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maio 13, 2021

Flávia Junqueira no Farol Santander, Porto Alegre

A mostra Revoada, inédita em Porto Alegre, ocupa o Grande Hall do edifício com 70 balões de vidro explorando a arquitetura local

Acervo de fotos com trabalhos realizados por Flávia Junqueira em teatros do Brasil também compõe a exposição, com destaque para as intervenções no Theatro São Pedro, de Porto Alegre, e no Theatro Guarany, em Pelotas

O Farol Santander, centro de cultura, empreendedorismo e lazer de Porto Alegre, abre sua temporada de exposições em 2021 com a mostra Revoada, da artista visual Flávia Junqueira, um dos principais nomes do cenário da arte contemporânea no Brasil. Inédita em Porto Alegre, Revoada tem curadoria de Paulo Herkenhoff e produção de Angela Magdalena (Madai) e Julia Brandão (Ayo). A mostra fica em exibição de 02 de fevereiro até 25 de abril de 2021 na capital gaúcha.

A jovem artista paulistana ocupará o Grande Hall do histórico edifício com a instalação “Revoada”, homônima à exposição e que consiste em uma cenografia lúdica e imersiva, com aproximadamente 70 balões de vidro, medindo de 90cm a 40cm, coloridos e suspensos a partir do teto. A suspensão dos balões será realizada com cabos de aço que dão a sensação dos objetos estarem voando pelo ar.

Essa instalação proposta por Flávia Junqueira potencializa as cores do vitral do Grande Hall e introduz novas colorações, estimulando uma sinergia singular entre a poética da artista e a arquitetura do espaço.

Reconhecida no cenário artístico nacional por utilizar balões como elemento poético, Flávia Junqueira convida o público a uma volta ao período em que vivenciamos e processamos nossas primeiras descobertas como seres humanos. A exposição Revoada provoca sensações conectadas ao universo das nossas primeiras descobertas.

“Depois de uma passagem de sucesso por São Paulo, apresentamos a exposição Revoada – exclusivamente produzida e adaptada à beleza desse espaço. Por meio de fotografias, vídeos e instalações que fazem referência a jogos, brincadeiras e atividades criativas, a renomada artista Flávia Junqueira cria uma obra na qual o grande protagonista é o universo visual da infância.”; ressalta Patricia Audi, vice-presidente executiva de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander Brasil.

Além da instalação com os 70 balões, Flávia exibirá no Farol Santander Porto Alegre mais de 15 fotos de aproximadamente 120cm x 150cm, com intervenções artísticas realizadas em grandes salas e teatros do país, como: Theatro São Pedro (RS), Theatro Guarany (RS), Theatro Amazonas (AM), Theatro Municipal de São Paulo (SP), Sala São Paulo (SP), Theatro São Pedro (SP), Farol Santander São Paulo (SP), Teatro Coliseu de Santos (SP), Theatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ), Theatro Municipal de Niterói (RJ), Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA), Theatro da Paz (PA), Theatro José de Alencar (CE). Junto às fotos, três vídeos inéditos e de making of das instalações promovidas pela artista nos teatros também serão parte da mostra Revoada.

As ocupações destes teatros também são características do trabalho da artista, que catalogou uma série de espaços importantes em todas as regiões do Brasil, para promover, a partir de suas arquiteturas e importância histórica, a união entre a relevância cultural destes ambientes com a provocação lúdica dos elementos conectados a infância, mas próximos das fábulas, sonhos e fantasias da imaginação.

Revoada é apresentada pelo Ministério do Turismo e Santander, com patrocínio via Lei de Incentivo à Cultura. Realização da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Farol Santander Porto Alegre.

Sobre Flávia Junqueira

Flávia Junqueira (São Paulo, Brasil, 1985) lida principalmente com fotografia. O universo visual da infância e a construção de um imaginário sobre este período permeiam a obra da artista desde o início de sua produção.

Doutoranda em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), mestre em Poéticas Visuais pela Universidade de São Paulo (USP), pós-graduada em fotografia e bacharel em Artes Plásticas pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Integra o Atêlie Fidalga sob coordenação de Sandra Cinto e Albano Afonso.

Participou do projeto do programa de residências da Izolyatsia’s Platform for Cultural Initiatives na cidade de Donestk na Ucrânia com curadoria de Boris Mikailov (2011), da residência Cité Internationale des Arts em Paris com apoio da FAAP (2011), integrou o Programa PIESP da Escola São Paulo (2010) e atuou como assistente de cenografia no Espaço Cenográfico de São Paulo de J.C.Serroni.

Entre os principais projetos e exposições coletivas que participou destacam-se: Culture and Conflict, IZOLYATSIA in Exile; Palais de Tokyo, The World Bank Art Program; Kaunas Photo festival; Exposição Individual “Tomorrow I will be born again” na Cité Dês Arts; coletiva “Una mirada latino Americana” do projeto Photo España; temporada de projetos Paço das Artes; prêmio Energias na Arte no Instituto Tomie Otahke, programa Nova Fotografia no MIS; Concurso Itamaraty; Residência RedBull House of Art; Atêlie Aberto da Casa Tomada, entre outros.

Algumas de suas obras integram o acervo de museus e espaços culturais como: MAR- RJ, MAM-SP, MIS-SP, MAB-FAAP, Museu do Itamaraty, Instituto Figueiredo Ferraz, RedBullStation entre outros. Flávia Junqueira é representada pela Galeria Zipper em São Paulo, pela Galeria Quadra no Rio de Janeiro, pela Reiners Contemporary Art na Espanha e Estudio Arara em Paris e Lisboa.

Protocolos de segurança e saúde

Para zelar pela segurança e saúde de seu público e funcionários, haverá medição de temperatura e tapetes sanitizantes e secantes para ingresso no prédio; será obrigatório o uso de máscaras; dispensers de álcool em gel estarão disponíveis em todos os andares do edifício e o ambiente também contará com sinalizações para que todos respeitem o distanciamento de 1,5 metro. O Farol ainda reforçou o serviço de limpeza e higienização de todo o prédio. A capacidade total atual está a 25% de visitantes.

Sobre o Farol Santander Porto Alegre

O Farol Santander, centro de empreendedorismo, cultura e lazer em Porto Alegre completou, em março de 2020, um ano de atividades.

No período, recebeu cinco exposições de artes visuais: “Contemporâneo, sempre: Coleção Santander Brasil”; “Roda Gigante – artista Carmela Gross”, “Saramago – os pontos e a vista”, “Estratégias do Feminino” e “GIGANTAS – uma experiência por Nonotak Studio”.

Foram exibidos 15 programas especiais no Cine Farol Santander, com destaque para a mostra “Cinema Atual Espanhol”; realizou encontros relevantes, como com o filósofo francês Luc Ferry e debates sobre moda e gastronomia.

O Farol Santander Porto Alegre também possui um Espaço Memória que traz a história da cidade, do prédio e da política monetária brasileira, além do Restaurante Moeda; todos concentrados no subsolo da instituição. Vale destacar a dinâmica de eventos, que disponibiliza todos os espaços do Farol Santander para locação.

Publicado por Patricia Canetti às 1:22 PM


Histórias brasileiras: Conceição dos Bugres no MASP, São Paulo

MASP abre biênio de Histórias Brasileiras com exposição de Conceição dos Bugres, que pretende resgatar e reposicionar obra de artista que atuou no Mato Grosso do Sul e se especializou na produção dos bugres, estatuetas feitas em madeira e pedra sabão

Conceição Freitas da Silva (Povinho de Santiago, Rio Grande do Sul, 1914 – Campo Grande, Mato Grosso do Sul, 1984), mais conhecida como Conceição dos Bugres, é a artista escolhida para dar início ao biênio das Histórias brasileiras no MASP. A exposição Conceição dos Bugres: tudo é da natureza do mundo começa em 14 de maio de 2021 e fica em cartaz até 30 de janeiro de 2022. Por causa da pandemia de covid-19, o museu precisou reorganizar sua grade de exposições. Neste ano, elas serão menores em número e maiores em duração. A partir do segundo semestre, essa mostra irá coincidir com as individuais de Erika Verzutti e Maria Martins (1894-1973), enfatizando o papel das mulheres para a linguagem escultórica no Brasil.

“Nesse país tão plural e diverso como é o Brasil, muitas histórias e agências ficaram à margem, por isso é tão fundamental iniciar esse ciclo de exposições com uma artista cuja produção tem um valor ainda a ser reconhecido e reposicionado na história da escultura em nosso país. Este projeto reafirma uma posição de Conceição dos Bugres como parte de um cenário amplo e inclusivo, ressaltando sua valiosa contribuição para a arte brasileira”, afirma Amanda Carneiro, curadora assistente no museu e curadora da exposição ao lado de Fernando Oliva, curador no MASP.

A mostra em questão se encaixa em um movimento que o MASP vem fazendo desde 2016 ao apresentar obras de artistas que ficaram fora das histórias oficiais da arte com o objetivo de reposicioná-los. É o caso, por exemplo, das exposições Agostinho Batista de Freitas (2016), Maria Auxiliadora: vida cotidiana, pintura e resistência (2018) e Djanira: a memória de seu povo (2019).

“A trajetória da Conceição dos Bugres sofreu um processo de apagamento como a de muitos artistas da chamada ‘arte popular brasileira’. Há uma tentativa de inserção dela nesse grande escaninho, o que nem sempre é algo positivo para o artista”, explica Oliva.

Conceição foi uma artista ímpar para a história da escultura no Brasil, reconhecida por sua produção dos chamados “bugres”, trabalhos geralmente esculpidos em madeira e cobertos por cera de abelha ou parafina e tinta, mas que também podem ser feitos em pedra sabão e arenito.

O termo “bugre” tem sido questionado por sua dimensão pejorativa, principalmente por ser utilizado em referência à própria origem da artista; é indiciário do processo de discriminação contra as populações indígenas no país. No Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, organizado por Antônio Geraldo da Cunha, quer dizer “designação genérica dada ao índio, especialmente o bravio e/ou guerreiro, por extensão, rude e grosseiro”. No entanto, com o tempo, o nome das peças passaram a nomear também a artista, numa relação ambígua entre a artista e suas esculturas.

Os bugres de Conceição, por sua vez, figuram personagens de tipo característico fundamentados na repetição do uso dos materiais e formas e na especificidade de seus traços. Apesar de apresentarem um padrão que as define, suas esculturas têm subconjuntos variados e são dotadas de fortes e singulares personalidades, distinguíveis em relação a sutis e apuradas modificações na forma, mas também à expressão, revelando a excelência da artista.

Segundo Oliva, a mostra é justamente baseada nessa fricção entre a repetição e a diferença. “As obras dela, supostamente, se parecem, mas existem também muitas particularidades que ainda não foram estudadas”, diz. “Como é uma artista que foi deixada à margem, existem alguns clichês sobre a obra dela, e a repetição é um deles”, completa. Assim como as comparações com os ex-votos do nordeste brasileiro e as aproximações com o minimalismo de Brancusi. O diferencial, no MASP, além da exposição em si, que já é uma novidade, será olhar para as diferenças entre as obras dela e ressaltá-las.

A expografia irá contribuir nesse propósito: uma das paredes do primeiro subsolo será ocupada por um grande painel que irá reunir todas as obras na mesma superfície, mas em diferentes alturas, criando um sentido de conjunto mas, ao mesmo tempo, chamando atenção para as especificidades de cada núcleo.

A artista teve certo reconhecimento nos anos 1970, ainda em vida. Roberto Pontual (1939-1994) foi um de seus principais divulgadores, seguindo caminho aberto por Humberto Espindola e Aline Figueiredo. Com mais de 50 anos, ela participou da exposição Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois (Rio de Janeiro, 1972) e da III Bienal Nacional (São Paulo, 1974). Essa visibilidade, por outro lado, não se converteu em ganhos financeiros e ela morreu pobre, em 1984.

Seu trabalho foi seguido por seu marido Abílio Freitas da Silva e, ainda hoje, seu neto, Mariano Antunes Cabral Silva, continua produzindo os bugres. Atualmente, Conceição é figura emblemática no Mato Grosso do Sul e sua imagem é comumente vinculada à produção artística do estado.

A exposição irá reunir 113 obras da artista, a maioria vinda de coleções particulares. Há pouquíssimas obras dela em acervos públicos, fato que também diz sobre esse processo de apagamento. Hoje, o trabalho dela se encontra apenas nas coleções do Museu Afro Brasil e do Itaú Cultural.

Catálogo

A publicação bilíngue e ilustrada (R$ 149) terá 240 páginas e estará disponível para venda na inauguração da mostra, na loja física do MASP e pelo site do museu. O catálogo incluirá textos dos curadores, Amanda Carneiro e Fernando Oliva, Julia Bryan-Wilson, Fernanda Pitta, Isabella Amizo e Naine Terena. A ideia, com o livro, é contribuir para ampliar o conhecimento da biografia sobre a artista, ainda muito restrita, além de difundir sua obra e despertar novas leituras de seus trabalhos.

Publicado por Patricia Canetti às 11:40 AM


maio 12, 2021

Mostra Pulso inaugura espaço expositivo da plataforma Bica

Mostrando trabalhos apenas na linguagem do GIF, Pulso inaugura o programa de exposições da Bica Plataforma, refletindo sobre formatos de imagens de alta circulação

Focada no uso do gif, Pulso discute um formato de alta circulação pela internet para testar suas possibilidades estéticas, críticas e políticas.

O título evoca diversas associações, das quais destaca-se a ideia de pulsação, sugerindo o processo de vida e morte das imagens. Entre os temas tratados pelos artistas estão desde os princípios básicos de repetição do gif, até discussões sobre sexualidade, violência, linguagem e identidade.

Alguns dos artistas, como George Teles, Yná Kabe Rodríguez Olfenza e Maura Grimaldi, já haviam trabalhado com essa linguagem anteriormente, mas a grande maioria não. “Me interessa pensar como a lógica da repetição ou o uso de materiais e imagens reprodutíveis já estavam presentes nos lambes de Lenora de Barros ou nas esculturas de João Loureiro, encontrando um nexo com o formato gif no interior dessas pesquisas”, diz o curador.

Para instrumentalizar todos os artistas participantes para a esse novo desafio na produção, a Bica ofereceu uma oficina de Gif, com a designer Nina Lins, aliando o programa de cursos e laboratórios da plataforma com o projeto de exposições.

Misturando artistas de diferentes gerações, localidades e linguagens, Pulso embaralha artistas jovens e estabelecidos, assim seus temas e discussões. Utilizando um recursos próprio do meio digital, a cada nova atualização da página do projeto, novas relações entre as imagens serão propostas aleatoriamente.

Desde o começo da pandemia, a necessidade de migrar para o virtual levou a uma profusão de estratégias de transposição do espaço físico para o digital, assim como o alto investimento em pesquisar seu potencial estético. Pulso busca utilizar um dos materiais e linguagens mais banais da internet para testar suas possibilidades formais, reflexivas e críticas.

SOBRE O CURADOR

Leandro Muniz (São Paulo, 1993) atua como artista e pesquisador e é formado em artes plásticas pela USP. Repórter na revista seLecT desde 2019, fez parte do grupo de estudos Depois do Fim da Arte, coordenado por Dora Longo Bahia. Já expôs em espaços e projetos como o Museu de Arte do Rio, Galeria Aura, DAP Londrina, Espaço das Artes USP, Sesc, Fábrica Bhering, Casa Alagada, Ateliê397, entre outros. Foi curador das mostras Torrente (Galeria Karla Osório, 2020), Esquadros (Partilha, 2020), migalhas (Galeria O Quarto, 2019), Lampejo (Galeria Virgilio, 2019), Disfarce (Oficina Cultural Oswald de Andrade, 2017), entre outras. Seus textos podem ser encontrados em publicações e portais como Arte que acontece, Relieve Contemporáneo, Terremoto e Revista Rosa.

SOBRE A PLATAFORMA BICA

Bica é um meio, água que corre de uma fonte inesgotável.
Em abril de 2021 surge BICA, um espaço virtual para propostas de vivência e compartilhamento de arte.

Trata-se de um lugar de investigação artística que propõe experiências expositivas, web residências e projetos de imersão com ênfase em experimentações e processos de criação. É uma plataforma de mediação, reflexão, diálogo e aprendizagem que acontece através de experiências entre artistas, investigadores e demais interessados em pensar projetos transdisciplinares que dialoguem com ações artísticas em ambiente digital.

Como lugar para reflexão crítica do contemporâneo, BICA oferece CURSOS de média e longa duração; LABS, encontros de um a dois dias como palestras e performances; WEB RESIDÊNCIAS com acompanhamento de curador convidado; EXPOSIÇÕES, experiências de ocupação da plataforma; e ON LINE ON SITE, ocupações artísticas semanais em ambiente digital.

Dia 7 de maio, BICA inaugura a programação de EXPOSIÇÕES com a mostra PULSO, com curadoria de Leandro Muniz. O título evoca diversas associações, das quais destaca-se a ideia de pulsação, sugerindo o processo de vida e morte das imagens. Entre os temas tratados pelos artistas estão desde os princípios básicos de repetição do gif, até discussões sobre sexualidade, violência, linguagem e identidade. Participam da exposção artistas de diversas gerações abordando o gif: Lenora de Barros, Giovanna Langone, faemyna, Sindy Paloma, Yná Kabe, Rodriguez Olfenza, Flora Leite, Wisrah Villefort, Maura Grimaldi, Bruno Alves, Renato Pera + Caio Fazolin, Marina da Silva, João Loureiro e George Teles.

Inaugurando a programação de CURSOS dia 4 de maio, BICA lança NFTs: três histórias entre arte, mercadoria e arte, proposto pelo pesquisador Pedro Silveira. Os LABS começaram com Gifs, ministrado por Nina Lins, aberto ao público, contou com a participação dos artistas que estão na exposição PULSO.

A primeira edição da WEB RESIDÊNCIA, mediada por Tarcísio Almeida, começou dia 05 de maio e traz como proposta criar situações de diálogo entre profissionais do campo da arte, e contribuir com sua formação e seus posicionamentos frente às dinâmicas de seus próprios processos de criação. São 10 vagas, com duração de 2 meses e os encontros semanais serão realizados entre maio e junho de 2021. Os processos de criação dos artistas residentes estarão disponíveis no site da BICA.

Como lugar de criação construído coletivamente por parceiros e colaboradores, BICA está aberta a propostas de intervenções artísticas a serem realizadas no site, e nos seus canais do Instagram, Spotify e Youtube. Os interessados devem entrar em contato através de bicaplataforma@gmail.com.

Publicado por Patricia Canetti às 12:38 PM


maio 11, 2021

1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira no CCBB, Rio de Janeiro

CCBB RJ apresenta a exposição 1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira

Exposição inédita traz um panorama da arte contemporânea brasileira dos últimos 40 anos, a partir de uma das mais importantes coleções de arte privada do mundo

O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro apresenta, a partir do dia 14 de abril de 2021, a exposição inédita 1981/2021: Arte Contemporânea Brasileira na coleção Andrea e José Olympio Pereira, com 119 obras de 68 artistas, pertencentes à magnífica coleção do casal carioca, radicado em São Paulo há mais de 30 anos. Nos últimos anos, Andrea e José Olympio constam na lista publicada anualmente pela prestigiosa revista ARTnews como um dos 200 maiores colecionadores de arte do mundo.

O CCBB RJ está adaptado às novas medidas de segurança sanitária: entrada apenas com agendamento on-line (eventim.com.br), controle da quantidade de pessoas no prédio, fluxo único de circulação, medição de temperatura, uso obrigatório de máscara, disponibilização de álcool gel e sinalizadores no piso para o distanciamento.

O conceito desta mostra chama a atenção para a importância do colecionismo no Brasil. “Arte é o alimento da alma, ela amplia o mundo, te leva para lugares, te leva a sonhar. O colecionismo é fundamental, além de sustentar a produção artística, é também uma forma de cuidar das obras, uma grande responsabilidade”, diz o casal, que começou a coleção na década de 1980 de forma despretensiosa, estudando e visitando exposições e leilões de arte. Hoje, possuem cerca de 2.500 obras. “Temos na coleção somente trabalhos com os quais estabelecemos alguma relação. Pode ser uma obra que nos toca ou nos perturba, mas que mexe de alguma forma conosco. Poder expor a coleção é um privilégio para nós. É uma oportunidade de dividir a coleção com o grande público, de rever algumas obras e de vê-las em diálogo com outras, ganhando um novo significado”.

O curador Raphael Fonseca foi convidado a pensar uma narrativa para a exposição a partir da coleção. A mostra ocupará as oito salas do primeiro andar do CCBB RJ a partir de núcleos temáticos, com obras de importantes artistas, de diferentes gerações, cobrindo um arco de 40 anos de arte contemporânea brasileira. A exposição conta com obras em diferentes linguagens, como pintura, instalação, escultura, vídeo e fotografia. “A ideia é que o público veja cada sala como uma exposição diferente e que tenha uma experiência distinta em cada uma delas. Os contrastes e a diversidade da arte brasileira serão visíveis a partir da experiência do espectador”, afirma Raphael Fonseca.

Sem seguir uma ordem cronológica, a exposição traz desde trabalhos produzidos em 1981, como a escultura “Aquário completamente cheio”, de Waltercio Caldas, e a fotografia “Maloca”, de Claudia Andujar, até a pintura “De onde surgem os sonhos” (2021), de Jaider Esbell, mais recente aquisição da coleção. Obras raras, como pinturas de Mira Schendel (1919 -1988), produzidas em 1985, também integram a mostra, que apresenta, ainda, obras pouco vistas publicamente, dos artistas Jorge Guinle, Laura Lima, Marcos Chaves e da dupla Bárbara Wagner e Benjamin de Burca.

PERCURSO DA EXPOSIÇÃO

A exposição será dividida em oito salas, intituladas a partir do nome de obras presentes em cada um dos espaços. “Os trabalhos que dão título às salas norteiam o tema e os demais, criam um diálogo ao redor, sendo alguns mais literais e outros nem tanto”, diz o curador Raphael Fonseca.

Na primeira sala, intitulada “A Coleção”, estará uma única obra: a instalação homônima do artista paulistano Pazé. Feita em adesivo vinilico, ela cobrirá todas as paredes do espaço com a imagem de uma coleção de pinturas, onde, nos diversos quadros, há personagens que olham para os visitantes. A instalação, de 2009, é apresentada de forma inédita na exposição, com novos elementos. “É um trabalho que pensa a coleção, assim como a exposição”, afirma o curador.

A segunda sala, “Coluna de Cinzas”, parte da escultura de Nuno Ramos, de 2010, em madeira e cinzas, medindo 1,87m de altura, para falar sobre o tempo, sobre a morte e sobre a brevidade da vida. Desta forma, no cofre estará o vídeo “O peixe” (2016), de Jonathas de Andrade, sobre uma vila de pescadores onde há o ritual de abraçar os peixes após a pesca, como um rito de passagem. Nesta mesma sala estarão as obras “Isto é uma droga” (1971/2004), de Paulo Bruscky, uma assemblage de caixas de remédio; “Stereodeath” (2002), de Marcos Chaves, composta por fotografia e relógio, e o vídeo “Nanofania” (2003), de Cao Guimarães, em Super 8, onde, cadenciados por uma pianola de brinquedo, pequenos fenômenos acontecem, como a explosão de bolhas de sabão e o salto de moscas.

A terceira sala da exposição é a maior de todas, com 42 obras, e chama-se “Costela de Adão”, inspirada na pintura de Marina Rheingantz, de 2013. “É um núcleo basicamente sobre paisagem, tema que tem bastante destaque na coleção”, afirma o curador Raphael Fonseca. Nesta sala, estão obras de Amelia Toledo, Ana Prata, Brigida Baltar, Claudia Andujar, Daniel Acosta, Daniel Steegmann Mangrané, Efrain de Almeida, Fabio Morais, Jaider Esbell, Janaina Tschape, Jorge Guinle, Leonilson, Lucas Arruda, Lucia Laguna, Marina Rheingantz, Mauro Restife, Paulo Nazareth, Paulo Pasta, Paulo Nimer Pjota, Rodrigo Andrade, Rosana Ricalde, Sandra Cinto, Vania Mignone e Waltercio Caldas.

“War” é a quarta sala, cujo nome vem da obra do artista Rodrigo Matheus, que faz uma alusão ao clássico jogo de estratégia. Esse núcleo traz obras com o tema da violência e conflito, como as pinturas em óleo sobre tela “Azulejaria com incisura vertical” (1999), de Adriana Varejão, e “Caveira” (2007), de Antonio Malta Campos, além da fotografia “Sem título (for sale)”, de 2011, de Paulo Nazareth, do neón “Sex,War & Dance” (2006), de Carmela Gross, da obra “Batalha naval” (2004), também de Rodrigo Matheus, e o “Painel de ferramentas grandes” (2013), de Afonso Tostes.

Seguindo, chega-se à quinta sala, intitulada “Saramandaia”, que é uma escultura em bronze policromado da artista Erika Verzutti, de 2006. “Neste núcleo, é pensando o corpo estranho nas artes visuais, ou seja, o monstro, a mistura entre humano e animal, com um caráter mais surrealista, que podemos encontrar nos desenhos do Cabelo e nas obras da Laura Lima e do Véio”, explica o curador. Nesta sala, estarão 34 obras dos artistas Adriano Costa, Alex Cerveny, Anna Israel, Bruno Novelli, Cabelo, Eduardo Berliner, Erika Verzutti, Gilvan Samico, Ivens Machado, José Bezerra, Laura Lima, Odires Mlázsho, Paulo Monteiro, Tunga, Véio (Cícero Alves dos Santos) e Walmor Corrêa.

Trabalhos que pensam a relação entre documento e ficção, verdade e mentira, estão na sexta sala, “Como se fosse verdade”, cujo nome veio da instalação da dupla Bárbara Wagner e Benjamim de Burca, de 2017, onde retratos de pessoas que passavam por um terminal de ônibus foram transformados em capas de CDs, partindo de um questionário onde esses personagens definiram os cenários, os temas e as expressões que melhor os representariam. Além da instalação, nesta sala também estão obras de Fábio Morais, Iran do Espírito Santo, Laura Lima, Leda Catunda, Leonilson, Maureen Bisilliat, além do trabalho “Carmen Miranda - uma ópera da imagem” (2010), do artista paranaense radicado na Suécia e no Rio de Janeiro, Laércio Redondo, que aborda os problemas da representação do corpo performático de Carmen Miranda, através da obra composta por ripas de madeira, com objetos diversos, e alto-falantes, que transmitem um texto sobre a cantora.

A série de fotos “Blue Tango” (1984/2003), de Miguel Rio Branco, que retrata crianças jogando capoeira, dá nome à sétima sala, cujo tema é o movimento, a dança, “tanto em obras que trazem o corpo quanto na abstração”, ressalta o curador. Neste núcleo também estão obras de Carla Chaim, Emmanuel Nassar, Enrica Bernadelli, Ernesto Neto, Iole de Freitas, Jarbas Lopes, Luciano Figueiredo, Luiz Braga, Dias & Riedweg, Miguel Rio Branco, Mira Schendel e Rodrigo Matheus.

Na oitava e última sala estará a obra “Menos-valia” (2005-2007), da artista Rosângela Rennó, composta por objetos adquiridos na feira Troca-troca, na Praça XV, no Rio de Janeiro. Os objetos foram seccionados de acordo com os respectivos níveis de depreciação no ato da negociação. Desta forma, os objetos mais negociados aparecem multiplicados na obra. “É um trabalho que também pensa o colecionismo, mas de forma oposta da obra de Pazé, que está na primeira sala. Se ali o olhar dele se voltou para o fantasma da tradição da pintura ocidental, o de Rennó se volta para aquilo que é visto como algo a ser reciclado e, talvez, nunca reutilizado. São formas diferentes de se pensar criticamente uma coleção”, diz o curador Raphael Fonseca.

A exposição será acompanhada de um catálogo, que será lançado ao longo da mostra.

SOBRE A COLEÇÃO

Com cerca de 2.500 obras, com foco na produção brasileira a partir dos anos 1940 até o momento atual, a coleção Andrea e José Olympio Pereira é uma das mais destacadas do mundo. A visão cultural que o casal tem de sua coleção vai muito além de ceder obras para mostras individuais e coletivas em museus no Brasil e no exterior. Em 2018, com o intuito de não só acondicionar e guardar parte das obras, mas de dar acesso a pessoas, artistas e estudantes de arte, eles alugaram um antigo armazém de café do século XIX e o converteram em um espaço expositivo – o Galpão da Lapa. A proposta é convidar, a cada dois anos, um curador para montar uma exposição a partir das obras da coleção.

O casal não costuma adquirir uma só obra de cada artista. “Quando nos interessamos por um artista, gostamos de ter profundidade. Conseguimos entendê-lo melhor desta forma, pois um único trabalho não mostra tudo. É como um livro, no qual não é possível entender a história só com uma página”.

José Olympio Pereira contribui para vários museus no Brasil e no exterior, participando dos conselhos dessas instituições. No Brasil, é presidente da Fundação Bienal de São Paulo e participa do conselho do Museu de Arte de Sâo Paulo Assis Chateaubriand (MASP). Em Nova York, participa do The International Council of The Museum of Modern Art (MoMA); em Londres, do International Council da Tate Modern e, em Paris, do Conselho da Fundação Cartier para a Arte Contemporânea (Fondation Cartier pour l'Art Contemporain). José Olympio também faz parte do Conselho da ONG SOS Mata Atlântica. Andrea participa do conselho do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) e é presidente da ONG Americas Amigas, que luta contra o câncer de mama.

SOBRE O CURADOR

Raphael Fonseca é pesquisador da interseção entre curadoria, história da arte, crítica e educação. Doutor em Crítica e História da Arte pela UERJ. Mestre em História da Arte pela UNICAMP. Graduado e licenciado em História da Arte pela UERJ. Trabalhou como curador do MAC Niterói entre 2017 e 2020.

Entre suas exposições, destaque para “Vaivém” (CCBB SP, DF, RJ e MG, 2019-2020); “Lost and found” (ICA Singapore, 2019); “Riposatevi - Lucio Costa” (MAC Niterói, 2018); “A vida renasce, sempre - Sonia Gomes” (MAC Niterói, 2018); “Dorminhocos – Pierre Verger” (Caixa Cultural Rio de Janeiro, 2018); “Regina Vater – Oxalá que dê bom tempo” (MAC Niterói, 2017); “Bestiário” (Centro Cultural São Paulo, 2017); “Dura lex sed lex” (Centro Cultural Parque de España, Rosario, Argentina, 2017); “Mais do que araras” (SESC Palladium, Belo Horizonte, 2017), “Quando o tempo aperta” (Palácio das Artes – Belo Horizonte e Museu Histórico Nacional – Rio de Janeiro, 2016); “Reply all” (Grosvenor Gallery, Manchester, Inglaterra, 2016); “Deslize" (Museu de Arte do Rio, 2014), "Água mole, pedra dura" (1a Bienal do Barro, Caruaru, 2014) e "City as a process" (Ural Federal University, II Ural Industrial Biennial, Ekaterinburgo, Rússia, 2012).

Recebeu o Prêmio Marcantonio Vilaça de curadoria (2015) e o prêmio de curadoria do Centro Cultural São Paulo (2017). Curador residente do Institute Contemporary Arts Singapore (2019) e da Manchester School of Art (2016). Integrante do comitê curatorial de seleção da Bienal Videobrasil (2019). Jurado do Prêmio Pipa (Brasil, 2019) e do Prêmio Mariano Aguilera (Quito, Equador, 2017). Participante do comitê de indicação do Prêmio Prima (2018 e 2020). Autor convidado para o catálogo da 32a Bienal de São Paulo (2016).

Publicado por Patricia Canetti às 1:14 PM


Desenho de Lina Bo Bardi é tema de semana no MASP

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Estudo preliminar - Esculturas praticáveis do Belvedere do Museu de Arte Trianon, 1968, de Lina Bo Bardi, é a escolha do mês de maio para o desafio masp desenhos em casa. Tanto adultos quanto crianças podem participar: basta fazer a própria versão da obra e publicar no Instagram marcando o @masp e utilizando a #maspdesenhosemcasa até as 23h59 de domingo, 16 de maio. Na segunda, dia 17, o museu irá selecionar alguns desenhos na mesma rede social. Os autores receberão um Amigo MASP, que dá direito a frequentar o museu gratuitamente por um ano.

Lina Bo Bardi (1914-1992) formou-se em arquitetura em Roma, Itália, e, transferindo-se para Milão, foi editora da revista Domus, importante periódico de arquitetura e design. Em 1946, casou-se com o crítico e marchand Pietro Maria Bardi (1900-1999) e mudou-se com ele para o Brasil para trabalhar na fundação do MASP. Bo Bardi projetou as instalações do museu em sua antiga sede, na rua 7 de Abril, além de participar de sua programação como curadora, arquiteta, designer e editora. Em 1957, começou o projeto da sede do MASP na avenida Paulista, inaugurada em 1968. No desenho Estudo preliminar—Esculturas praticáveis do belvedere Museu Arte Trianon (1968), Bo Bardi apresenta suas ideias para o Vão Livre do MASP, pensado como uma praça para uso livre e lúdico da população, criando uma interface entre o museu e a cidade.

O trabalho também será tema do Diálogos no acervo na quarta, 12 de maio, às 16h. O projeto apresenta, por meio de encontros virtuais no Instagram, obras do acervo do museu abordando elementos como biografia do artista, contexto histórico e técnica. A live será com Waldiael Braz, assistente de mediação e programas públicos, MASP.

Zeuler R. Lima, professor, arquiteto, artista, pesquisador e curador, e Guilherme Giufrida, curador assistente, comunicação e marketing, MASP, conversam sobre vida e obra de Lina Bo Bardi, principalmente sobre seus desenhos, na próxima quinta, 13 de maio, às 18h. Zeuler lançou em 7 de maio, pela Companhia das Letras, a biografia “Lina Bo Bardi - O que eu queria era ter história”, fruto de 20 anos de pesquisa sobre a arquiteta ítalo-brasileira.

Zeuler R. Lima, professor da Washington University in St. Louis, é arquiteto, artista, pesquisador e curador com formação em arquitetura e urbanismo pela FAUUSP e pós-doutorado em literatura comparada pela Columbia University. Escreveu extensamente e curou exposições internacionais sobre a vida e a obra da arquiteta Lina Bo Bardi, tendo sua pesquisa sobre ela recebido o Prêmio Bruno Zevi de história e crítica da arquitetura.

Parceiros estratégicos: Itaú e Vivo / Patrocinador do projeto Desenhos em Casa em conexão com Diálogos no Acervo: EMS

Publicado por Patricia Canetti às 10:46 AM