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Arte em Circulação

 


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maio 27, 2021

Topologias da incertitude por Marcos Moraes

Topologias da incertitude

MARCOS MORAES

Com Caminhos incertos, horizonte imprevisível é possível acercar-se da recente – e poderíamos até dizer pandêmica – produção de Rodrigo Sassi, por aquilo que aparentemente julgamos conhecer de sua trajetória e, fundamentalmente, de sua produção, visível e inconfundível pelo vocabulário por ele estabelecido na articulação de formas, materiais, técnicas projetivas e construtivas.

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Como toda e qualquer leitura partindo desses pressupostos pode enganar o olhar menos atento, cabe a sugestão de direcionar a atenção para aspectos que permitam perceber sutilezas nas significativas mudanças e proposições que o conjunto de trabalhos aqui apresentado dá a entrever.

Os processos de trabalho do artista são, habitualmente, pensados e desenvolvidos partindo de sua relação com o espaço urbano, seus fragmentos, suas ruínas e seus restos, o que possibilita a ele ser um coletor de elementos e materiais encontrados em suas caminhadas e deambulações nas ruas. O atual momento reconfigura essa situação, trazendo o confinamento como um problema ou um aparente e desafiante limitador para suas elaboradas construções que ocupam os espaços arquitetônicos nos quais se instalam.

Acompanhando um percurso de trabalho de quinze anos, desde a graduação de Sassi, é possível perceber o interesse dele pelas ações, pelas matérias e pelas relações que a cidade e toda a dimensão do espaço urbano oferecem, proporcionam e demandam, em especial da perspectiva de alguém que se lançou sobre a cidade por meio da linguagem do grafite para, em seguida, propor-se a intervir de distintas maneiras nesse conturbado emaranhado de interferências humanas sobre a paisagem que identificamos como metrópole.

Estruturas e objetos dessa urbanidade, em particular aquilo que ela apresenta como detrito ou indício do cotidiano urbano, podem figurar como elementos dessa poética construtiva que, para Rodrigo Sassi, tornam-se força propulsora de produção. De armações, intervenções e ações a performances em (e com) caçambas, define-se um processo de ordenação das formas e materiais que, experimentados em distintas e diversas configurações e direções, permanecem desafiadoramente como um esqueleto de sustentação nas investigações do artista até hoje.

Mais um componente da trajetória do artista deve ser trazido para reflexões acerca da produção atual: as experiências em residências artísticas – ainda que carreguem certa ironia se pensarmos nos tempos atuais, por algumas de suas características, como deslocamento, convivência e trocas.

A residência artística é relevante para Sassi primeiramente porque, para ele, a relação com os espaços urbanos é vital. Por conta disso, já partiu de São Paulo para Londres, Recife, Paris, Nova Iorque e Garzón¹ – a lista, restrita apenas às localidades nas quais os processos de investigação de natureza artística são elaborados e desenvolvidos, dimensiona esse “estar inserido” em condições específicas de trabalho, mergulhado na perspectiva dos experimentos, da convivência e das trocas e imbuído desse espírito de “conviabilidade”, que marcam o sentido do estar junto. Com esse raciocínio teríamos a conexão com os processos iniciais de trabalho coletivo de Rodrigo Sassi.

Como outro componente do processo de investigação decorrente das experiências em residência artística, o embate com os materiais e os desafios propostos pelo enfrentamento das técnicas, tem se apresentado como aspecto relevante incorporado ao trabalho. Reverberam, declarada e assumidamente, as ressonâncias dos contatos com os contextos das distintas residências realizadas.

Cabe ressaltar nessas reverberações a referência nominal explícita e formal em sua concepção, em Gótica (2021), aos processos investigativos que motivaram Sassi a ir a Paris, assim como sua residência na Cité des Arts. O originário interesse e a pesquisa pela arquitetura gótica, suas formas ogivais, o desenho dos vitrais e suas simetrias que se desvencilham daquela clássica tradicional são reprocessados nas formas esguias e pontiagudas que o trabalho enfaticamente insinua.

Ainda pode ser identificada a experiência com o material que cava espaços na produção do artista e adentra seus processos com a experiência nos ateliês e as técnicas de trabalho no metal, iniciada em sua estada no Sculpture Space. Na exposição, as obras Renda portuguesa (2020/2021) e Abrus precatorius (2020/2021) trazem esses ecos, ainda que por meio de métodos distintos que implicam no processamento manual do vergalhão de ferro (articulado com fragmentos de minerais), no primeiro; e na apropriação do object trouvée (articulado, ainda, ao jogo do perigo e do elemento tóxico do título), no segundo.

Caminhos incertos

Os processos de trabalho relacionados com a incerteza – não mero conceito, ideia, ou mesmo termo utilizado para identificação de um sentido da produção – que marca o estado geral das coisas e o modo como vivemos hoje conectam-se inexoravelmente com as decisões e os planejamentos que previamente seriam definidos para a realização de cada trabalho ou, mais ainda, do conjunto para articular-se em exposição não podem mais seguir o curso predefinido porque são forçosamente conduzidos a uma condição de não controle. Os “resultados” decorrem, então, desses processos, da incerteza.

Trata-se, no entanto, de entender os reflexos do contexto e sua complexidade de dinâmicas, seja no processo, seja no trabalho final, mas não para os pensar apenas nessa condição de causalidade uma vez que se percebe a cada obra/proposição um percurso previamente experimentado e vivenciado que envereda por outros focos em função dos caminhos e das demandas ainda não concluídas e que tomam novos rumos com base nas mudanças das condições, tempo e trabalho. Tudo marcado por confinamento não programado: um cerceamento que desloca o artista forçosamente para o interior do ateliê, como um mergulho nesses espaços – pessoal e de trabalho – e, de certa forma, reflete-se em um redimensionamento da escala do trabalho, uma espécie de apaziguamento ou realinhamento com a perspectiva de vida interiorizada no limite do ambiente controlado.

Significativamente, a distribuição dos trabalhos no espaço expositivo possibilita um percurso temporal inverso ao identificarmos Entre vírgulas (2021) e Gótica (2021), dois trabalhos de produção mais recente, na entrada da sala, mas com o campo visual dominado ao fundo por aquele iniciado em 2019 e que atravessa, com sua elaboração e produção, esse recente período de distanciamento social. Nos dois trabalhos aqui mencionados, um elemento de construção da obra atrai o olhar mais detida e singularmente uma vez que, nas habituais formas curvilíneas, pedaços são inseridos para carregá-las de uma ambiguidade orgânica – geométrica –, corrompendo a aparente pureza dessa natureza referida nos volumes por ele construídos.

Nesse raciocínio, não é “por acaso” que Como carregar sua própria janela (2019/2021) constrói literal e formalmente uma ponte entre os distintos tempos e modos de produção dos trabalhos: linhas sinuosas e retas aliam-se a ângulos e curvas. Da mesma forma, a “brutalidade” das formas e dos materiais empregados – o resto da madeira, o fragmento do ferro, o cimento – é trabalhada, moldada e (re)conformada pela ação de outro elemento potente e silencioso, invisível e fundamental na realização e na moldagem das formas: a água.

A água é a condutora e definidora do processo de afirmação da dimensão curvilínea e orgânica que prevalece nas formas de Atalho (2020) e Rumo Sul (2020/2021) e se faz presente de modo significativo na produção do artista, ao longo de um processo que pode ter seu início identificado, de forma mais marcada, com o trabalho em grandes dimensões – e, para Sassi, a primeira empreitada na escala arquitetônica e monumental – desenvolvido para o Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães, no Recife, em 2012.

Horizonte imprevisível

Pensar a incertitude como ponto de partida para indicar o caminho percorrido em momentos e situações não previstas, como aquelas em que vivemos, aparentemente sinaliza processos de indefinição e de dúvidas sobre como seguir com o trabalho e dar vazão às angústias e pulsões que marcam, decisivamente, a vida em tempos de medo, insegurança e incerteza.

A impossibilidade de ir para as ruas e continuar a coletar materiais para o trabalho levou Rodrigo Sassi a desviar-se para a interioridade de seu ateliê e a valer-se de tudo o que estava nele disponível devido ao acúmulo de coisas, materiais, fragmentos e restos. Um ciclo de trabalho e de experimentações em condições com as quais está familiarizado se encerra; ambiguamente, porém, permite que outro de lá se erga.

É no próprio ateliê que, mais uma vez, ele arquiteta saídas ao retirar, e de lá retirar, por entre esses “restos e fragmentos”, que lá repousavam inertes e esquecidos, proposições que se apresentarão não como falha ou erro, mas paradoxalmente como potencialidade para outros percursos a serem trilhados.

Desse reconfigurar-se a partir do espaço interno – psicológico e arquitetônico – em direção a horizontes imprevisíveis afirma-se o desejo e a esperança de que eles, sejam quais forem, sejam não reencontrados, mas encontrados sob a nova perspectiva que se pretende poder criar com uma também nova forma de vida em comum.

1. Respectivamente: MAMAM (Recife), FAAP/ Cité des Arts (Paris), Sculpture Space (Nova Iorque) e Campo (Garzón).


Topologies of Incertitude

MARCOS MORAES

Through Caminhos incertos, horizonte imprevisível (Uncertain Paths, Unpredictable Horizon) it’s possible to approach Rodrigo Sassi’s recent – and one could even say pandemic – production for what we allegedly think we know about his path and, fundamentally about his production, viewable and distinctive according to the vocabulary determined by him in the interplay of shapes, materials, and projective and constructive techniques.

Since each and every reading that stems from these assumptions may – beforehand – deceive the less attentive eye, it’s worth to suggest the focus should be on aspects that allow for the perception of subtleties within the significant shifts and approaches at which the set of works here displayed hints.

The artist’s working processes are generally thought out and developed from his relationship to the urban environment, to its fragments, ruins and remains, which allows him to be a collector of elements and materials found in the streets, during his walks and wanderings. The current moment redesigns this situation, bringing up confinement as a problem or as a seemingly challenging limiting factor for his elaborate constructions that occupy the architectural sites where they are installed.

Keeping track of a 15 yearlong work path, since his graduation, one can notice his interest on the actions, materials and relationships the city and the whole extension of the urban environment offers, provides and demands, in particular from someone who has dived headfirst into it using graffiti, to then devise to intervene in other ways on this tangle of human interference over the landscape we recognize as a metropolis.

Structures and objects from this urbanity, in particular those presented by it as debris or as evidence of this urban life, may feature as elements of this constructive poetics that become a propelling power for creation to Rodrigo Sassi. From the set-ups, interventions and actions, to performances inside (and alongside) dumpsters, is defined a sorting process of shapes and materials which, once tried in various and diverse ways and conformations, defiantly stand as a supporting structure within the artist’s experimentations to this day.

Another component from the artist’s path that must be brought up for a reflection upon the current production are his experiences in art residencies – even if on an irony note, considering current times – for some of its implied aspects, such as traveling, conviviality and exchange.

This relevance is identifiable; firstly, because the relationship to urban environments is vital to him and, for this reason, he has left São Paulo for London, Recife, Paris, New York or Garzón¹. The list, limited only to those places where research processes of artistic nature are created and developed, provides some insight on being in specific work conditions, immersed in the experimentation, the conviviality and the exchange perspective, and imbued in this “conviability” spirit, that characterizes the meaning of being together. This is one more connection to his initial processes of collective work in the streets of São Paulo.

As another component of this research process, resulting from the artistic residency experiences, the clash with materials and the challenges devised by technique confrontation have been standing out as relevant embedded aspects of the work. They reportedly and openly echo the resonance that resulted from the contact with the various experienced residency contexts.

It is worth highlighting from these echoes the explicitly nominal (and conceptually formal) reference in Gótica (Gothic, 2021) to the research processes that have motivated him to go to Paris for his residency at Cité des Arts. The original interest and research on Gothic architecture with its ogival shapes, stained glass window designs and their disruption from traditional classical symmetries, are reprocessed into the slender and pointy shapes the work distinctly implies.

It could also be acknowledged the experimentation with this material that holds down a place in the artist’s production and penetrates his processes through studio experiences and work techniques with metal, initiated in his residency at the Sculpture Space. Works as Renda portuguesa (2020/2021) and Abrus Precatorius (2020/2021) render these echoes, albeit through separate processes that result both on the manual handling of the iron beam (combined to mineral fragments) in the former, and on the appropriation of the object trouvée (combined to the dangerous game and the toxic aspect of its title) in the latter.

Uncertain Paths

Uncertainty-related work processes – not just the mere concept or idea, or even a term used to determine a sense of production – that indicate the general state of affairs and how we live today are inexorably connected to processes in which the decisions and planning that would have been previously defined for the execution of each work or, what’s more, the set of works to be combined in the exhibition, can no longer follow this path since they’re being forcibly led to a condition of no control. The “results” thus happen as a consequence of this uncertainty processes.

It is, however, about understanding the context’s impacts and their complex dynamics, whether throughout the process or onto the final work, but not to consider them only within this causality condition, since one perceives in each work/project a previously experienced and experimented path, which may focus on other things here, as a result of the unfulfilled paths and demands thus far, that now take new turns, based on changes in work and time conditions. It’s all characterized by unprogrammed confinement – a restriction that forcibly relocates him into the studio, like a deep dive into these (personal and work) places that, in one way or another, also results in resizing the work dimensions, a kind of appeasement or realignment to this inward-looking life perspective that borders on a controlled environment.

Significantly, the spatial distribution of works within the exhibition site allows for an inversed time path, as at the entrance of the room we spot Entre vírgulas (Between Commas, 2021) and Gótica (Gothic, 2021), the most recently produced pieces, although the line of sight is overshadowed by that one from 2019 on the background, which, considering its draft and production, has comprehended almost this whole recent period of social distancing. In the ones mentioned here, an element of construction attracts the eye more carefully and singularly, since pieces are inserted into the most common curvilinear shapes, as to imbue them with an organic-geometric ambiguity, corrupting the apparent purity of this nature, referenced in the volumes constructed by him.

In this line of thought, it’s not an accident that Como carregar sua própria janela (How to Carry Your Own Window, 2019/2021), literally and formally builds a bridge between the various production methods and temporal lengths of the works: sinuous and straight lines are combined to angles and curves. Likewise, the “brutality” of the shapes and materials employed – the wood scraps, the iron fragment, the cement – is processed, molded and (re)shaped by the action of another (quieter and mightier) element, invisible and essential to the making and molding of the shapes: water.

It’s a conductor and definer of the assertion process of the curvilinear and organic dimension that prevails in the shapes of Atalho (Shortcut, 2020) and Rumo Sul (Southward, 2020/2021) and is significantly present in the artist’s production, through a process that has started mainly with the large-scale pieces – and his first venture into this architectural and monumental scale – designed for Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães, in Recife, in 2012.

Unpredictable Horizon

To consider incertitude as a starting place pointing towards a traveled path, in unforeseen situations and occasions like the ones we experience, apparently hints at uncertainty processes, at doubts and inquiries on how to keep up with the work, on how to channel the anguish and drive that definitely characterizes life in these times of fear, insecurity and uncertainty.

The impossibility of going out to collect materials for working have taken Rodrigo Sassi to a detour towards his studio interiority, and to make use of everything available there, from the accumulation of things, materials, fragments and remains. A work cycle ends, one of experimentation under conditions with which his acquainted, but it ambiguously allows for that other one there to rise.

Once again, it’s from his own studio that he plans ways out, while going through it and taking from under these “fragments and remains” that lied there, inert and forgotten, propositions that will not appear as flaws or mistakes, but paradoxically as potential new paths to be traveled.

Through this reconfiguration stemming from the – psychologically and architecturally – internal space towards unpredictable horizons is affirmed the desire and hope that, whatever they are, they are not found again, but found under this new perspective that is aimed to be created with an (also new) way of living together.

1. MAMAM (Recife), FAAP/ Cité des Arts (Paris), Sculpture Space (New York) and Campo (Garzón), respectively.

Posted by Patricia Canetti at 1:28 PM