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março 21, 2017

Letícia Parente na Jaqueline Martins, São Paulo

Questões sobre o cotidiano feminino de 1976 ecoam nos dias de hoje em mostra retrospectiva de Letícia Parente

Fotografias, xerox, vídeos e uma grande instalação poderão ser vistas na Galeria Jaqueline Martins a partir do dia 25 de março


“Tire seus padrões de beleza do meu corpo”. A frase escrita em um pedaço de papelão foi um dos símbolos que marcou uma marcha de mulheres em 2013, mas podia muito bem estar estampada em um dos trabalhos da artista baiana Letícia Parente, pioneira da videoarte no Brasil e conhecida por subverter o cotidiano em suas experimentações na década de 1970. Parte de seu trabalho, xerox, fotografias, vídeos e uma instalação gigante estarão na retrospectiva que a Galeria Jaqueline Martins apresenta, de 25 de março à 20 de maio.

Quarenta anos depois de sua primeira individual no MAM do Rio de Janeiro, será remontada pela primeira vez a instalação Medidas, de grandes dimensões – vai ocupar 140 metros quadrados do segundo andar da galeria. A obra, dividida pelo que ela chamou “estações”, convida o visitante a registrar medidas do próprio corpo em fichas, como tipo físico, sanguíneo, capacidade respiratória e itens que confrontam as imposições da sociedade, principalmente sobre a mulher, além da ala “medidas secretas” para questões mais subjetivas, não-visíveis.

Em entrevista ao jornalista Roberto Pontual, à época, Letícia contou: "Quero deflagrar ações até que elas se incorporem e criem a forma das marcas do homem em sua presente busca: um fio entre os imensuráveis de sua trama. Desejo capturar vestígios atuais através de quantidades, medidas que possam se fazer transcender, a fim de que a imponderável invada e faça nexo ou interrogação".

As fichas dos visitantes de 1976 estarão também expostos em um espaço dedicado à documentação. “O trabalho da Letícia é atemporal, é feminista, é político, mas é sobre a questão existencial”, diz a galerista Jaqueline Martins. Também nos xerox, vídeos e fotografias, a artista expõe a problemática do corpo e da subjetividade. “Tem sempre uma tentativa por parte da sociedade de te dizer como tem que se vestir, se portar...e é isso que a Letícia confronta”, completa André Parente, filho de Letícia.

Entre as fotografias que estarão na mostra, estão as feitas por André, de sua mãe, em 1975, que nunca foram expostas; xerox das séries Mulheres e Casas; e o vídeo Eu armário de mim (1975).

Posted by Patricia Canetti at 12:02 PM