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maio 6, 2016

Haroon Gunn-Salie no Galpão VB, São Paulo

Prêmio SP-Arte / Videobrasil apresenta “Agridoce”, de Haroon Gunn-Salie

Artista sul-africano traz ao Galpão VB exposição centrada na tragédia ambiental ocorrida recentemente no Brasil, em Mariana, Minas Gerais

No dia 2 de abril (sábado),das 13h às 17h, acontece no Galpão VB a abertura de Agridoce, exposição do artista da África do Sul Haroon Gunn-Salie. A ideia para a individual surgiu da relação do artista com pessoas diretamente afetadas pelo desastre ambiental, ocorrido no final do ano passado em Mariana – causado pelo colapso de duas barragens em Minas Gerais. O projeto, criado em colaboração com moradores da região que se recusaram a sair de suas terras, gerou uma potente plataforma – capaz de dar visibilidade ao tema e provocar o público. Dessa forma, Gunn-Salie estabelece sua arte como ativismo e ação para transformação social. A mostra é resultado do 1º Prêmio SP-Arte / Videobrasil,premiação especialdo 19º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil | Panoramas do Sul - realizado entre outubro e dezembro de 2015 – e segue em cartaz no Galpão VB até 11 de junho de 2016.

Em Agridoce, o sul-africano Haroon Gunn-Salie renova o assombro sobre os eventos do desastre. Ele parte do desejo de afirmar o trabalho em conjunto como resposta aos desastres da vida real e da insistência em simbolizar algo que se perde repetidamente – a experiência dos vencidos. Uma instalação em larga escala, um registro em vídeo, uma série de fotos e um filme foram produzidos por Gunn-Salie em colaboração com os moradores cujas propriedades foram cobertas por uma camada de lama misturada a metais químicos pesados. Mortes, além da destruição de imóveis e do ecossistema da região, são resultado do acidente. O artista coletou e transportou do próprio local todo o material (incluindo a lama e as paredes de uma casa parcialmente soterrada, por exemplo) que compõe sua obra site specific. Impregnado da urgência do tempo presente, esse conjunto de obras exibido no Galpão VB busca – no silêncio que age sobre as experiências e narrativas pessoais – resgatar a dimensão humana da história.

O projeto surgiu após viagens do artista a Minas e do contato que ele teve com as comunidades de Paracatu de Baixo e Pedras, entre outubro de 2015 e janeiro de 2016. Em sua primeira ida à região, passou duas semanas viajando, documentando as comunidades e colhendo relatos orais. Poucos dias depois de sua volta à África do Sul, ele soube da tragédia, ocorrida nas propriedades da Samarco e da Vale do Rio Doce. Foi quando decidiu voltar, e qual tema teria sua mostra no Galpão VB.

“Usei essa oportunidade para me envolver em um projeto de arte transformador, na fronteira com a responsabilidade social, que convoca à participação pública”, explicou Gunn-Salie, preocupado em contar histórias que são normalmente esquecidas. “Traduzindo narrativas e histórias orais em obras de arte e intervenções colaborativas, baseadas no diálogo, quis trazer para o contexto brasileiro um modo de trabalhar que insiste que a arte pode ser usada para a transformação social e o ativismo de base”,finaliza.

No mesmo dia da abertura de Agridoce, o GalpãoVB apresenta o resultado da segunda edição do projeto Videobrasil em Contexto, que integra o Programa de Residências Videobrasil. A exposição Acervo Videobrasil em Contexto #2 apresenta trabalhos do brasileiro Vitor César e do polonês Karol Radziszewski, convidados pela Associação Cultural Videobrasil e pelo A-I-R Laboratory – programa de residência artística do Centre for Contemporary Art Ujazdowski Castle, em Varsóvia (Polônia) – para participar desta edição, que tem apoio do Instituto Adam Mickiewicz (IAM). Assim como Agridoce, a exposição Acervo Videobrasil em Contexto #2 fica em cartaz até 11 de junho.

O prêmio SP-Arte / Videobrasil
Desde a sua origem, em 1983, o Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil investe em uma política de premiação baseada em um grande prêmio em dinheiro, como incentivo à produção, e em prêmios de residência artística, estimulando processos de trocas e intercâmbio. No ano passado, em sua 19ª edição, o Festival lançou este novo prêmio especial, viabilizado por meio da parceria entre a SP-Arte e a Associação Cultural Videobrasil.“Pela primeira vez, o Festival concedeu o Prêmio SP-Arte / Videobrasil com o objetivo de estimular e divulgar o trabalho de jovens artistas que abordam a discussão sobre o Sul global em suas pesquisas. O prêmio oferece ao artista contemplado a produção de uma exposição no Galpão VB durante o período da SP-Arte, quando São Paulo se torna foco de atenções no cenário internacional das artes”, explica Solange Farkas, curadora geral do Festival e diretora da Associação Cultural Videobrasil.

A iniciativa faz parte também do programa de incentivo a artistas e desenvolvimento de novos talentos promovido pela SP-Arte. De acordo com Fernanda Feitosa, diretora da Feira, é uma oportunidade de ampliar os laços que unem a SP-Arte ao Videobrasil, para além da admiração profissional mútua. “Esta é a primeira vez que a SP-Arte promove, por meio de um prêmio, uma exposição de um artista internacional no Brasil. Estamos muito animados com essa conexão entre cenários do Hemisfério Sul, afinal, temos múltiplas narrativas e contextos em comum”, afirma a diretora da Feira. A exposição de Haroon Gunn-Salie, um dos expoentes da nova geração de artistas da África do Sul, é o resultado do prêmio criado como parte dessa estratégia empregada pelas duas instituições.

MAIS SOBRE O ARTISTA CONTEMPLADO COM O 1º PRÊMIO SP-ARTE/VIDEOBRASIL

Haroon Gunn-Salie
(1989, Cidade do Cabo, África do Sul)

A produção de Haroon Gunn-Salie está baseada na utilização de relatos orais para elaborar intervenções artísticas e instalações multidisciplinares que traduzem as experiências vividas por comunidades específicas ou indivíduos. Servindo-se de uma grande variedade de meios e linguagens, seu foco são as formas colaborativas de trabalho, fundadas no diálogo e na troca. Witness (2012), sua exposição de graduação, apresentou um conjunto de obras que lançava luz sobre as remoções forçadas durante o período do apartheid, trabalhando com residentes do District Six, área central da Cidade do Cabo onde tais remoções ocorreram.

Gunn-Salie é formado em Escultura pela Universidade Michaelis de Belas Artes, na Cidade do Cabo (2012). Suas principais exposições incluem 89-plus Project (2014), curada por Simon Castets e Hans Ulrich Obrist; Making Africa: A Continent of Contemporary Design, que itinerou para o Vitra Design Museum e o Guggenheim de Bilbao (2015); What Remains is Tomorrow, apresentada no pavilhão sul-africano na Bienal de Veneza (2015); e o 19º Festival de Arte Contemporânea Sesc Videobrasil (2015), destinado a estimulare divulgar o trabalho de jovens artistas cujas investigações abordem temas relativos ao Sul global, onde recebeu o primeiro prêmio SP-Arte / Videobrasil.Como resultado da premiação, o artista apresenta a exposição Agridoce no Galpão VB, durante a SP-Arte/2016. Haroon Gunn-Salie é representado pela Goodman Gallery, na África do Sul.

Vive entre Johannesburgo (África do Sul) e Belo Horizonte (Brasil).

Posted by Patricia Canetti at 7:14 PM