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março 5, 2017

A Fonte de Duchamp no MARGS, Porto Alegre

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul tem o prazer de convidar, dia 7 de março, terça-feira, às 19h, para a exposição A Fonte de Duchamp: 100 Anos da Arte Contemporânea, com curadoria de José Francisco Alves. A mostra tem o objetivo de marcar os 100 anos de Fonte, obra icônica de Marcel Duchamp (1887-1968), considerada uma das obras de arte mais importantes do Séc. XX. A entrada é franca.

A Fonte foi um passo adiante nas experiências de Duchamp, no que ele chamou de readymade (algo como “objeto-pronto”), trabalhos feitos com peças industrializadas, simplesmente escolhidas pelo artista por sua beleza. Extraídos do contexto funcional original e considerados como obra pelo simples ato do artista em dar-lhes títulos e exibi-los como arte.

A provocação de Duchamp, a par de todas as teses, histórias e especulações que giram em torno do readymade, com o tempo reverberou e foi adquirindo maior importância. Em especial a partir da década de 1950, com a Pop Arte, e, definitivamente, nos anos 60 e 70, do Minimalismo à Arte Conceitual, formando assim a base dos problemas do que hoje entendemos como Arte Contemporânea.

A provocação, o humor e, principalmente, a elaboração mental como características da arte contemporânea tem em Duchamp a sua origem. Muito dos aspectos construtivos da obra de arte nos últimos 60 anos têm nos readymades seus precedentes fundamentais: a apropriação de coisas pré-existentes e o uso de técnicas industriais na feitura – ou montagem – das obras. O artista, assim, deixa de fabricar ele mesmo o trabalho, não o faz manualmente, somente elabora a obra de arte.

O MARGS e a efeméride

Neste ano de 2017, em vários lugares do mundo, assinala-se em museus e instituições artísticas a passagem de um século do trabalho mais famoso de Marcel Duchamp. Ao mesmo tempo, alcança nada mais do que 100 anos a própria arte contemporânea. Nesse sentido, o MARGS, ao homenagear o gesto deste artista com a sua Fonte, o faz ao exibir uma seleção de obras de seu acervo em arte contemporânea, mostrando que o museu também se ocupa em colecionar a arte presente, necessária para o diálogo com a história da arte no Rio Grande do Sul e no Brasil.

São cerca de 108 obras de 51 artistas do acervo. Trabalhos relacionados a características duchampianas, tais como o caráter objetual, a apropriação de materiais e coisas preexistentes, a elaboração mental e não manual dos objetos, o humor, o jogo, a provocação.

Mais sobre a Fonte de Duchamp

A Fonte nunca foi exibida. Enviada por Marcel Duchamp para a exposição da Sociedade de Artistas Independentes de Nova Iorque, sob o pseudônimo de “R. Mutt”, a peça foi recusada pelos organizadores.

A exposição para a qual a obra foi feita inaugurou em 10 de abril de 1917 e a Fonte original logo desapareceu. Tratava-se de um simples urinol de porcelana, comprada em uma loja do ramo. Com sua proposta, Duchamp pretendia alçar a peça ao mundo da arte simplesmente pelo seu gesto de assiná-la e colocá-la em uma exposição. Arte como elaboração mental, sem que o artista faça a obra. Tinha como objetivo sacudir o meio das vanguardas com uma ideia ainda mais desafiadora, em especial colocar em xeque a condição da criação artística e o sistema de arte: afinal de contas, quem decide o que é arte?

Hoje existem cerca de 16 Fontes refeitas pelo artista nos anos 50 e 60, em museus e coleções das mais importantes pelo mundo.

Posted by Patricia Canetti at 12:51 PM