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novembro 4, 2005

Curso de arte da UERGS fecha!

Curso de arte da UERGS fecha!

Reitor da UERGS fecha cursos de artes na unidade de Montenegro

Na última sexta-feira, dia 28 de outubro, os professores dos cursos de graduação em artes da FUNDARTE/UERGS, instalados na unidade da UERGS na cidade de Montenegro, foram surpreendidos pela noticia do cancelamento dos concursos vestibulares para ingresso nos cursos de artes visuais e teatro.

Este fato mostra que existe um abismo entre o discurso e a prática, entre a palavra empenhada publicamente e as ações realizadas na reserva dos gabinetes, que é a marca característica da reitoria da UERGS.

"Ao garantir o fortalecimento da instituição, Boeira anuncia que os cursos em andamento serão mantidos sem modificações" (Jornal Correio do Povo, 11/08/2003. p. 10.)

Esta declaração dada em 2003 foi recentemente reiterada em entrevista concedida pelo Sr. Reitor Nelson Boeira ao Jornal Ibiá de Montenegro no dia 23 de julho de 2005, na página 8, após declarar-se a favor da permanência da unidade da UERGS naquela cidade, o Reitor respondeu à pergunta específica sobre a manutenção dos cursos da seguinte forma:

"Nessa administração sim, mas o que se fará nas próximas administrações, no futuro, não posso responder por elas."

Isto nos leva a pensar: será que o Sr. Reitor já não ocupa mais este cargo? Ou ele simplesmente faltou com a palavra? Porque afirmar uma coisa e fazer o oposto?

O espanto e a indignação com o fechamento súbito e inesperado dos cursos se tornam maiores considerando as inúmeras declarações dadas pela reitoria sobre a alta qualidade destes cursos em questão, como a que está presente em matéria publicada em 5 de agosto de 2003, na página 10 do mesmo jornal, onde Boeira diz que "Todas as informações recebidas sobre os cursos daqui também têm sido sistematicamente positivas. Há unanimidade a respeito do valor das atividades realizadas aqui".

Excluindo-se desta unanimidade, e discordando dela, a reitoria está desconsiderando os pareceres altamente positivos obtidos pelo curso por parte das comissões de avaliação estaduais e nacionais que o visitaram este ano com a finalidade da aprovação não apenas do curso, mas da própria Universidade. E este é outro ponto em que a atitude da reitoria surpreende e causa repúdio nos professores. A qualificação destes profissionais, do ponto de vista dos seus currículos profissionais, acadêmicos, e da sua titulação, que serviu para ajudar a garantir a aprovação e o credenciamento da UERGS, junto aos conselhos estadual e federal de educação, foi simplesmente desconsiderada e ignorada no ato do fechamento dos cursos.

O argumento utilizado pela reitoria para o fechamento dos cursos, de que já existe muita oferta de cursos de graduação em teatro e em artes visuais no nosso estado contradiz a opinião do próprio vice-governador Antônio Hohfeldt, segundo quem a FUNDARTE ministra um curso "que não cria competição com as outras universidades" (Jornal Fato Novo, Montenegro, 12/05/2003. p. 2). Os cursos de graduação em artes do convênio UERGS/FUNDARTE oferecidos em Montenegro promovem uma formação diferenciada voltada para uma realidade do mundo do trabalho em arte e que, por isso, ao preparar um profissional que é, ao mesmo tempo, professor e artista, traz inovações em relação à formação oferecida pelos cursos das universidades federais ou particulares. Aliás, segundo a opinião emitida pela integrante do Conselho Federal de Educação, Profa. Maria Beatriz Moreira Beluce, durante uma audiência pública realizada na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul no dia de 23 de agosto de 2005, a proposta do curso não só é inovadora como também corresponde perfeitamente ao modelo ideal de currículo que o Ministério da Educação pretende implementar no país inteiro nos anos vindouros.

Além disso, a atitude autoritária da reitoria, ao encerrar os concursos vestibulares, o que fatalmente leva ao fechamento dos cursos, contradiz o próprio estatuto da universidade, redigido e aprovado por esta mesma reitoria, que diz serem objetivos da UERGS: incentivar o desenvolvimento das ciências, das letras e das artes; " (trecho do estatuto publicado no jornal Zero Hora em 17 de julho de 2003, p. 36).

Embora os cursos de graduação em artes atendam alunos de diversas cidades do estado, e mesmo da capital de Porto Alegre, cabe à comunidade de Montenegro e da região do Caí, que se mobilizou e lutou para conseguir implementar a unidade de Montenegro, e que é a mais diretamente beneficiada pelos frutos do trabalho realizado pelos cursos e pelo desenvolvimento cultural e econômico gerado pela presença dos alunos inscritos neles, mobilizar-se e lutar pela manutenção destes cursos.

Esta comunidade deve manifestar a sua indignação com as inverdades e incoerências do discurso e da prática do Reitor Boeira que, na citada entrevista concedida ao Jornal Ibiá do dia 23 de julho compara a quantidade de 12 cursos oferecidos pela UFRGS com a quantidade de 35 turmas oferecidas pela UERGS (posto que cada curso da UFRGS tem dezenas de turmas, o que multiplica o seu número de turmas). Além disso. O reitor omite o fato de que este ano apenas 25% do valor acertado no convênio foi repassado à unidade de Montenegro, repasse este que nunca foi feito em dia. Em matéria publicada recentemente no Caderno Vestibular da Zero Hora o reitor dá a entender que a unidade de Montenegro gasta 100% a mais do que os demais cursos oferecidos pela universidade, mas omite o fato de que este valor é, na verdade, dividido entre os quatro cursos oferecidos na FUNDARTE.

Que motivos levam a reitoria a afirmar uma coisa e fazer outra? Como confiar em quem não cumpre com a palavra empenhada? Sabendo que o cargo de reitor da UERGS é um cargo de confiança determinado pelo governador do estado - por não haver um corpo efetivo de funcionários e de professores que poderiam eleger uma reitoria legítima e autônoma, uma vez que os respectivos concursos públicos nunca forma realizados - o que esperar de pessoas que lidam com tanta irresponsabilidade com a coisa pública, declarando publicamente meias-verdades e inverdades e agindo na contramão do desenvolvimento cultural, social e econômico do estado? São questões como estas que o caso do fechamento dos cursos trazem à tona.

Maiores informações:
João Carlos Machado - (51) 3632 7259
Eduarda Gonçalves - 3649 5849
Gilberto Icle - 99186262

Enviado por iapin iapin@ufrgs.br

Posted by João Domingues at 2:21 PM