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setembro 25, 2019

9ª Mostra 3M de Arte no Largo da Batata, São Paulo

9ª Mostra 3M de Arte seleciona trabalhos que exploram a diversidade e celebram novos mundos possíveis

As cinco obras selecionadas por meio de edital ficam expostas no Largo da Batata, em São Paulo, de 28 de setembro a 27 de outubro

Neste ano, renovando seu objetivo de democratizar o acesso à arte, impulsionar a produção artística nacional e gerar reflexões sobre temas contemporâneos relevantes, a 9ª Mostra 3M de Arte selecionou os cinco artistas participantes da edição por meio de edital. Com obras do projeto MINIMUM (David Paz e Patricia Passos) (CE), Lucimélia Romão (MG), Projeto Matilha (Fafi Prado e Pedro Guimarães) (SP), Naine Terena (MT) e Renato Atuati (SP), a mostra aberta ao público acontece a partir do dia 28 de setembro no Largo da Batata, onde permanece por um mês, até 27 de outubro.

A 9ª Mostra 3M de Arte nasce com a temática “Manifestos por outros mundos possíveis”. Pensando em quebrar o paradigma dominante, também abrir espaço para além dos eixos hegemônicos Rio-São Paulo, o conceito definido para reger esta edição da Mostra discute estética e proposição de ações para outros mundos possíveis, que aceite e englobe as diferenças, sejam elas quais forem. Com a provocação do manifesto, constrói novas perspectivas de existências e leva à reflexão. A ideia é dar voz e contemplar pessoas que encorajam e têm uma luta de afirmação de grupos que são minorizados, além de propor a ocupação do espaço público.

Sob curadoria do artista Daniel Lima, bacharel em Artes Plásticas, Mestre em Psicologia e Doutorando em Meio e Processos Audiovisuais pela Universidade de São Paulo, um time de jurados foi convidado para discutir a propositivas dos artistas e selecioná-los a partir da temática. Adriana Barbosa, a mulher por trás de toda a plataforma Feira Preta, que em 2019 se transformou na Plataforma PRETAHUB; Amara Moira, travesti, feminista, doutora em teoria e crítica literária pela Unicamp e autora do livro autobiográfico 'E se eu fosse puta' (hoo editora, 2016), além de colunista da Mídia Ninja; Ana Hikari, atriz com inúmeros trabalhos no teatro, ela também foi a primeira protagonista oriental de uma novela na TV Globo, com a personagem Tina na “Malhação Viva a Diferença”; Felipe Brait, curador independente de arte contemporânea, produtor cultural, arte-educador e artista plástico; e, Vera Pallamin, professora livre-docente da FAU-USP, graduada em Arquitetura e Urbanismo e em Filosofia pela Universidade de São Paulo.

A Mostra prioriza as diversidades étnicas para dialogar com todos, visando se expressar dentro da arte contemporânea e debater, de maneira poética, um novo mundo para além do político, social e econômico. A ativação promove a participação do coletivo em espaço público durante o período de um mês de permanência no Largo da Batata, com cinco obras de caráter de denúncia e anúncio, estimulando a observação das nossas próprias contradições, relações, dinâmicas de inclusão e exclusão e intervenções urbanas.

“Mil Litros de Preto II - O Largo está cheio” é a performance que aborda a chacina de jovens negros. O processo da obra começou com a história de Marcos Vinícius da Silva, de 14 anos, quando caminhava até o colégio e foi atingido em uma operação policial no Complexo da Maré. Lucimélia Romão, acordeonista, artista de rua e performer, distante fisicamente do ocorrido, lia Genocídio do Povo Brasileiro de Abdias Nascimento para sua tese na Universidade Federal de São João Del Rey (MG). A partir do caso de Marcos e de sua leitura, a artista se aprofundou nos estudos sobre o genocídio negro no país. Estudando os dados, segundo o mapa do Atlas da Violência de 2017, a cada 25 minutos um jovem negro morreu no Brasil. Os mais atingidos são homens negros de 19 a 29 anos. Após seus assassinatos, sobram mães que, aos poucos, morrem junto com seus filhos, vítimas da violência do estado.

Com mil baldes de 7 litros - quantidade de sangue do corpo humano - de água tingida de vermelho, todos etiquetados com nomes de vítimas mortas violentamente, uma piscina de 7 mil litros será ocupada. Os baldes serão despejados pela autora, Lucimélia, e integrantes do movimento “Mães de Maio”- mulheres que lutam pela justiça dos assassinatos de seus filhos -, no dia da abertura da Mostra, dia 28 de setembro às 16h e tem duração de 1h. A piscina fica exposta ao longo do mês no Largo da Batata até o fim da permanência das obras em 27 de outubro.

Uma grande estrutura preta estabelece a conexão entre o tempo e espaço - futuro, passado e presente. A imagem icônica do filme “2001 Uma Odisséia no Espaço” foi a inspiração para “Monolítico Mnemônico” de dupla MINIMUM formada por David Paz, analista e desenvolvedor de sistemas, artista híbrido e educador, e Patrícia Passos, arquiteta mestre em Arquitetura, Artes e Espaço Efêmeros pela Universidade Politécnica da Catalunha e pós graduada em Design de Interiores pelo Senac São Paulo. A obra é a mais tecnológica da Mostra e conta com caixas de som e pequenos displays. Ela vai ao encontro da temática principal da exposição e valoriza acessibilidade.

Reverenciando a imponente caixa, o objeto vivo interage com as pessoas do entorno através da aproximação em uma instalação artística cyber-urbana. Gestos e palavras ativam as interações de manifestos e memórias através de um banco de dados acionado por inteligência artificial. Além dos ruídos da ocupação do espaço da cidade, a obra também conta com projeção de sons do universo.

Engajada com os movimentos sociais e lutando dos povos nativos, a índigena Naine Terena, doutora em educação pela PUC/SP, mestre em artes pela UNB e comunicóloga pela UFMT, dá vida à obra “Prosperidade”. Sob o questionamento do que é próspero no mundo atual, a artista propõe uma reflexão coletiva sobre a prosperidade através da conexão real, sem bens materiais ou consumo. Com uma mandala construída em acrílico, à primeira vista, a obra é apresentada com simplicidade imensurável na sua construção e proposição. No fim, incita e representa a singeleza do bem viver.

Com elementos da natureza, livros, cartas escritas à mão e outros componentes que relembram a família, alimentos e sabedoria, se comunga a necessidade de fortalecimento do ser humano. Entre as pétalas da criação, espaços para se sentar serão edificados, convidando o espectador a fazer parte da instalação.

Uma árvore da praça compõe o monumento. Localizada no meio da mandala, a instalação vai muito além de um elemento estético, dialogando com processo de mundo que a gente constrói sobre a natureza instigando visão de um futuro potente do país com a maior biodiversidade do planeta.

A proposta da obra “Entre” é de Renato Atuati - formado em Design Gráfico pela Escola Panamericana de Arte e Design, graduado em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e pós-graduando em Geografia, Cidade e Arquitetura pela Associação Escola da Cidade – Arquitetura e Urbanismo (AEC). A partir do desejo de explorar as relações entre o espaço público e o privado no contexto do Largo da Batata, o monumento em formato de hexágono conta com vários portões compostos por materiais e modelos diferentes, que podem ser abertos ou fechados pelo público, se transformando em objeto de transição entre o interno e o externo e o individual e o coletivo. O trabalho lança a ideia de um mundo de portões abertos, que seja aberto às diferenças e valorize suas potencialidades por meio da coletividade.

Cruzando com a proposta curatorial, o trabalho lança a ideia de um mundo constituído de portões abertos, que abrace as diferenças e valorize suas potencialidades por meio da coletividade.

“Puxadinho” é uma instalação proposta pelo Projeto Matilha - composto por Fafi Prado, performer e artista educadora, formada em Dança pela Escola Klauss Vianna e Comunicação Social pela FAAP - SP e pós-graduada pelo CEUMA/USP em Linguagens da Arte, e Pedro Guimarães, performer e educador, graduado em História pela UNESP da cidade de Assis, São Paulo. A obra se refere a um termo popular para ampliação de moradia geralmente realizada pelo próprio morador e muitas vezes utilizando sobras de outras construções.

A pequena casa, que será construída no Largo da Batata, pretende formar um ambiente aconchegante que convida o espectador a escrever seus manifestos a partir da pergunta: “Quem é você na história do Brasil?”. Os educadores estarão diariamente guiando visitas das 8h às 20h e convidando o público a participar da provocação, revendo os processos de colonização do país e compreendendo como nos identificamos dentro da nossa história, desafiando os limites das fronteiras de comunicação e incitando a reescrita da história dos livros didáticos de uma forma coletiva. Junto a rodas de conversa sobre políticas de educação e debates sobre afeto e diálogo dentro desses processos, também haverá mesas com livros, plantas, bancos e dispositivos de escrita coletiva. O trabalho convida a todos para compor a proposta em conjunto e trazer uma educação fora da escola. A exposição também conta com audiodescrição para deficientes visuais.

Para a 3M, que patrocina o projeto desde sua primeira edição, o tema “Manifestos por mundos possíveis” tem forte conexão com os pilares que fazem parte de sua essência, valorizando a criatividade, relações de respeito, tolerância, colaboração e com o poder da inovação para transformar o mundo. “Ficamos muito felizes em apoiar novamente a realização desta mostra, fomentando a cultura, em local democrático, como é o Largo da Batata”, completa Luiz Eduardo Serafim, head de marketing da 3M do Brasil.

Para Fernanda Del Guerra, diretora da Elo3, empresa idealizadora e realizadora da Mostra 3M de Arte, “ter uma edição em que todos os artistas foram selecionados via edital por pessoas representativas da sociedade civil juntamente com profissionais do meio artístico é uma grande satisfação pois, ao nosso ver, essa é a melhor forma de tornar a arte acessível, democrática e fiel do nosso desejo em ocupar o espaço público com trabalhos que estejam em diálogo com os cidadãos”.

A 9ª Mostra 3M de Arte acontece, gratuitamente, de 28 de setembro a 28 de outubro e ocupará, pelo terceiro ano consecutivo, o Largo da Batata. Localizado na zona oeste da capital, a região pertence a uma área revitalizada que integra o esforço da sociedade civil para transformar a cidade em um espaço de convívio e ocupação por parte da população. Com circulação diária de aproximadamente 150 mil pessoas, o espaço, que recebe a Mostra tornou-se um símbolo de resistência pública abrigando ocupações, manifestações políticas, blocos de Carnaval e atividades de lazer e entretenimento cotidiano de paulistanos de todas as idades e classes sociais.

Posted by Patricia Canetti at 12:54 PM