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setembro 10, 2013

Hapax na MdM Gallery, França

Hapax - Tensionar, MdM Gallery, Paris, França - 18/09/2013 a 25/09/2013

A cidade e seus espaços sempre ocuparam lugar de destaque nas experiências do coletivo Hapax, realizadas pelo Brasil em diversas ações desde 2001. Na busca de uma poética urbana que resulta da intervenção física, presencial, em direção às sonoridades dos lugares públicos, essas ações se configuraram de forma densa, saturada, no limite de um enfrentamento que desafia a lógica do movimento instituído - rígido e funcional - de uma cidade-qualquer.

A partir de um percurso híbrido, essa poética vem sendo desenvolvida no cruzamento de linguagens como a música, a escultura/objeto e a performance. Em todos os campos o que está em jogo é uma constante investigação dos corpos sonoros que compõem o ambiente metropolitano para lançar a cidade contemporânea numa ação lúdica e performática a partir de sua sonoridade.

Em vários ensaios transmitimos, percebemos, executamos e registramos um material constituído por um conglomerado de sucatas de metal recolhidas pelas ruas e depósitos industriais, ao lado de um amplo mosaico tecnológico, tensionando hitech e lowtech : samplers, sensores, sintetisadores, baterias eletrônicas, computadores, rádios uhf - praticamente todo e qualquer aparato eletro-eletrônico capaz de transmitir e inscrever som.

Nessas ações, a cidade e os fluxos urbanos começaram a se destacar em seu aspecto esquemático e objetivo, desprovido, a princípio, dos significados cotidianos que estamos condicionados a ler e reiterar. Desse modo, passamos a experimentar um espaço urbano onde tudo seria matéria em movimento. Essa objetividade descritiva dos corpos em trânsito, sua plasticidade, seus desenhos visíveis e comportamentos vetoriais (sejam resultado do planejamento, do acaso ou do desvio) poderiam forjar novos sentidos e implicações. Visando outros suportes para dar conta dessa trama de possibilidades, para captar esses vetores, o trabalho caminhou na direção da cartografia e da bricolagem com tecnologias de localização, incluindo o aparelho GPS.

A atual mostra Hapax organizada para a Galeria MdM da consultora de arte Maria do Mar Guinle em Paris parte de uma seleção de trabalhos que revisitam os dez anos do coletivo, como videos realizados entre arquivos brutos, fotografias, registros de performances, videoclipes, e objetos da série Chapa Quente e dos múltiplos Chamadores. Depois, estão expostos trabalhos com origem nas experiências cartográficas em derivas urbanas a partir de 2007 em diversas cidades do Brasil. A série Pode – sete videos apresentados na exposição Transitante no Centro de Artes Hélio Oiticica no Rio de Janeiro em 2008, resultados de tentativas de geoinscrição da palavra Pode na cidade – e dois inéditos: as Virtugravuras – tiragem a partir de coordenadas numéricas de derivas escolhidas – e o objeto CD Transitante - 33’40’’ de faixa contínua composta pelas variações musicais eletrônicas geradas pelo GPS e mixados com os ambientes sonoros registrados durante ações em Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Biografia do Hapax

Hapax foi formado em 2001 pelos artistas Daniel Castanheira, Ericson Pires (falecido em 2012) Ricardo Cutz, Marcelo Mac e Claudio Monjope. Hoje permanecem em atividade Daniel Castanheira, Ricardo Cutz e o programador Leonardo Póvoa. Com formações e carreiras em diversas áreas – poesia, música, teatro, cinema e artes visuais, engenharia, cartografia e logística – o grupo se define como um coletivo de arte. Usa como ferramenta em seus trabalhos um amplo mosaico tecnológico, tensionando hitech e lowtech : samplers, sensores, sintetisadores, baterias eletrônicas, rádios uhf, praticamente todo e qualquer aparato eletro-eletrônico capaz de produzir som, faz parte do repertório acionado pelo grupo.

Nesses 12 anos, o grupo participou de múltiplos eventos e ações dentre os quais se pode destacar: Circuito Interações Estéticas, Funarte, Sp, Rs, BH e PE/2010; “DF além da Fronteiras”, Atelier Aberto, BSB/2010; Residências Estéticas em pontos de Cultura, Funarte/RJ/2010; Exposição Individual “Transitante’, Centro Hélio Oiticica/Rj/2008; Arte.Mov -2007, curadoria Lucas Bambozi; a exposição “Abre Alas 2006” da galeria A Gentil Carioca (RJ/2006); abertura do centro cultural da Caixa Econômica Federal (RJ/2006); mostra “Corpos Virtuais: arte e tecnologia” no Centro Cultural Telemar curada por Ivana Bentes (RJ/2005); a primeira perfomance interativa via satélite no Brasil em parceria com o video artista Eder Santos, no evento Nokia Trends curado por Lucas Bambozzi (SP/RJ/2005); Festival Rio Cena Contemporânea (RJ/2003/2005); o espetáculo teatral As Fenícias no teatro Oficina (SP/2002); o Panorama de Arte Contemporânea do MAM (RJ/SP/BA/2001/2002). Além disso, o grupo se apresentou em várias casas de shows, festas e festivias de música como Brasilia Music Festival (DF/2004), Motomix (RJ/2004), Forum Mundial Social (RS/2003), RecBeat (PE/2002), Cep 20.000 (RJ / de 2001 a 2005), Casa das Caldeiras (SP/2004), Studio SP (SP/2005), Circo Voador (RJ/ 2004/2005) e teatro Rival (RJ/2005), tendo lancado o disco O que esta acontecendo (2005), pelo Selo paulista Mundo Perfeito com distribuição nacional pela Tratore.

Posted by Patricia Canetti at 9:50 PM