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março 16, 2019

Artista Residente Bolsa Pampulha 2018/2019 - Selecionados

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e o JA.CA - Centro de Arte e Tecnologia, anunciam resultado do processo seletivo para o Programa Bolsa Pampulha. Para a 7ª edição, referente a 2018/2019, foram apresentados 356 projetos - na edição anterior foram 245.

Foram selecionados dez artistas para a realização de uma residência artística de seis meses em Belo Horizonte, a partir do dia 25 de março e, em setembro, participam de exposição para apresentar as obras produzidas. A comissão de seleção foi composta por Beatriz Lemos, Júlia Rebouças e Rosângela Rennó, além de Samantha Moreira como representante do JA.CA e Augusto Fonseca como representante do Museu de Arte da Pampulha/ Fundação Municipal de Cultura.

São eles (em ordem alfabética): Alex Oliveira (BA), Guerreiro do Divino Amor (RJ), David de Jesus do Nascimento (MG), Dayane Tropikaos (MG), Gê Viana (MA), Sallisa Rosa (GO), Sara Lana (MG), Simone Cortezão (MG), Ventura Profana (BA) e Desali (MG). Veja a história e a descrição do trabalho de cada um no link oficial de divulgação do resultado.

Realizada nos dias 21 e 22 de fevereiro, a reunião de seleção ocorreu de acordo com o esperado, realizando a avaliação criteriosa de todas as propostas habilitadas. Formada por especialistas e pesquisadores em arte, a Comissão de Seleção levou em conta os critérios expostos pelo edital, como contemporaneidade, consistência conceitual e caráter investigativo, analisando a qualidade dos projetos propostos e suas relações com as questões atuais. A comissão entendeu que o conjunto de artistas selecionados revela um significativo segmento de pesquisa e de engajamento com as questões e práticas que articulam o debate e a produção de arte contemporânea brasileira.

Segundo considerações da Comissão de Seleção, com o grande número de inscritos e com a qualidade dos projetos enviados por artistas de várias partes do país em diferentes momentos de suas carreiras, a lista de artistas selecionados reflete o momento de urgências do Brasil. O grupo apresenta a diversidade de pesquisas presentes na produção nacional, por meio de propostas e experiências distintas, abrangendo e ampliando o campo de pesquisas e interlocuções entre artistas, curadores e público envolvido durante o período da residência e ações previstas pelo Bolsa da Pampulha.

O programa tem o propósito de estimular a produção e a pesquisa em artes visuais na capital mineira, contribuindo para o processo formativo da comunidade artística local e nacional. Durante o período da residência artística serão realizados encontros abertos ao público com a comissão de acompanhamento, formada por Mônica Hoff, Beatriz Lemos e Júlia Rebouças.

“O Bolsa Pampulha é um dos programas de residência artística mais importantes do país. Fomenta a produção em arte contemporânea na cidade e cria diálogos entre público e artistas" afirma a Diretora de Museus, Letícia Dias.

O resultado está disponível online.

Bolsa Pampulha

O Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte teve sua origem nos anos 1930 e, ao longo de oito décadas de existência, sempre com periodicidade bienal, foi se modificando. Em 2003, seu modelo foi transformado no Programa Bolsa Pampulha. A última edição foi a de 2015/2016.

Criado por Adriano Pedrosa, quando curador do Museu de Arte da Pampulha, o programa provoca discussão crítica sobre a prática dos artistas, propicia o intercâmbio cultural, experimentações e pesquisas entre artistas de uma nova geração, colocando Belo Horizonte nos importantes debates sobre a arte contemporânea.

Desde a sua criação, o Bolsa Pampulha tornou-se referência, projetando diversos nomes nacional e internacionalmente, como Cinthia Marcelle, Paulo Nazareth, Marilá Dardot, Janaína Wagner, Rafael RG, Marcellvs L, entre outros.

Museu de Arte da Pampulha

Projetado para ser cassino no início da década de 1940, sob a administração do prefeito Juscelino Kubitschek, o “Palácio dos Cristais” foi o primeiro projeto de Oscar Niemeyer para o Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Foi somente em 1957, 11 anos depois da publicação do decreto de lei que proibiu a prática e exploração de jogos de azar em todo o território nacional, que o cassino recebeu, oficialmente, uma função cultural.

Com o estímulo do empresário de comunicação e mecenas Assis Chateaubriand, foi criado o Museu de Arte da Pampulha, a partir da Lei Municipal nº 674, de 23/12/1957. Nessa época, as políticas públicas culturais em Belo Horizonte eram gerenciadas pelo então Departamento de Educação e Cultura, que se encarregava, entre outras competências, de administrar os Salões de Belas Artes.

Em 1969, ao passar a receber obras de artistas de todo o país, os Salões Municipais de Belas Artes passaram a ser denominados Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte. Os melhores trabalhos eram expostos no Museu da Pampulha, que passava a incorporá-los ao seu acervo, formado hoje por cerca de 1.500 obras. Destacam-se trabalhos de Alberto da Veiga Guignard, Emiliano Di Cavalcanti, Ivan Serpa, Tomie Ohtake, Franz Weissman e Amilcar de Castro, além de uma significativa coleção de gravuras brasileiras, com importante produção de Oswaldo Goeldi. É um equipamento gerido pela Fundação Municipal de Cultura, único museu de arte do município.

Sobre o JA.CA

O JA.CA – Centro de Arte e Tecnologia é uma Organização da Sociedade Civil que realiza pesquisas, projetos e experimentações artísticas em seu espaço no Jardim Canadá, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e em outras localidades e instituições parceiras. A organização iniciou suas atividades, em 2010, como um projeto de residências artísticas internacionais, sendo consolidada e constituída formalmente como associação civil sem fins lucrativos, com objetivos de promoção e disseminação da cultura e da arte, no início de 2013.

Desde sua fundação executa e gere projetos que se alinham em dois principais eixos: atividade de formação e educação em artes; e pesquisas em arquitetura, urbanismo e design. É responsável, desde 2018, pelo Programa Educativo do Centro Cultural Banco do Brasil em suas quatro sedes (Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo).

A Organização da Sociedade Civil JA.CA Centro de Arte e Tecnologia foi selecionada pela Prefeitura de Belo Horizonte por meio de edital, lançado em julho de 2018, para atuar como parceira na produção do 33º Salão Nacional de Arte / 7º edição do Bolsa Pampulha, no Museu de Arte da Pampulha.

Posted by Patricia Canetti at 12:15 PM

março 1, 2019

Prêmio de Residência SP-Arte 2019 - Finalistas

A sétima edição do Prêmio de Residência SP-Arte já tem os nomes dos artistas finalistas:

Bruno Faria (Periscópio Arte Contemporânea)
Daniel Lie (Casa Triângulo)
Jaime Lauriano (Galeria Leme A/D)
Leticia Ramos (Mendes Wood DM)
Paul Setúbal (Andrea Rehder Arte Contemporânea))
Virginia de Medeiros (Galeria Nara Roesler)

Em 2019, o programa oferece uma estadia de três meses na Delfina Foundation, uma das principais organizações do gênero, sediada em Londres. Devido ao grande número de inscrições, o júri formado por representantes da Delfina e da SP-Arte optaram por escolher seis finalistas, ao invés dos cinco anunciados inicialmente.

O júri escolheu com base nas pesquisas propostas pelos artistas e a partir de uma avaliação de quais nomes mais se beneficiariam com uma residência internacional neste ponto de suas carreiras.

O vencedor será anunciado no dia 4 de abril, quinta-feira, durante a 15ª edição da SP-Arte. A seleção final será feita a partir das obras desses artistas, que precisam necessariamente estar expostas no evento. A residência acontecerá apenas em 2020, de janeiro a março.

Premiada em 2018

No ano passado, o Prêmio de Residência SP-Arte foi concedido à mineira Laura Belém (Athena/RJ, Celma Albuquerque/BH, e Luisa Strina/SP), que passou três meses em Londres, na Delfina Foundation. Confira a reflexão da artista sobre a experiência.

Posted by Patricia Canetti at 10:38 AM

21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil - Selecionados

A Associação Cultural Videobrasil e o Sesc São Paulo anunciam a lista de 55 artistas e coletivos participantes da 21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil | Comunidades imaginadas, exposição e programa público de eventos dedicados à produção do Sul Global, que acontece entre 9 de outubro de 2019 e 2 de fevereiro de 2020 no Sesc 24 de Maio, em São Paulo.

Ao todo, 2.280 artistas de 105 países inscreveram obras na convocatória da 21ª Bienal. Formada pela diretora artística Solange Farkas e pelo trio de curadores Gabriel Bogossian, Luisa Duarte e Miguel López, a equipe curatorial foi responsável pela seleção, bem como pela escolha dos artistas convidados. Participaram ainda do júri de seleção os curadores Alejandra Hernández Muñoz, Juliana Gontijo e Raphael Fonseca.

Veja a lista de participantes da 21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil:

Adrian Balseca, Equador
Ahmad Ghossein, Líbano
Alberto Guarani, Brasil
Alto Amazonas Audiovisual, Brasil
Ana Carvalho, Ariel Kuaray Ortega, Fernando Ancil, Patrícia Ferreira Para Yxapy, Brasil
Andrea Tonacci, Itália/Brasil
André Griffo, Brasil
Aykan Safoglu, Turquia/Alemanha
Brett Graham, Nova Zelândia
chameckilerner, Brasil/Estados Unidos
Clara Ianni, Brasil
Claudia Martínez Garay, Peru/Países Baixos
Dana Awartani, Arábia Saudita
Ellie Kyungran Heo, Coreia do Sul/Reino Unido
Emo de Medeiros, França/Benin
Erin Coates, Austrália
Ezra Wube, Etiópia/Estados Unidos
Federico Lamas, Argentina
Gabriela Golder, Argentina
George Drivas, Grécia
Georges SENGA, República Democrática do Congo
Hiwa K, Iraque/Alemanha
Hrair Sarkissian, Síria/Reino Unido
Jim Denomie, Estados Unidos
Jonathas de Andrade, Brasil
Julia Mensch, Argentina
Köken Ergun, Turquia
Luiz de Abreu, Brasil
Marilá Dardot, Brasil
Marton Robinson Palmer, Costa Rica
Maya Shurbaji, Síria
Megan-Leigh Heilig, África do Sul/Bélgica
Mohau Modisakeng, África do Sul
Mônica Nador, Brasil
Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas, Brasil
Natalia Skobeeva, Rússia/Reino Unido
Nelson Makengo, República Democrática do Congo
Nidhal Chamekh, Tunísia/França
Nilbar Güres, Turquia/Estados Unidos
No Martins, Brasil
Noé Martínez, México
Omar Mismar, Líbano
Paul Rosero Contreras, Equador
Paulo Mendel e Vitor Grunvald, Brasil
Roney Freitas e Isael Maxacali, Brasil
Rosana Paulino, Brasil
Sadik Afraji, Iraque/Países Baixos
Tang Kwok Hin, China
Teresa Margolles, México
Thanh Hoang, Vietnã
Thiérry Oussou, Benin/Países Baixos
Tiécoura N'Daou, Mali
Tomaz Klotzel, Brasil
VoteLGBT, Brasil
Ximena Garrido-Lecca, Peru

Os participantes concorrem a sete prêmios, concedidos por um júri internacional. Saiba mais em bienalsescvideobrasil.org.br

A 21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil é uma realização da Associação Cultural Videobrasil e do Sesc São Paulo. Criado em 1983 por Solange Farkas e realizado em parceria com o Sesc desde 1992, o tradicional Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil, assume seu posicionamento no cenário global das artes e carrega agora no nome a periodicidade bienal que adotou desde o início dos anos 90.

Comunidades imaginadas é o título desta 21ª edição, que se dará em três plataformas: exposição+programa de filmes, programas públicos e publicação. A equipe curatorial, formada por Gabriel Bogossian, Luisa Duarte, Miguel López e Solange Farkas, emprestou o título do clássico texto de Benedict Anderson (1936-2015) sobre a origem e a difusão do nacionalismo para, conforme o partido curatorial, propor a investigação de "como poéticas oriundas do Sul vêm elaborando o fenômeno [do nacionalismo]", considerando também "outras comunidades, criadas por imaginações distintas daquelas que fundaram os Estados nacionais".

Vídeo sobre a edição anterior da bienal, clique aqui para revisitar outras edições.

A 21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil | Comunidades imaginadas acontece de 9 de outubro de 2019 a 2 de fevereiro de 2020 no Sesc 24 de Maio.

Posted by Patricia Canetti at 10:25 AM