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julho 22, 2013

Fabricio Lopez - Várzea na Mercedes Viegas, Rio de Janeiro

Fabricio Lopez - Várzea, Mercedes Viegas Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, RJ - 25/07/2013 a 24/08/2013

Mercedes Viegas Arte Contemporânea abre a partir do dia 24 de julho de 2013, para convidados, e do dia seguinte para o público, a exposição “Fabricio Lopez – Várzea” com trabalhos inéditos do artista paulista que oferece novas dimensões à prática de gravura em madeira. A mostra, que segue até o dia 24 de agosto, apresenta três xilogravuras de grandes proporções, gravuras menores, matrizes pintadas e ainda duas pinturas.

Nascido em Santos, no Estado de São Paulo, o artista busca na peculiar paisagem de sua cidade natal – que funde uma urbanidade antiga com a natureza bravia do litoral paulista – os estímulos visuais para imprimir as imagens de suas obras. Nas andanças pelo centro histórico, com suas velhas fábricas de café e zona portuária, ou no passeio de caiaque pelos canais da região, de onde observa serra e mar, o artista faz suas anotações, esboços e assimila as informações que depois serão os temas de sua poética visual.

Essas imagens geradas pelo impulso de capturar uma cena ou um cenário do lugar em que trabalha e vive são retrabalhadas e transformam-se em matrizes agigantadas em madeira. Mas a criação do artista só começa aí. Em seguida ele recombina essas matrizes, compondo imagens em camadas, o que o artista chama de “imagens não programadas”, em que o objetivo é deixar que o acaso também determine qual será o efeito final.

Nesta combinação quase aleatória, pode-se encontrar a obra “Oco”, em que vemos a paisagem exterior, as folhagens da mata atlântica, sobreposta a uma construção antiga em ruínas, provavelmente um casarão da época áurea da indústria da região. Outro exemplo é “Várzea”, em que a paisagem de fundo se mistura com as sóbrias linhas que delineiam um barco, as asas de uma imensa borboleta e há um transeunte de chapéu e guarda-chuva caminhando em primeiro plano sobre o emaranhado de cores. Em uma xilogravura seguinte a enorme borboleta já ganha um outro significado, sobreposta ao que parece ser uma caixa toráxica humana estilizada. Fabricio usa tinta gráfica que oferece cores sem transparência, saturadas e vivas: vermelho, azul, verde, marrom, preto, laranja etc. Essas três obras estarão na exposição na Mercedes Viegas e suas matrizes são talhadas em pranchas de cerca de 1,70m x 1,30m.

A impressão de xilogravura nesse tipo de formato – algumas obras de Fabricio Lopez chegam a medir 5m x 3m – exige um processo delicado e vigoroso do artista que trabalha sozinho, diariamente, em seu ateliê no centro histórico de Santos. Embora a técnica de gravura seja uma atividade milenar e tradicional, incluindo a prática de gravuras gigantes que no passado eram chamadas de “afrescos dos pobres”, Fabricio Lopez teve que desenvolver sua própria estratégia, para “vencer o papel” como ele diz. “Para realizar a impressão, eu tenho que estar dentro do papel, deito, ajoelho, piso, o papel sofre e no final ficam as marcas do processo também”. Por conta disso, o artista também desenvolveu uma técnica de colagem das gravuras baseadas na experiência de colar cartazes na rua, os conhecidos cartazes lambe-lambe. Fabricio prende as gravuras em paredes ou em superfícies lisas, o que permite a melhor exposição de duas obras, ou como comenta “a total apresentação da imagem conquistada”. A camada de cola por cima das xilogravuras cria o que o artista conta ser uma “segunda pele que faz brilhar a imagem”, uma película que faz desaparecer as interferências e devolve o desenho da xilogravura integralmente para o observador. Ele utiliza uma cola reversível que possibilita a retirada da imagem e sua “recolagem” em outro lugar ou suporte. Distinto de outros gravuristas, Fabricio não faz tiragem das gravuras, sendo cada peça única, como se fosse sempre a prova do artista.

Fabricio conta que o interesse por gravura foi um “transbordamento da pintura” adicionado a sua vontade de trabalhar com madeira. Logo, nada mais natural do que a produção de matrizes pintadas, ou seja, pinturas feitas em relevos talhados. Para o artista as pranchas de madeira que, recombinadas, geram as mais diversas gravuras possuem uma vida útil. Em certo momento ele isola a matriz e decide que não vai mais usá-la, pois a peça já carrega uma série de resíduos das impressões. Então o artista as retrabalha adicionando cor e transformando-as em pinturas em relevo que contém a memória das diversas imagens que já fizeram, resquícios de papel e tinta. “Elas não são mais matrizes, são pinturas, como superfícies que carregam fantasmas das impressões”, diz o artista.

SOBRE O ARTISTA
Fabricio Lopez, nascido em 1977, em Santos, São Paulo, já realizou diversas exposições individuais, no Brasil e no exterior. Seu trabalho já integrou muitas mostras coletivas, como as recentes Gravure Extrême / Europalia Brésil, Bruxelas, e The Dirty and The Bad – from São Paulo to Svendborg, Dinamarca, em 2011. No mesmo ano, foi o artista convidado do Programa de Exposições 2011, da III Mostra Centro Cultural São Paulo. Fabricio Lopez também participou de residências artísticas incluindo Rumos Itaú Cultural em Valparaíso no Chile, em 2012 e o Atelier Engramme, Quebec, no Canadá, em 2007. Suas obras fazem parte da coleção dos seguintes museus e acervos públicos: Museu de Arte Moderna de São Paulo; Museu de Arte Contemporânea Dragão do Mar, Fortaleza; Pinacoteca da Cidade de São Paulo (prêmio aquisição do Programa de Exposições CCSP); Ministério das Relações Exteriores, Brasília (1º prêmio obras em papel do programa de aquisições do Itamaraty); Secretaria de Cultura de Santos e Casa do Olhar de Santo André (prêmio Cidade de Sto André – Bienal de Gravura).

O artista é mestre em Poéticas Visuais pela a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e bacharel em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado. Foi membro fundador do Ateliê Espaço Coringa (1998-2009), e da Associação Cultural Jatobá (2004). Foi no Ateliê Espaço Coringa que começou o trabalho como gravurista em 2000. Primeiro conquistou uma certa familiaridade com a madeira, ao decidir confeccionar sozinho os móveis do lugar, a partir daí transbordou a sua pintura também para a madeira. Com seus parceiros de ateliê também criou o projeto lambe-lambe no qual mandavam imprimir milhares de xilogravuras nas gráficas de cartazes e colavam espaço público. Pelo projeto passaram mais de 50 artistas que prenderam cartazes-obras-de-arte por todo o país. Depois de uma temporada em que viveu em São Paulo, voltou a morar em Santos, onde nasceu, e em 2007 estabeleceu o Ateliê Santos.

Posted by Patricia Canetti at 10:37 PM