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outubro 16, 2018

Marco Paulo Rolla e Dudude no Palácio das Artes, Belo Horizonte

O artista plástico Marco Paulo Rolla e a artista de dança Dudude mantêm uma parceria colaborativa desde os anos 90. Em apresentação inédita no Café do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena 737), o público poderá assistir a performance Tanque: uma ópera molhada, um dos resultados do processo de colaboração desses dois artistas que não se limitam ao domínio de cada uma de suas áreas e se lançam ao desafio do experimento em outras linguagens. A apresentação ocorre no dia 18 de outubro, quinta-feira, às 19 horas.

Segundo Marco Paulo, o intuito da performance é provocar as próprias linguagens da cena e realizar uma leitura metafórica do cotidiano de pessoas comuns. “Tanque tem em sua construção uma reflexão sobre a vida ordinária, levando em conta ações simples do dia-a-dia de uma pessoa numa metrópole brasileira, que padece da degradação cultural e tem dificuldades em se comunicar com o outro”, explica o artista.

A performance conta com duas ações claras: lavar roupa e assistir televisão. Ambos os personagens, um homem e uma mulher isolados em suas próprias realidades, alternam entre observar o que se passa na TV e lavar roupas em um grande tanque e baldes cheios de água. Marco Paulo e Dudude interpretam os movimentos enquanto cantam, em vozes operísticas, frases cotidianas. “O canto lírico aparece como suporte e linha de força para realçar um estranhamento, visando a inversão das realidades do que seria o real e o virtual”, conta Marco Paulo. “Os personagens não se comunicam diretamente, é como se cada um vivesse em seu apartamento. O canto erudito proferido pelos dois é uma forma de redimensionar o cotidiano através dos recursos da expressão cênica da ópera – uma situação aparentemente banal é trabalhada para ressaltar o absurdo que ela pode representar”.

Para Dudude, Tanque continua com sua devida potência, mesmo após 13 anos da estreia da performance no Festival Cenas Curtas, do Galpão Cine Horto. “A obra nos cativa pela atualidade, pelo momento que passamos no país. Além da importância política, Tanque possibilita experimentar habilidades distintas, provar, degustar. Trabalhar com Marco é sempre um prazer, somos amigos, camaradas, e temos em comum a necessidade de avançar”, conta a artista, que se diz empolgada com a remontagem.

A performance é o resultado da vontade dos artistas de vivenciar linguagens artísticas distintas e provocar reflexões acerca da vivência rotineira do homem contemporâneo. “Buscamos tratar do esvaziamento cultural de nossa sociedade, causado pelo empobrecimento material, em contraposição a um mundo virtual, imagético e altamente perverso imposto pelo meio de comunicação mais acessível e comum a toda população: a televisão”, conclui Marco Paulo.

Tanque teve sua estreia em 2005 e após grande sucesso os artistas foram convidados para vários eventos no Brasil e no exterior, como a Mostra de Teatro Brasil em Cena (2006), na cidade de Berlim, o Festival Rio Cena Contemporânea, no Rio de Janeiro, o Festival de Teatro Palco e Rua, em Belo Horizonte, e o Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto. Em todas essas apresentações, a performance obteve tanto o respaldo do público quanto da crítica especializada.

Marco Paulo Ribeiro Rolla – Natural de São Domingos do Prata, Minas Gerais, nasceu em 1967. Mestre em Artes pela Escola de Belas Artes da UFMG em 2006, fez residência na Rijksakademie van Beeldende Kunsten, em Amsterdam, na Holanda. Desde 2001 é criador, coordenador e editor do CEIA - Centro de Experimentação e Informação de Arte – Belo Horizonte. Realizou exposições individuais no Brasil, Alemanha, Argentina e Holanda. Participou de exposições coletivas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Museu de Arte Moderna de São Paulo; Rohrbach Zement e Dotternhausen, na Alemanha; Muu Gallery e Helsink, Finlândia; e na Foundazione Pistoletto, na Itália. Realizou a mostra individual de desenhos em técnica mista Construções Fatais, no Palácio das Artes, e participou da programação de Performance da 29ª Bienal de São Paulo, em 2010. Em 2015 participou da exposição Terra Comunal, com curadoria de Marina Abramovic no SESCSP. Seus trabalhos encontram-se em coleções como a do Museu de Arte Moderna de São Paulo, Instituto ITAU Cultural de São Paulo, Museu de Arte da Pampulha de Belo Horizonte, Centro Cultural Inhotim, e FUNARTE. Como performer vem se destacando em festivais no Brasil e no exterior. Como coordenador do CEIA realizou, entre outros eventos, a MIP – Manifestação Internacional de Performance, 2003 e 2009. Desde 2013 é o curador de performance do Memorial Minas Vale. É professor da escola Guignard UEMG, desde 2009, onde criou a disciplina de Performance e é orientador e curador da Mostra Perplexa de performance. Também atuou como orientador nas turmas de atelier de especialização de Pintura na mesma instituição.

Dudude – Bailarina, improvisadora, coreógrafa, diretora de espetáculos e professora de dança. Estuda e trabalha desde a década de 70 a pedagogia de ensino da dança contemporânea. Trabalhou como professora e/ou coreógrafa para o Grupo Galpão, Cia Burlantins, Grupo de Dança 1º Ato, Companhia de Dança Palácio das Artes, Grupo do Beco do Conglomerado Santa Lúcia e Oficinão Galpão Cine-Horto. Fez parte da geração formada pelo TransForma Centro de Dança Contemporânea, criado e gerido por Marilene Martins, onde permaneceu de 1970 a 1981, primeiramente como aluna e mais tarde como bailarina, professora, coreógrafa e durante um ano (1981) como diretora artística. Foi nessa época que realizou seu primeiro trabalho coreográfico, Escolha seu Sonho, criado para o grupo. Fundou e dirigiu a Benvinda Cia de Dança de 1992 até meados de 2007. Em 2001 recebeu a Bolsa Virtuose, do Ministério da Cultura do Brasil. Em 2003 desenvolveu seu projeto selecionado pelas Bolsas Vitae de Artes, Poética de um Andarilho - A Escrita do Movimento no Espaço de Fora. Em 2004 estreou o espetáculo Maria de Lourdes em Tríade, e Tanque, uma parceria com Marco Paulo Rolla. Foi convidada, em 2005, para apresentar seu trabalho Um solo para uma dança e um violão em Paris (França), no Ano do Brasil na França. Estreou em 2006 seu espetáculo Na Planície, Logo Montanha, Aparece o Mar... e neste mesmo ano apresentou-se na Copa da Cultura em Berlim (Alemanha). Em 2007 fez turnê no Equador, apresentando seu mais novo trabalho Sem, um colóquio sobre a falta. Desde então segue trabalhando entre Belo Horizonte e Casa Branca onde possui um Atelier desde 2010, promovendo ações focadas na arte contemporânea. Em seus trabalhos atuais está cada vez mais focada na conexão de arte e vida, dentro do conceito da Ecologia Humana.

Posted by Patricia Canetti at 12:15 PM