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setembro 7, 2020

Vídeo_MAC (digital) no MAC USP, São Paulo

O MAC USP foi pioneiro ao criar em 1977 um núcleo de criação experimental de vídeo

A exposição

A exposição Vídeo_MAC, com curadoria de Roberto Moreira S. Cruz, resgata um acervo e um momento muito especiais da história do MAC USP. Ela traz vídeos de artistas que atuaram na instituição, entre 1977 e 1978, num projeto pioneiro para um museu de arte no Brasil: um setor de vídeo que funcionou como uma espécie de laboratório no qual os artistas aqui presentes puderam experimentar e criar proposições a partir desse novo meio. Além de apresentá-los em conjunto pela primeira vez ao público, essa curadoria é resultado de um projeto de pós-doutorado desenvolvido no Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte, sob supervisão de Cristina Freire. O projeto beneficiou-se, não só da pesquisa consolidada por Freire com o acervo de arte conceitual ao longo de décadas, como também da doação da Biblioteca de Walter Zanini ao Museu.

Sua realização é duplamente bem-vinda para um museu universitário como o MAC USP: em primeiro lugar, porque a exposição revê a formação do acervo, focando um momento privilegiado de sua história, na qual Walter Zanini (como primeiro diretor) implantou um programa prospectivo com a criação do Setor de Vídeo e do Espaço B, estimulando a contribuição e a colaboração dos artistas. Zanini pensou o MAC USP como um laboratório de experimentações artísticas e para tanto, lançou mão de suas estratégias de pesquisador para estabelecê-lo. Em segundo, sendo a exposição resultado de pesquisa acadêmica, ela reforça este como espaço de estudo, formação e disseminação do conhecimento produzido dentro da Universidade.

Curadoria

O MAC USP foi a instituição pioneira no país em formular um projeto de fomento e divulgação de obras audiovisuais experimentais na segunda metade da década de 1970. O então diretor, Walter Zanini, colocou em prática em 1977 o Setor de Vídeo, que funcionava como um laboratório de criação e difusão da videoarte. A aquisição do equipamento no formato portapak, modelo AV3400 da Sony, de 1⁄2 polegada, em preto-e-branco, inaugurou as atividades desse Setor, que contou com a coordenação de Cacilda Teixeira da Costa, Marília Saboya e Fátima Berch, com o apoio técnico de Hironie Ciafreis. No curto período de aproximadamente um ano, foi criado um conjunto de obras audiovisuais consideradas pioneiras no contexto da arte contemporânea brasileira. Como parte dessas ações foram também realizadas mostras informativas no Espaço B – sala dedicada à programação periódica de videoarte.

Os vídeos ali produzidos, de artistas, tais como, Regina Silveira, Julio Plaza, Carmela Gross, Gabriel Borba, Roberto Sandoval, Gastão de Magalhães, Donato Ferrari, entre outros, e a série Videopost organizada por Jonier Marin, desaparecidos por mais de 35 anos, são praticamente inéditos para o grande público e muito pouco conhecidos pelos pesquisadores.

A exposição Vídeo_MAC é uma oportunidade de lançar luz sobre esses trabalhos e reelaborar a história da videoarte brasileira em seus primeiros anos.

Roberto Moreira S. Cruz
Curador

Obras

Após um longo período de desaparecimento, o conteúdo audiovisual produzido pelos artistas no Setor de Vídeo, em 1977 e 1978, é exibido publicamente nesta exposição pela primeira vez. As dez fitas de vídeo remanescentes foram encontradas em 2013 por Regina Silveira e Cristina Freire, no MIS, após insistentes buscas, pois o material não estava indexado corretamente no acervo daquele museu. Esse material foi digitalizado com a contribuição do artista Antoni Muntadas, que efetuou a remasterização num laboratório na Espanha. O aparelho portapak original que pertencia ao Setor de Vídeo se encontra atualmente no Museu, mas está inoperante.

Aqui nesse web site, o espectador poderá conferir uma seleção de 18 trabalhos produzidos naquela época, momento em que de forma embrionária e intuitiva se esboçavam os primeiros traços da videoarte no Brasil.

Sem título
Carmela Gross
1977 // 03:03 min. P/B com som

As Ilusões
Flavio Pons e Cláudio Goulart
1977 // 4:39 min. P/B com som

Typology of my body
Gastão de Magalhães
1977 // 4:58 min. P/B com som

O Circo
José Roberto Aguilar
1977 // 04:55 min. P/B com som

Liliane a sós – solitude
Liliane Soffer
1977 // 3:51 min. P/B com som

Imitação: para fitas magnéticas
Roberto Sandoval
1978 // 3:33 min. P/B com som

“Impulsos” da esquerda para direita
Roberto Sandoval
1978 // 1:48 min. P/B com som

Reviver
Donato Ferrari
1978 // 2:53 min. P/B com som

Videologia
Regina Silveira
1978 // 2:26 min. P/B sem som

Campo
Regina Silveira
1977 // 2:34 min. P/B sem som

Artifício
Regina Silveira
1977 // 1:22 min. P/B sem som

Objetoculto
Regina Silveira
1977 // 00:59 min. P/B sem som

Me
Gabriel Borba
1977 // 4:09 min. P/B com som

Nós (versão II)
Gabriel Borba
1977 // 1:41 min. P/B com som

O gato acorrentado a um só traçado
Gabriel Borba
1977 // 1:43 min / P/B com som

[4 fragmentos de vídeo]
Julio Plaza
c. 1978 // 0:50 min. P/B com som

Descanso 3’
Julio Plaza
1978 // 2:58 min. P/B sem som

Câmara Obscura
Julio Plaza
1977 // 4:06 min. P/B com som

São vídeos que expressam as possibilidades de elaborar uma estética audiovisual em diálogo com as formas de criação dos artistas brasileiros na década de 1970

Videopost

O artista colombiano Jonier Marin realizou no segundo semestre de 1977, nas atividades do Setor de Vídeo, um projeto de arte coletiva, aglutinando vários artistas internacionais em torno da ideia de produção de obras videográficas. Tendo como ponto de partida a prática da arte postal, Marin estabeleceu correspondência com 19 artistas de países diversos, recebendo orientações de como realizar um vídeo experimental. Esses argumentos enviados pelo correio serviram como uma espécie de roteiro descritivo, a partir do qual Jonier Marin, com a colaboração da equipe do Setor de Vídeo e utilizando o equipamento portapak do museu, realizava os trabalhos sugeridos, compondo a série Videopost com 17 vídeos de curta duração, apresentando temas e propostas estéticas diversas.

Abaixo são exibidos sucessivamente todos os vídeos produzidos para a série Videopost.

Aspectos conceituais e técnicos da produção audiovisual eram praticados em busca de uma linguagem que ainda estava por amadurecer

Linha do Tempo

Esta linha do tempo destaca algumas das iniciativas pioneiras em torno do vídeo, como forma de expressão artística, promovidas pelo MAC USP nas décadas de 1970 e 1980.

1988
Idealizada por Rejane Cintrão e Aracy Amaral, a mostra Espaço Vídeo MAC Panasonic exibiu, entre agosto e dezembro de 1988, uma programação diária de vídeos de artistas brasileiros e estrangeiros. Uma iniciativa com o intuito de aproximar a reflexão e a difusão da produção de videoarte ao contexto da arte contemporânea e das atividades do MAC USP.

1974
Anualmente, Walter Zanini, diretor do MAC USP entre os anos de 1963 e 1978, realizava no museu uma exposição de arte contemporânea internacional. A edição de 1974 apresentou pela primeira vez os trabalhos de videoarte brasileiros.

A Prospectiva 74 foi uma exposição curada por Walter Zanini para o MAC USP, focando essencialmente a produção contemporânea de novas mídias. No texto de introdução, Zanini afirmava: “Esta exposição do MAC, pensada desde meados de 1973, procura trazer ao nosso público uma ampla visão da linguagem resultante das novas mídias (…)”.

1975
Video Art foi a primeira grande mostra internacional de videoarte produzida nos EUA. A convite de Suzanne Delehanty e com a colaboração direta de Walter Zanini, participaram da mostra, realizada no Institute of Contemporary Art da University of Pennsylvania, Sonia Andrade, Antonio Dias, Fernando Cocchiarale, Anna Bella Geiger e Ivens Machado.

1976-1977
Criado por Walter Zanini e coordenado por Cacilda Teixeira da Costa, o Setor de Vídeo do MAC USP foi pioneiro no Brasil por estabelecer uma proposta de trabalho específica para a produção de videoarte em um museu. Organizando mostras, cursos de formação técnica para utilização de equipamentos e auxiliando os artistas na criação de seus trabalhos, suas atividades efetivamente transcorreram de abril de 1977 ao início de 1978.

O Espaço B era uma sala dedicada à programação periódica de vídeos. Nesse lugar, foram exibidas obras realizadas pelos artistas no próprio ambiente de criação do MAC USP e mostras informativas. Entre os trabalhos estão as obras de: Gabriel Borba, José Roberto Aguilar, Sonia Andrade, Rita Moreira, Norma Bahia, Carmela Gross, Julio Plaza, Letícia Parente, Marcelo Nietsche, entre outros.

1976 _Novembro
Aquisição de equipamento portapak modelo AV 3400 da Sony.

1977 _Junho
O curso de iniciação ao vídeo, promovido pelo Setor de Vídeo, serviu como aprendizado para utilização do portapak. Nessa mesma ocasião, Gabriel Borba e José Roberto Aguilar exibem no Espaço B seus mais recentes trabalhos em vídeo: Me e Nós, de Borba, e Lucila, filme policial, de Aguilar.

1977 _Agosto
Gabriel Borba produz a obra O gato acorrentado a um só traço no Setor de Vídeo.

1977 _Setembro–Dezembro
Julio Plaza, Regina Silveira, Carmela Gross, Donato Ferrai, Roberto Sandoval, Gastão de Magalhães, Liliane Soffer, Flávio Pons e Cláudio Goulart realizam suas primeiras experiências com o vídeo, utilizando o equipamento do Setor. Alguns desses trabalhos são exibidos na mostra Vídeo MAC que aconteceu, no Espaço B, em dezembro desse mesmo ano. Outros trabalhos em vídeo são exibidos na mostra, não realizados propriamente no Setor de Vídeo. Alguns destes permanecem desaparecidos, como “Gente” (1977) de Marcelo Nitsche.

1978
Organizado por Walter Zanini e José Roberto Aguilar, o 1º Encontro Internacional de Vídeo Arte exibiu uma série de mostras em torno da produção brasileira e internacional de videoarte, no MIS. Participaram da programação os trabalhos produzidos no Setor de Vídeo do MAC USP.

1986
A exposição Vídeo de Artista e Televisão, organizada por Aracy Amaral e Cacilda Teixeira da Costa, apresentou um conjunto de trabalhos em vídeo sobre a relação entre a produção experimental independente e a televisão comercial.

1988
Idealizada por Rejane Cintrão e Aracy Amaral, a mostra Espaço Vídeo MAC Panasonic exibiu, entre agosto e dezembro de 1988, uma programação diária de vídeos de artistas brasileiros e estrangeiros. Uma iniciativa com o intuito de aproximar a reflexão e a difusão da produção de videoarte ao contexto da arte contemporânea e das atividades do MAC USP.

1974
Anualmente, Walter Zanini, diretor do MAC USP entre os anos de 1963 e 1978, realizava no museu uma exposição de arte contemporânea internacional. A edição de 1974 apresentou pela primeira vez os trabalhos de videoarte brasileiros.

A Prospectiva 74 foi uma exposição curada por Walter Zanini para o MAC USP, focando essencialmente a produção contemporânea de novas mídias. No texto de introdução, Zanini afirmava: “Esta exposição do MAC, pensada desde meados de 1973, procura trazer ao nosso público uma ampla visão da linguagem resultante das novas mídias (…)”.

Arquivo

Apresenta alguns documentos pertencentes ao arquivo MAC USP relativos ao Setor de Vídeo. São cartas e boletins informativos publicados periodicamente que tratam sobre as mostras e eventos promovidos no Setor de Vídeo e no Espaço B, em especial registram as atividades relacionadas à produção e a difusão da videoarte no museu, em 1977. As cartas, storyboards enviados pelos artistas com orientações de como realizar os vídeos experimentais da série Videopost também estão nessa seleção de documentos.

Ficha Técnica

EXPOSIÇÃO Vídeo_MAC (DIGITAL)/ Video_MAC EXHIBITION (DIGITAL)
Curador/Curator: Roberto Moreira S. Cruz
Criação webdesign/Webdesign creation: Julio Dui (Mono Artes Gráficas)
Programação/Programming: Lucas Cancela (Estúdio Grampo)
Apoio/Support: Serviço audiovisual, informática e telefonia (MAC USP)/Computer and telephony service (MAC USP)

Nota da Pesquisa: Todos os esforços foram empreendidos para localizar os artistas e/ou detentores dos direitos autorais dos vídeos. Caso você tenha alguma informação entre em contato com o MAC USP (docmac@usp.br).

Posted by Patricia Canetti at 2:51 PM