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março 26, 2017

Opavivará! na Gentil Carioca, Rio de Janeiro

Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.

trecho de “Erro de Português”, Oswald de Andrade

[scroll down for English version]

Inspirado nessa utopia antropofágica, o OPAVIVARÁ! cria seu samba enredo para sua nova individual - UTUPYA - na galeria A Gentil Carioca. Nesse caminho entre o coração da mata e a cidade concreto existe um lugar de hibridismos inconcebíveis. Das raízes pré-históricas gravadas nas paredes das cavernas às cópias dos esquemas das estruturas modernizantes da ocidentalidade reside um povo. Um povo caboclo, vítima e fruto do encontro do índio com o europeu, que se espalhou por todo esse território fazendo coisas de sarapantar. O Brasil caboclo é o primitivismo de sua tecnologia adaptativa. A utopia tupi parte da devoração, da mixagem, mesclagem, mestiçagem, que se dão na pororoca dos encontros.

A mostra começa no térreo do segundo prédio da galeria (R. Gonçalves Ledo, n.11), no coração da Saara, numa sorveteria tupi cabocla, lojinha de doces e travessuras. Tupycolé são picolés de partes do corpo (rosto, pé, mão, peito, piroca) de diferentes sabores que percorrem uma diversa paleta de cores. Da encruzilhada da galeria, polinizando a SAARA, saem o Remotupy, uma canoa caiçara acoplada a um triciclo de tração elétrica que transforma as ruas em igarapés navegáveis; o carro Abre Caminho é nosso abre alas movido à tração humana, com quatro baldes chuveiros que inundam as esquinas com banhos de ervas prenhes da sabedoria ancestral dos pajés e curandeiros. No segundo andar do prédio, é instalada um ponto de acesso à Rede Social, 6 redes costuradas balançam abraçadas ao som de chocalhos feitos de tampas de garrafa pet. Completam a exposição um conjunto de três ocas móveis, onde é promovido um apitaço com sonoridades da floresta no meio do caos da selva urbana, e a DiscoOka, um ambiente envolvente karaoke tupy total que reverbera os antigos rituais de dança e cantoria na eletricidade de um mundo hiperconectado.

OPAVIVARÁ! é um coletivo de arte do Rio de Janeiro, que desenvolve ações em locais públicos da cidade, galerias e instituições culturais, propondo inversões dos modos de ocupação do espaço urbano, através da criação de dispositivos relacionais que proporcionam experiências coletivas. Desde sua criação, em 2005, o grupo vem participando ativamente no panorama das artes contemporâneas.


If it had been a sunny morning
The indian would have undressed
The Portuguese.

excerpt from Mistake of the Portuguese, Oswald de Andrade

Inspired by this anthropophagic utopia, OPAVIVARÁ! composes its new exhibition - UTUPYA - at A Gentil Carioca gallery as a samba-enredo song. Between the heart of the jungle and the concrete city-life there’s a place for unconceivable hybridisms. The earliest prehistoric cave painting told of a people as much as the copies of the Occident modernizing programs. A people that resides in the mixture of the Indigenous people and the European, the Caboclos that have been affected and formed by this encounter. This Caboclos Brazil is the primitivism of the adaptive technology. The tupy utopia consists of devouring the otherness, of miscegenation, admixture and everything that is added in the “pororoca-of-meetings”.

The exhibition starts at the street level of the second building of the gallery (Gonçalves Ledo st., 11), in the heart of Saara’s market region, with an ice cream parlor where you can buy Tupycolé, a popsicle in the shape of body parts in many different colors and flavors. Following the gallery´s crossroads, down it goes the Remotupy, a caiçara canoe attached to an electric traction tricycle that travels the streets as igarapé rivers; the Abre Caminho is our opening-wing human traction trolley, that flood corners with four buckets of herbal baths full of pajé healer wisdom. On the second floor of the building there are 6 hammocks sewed together to create a place to access Social Networks and listen to the sound produced by chocalho jingles made of recycled PET bottle caps. The exhibition is completed by a set of three ocas (indigenous houses) with whistles at hand for the public to engage with forrest soundmaking, and DiscoOka, a captivating tupy karaoke room that echoes old dance rituals and the electric feel of a hyperconected world.

OPAVIVARÁ! is an art collective from Rio de Janeiro, which develops actions in public spaces of the city, galleries and cultural institutions, proposing inversions in the use of urban space, through the creation of relation devices that provide collective experiences. Since its creation, the group has been actively participating in the Brazilian contemporary art scene.

Posted by Patricia Canetti at 12:56 PM