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março 26, 2017

Ana Elisa Egreja na Leme, São Paulo

A Galeria Leme apresenta Jacarezinho 92, segunda exposição individual da artista brasileira Ana Elisa Egreja em seu espaço. A mostra conta com sete trabalhos de grandes dimensões, produzidos entre 2016 e 2017 e será acompanhada de texto crítico desenvolvido pela curadora independente Julia Lima.

[scroll down for English version]

Jacarezinho 92, de Ana Elisa Egreja, é uma espécie de conjunto-ápice, o desdobramento maior de uma pesquisa que já dura alguns anos. As naturezas mortas montadas por trás de chapas de vidro fantasia e fotografadas pela artista que vinham sendo feitas desde 2015, sempre pintadas em pequenos formatos, agora dão lugar à escala da arquitetura.

Egreja ocupou os cômodos da casa de sua avó da década de 1960, tipicamente modernista, em grandes intervenções que transformaram os espaços em palcos para ações efêmeras, situações absurdas, cenas estranhas – a artista encenou uma série de tableaux vivants, fotografou e documentou detalhadamente as pinturas vivas, e as transformou em imensas telas pintadas a óleo em proporções extremamente próximas do real. Se no início de sua produção as composições eram criadas exclusivamente por meios digitais, colecionando e agrupando imagens pesquisadas da internet em montagens no photoshop, nas pequenas naturezas mortas o acúmulo era de objetos e não de arquivos, que tinham de ser garimpados e comprados para a composição de cada trabalho. Agora, nesta nova série, as pequenas “esculturas” que a artista criava e fotografava explodiram para tomar toda a casa onde hoje fica seu ateliê. Papéis de parede, adesivos, animais reais e artificiais, luzes, frutas e legumes, industrializados, tecidos e até obras originais de outros artistas, todos fisicamente existentes no mundo e de origens, tempos e culturas diferentes, foram reunidos pela artista e colocados lado a lado em cada uma das cenas imaginadas, cuidadosamente combinados e posicionados para criar ambientes e atmosferas das mais diversas.

Muitas das telas presentes na exposição sugerem a iminência do movimento, como os polvos prestes a escorregar das torneiras no banheiro cor-de-rosa, ou a ação já lançada, como os passarinhos em pleno voo no ambiente cerrado do closet, quase colidindo com as portas dos armários e janelas. Diante dessas pinturas, praticamente adentramos o espaço e somos transportados para dentro dessas cenas meio congeladas, meio em slow motion, como se inseridos no momento da montagem do cenário fotografado pela artista.

Ana Elisa Egreja. (São Paulo, Brasil, 1983. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil.)
Exposições individuais: Da Banalidade: vol.1, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil (2016); Galeria Leme, São Paulo, Brasil, (2013), Dark Room, Galeria Laura Marsiaj, Rio de Janeiro, Brasil (2010); Temporada de Projetos, Paço das Artes, Sao Paulo, Brasil (2010). Exposições coletivas: A Luz que Vela o Corpo é a Mesma Que Revela a Tela (curadoria de Bruno Miguel), CAIXA Cultural, Rio de Janeiro, Brasil (2017); Toda janela é um projétil, é um projeto, é uma paisagem, (curadoria de Paulo Myiada), Galeria SIM, Curitiba, Brasil; Vértice - Construções, Centro Cultural dos Correios, São Paulo, Brasil (2016); Duplo Olhar, Coleção Sérgio Carvalho, Paço das Artes, São Paulo, Brasil (2014); Seven Artists from São Paulo, CAB Contemporary Art, Bruxelas, Bélgica (2012); Os primeiros dez anos, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil (2011); Arte Lusófana contemporânea, Memorial da America Latina, São Paulo, Brasil (2011); Tinta fresca- Galeria Mariana Moura– Recife, Brasil (2010); Projeto Tripé, Sesc Pompéia, São Paulo, Brasil (2009); Energias na arte – Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil (2009); 2000 e oito. Novos artistas para novas pinturas, Sesc Pinheiros, São Paulo, Brasil (2008); entre outras. O seu trabalho integra as coleções: Franks-Suss Collection, Londres, Inglaterra; MAM - Museu de Arte Moderna da Bahia, Brasil; Coleção Santander, Brasil; Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil e MAR, Rio de Janeiro, Brasil.


Galeria Leme presents Jacarezinho 92, second solo show by the brazilian artist Ana Elisa Egreja in its space. The show counts with seven large scale works, produced between 2016 and 2017 and will be accompanied by a critical text developed by the independent curator Julia Lima.

Jacarezinho 92, by Ana Elisa Egreja, is a kind of joint-apex, the largest unfolding of a research that has been in development for some years. The still lifes mounted behind hammered glass plates and photographed by the artist, that have been made since 2015 and always painted in small formats, now give way to the scale of the architecture.

Egreja occupied the rooms of her grandmother’s typically modernist 1960s house, in major interventions that transformed the spaces into stages for ephemeral actions, absurd situations, strange scenes - the artist staged a series of tableaux vivants, photographed and documented in detail the live paintings, and transformed them into immense oil-painted canvases in extremely close proportions to the real. If, at the beginning of her production, the compositions were created exclusively by digital means, collecting and grouping images searched from the internet in photomontages in photoshop, in the small still lifes the accumulation was of objects and not of files, that had to be panned and bought for the composition of each work. Now, in this new series, the small "sculptures" that the artist created and photographed exploded to take over the whole house where her studio is today. Wallpapers, stickers, real and artificial animals, lights, fruits and vegetables, industrialized, fabrics and even original works of other artists, all physically existing in the world and of different origins, times and cultures, were gathered by the artist and placed side by side in each of the imagined scenes, carefully combined and positioned to create the most diverse environments and atmospheres.

Many of the canvases in the exhibition suggest the imminence of movement, such as the octopuses about to slip from the taps in the pink bathroom, or the action already launched, such as the birds in flight in the closed closet environment, almost colliding with the cabinet doors and windows. In front of these paintings, we practically enter the space and we are transported into these half frozen scenes, half in slow motion, as if inserted in the moment of the setting of the scenario photographed by the artist.

Ana Elisa Egreja. São Paulo, Brazil, 1983. Lives and works in São Paulo, Brazil. Solo exhibitions: Da Banalidade: vol.1, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brazil (2016); Galeria Leme, São Paulo, Brazil (2013); Dark Room, Galeria Laura Marsiaj, Rio de Janeiro, Brazil (2010); Temporada de Projetos, Paço das Artes, Sao Paulo, Brazil (2010). Group exhibitions: A Luz que Vela o Corpo é a Mesma Que Revela a Tela (curated by Bruno Miguel), CAIXA Cultural, Rio de Janeiro, Brazil (2017); Toda janela é um projétil, é um projeto, é uma paisagem, (curated by Paulo Myiada), Galeria SIM, Curitiba, Brazil; Vértice - Construções, Centro Cultural dos Correios, São Paulo, Brazil (2016); Duplo Olhar, Sérgio Carvalho Collection, Paço das Artes, São Paulo, Brazil (2014); Seven Artists from São Paulo, CAB Contemporary Art, Brussels, Belgium (2012); Os primeiros dez anos, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brazil (2011); Arte Lusófana contemporânea, Memorial da America Latina, Sao Paulo, Brazil (2011); Tinta fresca- Galeria Mariana Moura– Recife, Brazil (2010); Projeto Tripé, Sesc Pompéia, São Paulo, Brazil (2009); Energias na arte – Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brazil (2009); 2000 e oito. Novos artistas para novas pinturas, Sesc Pinheiros, São Paulo, Brazil (2008); among others. Her works are part of collections such as: Franks-Suss Collection, London, England; MAM - Museu de Arte Moderna da Bahia, Brazil; Santander Collection, Brazil; Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brazil and MAR, Rio de Janeiro, Brazil.

Posted by Patricia Canetti at 3:11 PM