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setembro 15, 2019

Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça no MAB FAAP, São Paulo

Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas anuncia premiados em setembro na FAAP

Exposição dos 30 finalistas acontece no MAB FAAP, em São Paulo, a partir de 13 de setembro. Paralelamente, o Projeto Arte e Indústria celebra a obra de Anna Bella Geiger e exibe trabalhos de artistas contemporâneos que dialogam com a temática da iniciativa

Considerado o mais tradicional e relevante das artes visuais do Brasil, o Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça vai revelar os cinco premiados da 7ª edição no dia 12 de setembro, no Teatro FAAP, em São Paulo. Os trabalhos dos 30 finalistas da premiação estarão em exposição no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB FAAP), a partir do dia 13 de setembro. Paralelamente, serão exibidas obras de mais 11 artistas do Projeto Arte e Indústria, que nesta edição presta homenagem a Anna Bella Geiger e reúne nomes como Brígida Baltar, Carlos Mélo, Cristina Canale, Frida Baranek, Karin Lambrecht, Leda Catunda, Nelly Gutmacher, Paola Junqueira, Rosângela Rennó e Walmor Correa.

Neste ano, o Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça recebeu 687 inscrições de 24 Estados e do Distrito Federal. O júri – composto pelos curadores Ana Avelar, Bernardo Mosqueira, Clarissa Diniz, Gabriela Motta, Josué Mattos e Marcus Lontra, e pela artista Rochelle Costi – selecionou 30 finalistas de gerações e trajetórias diversas, contemplando tanto artistas consagrados quanto emergentes. “O prêmio busca identificar, premiar e promover trajetórias artísticas, independente da faixa etária. Contemplamos tanto jovens, que possuem trajetória expressiva nas suas regiões e precisam desse prêmio para desenvolver suas carreiras, quanto artistas mais experientes e conhecidos, que merecem o reconhecimento nacional proporcionado pela premiação”, comenta o curador Marcus Lontra.

Esta edição da premiação foi pautada pela proposta curatorial de trazer à luz o protagonismo feminino em todas as suas instâncias, incluindo a do júri, que levou a proposta como premissa para a seleção dos 30 finalistas. “A presença feminina é enorme na arte brasileira e pode ser percebida com muita clareza, especialmente na passagem do moderno para o contemporâneo; porém, nem sempre há o reconhecimento devido. Como o prêmio tem abrangência nacional, deve refletir, dentro do possível, as características da produção artística brasileira”, comenta o curador.

OS FINALISTAS

Os 30 finalistas da 7ª edição do Prêmio são: Alan Adi (Sergipe); Aline Motta (Rio de Janeiro); Ana Hupe (Rio de Janeiro); Ana Mazzei (São Paulo); Ana Teixeira (São Paulo); Anna Costa e Silva (Rio de Janeiro); Clara Ianni (São Paulo); Dalton Paula (Goiás); Dora Longo Bahia (São Paulo); Eduardo Frota (São Paulo); Fabrício Lopez (São Paulo); Guto Lacaz (São Paulo); Haesbaert (Rio Grande do Sul); Isabela Prado (Minas Gerais); Ismael Monticelli (Rio Grande do Sul); João Modé (Rio de Janeiro); Juliana Notari (Pernambuco); Letícia Ramos (Rio Grande do Sul); Lívia Flores (Rio de Janeiro); Mônica Nador (São Paulo); Nydia Negromonte (Minas Gerais); Osvaldo Carvalho (Rio de Janeiro); Pedro França (São Paulo); Pedro Marighella (Bahia); Rafael Bqueer (Pará); Raquel Nava (Distrito Federal); Rodrigo Bueno (Ceará); Ueliton Santana (Acre); Vitor Cesar (Ceará); Vivian Caccuri (São Paulo).

Os cinco premiados receberão uma bolsa de trabalho no valor de R$ 50.000,00 e serão acompanhados por um curador de arte durante um ano. Além disso, terão suas obras apresentadas em exposições itinerantes em cinco capitais brasileiras.

PROJETO ARTE E INDÚSTRIA

Simultaneamente à 7ª edição do Prêmio Industria Nacional Marcantonio Vilaça, será realizada a exposição da 4ª edição do Projeto Arte e Indústria, que homenageia artistas cujos processos de criação estão relacionados à produção industrial.

A iniciativa já homenageou Abraham Palatnik, Amélia Toledo e Sérvulo Esmeraldo. Desta vez, irá celebrar a obra da pintora, gravadora, escultora e desenhista carioca Anna Bella Geiger. A homenageada do Projeto Arte e Indústria é uma das grandes expoentes da primeira geração de artistas conceituais latino-americanos e uma das artistas mais importantes do Brasil no século 20.

Nascida em 1933 no Rio de Janeiro, Anna Bella possui formação em língua e literatura anglo-germânicas. Começou sua trajetória artística na década de 1950 e possui uma produção marcada pela multiplicidade de meios e processos. Até os anos 1960, dedicou-se ao abstracionismo informal e, mais tarde, à gravura em metal ou guache, uma fase conhecida como Visceral. Nos anos 1970, iniciou um trabalho de caráter experimental e passou a usar outros meios, como fotomontagem e fotocópia, tornando-se pioneira da videoarte no País. Nos anos seguintes, aproximou o seu diálogo com a antropologia e se aprofundou em geopoética. A partir da década de 1990, ampliou ainda mais o seu repertorio material, usando mapas e outros elementos, como linhas e diagramas.

A artista carioca continua a trabalhar, mantendo o frescor de sua produção e utilizando diferentes mídias, que revisitam e exploram seus principais temas. A exposição em sua homenagem percorre as fases de seu trabalho desde os anos 1960 até 2017. Reúne 74 peças, entre cadernos e trabalhos emblemáticos, incluindo fotogravuras, fotomontagens, vídeos, desenhos, mapas, gravuras em metal e serigrafia.

Além dos trabalhos da homenageada, a exposição irá apresentar 40 obras de mais 11 artistas cuja produção dialoga com a de Anna Bella. São eles: Brígida Baltar, Carlos Mélo, Cristina Canale, Frida Baranek, Karin Lambrecht, Leda Catunda, Nelly Gutmacher, Paola Junqueira, Rosângela Rennó e Walmor Correa.

O PRÊMIO

A premiação é uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Serviço Social da Indústria (SESI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), que busca incentivar a produção e a exibição da arte contemporânea no Brasil. Ao longo de quinze anos, agraciou mais de trinta artistas de todas as regiões do país.

Neste ano, teve o nome mudado (era chamado Prêmio Marcantonio Vilaça Para as Artes Plásticas) para dar destaque à indústria nacional, que viabiliza a realização do projeto. É uma ferramenta de apoio à difusão e à articulação da produção artística brasileira em toda a sua força e variedade expressiva.

PROGRAMA EDUCATIVO

A partir das experiências dos projetos educativos do MAB FAAP e do Prêmio, o programa abrange atendimento a grupos escolares, formação de professores e oficinas para todos os públicos. A formação de professores prevê grupos do SESI, a partir do Programa ACESSE (Arte Contemporânea e Educação em Sinergia no SESI) e grupos da Secretaria Municipal de Educação (SME) em parceria vigente com o MAB FAAP. Partindo dos eixos Arte, Inovação e Trabalho, o programa utiliza a arte contemporânea para apoiar o trabalho interdisciplinar dos professores do Ensino Médio e promover inovação pedagógica nas escolas da rede SESI. As exposições do Prêmio e um material exclusivo para professores integram esta proposta.

MAB FAAP

Desde que abriu suas portas pela primeira vez em 10 de agosto de 1961 com a mostra “Barroco no Brasil”, o Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) se comprometeu a incentivar e divulgar a arte brasileira. Além de seu acervo próprio que conta com cerca de 3 mil obras de arte a partir do final do século 19, no decorrer dos últimos 58 anos, abrigou exposições marcantes para a história da cultura do País, como a exposição “Toyota – O Ritmo do Espaço” premiada pela APCA em 2018. Em 2015 foi criada a Coleção MAB-MODA que reúne vestimentas, bonecas e acessórios de estilistas contemporâneos brasileiros, fortalecendo o vínculo entre o museu e a moda, que desde 1989 esteve presente por meio de desfiles e exposições vinculadas ao tema. Cabe destacar que além da pesquisa e organização de exposições de temas pertinentes às artes visuais brasileiras, o MAB incorporou a apresentação de mostras de arte internacional com temáticas de interesse geral que trazem experiências significativas ao público e ampliam a compreensão do fazer artístico e cultural.

Posted by Patricia Canetti at 3:49 PM