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agosto 29, 2012

Waltercio Caldas: O Ar Mais Próximo e Outras Matérias

Mostra Itinerante do artista Waltercio Caldas:

  • Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre - 2 de setembro a 18 de novembro de 2012
  • Pinacoteca do Estado de São Paulo - 2 de fevereiro a 7 de abril de 2013
  • Blanton Museum of Art, Austin, Texas - 27 de outubro de 2013 a 19 de janeiro de 2014

A Fundação Iberê Camargo se uniu ao Blanton Museum of Art (Austin, Texas) para lançar o mais abrangente olhar à carreira do celebrado artista brasileiro Waltercio Caldas. Com a mostra Waltercio Caldas: O Ar Mais Próximo e Outras Matérias, mais de quatro décadas da sua produção serão reunidas pela primeira vez. Um total de 87 obras, entre instalações, esculturas, objetos e desenhos, entram em exibição a partir de 1º de setembro de 2012 na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre e em 2013 segue para a Pinacoteca de São Paulo e no ano seguinte para o Blanton Museum of Art , uma instituição conhecida por sua sólida e importante coleção de arte latino americana. Alguns trabalhos recentes ainda são inéditos ao público.

Em cada uma dessas instituições, a mostra vai proporcionar uma experiência nova e única, pois a arte de Caldas responde ativamente ao ambiente arquitetônico em que está inserida. “Cada instituição tem salas e ambientes diversos, o que modifica a quantidade de obras nos espaços disponíveis. A arquitetura de cada lugar também sugere soluções diferentes para cada conjunto e a diversidade destas soluções, eu espero, certamente me trará muitas surpresas”, enfatiza.

Waltercio Caldas está sempre envolvido com a montagem das suas exposições. Em sua primeira visita ao edifício da Fundação Iberê Camargo, investigou os espaços do terceiro e do quarto andar que irão abrigar a exposição. Neles, planeja estabelecer relações entre trabalhos de várias épocas e com características diversas: “A arquitetura do prédio é desafiadora e isto é muito estimulante. Familiarizei-me com os espaços criados pelo Álvaro Siza na ocasião da minha mostra no Centro Galego de Arte em Santiago de Compostela, o primeiro museu projetado por ele, e tive muito prazer em trabalhar nos espaços não ortogonais daqueles ambientes. Espero repetir essa experiência em Porto Alegre.“

Há décadas, Waltercio Caldas é tido como um dos maiores nomes da arte contemporânea no Brasil, com um trabalho reconhecido muito além das fronteiras nacionais. Os curadores Gabriel Pérez-Barreiro, responsável pelo departamento de arte latino-americana do Blanton entre 2002 e 2007 e atual diretor da Colección Patricia Phelps de Cisneros, Venezuela/Nova York, e Ursula Davila-Villa, curadora adjunta do Blanton Museum of Art com passagem pelo Guggenheim de Nova Iorque, lançaram-se sobre todo o corpo de trabalho do artista, desde a década de 1960 até o presente, para investigar o lugar de Caldas na arte brasileira e no cenário internacional, procurando traduzir o seu pensamento único sobre a arte. Para isso, recorreram a coleções públicas e privadas selecionando obras representativas da prolífica carreira do artista. Dentre as mais recentes, nove permanecem inéditas no Brasil: Eureca, O que é mundo, Verde por Dentro, Planisfério, Talco, Donde, O Ovo, Azul de Superficie e Asas.

Para Pérez-Barreiro, o trabalho de Waltercio é imediatamente reconhecível como seu e ao mesmo tempo escapa a qualquer categorização. O artista funde referências do minimalismo, da abstração geométrica brasileira e da arte conceitual, sem que se encaixe em nenhum desses movimentos.

Waltercio desafia os hábitos visuais do público ao propor novas percepções do espaço ocupado pela obra de arte na galeria. Alguns de seus objetos de mármore, vidro, madeira ou aço exibem superfícies que refletem o entorno, outros obedecem a lógica da transparência, convidando um olhar que os atravesse. Aquário completamente cheio (1981), um recipiente de vidro quase transbordando com água, une essas duas características: reflete o espaço circundante como um espelho e funciona como uma lente para ver o que está por trás sob uma perspectiva diferente.

Ao dialogar com o ambiente onde está inserida, a arte de Caldas requisita a imaginação do observador. O significado das peças surge na interação com o visitante, que é estimulado a engajar seus sentidos numa experiência corpórea e intelectual. Escultura em granito (1986), por exemplo, é um retângulo negro arqueado que se equilibra sobre suas extremidades. As superfícies curvas criam a ilusão de que um material pesado como o granito sólido pode levitar sem esforço algum e traem a nossa compreensão tanto da densidade da pedra quanto da Lei da Gravidade.

De fato, leveza e economia são qualidades marcantes nas obras de Caldas, cujo objetivo declarado é produzir um trabalho presente ao máximo através da ação mínima. Mesmo em obras com vários elementos, estes costumam se reduzir à uma simplicidade geométrica: são círculos, retas e pontos que conversam entre si em composições harmoniosas que a co-curadora Ursula Davila-Villa compara a arranjos musicais. “Realmente, a sua arte desempenha no espaço da mesma forma que a música: ela exibe uma grande presença etérea e uma quase absoluta ausência física”.

Elegantes, as obras de Caldas atraem o visitante por sua beleza e logo o envolvem em questões conceituais ligadas ao espaço e ao tempo. Essas preocupações estão presentes na paradigmática instalação que dá nome à mostra: O Ar Mais Próximo, de 1991. Nela, fios de lã coloridos pendem do teto modelando dois delicados arcos invertidos que cortam o ar e se cruzam em apenas um ponto. Esse eixo varia toda vez que o trabalho é instalado, pois Caldas redesenha o arranjo geométrico respondendo às paredes, janelas, luz e escala de cada ambiente onde é montado.

Se o espaço das obras de Caldas é incerto, o tempo para experienciá-las também se pretende diferente: “É desacelerado o suficiente para permitir a dúvida, estranhamento, questionamento e, em última análise, a criação de um novo significado”, coloca Pérez-Barreiro.

Outra parte importante da produção de Caldas são os livros de artista, nos quais a palavra escrita é usada de forma lúdica e se destacam assuntos como história da arte, filosofia e sistemas de conhecimento. O livro Velázquez (1996) resgata algumas de suas questões favoritas como a presença e a ausência, a realidade e a ilusão. Usando Photoshop, Caldas manipulou os textos e as imagens de um livro didático de história da arte removendo a nitidez de palavras e imagens, além de apagar figuras humanas de todas as reproduções transformando o ambiente de quadros como “As Meninas” em salas vazias. Dessa maneira, ele questiona a autoridade do livro como principal meio pelo qual conhecemos Velázquez, em oposição ao encontro físico com suas próprias pinturas. Pérez-Barreiro enxerga este trabalho como uma crítica institucional, mas também uma “homenagem à história da arte, e às maneiras nas quais artistas como Velázquez podem continuar a apresentar problemas interessantes para o mundo contemporâneo. O trabalho é uma conversa com o passado, em vez de um simples comentário sobre ele, e é isto que lhe concede tanto poder.”

Um olhar compreensivo ao conjunto da obra de Caldas evidencia não apenas o quão variada é a sua prática, mas também como o ambiente de exposição é capaz de afetá-la. “Creio que esta seleção realizada pelos curadores é bastante representativa de minha atividade artística e até mesmo aponta para alguns desdobramentos que, para minha alegria, já posso ver no horizonte. É isto que espero de uma exposição como esta: novas situações e novas soluções plásticas", conclui Waltercio.

Waltercio Caldas

Nasceu no Rio de Janeiro em 1946. Já expôs individualmente no Museu de Arte Moderna no Rio, na Kanaal Foundation, Bélgica, no Stedelijk Museum em Amsterdã, e na Christopher Grimes Gallery em Santa Monica, entre outros espaços. Waltercio Caldas participou da Bienal de Veneza em 1997 e 2007, assim como de múltiplas Bienais do Mercosul e de São Paulo. Seu trabalho está nas coleções do Museum of Modern Art, Nova York; Blanton Museum of Art, University of Texas, Austin; National Gallery of Art, Washington, D.C.; Museu de Arte Moderna, São Paulo; Colección Patricia Phelps de Cisneros, Venezuela/Nova York; e Bruce and Diane Halle Collection, Scottsdale, entre outras.

Posted by Patricia Canetti at 6:09 PM

Encontros de arte e gastronomia no MAM-SP

Pela primeira vez, chefes e artistas criam experiências artístico-degustativas em um espaço expositivo de museu nos Encontros de arte e gastronomia, que estreiam no dia 3 de setembro, a partir das 20h

Para lançar nova linha curatorial do MAM, que investe na gastronomia como forma de criação, cozinha de tecnologia de ponta da Electrolux será montada na Sala Paulo Figueiredo e abrigará as intervenções de duplas de profissionais das duas áreas com a curadoria de Felipe Chaimovich e Laurent Suaudeau

O Museu de Arte Moderna de São Paulo inova mais uma vez e consolida uma nova linha curatorial, que coloca a gastronomia como vertente de criação artística pela primeira vez dentro de um museu. Sob curadoria de Felipe Chaimovich e Laurent Suaudeau, os Encontros de arte e gastronomia trazem duplas formadas por chefes e artistas visuais de renome para criar experiências artístico-degustativas na Sala Paulo Figueiredo. Cada dupla ocupa o espaço de terça-feira a sábado, da forma como acharem melhor durante o horário de funcionamento do MAM (das 10h às 18h). A abertura acontece no dia 3 de setembro, a partir das 20h, e as duplas trabalham de 4 de setembro até 10 de novembro. A iniciativa tem o patrocínio masterdo CreditSuisse, patrocínio da Redecard e apoio da Electrolux.

A comida e as situações de encontro ao redor da mesa – a comensalidade, compreendida como companhia para refeições – tem sido utilizada por diversos artistas contemporâneos como subsídio poético para obras de arte. O MAM tem buscado pesquisar estas vertentes e, assim, apresentou recentemente misturas envolvendo todos esses campos; em relação à gastronomia, as mostras Ecológica e Festival de Jardins do MAM no Ibirapuera, ambos em 2010, tiveram a comida como temática. A partir desses precedentes, concebeu-se a mostra, na qual se busca promover as visões artísticas de cozinheiros e artistas contemporâneos: a cada semana, um cozinheiro e um artista desenvolverão uma experiência artístico-gastronômica em conjunto, somando suas competências específicas, diante do público.As duplas contarão também com uma horta de temperos cultivada na Escola Municipal de Jardinagem.

Não há premissas estabelecidas. Cada grupo poderá atuar livremente dentro das condições da cozinha montada na Sala Paulo Figueiredo, o que confere bastante liberdade de criação. A Electrolux trouxe da Europa uma cozinha altamente tecnológica composta de dois módulos em aço que incluem fogão com aquecimento por indução e coifa integrada, que impede que a fumaça produzida pelo cozimento vaze para o espaço expositivo, além de grill, pia com água encanada e refrigerador horizontal para procedimentos que necessitam de congelamento rápido. Assim, desde as receitas mais delicadas de pâtisserie como as carnes que precisam de precisão e tempo de cozimento poderão ser preparadas com a mesma eficiência.

A plateia será instalada na parede oposta à cozinha, numa arquibancada própria para acompanhar todos os movimentos realizados na cozinha. Esses serão totalmente registrados por câmeras instaladas no espaço expositivo, e alguns clipes dessas intervenções poderão ser assistidos via Facebook e Youtube.

Agradecimentos: para a instalação de uma cozinha com tecnologia de ponta, o evento conta com o apoio da Electrolux (cozinha Libero line), Julabo – Láctea (Termocirculador), Multivac (máquina a vácuo), Infinito (Thermomix), Bizerba (cortador de frios),Tramontina (utensílios de cozinha), Zwilling J.A. Henckels Brasil (facas, copos, panelas Cocotte), Qualicorte–RobotCoupe (extrator de suco, multiprocessador e mixer), Nespresso, Casa das Festas (serviço de mesa), Equipomaster (gabinetes de inox, bancadas e cubas) e Bragard (uniformes). Os assistentes de cozinha do evento serão selecionados da Casa do Zezinho.

Posted by Patricia Canetti at 4:21 PM

Adriana Varejão no MAM-SP

Adriana Varejão - Histórias às margens, Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM SP, São Paulo, SP - 04/09/2012 a 16/12/2012

Museu de Arte Moderna de São Paulo promove a primeira e mais abrangente exposição panorâmica de Adriana Varejão, com entrada gratuita

Com curadoria de Adriano Pedrosa, Histórias às margens traz 42 trabalhos fundamentais da artista produzidos desde 1991, mais da metade deles inéditos no país, vindos de coleções como Fundación “la Caixa” (Madri) e da Tate Modern (Londres), além de novas pinturas feitas especialmente para a mostra

O Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta a primeira e mais abrangente exposição panorâmica de Adriana Varejão, uma das mais conceituadas artistas brasileiras no cenário internacional, com um recorte que abarca vários períodos de sua carreira a partir dos anos 1990 e traz obras de coleções do Brasil e exterior, como a Fundación “la Caixa” (Madri), Tate Modern (Londres) e Guggenheim (Nova York). Com abertura no dia 3 de setembro (segunda-feira), às 20h, Adriana Varejão – Histórias às margens tem seleção de trabalhos fundamentais da artista feita pelo curador Adriano Pedrosa. A mostra tem o patrocínio do Santanense e da Sabesp.

A escolha de Pedrosa como curador deve-se ao fato da artista e ele terem um longo histórico de colaborações, há cerca de 15 anos, quando trabalharam juntos na XXIV Bienal de São Paulo, em 1997-98. Rodrigo Cerviño Lopez e Fernando Falcon, designers que já fizeram para a artista os projetos de dois livros, de seu ateliê e de seu pavilhão em Inhotim, são responsáveis pelo projeto expográfico e pelo desenho gráfico do catálogo da exposição. A Grande Sala do MAM terá salas divididas por paredes equidistantes e contíguas, que formam salas cortadas por um corredor central. A transparência dos vidros que separam o museu do parque será mantida, ou seja, a exposição poderá ser vista também do lado de fora do MAM.

Nas salas, distribuem-se 42 obras, muitas delas inéditas no Brasil, entre as quais uma em grandes dimensões produzida especialmente para a exposição. Retratando azulejos nos quais figuram plantas carnívoras, esta obra remete ao trabalho da artista presente no Panorama da Arte Brasileira de 2003, no próprio MAM-SP, em que azulejos reais traziam estampas de plantas alucinógenas. Além desse novo painel, de cerca de 18 metros de extensão, composto por 54 módulos de pintura, outros dois trabalhos foram produzidos para o MAM. Uma pintura em grande formato, com o panorama da Bahia de Guanabara, Rio de Janeiro, e um prato, ambos recriados em estilo chinês, nos quais a artista retoma sua série Terra Incógnita, iniciada em 1992, introduzindo elementos de seu trabalho atual. Estarão presentes os exemplos mais significativos das séries de Pratos, Saunas, Ruínas de Charque, Mares e Azulejos, Línguas e Incisões, Irezumis, Acadêmicos, Proposta para uma Catequese e Terra Incógnita. Ainda, presentes, estarão trabalhos que a artista apresentou na Bienal de São Paulo em 1994 e 1998.

Nas palavras da própria artista, “margem remete a mar, mas também àquilo que está fora do centro”, daí o título da mostra. Histórias às margens são, na palavra do curador, “histórias marginais, muitas vezes esquecidas ou colocadas às margens pela história tradicional, sejam elas histórias do Brasil, de Portugal, da China, da arte, do Barroco, da colonização; histórias que Varejão pesquisa, resgata e entrecruza em suas pinturas”. Para Varejão, a história é algo vivo, o passado não é fechado nem morto, mas está sendo constantemente recriado, e essa é uma das principais motivações do trabalho.

Adriana Varejão – Histórias às margens é também o título do catálogo da exposição, que será lançado no final da mostra e incluirá imagens da instalação, das obras e de seus detalhes, e textos inéditos, todos de Adriano Pedrosa, incluindo uma introdução, duas conversas com a artista (uma feita em 1999 e outra em 2012), e textos individuais sobre cada uma das pinturas que funcionam, nas palavras do curador, “como espécies de histórias às margens das próprias pinturas da artista. O que está em questão com o título da mostra, e o que a obra de Varejão reafirma, é o próprio estatuto de ‘História’, que em português (diferentemente do inglês) pode abarcar tanto narrativas históricas quanto ficcionais.”

A artista
Adriana Varejão nasceu no Rio de Janeiro e é hoje um dos nomes brasileiros mais conhecidos no mundo todo, com obras em acervos de instituições tais como o museu Guggenheim (NY), a Tate Modern (Londres), a FondationCartierpourl’artcontemporain (Paris), a Fundación “la Caixa” (Barcelona) e no Inhotim Centro de Arte Contemporânea (Brumadinho, MG). Participou de quase cem exposições, entre individuais como no Centro Cultural de Belém, Lisboa (2005), HaraMuseum, Tóquio (2007), FondationCartier, Paris (2005) e coletivas, entre as quais destacam-se as Bienais de Istambul (2011), de Bucareste (2008), de Liverpool (2006), do Mercosul (2005), de Praga (2003), de Johannesburgo, África do Sul (1995) e de São Paulo (1994 e 1998). Participou do Panorama da Arte Brasileira 2003, do MAM, sob curadoria de Gerardo Mosquera.

O curador
Adriano Pedrosa é curador, escritor e editor e vive em São Paulo. Foi curador adjunto da XXIV Bienal de São Paulo em 1998, co-curador da XXVII Bienal de São Paulo em 2006, diretor artístico da II Trienal Poli/Gráfica de San Juan (2009), curador do 31º Panorama da Arte Brasileira – Mamõyaguaraopámamõpupé, no MAM, em 2009, eco-curador do da XII Bienal de Istambul em 2011. Pedrosa publicou em Arte y Parte (Santander), Artforum (Nova York), Art Nexus (Bogotá), Art+Text (Sydney), Bomb (Nova York), Exit (Madri), Flash Art (Milão), Frieze (Londres), Lapiz (Madri), Mousse (Milão), entre outras, e é autor de vários textos sobre a artista.

Posted by Patricia Canetti at 4:19 PM

Jac Leirner e Tiago Carneiro da Cunha na Galeria Fortes Vilaça

A Galeria Fortes Vilaça tem o prazer de apresentar individual dos artistas Jac Leirner e Tiago Carneiro da Cunha. Em sua primeira exposição na galeria desde que começou a ser representada pela Fortes Vilaça, Jac Leirner mostra uma série de obras novas feitas com materiais utilizados em montagem de exposições. Já Tiago Carneiro da Cunha apresenta esculturas em faiança em uma continuação do trabalho que vem desenvolvendo nos últimos anos e que também será apresentado na 30ª Bienal de São Paulo.

Jac Leirner | Hardware seda – Hardware silk

Hardware seda – Hardware silk, título que faz alusão ao material utilizado nos trabalhos da mostra de Jac Leirner, como níveis de precisão, cabos de aço, ferragens e papel de sedas utilizado para enrolar tabaco, é uma exposição composta por cerca de 12 obras.Os trabalhos foram desenvolvidos em sua experiência na Universidade de Yale em março e abril deste ano, onde a artista fez residência e ministrará aulas ainda em setembro.A prática conceitual de acumular objetos do nosso cotidiano, reagrupá-los com rigor formal e assim inverter seus valores iniciais, é uma constante nas obras da artista.

Em Retrato, cartões postais adquiridos ao longo de décadas ou fotos roubadas de cinemas nos anos 70 e 80, de ícones como de Bruce Nauman, Shoemberg, Giacometti e Cocteau são laminados e agrupados com correntes e ferragens, em uma inversão onde os mestres que influenciaram a artista passam explicitamente a constituir a própria obra.Em Hardware Seda, argolas, tubos plásticos e metálicos, porcas, extensores, cabos de aço e até uma chave são ligados uns aos outros em uma linha de aço que se estende cortando o espaço da galeria. O que é usado normalmente como estrutura ou instrumento para montar uma exposição de arte passa a ser a própria obra, novamente constituindo uma inversão de valores.Já em Skin (ZigZag 1 1/2 Ultra Thin),sedas para enrolar tabaco são dispostas na parede uma ao lado da outra formando um grande quadro como uma pintura minimalista carregada pelo significado da repetição de um mesmo signo. Nas obras de Jac Leirner, os objetos são livremente mapeados com atenção especial para as transições entre o registro pessoal e o político, entre o cotidiano e o histórico.

Jac Leirner nasceu em São Paulo, 1961, onde vive e trabalha. Formou-se em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP. Em 1991, fez residência no Walker Art Center, em Minneapolis, nos Estados Unidos. No mesmo ano, na Inglaterra, é professora convidada da Universidade de Oxford e artista residente no Museu de Arte Moderna da mesma cidade. Participou das Bienais de São Paulo de 1983 e de 1989. Participou do Aperto 90, na Bienal de Veneza de 1990 e representou o Brasil, também em Veneza, na Bienal de 1997. Integrou a 9a Documenta de Kassel, em 1992. Seu trabalho está presente em coleções como a Tate Modern Gallery, em Londres ; The Museum of Modern Art e Guggenheim Museum em Nova York, Museu de Arte Moderna de São Paulo ; Walker Art Center, em Mineápolis nos Estados Unidos ; entre outras. Em 2011, realizou mostra individual Retrospectiva na Estação Pinacoteca do Estado de São Paulo, ganhando o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), pela melhor exposição do ano.

Tiago Carneiro da Cunha | Novas Esculturas

Tiago Carneiro da Cunha apresenta 3 novas esculturas em faiança policromada e tinta esmalte, que levam o seu habitual interesse por imagens abjetas a novos níveis de elaboração formal, através de uma utilização muito particular de efeitos oriundos da tradição escultórica clássica. Desta vez porém, o artista adiciona uma nova camada satírica ao incorporar elementos utilitários às esculturas.

Em Monstro de Lama com Vela Vermelha uma figura que parece coberta por um lençol de lodo multicolorido, paralisada em uma emersão fantasmagórica, leva uma grossa vela vermelha no topo de sua cabeça.A cera escorrida da vela se confunde com as cores e com os volumes da escultura, como se esta fosse há tempos utilizada como um candelabro,numa variação do mesmo tema desenvolvido em Monstro de Lama com Vela Branca, igualmente em exposição. Cicládico com Despacho consiste em uma figura reclinada em atitude relaxada, com os braços cruzados atrás de sua gigantesca cabeça geométrica reminiscente do estilo Cicládico (da Grécia pré-clássica), cujo titulo referencia. O espaço entre as pernas e os braços - no entanto - é utilizado para colocar frutas e nozes, em um meio-caminho incômodo entre escultura, fruteira e o despacho do título.

Neste sentido, esta nova série parece misturar conceitos de 'valor de uso' [nas suas versões satirizadas de objetos utilitários], 'valores espirituais' [na recém citada referência ao candomblé, e na mistura de registros sagrados e profanos] e - discutivelmente - o que GiorgioAgamben descreve como 'valor de exibição' [no livro "In Praise of Profanation", Zone Books 2007], se assim entendermos seu uso persistente de uma superfície altamente polida, refletiva e sedutora. As esculturas se encontram assim na ambígua posição de serem ícones com aspirações iconoclastas.

Tiago Carneiro da Cunha nasceu em 1973, em São Paulo.Atualmente vive e trabalha no Rio de Janeiro. É um dos artistas selecionado para a 30ª Bienal de São Paulo. Em 2011 expôs no Museum of Modern Art of San Francisco – SFMOMA, EUA e em 2010 foi curador da exposição "Law of the Jungle" –para a Lehmann Maupin Gallery, em New York, EUA.Seu trabalho está presente em coleções importantes como SFMOMA, (EUA);Coleção Gilberto Chateaubriand (Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro), Saatchi Collection (UK), e Thyssen-Bornemissa TB21 (Áustria); entre outros.

Posted by Patricia Canetti at 4:15 PM

Hector Zamora + Pablo Lobato na Luciana Brito Galeria

Para o mês de setembro, paralelamente à 30ª Bienal Internacional de São Paulo, Luciana Brito Galeria apresenta, pela primeira vez, mostras individuais dos artistas Héctor Zamora e Pablo Lobato.

Radicado no Brasil desde 2007, o mexicano Héctor Zamora é mundialmente conhecido por seus trabalhos em lugares públicos, que na maioria das vezes rearticula as características físicas de ambientes urbanos e arquitetônicos. Normalmente evocando as comunidades locais para um esforço coletivo, o artista se utiliza de materiais pesados para desenvolver estruturas aparentemente leves ou que apresentam um aspecto de fluidez.

Já o artista mineiro Pablo Lobato nunca teve seu trabalho mostrado em exposição individual na cidade de São Paulo. Ele faz parte de uma geração de jovens realizadores brasileiros que focam suas pesquisas na produção de obras híbridas, promovendo um forte diálogo do cinema e do vídeo com as artes plásticas.

Héctor Zamora - Inconstância Material

O fator surpresa permeia o trabalho de Héctor Zamora, “Inconstância Material”. Com um caráter totalmente experimental, o projeto trabalha a arte da ‘performance’ (digase: o artista não gosta muito dessa denominação) de forma extraordinária. A ideia é envolver o espaço arquitetônico da galeria numa coreografia de narrativa confrontadora e dinâmica, que nos leva a questionar o comportamento humano e seus desdobramentos lúdicos e práticos.

A transformação e a dinamicidade do espaço temporal e concreto são assuntos levantados pela ação proposta por Zamora. Por meio de vinte pedreiros e vários milheiros de tijolos, o artista se utiliza da técnica “formiguinha” ou “passa mão” (ação de jogar tijolos que ajuda os trabalhadores da construção civil a dinamizar o processo das grandes construções) não só para ilustrar a realidade cultural dos hábitos locais, como também chamar a atenção para a inconstância do material orgânico que utilizamos para subir as paredes que nos cerceiam. Segundo Zamora: “chamar a atenção para a inconstância da matéria, que em vez de pesada é leve, em vez de estática, é movimento, em vez de sólida é fluídica. A terra que se transforma em cerâmica, tijolo, e que cresce em construções”.

Como num processo quase simbiótico, a ação traz, ainda, uma intervenção discursiva do artista Nuno Ramos: “Gigante”. Ele se associa do contexto coreográfico da obra de Zamora para enfatizar a força popular das tradições que nos rodeiam. A ‘inconstância material’ aqui é utilizada como um instrumento para ajudar Nuno Ramos a compor a poesia, com um quê de concreta, que embala a ‘dança’ proposta por Zamora. “Inconstância Material” surge como o resultado de anos de estudos sobre a ação e o dinamismo como objetos principais de suas obras.

A maquete que possibilitou todo o estudo por parte de Héctor Zamora, bem como vídeo documentário sobre o trabalho, também fazem parte da exposição e funcionam como suporte para entender a obra nos intervalos das ações.

Pablo Lobato - Do Corte

Nessa sua primeira individual na Luciana Brito Galeria, Pablo Lobato trabalha sua vocação em sensibilizar frações do mundo que nos cerca através de noções a respeito do ‘corte’. ‘O corte’ nas obras de Pablo Lobato é uma maneira de ver que define os limites entre o que é capturado e o que é excluído pelo observador, ou pelo próprio artista em sua obra. O crítico Jacopo Crivelli Visconte, aproxima ‘ o corte’ de Pablo Lobato ao conceito de “corte” da filósofa e cientista norte-americana Karen Barad. De acordo com Barad, todos os elementos, humanos e não-humanos, que compõem o universo em que vivemos, estão numa condição de “inseparabilidade ontológica”, a tal ponto que pessoas e coisas não antecedem sua interação, mas passam realmente a existir apenas no momento da sua “intra-ação” [intra-action].

Assim como para Barad, Pablo Lobato trabalha ‘o corte’ como um modo de ‘fazer ver’. Um olhar atento e flutuante do artista, dedicado ao mundo a sua volta, captando situações e materiais imprevistos, transmitindo à construção de cada ‘corte’ sensações e forças disponíveis. Tais procedimentos ecoam experiências do artista no campo do cinema. “Castell” (2012), obra inédita da exposição, talvez seja a que mais enfatiza essas questões. Crivelli assim explica: “no começo do vídeo, o corte operado pela câmera coincide com o centro dos acontecimentos, mas quando as duas lógicas (a da câmera e a dos acontecimentos) descolam-se, o espectador sente fisicamente a violência do ato e é levado a colocar em questão a “suposta naturalidade” do que está vendo. É levado, em outras palavras, a sentir que vê”.

Já em “Bronze Revirado” (2011), videoinstalação que também faz parte da exposição, o corte se manifesta na repetitiva e violenta caída do sino, que dita a coreografia intensiva de seus manipuladores. Na série de fotografias coletivamente intituladas Front Light (2012), o negro aveludado, que evoca a manière noire de antigas gravuras, age como se nos dissessem em em silêncio – ‘há algo para ser visto’. O que sempre nos pareceu apenas um plano, revela ser, também, um corte na paisagem.

Na série de fotografias “Um a zero” (2012), nunca antes apresentada ao público, Pablo Lobato leva seu corte para o universo do futebol e, bem como explica o historiador de arte Júlio Martins, “no instante glorioso do gol, por um intervalo breve de tempo toda a malha hexagonal, antes regular, reage às reverberações e conforma uma nova configuração que percorre sua fibra antes que recupere o repouso. Interessa ao artista, nessa topografia instantânea que se desenha, a incorporação de uma geometria flexível, sensual, plena em suas potências mais urgentes de desarranjo”.

Ainda como parte da exposição, serão apresentadas duas outras obras inéditas, a videoinstalação “Nascente” (2012) e a instalação “Escada” (2012), ambas pensadas dentro de uma economia que também nos faz voltar, finalmente, a ver o mundo e a criar consciência sobre o que estamos vendo.

Sobre os artistas

Héctor Zamora
1974, Cidade do México, México. Vive e Trabalha em São Paulo, Brasil. Formado em Design Gráfico pela Universidade Autônoma Metropolitana – Xochimilco, Héctor Zamora teve suas obras reunidas em diversas exposições individuais, como no Zeppelin Museum, na Alemanha; em Auckland, na Nova Zelândia; Itaú Cultural, em São Paulo; Garash Galería e La Torre de los Vientos, Cidade do México. Além disso, participou das exposições, como o 32º Panorama da Arte Brasileira, em São Paulo, Resisting the Present, Amparo Museum, México, 53ª e 54a Bienal de Veneza, Itália, 12ª Bienal Internacional do Cairo, Egito, Disponible, SFAI, em São Francisco, EUA, FGAP, Pinchuk Art Centre, Kiev, Ucrânia, Bienal de Liverpool, GB, além da Paralela, em São Paulo, Trienal de Aichi, Nagoya, no Japão, 27th Bienal Internacional de São Paulo, Brasil, Bienal de Pusan, Coreia do Sul, 9º Bienal de Havana, em Cuba, Reina Sofía, em Madri, na Espanha, etc.

Pablo Lobato
Nasceu em Bom Despacho, Minas Gerais (1976), e vive em Belo Horizonte. Antes de ter as artes plásticas como principal campo de atuação, sua prática artística concentrou-se no cinema. Atualmente sua pesquisa é mais orientada pelos sentidos que determinadas matérias e experiências informam do que por linguagens específicas. Um dos criadores da Teia - Centro de Pesquisa Audiovisual (BH). Diretor do filme "Acidente", premiado como melhor documentário Ibero-Americano em Guadalajara, México (2007). Foi, ainda, selecionado pelo projeto Bolsa Pampulha (2008), além de bolsista da John Simon Guggenheim Foundation, New York (2008-2009) e merecedor do Prêmio Marcantonio Vilaça, Funarte (2009-2010). Tem participado de exposições individuais e coletivas em galerias e em instituições de arte como MAM, São Paulo; Bienal de Cerveira, Portugal; Museu Tamayo, México; Akademie der Kunst, Berlim; New Museum, New York, entre outras. Está prestes a lançar seu mais novo longa metragem, “Vento de Valls”.

Posted by Patricia Canetti at 4:07 PM

agosto 3, 2012

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Posted by Patricia Canetti at 11:57 AM

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Períodos
Posted by Patricia Canetti at 11:31 AM