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agosto 17, 2017

6º Prêmio Marcantonio Vilaça CNI SESI SENAI (2017-2018) - Artistas vencedores

Conheça os vencedores do Prêmio Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas

A cerimônia de premiação da 6ª edição aconteceu nessa quinta-feira (10), no MuBE, em São Paulo. Durante o evento, também foi inaugurada a exposição com obras dos 20 finalistas e a mostra “A Intenção e o Gesto”, em homenagem a Sérvulo Esmeraldo

A arte contemporânea brasileira teve uma noite de gala no Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE), em São Paulo. É que na noite dessa quinta-feira (10), foram anunciados os vencedores da 6ª edição do Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas. Depois de mais de 600 inscrições e 20 finalistas, um momento de comemoração para os cinco artistas premiados: Daniel Lannes (RJ), Fernando Lindote (SC), Jaime Lauriano (SP), Pedro Motta (MG) e Rochelle Costi (SP). Já o curador vencedor desta edição foi Josué Mattos (SC). Fizeram parte do júri: Anna Bella Geiger, Marcus Lontra (curador do Prêmio), Paulo Herkenhoff, Ricardo Resende e Wagner Barja.

Além do valor em dinheiro (R$ 50.000 para artistas e R$ 25.000 para curador), todos receberão - ao longo de um ano - o acompanhamento de um curador ou crítico de arte. As obras dos cinco artistas vencedores, juntamente com os trabalhos dos outros finalistas, poderão ser vistas gratuitamente a partir desta sexta-feira (11), no MuBE.

Para o curador do Prêmio, Marcus Lontra, a exposição apresenta um panorama de toda diversidade cultural brasileira. “O que a gente pretende é mostrar que o Brasil tem uma enorme capacidade criativa em várias regiões. E não apenas nos grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro. Há outros estados com um núcleo poderoso de arte contemporânea”, conta.

A exposição vai até outubro com obras de Alice Miceli (RJ), Bruno Vilela (PE), Camila Soato (DF), Dalton Paula (GO), Daniel Lannes (RJ), Éder Oliveira (PA), Edith Derdyk (SP), Fernando Lindote (SC), Jaime Lauriano (SP), João Angelini (DF), João Loureiro (SP), Marcelo Moscheta (SP), Mariana Manhães (RJ), Pablo Lobato (MG), Pedro Motta (MG), RochelleCosti (SP), Rodrigo Sassi (SP), Suzana Queiroga (RJ), Thiago Martins de Mello (MA) e Tony Camargo (PR).

O mineiro Pedro Motta, um dos artistas vencedores, conta que participa do prêmio desde a primeira edição. De Belo Horizonte se mudou para São João Del Rei, cidade histórica que teve grande influência em sua trajetória artística. “O meu trabalho vai se formando em relação ao espaço onde eu vivo. Ganhar esse prêmio é maravilhoso, porque a gente ganha projeção e tem a oportunidade de levar os próprios trabalhos e de outros vencedores para várias regiões do Brasil. E esse olhar do outro é o que move as artes plásticas”, diz.

Durante a cerimônia de premiação, também foi aberta a mostra a “A Intenção e o Gesto”, dentro do Projeto Arte e Indústria, uma homenagem aos artistas com processos de criação relacionados à produção industrial. Nesta edição o destaque é o escultor, gravador, ilustrador e pintor Sérvulo Esmeraldo. “A Intenção e o Gesto”, que tem curadoria de Marcus Lontra, reúne trabalhos de Sérvulo e de mais dez artistas contemporâneos que dialogam com a sua obra: Almandrade, Ana Maria Tavares, Angelo Venosa, Arthur Lescher, Delson Uchôa, Hildebrando de Castro, Guto Lacaz, Iran do Espírito Santo, Jaildo Marinho, Raul Córdula e Paulo Pereira.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, lembrou que trajetória do prêmio que chegou à 6ª edição. Para ele, o que se percebe é que a indústria e a arte caminham juntas. “Na indústria, o que nós fazemos é arte pura. Quando estamos unidos com artistas plásticos, valorizando o trabalho deles, nós estamos fazendo com que a indústria brasileira estabeleça um diálogo com a arte”, afirma.

MOSTRA ITINERANTE - Os trabalhos dos cinco artistas, a exposição do projeto curatorial premiado, além de um recorte de “A Intenção e o Gesto”, fazem parte da mostra itinerante que percorrerá o Brasil a partir de janeiro de 2018, passando pelas cidades do Rio de Janeiro (Paço Imperial), Fortaleza (Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura), Goiânia (Centro Cultural UFG) e Porto Alegre (Santander Cultural). O Prêmio Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas é uma iniciativa da CNI, do Serviço Social da Indústria (SESI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

Exposição: 6º Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas
Local: Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia (MuBE)
Data: 11 de agosto a 1º de outubro de 2017
Visitação: terça a domingo (10h às 18h)
Entrada para a exposição pela rua Alemanha, 221, Jardim Europa (São Paulo - SP)

Publicado por Patricia Canetti às 10:10 AM


agosto 11, 2017

Prêmio Pipa 2017 - Comunicado de Jorge Luiz Fonseca, vencedor do Pipa online 2017

A pedido do artista Jorge Luiz Fonseca, vencedor do PIPA Online 2017, publicamos um texto de sua autoria abordando os eventos recentes relacionados à competição. Leia o texto na íntegra abaixo:

“Foi com muita felicidade que recebi o resultado final do Prêmio PIPA Online e a esperada confirmação da lisura do processo de votação.

Passei o dia de segunda-feira aguardando a divulgação oficial e acompanhando, calado, as várias manifestações pró e contra o resultado da votação, inclusive as insinuações de fraude, já devidamente rechaçadas pela direção do Prêmio.

Permaneci firme e tranquilo. Quem insinuou tal coisa não me conhece, nem tampouco conhece meu trabalho.

Eu sei de onde veio cada apoio inicial à minha proposta (embora não conheça os ‘amigos’, dos ‘amigos’, dos ‘amigos’…) e o quanto foi árduo, mas também prazeroso, conquistá-los.

O que não me impede de reconhecer – como pude verificar nos comentários na página do PIPA no Facebook – a onda de comentários inaceitáveis, feitos por haters, que se abateu sobre a artista concorrente que ficou em segundo lugar. É preciso que fique claro que essas pessoas, responsáveis por tais comentários, não me representam e não fazem parte dos grupos que mobilizamos durante a campanha para minha eleição no PIPA Online. E muito me entristece a possibilidade de que alguns votos que me tenham sido concedidos (se isso de fato aconteceu) tenham vindo de pessoas que se posicionam de forma tão abominável perante a vida, o outro e a arte (apesar de ter entendido que, na averiguação feita pelo Prêmio PIPA, os eleitores não coincidem com as pessoas que se manifestaram contra a artista). Não é difícil perceber, entretanto, que diante da diferença de 1.136 votos, se essas pessoas votaram elas são minoria.

Reafirmo, portanto, que repudio toda forma de discriminação e não compactuo com posturas racistas, misóginas e/ou desrespeitosas – tudo isso é totalmente contrário à proposta do meu trabalho, que busca agregar as pessoas e provar que poesia e vida podem e devem ser coextensivas e coexistentes.

Dessa forma, tenho como me posicionar, mas não como me responsabilizar pelos comentários pejorativos que apareceram nas redes sociais – enviados por pessoas que não conheço e não convoquei. E, nesse sentido, peço o cuidado necessário para que a atitude preconceituosa apenas não mude de lado – para que na ânsia (justa) de defesa da artista (com a qual me solidarizo) e indignação com o ocorrido, não se passe a desconsiderar o trabalho de toda uma vida, que tem sido feito com muito cuidado, dedicação e amor, sem abrir mão da postura crítica necessária à vida contemporânea.

A quem possa interessar, descrevo aqui o percurso da minha campanha durante o período de votação:

Ancorei minha divulgação na paz e na alegria, pautada, principalmente, no trabalho que mais me absorve atualmente, o “FIOTIM – O Museu em Movimento”, com o qual tenho viajado pelo Brasil, levando arte e contagiando multidões nas praças públicas.

Já no segundo dia, obtivemos uma votação que nos colocou nos primeiros lugares. Pessoas de todo o Brasil, centenas delas que tiveram a oportunidade de vivenciar a experiência artística FIOTIM, manifestaram o seu agradecimento em forma de votos e estímulos. Seguimos fortes e crescendo, durante toda a semana, ao ponto de no sábado já estarmos no segundo lugar. Familiares, amigos e toda a imprensa de Conselheiro Lafaiete – minha terra natal -, de Ouro Preto – cidade querida onde vivo -, além de amigos e simpatizantes de várias partes do Brasil, deram força e consistência à nossa campanha. A crescente adesão nos colocou, na manhã de domingo, em pé de igualdade para disputar o primeiro lugar. No início da tarde, chegou o reforço decisivo para a espetacular virada: o apoio maciço da comunidade dos MCs – de todo o Brasil (de certa forma, o Jorge K, personagem que ‘apresenta’ o FIOTIM, é um MC, que já ‘contracenou’ com bailes charm, maracatu, samba de roda, palhaços, malabaristas, atores, drag queens, cantores, contadores de histórias, enfim, artistas e manifestações artísticas e culturais de naturezas as mais diversas. Isso é FIOTIM!). E não é válido dizer que foi mobilizado um grupo de fora do circuito das artes – todos os artistas que se empenharam em conseguir votos fizeram isso, apelando para amigos, familiares e conhecidos de todas as esferas. O mérito dos artistas foi aferido na indicação. Na votação online, o resultado é mesmo fruto de divulgação e de mobilização na rede – esse veículo perigoso e altamente contemporâneo, mas que também serve aos bons propósitos da arte.

O que entendo que aconteceu foi uma identificação de propósitos, expectativas e afinidades, vinda de vários segmentos da sociedade e de várias instâncias da arte, além do reconhecimento de todo um trabalho, que é fruto de mais de 22 anos de intensa pesquisa e prática incansável.

Os fatos lamentáveis ocorridos, uma vez que alheios à minha vontade e ao meu conhecimento, não tirarão o mérito de uma conquista que não é só minha, mas também de todos os que se envolveram com a minha proposta de trabalho.

O meu respeito e o meu abraço a todos!

Até breve.

Jorge Luiz Fonseca”

Publicado por Patricia Canetti às 9:18 AM


agosto 8, 2017

Prêmio Pipa 2017 - Conheça o vencedor e segundo colocado do Pipa online 2017

O público votou até o dia 6 de agosto nos 12 artistas que conquistaram pelo menos 500 votos no 1º turno e se classificaram para a segunda etapa. Foram computados quase 12.700 votos, distribuídos entre os 12 artistas participantes durante a semana do 2º turno. O vencedor do PIPA Online 2017 foi o artista Jorge Luiz Fonseca, que recebeu 4.101 votos ao total no final do 2º turno e será premiado com R$10 mil. A segunda colocada foi a artista Musa Michelle Mattiuzzi, que recebeu 2.965 votos e será premiada com R$5 mil. Ambos doarão uma obra para o Instituto PIPA (a serem definidas em comum acordo entre os artistas e a coordenação do Instituto).

Participaram também do 2º turno os artistas: Aleta Valente, Lyz Parayzo, Desali, Éder Oliveira, Mario Bands, Antonio Obá, Rubiane Maia, Christus Nóbrega, Paul Setúbal, Dalton Paula.

O Prêmio PIPA gostaria de esclarecer que verificou a origem dos votos na competição e seus perfis são legítimos, pertencendo a pessoas físicas reais e, em sua grande maioria, brasileiras. Aproveitamos a oportunidade para ressaltar o compromisso do Prêmio PIPA com a diversidade e seu absoluto repúdio a toda e qualquer atitude discriminatória.

OS VENCEDORES

Jorge Luiz Fonseca – Conselheiro Lafaiete, MG, 1966.

Conquistou 4101 votos do público, sendo o artista mais votado no 2º turno do PIPA Online. Jorge Luiz Fonseca trabalhou como professor do Departamento de Artes da UFJF e diretor de criação e produção de grupos de artesãos. Sua formação artística é autodidata com diferentes vivências e experiências profissionais como: maquinista de trem, marceneiro, designer de móveis, designer de moda e arte-educador.

Jorge Fonseca, fortemente influenciado pela cultura popular e por processos artesanais, aponta questões artísticas contemporâneas de forma singular, por meio de uma investigação estética que rompe com as fronteiras das artes plásticas e assume contornos de elemento cênico. Suas obras se constituem como objetos cotidianos interpretados e recriados, capazes de redimensionar materiais a partir de uma lógica pararreal e poética, com forte ação dramática. O inventor parece sempre questionar o que e arte e seu limiar com relação ao artesanato, principalmente ao se utilizar de procedimento típico de artesania, com latências que agenciam memorias, sorrisos, saudades, valores estéticos e existenciais. – Lux! [Catálogo da Representação Brasileira na Quadrienal de Praga em 2011]

Musa Michelle Mattiuzi – São Paulo, SP, 1983.

Segunda colocada no 2º turno do PIPA Online com 2.965 votos computados. Ex-bancária, ex-recepcionista, ex-operadora de telemarketing, ex-auxiliar de serviços gerais, ex-cuidadora de crianças, ex-dançarina, ex-mulher, ex-atendente de corretora de seguros, ex-esposa, ex-aluna. Foi jubilada pela Universidade Federal da Bahia, por racismo institucional. Negra, escritora, performer, move-se com arte de modo indisciplinar.

Sobre o PIPA Online

O PIPA Online é a categoria do Prêmio na qual todos os artistas indicados na edição vigente são convidados a participar. A participação não é obrigatória. O vencedor é definido pelo número de votos recebidos em sua página, aqui no site. O objetivo principal é divulgar todos os artistas indicados e a arte contemporânea brasileira através da internet.

Para saber mais sobre o PIPA Online 2017, clique aqui.

Nota da Coordenação

O Prêmio PIPA é hoje um dos maiores e mais importantes prêmios de arte contemporânea brasileira. Ele tem três categorias: o Prêmio PIPA, no valor de R$130.000, escolhido entre os quatro finalistas da edição por um Júri convidado especializado; o Prêmio PIPA Exposição Voto Popular, no valor de R$24.000, escolhido entre os quatro finalistas da edição pelo público visitante da Exposição dos Finalistas do Prêmio PIPA no MAM-Rio; e, finalmente, o PIPA Online, categoria que todos os artistas indicados da edição podem disputar e que premia o primeiro e segundo artistas mais votados pelo público na Internet com, respectivamente, R$10.000 e R$5.000.

A grande virada observada nas últimas horas do PIPA Online 2017 não só não é inédita na história do Prêmio, como é o diferencial do PIPA Online em relação às outras categorias do PIPA, contribuindo com dinamismo, surpresas e, principalmente, ajudando a divulgar a arte contemporânea brasileira a partir da mobilização dos artistas e do público em torno da competição.

O PIPA Online existe desde a primeira edição do Prêmio PIPA e sua função é, justamente, dar oportunidade de divulgação aos artistas que estão fora dos grandes centros e que não são representados por galerias. Ele é o único das três categorias do Prêmio em que todos os artistas indicados da edição podem participar (nesta edição, concorreram dos indicados), e tem se mostrado um grande aliado no sentido de destacar a diversidade e a descentralização da arte contemporânea brasileira. Os dois vencedores do PIPA Online 2016 foram, por exemplo, dois indígenas, Jaider Esbell e Arissana Pataxó.

Nota do Canal Contemporâneo

O episódio da virada de votos no Pipa online 2017 e os ataques de cunho racista e misógino à artista Musa Michelle Mattiuzi, que estava em primeiro lugar e passou à segunda posição, levantaram discussões no Facebook, inclusive quanto ao posicionamento da instituição em relação ao ocorrido e à validade da edição deste ano. Mais ainda, trouxe novamente à tona o debate sobre o papel dos artistas no formato do Pipa online, como também no próprio Prêmio Pipa. Vale a pena conferir, fazendo uma busca no Facebook por Prêmio Pipa nas publicações, para ler os comentários, refletir e participar do debate.

Publicado por Patricia Canetti às 7:40 AM


Prêmio Pipa 2017 - Artistas finalistas

São quatro Finalistas escolhidos pelo Conselho do Prêmio dentre os artistas indicados pelo Comitê de Indicação 2017.

Antonio Obá, Bárbara Wagner, Carla Guagliardi, Éder Oliveira

Assista ao vídeo em que o curador do MAM-Rio e conselheiro do PIPA, Luiz Camillo Osorio, anuncia os Finalistas do PIPA 2017:

Antonio Obá

Nascido em 1983, em Ceilândia, cidade–satélite de Brasília, iniciou sua trajetória artística no início dos anos 2000.

Munido de uma poética investigativa sobre a condição do ser humano no mundo contemporâneo, o artista propõe pontos de contato com a tradição artística ocidental, focada na representação do corpo negro, construída em desenhos, pinturas, objetos, fotografias, gravuras, intervenções, instalações, vídeos e performances. A partir da manipulação com e sem controle de diversos sistemas de linguagem artística, figuras surgem inesperadas, destacadas de um fundo geralmente neutro, ora feitas em carvão ou betume, ora em óleo ou acrílica, ora com sangue ou com resina. Reside aí um acurado trabalho de pesquisa que remete o observador a algumas fontes da história da arte, como aos manuais de anatomia produzidos no decorrer da Idade Média.

Participa de exposições coletivas e individuais desde 2001, como por exemplo “exposição (in)corporações” , em 2015, na galeria Cândido Portinari, na UERJ, Rio de Janeiro; segunda edição do “Salão Transborda”, em 2016, na Caixa Cultural Brasília, além de integrar o acervo da Galeria de Arte XXX em Brasília; e em 2017, participa da “South-South: Let me begin again”, organizada pela Goodman Gallery na África do Sul.

Bárbara Wagner

Com mestrado em Artes Visuais pelo Dutch Art Institute (2011), a artista que vive em Pernambuco, é representada pela Fortes D’Aloia & Gabriel, e foi indicada ao Prêmio PIPA pela primeira vez em 2010.

Bárbara centra sua prática fotográfica no ‘corpo popular’, e foca suas estratégias de subversão e visibilidade entre os campos da cultura pop e da tradição. Publicadas em livros editados pela artista desde 2007, suas obras têm sido exibidas em exposições individuais e coletivas nacional e internacionalmente e fazem parte das coleções permanentes do MASP e MAM-SP. Uma monografia com uma extensa seleção de suas fotografias foi publicada em “O que é bonito é pra se ver” (Het Domein 2009). Trabalha em colaboração com o artista Benjamin de Burca (Munique, 1975) desde 2011, com o qual participou do 33º Panorama de Arte Brasileira (São Paulo, Brasil), da 4ª Bienal do Oceano Índico (La Réunion, França), da 36ª EVA International (Limerick, Irlanda), da 5ª edição do Prêmio Marcantonio Vilaça, da 32ª Bienal de São Paulo (São Paulo, Brasil) e, por fim, do Skupltur Projekte Münster, onde está atualmente exibindo.

Carla Guagliardi

A artista carioca vive entre o Rio de Janeiro (Brasil) e Berlim (Alemanha). Assim como Bárbara Wagner, ela também foi indicada ao Prêmio PIPA pela primeira vez em 2010.

A delicadeza bruta de sua poética está sempre buscando os pontos de encontro entre a imobilidade e a mobilidade, o temporal e o atemporal, o peso e a leveza. Os balões azuis, na iminência do desaparecimento, na sua precariedade constitutiva, avivam na pedra uma materialidade inabalável. O contraste entre materiais explicita a propriedade de cada coisa, uma singularidade que nasce da própria coexistência entre eles produzida pela escultura.

É representada pelas galerias Anita Schwartz ( Brasil) e Galerie m Bochum (Alemanha).

Éder Oliveira

Nascido em 1983, em Timboteua, região do Salgado paraense. Licenciado em Educação Artística – Artes Plásticas pela Universidade Federal do Pará. Pintor por ofício, desde 2004 desenvolve trabalhos relacionando retratos e identidade, tendo como objeto principal o homem amazônico. Trabalha e vive em Belém. Atualmente é representado pela galeria Periscópio Arte Contemporânea.

Trabalhando em diversos suportes, como óleos sobre tela, intervenções, e site-specifics, com o tema dos retratos realizou as exposições individuais “Pintura ou a Fotografia como Violência” (Palácio das Artes, Belo Horizonte, 2017), “Malerei – oder dieFotogafie als Gewaltakt” (Kunsthalle Lingen, Alemanha, 2016), “Você é a Seta” (Galeria Periscópio Arte Contemporânea, Belo Horizonte, 2016), “Páginas Vermelhas” (Galeria Blau Projects, São Paulo, 2015) e “Alistamento” (Sesc Boulevard, Belém, 2015), além de participar de diversas exposições coletivas, entre elas “Modos de Ver o Brasil: Itaú Cultural 30 Anos” (MAM SP, 2017), “Malereiaus der Kunstsammlung der Stadt Lingen” (Kunsthalle Lingen, Alemanha, 2017), “A Cor do Brasil” (Museu de Arte do Rio, 2016), 31ª Bienal de Artes SP (São Paulo, 2014) e suas itinerâncias em 2015 em Campinas (Sesc Campinas) e Porto (Museu de Serralves).


Os quatro finalistas também são convidados a participar do Prêmio PIPA Online, categoria aberta a todos artistas participantes que terá início, daqui um mês, no próximo dia 16 de julho.

Para saber mais sobre os finalistas e os demais 54 participantes do Prêmio PIPA 2017 visite suas páginas, com fotos de muitos trabalhos e entrevistas.

Publicado por Patricia Canetti às 7:25 AM


julho 31, 2017

Convocatória: Carpintaria Para Todos, Rio de Janeiro

Você está convidado a comparecer com uma obra de arte de sua autoria na Carpintaria. Nós iremos receber, instalar e expor seu trabalho. Serão aceitas obras de todas as naturezas - desenho, colagem, fotografia, pintura, escultura, instalação, vídeo, filme, performance etc.

10 de agosto de 2017, quinta-feira, das 10 às 19h

Carpintaria
Rua Jardim Botânico 971, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ

APRESENTAÇÃO

Carpintaria Para Todos é uma exposição coletiva formada por um único critério: a ordem de chegada dos participantes. No dia 10 de agosto, das 10h às 19h, a Carpintaria (Rua Jardim Botânico 971, Rio de Janeiro) estará de portas abertas para receber uma obra de arte de qualquer pessoa interessada em mostrar seu trabalho. Sem nenhuma curadoria, qualquer um poderá participar desde que siga as especificações listadas no texto-convite divulgado no site e nas redes sociais da Carpintaria.

O projeto funciona como uma releitura do evento homônimo realizado em setembro de 2012, no Galpão do Liceu de Artes e Ofícios, paralelo à 30ª Bienal de São Paulo. A proposta surgiu da reunião de alguns profissionais do campo da arte com um objetivo em comum: realizar uma exposição na qual presencia-se uma suspensão de valores e hierarquias, criando assim um espaço experimental de colaboração, que opere em rede e que se desdobre em múltiplos debates.

Com este intuito, o grupo resgatou a importante figura do curador norte-americano Walter Hopps (1932–2005), que desenvolveu uma série de projetos entre os anos 60 e 70, segundo ele mesmo, “imprevisíveis e irregulares”. Atuando sempre de maneira não convencional no circuito de arte contemporânea de seu tempo, Hopps se interessava em trabalhar outros formatos de curadoria e outras relações entre público e privado, tensionando a esfera institucional e o espírito anárquico da arte. Da mesma maneira, é relevante destacarmos como inspiração nomes como o do historiador e crítico de arte Walter Zanini (1925–2013), cuja atuação à frente do MAC-USP, de 1963 a 1978, contribuiu significativamente para ampliar os espaços de reflexão e exibição da arte, através de ambiciosos projetos expositivos como o JAC (Jovem Arte Contemporânea). Carpintaria Para Todos também dialoga e soma-se ao espírito colaborativo de outras ações artísticas que aconteceram e ainda acontecem na cidade do Rio de Janeiro, como Zona Franca, Alfândega, Orlândia e as exposições Abre Alas, realizadas há mais de uma década pela A Gentil Carioca.

Na terça-feira 22 de agosto, a partir das 19h, acontecerá uma conversa entre membros do comitê voluntário e os artistas participantes do projeto, tendo como eixo as práticas expositivas colaborativas na cena artística carioca e nacional. A conversa será pontuada pela exibição de trechos de filmes, vídeos e materiais de arquivo diversos.

Os organizadores e colaboradores voluntários deste projeto são: Alexandre Gabriel, Barrão, Bernardo Mosqueira, Daniela Corrêa Fortes. Eduardo Ortega, Isabel Diegues, Laura Mello, Luisa Duarte, Marcelo Campos, Márcia Fortes, Mari Stockler e Victor Gorgulho. Os colaboradores estarão pessoalmente no local da exposição ajudando a receber as obras e montar a exposição.

REGULAMENTO

Você está convidado a comparecer com uma obra de arte de sua autoria na Carpintaria (Rua Jardim Botânico 971 – Rio de Janeiro) na quinta-feira, dia 10 de agosto de 2017 das 10h às 19h. Nós iremos receber e instalar seu trabalho no espaço expositivo da galeria. A mostra estará aberta para o público do dia 10 a 19 de agosto, de terça a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 18h.

Serão aceitas obras de todas as naturezas – desenho, colagem, fotografia, pintura, escultura, instalação, vídeo, filme, performance e o que mais você inventar – e sua participação estará garantida desde que:

  • Você leve em pessoa o seu trabalho;
  • O seu trabalho passe pela porta (1,80 x 2,10 m);
  • Você traga todo o material necessário para a sua instalação, exposição e funcionamento. Haverá montadores para auxiliar na montagem;
  • A sua obra de arte preserve a integridade física e respeite os outros trabalhos em exposição, o público e o espaço expositivo;
  • Você entregue sua obra nas mãos da produção que escolherá o local de instalação do trabalho. Caso queira deixar um material impresso relacionado ao trabalho, iremos disponibilizar um local para consulta;
  • Se o trabalho for uma performance, o horário de apresentação será definido em acordo com a produção. O registro em vídeo ou foto da sua performance poderá ser exposto posteriormente na mostra;
  • Você se comprometa a retirar a sua obra do local expositivo ao final da exposição, no prazo estipulado pela produção;
  • Qualquer dano ou perda da obra durante a sua montagem, exposição e/ou retirada será considerada como parte do processo. Haverá segurança e monitoria durante a exposição, mas a produção não pode garantir ressarcimento de eventuais danos;
  • A Carpintaria não fará o intermédio comercial das obras dessa exposição, mas os interessados poderão contatar diretamente os artistas. Haverá uma lista com a ficha técnica das obras e o e-mail dos artistas na recepção.
Mais informações: carpintaria@fdag.com.br
Publicado por Patricia Canetti às 3:10 PM