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março 10, 2017

Alfredo Jaar na Luisa Strina, São Paulo

Galeria Luisa Strina tem o prazer de apresentar The Politics of Images, segunda exposição individual de Alfredo Jaar na galeria.

[scroll down for English version]

Alfredo Jaar (Chile, 1956) é um artista, arquiteto e videomaker. Após completar seus estudos no Chile, se mudou para Nova York em 1982, onde vive e trabalha atualmente. Sua prática artística é focada na criação, distribuição e circulação de imagens na esfera pública.

O ponto de partida da exposição é a instalação The Sound of Silence (2006), “um teatro construído para uma única imagem” (Jacques Rancière). O trabalho conta a história de Kevin Carter (1960 – 1994), fotojornalista sul-africano que se tornou famoso por sua fotografia ganhadora do prêmio Pulitzer. Tirada enquanto Carter se reportava do Sudão em 1993, a fotografia mostra uma criança em estado de inanição se rastejando pelo chão enquanto um abutre a observa. Após o suicídio do autor, a fotografia se tornou propriedade de sua filha Patricia Megan Carter e seus direitos são controlados pela Corbis, a maior agência fotográfica do mundo, a qual controla mais de cem milhões de imagens e é de propriedade de Bill Gates. Usando uma linguagem sucinta, Jaar questiona não só os limites do representável e da possibilidade de observar, mas também trata de questões de responsabilidade tanto do fotógrafo individualmente quanto daqueles que controlam a circulação e a disseminação das imagens, e finalmente, o espectador.

One Million Points of Light (2005) foi realizado na costa de Angola, em Luanda. A câmera foi posicionada em direção ao oceano, apontando diretamente ao Brasil, em memória e homenagem aos 14 milhões de escravos enviados de Angola para o Brasil. A fotografia é reproduzida numa caixa de luz e em cartões postais que os visitantes são convidados a levar para casa.

Searching for Africa in LIFE (1996) foca na ausência de representação e na absência da África na revista de notícias LIFE (a LIFE foi uma revista de fotojornalismo, que foi fundada em 1936 por Henry Luce – também fundador da revista Time – e encerrou suas atividades com a edição de maio de 2000). O trabalho consiste em uma coleção de 2128 capas, de 1936 a 1996, mostradas em ordem cronológica e visando refletir a chocante escassez de cobertura do continente africano por uma das mais influentes revistas do mundo.

Jaar usa uma fórmula similar no trabalho intitulado From Time to Time (2006), o qual, outra vez, traz à tona os esteriótipos racistas que governam a percepção da mídia ocidental em relação à África. São nove capas recentes da revista Time dedicadas à África divididas pelos únicos três assuntos geralmente cobertos: doenças, fome e conflito armado.

O artista participou de algumas das mais estabelecidas exposições coletivas ao redor do mundo, tais como a Bienal de Veneza (1986, 2007, 2009, 2013); Documenta, Kassel (1987, 2002); e Bienal de São Paulo (1987, 1989, 2010).

Alfredo Jaar teve exposições individuais em instituições como o New Museum, Nova York (1992); Whitechapel Gallery, Londres (1992); Museum of Contemporary Art, Chicago (1992); Moderna Museet, Estocolmo (1994); Museum of Contemporary Art, Roma (2005); Berlinische Galerie, Alte Nationalgalerie e Neue Gesellschaft für Bildende Kunst, Berlim (2012); e Museum of Contemporary Art Kiasma, Helsinki (2014).

O trabalho do artista faz parte de coleções tais como a do Museum of Modern Art, Nova York; Tate Collection, Londres; Guggenheim Museum, Nova York; LACMA e MOCA, Los Angeles; Centro de Arte Reina Sofia, Madrid; Centre Georges Pompidou, Paris; Moderna Museet, Estocolmo; e MASP, São Paulo.


Galeria Luisa Strina is pleased to present The Politics of Images, Alfredo Jaar’s second solo exhibition to be held at the gallery.

Alfredo Jaar (Chile, 1956) is an artist, architect and filmmaker. After completing his studies in Chile, he moved to New York in 1982, where he lives and works today. His critical practice focuses on the creation, distribution and circulation of images in the public sphere.

The starting point of the exhibition is the installation The Sound of Silence (2006), “a theater built for a single image” (Jacques Rancière). The work tells the story of Kevin Carter (1960 – 1994), a South African photojournalist who became famous for his Pulitzer Prize-winning photograph taken while reporting in Sudan in 1993 of a famine-stricken child crawling along the ground as a vulture looks on. After its author committed suicide, the photograph became the property of his daughter Patricia Megan Carter and its rights are handled by Corbis, the world’s biggest photographic agency, which controls over a hundred million images and is owned by Bill Gates. Using a great economy of means, Jaar questions not only the limits of the representable and the very possibility of being an eye-witness, but also tackles issues of responsibility of both the individual photographer, those who control the circulation and dissemination of images, and ultimately, the spectator.
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One Million Points of Light (2005) was shot off the coast of Angola, in Luanda. It was taken while facing the ocean directly towards Brazil, in memory and homage to the 14 million slaves sent from Angola to Brazil. The photograph is presented in a light box installed on the wall alongside postcards that are free for visitors to take.
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Searching for Africa in LIFE (1996) focuses on non-representation and the absence of Africa in the news magazine LIFE. The work consists of the entire collection of 2128 LIFE magazine covers from 1936 until 1996, displayed in chronological order and aiming to reflect the shocking scant coverage of the African continent by one of the most influential magazines in the world.

Jaar uses a similar formula in the work entitled From Time to Time (2006) and again brings to the surface the racist stereotypes that govern the Western media perception of Africa. This work consists of nine recent covers of the magazine dedicated to Africa divided in the only three subjects that are usually covered: disease, hunger and armed conflicts.

The artist has participated in some of the most established collective exhibitions worldwide, such as the Venice Biennale (1986, 2007, 2009, 2013); Documenta, Kassel (1987, 2002); and São Paulo Biennial (1987, 1989, 2010).

Alfredo Jaar has had solo exhibitions at institutions such as the New Museum of Contemporary Art, New York (1992); Whitechapel Gallery, London (1992); Museum of Contemporary Art, Chicago (1992); Moderna Museet, Stockholm (1994); Museum of Contemporary Art, Rome (2005); Berlinische Galerie, Alte Nationalgalerie and Neue Gesellschaft für Bildende Kunst, Berlin (2012); and Museum of Contemporary Art Kiasma, Helsinki (2014).

The artist’s work can be found in collections worldwide, including the Museum of Modern Art, New York; Tate, London; Guggenheim Museum, New York; LACMA and MOCA, Los Angeles; Centro de Arte Reina Sofia, Madrid; Centre Georges Pompidou, Paris; Moderna Museet, Stockholm, and MASP, São Paulo.

Posted by Patricia Canetti at 2:26 PM