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agosto 31, 2020

Online Viewing Room: Nightscapes na Luisa Strina, São Paulo

A Galeria Luisa Strina tem o prazer de anunciar Nightscapes, novo viewing room online, que reúne obras de Alfredo Jaar, Anna Maria Maiolino, Eduardo Basualdo, Fernanda Gomes, Irmãos Campana, Jorge Macchi, Laura Lima, Leonilson, Leonor Antunes, Lygia Pape, Miguel Rio Branco, N. Date, Olafur Eliasson, Pedro Motta, Renata Lucas e Tonico Lemos Auad, entre outros, em torno das temáticas do sonho, do duplo, da mitologia grega sobre as tecelãs Ariadne e Penélope, da observação astronômica e das imagens atmosféricas e desérticas.

Acessar o Online Viewing Room

O tema da paisagem noturna, abarcado em todos os desdobramentos mencionados acima, nos parece crucial no tempo presente, dada a necessidade psíquica de descansar a mente, despressurizar, refletir com serenidade sobre a vida e, com isso, poder recomeçar a sonhar. A arte possibilita esse salto consciente na escuridão do mundo assolado por incertezas. Apostamos na força mágica da arte para ampliar horizontes e apontar novas alternativas para a imaginação humana.

Eduardo Basualdo, Miguel Rio Branco e Matías Duville participam com obras atmosféricas que aludem ao campo dos sonhos e fazem uso da luz e da sombra para enfatizar os aspectos oníricos ou sombrios dos objetos representados em suas criações. Jarbas Lopes, Tonico Lemos Auad, Leonor Antunes e Laura Lima exploram a linguagem da arte têxtil como narrativa ancestral dos povos originários das Américas ou como trama que estrutura verdadeiras massas escultóricas, leves e inefáveis.

Em muitos casos, as obras selecionadas para a mostra online Nightscapes transitam entre diferentes temáticas: Gabriel Sierra, Fernanda Gomes e os Irmãos Campana comparecem com trabalhos que aludem diretamente à questão do duplo, ou do espelho, porém reúnem características que poderiam realocar as obras a outros núcleos, como o da arte têxtil e o da atmosfera surrealista ou enigmática dos sonhos. Nicolás Paris e N. Date tratam, nos trabalhos selecionados, das paisagens noturnas pensadas da perspectiva da observação dos astros. Pedro Motta e Renata Lucas retratam paisagens desérticas ou antevisões do deserto que poderia vir a se instalar no mundo, como num pesadelo ou delírio sombrio.

Posted by Patricia Canetti at 5:46 PM

Exposição Triangular encerra primeiro ciclo de atividades da Casa Niemeyer

Exposição Triangular: arte deste século encerra primeiro ciclo das atividades na instituição - Finissage da Casa Niemeyer traz ações digitais em setembro

Aberta em dezembro de 2019, a exposição Triangular: arte deste século encerrará o primeiro ciclo das atividades da Casa Niemeyer nos próximos dias. Para marcar a data será realizada, na primeira semana de setembro, a finissage digital da exposição. Realizada pela Casa Niemeyer, espaço de arte contemporânea da Universidade de Brasília – UnB, a “Triangular” reúne obras de mais de 150 artistas contemporâneos e contemporâneas de todo o Brasil. Na semana de encerramento, será apresentado um grande balanço dessa experiência que nasceu no espaço físico e seguiu para o digital, com o início da pandemia e o isolamento social. Tudo no Instagram da Casa Niemeyer!

A programação da finissage contará com bate-papo online com a equipe da exposição “Triangular”, lançamento de catálogo, performances, entre outras ações. No dia 1º de setembro, terça, será realizada a última Ocupação Triangular, sendo Gustavo Torrezan o artista da vez. No dia 2, quarta, será transmitida ao vivo a performance Cova Rasa – Veias Abertas, 2019-2020, realizada em parceria pelos artistas Edu Marin e Gustavo Silvamaral.

Em 3 de setembro, quinta, será apresentada uma nova obra da coleção, realizada por um coletivo baseado numa ocupação paulistana, e uma conversa com a equipe da exposição e a curadora e professora Fabrícia Jordão. Os desafios curatoriais na construção de um acervo de arte contemporânea para um museu universitário estarão entre os temas debatidos, bem como a construção do projeto “Casa Niemeyer Digital”, que possibilitou a continuidade da exposição e a ativação do educativo em ambiente digital.

Na sexta, dia 4, será lançado o catálogo digital da mostra “Brasília Extemporânea”, exposição coletiva realizada por Ana Avelar na Casa Niemeyer, em 2017/2018, contando com obras de Adirley Queirós, Camila Soato, Cao Guimarães, Christus Nóbrega, Clara Ianni, Clarisse Tarran, Diego Castro, Ding Musa, Dora Smék, Gê Orthof, Helô Sanvoy, Gregorio Soares, Isabela Couto, João Trevisan, Joana Pimenta, Karina Dias, Laercio Redondo, Lenora de Barros, Luciana Paiva, Luiz Alphonsus, Márcio H Mota, Milton Machado, Nuno Ramos, Raquel Nava, Paul Setubal, Peter de Brito, Vera Holtz e Xico Chaves. O catálogo será lançado pela Editora da UnB e discutido por uma mesa composta por Marcella Imparato, organizadora do catálogo, assistente da mostra e mestranda no Programa de Pós-Graduação Interunidades Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo (USP), e Luciana Conrado Martins, especialista em museologia, doutora em Educação e atuante nas áreas de educação museal, políticas públicas culturais e tecnologias digitais.

A semana também será de balanço de ações, uma forma de apresentar ao público os resultados alcançados com o projeto digital e gerar debate sobre o posicionamento dos museus em ambiente digital, durante e pós-pandemia. Lembrando: toda programação poderá ser acompanhada, gratuitamente, no Instagram da Casa Niemeyer (@casaniemeyer).

Ativações Digitais

O projeto “Casa Niemeyer Digital” teve suas últimas ativações realizadas durante o mês de agosto. Uma das atividades foi a abertura do perfil da Casa Niemeyer no Tinder, a Guanabara, escultura de Alfredo Ceschiatti que fica à beira da piscina da Casa, é a musa do museu na rede social de paquera. A ação tem o objetivo de pensar novas possibilidades de posicionamento dos museus nas redes sociais. A Guanabara segue ganhando “matchs” e convidando os interessados para conhecerem suas redes sociais e a Casa Niemeyer! Outra ação foi a abertura do Medium da Casa Niemeyer: a expectativa é garantir, dessa forma, a preservação dos textos produzidos pelo educativo da exposição “Triangular” e facilitar o acesso aos mesmos.

Posted by Patricia Canetti at 4:49 PM

Keyna Eleison e Pablo Lafuente assumem a Direção Artística do MAM Rio

Keyna Eleison e Pablo Lafuente assumem a Direção Artística do MAM Rio

Em processo histórico para a instituição, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro anuncia resultado da chamada internacional sul-americana aberta em maio

O diretor executivo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Fabio Szwarcwald, anuncia publicamente nesta terça-feira, 18 de agosto de 2020, a nova Direção Artística do museu. A curadora, escritora e pesquisadora carioca Keyna Eleison e o curador, escritor e educador espanhol Pablo Lafuente compõem a diretoria conjunta que, por um prazo mínimo de dois anos, responderá pela gestão das coleções e pela curadoria de artes visuais, além das iniciativas e eventos das áreas de educação, cinema, acervo e conservação, documentação e pesquisa. A retomada do Bloco Escola e a parceria com a Residência Artística Internacional Capacete também farão parte do escopo de atuação da dupla. Keyna e Pablo trabalham com curadoria de exposições de grande escala no Brasil e no exterior, e acumulam experiências como gestores de arte e cultura.

“Pela primeira vez, o MAM Rio terá uma direção artística selecionada por meio de processo aberto e transparente, que marca historicamente a escrita afirmativa da instituição. A criação desse modelo inovador fortalece a nova visão para o museu de integrar todas as áreas artísticas de forma criativa e contemporânea. As experiências complementares de um estrangeiro e uma mulher brasileira promoverão melhor trânsito entre as diversas expressões artísticas a partir de experimentações locais e internacionais que compõem o reposicionamento do MAM”, avalia Szwarcwald.

Eleison e Lafuente optaram pela candidatura conjunta por acreditarem que suas experiências complementares resultarão em uma visão artística e curatorial extremamente rica e diversa para o MAM, considerando a imagem de um museu de arte moderna ancorado na contemporaneidade. A abertura institucional à diversidade e a modelos de trabalho inovadores que respondam aos desafios do pós pandemia – que, segundo os curadores, demandam recriação das estruturas de afeto e reconstrução das maneiras de viver em comunidade - foi ressaltada pela dupla em sua proposição inicial.

“Tenho uma relação afetiva com o MAM Rio e é sobre afeto que se trata nossa direção artística. Eu e Pablo estamos juntos para pensar e desenvolver um museu vivo, situado e em rede. Estabelecer um diálogo prático e intelectual com saberes e visões de mundo, e ocupar espaços internos e externos de muitas formas. Estar na Diretoria Artística do MAM coloca na minha trajetória e na dimensão coletiva conquistas. Agora, temos muito trabalho pela frente”, afirma Keyna.

Para Lafuente, trabalhar a direção artística em dupla oferece uma oportunidade única para pensar o museu, a arte e a cultura: “Uma diretoria compartilhada implica conjugar visões diversas e negociar múltiplas posições, com o intuito de representar e conectar com a realidade que nos rodeia, no Rio, no Brasil e no mundo. Temos a convicção de que só a partir da troca e da construção coletiva é possível criar instituições que façam a diferença”, reflete.

A proposta da nova direção artística é trabalhar conjuntamente no desempenho de todas as funções que correspondem à posição, construindo uma visão plural e orgânica da arte. Uma visão que ecoe a diversidade da cidade do Rio e da sociedade brasileira, e os anseios dos profissionais da cultura. O anteprojeto apresentado ao MAM Rio propõe uma reativação de seus patrimônios material e imaterial, entendidos em sua complexidade expandida, e a reconexão do museu com seu exterior físico, digital e simbólico.

“A escolha de Pablo e Keyna, consensual entre os dois comitês, é marcada pela visão contemporânea que trazem sobre o papel dos museus na sociedade atual, por um plano de gestão de acervos integrado à renovação do Bloco Escola, além da experiência prévia de ambos na área de educação em centros culturais, integrada à articulação de redes locais e internacionais que se somam ao que temos desenvolvido nesta nova visão para o museu”, ressalta Szwarcwald.

As inscrições da chamada internacional sul-americana foram abertas no dia 3 de maio de 2020, data de comemoração de 72 anos de fundação do museu. Encerradas em 7 de junho, receberam o expressivo resultado de 103 candidaturas, selecionadas por um comitê interno deliberativo do MAM, formado por seis membros da equipe do museu. Em seguida, as candidaturas foram encaminhadas para avaliação de um segundo comitê técnico, composto pelo artista baiano Ayrson Heráclito; pelo curador e diretor da Casa do Povo (SP), Benjamin Seroussi; pela curadora baiana Diane Lima; pela diretora do Instituto Brasileiro de Museus, Eneida Braga; por Jochen Volz, diretor da Pinacoteca de São Paulo; pela curadora equatoriana Manuela Moscoso; pelo artista carioca Maurício Dias; pela coordenadora de educação do Instituto Moreira Salles de SP, Renata Bittencourt; e por Roberta Saraiva Coutinho, que integra a diretoria do ICOM Brasil. Na última etapa seletiva, os cinco finalistas também foram entrevistados pelo Conselho de Administração do MAM Rio.

Em todo o processo da Chamada Aberta, o MAM Rio manteve o princípio da isonomia, bem como seu compromisso de preservar os participantes, garantindo o sigilo das informações dos candidatos e membros dos comitês.

Trecho da carta de apresentação da candidatura de Keyna e Pablo à Direção Artística do MAM Rio:

“O Museu de Arte Moderna de Rio de Janeiro é a instituição mais importante dedicada à arte moderna e contemporânea na cidade e no estado do Rio, e uma das mais importantes no Brasil e América Latina, com uma história exemplar de experimentação com as manifestações, trajetórias e ramificações da prática artística entendida em um sentido expandido. Dinâmicas de trabalho em grupo não são novidade em contextos artísticos, mas fazer delas parte integrante da estrutura da instituição, combinando nossas experiências, olhares, competências e redes nacionais e internacionais para construir o projeto artístico, seria um sinal de que o MAM, em sua renovação, continua fiel a essa história, mostrando clara vontade de ser um museu de referência no mundo.”

Keyna Eleison, 41 anos, carioca

Curadora. Escritora, pesquisadora, herdeira Griot e xamã, narradora, cantora, cronista ancestral. Com experiência extensa em gestão de instituições de arte, cinema e cultura, e com gestão de projetos educativos.

Mestre em História da Arte e especialista em História e Arquitetura pela PUC - Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro); bacharel em Filosofia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Participa da Comissão do Patrimônio Africano para laureação da região do Cais do Valongo, como Patrimônio da Humanidade (UNESCO).

Curadora do 10a Bienal Internacional SIART, Bolívia (2018-19).

Atualmente, é cronista da Contemporary & Magazine e professora do Programa de Formação e Deformação da EAV Parque Lage, no Rio de Janeiro.

Pablo Lafuente, 44 anos, espanhol

Nascido em Santurtzi, no País Basco, Pablo Lafuente vive no Brasil há sete anos, desde junho de 2013. Tem trajetória profissional nas áreas da curadoria, crítica de arte, edição e ensino, em contextos institucionais e informais, em projetos de pequena e grande escala. Em todos esses engajamentos, sejam eles de curto ou longo prazo, procurou desenvolver práticas interdisciplinares de modo colaborativo, com base em pesquisas teóricas e históricas, sempre pensando a arte desde seus contextos sociais e políticos e desde as plataformas institucionais que a fazem possível.

Coordenador, Programa CCBB Educativo – Arte & Educação, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, de 2018 a 2020.

Co-curador, 31a Bienal de São Paulo como parte da equipe curatorial composta inicialmente por 5 pessoas (com Galit Eilat, Nuria Enguita, Oren Sagiv e Charles Esche) e mais tarde 7 (com Luiza Proença e Benjamin Seroussi).

Curador Associado, Office for Contemporary Art Norway, Oslo, de 2008 a 2013, responsável pelo programa público e plano institucional em conjunto com a diretora Marta Kuzma.

Números que quantificam o interesse público pela convocatória:

O MAM Rio recebeu um total de 103 candidaturas, de 116 participantes, incluindo projetos assinados por duplas e coletivos. No total, foram 66 participantes mulheres e 50 homens.

As candidaturas partiram das Regiões Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e do Distrito Federal. Outros participantes, incluindo brasileiros e sul-americanos, enviaram propostas da Alemanha (1), Argentina (6), Chile (1), Colômbia (1), Costa Rica (1), Emirados Árabes Unidos (1), Espanha (1), França (2), Hong Kong (1), México (2), Nova Zelândia (1), Portugal (1) e Reino Unido (2).

Após avaliação dos currículos pelos critérios de classificação, restaram 67 candidaturas válidas, analisadas por um painel de 5 avaliadores internos, que selecionaram 13 candidaturas para a segunda fase. Com apoio do comitê técnico consultivo, esta fase analisou as 13 candidaturas e apontou 5 finalistas.

Houve consenso entre os nomes indicados no ranking, tanto na primeira quanto na segunda fase, demonstrando alinhamento na leitura das propostas mais adequadas aos desafios do museu.

As cinco candidaturas finalistas, que passaram por uma primeira rodada de entrevistas com a direção do MAM Rio e do Capacete, representam a diversidade proposta pela chamada aberta, do ponto de vista de gênero, etnia e lugares de fala, sendo três candidatos sul-americanos e dois brasileiros (Keyna Eleison e Pablo Lafuente em candidatura dupla).

Sobre o MAM Rio

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), fundado em 1948, é voltado às vanguardas e à experimentação nas artes, cinema e cultura. Seu acervo de cerca de 15 mil obras forma uma das mais importantes coleções de arte moderna e contemporânea da América Latina. O museu realizou inúmeras exposições que marcam até hoje as expressões e linguagens das artes visuais e abrigou múltiplos movimentos artísticos brasileiros.

O MAM Rio é uma instituição cultural constituída como uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos, apoiada por pessoas físicas e por empresas, que tem atualmente a Petrobras, o Itaú e a Ternium como mantenedores por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e o Grupo PetraGold como patrocinador.

Desde janeiro de 2020, a nova gestão do MAM Rio, liderada pelo diretor-executivo Fábio Szwarcwald, com o apoio do corpo de conselheiros do MAM e das demais áreas do museu, deu início a um processo de profunda transformação institucional envolvendo novas ideias, novos fluxos de trabalho e novas atitudes. Um movimento de potencialização das ações já realizadas no museu, em consonância com seu histórico, e de acolhimento de todos que desfrutaram da efervescência dos diversos espaços do MAM Rio, incluindo públicos que nunca visitaram a instituição.

As ações do processo de transformação buscam coerência com o projeto original do museu, pautado pelo tripé arte-educação-cultura. Está sendo planejada a reabertura do Bloco Escola, espaço de aprendizado, discussão e criação artística, e da participação da Residência Artística Internacional Capacete. Com esses gestos, o MAM Rio assume uma plataforma de aprendizado vivo em âmbito nacional e internacional e amplia suas bases de diálogo e experimentação.

Material de imprensa realizado por Mônica Villela Companhia de Imprensa

Posted by Patricia Canetti at 3:42 PM

agosto 30, 2020

Programa Intervenções: Thiago Rocha Pitta no MAM, Rio de Janeiro

Programa Intervenções apresenta Thiago Rocha Pitta, Noite de Abertura

MAM Rio inaugura programa curatorial que ocupará área externa do museu


No próximo dia 2 de setembro - data que marca os dois anos do trágico incêndio que destruiu o Museu Nacional - o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) dará início ao Programa Intervenções, que comissiona artistas visuais para criarem projetos para as áreas externas da instituição, no Aterro do Flamengo. A obra Noite de Abertura, que apresenta um vídeo e uma escultura de Thiago Rocha Pitta, ambos inéditos, inaugura o programa curatorial de Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes.

O artista mineiro, radicado em Petrópolis (RJ), constantemente empenhado em promover transformações da matéria, tomou como ponto de partida a relação entre os lados de dentro e fora do museu. O estudo de uma formulação de topologia analítica, denominada “cloppen” (não há tradução em português), afirma que os conceitos de aberto e fechado não seriam de ruptura, mas de continuidade cíclica. De acordo com este princípio, em um sistema clopen é possível estar simultaneamente aberto e fechado, dentro e fora.

No foyer do MAM Rio, “The Clopen Door”, uma projeção de grandes dimensões, apresentará um filme inédito no qual uma fogueira queima continuamente, até a total destruição de uma porta de madeira localizada em seu ponto mais alto. Graças à configuração arquitetônica do local, a imagem extrapola os limites da tela e reflete, não só no piso de granito preto, mas através das paredes de vidro do museu, transformando o espaço em uma grande fogueira imagética.

No dia 2 de setembro, o vídeo será exibido precisamente a partir das 19h24, horário em que o Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro foi acionado, em 2018, em decorrência do incêndio no Museu Nacional. A partir desta memória, outros incêndios históricos que atingiram o setor cultural no Brasil e no Rio de Janeiro serão lembrados, como o do próprio MAM Rio, em 1978.

O vídeo será apresentado diariamente ao público apenas nos horários em que a instituição estiver fechada: sempre das 17h às 22h. “É uma experiência inovadora para o museu receber um trabalho que será ativado apenas à noite, durante o período de fechamento”, avalia Fabio Szwarcwald, diretor-executivo do MAM Rio.

Já no vão livre do museu projetado pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy, será instalada uma escultura que se apropria da estrutura de uma fogueira à espera de ser acesa, com uma porta fixada em seu topo, como a que queima no vídeo. A porta de madeira, vinda da casa do artista, em Petrópolis, vai contrastar com a arquitetura modernista do museu.

Rocha Pitta conta que o estudo da topologia o fez lembrar de outro artista, o pernambucano Tunga, com quem trabalhou. “Ele se aprofundou no assunto e adotou o conceito algumas vezes em sua obra, como no vídeo Ão (filme em 16mm e instalação sonora, 1980)”, comenta.

“Eu já venho queimando essa porta há cerca de três anos, amadurecendo o trabalho como escultura e vídeo. É interessante que seja instaurado publicamente no momento em que vemos uma problematização do aberto-fechado também no campo político. O incêndio do Museu Nacional, que é uma instituição científica e de educação, foi um grande vodu do que acontece hoje no Brasil. Podemos associar aquele incêndio às queimadas na Amazônia, ao extermínio das populações indígenas e ao desmonte da educação e da cultura. Em 2018, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro propôs que o prédio fosse deixado em ruínas, com suas cinzas, como um monumento à nossa ignorância”, relembra Thiago.

De acordo com a curadoria, o uso do fogo e das imagens relacionadas a ele (como a fogueira) é um dos elementos que marcam a trajetória de Thiago Rocha Pitta, que nas últimas duas décadas vem desenvolvendo uma reflexão fundamentada na observação das ações do tempo, dos fenômenos da natureza, das reações químicas e físicas, da “ruinificação” das coisas, e das transformações do planeta. “O fogo é considerado a maior conquista do ser humano na Pré-História. Se na Idade Média, os alquimistas acreditavam que o fogo tinha propriedades de transmutação da matéria, transformando minério sem valor em ouro, não faltam casos ao longo da história quando o fogo desempenhou um papel destruidor”, analisam Cocchiarale e Lopes.

Pitta avisa que o trabalho não é uma celebração. O artista cria um espaço que deixou de ser lugar de representação para se tornar ambiente de ação. “É uma memória muito dolorosa, mas necessária pra que não volte a acontecer. Esse fogo está aceso ainda”, exalta.

Sobre o MAM Rio

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), fundado em 1948, é voltado às vanguardas e à experimentação nas artes, cinema e cultura. Seu acervo de cerca de 15 mil obras forma uma das mais importantes coleções de arte moderna e contemporânea da América Latina. O museu realizou inúmeras exposições que marcam até hoje as expressões e linguagens das artes visuais e abrigou múltiplos movimentos artísticos brasileiros.

O MAM Rio é uma instituição cultural constituída como uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos, apoiada por pessoas físicas e por empresas, que tem atualmente a Petrobras, o Itaú e a Ternium como mantenedores por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e o Grupo Petra Gold como patrocinador.

Desde janeiro de 2020, a nova gestão do MAM Rio, liderada pelo diretor-executivo Fábio Szwarcwald, com o apoio do corpo de conselheiros do MAM e das demais áreas do museu, deu início a um processo de profunda transformação institucional envolvendo novas ideias, novos fluxos de trabalho e novas atitudes. Um movimento de potencialização das ações já realizadas no museu, em consonância com seu histórico, e de acolhimento de todos que desfrutaram da efervescência dos diversos espaços do MAM Rio, incluindo públicos que nunca visitaram a instituição.

As ações do processo de transformação buscam coerência com o projeto original do museu, pautado pelo tripé arte-educação-cultura. Está sendo planejada a reabertura do Bloco Escola, espaço de aprendizado, discussão e criação artística, e da participação da Residência Artística Internacional CAPACETE. Com esses gestos, o MAM Rio assume uma plataforma de aprendizado vivo em âmbito nacional e internacional e amplia suas bases de diálogo e experimentação.

Transformar significa tornar o museu mais aberto, com preocupação social, acolhimento, sustentável, digital, experiencial e humano. O objetivo é promover o trânsito entre as diversas expressões artísticas, eliminando fronteiras e gerando integração e inventividade entre gêneros e programas poéticos.

Material de imprensa realizado por Mônica Villela Companhia de Imprensa

Posted by Patricia Canetti at 3:21 PM

Leilão online para apoiar a Fundação Iberê

Obras de Vik Muniz, Artur Lescher, Marepe e Marcelo Jácome vão à leilão da Fundação Iberê

Depois do grande movimento de importantes nomes gaúchos do mundo das artes, que se uniram para apoiar o primeiro leilão virtual da Fundação Iberê, artistas, colecionadores e galerias de fora do Estado aderiram ao novo evento. Artur Lescher (SP) doou peça única – sem título – de seu acervo, bem como Vik Muniz (RJ), que escolheu “Flowers after Van Gogh”, de 131,1 cm x 101,6 cm.

A Fundação Iberê realiza entre 4 e 8 de setembro um preview das obras do leilão virtual, que acontece nos próximos dias 9 e 10 (quarta e quinta), a partir das 19h, pelo site www.santayana.com.br. As visitas ocorrerão das 14h às 18h e deverão ser agendadas pelo telefone (51) 3247-8001 ou pelo e-mail agendamento@iberecamargo.org.br. Como medida de segurança, serão permitidas até 15 pessoas por vez para um percurso de uma hora, devidamente acompanhadas de um mediador.

O catálogo completo para lances está disponível no site do leiloeiro José Luis Santayana. Com valores a partir de R$ 200 e possibilidade de pagamento em até dez vezes no cartão de crédito, toda a renda será destinada à manutenção da instituição e futuras exposições e ações educativas.

A Galeria Luisa Strina doou peça única de tinta sobre cetim do badalado Marepe, um dos brasileiros mais importantes da arte contemporânea. Em seus trabalhos, ele evoca poeticamente uma memória pessoal que se entrelaça à sua cidade natal, Santo Antônio de Jesus, localizada no Recôncavo Baiano. O artista tem uma linguagem artística comparada com a do pintor, escultor e poeta francês Marcel Duchamp.

Também somam-se ao leilão obras de colecionadores de São Paulo e Rio de Janeiro, como uma raridade de Iberê Camargo, intitulada “Sol Vermelho” (1951). Trata-se de um óleo sobre tela de 47 cm x 56 cm, que retrata a vista de Santa Teresa na época em que o pintor viveu no Rio de Janeiro.

A colecionadora Frances Reynolds, do Rio de Janeiro, doou a obra “Planos-Pipa”, de 180 x 180, do carioca Marcelo Jácome. Uma das revelações da nova geração de artistas, Jácome expôs este trabalho com pipas em espaços e instituições como Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), Saatchi Gallery (Londres), Espace_L (Genebra) e Jardin d’acclimatatitiom (Paris).

O catálogo completo para lances está disponível no link encurtador.com.br/iwxPR. Com valores a partir de R$ 200 e possibilidade de pagamento em até dez vezes no cartão de crédito, toda a renda será destinada à manutenção da instituição e futuras exposições e ações educativas.

Artistas: Alejandro Lloret, Alexandre Moreira, Ana Andueza, Ane Goldsztein Jewelry, Ananda Kuhn, André Lichtenberg, André Santos, André Severo, André Venzon, Andressa Cantergiani, Angela Zaffari, Antônio Bernardo, Antônio Augusto Bueno, Arminda Lopes, Arnaldo de Melo, Artur Lescher, Beatriz Werebe, Bebeto Alves, Benjamim Rothstein, Berenice Unikowsky, Betinha Schultz Jewelry, Branca Dadda, Carlos Bacchi, Carlos Pasquetti, Carlos Vergara, Cartier, Celma Paese, Claudia Hamerski, Clovis Danario, Clóvis Martins Costa, Constança Brunelli, Cris Leal, Cris Rocha, Cristiano Lenhardt, Daniel Acosta, Daniel Escobar, Daniel Senise, Danúbio Gonçalves, De Conto, Dione Veiga Vieira, DvoskinKulkes, Eduardo Haesbaert, Elaine Tedesco, Elida Tessler, Elvira Fortuna, Erico Santos, Essere, Fábio Balen, Fabio Zimbres, Felipe Moreira Constant, Fernanda Gassen, Fernanda Valadares, Fernando Baril, Flávio Gonçalves, Gelson Radaelli, Gisela Waetge, Glória Corbetta, Gustavo Nakle, Heloisa Crocco, Henrique Fuhro, Hidalgo Adams, Iberê Camargo, Inos Corradin, Iná Fantoni, Jander Rama, Jaqueline Biazus, Jorge Menna Barreto, José Alberto Nemer, Karen Axelrud, Karin Lambrecht, Kika Herrmann, Leandro Machado, Leopoldo Plentz, Lia Menna Barreto, Lya Luft, Lou Borguetti, Lucas Strey, Lucia Koch, Lucio Spier, Luiz Carlos Felizardo, Luiz Eduardo Achutti, Lya Luft, Marcelo Jácome, Marepe, Maria Lidia Magliani, Maria Lucia Cattani, Marilice Corona, Marion Lunke, Mariza Carpes, Michel Zózimo, Nara Fogaça, Nara Sirotsky, Nico Rocha, Olga Velho, Pablo Ferretti, Patrícia Francisco, Paulo Amaral, Paulo Correa, Paulo Favalli, Paulo Hoffmeister Neto, Pedro Weingärtner, Priya Rafael Pagatini, Regina Silveira, Rochelle Costi, Sandra Rey, Sandro Ka, Santiago, Saint Clair Cemin, Sauer, Silvia Brum, Silvia Nothen de Azevedo, Sylvia Furmanovich, Teresa Poester, Theo Felizzola, Tina Felice, Tita Macedo, Ubiratã Braga, Ubiratan Fernandes, Vera Chaves Barcellos, Vera Reichert, Vik Muniz, Vitório Gheno, Walmor Corrêa, Xadalu e a dupla Yael Mer e Shay Alkalay/ Louis Vuitton.

A Fundação Iberê tem o patrocínio de Itaú, Grupo GPS, Renner Herrmann S/A e Lojas Renner, Dell Technologies, OleoPlan, Banco Safra e apoio de Ventos do Sul, BTG Pactual, Grendene, Unifertil, Nardoni Nasi, ISend, DLL Group, Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Tecnopuc e Plaza São Rafael, com realização e financiamento da Secretaria Especial da Cultura – Ministério da Cidadania / Governo Federal. O Programa Educativo/Iberê nas Escolas tem o patrocínio de CMPC – Celulose Riograndense e Dufrio, com realização e financiamento da Secretaria Estadual de Cultura/ Pró-Cultura RS, Secretaria da Educação – Prefeitura de Porto Alegre, Secretaria de Educação – Prefeitura de Guaíba e Viação Ouro e Prata.

Posted by Patricia Canetti at 1:49 PM

agosto 19, 2020

Muntadas na Luisa Strina, São Paulo

Nona exposição de Muntadas na Galeria Luisa Strina, (…) reúne dois grupos de obras que o artista catalão nunca mostrou no Brasil: Palabras, Palabras… (2017) e Cercas (2008).

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Palabras… é um projeto diretamente vinculado a propostas anteriores do artista, como as séries On Translation, Asian Protocols ou La Construcción del Miedo. Ao longo de sua trajetória, Muntadas vem apontando o invisível midiático que, a partir de macro ou microestruturas, nos afeta sem que estejamos cientes de sua existência, como um “pesquisador da paisagem midiática dedicado a estabelecer relações entre coisas que permaneceram escondidas ou silenciosas” (Fernández-Cañadas, 2017). Atualmente, o uso e abuso de certos termos levam a uma degradação de seu valor social. Palavras… propõe uma reflexão sobre a linguagem por meio da transformação de termos selecionados em imagens. O procedimento refere-se a decisões ontológicas, semiológicas, tipográficas e de tradução, apresentando uma decomposição visual do processo de perda de significado.

Cercas (2008) faz parte originalmente do projeto La Construcción del Miedo e particularmente do projeto para São Paulo: Alphaville e Outros. Sobre a arquitetura do medo, Muntadas escreve: Cercas, arame farpado, barras, paredes, câmeras, alarmes, circuitos fechados, radares, cães, guardas de segurança, sistemas eletrônicos… fazem parte dos dispositivos com os quais a suposta segurança, vigilância e proteção atua nos novos espaços, privados e público. As transparências das paredes, cortinas e fachadas de vidro são falsos sinais de uma arquitetura controlada, em que os espaços públicos e privados são dominados por sentimentos psicológicos de insegurança, paranoia e medo.

Não devemos esquecer que uma das indústrias mais prósperas é a de segurança e vigilância, finalmente uma subsidiária da indústria militar. Como o design e a projeção de prisões, está no início das listas de maior desenvolvimento na construção. As cidades romanas e medievais construíram seus muros por várias razões, principalmente militares, para preservar os territórios e o poder, sob a suposta proteção de seus súditos. A configuração das cidades foi definida e desenvolvida com urbanismos que ampliam o centro e criam periferias, mas, ao mesmo tempo, essas periferias criam paradoxos entre público e privado, entre os mais ricos e os mais pobres. O subúrbio, palavra de origem latina e conceito anglo-saxão, é desigualmente traduzido em diferentes contextos. Aumenta a segurança como realidade e paranoia e transforma comunidades fechadas (condomínios fechados…) em novos redutos, onde o setor de segurança e vigilância encontra um território de desenvolvimento apropriado.

A série Cercas é constituída por 12 fotografias de fachadas hiper-controladas, que Muntadas registrou em São Paulo. Já Palabras… será apresentada como plotagem direta na parede e como álbum de impressões.

Em respeito às recomendações das autoridades de saúde, a reabertura da galeria, a partir de 4 de agosto, acontece com horário de visitação reduzido (das 11h às 16h) e apenas com agendamento de horário. As exposições individuais de Marcius Galan (sala 1) e Muntadas (sala 2), assim como a coletiva Nuestra América, no anexo da Galeria Luisa Strina, podem ser visitadas presencialmente, com agendamento pelo Google Forms ou através do e-mail assistente@galerialuisastrina.com.br. A partir do dia 4, a galeria e o anexo voltam a operar, sempre com limite de pessoas dentro das salas expositivas e obrigatoriedade de uso de máscara para entrar nos dois espaços.

SOBRE O ARTISTA

Antoni Muntadas é formado em arquitetura pela Universidade de Barcelona e em artes gráficas pelo Pratt Graphics Center, Nova York. O artista aborda questões sociais, políticas e de comunicação, tais como a relação entre espaço público e privado em diferentes contextos sociais, e investiga os meios de informação e as formas como podem ser usados para censurar ou promulgar ideias. Seus projetos são apresentados em diferentes suportes, como fotografia, vídeo, publicações, instalações e intervenções urbanas.

Exposições individuais recentes incluem: Muntadas: Interconnessioni, MAMbo, Bologna, Itália (2020); Elkarrekiko loturak, interconexiones, interconnessioni, Artium, Vitoria, Espanha (2019); Asian Protocols: China, Three Shadows Photography Art Centre, Pequim, China (2018); Dérive Veneziane, Galeria Luisa Strina, São Paulo (2017); …baixa a bola!, Galeria Luisa Strina, São Paulo Brasil (2014); Muntadas: Entre/Between, Vancouver Art Gallery, Vancouver, Canada (2013); Antoni Muntadas: About Academia, SFU Woodward’s Cultural Programs, Goldcorp Centre for the Arts, Vancouver, BC, Canada (2013); Entre/Between, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal (2012); Eleven, Kent Fine Art, Nova York, EUA (2012).

Exposicões coletivas recentes incluem: Ficção e Fabricação. Fotografia de Arquitetura após a Revolução Digital, MAAT Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Lisboa, Portugal (2019); Tiempos convulsos. Historias y microhistorias, IVAM Institut Valencià d’Art Modern, Valência, Espanha (2019); Before Projection: Video Sculpture 1975-1995, Sculpture Center, Long Island, EUA (2018); Dérive Veneziane, 72. Mostra Internazionale d’Arte Cinematografica, Palazzo del Casinò, Veneza, Itália (2015); The Illusion of Light, Palazzo Grassi, Veneza (2014); Fútbol: The Beautiful Game, LACMA, Los Angeles (2014); Revisiting Histories, Kent Fine Art, Nova York (2014); Stadium, Arc en Rêve Centre d’Architecture, Bordeaux, França (2013); La metodología del proyecto, MUSAC, León (2012); La Triennale, Intense Proximity, Paris, França (2012); Free Circulation: Works from Serralves Foundatio’s Collection, Instituto dos Museus e da Conservação, Lisboa (2012).


Muntadas’ 9th exhibition at Galeria Luisa Strina shows simultaneously two groups of pieces that the Catalan artist has never shown before in Brazil: Palabras… (Words…, 2017) and Cercas (Fences, 2008).

Palabras… (Words…) is a project directly linked to the artist’s previous works, such as On Translation, Asian Protocols or La Construcción del Miedo (The construction of fear) series. Throughout his career, from macro or microstructures, Muntadas has been singling out the invisible media that affects us all even though we are unaware of its existence, as a “researcher of the media landscape dedicated to establishing relationships between things that remained hidden or silent” (Fernández-Cañadas, 2017). At this moment, the use or even abuse of certain terms lead to the degradation of their social value. Words … proposes a reflection on language through the transformation of selected terms into images. The procedure refers to ontological, semiological, typographic or translation decisions, presenting a visual decomposition of the loss of meaning process.

Originally, Cercas (Fences, 2008) is part of La Construcción del Miedo (The construction of fear) specifically for the project São Paulo: Alphaville and Others. About the architecture of fear, Muntadas writes: fences, barbed wire, bars, walls, cameras, alarms, closed circuits, radars, dogs, security guards, electronic systems … are part of the devices with which the supposed security, surveillance and protection work in new private or public spaces. The transparency of walls, curtains and the glass facades are false signs of a controlled architecture, in which public and private spaces are dominated by psychological feelings of insecurity, paranoia and fear.

We shouldn’t forget that security and surveillance are among the most prosperous industries; actually, they are a subsidiary of the military industry. As the designing and planning of prisons, it is a priority on the lists for further development in construction. Roman and medieval cities had their walls built for various reasons, mainly military ones, to preserve territories and power, under the excuse of their subjects’ protection. Urbanism was what defined and developed the configuration of cities that expanded their centers and created fringes, but at the same time, these fringes created paradoxes between public and private, between the richest and the poorest. A word of Latin origin and Anglo-Saxon concept, suburb is diversely translated under different contexts. As security increases so do paranoia as reality and it has transformed closed communities (closed condominiums …) into new strongholds, where the security and surveillance sector finds an appropriate development territory.

The Cercas (Fences) series is made of 12 photographs of hyper-controlled facades, that Muntadas did in São Paulo. Palabras … (Words…) will be presented as a print placed directly on the wall and as an album of prints.

ABOUT THE ARTIST

Antoni Muntadas has a degree in architecture from the University of Barcelona and in graphic arts from the Pratt Graphics Center, New York. Through his works he addresses social, political and communication issues such as the relationship between public and private spaces within social frameworks, and he investigates channels of information and the ways they may be used to censor or promulgate ideas. His projects are presented in different media such as photography, video, publications, installations and urban interventions.

Recent solo exhibitions include: Muntadas: Interconnessioni, MAMbo, Bologna, Italy (2020); Elkarrekiko loturak, interconexiones, interconnessioni, Artium, Vitoria, Spain (2019); Asian Protocols: China, Three Shadows Photography Art Centre, Beijing, China (2018); Dérive Veneziane, Galeria Luisa Strina, São Paulo (2017); …baixa a bola!, Galeria Luisa Strina, São Paulo, Brasil (2014); Muntadas: Entre/Between, Vancouver Art Gallery, Vancouver, Canada (2013); Antoni Muntadas: About Academia, SFU Woodward’s Cultural Programs, Goldcorp Centre for the Arts, Vancouver, Canada (2013); Entre/Between, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal (2012); Eleven, Kent Fine Art, Nova York, EUA (2012).

His work has been included in several group shows, such as: Fiction and Fabrication. Photography of Architecture after the Digital Turn, MAAT Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Lisboa, Portugal (2019); Tiempos convulsos. Historias y microhistorias, IVAM Institut Valencià d’Art Modern, Valencia, Spain (2019); Before Projection: Video Sculpture 1975-1995, Sculpture Center, Long Island, USA (2018); Dérive Veneziane, 72. Mostra Internazionale d’Arte Cinematografica, Palazzo del Casinò, Veneza, Italy (2015); The Illusion of Light, Palazzo Grassi, Veneza (2014); Fútbol: The Beautiful Game, LACMA, Los Angeles (2014); Revisiting Histories, Kent Fine Art, Nova York (2014); Stadium, Arc en Rêve Centre d’Architecture, Bordeaux, France (2013); La metodología del proyecto, MUSAC, León (2012); La Triennale, Intense Proximity, Paris, France (2012); Free Circulation: Works from Serralves Foundatio’s Collection, Instituto dos Museus e da Conservação, Lisboa (2012).

Posted by Patricia Canetti at 9:45 AM

agosto 4, 2020

Marcius Galan na Luisa Strina, São Paulo

O atrito e a oposição entre materiais de naturezas contrárias são o assunto principal da próxima exposição solo de Marcius Galan na galeria. O artista apresenta esculturas inéditas feitas ou finalizadas com materiais que têm uma relação de incompatibilidade entre si, como por exemplo uma superfície áspera e outra lisa, um elemento de alta densidade e outro líquido/fundido.

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As obras que dão título à exposição Fervor são três esculturas de madeira maciça em que Galan fez um sulco, retirando matéria do topo delas, sobre o qual jogou posteriormente bronze fundido, em maior ou menor quantidade, de modo que o metal derretido queimou parte da madeira ou transbordou o sulco e cobriu parte do hexaedro. Fervor (2020) é, portanto, um trabalho que parte de dois materiais clássicos da escultura para, gerando um atrito corrosivo entre eles, promover uma conversa das incompatibilidades.

A relação de calor ou pressão comparece simbolicamente na obra Desenho Explodido, que representa um esquema geométrico de um vulcão em erupção. Sob a lente matemático-abstrata de Galan, vulcão equivale a cone e erupção, a um sarrafo cilíndrico patinado de vermelho localizado no núcleo do cone, a que os olhos têm acesso devido ao corte de uma seção do volume. A ideia de diagrama isométrico já havia sido explorada pelo artista em trabalhos como Área Comum (2008), Equação em suposto equilíbrio (2013), e Ponto (2015).

Seção Diagonal (2008), uma das obras mais conhecidas do artista, trata das experiências que ele faz com planos de corte e outras apropriações da linguagem da engenharia. Galan opera no limiar entre a aplicação matemática e a sugestão do conflito e da destruição, uma vez que implosões, explosões, seccionamentos, quebras e partições estão subentendidos no vocabulário do desenho técnico. Na exposição Fervor, a coluna de concreto com cunhas de madeira da série Straight Segment é uma síntese de tal ambiguidade: “O que mantém uma estrutura em pé ou um plano apoiado em outro é o atrito”, analisa.

O curador Tiago de Abreu Pinto, que assina o texto sobre a mostra, comenta sobre Coluna (Straight Segment): “A cunha parece sublinhar as intenções, os equilíbrios; da intrusão, mas pertinente intervenção. Não bastasse isso, nesse corpo estranho encontramos a força da obviação dessa matéria. A presença dos fatos incontornáveis. E, por não se limitar a nenhum dos sentidos anteriores se amplia e se transforma em reduto impessoal, espaço de influxo universal. A cunha cavou seu espaço: resistiu”.

Mais adiante, Tiago define assim a pesquisa recente de Marcius: “ele nos apresenta o espaço de contato: atritivo, convulsivo, fervoroso”. As obras da série Contato (2020) consistem na convivência conflituosa entre superfícies automotivas impecavelmente lisas e um segundo plano de textura inconfundivelmente áspera. O atrito entre os dois planos é o que os torna únicos e humanizados, belos. Fervor é a quinta exposição individual de Marcius Galan na Galeria Luisa Strina.

Em respeito às recomendações das autoridades de saúde, a reabertura da galeria, a partir de 4 de agosto, acontece com horário de visitação reduzido (das 11h às 16h) e apenas com agendamento de horário. As exposições individuais de Marcius Galan (sala 1) e Muntadas (sala 2), assim como a coletiva Nuestra América, no anexo da Galeria Luisa Strina, podem ser visitadas presencialmente, com agendamento pelo Google Forms ou através do e-mail assistente@galerialuisastrina.com.br. A partir do dia 4, a galeria e o anexo voltam a operar, sempre com limite de pessoas dentro das salas expositivas e obrigatoriedade de uso de máscara para entrar nos dois espaços.
 
SOBRE O ARTISTA

Herdeiro, por um lado, da arte conceitual, pela crítica à experiência retiniana na arte, e, por outro, do construtivismo, pela aproximação da obra com o mundo real, Marcius Galan é um dos principais expoentes da arte experimental dos anos 2000. O artista não se restringe a uma linguagem ou suporte, assim como transita com liberdade entre campos do conhecimento (das ciências exatas, como a física e a matemática, às geociências e humanidades), e costuma opor a maneira como os objetos são percebidos às propriedades físicas dos materiais.

Exposições individuais recentes incluem: Água Parada, Auroras, São Paulo (2019); Instrumentos de Precisão, Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil (2018); Mará-obi, Capela do Morumbi, São Paulo (2018); Line Weight, Galerija Gregor Podnar, Berlim (2017); Planta / Corte , Galeria Luisa Strina, São Paulo (2015); Arquitecturas del Desarraigo , Ideobox Artspace, Miami (2014); Diagrama , NC -Arte , Bogotá (2013); Geometric Progression, White Cube, Londres (2013).

Exposições coletivas recentes incluem: Stories of Abstraction: Contemporary Latin American Art in the Global Context, Phoenix Art Museum, Phoenix, EUA  (programada – 2020); Visão Geral, Galeria da Mata, Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil (2019); Plural Domains – Selected work from the CIFO Collection, Bienal de Cuenca, Museo de la Ciudad, Cuenca, Equador (2018); MAM 70, Museu de Arte Moderna, São Paulo, (2018); Avenida Paulista, MASP – Museu de Arte de São Paulo (2017); El Arte y el Espacio, Guggenheim, Bilbao (2016); De lo espiritual en el arte, MAMM – Museo de Arte Moderno de Medellín (2016); Brazil, Beleza?! Contemporary Brazilian Sculpture, Museum Beelden aan Zee, Haia (2016); Imaterialidade, Sesc Belenzinho, São Paulo (2015); Empty House , Luhring Augustine, Nova York (2015); Question Centre, Pivô, São Paulo (2014); Inside, Palais de Tokyo, Paris (2014); Cruzamentos: Contemporary Art in Brazil , Wexner Center for the Arts, Columbus (2014); 30ª Bienal de São Paulo (2013); ’My Third Country’, Frankdael, Amsterdam (2013); Blind Field, Kannert Art Museum e Kinkead Pavillion, Illinois (2013).

Coleções das quais seu trabalho faz parte incluem: Museu Serralves, Portugal; Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil; Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro, Brasil; Museum of Fine Arts Houston, EUA; Phoenix Art Museum, EUA; Coleção Jumex , México; Instituto Inhotim, Brasil; Cifo Cisneros Fontanals, EUA; Coleção Zabludowicz Collection, Inglaterra; Instituto Figuereido Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil; MUBE, Brasil.


Friction and opposition among materials from contrary natures are the main subject of Marcius Galan’s next exhibition in the gallery. The artist presents new sculptures made of or finalized with materials that have a relation of incompatibility between them, for instance a rough surface against a smooth one, a high-density element in opposition to another that is liquid/cast.

The title to the exhibition Fervor comes from the three solid wooden sculptures where Galan made a groove, removing material from their top, then subsequently he has poured molten bronze in different quantities, and as a result the molten metal has burned part of the wood or, as it overflowed the groove, has covered part of the hexahedron. Therefore, Fervor (2020) is a work that starts from two classic sculpture materials in order to generate a corrosive friction between them, to promote a dialogue about incompatibilities.

The heat and/or pressure relation appears symbolically in the piece Desenho Explodido (Exploded Drawing), which shows an erupting volcano geometric scheme. Under Galan’s mathematical-abstract lens, a volcano is equivalent to a cone and, eruption to a red patinated cylindrical batten, placed in the core of the cone, so the eyes have access through a cutting in the volume’s section. The artist had already explored the idea of an isometric diagram in works such as Common Area (2008), Equation in supposed balance (2013), and Point (2015).

One of the artist’s best-known works, Seção Diagonal (Diagonal Section, 2008) deals with his experiments on cutting plans and other appropriations of engineering language. Galan operates on the threshold between the mathematical application and the conflict or destruction suggestions, as implosions, explosions, sectioning, breaks and partitions are implied in the technical design vocabulary. In the Fervor exhibition, the concrete column with wooden wedges in the Straight Segment series is a synthesis of such ambiguity: “Friction is what keeps a structure standing or what keeps a plane supported by another one”, he analyzes.

The curator Tiago de Abreu Pinto, who writes the exhibition text, comments on Coluna (Straight Segment): “The wedge seems to underline the intentions, the balances; intrusion, but pertinent intervention. As if that was not enough, the strength of this material obviousness is found in this foreign body. The presence of compelling facts. And, being not limited to any of the previous meanings, it expands and becomes an impersonal stronghold, a space of universal influx. The wedge has dug its space: it has resisted”.

Further on, Tiago defines Marcius’ recent research: “he presents us the contact space: attractive, convulsive, zealous”. The pieces in the Contact series (2020) result from the conflicting coexistence between impeccably smooth automotive surfaces and an unmistakably rough texture background. The friction between the two planes is what makes them unique and humanized, beautiful. Fervor is Marcius Galan’s fifth solo exhibition at Galeria Luisa Strina.

Posted by Patricia Canetti at 10:13 AM