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dezembro 5, 2014

Waldemar Cordeiro no Paço Imperial, Rio de Janeiro

Mostra dedicada ao importante artista, morto aos 48 anos, chega ao Rio com mais de 250 trabalhos, entre desenhos, pinturas, fotografias e maquetes

A história de um dos maiores artistas brasileiros, pioneiro da arte por computador e principal líder do movimento concreto em São Paulo, está reunida na exposição retrospectiva Waldemar Cordeiro: Fantasia exata, de 17 de dezembro a 1 de março, no Paço Imperial. Depois de uma temporada de sucesso no Itaú Cultural em São Paulo, a mostra com 250 obras poderá ser vista pelos cariocas em oito salas do Paço, com apoio do instituto, numa área de mais de mil metros quadrados.

Com curadoria de Fernando Cocchiarale e Arlindo Machado, e idealização do Itaú Cultural, a mostra mapeia o processo criativo de um artista múltiplo, que foi também urbanista, arquiteto e paisagista. Costurada por textos escritos pelo próprio homenageado, a exposição traz um painel abrangente da produção artística de Cordeiro, entre estudos, pinturas, fotografias, objetos e desenhos inéditos.

Os trabalhos reunidos percorrem toda a trajetória de Waldemar - desde a liderança no grupo concretista Ruptura, ativo nos anos 1950, em SP, até suas últimas obras de arte feitas em computador, na década de 1970. Waldemar Cordeiro faleceu prematuramente em 1973, aos 48 anos, como um dos principais responsáveis pelas transformações radicais experimentadas pela produção artís¬tica brasileira da segunda metade do século XX.

Como lembra o curador Arlindo Machado, o artista esteve na ponta dos principais movimentos artísticos do seu tempo. “Nas décadas de 1950 e 1960, liderou o movimento concreto, do qual foi um de seus principais teorizadores. Esteve entre os artistas mais proeminentes na fase popcreto (1964/1966) e na arte cinética (1966/1969). Cordeiro também é considerado o fun¬dador das artes eletrônicas no Brasil e um dos seus pioneiros no plano internacional”, sintetiza.

Principal mentor das ideias do grupo Ruptura – formado por artistas concretos de São Paulo – e autor do Manifesto Ruptura (1952), lançado na mostra de mesmo nome, Waldemar Cordeiro chegou ao Brasil com pouco mais de 20 anos, em 1946. Trabalhou como jornalista, crítico e ilustrador para jornais. Sua produção se caracteriza pelo abstracionismo geométrico e pelo uso de materiais industriais.

Para Fernando Cocchiarale, também curador da mostra, a ruptura apresentada por Waldemar Cordeiro não se restringiu à produção artís¬tica. “Ele era urbano, cosmopolita, defensor da ruptura definitiva com a ruralidade brasileira. Ele rompeu também com a escolha dos materiais. Não gostava, por exemplo, da madeira crua, preferido materiais industrializados. Cordeiro era uma pessoa que pensava a ruptura em todos os sentidos, inclusive no sentido político. De uma sagacidade teórica admirável”, observa Cocchiarale.

Quem for à exposição no Paço Imperial, idealizada pelo Núcleo de Artes Visuais do Itaú Cultural em parceria com a família de Waldemar Cordeiro, poderá conferir um rico acervo do principal líder do movimento concreto na capital paulista.

Uma das salas será reservada à arte computacional de Cordeiro. Nela estará a elogiada obra A mulher que não é BB (Brigite Bardot), que reproduz graficamente em um antigo computador IBM 360 o rosto da pequena vietnamita atingida pela bomba de Hiroshima – cuja foto em que aparece correndo nua e desesperada rodou e chocou o mundo nos anos 1970. Foi o último trabalho deixado pelo artista.

Nas palavras da nova diretora do Paço Imperial, Claudia Saldanha, a exposição Waldemar Cordeiro: Fantasia exata é um presente para os interessados pela história da arte brasileira. “Waldemar Cordeiro foi fundamental para abrir novos caminhos para a cena dos anos 50. A mostra retrata um importante capítulo da nossa trajetória”, convida Claudia.

Waldemar Cordeiro participou, entre diversas coletivas, de dez edições da “Bienal Internacional de São Paulo” (inclusive da primeira, em 1951) e de mostras de Arte Concreta no Brasil e no exterior, como a KonkreteKunst (Zurique, 1960), “Opinião 65” e “Nova Objetividade Brasileira” (MAM/RJ, 1967). Em 1949 participou da exposiçãoDo figurativo ao abstracionismo, organizada por Léon Degand, que marca o início das atividades do Museu de Arte Moderna de São Paulo (Mam-SP).Em 1952 inicia seus estudos de paisagismo, realizando ao longo de sua vida mais de uma centena de projetos para residências, edifícios, parques e praças.No final dos anos 1960, entrou em contato com a Pop Art e introduziu no Brasil a arte feita com computador. Ganhou retrospectiva póstuma no Centro Cultural São Paulo, em 1983, e no MAC-USP, em 1986.

Posted by Patricia Canetti at 12:56 PM