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outubro 14, 2020

Artur Lescher na Nara Roesler, Rio de Janeiro

A Galeria Nara Roesler | Rio de Janeiro orgulha-se em apresentar Inverso do infinito, individual do paulista Artur Lescher. A mostra apresenta dez trabalhos inéditos do artista produzidos entre 2018 e 2020, que sintetizam e desdobram muitos dos elementos que constituem sua prática escultórica original.

[scroll down for English version]

Artur Lescher inscreve-se como um dos principais expoentes da escultura contemporânea brasileira, justamente pela capacidade de articular fundamentos deste gênero a partir de um olhar atual e aprofundado. Sua produção renova a herança do rigor formal geométrico das vanguardas russas de Vladimir Tatlin e Kazimir Malevich, assim como da sinuosidade de Jean Arp e Constantin Brancusi. Este último é uma referência inegável para o artista, não só pela verticalidade pronunciada das estruturas de Lescher, mas também pela polidez especular da superfície que ao refletir e distorcer o espaço, colocam o espectador, ou sua imagem, dentro da obra.

Se por um lado Brancusi inovou ao desintegrar a separação entre objeto escultórico e espaço expositivo, tanto ao abolir quanto ao integrar o pedestal na escultura, Lescher se vale de uma estratégia similarmente radical, deixando suas estruturas suspensas no espaço. Nos últimos anos, Lescher tem se voltado para uma pesquisa plástica em que um dos principais elementos que constitui suas peças é a gravidade. Os percursos dessa investigação têm sido revelados em exposições individuais em instituições de renome, como Porticus (2017) no Palais d’Iéna, em Paris, e Suspensão (2018), uma grande retrospectiva na Pina Estação, em São Paulo.

Na tradição escultórica a gravidade é o fenômeno físico responsável por originar a dicotomia entre leveza e peso. É na tensão e no equilíbrio entre esses elementos que Lescher cria suas estruturas a partir da manipulação da matéria e de sua disposição no espaço, conduzindo a percepção do público. A quase totalidade dos trabalhos apresentados nesta exposição aparecem suspensas na galeria. Essa solução formal acentua a ação da gravidade, força que rege a hierarquização da atração entre os corpos, e logo nos remete à corporeidade tanto do objeto escultórico como do observador a partir da ocupação espacial.

Rio Léthê #13, de 2020, pode ser considerada como um ponto de inflexão na mostra, não só por ser o único trabalho de parede, mas pela sua materialidade e forma. Sua fluidez ondulante é resultado de um processo investigativo que vem se desenvolvendo a mais de quinze anos na prática de Artur Lescher. A partir de materiais como feltro ou aço, o artista cria formas sinuosas que integram a série Rios. Na mitologia grega Léthê é o curso de água que conduz ao Hades e ao esquecimento. Aqui, ele parece expressar o movimento de contínua reelaboração da lembrança, a memória dos próprios processos e formas que constituem o cerne da prática de Lescher e que ao serem revisitados retornam não como repetição, mas com a potência da diferença.

Inverso do Infinito, individual de Artur Lescher, ficará em cartaz na Galeria Nara Roesler, Rio de Janeiro, de 13 de outubro até 23 de outubro de 2020. A visitação será feita a partir de agendamento prévio.


Galeria Nara Roesler | Rio de Janeiro is proud to present Inverso do infinito [The Inverse of the Infinite], a solo presentation by Artur Lescher. The exhibition features ten recent works produced between 2018 and 2020 by the artist. The works synthesize and unfold many of the elements that constitute Lescher’s original sculptural practice.

Artur Lescher is inscribed as one of the main exponents of contemporary Brazilian sculpture, precisely because of his ability to articulate principles of the genre from a current and in-depth perspective. His production renews the heritage of the Russian avant-garde’s formal geometric rigor in the likes of Vladimir Tatlin and Kazimir Malevich, as well as the sinuosity of Jean Arp and Constantin Brancusi. The latter is an undeniable reference for the artist, not only for the pronounced verticality of Lescher’s structures, but also for the specular politeness of the surface that, when reflecting and distorting the space, places the audience, or their image, within the work.

On the one hand, Brancusi innovated by disintegrating the separation between sculptural object and exhibition space, both by abolishing and by integrating the pedestal into the sculpture—Lescher uses a similarly radical strategy, leaving his structures suspended in space. In recent years, Lescher has turned to a visual research in which one of the main elements that make up his pieces is gravity. The paths of this investigation have been revealed in individual exhibitions at renowned institutions, such as Porticus (2017) at the Palais d’Iéna, in Paris, and Suspensão [Suspension] (2018), a major retrospective at Pina Estação, in São Paulo.

In sculptural tradition, gravity is the physical phenomenon responsible for originating the dichotomy between lightness and weight. It is in the tension and balance between these elements that Lescher creates his structures, based on the manipulation of matter and its disposition in space, guiding the public’s perception. Almost all the works presented in this exhibition are suspended in the gallery. This formal solution accentuates the action of gravity, a force that governs the hierarchy of attraction between bodies, and promptly points us to the corporeality of both the sculptural object and the observer in its spatial occupation.

Rio Léthê # 13 (2020) can be considered an inflection point in the show, not only because it is the only work placed on a wall, but also because of its materiality and shape. Its undulating fluidity is the result of an investigative process that Artur Lescher has been developing for over fifteen years. The artist creates sinuous shapes from materials such as felt or steel, that are part of the Rios series. In Greek mythology Léthê is the watercourse that leads to Hades and oblivion. Here, it seems to express the movement of continuous re-elaboration of memory, the memory of the very processes and forms that are at the heart of Lescher’s practice and which, when revisited, return not as repetition, but with the power of difference.

Inverso do infinito [The Inverse of the Infinite], a solo show by Artur Lescher, will be on display at Galeria Nara Roesler, Rio de Janeiro, from October 13 to December 23, 2020. The visitation will be made by prior appointment.

Posted by Patricia Canetti at 11:40 AM