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setembro 19, 2019

Matias Duville na Luisa Strina, São Paulo

Rotas para a mente que conduzem para o pôr-do-sol. O transito do carvão para a poeira do deserto. Matias Duville descreve assim os desenhos de grandes dimensões feitos em sanguínea (carvão vermelho) que estão reunidos na exposição Projection Soul, sua terceira mostra individual na Galeria Luisa Strina.

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Cada vez que começa uma série com uma matéria prima não utilizada anteriormente, o artista conta que precisa experimentar por longo período o material: “Sinto-me em um novo ambiente e demora até equalizar a estrutura do material com a dos trabalhos; é o começo de uma nova realidade”, explica Duville. Trabalhando com sanguínea há um ano e meio, ele afirma que, após os dez primeiros desenhos, aproximadamente, começou a pensar na sensação de olhar na direção do sol com os olhos fechados. “O elemento propulsor desses trabalhos é o sol, o real. Os caminhos ou estradas que parecem conduzir até o Sol são um grande enigma.”

Antes de iniciar a série Vermelha, Matias havia trabalhado em um grupo de desenhos feitos com lama, durante uma residência artística no Rio de Janeiro, em 2018, quando realizou também uma vivência/workshop com alunos de artes no Parque Lage. “Quando uso lama, eu sou o desenho, porque é um material molhado, rápido e incontrolável. A mente também viaja rápido, sem filtros. Aqui, o material é seco, demorado e lírico”, compara Duville as duas experiências bastante distintas.

“Acredito nessa realidade paralela, em uma percepção aumentada, a amplificação da mente; cada desenho é uma ativação de uma nova área mental para mim ”, conta o artista. Seu interesse reside no fato de que, embora as obras possam ser lidas como oníricas, estão localizadas em um espaço concreto, pertencem a este mundo. Talvez isso tenha guiado a série de esculturas que dividem o espaço expositivo da Galeria Luisa Strina com os desenhos em vermelho.

Feitas em argila fundida em bronze, as peças são criadas a partir de um plano, sobre o qual o artista imprime redes, que criam uma padronagem de grid. “Nas esculturas, você tem uma maneira diversa de visualizar a mesma cena dos desenhos, ou seja, o contraste entre peso e levitação, entre cheio e vazio. São como microuniversos dentro das paisagens.”

Duville explica que quando produz suas esculturas, imagina que está manipulando a matéria total, como se não existisse mais nada e todo o contexto em que está inserido desaparecesse. “As esculturas são um diálogo entre a matéria e o vazio. Sua visualidade é algo intermediário entre objetos que poderiam vir do espaço sideral ou do oceano.” Algumas estão apoiadas, outras perdem seu ponto de gravidade, parecendo gravitar, como asteroides.

SOBRE O ARTISTA

Nascido em Buenos Aires (1974), onde vive e trabalha, Matias Duville é considerado uma referência no desenho contemporâneo latino-americano. Uma das características mais marcantes no trabalho do artista é a reflexão e pesquisa no uso de diferentes materiais, tais como caneta esferográfica, carvão, acrílico, carpete, nos quais ele trabalha seguindo as coordenadas que cada material dita.

Exposições individuais recentes incluem: Desert means ocean, Museum of Latin American Art, Long Beach, EUA (2019); Arena Parking, Centro Cultural Recoleta – Sala Cronocopios, Buenos Aires, Argentina (2015); Mutações, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brasil (2015); Espacio, proyectil, Galeria Luisa Strina, São Paulo, Brasil (2015); Life in an instant, Galerie Georges-Philippe & Nathalie Vallois, Paris, França (2014); Discard Geography, École Nationale Supérieure des Beaux-arts de Paris, France (2013); La Distance Juste, Galerie Georges-Philippe & Nathalie Vallois, Paris, França (2013); Parc solo project, Lima, Peru (2013); Of Bridges and Borders, Valparaiso, Chile (2013).

Seu trabalho faz parte das coleções: Tate Collection, Reino Unido; Blanton Museum, EUA; Patricia P. de Cisneros Collection, EUA; Pierre Huber Collection, Suíça; Fondazione Cassa di Risparmio di Modena, Itália; ARCO Foundation, Espanha; MACRO – Museo de Arte Contemporáneo de Rosario, Argentina; MALBA – Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, Argentina; MALI – Museo de Arte de Lima, Peri; MUSAC – Museo de Arte Contemporáneo de Castilla y León, Espanha; MAMBA – Museo de Arte Moderno de Buenos Aires, Argentina; Museum of Latin American Art, Long Beach, EUA.


Routes to the mind that lead into the sunset. The journey of charcoal to the dust of the desert. Matias Duville thus describes the large drawings made in sanguine (red charcoal) that are gathered at the exhibition Projection Soul, his third solo show at Galeria Luisa Strina.

Each time the artist begins a series with a previously unused raw material, he says that a period of experimentation with the material is needed for a while: “I feel in a new environment and it takes time to equalize the structure of the material with that of the works; it’s the beginning of a new reality,” explains Duville. Working with sanguine for a year and a half now, he affirms that after about ten drawings, he started thinking about the sensation of looking in the direction of the sun with your eyes closed. “The driving force of these works is the sun, the real one. The paths or roads that seem to lead to the sun are a great mystery.”

Prior to starting the Red series, Matias had worked on a group of drawings made with mud during an artistic residency in Rio de Janeiro in 2018, when he also held an experience / workshop with art students at Parque Lage. “When I use mud, I’m the drawing because it’s a wet, fast and unmanageable material. The mind also travels fast without filters. Here the material is dry, time consuming and lyrical,” Duville compares the two very different quests.

“I believe in that parallel reality, in an augmented perception, the amplification of one’s mind; each drawing is as activation of a new mental area for me”, tells the artist. His interest lies in the fact that, even though the works may be read as oneiric, they are located in a concrete space, they belong in this world. This is perhaps what guided the series of sculptures that share the exhibition space at Galeria Luisa Strina with the red drawings.

Made in clay cast in bronze, the pieces are created from a kind of plan, on which the artist prints nets, that create a grid pattern. “In the sculptures, you have a different way of viewing the same scene of the drawings, that is, the contrast between weight and levitation, between full and empty. They are like microuniverses within the landscapes.”

Duville explains that when he produces his sculptures, he imagines that he is manipulating a kind of total matter, as if there is nothing left and the whole context in which he is inserted disappears. “The sculptures are a dialogue between matter and emptiness. Their visuality is something intermediate between objects that could come from outer space or the ocean.” Some look supported, others lose their gravity point, seeming to gravitate, like asteroids.

ABOUT THE ARTIST

Born in Buenos Aires, where he lives and works, Matias Duville is considered a reference in contemporary Latin American drawing. One of the most outstanding characteristics in the work of the artist is the reflection and research in the use of different materials such as Ball-point pen, charcoal, acrylic, soothe, moquette, conglomerate plates, in which he works following the coordinates that each material dictates.

Important Public Collections holding his work: Tate Modern, London, UK; Blanton Museum. Austin, Texas, USA; Patricia P. de Cisneros Collection. New York, USA; Pierre Huber Collection. Genève, Suisse; Fondazione Cassa di Risparmio di Modena, Italia; ARCO Foundation. Madrid, España; MACRO. Museo de Arte Contemporáneo de Rosario, Argentina; MALBA. Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, Argentina; MALI. Museo de Arte de Lima, Perú; MUSAC. Museo de Arte Contemporáneo de Castilla y León, España; MAMBA. Museo de Arte Moderno de Buenos Aires, Argentina; Museum of Latin American Art, Long Beach, USA.

Recent solo exhibitions include: Desert means ocean, Museum of Latin American Art, Long Beach, EUA (2019); Arena Parking, Centro Cultural Recoleta – Sala Cronocopios, Buenos Aires, Argentina (2015); Mutações, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brazil (2015); Espacio, proyectil, Galeria Luisa Strina, São Paulo, Brazil (2015); Life in an instant, Galerie Georges-Philippe & Nathalie Vallois, Paris, França (2014); Discard Geography at École Nationale Supérieure Des Beaux-arts De Paris, France (2013).

Posted by Patricia Canetti at 1:15 PM