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agosto 28, 2021

Os Monstros de Babaloo no Galpão Fortes D'Aloia & Gabriel, São Paulo

A Fortes D’Aloia & Gabriel tem o prazer de apresentar ‘Os Monstros de Babaloo', coletiva com curadoria de Victor Gorgulho, incluindo obras de 33 artistas contemporâneos realizadas entre 1960 e os dias de hoje. A exposição referencia o filme homônimo do cineasta Elyseu Visconti (Rio de Janeiro, 1939-2014, filho do pintor Eliseu Visconti), realizado em 1970, sobre uma família grotesca e disfuncional no comando de um paraíso tropical ao sul do Equador.

[scroll down for English version]

A sinopse do filme de Visconti poderia facilmente espelhar o cenário político do Brasil de 2021: Babaloo, a mítica ilha, é habitada por criaturas de toda sorte: são corpos convulsivos em transe contínuo, ratos e zumbis delirantes vagando sob a incessante luz de um sol que nunca se põe. A exposição coletiva homônima referencia e reverencia a alegoria política do filme de Visconti, à época censurado pelo regime militar, e desde então raramente exibido em contexto público.

Transgressores na forma e no conteúdo, os filmes do dito cinema marginal brasileiro vieram expandir as estruturas mais rígidas (ainda que não menos inventivas) dos filmes do Cinema Novo do início da década de 1960. Apesar de breve e de frágil historicização, tal momento de radical invenção do audiovisual brasileiro é hoje lembrado por algumas das mais engenhosas alegorias sobre o Brasil, frequentemente colocando em xeque e complexificando as contraditórias noções de brasilidade e tropicalidade.

Propondo fricções de ordens diversas - narrativas, semânticas, visuais - entre artistas, obras e produções realizadas da década de 1960 até os dias de hoje, a exposição Babaloo articula uma teia narrativa de temporalidades embaçadas e aproximações insuspeitas. Um paraíso tropical colorido e cruel, forjado entre a farsa e a ficção, a beleza e a violência, a alegria e o horror.

A mostra inclui obras de: Adriana Varejão, Aleta Valente, Antonio Henrique Amaral, Antonio Simas Xavier, Carlos Vergara, Cristiano Lenhardt, Diambe da Silva, Elyseu Visconti, Erika Verzutti, Helena Ignez, Ivens Machado, Jac Leirner, Leda Catunda, Lenora de Barros, Luisa Brandelli, Luiz Roque, Moisés Patrício, Mulambö, Rafael Alonso, Rafael Bqueer, Roberto Magalhães, Rodolpho Parigi, Rodrigo Hernández, Rodrigo Matheus, Rodrigo Torres, Rogério Sganzerla, Rubens Gerchman, Tadáskía, Teresinha Soares, Tiago Carneiro da Cunha, Tiago Mestre, Victor Arruda, Wanda Pimentel e Yuli Yamagata.


Fortes D'Aloia & Gabriel is pleased to present 'Os Monstros de Babaloo', a group show curated by Victor Gorgulho, including works by 33 contemporary artists from 1960 to today. The exhibition references the 1970 film of the same name by director Elyseu Viscoti (Rio de Janeiro, 1939-2014, son of painter Eliseu Visconti), about a grotesque, dysfunctional family ruling over a tropical paradise south of Ecuador.

The synopsis of Visconti's film could easily mirror the Brazilian political scene in 2021: Babaloo, the mythical island, is inhabited by creatures of all kinds: these are convulsive bodies in a continuous trance, delirious rats and zombies wandering in the incessant sunlight that never sets. The current exhibition references and reveres the political allegory of Visconti's film, which at the time was censored by the military regime, and since then has rarely been shown in a public context.

Transgressive in form and content, the films of the so-called marginal Brazilian cinema came to expand the more rigid structures (although no less inventive) of the Cinema Novo films of the early 1960s. The radical invention of the Brazilian audiovisual is today remembered for some of the most ingenious allegories about Brazil, often questioning and complexifying contradictory notions of Brazilianness and tropicality.

Suggesting narrative, semantic, and visual tensions between artists, works, and productions from the 1960s to today, the group show articulates a web of blurred temporalities and unsuspicious approximations. A colorful, cruel tropical paradise, forged between farce and fiction, beauty and violence, joy and horror.

The show includes works by: Rafael Alonso, Antonio Henrique Amaral, Victor Arruda, Lenora de Barros, Rafael Bqueer, Luisa Brandelli, Leda Catunda, Tiago Carneiro da Cunha, Rubens Gerchman, Rodrigo Hernández, Helena Ignez, Jac Leirner, Cristiano Lenhardt, Ivens Machado, Roberto Magalhães, Rodrigo Matheus, Tiago Mestre, Mulambö, Rodolpho Parigi, Moisés Patrício, Wanda Pimentel, Luiz Roque, Rogério Sganzerla, Diambe da Silva, Teresinha Soares, Tadáskía, Aleta Valente, Adriana Varejão, Carlos Vergara, Erika Verzutti, Elyseu Visconti, Antonio Simas Xavier and Yuli Yamagata.

Posted by Patricia Canetti at 12:43 PM