faz questão de explorar. Mignone evidencia por meio de suas obras o desconforto no que por nós já é conhecido e familiar.

Através dos seus recortes e colagens, Vânia traz profundidade ao que é colocado sobre a lupa observadora da artista que o esmiúça ativamente; o completa com palavras e símbolos, como observado por Gabriel Pérez-Barreiro: “o texto também tem um papel central na obra de Mignone. Quase todas as pinturas incluem uma palavra ou uma frase curta que nunca é descritiva, mas sempre altamente evocativa. Tais palavras servem quase como letras musicais de uma composição visual, e trazem referências que são poéticas e expansivas. Esses enunciados são parte integral do trabalho, incorporados à composição, e agem como elementos inseparáveis em nossa leitura visual da obra como um todo. As palavras não são legendas nem títulos, mas algo entre ambos, com peso físico e presença atmosférica que as tornam parte efetiva da cena em que estão”.

A mostra será composta por obras recentes e obras publicadas no livro, permitindo uma imersão visual sobre a sua trajetória.

Vânia Mignone [Campinas, 1967. Vive e trabalha em Campinas] é bacharel em publicidade e propaganda pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, SP, Brasil, e bacharel em Educação Artística pela UNICAMP, Campinas, SP, Brasil. Em 2016 recebeu o Prêmio Jabuti na categoria ilustração. Entre suas exposições individuais destacam-se: “Ecos”, no Museu de Artes Visuais da UNICAMP, em Campinas, SP, Brasil em 2019; “Eu poderia ficar quieta mas não vou”, curadoria de Danillo Villa, no SESC Presidente Prudente, em São Paulo, SP, Brasil, e Vânia Mignone, na Casa Triângulo, em São Paulo, SP, Brasil, ambos em 2017. Participou de diversas coletivas como: “1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira Na Coleção Andrea e José Olympio Pereira”, curadoria de Raphael Fonseca, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, RJ, Brasil, em 2021; “Proximidades Desiguais”, no Pavão Cultural, em Campinas, SP, Brasil, e “Dia, noite, noite” Coleção Andréa e José Olympio Pereira, curadoria de Júlia Rebouças, Galpão da Lapa, em São Paulo, SP, Brasil, ambas em 2020; “Itinerâncias – 33a Bienal de São Paulo - Afinidades Afetivas”, curadoria de Gabriel Pérez-Barreiro, em Campinas, Brasília, Porto Alegre e Vitória, Brasil, e “Inequívoco”, na Fundação Canaria para el Desarrollo de la Pintura, em Las Palmas de Gran Canaria, Espanha, ambos em 2019; 33a Bienal de São Paulo - Afinidades Afetivas, curadoria de Gabriel Pérez-Barreiro, Fundação Bienal, em São Paulo, SP, Brasil, em 2018. As obras da artista estão presentes em coleções como: The UBS Art Collection; Museu Afro Brasil; Museu de Arte Moderna de São Paulo; Pinacoteca do Estado de São Paulo e na Coleção Gilberto Chateaubriand do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, entre outros.


Casa Triângulo is pleased to present Vânia Mignone's twelfth solo exhibition at the gallery, coinciding with the launch of the artist's new book. The publication, artist's first monograph, was edited by Piña Cultura and has an introductory text and an interview with the curator Gabriel Pérez-Barreiro.

Vânia Mignone is recognized for her paintings that explore an infinite and particular universe, but which, when meeting the eyes of the observer, end up becoming plural. There is no way to confront the artist's work without confronting yourself. In her portrayals, there is a strong resemblance to photography; the cutout of an ephemeral scene is worked on and imbued with meanings that not only show an intense questioning about the human, but also make one reflect on yourself. The artist brings to the light of consciousness situations and moments that are seemingly casual, but carry a hidden narrative that she is keen to explore. Mignone shows through her works the discomfort in what is already known and familiar to us.

Through her clippings and collages, Vânia brings depth to what is placed on the artist's observing magnifying glass that actively scrutinize it down; she completes it with words and symbols, as observed by Gabriel Pérez-Barreiro: “the text also plays a central role in Mignone's work. Almost all paintings include a word or a short phrase that is never descriptive, but always highly evocative. Such words serve almost as musical lyrics for a visual composition and bring references that are poetic and expansive. These statements are an integral part of the work, incorporated into the composition, and act as inseparable elements in our visual reading of the work as a whole. The words are not subtitles or titles, but something between them, with physical weight and an atmospheric presence that make them an effective part of the scene they are in”.

The exhibition will consist of recent works and also the ones published in the book, allowing a visual immersion on its trajectory.

Vânia Mignone [Campinas, 1967. Lives and works in Campinas] has a degree in advertising and marketing from Pontifícia Universidade Católica de Campinas, SP, Brazil, e also a degree in Artistic Education from UNICAMP, Campinas, SP, Brazil. In 2016 received the Jabuti Award at illustration category. Among her solo exhibitions, the following stand out: “Ecos”, at Museu de Artes Visuais da UNICAMP, in Campinas, SP, Brazil, in 2019; “Eu poderia ficar quieta mas não vou”, curated by Danillo Villa, at SESC Presidente Prudente, in São Paulo, SP, Brazil, and Vânia Mignone, at Casa Triângulo, in São Paulo, SP, Brazil, both in 2017. She took part in several group exhibitions: “1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira Na Coleção Andrea e José Olympio Pereira”, curated by Raphael Fonseca, at Centro Cultural Banco do Brasil, in Rio de Janeiro, RJ, Brazil, in 2021; “Proximidades Desiguais”, at Pavão Cultural, in Campinas, SP, Brazil, and “Dia, noite, noite” works from the collection of Andréa e José Olympio Pereira, curated by Júlia Rebouças, Galpão da Lapa, in São Paulo, SP, Brazil, both in 2020; “Itinerâncias – 33a Bienal de São Paulo - Afinidades Afetivas”, curated by Gabriel Pérez-Barreiro, in Campinas, Brasília, Porto Alegre and Vitória, Brazil, and also “Inequívoco”, at Fundación Canaria para el Desarrollo de la Pintura, in Las Palmas de Gran Canaria, Spain, both in 2019; 33a Bienal de São Paulo - Afinidades Afetivas, curated by Gabriel Pérez-Barreiro, Fundação Bienal, in São Paulo, SP, Brazil, in 2018. Her works are part of collections such as: The UBS Art Collection; Museu Afro Brasil; Museu de Arte Moderna de São Paulo; Pinacoteca do Estado de São Paulo and at Coleção Gilberto Chateaubriand of Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, among others.

Publicado por Patricia Canetti às 11:34 AM