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julho 31, 2014

Artista Convidado do Ateliê de Gravura: Nathalia García na Iberê Camargo, Porto Alegre

Neste sábado, Nathalia García conversa com o público na Fundação Iberê Camargo

Uma boa dica de programação cultural para a manhã deste sábado (2 de agosto), às 11h, é visitar a Fundação Iberê Camargo para conhecer a trajetória da porto-alegrense Nathalia García e a sua experiência em gravura em metal desenvolvida durante uma semana no Programa Artista Convidado do Ateliê de Gravura. Entre os últimos trabalhos da artista, que já conquistou alguns dos principais prêmios gaúchos de artes visuais, estão a instalação realizada este ano no pavilhão internacional da Vancouver Biennale, no Canadá. “Essa atividade com certeza irá influenciar os meus trabalhos futuros em desenho, assim como as técnicas de xilogravura e de litogravura me fizeram pensar em imagens bidimensionais e de sobreposição”, diz. Quem se interessar pelo ótimo programa, gratuito, poderá também conferir as 27 gravuras em metal e as instalações e filmes criados por Nuno Ramos, em exibição no 4º piso do prédio, e ainda as mostras Liberdade em Movimento e As Horas [O Tempo como Motivo].

Nathalia García nasceu em 1986, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, onde vive e trabalha. Em 2013, concluiu o mestrado em Poéticas Visuais, como bolsista de pesquisa CAPES, pelo PPGAV do Instituto de Artes da UFRGS. Participou de exposições e mostras como as coletivas “Desenho no Plural”, Galeria do DMAE, Porto Alegre, 2008; “Diáfano”, Galeria Iberê Camargo, Porto Alegre, 2009; “Cartão de Visita”, Galeria Gestual, Porto Alegre, 2011; e "SESI Arte Contemporânea", Centro Cultural FIEP, Curitiba, 2012. Realizou as exposições individuais “Construção do Avesso” na Galeria Iberê Camargo, Porto Alegre, 2012; “MURO” na Galeria do Ocidente, Porto Alegre, 2012; e “Ascensão do Objeto”, Santander Cultural, Porto Alegre, 2013. Participou da residência artística T.D.U.E.P.U.R.C., em Riozinho/RS, através do programa Artistas em Disponibilidade, da 7ª Bienal do Mercosul. Em 2008, foi contemplada com o prêmio Salão Jovem Artista pelo grupo RBS e, em 2010, com o prêmio Incentivo à Criatividade, no 19º Salão de Artes Plásticas Câmara Municipal de Porto Alegre. Em 2014 apresentou uma instalação no pavilhão internacional da Vancouver Biennale em Vancouver, Canadá.

Posted by Patricia Canetti at 10:39 AM

julho 30, 2014

Marcia Xavier na Triângulo, São Paulo

Querida é o título da nova exposição individual de Marcia Xavier, na Casa Triângulo. A mostra é o resultado da pesquisa realizada pela artista durante uma residência artística na cidade de Roma, de setembro a novembro de 2013.

“A pesquisa foi essencialmente fotográfica. Comecei ao ar livre, caminhando pela cidade e vendo a paisagem das vistas das sete colinas que a cercam. Ao mesmo tempo fui entrando nos ambientes internos das igrejas, templos, palácios e museus. Atraída primeiro pela arquitetura, com suas colunas e cúpulas monumentais e depois pela enorme coleção de esculturas. Roma é uma cidade onde se convive com o arcaico e o que existe de mais atual – das ruínas do Fórum Romano ao MAXXI, museu onde visitei a mostra Pensar por Imagens, de Luigi Ghirri, um artista que para mim foi uma descoberta maravilhosa”, diz Marcia Xavier.

Toda essa experiência levou a artista a focar em três assuntos, que descreve abaixo, apresentados agora nessa mostra:

PAISAGEM
Depois de conviver com as imagens de Ghirri, primeiro na exposição e depois nos livros, passei a enxergar sua fotografia em tudo que via pela cidade. Como se dilatasse o tempo, sua obra passa uma sensação de calma, unindo concentração e contemplação. Haikai é uma fotografia ghirriniana pela leveza. A paisagem sem chão – a lua, a nuvem e a ponta de um pinheiro flutuam soltas no céu.

Nos arredores da Piazza Del Popolo, mais precisamente no Monte Pincio, vejo, no espelho d’água de uma fonte, o céu azul no chão, a nuvem ao lado do musgo verde que nasce na pedra, misturando a superfície do lago com seu fundo. O céu e o chão num mesmo plano, transformando a paisagem dos pinheiros num espelho líquido.

Um vídeo onde a paisagem balança, espelhada nas águas de um canal em Veneza. Uma dança nos telhados das casas cria uma instabilidade vertiginosa.

Brinquedo óptico. A imagem de uma porta impressa sobre a madeira, no fundo de uma caixa, é vista através dos cilindros. Soltas no tabuleiro, essas lentes se movimentam, deformam a imagem de acordo com a movimentação da obra pelo expectador.

RUÍNAS
A fotografia mostra o detalhe de uma coluna. Os rabiscos no mármore são letras soltas e palavras desconexas, que revelam uma tensão entre o arcaico e o moderno. A imagem deitada na horizontal transforma a coluna em uma paisagem. A ampliação negativada reforça as características de gravura, acentuadas pelo granulação do filme.

SAL
A imagem mostra as ruínas da residência do Imperador Augusto, Domus Augustana, que fica ao norte do Fórum Romano. Suas janelas avistam o Circo Máximo. As paredes de pedras se desmancham na paisagem. O grão do filme e o uso das pedras de sal, mimetizam a natureza esfarelada da construção.

Fotos de partes do que restou das esculturas de um torso masculino e de um feminino, imersos em grãos de sal, fazem uma analogia entre criação e decomposição, imobilizando o tempo.

Posted by Patricia Canetti at 12:56 PM

julho 22, 2014

Marcus Vinícius na Marcelo Guarnieri, São Paulo

Em sua primeira exposição na unidade de São Paulo da Galeria de Arte Marcelo Guarnieri, o artista plástico Marcus Vinícius exibe no próximo dia 26 de julho seu recente trabalho de pesquisa “Estrutura Quadro: Revisão e Desdobramentos”. Num total de 34 obras, divididas em 6 séries diferentes - Listrados, Arrimados, Emendados, Acidados, Alumínio e Constructos, o paulistano reafirma a característica e urgência de seu trabalho autoral: a investigação da Estrutura Quadro. O conceito nasce do processo do artista em retrabalhar o objeto quadro, a partir de sua estrutura e funcionalidade conhecidas, mas investindo-o em diversas possibilidades estéticas, com o uso de novos materiais.

No processo contínuo de investigação, a partir de problemas que surgem durante o caminhar, Marcus desenvolve soluções técnicas, formais e conceituais, que apontam desdobramentos. “Antigamente os trabalhos partiam de projetos prévios, mas agora os projetos são posteriores ao início do trabalho. O projeto vai acontecendo para resolver um trabalho iniciado, quando necessário”, aponta o artista plástico.

Para a exposição “Estrutura Quadro: Revisão e Desdobramentos” - com obras com dimensões que variam de 27 X 33 cm até 200 X 400 cm - Marcus Vinícius retoma três séries desenvolvidas ao longo dos últimos 10 anos, os Emendados de 2001, os Arrimados de 2003 e os Listrados de 2004, além de sua produção experimental recente.

Entre as novidades para a exposição, destaque para os trabalhos acidados, alumínio, emendados e listrados. Nos Acidados, ácido sobre vidro transparente que recebe jateados e adesivos coloridos. Pequenos espaços criados pelos adesivos enfatizam a capacidade da obra em criar uma relação de fosco e reflexo; uma sensação ambígua de espaço e de interferência da cor do adesivo no vidro transparente. Nas obras em Alumínio, estruturas construídas com chapas de forro de alumínio escovado e vidro conferem importância ao material; a propriedade do material incorpora reflexos de cor e do entorno, ativando um espaço interno da obra.

Nos Emendados, quadros independentes juntam-se para compor uma única obra. A montagem horizontal do quadro cria um dinamismo entre as partes, formando uma unidade que só pode ser percebida através do deslocamento do olhar e do observador. Obras construídas em MDF, os quadros Listrados recebem vidros incolores apoiados, que são projetados para frente. Além do contraste entre o MDF pintado e os vidros coloridos, os projetados refletem o ambiente que circunda a obra.

Ao utilizar a cartela de cores de catálogo, as obras do artista refletiram a sua preocupação com uma linha de abordagem industrial e construtivista.

Posted by Patricia Canetti at 5:32 PM

julho 21, 2014

Cristina Canale na Nara Roesler, São Paulo

A riqueza formal dos trabalhos de Cristina Canale, que está entre os mais importantes pintores brasileiros em atividade, pode ser vista de perto em sua nova individual na Galeria Nara Roesler.

A mostra, que abre no dia 26 de julho, traz cerca de 12 obras produzidas entre 2013 e 2014, reforçando as relações entre figuração e abstração que norteiam a pesquisa incessante da artista desde 1993.

Conceituando os trabalhos exibidos na galeria, Canale diz: "Procurei criar territórios de abstração dentro de um contexto figurativo. Estas áreas abstratas surgem, por exemplo, como fundo da composição, substituindo o que seria um contexto ambiental ou dentro de algum elemento da pintura - como, no caso da obra Menina e Vento no vestido da mulher - passando então a protagonizar a obra. Ou o geométrico é identificado a um elemento figurativo - como o caso da casa-tenda na tela Casa Triângulo."

Dessa forma, sua produção recente é calcada no binômio figura-abstração, com ênfase no orgânico-geométrico, subvertendo uma divisão da linguagem abstrata em dois recursos distintos. "A abstração como linguagem dentro da História da Arte tem se desenvolvido na direção do geométrico ou do gestual. Nas áreas em que uso a referência geométrica, ela traz também o gestual, uma vez que as formas têm tratamento diferenciado e não inteiramente gráfico. A ideia é confrontar as linguagens da abstração com a da figuração."

"Essa questão já faz parte da minha 'dramaturgia' desde sempre, mas com diferentes enfoques. O diferencial nesse grupo de trabalhos é a equivalência de peso entre o plano figurativo e a referência abstrata. A narrativa nessa série também aquiriu tons de abstração, e não mais literários. É mais atmosfera que história", explica a artista.

Pesquisa pictórica

Para Cristina Canale, o ano de 1993 marcou o abandono definitivo de uma pintura mais matérica e empastada, ao gosto do neorrealismo alemão que caracterizava o grupo de pintores denominado Geração 80 - do qual Canale fez parte ao lado de nomes como Beatriz Milhazes e Daniel Senise (amigos próximos da artista).

De acordo com o crítico Fernando Cocchiarale, “a superação, na Alemanha, dos preceitos pictóricos que a situavam no contexto da Geração 80 marca uma inflexão fundamental da obra de Canale. Desde então, as transformações de seu trabalho devem ser buscadas unicamente na maturação interna ao processo criativo”.

Em 1993, com sua mudança para Berlim, a artista parte para uma nova busca pictórica que transforma a construção de perspectiva, a temática e a utilização de matéria-prima em seus quadros, sintetizando as dinâmicas do movimento da vida através da tensão entre cultura e natureza, arquitetura e ser vivo. Nesse movimento, ela traduz o fluxo oculto do cotidiano em elementos opostos.

Em lugar do excesso de tinta, camadas econômicas, mesmo translúcidas, permitindo superposições. Em vez da perspectiva construída no ponto de fuga, uma tridimensionalidade mínima, quase planar. Em oposição à utilização de símbolos rígidos, a alternância de uma geometria baseada em elementos arquitetônicos, como ladrilhos e lajotas, abandona a frieza formal por meio da inserção de elementos familiares e de seres vivos.

Nas palavras do curador Luiz Camillo Osorio, "A figura ganha o primeiro plano e está sendo projetada para fora. Neste aspecto é uma imagem que trabalha em sentido anti-perspectivo, vinda de dentro para fora da tela e não levando o olhar em direção a um ponto de fuga. O olhar do espectador ganha densidade e fluidez, assumindo uma materialidade que as imagens virtuais não têm. A pintura é uma reserva diante da manipulação desenfreada das coisas. Diante das pinturas de Cristina Canale estamos sempre à espera de uma deflagração do mundo enquanto cor."

Posted by Patricia Canetti at 12:55 PM

julho 20, 2014

Gui Mohallem na Luciana Caravello, Rio de Janeiro

O artista Gui Mohallem apresenta na galeria Luciana Caravello, com curadoria de Paulo Miyada (ler texto), a exposição “Tcharafna” - 15 obras entre vídeos, fotos e objetos, resultado de pesquisa realizada no Líbano, onde coabitam beleza e horror.

Esses trabalhos são fruto de duas viagens ao Líbano, terra-natal dos seus pais. A série exibida na mostra aborda, ao mesmo tempo, questões relativas a conflitos históricos e fortes traços de uma cultura local.

“Nessa etapa de minha pesquisa, busco uma relação não idealizada com o outro”, explica o artista. “Tcharafna” dá sequência à série “Welcome Home”, tendo nesta um ponto de partida para uma nova busca. “Após a experiência da série ‘Welcome Home’, procurei encontrar um caminho novo, mais complexo, em que o lugar de pertencimento não é visto como um paraíso. Depois de encontrar um lugar para chamar de casa num santuário pagão, conquistei o chão para tomar o passo mais importante: o de investigar as raízes culturais da família”, analisa Mohallem.

O título da série atual é um termo de cumprimento similar a quando dizemos “Prazer em conhecê-lo”. A palavra “tcharafna”, contudo, está relacionada à honra, sendo que a tradução literal seria “Estamos honrados”. A presença de sentimentos profundos dentro de um universo cotidiano e corriqueiro se reflete nesses trabalhos de Mohallem, marcados pelo sangue, símbolo, ao mesmo tempo, dos laços familiares e da violência. Nessa exposição, o artista mineiro mescla um conjunto de vídeos e fotografias provenientes do imenso acervo de imagens coletadas ao longo de sua estadia na vila Fakiha, local de origem de sua família, no nordeste libanês. Continuação de sua pesquisa sobre pertencimento, “Tcharafna” não compõe uma única narrativa linear. Assim como seus trabalhos anteriores, a nova série traz uma postura envolvida e emocionalmente conectada.

Posted by Patricia Canetti at 2:59 PM

Nazareno na Luciana Caravello, Rio de Janeiro

Uma escada feita de imbuia e cordas, pendurada no teto, uma série de desenhos que começa com um papel limpo e chega a um adensamento pesado e telhas em miniatura, quase como uma maquete são algumas das obras que Nazareno vai mostrar na galeria Luciana Caravello, com curadoria de Marco Lucchesi, na exposição “Aqui do lado de dentro!”, onde ele aborda a relação entre os diversos elementos contidos no interior de uma casa.

Os nove trabalhos retratam elementos arquitetônicos e outros mais sutis a partir de desenhos com escritos e imagens, onde o visitante entrará em contato com vestígios de conversas que poderiam ter ocorrido numa sala ou num quarto, ou na cozinha – existe todo um repertório de referências a espaços internos e no que ocorre dentro deles; algumas vezes isso se mostra de maneira direta, em outras se faz necessário o uso de artifícios tais como lentes de aumento e reflexões para se ver o que realmente reside do lado de dentro.

Nazareno quer levar o visitante a imaginar o que seria o “dentro”. “O que é estar dentro de um espaço, dentro de um assunto?”

Ele apresenta ainda uma metáfora para a saudade; um vidro lapidado onde está escrito a palavra “saudade”, que aparece, através de uma luz, projetada na parede. “O que é a saudade? Saudade de quê? Ela pode estar localizada no conhecimento do mundo a coisas que não se vivenciou, até a nostalgias”, explica.

Ao definir a obra de Nazareno para o texto de abertura da exposição, o curador Marco Lucchesi diz que ele é essencialmente um poeta do espaço. “Não do espaço puro, bem entendido, mas do espaço regido por um “deus ludens”, que o faz crescer e diminuir, como se buscasse os gigantes da Antiguidade e as províncias de Liliput.Um poeta do espaço dentro de um cosmos sazonal, retrátil e expansivo: nas variações de escala, na taxa demográfica de objetos, que se nutrem de espaço, que dentro dele se descobrem e com ele se confundem”.

Posted by Patricia Canetti at 1:45 PM

Rodrigo Braga no Ateliê Aberto, Campinas

Artista exibe intervenções na fachada e interior do espaço cultural campineiro desenvolvidos durante período de residência.

O Ateliê Aberto inaugura no dia 21 de julho, segunda-feira, às 19 horas, a segunda exposição do projeto Código Aberto, intitulada “De matéria mestiça”, com intervenções de grande escala de diferentes suportes e materiais realizadas pelo artista Rodrigo Braga na fachada e também na sala expositiva. A exposição é um desdobramento da residência, realizada durante o mês de julho deste ano, no Ateliê Aberto e parte da investigação do corpo e suas possibilidades expressivas.

“De matéria mestiça” literalmente quebra as paredes do “cubo branco”, ligando o interior ao exterior do espaço expositivo, sendo, de uma só vez, mostra na galeria e intervenção na fachada do Ateliê Aberto. Sugere cruzamentos de relações simbólicas e físicas entre o mineral, vegetal e animal. O artista residente, tendo criado sua obra no local, lança mão de fotografia, ação corporal, edição de imagem e instalação, propondo que o público circule entre os elementos no espaço e faça suas próprias relações.

Ainda na abertura da exposição, DJ Barata expõe sua pesquisa musical que dialoga com a exposição. O Módulo II - Corpo, do projeto Código Aberto, patrocinado pela Petrobras, conta ainda com uma mostra de vídeos de curadoria do André Severo que será realizada nos dias 21 e 22 de agosto, durante a visitação da exposição, juntamente com uma conversa aberta com o curador.

Rodrigo Braga - Nascido em Manaus em 1976, logo mudou-se para Recife, onde graduou-se em Artes Plásticas pela UFPE (2002). Atualmente vive no Rio de Janeiro. Expõe com regularidade desde 1999 e em 2012 participou da 30ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 2009 recebe Prêmio Marcantonio Vilaça – Funarte/MinC; em 2010 o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, em 2012 o Prêmio Pipa/MAM-RJ Voto Popular e em 2013 o Prêmio MASP Talento Emergente. Possui obras em acervos particulares e institucionais no Brasil e no exterior, como MAM-SP, MAM-RJ e Maison Européene de La Photographie. www.rodrigobraga.com.br

Código Aberto é um programa de ocupação anual do Ateliê Aberto que busca investigar e expor os mecanismos e processos da produção e criação contemporânea. Partindo da triangulação, artista, público e contexto, o projeto procura investir em processos compartilhados, experimentais e transdisciplinares. Com atividades internas e externas, o programa se divide em quatro módulos: Cidade, Corpo, Tecnologia e Imaginário. Juntos, esses eixos formam uma rede dialógica que busca instaurar novas possibilidades de convivío. O projeto ocorre de março de 2014 até março de 2015 no Ateliê Aberto.

Posted by Patricia Canetti at 12:54 PM

julho 13, 2014

Lançamento do livro O “curto-circuito” da arte digital no Brasil de Débora Aita Gasparetto

O “curto-circuito” da arte digital no Brasil é um projeto de Débora Aita Gasparetto financiado pelo Edital SEDAC nº 41/2012, do PRÓ-CULTURA RS – Fundo de Apoio à Cultura – FAC das Artes. O objetivo é reunir informações sobre a produção artística em interface com as mídias digitais, a fim de ampliar as discussões sobre a “arte digital” e o seu “circuito expositivo” no Brasil, com ênfase nas relações entre esta produção e o sistema da arte contemporânea. O projeto contempla a publicação impressa “O ‘curto-circuito’ da arte digital no Brasil”, que consiste na versão ampliada e atualizada da dissertação de mestrado de Débora Aita Gasparetto, além de um site (http://artedigitalbr.wix.com/circuito) que reúne o e-book e o audiobook homônimos, um mapeamento dos espaços de produção-exposição da arte digital no país e o e-book “Arte-ciência-tecnologia: o sistema da arte em perspectiva”, que consiste em uma organização, de conversas com mais de 30 artistas, curadores e pesquisadores nacionais e internacionais que trabalham na interface da arte-ciência-tecnologia. Entre os participantes do e-book: Agnus Valente, Alberto Semeler, André Mintz, Andréia Machado Oliveira, Anna Barros, Cleomar Rocha, Daniela Bousso, Domenico Quaranta, Edward Shanken, Fábio Oliveira Nunes, Fernando Fogliano, Fred Forest, Gilbertto Prado, Guilherme Kujawski, Guto Nóbrega, Henrique Roscoe, Hermes Renato Hidelbrand, Lucia Santaella, Marcos Cuzziol, Maria Amélia Bulhões, Maria Cristina Biazus, Maria Luiza Fragoso, Milton Sogabe, Nara Cristina Santos, Niura Borges, Patrícia Canetti, Paula Perissinotto, Ramiro Quaresma, Raul Niño Bernal, Roberta Bosco, Suzete Venturelli, Tadeu Mucelli Tee, Venise Melo, Yara Guasque.

No dia 15 de julho (terça-feira), a partir das 17h, o Santander Cultural e a Loja Koralle no Santander Cultural receberão em Porto Alegre (RS) o lançamento do projeto com um Bate-papo e Sessão de autógrafos com a autora. Em Santa Maria (RS) o evento acontecerá no dia 26 de julho (sábado), a partir das 15h30min, na Livraria Athena. Também em Santa Maria o 9º Simpósio de Arte Contemporânea e FACTORS 1.0 (Festival de Arte, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul) abrirão espaço para uma palestra e sessão de autógrafos, dia 21 de agosto, às 11h, no CAL/UFSM. Os lançamentos contam com a distribuição gratuita do livro “O ‘curto-circuito’ da arte digital no Brasil”. Esta publicação em breve estará também disponível em bibliotecas, universidades e centros culturais do país.

Acompanhe o desenvolvimento do projeto: www.facebook.com/circuitoartedigitalbrasil

Sobre Débora Aita Gasparetto: Doutoranda em Artes Visuais pelo PPGAV/UFRGS (2012), em História, Teoria e Crítica de Arte, na linha de pesquisa Relações sistêmicas da arte, com bolsa CAPES. Orientada pela Profª. Drª. Blanca Brites. Mestre em Artes Visuais pelo PPGART/UFSM (2010-2012), na linha Arte e Tecnologia, com ênfase em História, Teoria e Crítica da Arte, com Bolsa CAPES, orientanda da Profª Drª Nara Cristina Santos. Débora é integrante do LABART/CNPq (Laboratório de Pesquisa em Arte Contemporânea Tecnologia e Mídias Digitais) e Grupo de Pesquisa Arte e Tecnologia/CNPq. Bacharel em Publicidade e Propaganda pela UFSM, 2005. http://lattes.cnpq.br/1722113830390578

Posted by Patricia Canetti at 8:02 PM

julho 11, 2014

Thomas Florschuetz na Anita Schwartz, Rio de Janeiro

Consagrado fotógrafo alemão apresenta sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro

Anita Schwartz Galeria de Arte apresenta, a partir de 16 de julho, para convidados, e do dia seguinte para o público, a exposição do fotógrafo alemão Thomas Florschuetz (Zwickau, Alemanha, 1957), que mostrará, em sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro, 12 fotografias inéditas, em grande formato, produzidas entre 2008 e 2014. O artista, que se divide entre Berlim e o Rio de Janeiro, passou a integrar recentemente o time de artistas da galeria. Ele possui obras em importantes coleções, como MoMA, em Nova York; Maison Europeénne de la Photographie, em Paris; Museum of Fine Arts, em Boston e em Houston; National Museum of Photography, em Copenhagen; Museum of Contemporary Art, em Oslo; Staatliche Museen zu Berlin, entre muitas outras.

Thomas Florschuetz já expôs no Vitra Design Museum Gallery e no Museum Wiesbaden, ambos na Alemanha, em 2013; no Goethe Institut, em Paris, no Museum for Fotokunst, na Dinamarca, e no Museum Pfalzgalerie, na Alemanha, em 2011, entre outros. No Brasil, o artista apresentou a exposição individual “Articulações”, em 2006, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, e, em 2002, participou da mostra coletiva “Favela Labirinto”, no Paço Imperial, no Rio de Janeiro.

Conhecido pela série "Early Bodyfigures" (1980-1990), na qual fez montagens de imagens de seu corpo, documentando uma espécie de performance em que revela várias partes de si mesmo, Thomas Florschuetz atualmente tem se concentrado em capturar uma experiência fragmentada de formas e espaços arquitetônicos e naturais.

FOTOGRAFIAS INÉDITAS

Na Anita Schwartz Galeria de Arte serão apresentadas 12 fotografias inéditas, em grande formato, com tamanhos que chegam a 180cm x 225cm, e que ocuparão todo o espaço expositivo da galeria. As obras são de duas séries distintas: “Enclosure”, de fotografias relacionadas à arquitetura, com a qual o artista vem trabalhando desde 2001, e “Sem título”, com imagens tiradas na Índia, do torso de pessoas na rua.

No grande espaço térreo da galeria, serão apresentadas seis fotografia da série “Enclosure”, feitas nos últimos seis anos, sendo quatro delas produzidas no Brasil – duas em Brasília, uma no Rio de Janeiro e uma na Pampulha. As outras duas fotos que serão apresentadas da série mostram uma cabana no deserto na Califórnia, Wonder Valley, e a escadaria de um edifício projetado pelo arquiteto Le Corbusier (1887-1965), em Ahmedabad, na Índia. “Esta série trata do fenômeno da forma e do espaço na arquitetura moderna e sua presença no meu trabalho”, afirma o artista.

No segundo andar, estarão fotografias tiradas das costas de pessoas na Índia, série iniciada em dezembro de 2012, com fotos medindo 93cmX93cm cada. “Estas fotos tiveram como inspiração a diversidade de modelos e padrões de tecidos em ambiente densamente povoado e dão uma boa ideia da relação entre o vestuário e o corpo”.

Posted by Patricia Canetti at 7:53 PM

10a edição da Verbo na Vermelho, São Paulo

Criada em 2005 pela Vermelho, a VERBO - Mostra de Performance Arte completa dez edições e conta com ações de artistas brasileiros e estrangeiros

Para discutir questões relacionadas às práticas de documentação e registro de ações e de performances, por meio de fotos, vídeos, partituras e proposições, sua autonomia no tempo e o seu status e relevância no sistema da arte atual, o programa da 10ª edição da VERBO conta também com uma exposição de fotos e vídeos, além da 3ª edição do seminário “VERBO Conjugado”. Mediadas pelo diretor artístico da mostra, Marcos Gallon, as quatro mesas que integram o seminário foram elaboradas a partir de temas relacionados ao registro e a documentação de performances e ações.

As Performances

A performances que integram a 10ª edição da VERBO foram selecionadas com o objetivo de apresentar ao público um panorama acerca das questões e dos procedimentos que integram o léxico dos artistas que se dedicam à performance na atualidade.

A crítica institucional instalada no cerne da performance aparece em “Projeto para Inhotim” (2014), de Dora Longo Bahia, em “Las Posiciones” do duo Los Torreznos, em “Círculos Concêntricos” (2013) de Enrique Ježik, e em “I can’t hear you” (2014), de Lot Meijers.

A introdução no campo da performance de ferramentas tecnológicas como programas de computador e aparatos que ampliam os limites do corpo aparece em “A representação pornográfica do artista em seu atelier” (2014), de Guilherme Peters, e em “Metáfora” (2014), de Manuel Vason.

A pesquisa sobre as possibilidades e limites da linguagem surge em “The Writer” (2014), de Maurício Ianês, e em “Modelo Vivo” (2014), de Fabio Morais. Processos colaborativos que tomam emprestado partituras e elementos sonoros aparecem em “Antífona para Lira e Serrote” (2014), de Ana Montenegro e Wilson Sukorsky, no concerto proposto pelo “Cão”, composto por Dora Longo Bahia, Ricardo Carioba, Maurício Ianês e Bruno Palazzo, em “I might as well leave” (2014), de Nina Glockner, e em “Objects of Desire” (2014), de Nina Wijnmaalen. O corpo do artista como catalizador de energias, expectativas e ambições surge em “AL13FB<3” de Fernando Belfiore.

Questões associadas à construção da identidade surgem em “The dog needs to eat”, de Olivia Reschofsky, e em “Temporal Affairs #2”, de Rose Akras em parceira com os holandeses Dirk Jan Jager e Rob Vissler.

A exposição / o Seminário

Ao registrar ações e performances, a fotografia e o vídeo tornam perenes projetos transitórios e ocupam o lugar intermediário entre a obra e sua documentação, interrogando, assim, o papel das instituições e suas práticas, ao embaralharem categorias como obra e documento.

As obras apresentadas na exposição que acompanha a VERBO 2014 foram criadas para câmeras de foto ou de vídeo como objetos autônomos, tangíveis no espaço e no tempo. Trata-se de registros de algo já ocorrido que, em sua efemeridade, permanecem como testemunho de processos realizados por artistas na intimidade do ateliê ou em espaços públicos.

Nas fotografias e filmes de ações e performances, a obra de arte se mistura com sua documentação. A prova da ação do artista é o olho da câmera que registrou uma existência temporária. No caso da performance, isto significa que a intervenção direta do artista no ambiente supõe o testemunho da imagem que, quando analisada a partir das dinâmicas que permeiam o sistema da arte, desafia o fetichismo do objeto, afeito às expectativas do mercado e à ideia aceita e naturalizada do que seja a obra de arte.

Como obra do instante, a performance adquire permanência no tempo por meio da documentação fotográfica, pelos vídeos e pelos filmes que perenizam o gesto fugaz do artista. Estes trabalhos não se definem por meio de noções rígidas, mas dentro de uma concepção mais alargada de obra de arte e supõem uma revisão de critérios de sua institucionalização. Dá-se ai a determinante virada do objeto para o evento que torna as poéticas processuais e conceituais seminais para a arte contemporânea.

O seminário “VERBO Conjugado” passou a integrar a programação da VERBO em 2008. Seu objetivo é estabelecer um campo de discussão acerca de questões atuais no campo da performance e gerar, por meio da transcrição em publicações desses encontros, textos de reflexão que buscam diminuir a ausência no Brasil de bibliografia sobre o tema.

A importância adquirida por registros de gestos de artistas em fotografias e nos mais diferentes meios tecnológicos representa, nos dias de hoje, um paradigma no sistema da arte. Para discutir tais questões, o seminário “VERBO Conjugado” contará com quatro encontros que ocorrerão sempre as quinta-feira, nos dias 17, 24 e 31 de julho, e 07 de agosto, a partir das 20h, na sala 1 da Vermelho.

Para discutir questões relacionadas com “O Corpo e sua Imagem”, foi convidada a coreógrafa e professora universitária Juliana Moraes (Brasil), o fotógrafo e performer Manuel Vason (Itália-Inglaterra), e a performer Ana Montenegro (Brasil). A curadora e diretora do Videobrasil Solange Farkas, a curadora francesa Agnès Violeau responsável pela curadoria da exposição “Des Choses em Moins, des Choses en Plus – Les Collections Imaterielles du CNAP”, apresentada recentemente no Palais de Tokyo (Paris), e o artista Maurício Ianês discutirão “Curadoria e Performance”. “Onde está a obra de arte? Onde está o artista?” é o tema da terceira mesa que conta com a participação da galerista Jaqueline Martins e do artista e professor universitário Mario Ramiro. A curadora brasileira radicada em Copenhagen Julia Rodrigues, e a artista Ana Montenegro apresentarão “Event Scores - sobre Proposições e Partituras”.

PROGRAMA PERFORMANCES + FILMES

Veja a programação do seminário às quintas-feiras, de 20h às 22h

Diariamente

Guilherme Peters
A representação pornográfica do artista em seu atelier, 2014 - Ação em tempo real
A ação será apresentada diariamente, via streaming, do atelier do artista

21 de julho a 3 de agosto, em lugares distintos da cidade de São Paulo

Olivia Reschofsky
Bluegorilla, 2014 - performance
com Olivia Reschofsky e Alice Pons

Terça-feira, 15 de julho, 20-22h


PERFORMANCES

Dora Longo Bahia
Projeto para Inhotim, 2014 - Performance
Participação de Leo Fernandes

Mauricio Ianês
O Escritor, 2014 - performance

Fabio Morais
Modelo Vivo, 2014 - espaço para prática de desenho de modelo vivo
Com: André Menezes, Beatriz Sano, Caio Cesar Andrade, Daniel Fagundes e Júlia Rocha.

Ana Montenegro e Wilson Sukorski
Antifonia para Lira e Serrote, 2014 - Performance sonora
Instrumentos e partituras Wilson Sukorski

Manuel Vason
Metáfora, 2014 - Performance

Quarta-feira, 16 de julho, 10-19h


MOSTRA DE FILMES

Carla Zaccagnini

(1) Procedures Performed / auto-pilot, 2008 - vídeo em dois canais sincronizados, som e cor
Coreógrafo: Sky Fairchild-Waller
Com os comissários de bordo: Tito Chinchilla, Genevieve Lang, Tanya Montiti, Andrée Julie Tardif, Meagan Vacheresse.
Gravação de voz: Tito Chinchilla, Genevieve Lang, Tanya Montiti, Michelle Oko, Meagan Vacheresse e Carla Zaccagnini
Edição de som: Michael Maranda
Câmera: Monica Gutierrez
Produzido por Emelie Chhangur, Art Gallery of York University, Toronto.
Carla Zaccagnini e Nicolás Robbio

(2) Repetición, 2008 - vídeo, cor e som

Quinta-feira, 17 de julho, 10-19h


MOSTRA DE FILMES

Cristiano Lenhardt
Filmes de Studio, 2009 - video-instalação 3 à 5 canais, 3 min. Loop
Colaboração Fernanda Gassen
Cortesia Galeria Fortes Vilaça

Sexta-feira, 18 de julho, 10-19h


MOSTRA DE FILMES

Marco Paulo Rolla

Paisagem (pedras), 2002
edição Pablo Lobato

Paisagem (folhas), 2002
edição Pablo Lobato

Paisagem (Areia), 2006
edição Joacélio Batista

Sábado, 19 de julho, 10-19h


MOSTRA DE FILMES

Julian Rosefeldt
Lonely Planet, Filme, 2006 - Cor e som
Cortesia Barbara Gross Galerie, Munique

Terça-feira, 22 de julho, 20-22h


PERFORMANCES

Enrique Ježik
Círculos Concéntricos, 2013 - Ação sonora
Foto: Daniel Castillo Reynoso

Lot Meijers
I can’t hear you, 2014 - performance

Mauricio Ianês
O Escritor, 2014 - performance

Fabio Morais
Modelo Vivo, 2014 - espaço para prática de desenho de modelo vivo
Com: André Menezes, Beatriz Sano, Caio Cesar Andrade, Daniel Fagundes e Júlia Rocha.

Quarta-feira, 23 de julho, 10-19H


MOSTRA DE FILMES

Enrique Ježik

(1) Estructura construida por policías antiterroristas de las fuerzas especiales y tres armas automáticas, 2004 - vídeo, cor e som

(2) Arbeit Macht Frei, 2005 - vídeo, cor e som

(3) Ejercicio de Percusión, 2006 - vídeo, cor e som

Quinta-feira, 24 de Julho, 10-19h


MOSTRA DE FILMES

Jonathas de Andrade
O Levante, 2013 - Video, som e cor
O projeto foi comissionado por Thyssen-Bornemisza Art Contemporary

Sexta-feira, 25 de julho, 21h


PERFORMANCES

Los Torreznos
Las Posiciones, 2012 - Performance
Trabalho realizado com o apoio de Matadero Madrid
Apoio: Embaixada da Espanha no Brasil – AECID

Sábado, 26 de julho, 10-19h


MOSTRA DE FILMES

Cinthia Marcelle

(1) Automóvel, 2012 - vídeo, cor e som

(2) Ao Plano, 2011 - vídeo, cor e som

Terça-feira, 29 de Julho, 20-22h


PERFORMANCES

Fernando Belfiore
Al13FB<3, 2014
Dramaturgia: Katarina Bakatsaki, Suzy Blok and Bruno Listopad
Produção: Dansmakers Amsterdam com suporte de Prins Bernhards Fonds, Amsterdam Fund for the Arts, ICK Amsterdam and Z Zentrum für Proben und Forschung Frankfurt.

Nina Glockner
I might as well want to leave, 2014 - performance

Nina Wijnmaalen
Object of Desire, 2014 - coreografia

Olivia Reschofsky
The Dog Needs to Eat, 2014 - performance
com Maija Karhunen, Alice Pons e Olivia Reschofsky.

Mauricio Ianês
O Escritor, 2014 - performance

Fabio Morais
Modelo Vivo, 2014 - espaço para prática de desenho de modelo vivo
Com: André Menezes, Beatriz Sano, Caio Cesar Andrade, Daniel Fagundes e Júlia Rocha.

Quarta-feira, 30 de julho, 10-19h


MOSTRA DE FILMES

Amal Kenawi
The Silence of Sheep - video
Cortesia Amal Kenawy Estate

Quinta-feira, 31 de julho, 10-19


MOSTRA DE FILMES

Rodrigo Braga

(1) Estórias do soldado saco-de-areia, 2010 - Video, som e cor

(2) Fronte, 2010 - Video, som e cor

(3) Casulo, 2010 - Video, som e cor

Sexta-feira, 1 de agosto, 10-19h


MOSTRA DE FILMES

Iván Argote

(1) Two 50 years old males having emotions, 2013 - vídeo, som e cor

(2) Suiza, 2012 - vídeo, som e cor

Sábado, 2 de agosto, 11-17h


MOSTRA DE FILMES

Lia Chaia

(1) Aleph, 2013 - vídeo, som e cor

(2) Ascensão, 2008 - vídeo, som e cor

Terça-feira, 5 de agosto, 20-22h


PERFORMANCES

Rose Akras, Dirk Jan Jager, Rob Vissler
Temporal affairs # 2
Conceito: Rose Akras and Dirk Jan Jager
Performance: Rose Akras, Dirk Jan Jager and Rob Visser
Apoio: Reino dos Países Baixos

Hugo Nadeau
Manually, 2014 - Performance
Apoio: Conseil des Arts et des Lettres Québec e Québec Bureau São Paulo.

Mauricio Ianês
O Escritor, 2014 - performance

Fabio Morais
Modelo Vivo, 2014 - espaço para prática de desenho de modelo vivo
Com: André Menezes, Beatriz Sano, Caio Cesar Andrade, Daniel Fagundes e Júlia Rocha.

Quarta-feira, 6 de agosto, 10-19h


MOSTRA DE FILMES

Clara Ianni

(1) Aqui você pode sonhar, 2009 - vídeo, cor e som

(2) Haus der Statistik, 2012 - vídeo, cor e som

Quinta-feira, 7 de agosto, 10-19h


MOSTRA DE FILMES

Los Torreznos
35 minutos, 2007 - Video
Com a colaboração de Seacex, Espanha
Apoio: Embaixada da Espanha no Brasil – AECID

Sexta-feira, 08 de agosto, 10-19h e 21-22h30


MOSTRA DE FILMES

Rosângela Rennó
(1) Yangyin Bosphoros da série Turista Transcedental, 2011-2012 - vídeo, som e cor
(2) Anuloma-Viloma Azteca da série Turista Transcedental, 2011 - vídeo, som e cor
(3) Uyuni Sutra da série Turista Transcedental, 2011 - vídeo, som e cor
(4) Kundalini Freedom da série Turista Transcedental, 2011 - vídeo, som e cor

21 - 22h30 PERFORMANCES

Marco Paulo Rolla
Da série Ataque Barroco: Dissolução em manchas acidentais, Esmagamento sensível e Clara evidência, 2014 - performance

Cris Bierrenbach
Execução em Cores, 2014 - performance

Sábado, 9 de Agosto, 20h - ENCERRAMENTO


Cão
2014 - Performance sonora
Voz: Maurício Ianês
Guitarra: Bruno Palazzo
Baixo: Dora Longo Bahia
Bateria eletrônica: Ricardo Carioba

Posted by Patricia Canetti at 1:51 PM

julho 4, 2014

Raphael Couto na Mercedes Viegas, Rio de Janeiro

A Mercedes Viegas Arte Contemporânea inaugura, no dia 10 de Julho a exposição Atravessamentos, de Raphael Couto.

Raphael Couto - Atravessamentos, Mercedes Viegas Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, RJ - 11/07/2014 a 28/07/2014

Em Atravessamentos o artista busca as relações entre corpo e imagem por meio de encontros entre objetos e corpo: cortar, costurar, engolir ou regurgitar, alterar a imagem do corpo por meio de ações feitas para a câmera. O corpo se expande no documento mecânico, se deforma, se reinventa por meio da relação com as coisas. Na exposição, que apresenta quatro séries de fotografias, dois vídeos e uma performance, o corpo do artista se desdobra em possibilidades, sendo executor, suporte e mídia.

Raphael Couto é artista, e professor de Artes Visuais do Colégio Pedro II. Mestre em Estudos Contemporâneos das Artes pela UFF. Como artista, explora relações entre corpo e imagem, e participa de exposições e festivais de performance desde 2004. Possui trabalhos em diversas coleções privadas, entre elas a coleção Joaquim Paiva e a coleção Gilberto Chateaubriand (em comodato no MAM/RJ).

Posted by Patricia Canetti at 4:12 PM

Felipe Ehrenberg + Coletiva de Residentes na Baró, São Paulo

A Baró Galeria tem o prazer de anunciar Tocata e Fuga - poemas abstratos, exposição individual do artista mexicano Felipe Ehrenberg, que será inaugurada no dia 10 de julho de 2014, às 19h. A mostra marca a despedida do país de um dos mais importantes artistas da atualidade na América Latina. O artista veio ao Brasil em 2001 após ser nomeado como adido cultural do México e agora, 13 anos depois, retorna àquele país.

O título da exposição, em italiano, remete ao contexto musical: uma fuga é um estilo de composição contrapontista, polifónica e imitativa, de um tema principal, com sua origem na música barroca. Na composição musical o tema é repetido por outras vozes que entram sucessivamente e continuam de maneira entrelaçada; a toccata, também barroca, geralmente enfatiza a destreza do intérprete. É a primeira vez que o artista trabalha a abstração em sua longa trajetória artística, e a presente série tem sido desenvolvida às vésperas de sua mudança para o México. A coleção de obras misturam técnicas próprias dos séculos 16 e 17, aquarela, carvão e sanguínea e algumas colagens.

Ehrenberg nasceu em Tlacopac, México, em 1943, e tornou se pintor, escultor e gravurista sob a tutela de mestres como Matthías Goeritz e José Chávez Morado. Artista, cronista, arquivista, professor, político, diplomata, editor, ator, organizador, viajante incansável, ele é um neologista: uma obra de arte viva. Fundador da prestigiosa editora Beau Geste Press e co-participante do movimento Fluxus durante sua permanência na Inglaterra (1968-1976), o artista lida com questões essenciais da pós-modernidade, relacionadas com a construção da identidade nacional. Questiona o sistema de informação, burocrático e institucional, e, acima de tudo, a imagem de seu próprio país.

A Baró Galeria tem o prazer de anunciar a primeira coletiva de residentes que será inaugurada no dia 10 de julho de 2014, às 19h, junto com a mostra individual de Felipe Ehrenberg. Curada por Adriano Casanova, a mostra marca a estréia do Programa de Residências da galeria e conta com jovens artistas de outros estados do Brasil.

Durante o período da residência – que variou de um a dois meses - os artistas provenientes de Pernambuco (Ramonn), Rio de Janeiro (Felippe) e Minas Gerais (Alan), vivenciaram a cidade de São Paulo, mais especificamente o bairro da Santa Cecília, onde a galeria está situada, e cada um à sua maneira foi incorporando elementos dessa experiência na concepção de seu trabalho.

Alan Fontes, 34, irá expor pinturas baseadas na arquitetura local e em imagens de satélite do entorno da Baró. Ele propõe um jogo entre macro, micro e a si próprio: personagem central que habita este lugar retratado.

Felippe Moraes, 26, apresenta esculturas, pinturas e fotografias que dialogam com imprevisibilidades da matemática, o aspecto invisível do espaço, a metafísica. Uma tentativa poética de medir a existência e mergulhar nas relações elementares entre o homem e o mundo, a linguagem e a matéria.

Ramonn Vieitez, 23, pintor à óleo autoditada, cujo trabalho é caracterizado por um universo sombrio, repleto de símbolos urbanos e do Ocultismo, foi tomado pelos azuis acentuados do entardecer da cidade, o estilo do pixo de São Paulo e pela atmosfera psíquica paulistana.

Posted by Patricia Canetti at 9:58 AM

julho 1, 2014

Vânia Mignone + René Francisco Rodríguez na Casa Daros, Rio de Janeiro

Encerrando a temporada dedicada à pintura na Casa Daros, a exposição reúne 25 obras da brasileira Vânia Mignone e do cubano René Francisco Rodríguez

A Casa Daros apresenta a partir 5 de julho de 2014 a exposição “Vânia Mignone + René Francisco Rodríguez – Pinturas”, com curadoria de Hans-Michael Herzog, que reúne 25 trabalhos dos dois artistas.

René Francisco Rodríguez, nascido em 1960, em Holguín, Cuba, é um dos expoentes da arte contemporânea em seu país, com projeção internacional, e uma reconhecida atividade como professor. Participou da 26° Bienal de São Paulo, em 2004, da Bienal de Veneza, em 1999 e 2007, da Segunda Bienal de Arte Contemporânea de Tessalônica, Grécia, em 2009, e de duas edições Bienal de Havana, em 1997 e 2000.

Vânia Mignone nasceu em 1967, em Campinas, São Paulo. Entre suas principais mostras, estão a 25ª Bienal de São Paulo, em 2002, “20 anos de Programa de Exposições”, no Centro Cultural São Paulo, “Se a pintura morreu o MAM é um céu!”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, ambas em 2010, “Brazil: Moving Horizons, The UBS Art Collection – 1960s to the Present Day”, no National Art Museum of China, em Pequim, em 2008, “Contraditório – Panorama de Arte Brasileira”, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 2007. No momento faz uma mostra panorâmica no MAC USP, em São Paulo, até 30 de novembro próximo.

A exposição encerra a temporada dedicada à pintura na Casa Daros, que tem como âncora “Fabian Marcaccio – Paintant Stories”, em cartaz até 10 de agosto próximo.

Hans-Michael Herzog destaca que os trabalhos expostos vão mostrar uma “pintura mais gráfica, com o uso de palavras. Os trabalhos de René Francisco são irônicos e remetem à propaganda cubana, dentro do realismo socialista. Os de Vânia Mignone também usam conceitos de imagens da publicidade, e abordam o universo feminino, “em uma variação mais poética”.

PLACAS DE SINALIZAÇÃO
Vânia Mignone diz que seu trabalho “tem muito de cartazes publicitários, placas de sinalização, que eu adoro”. “E, se me perguntarem, vou dizer que nem considero meus trabalhos propriamente quadros, considero placas. Eu acho essa coisa do quadro na parede um pouco demais, eu nunca quis isso”. Ela conta que fica “muito contente” ao ouvir comentários que comparam seu trabalho à fotografia. “Minha pintura tem uma visão, um ângulo, pega situações ou cenas muito mais ligadas à fotografia e ao cinema do que a uma técnica de modelos posando ou alguma construção mais tradicional da imagem”, observa.

“Gosto da pintura, porque ela tem essa proximidade muito grande com o espectador, que vai ver onde tem mais tinta, onde a mão estava mais pesada, o que foi rabiscado, cortado”. Vânia Mignone destaca que há um aspecto importante: “É que no âmago de meu trabalho esteja claro que ele foi feito no Brasil”. “É uma obra brasileira, foi feita aqui e eu gosto que ela mostre isso, não por meios óbvios. Eu moro em Campinas, onde não temos grandes exposições, pois elas estão em São Paulo. Mas, se você consegue fazer um bom trabalho aqui, dentro de suas influências e possibilidades, ele vai ser tão bom quanto uma pessoa que está morando em Nova York. Se a arte é boa, ela alcança o mesmo patamar que todo mundo”.

Para René Francisco Rodríguez, a pintura é ”um meio que sempre vai existir”. “E é justamente esse seu mistério o que a torna fascinante em relação a qualquer outro tipo de arte. É algo que é muito, muito velho, mas é tão vivo que parece até novo. Quero dizer, foi tão esquecida que se assemelha a um descobrimento; cada vez que voltamos a ensinar e falar de pintura, nos surpreendemos novamente”.

Ele afirma que a pintura “é uma espécie de janela que muda seu significante a cada época”. “Houve um momento, por exemplo, em que a pintura era uma janela para Deus. Além disso, todas as formas de arte lidam com a questão da representação, e quem instituiu esse problema para sempre foi a pintura”. “Para mim, pintar é um momento de reclusão, um regresso à memória e à análise. Entro no ateliê e me interno, vivo uma espécie de ‘incomunicação’, pois é um período em que você se volta para si, quer acalmar-se, olhar seus objetos, seu trabalho, suas recordações. Ou seja, há um retorno ao passado. De certa forma, para mim, pintar é como escrever, fazer literatura. O ateliê é, para mim, como um hospital, onde você se cura”, diz.

Sobre a temporada de pintura, que teve ainda as exposições “Luiz Zerbini – Pinturas” e “Guillermo Kuitca + Eduardo Berliner – Pinturas”, Hans-Michael Herzog observa que não pretendeu esgotar o assunto, nem abranger toda a pintura atual, e sim mostrar “diferentes tipos de pintura existentes na atualidade, como um relance, uma olhadela”.

PROGRAMA MERIDIANOS
No dia 3 de julho de 2014, às 17h, os artistas Vânia Mignone e René Francisco Rodríguez vão falar sobre trajetória, com mediação do curador Hans-Michael Herzog. O evento será realizado no auditório da instituição com entrada gratuita, mediante distribuição de senhas uma hora antes.

Posted by Patricia Canetti at 10:55 AM

Clarissa Tossin na Luisa Strina, São Paulo

Clarissa Tossin - Transplantado (VW Brasília), Galeria Luisa Strina, São Paulo, SP - 04/07/2014 a 02/08/2014

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Galeria Luisa Strina tem o prazer de apresentar Transplantado (VW Brasília), da artista brasileira e residente nos EUA, Clarissa Tossin. Tossin trabalha com vídeo, escultura, performance e instalação refletindo sobre as maneiras como o ambiente construído nos molda enquanto sujeitos. O fato de ter crescido em Brasília, a moderna capital planejada do Brasil, deu à artista a consciência da circulação global de imagens da modernidade, bem como seus efeitos sobre as psicologias nacionais e internacionais. Mais recentemente, ela tem se dedicado ao trabalho com espaços e estéticas entrelaçadas nos quais histórias transnacionais do Brasil e dos Estados Unidos permanecem impressos.

Transplantado (VW Brasília) é um automóvel Volkswagen Brasília moldado em látex natural – o primeiro modelo inteiramente projetado e fabricado pela Volkswagen no Brasil, e que recebeu o nome cujo projeto urbano enfatiza o uso do automóvel. Um carro popular, o Brasília logo se tornou um ícone do design nacional. O carro usado para o molde em latex em Transplantado (VW Brasília) é a peça central na instalação Brasilia, Cars, Pools and Other Modernities [Brasília, carros, piscinas e outras Modernidades], que estará exposto na Bienal de Los Angeles, no Hammer Museum, de 15 junho 07 de setembro de 2014.

A impressão com textura de pele remete aos processos de produção em massa, uma vez que a moldagem imita a ideia de cópias infinitas. Transplantado (VW Brasília) se aproxima da indústria e de seus processos de abstração do corpo individual ao antropomorfizar um automóvel. Além disso, a qualidade formal da escultura, similar à pele, provoca reflexões sobre a busca por carros como uma terceira pele na sociedade de consumo.

A escultura usa o latex como material ao mesmo tempo que leva em conta seu passado cultural e histórico como bem industrial de consumo no contexto do Brasil. O título Transplantado foi inspirado por uma passagem na história do latex do Brasil: a bem-sucedida tentativa de Henry Wickham de contrabandear sementes da seringueira (Hevea brasiliensis) da região de Santarém, no Brasil, aos Kew Gardens, em Londres, de onde mudas foram enviadas para a Malásia, condenando assim o ciclo da borracha amazônica. A palavra "transplantado" dá ainda mais ênfase à transformação escultural de uma carroceria rígida de um automóvel em moldagem/impressão macia e maleável do mesmo.

Clarissa Tossin é bacharel em Artes pela Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo, Brasil e mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Califórnia (CalArts), Valencia, CA, US.

Exposicões individuais recentes incluem: Museum of Latin American Art (MOLAA), Long Beach, EUA (2014); Brasília, Cars, Pools & Other Modernities, Artpace – San Antonio, Texas, EUA; Blind Spot, Blaffer Art Museum – University of Houston, Houston, Texas, EUA; Study for a Landscape, Sicardi Gallery, Houston, Texas (2013).

Exposicões coletivas recentes incluem: Liberdade em Movimento, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, BR (curated by Jacopo Crivelli); Bringing the World into the World, The Queens Museum, New York, NY (curated by Hitomi Iwasaki); Made in L.A. 2014, Hammer Museum, Los Angeles, CA – curated by Connie Butler and Michael Ned Holte; Dispositivos para um mundo (im)possível, Roesler Hotel, São Paulo, BR (curated by Luisa Duarte); Unsettled Landscapes, SITE Santa Fe, NM – curated by Lucía Sanromán and Candice Hopkin, 2014).


Clarissa Tossin - Transplantado (VW Brasília), Galeria Luisa Strina, São Paulo, SP - 04/07/2014 a 02/08/2014

Galeria Luisa Strina is pleased to present Transplanted (VW Brasilia), by Brazil born and US resident Clarissa Tossin. The artist works across video, sculpture, performance, and installation to reflect on the ways the built environment shapes us as subjects. Having grown up in Brasília, Brazil's modern planned capital, made her aware of the global circulation of modernity images as well as their effects on the national and international psychologies. More recently, she has engaged with spaces and intertwining aesthetics where transnational histories of Brazil and the United States remain imprinted.

Transplanted (VW Brasilia), is a natural latex cast of a Volkswagen Brasilia car. The first model entirely designed and manufactured by Volkswagen in Brazil, and named after the city which urban design emphasizes the usage of the car. A popular car, the Brasilia soon became a national design icon. The car used for the latex cast in Transplanted (VW Brasilia), is the central piece in the installation Brasília, Cars, Pools and Other Modernities, which will be on view at the Hammer Museum's Los Angeles Biennial, Made in L.A., from June 15 to September 7, 2014.

The skin-like imprint is evocative of mass production processes since casting mimics the idea of endless copies. Transplanted (VW Brasilia), approximates industry and its abstracted processes to the individual body by anthropomorphizing a car. Moreover, the sculpture's skin-like formal quality provokes considerations about the pursuit of cars as a third skin in consumer society.

The sculpture uses latex as an art material while also considering its cultural and historical background as an industry commodity within the context of Brazil. The titled, Transplanted (VW Brasilia), was inspired by a passage in Brazil's latex history: Henry Wickham's successful quest to smuggle seeds from the rubber tree, Hevea brasiliensis, from the area of Santarém, in Brazil to Kew Gardens in London from where seedlings were dispatched to Malaysia thus dooming the Amazonian rubber boom. The word "transplanted" also further emphasizes the sculptural transformation of a hard car-body into a soft, malleable, cast/imprint of it.

Clarissa Tossin has a BFA by Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo, Brazil and a
MFA in Art by the California Institute of the Arts (CalArts), Valencia, CA.

Recent solo shows include: Museum of Latin American Art (MOLAA), Long Beach, EUA (2014); Brasília, Cars, Pools & Other Modernities, Artpace – San Antonio, Texas, EUA; Blind Spot, Blaffer Art Museum – University of Houston, Houston, Texas, EUA; Study for a Landscape, Sicardi Gallery, Houston, Texas (2013).

Recent group shows include: Liberdade em Movimento, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, BR (curated by Jacopo Crivelli); Bringing the World into the World, The Queens Museum, New York, NY (curated by Hitomi Iwasaki); Made in L.A. 2014, Hammer Museum, Los Angeles, CA – curated by Connie Butler and Michael Ned Holte; Dispositivos para um mundo (im)possível, Roesler Hotel, São Paulo, BR (curated by Luisa Duarte); Unsettled Landscapes, SITE Santa Fe, NM – curated by Lucía Sanromán and Candice Hopkin, 2014)

Posted by Patricia Canetti at 10:12 AM

Antoni Muntadas na Luisa Strina, São Paulo

Antoni Muntadas - ... Baixa A Bola!, Galeria Luisa Strina, São Paulo, SP - 04/07/2014 a 02/08/2014

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A Galeria Luisa Strina tem o prazer de apresentar ... Baixa A Bola!, a sexta mostra individual do artista multimídia Antoni Muntadas na galeria. A exposição leva o nome de uma jogada de futebol transformada em expressão popular no Brasil, que significa "tenha calma" ou "não se leve muito a sério”. ...Baixa a Bola! investiga assuntos tais como eventos populares, controle, espetáculo, violência, esporte e futebol – tópicos que o artista vem explorando desde o final da década de 1970. Este será um tema adequado e oportuno por coincidir com a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

A exposição contará com uma seleção de imagens e projeções de vídeo produzidos a partir das décadas de 1990 e 2000, bem como obras impressas de parede, recentes e inéditas, criadas a partir de materiais de arquivo, como por exemplo manchetes de jornais e imagens do Brasil e do exterior obtidas na Internet.

Nascido em Barcelona e residente em Nova York, Muntadas é considerado um dos primeiros e mais significativos praticantes da arte conceitual e midiática. Ele pertence à primeira geração de artistas a explorar o poder social e político da cultura e dos meios de comunicação de massa, trabalhando em diversas disciplinas que incluem fotografia, vídeo, publicações, Internet, instalações e intervenções urbanas. A interação entre os cidadãos e os sistemas sociais e culturais contemporâneos está no centro de sua pesquisa.

...Baixa A Bola! foi concebido a partir de seu projeto anterior “Stadium” (Estádio), iniciado em 1989, que explora o estádio a partir das perspectivas da arquitetura, do público e da propaganda. As instalações são adaptadas para o espaço da galeria e do contexto local, usando vídeos e sons que denotam a maneira como a política, a segurança, a ordem e o controle estão combinados nos grandes eventos populares. A instalação “Stadium” mais recente foi "Stadium XVIII" apresentada na Pinacoteca de São Paulo em 2011.

Nascido em 1942 em Barcelona, Muntadas reside e trabalha em Nova York desde 1971. Tendo iniciado seu trabalho com Luisa Strina no final de 1970, ele é hoje um dos artistas representados pela galeria há mais tempo. Sua obra já foi exposta internacionalmente em mostras como a 51ª Bienal de Veneza (pavilhão espanhol), Documenta VI e X, em Kassel, e nas bienais de São Paulo, Whitney, Lyon, Guangiu e Istambul.

O artista já teve exposições individuais realizadas no Museum of Modern Art, de Nova York; Berkeley Art Museum, da Califórnia; Musée d’Art Contemporain, de Montreal; Capc, em Bordeaux, França; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no Brasil, e Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madrid, entre outras instituições. Muntadas tem ainda uma longa carreira acadêmica exercida em universidades em todo o mundo.


Antoni Muntadas - ... Baixa A Bola!, Galeria Luisa Strina, São Paulo, SP - 04/07/2014 til 02/08/2014

Galeria Luisa Strina is pleased to present …Baixa A Bola! the sixth solo exhibition by multimedia artist Antoni Muntadas with the gallery. The show takes its name from a football move (to play low) that turned into a popular expression in Brazil, meaning “take it easy” or “don’t take yourself too seriously”. …Baixa a Bola! will investigate topics such as mass events, control, spectacle, violence, sport and football – themes explored by the artist since the late 1970s. This will be an apt and timely subject matter coinciding with the 2014 World Cup in Brazil.

The exhibition will feature a selection of images and video projections from the 1990s and 2000s, as well as recent unseen printed wall works using archival material such as newspaper headlines and internet images from Brazil and abroad.

Barcelona-born but a longtime New Yorker, Muntadas is considered one of the early and significant practitioners of media and conceptual art. He figures among the first generation of artists exploring the social and political power of mass culture and mass media and works in diverse disciplines spanning photography, video, publications, the Internet, installations and urban interventions. The interaction between citizens and contemporary social and cultural systems are at the core of his research.

…Baixa A Bola! will build on Muntadas’s previous “Stadiums” – an ongoing project since 1989, exploring the stadium from the perspectives of architecture, audience and propaganda. The installations are tailored for the gallery space and the local context, using videos and sounds that denote how politics, security, order and control come together during mass events. The most recent Stadium installation was “Stadium XVIII” presented at the Pinacoteca de São Paulo in 2011.

Born in 1942 in Barcelona, Muntadas has lived and worked in New York since 1971. He started working with Luisa Strina in the late 1970s and is one of the oldest represented artists by the gallery. His work has been exhibited internationally, including the 51st Venice Biennale (Spanish Pavilion), Documenta VI and X in Kassel, and the Sao Paulo, Whitney, Lyon, Gwangju and Istanbul Biennales.

Solo exhibitions include The Museum of Modern Art in New York, the Berkeley Art Museum in California, the Musee d'Art Contemporain de Montreal, the Capc de Bordeaux, France, the Museo de Arte Moderna de Rio de Janeiro in Brazil, and the Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia in Madrid, among other institutions. Muntadas has a long-standing academic career, teaching in universities worldwide.

Posted by Patricia Canetti at 9:33 AM