Página inicial

Blog do Canal

o weblog do canal contemporâneo
 


dezembro 2021
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
      1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30 31  
Pesquise no blog:
Arquivos:
dezembro 2021
novembro 2021
outubro 2021
setembro 2021
agosto 2021
julho 2021
junho 2021
maio 2021
abril 2021
março 2021
fevereiro 2021
janeiro 2021
dezembro 2020
novembro 2020
outubro 2020
setembro 2020
agosto 2020
julho 2020
junho 2020
maio 2020
abril 2020
março 2020
fevereiro 2020
janeiro 2020
dezembro 2019
novembro 2019
outubro 2019
setembro 2019
agosto 2019
julho 2019
junho 2019
maio 2019
abril 2019
março 2019
fevereiro 2019
janeiro 2019
dezembro 2018
novembro 2018
outubro 2018
setembro 2018
agosto 2018
julho 2018
junho 2018
maio 2018
abril 2018
março 2018
fevereiro 2018
janeiro 2018
dezembro 2017
novembro 2017
outubro 2017
setembro 2017
agosto 2017
julho 2017
junho 2017
maio 2017
abril 2017
março 2017
fevereiro 2017
janeiro 2017
dezembro 2016
novembro 2016
outubro 2016
setembro 2016
agosto 2016
julho 2016
junho 2016
maio 2016
abril 2016
março 2016
fevereiro 2016
janeiro 2016
dezembro 2015
novembro 2015
outubro 2015
setembro 2015
agosto 2015
julho 2015
junho 2015
maio 2015
abril 2015
março 2015
fevereiro 2015
janeiro 2015
dezembro 2014
novembro 2014
outubro 2014
setembro 2014
agosto 2014
julho 2014
junho 2014
maio 2014
abril 2014
março 2014
fevereiro 2014
janeiro 2014
dezembro 2013
novembro 2013
outubro 2013
setembro 2013
agosto 2013
julho 2013
junho 2013
maio 2013
abril 2013
março 2013
fevereiro 2013
setembro 2012
agosto 2012
junho 2012
abril 2012
março 2012
fevereiro 2012
novembro 2011
setembro 2011
agosto 2011
junho 2011
maio 2011
março 2011
dezembro 2010
novembro 2010
outubro 2010
setembro 2010
junho 2010
fevereiro 2010
janeiro 2010
dezembro 2009
novembro 2009
maio 2009
março 2009
janeiro 2009
novembro 2008
setembro 2008
agosto 2008
julho 2008
maio 2008
abril 2008
fevereiro 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
agosto 2007
junho 2007
maio 2007
março 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
setembro 2005
agosto 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
março 2005
fevereiro 2005
janeiro 2005
dezembro 2004
novembro 2004
outubro 2004
setembro 2004
agosto 2004
junho 2004
maio 2004
abril 2004
março 2004
janeiro 2004
dezembro 2003
novembro 2003
outubro 2003
agosto 2003
As últimas:
 

dezembro 16, 2021

Rebu e Carta às intenções na EAV Parque Lage, Rio de Janeiro

EAV Parque Lage exibe obras de alunos em duas mostras

Exposições refletem os percursos dos integrantes dos programas gratuitos de formação da instituição

Duas exposições, em três espaços distintos, vão apresentar ao público os percursos trilhados pelos alunos dos programas de formação da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV) ao longo de 2021. Na Capelinha, espaço anexo às Cavalariças do Parque, será aberta Carta às intenções, no dia 20 de dezembro, reunindo trabalhos dos integrantes do “Programa de Formação”, voltado a alunos interessados em se aproximar do campo da arte.

Partindo de uma diretriz que orienta as práticas da EAV ao entender que a escola não é o único espaço possível de se aprender e fazer arte, a mostra Rebu acontecerá paralelamente em dois locais: nas Cavalariças (a partir de 20 de dezembro) e na Galeria Cinco Bocas, em Brás de Pina (a partir do dia 18 de dezembro). A exposição, que apresenta obras dos artistas que cursaram o “Programa de Formação e Defomação”, inclui intervenções no Palacete e na área verde do Parque.

“A ideia é mostrar que tipo de função e de experiência com a arte é possível e interessante, não apenas trazendo novos públicos para a EAV, mas levando nosso conhecimento, nossos alunos e nossa circulação para outros espaços, de forma a discutir qualquer suposta centralidade”, afirma o curador da instituição, Ulisses Carrilho que divide a compartilha de Rebu com a professora Clarissa Diniz.

A proposta de dividir a exposição Rebu em dois espaços foi também motivada pelo fato de um dos alunos do Programa de Formação e Deformação, Allan Weber, ser proprietário da galeria Cinco Bocas. Este ano, os integrantes do grupo tiveram como desafio pensar o espaço, o tempo e os deslocamentos.

"Os trabalhos dos alunos refletem suas múltiplas visões e são um espelho da diversidade que buscamos nesses programas. Estamos felizes em poder compartilhar com os cariocas e demais visitantes um pouco do que temos aprendido com eles. Convidamos também todos os agentes do campo da arte para conhecer nossos alunos e descobrirem novas formas de fazer e viver a arte”, diz a diretora da Escola, Yole Mendonça.

Pensar o tempo não é exatamente uma tarefa fácil, sobretudo quando uma pandemia parece ter alterado as percepções. “Para mim, foi muito importante entender como meu trabalho iria se comportar nesse mundo pós ou durante a Covid”, observa Almeida da Silva, participante do programa. “Pude pensar não apenas o tempo, mas as cosmologias, a invisibilidade e a ancestralidade em seus diversos âmbitos”, completa.

Além de Almeida da Silva e Allan Weber, Rebu tem obras de Ana Hortides, André Vargas, Anis Yaguar, Bruno Magliari, Carla Santana, Elisa Maciel, Esther Blay, Loren Minzú, Luiz Camaleão, Mayara Veloso, Patfudyda, Derrete e Tainan Cabral.

Se Rebu trabalha com uma ideia geral de tempo, Carta às intenções, curada por Natália Nichols e Camilla Rocha Campos, partiu de 15 intenções que, ao longo de oito meses, puderam se ampliar, se contorcer, se contradizer, expandir e se confirmar. A exposição reflete um convite feito à turma logo no início do Programa de Formação, em março deste ano: mergulhar nas narrativas e contra-narrativas da arte, um salto na complexidade deste campo cheio de possibilidades e armadilhas.

Durante os encontros, os alunos foram levados a conhecer e a adensar conceitos, teorias, práticas, histórias, pessoas e lugares que compõem o sistema de arte. "A mostra revela compreensões muito diversas da arte e o modo como cada um dos 15 participantes se situa nela”, explica a curadora Camila.

O programa funciona como um curso introdutório de arte e cultura contemporânea, trabalhando diversas formas de se relacionar com as narrativas da arte contemporânea e suas relações políticas, sociais, culturais e históricas. No início, eles elaboraram uma carta de intenções, na qual tratavam de sonhos, objetivos, pontos de partida e caminhos. A exposição apresenta, justamente, algumas das inquietações alimentadas ao longo do programa.

Participam de Carta às intenções, os alunos Thamires Fortunato, Izah Beyaz, Osmar Paulino, Vida Teixeira, Idra Maria, Alex Reis, Mapô, Stéphane Marçal, Loren Stainff, Sophie, Mayra Carvalho, Ludi-K, Ana Paula Mello, Kaue Rodrigo e Ywyzar Guajajara.

Sobre a EAV Parque Lage

A Escola de Artes Visuais foi criada em 1975, pelo artista Rubens Gerchman, para substituir o Instituto de Belas Artes (IBA). Seu surgimento acontece em plena Guerra Fria na América Latina, durante o período de forte censura e repressão militar no Brasil. A EAV afirma-se historicamente por seu caráter de vanguarda, como marco da não conformidade às fronteiras e categorias, e propõe regularmente perguntas à sociedade por meio da valorização do pensamento artístico.

A EAV Parque Lage está voltada prioritariamente para o campo das artes visuais contemporâneas, com ênfase em seus aspectos interdisciplinares e transversais. Abrange também outros campos de expressão artística (música, dança, cinema, teatro), assim como a literária, vistos em suas relações com a visualidade. As atividades da EAV contemplam tanto as práticas artísticas como seus fundamentos conceituais.

A EAV configura-se como centro educacional aberto de formação de artistas e profissionais do campo da arte contemporânea. Como referência nacional, com uma consistente imagem no meio da arte, busca criar mecanismos internos e linhas de atuação externa que permitam um diálogo produtivo com a cidade e com os circuitos de arte nacional e internacional. A instituição integra a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do estado do Rio de Janeiro.

Alguns exemplos marcantes da história do Parque Lage são a utilização do palacete como sede do governo da cidade de Alecrim, em Terra em Transe, dirigido por Glauber Rocha em 1967; e a exposição “Como Vai Você, Geração 80?”, que reuniu 123 jovens artistas de diferentes tendências numa mostra que celebrava a liberdade e o fim do regime militar. O palacete em estilo eclético também foi palco de “Sonhos de uma noite de verão”, clássico shakespeariano, e serviu como locação para Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade.

Posted by Patricia Canetti at 3:39 PM