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abril 9, 2020

Aniversário de Brasília é celebrado com Leilão em homenagem aos seus 60 anos

O leiloeiro Roberto de Magalhães Gouvêa realiza em 13 de abril, às 20h, o leilão “60 X Brasília”, que homenageia os 60 anos de Brasília, fundada em 21 de abril de 1960. O leilão, organizado pelo editor e bibliófilo Manoel Lauand, oferece 60 lotes, entre livros, catálogos, obras de arte e memorabilia.

Os lotes podem ser visualizados a partir de 7 de abril no site do leiloeiro Roberto de Magalhães Gouvêa (www.rmgouvealeiloes.com.br) e também acessados na plataforma LeilõesBR (www.leiloesbr.com.br). Os lances podem ser feitos por interessados de todo o país, mediante cadastro prévio.

“Os lotes provém de minha coleção e de comitentes particulares. Sempre me interessei pela história de Brasília e pela história da formação do território brasileiro. Tenho comprado volumes sobre arte, arquitetura, fotografia, literatura e antropologia, e agora disponibilizo parte do acervo ao público”, diz Manoel Lauand.

Serão apregoados livros, catálogos, obras de arte e memorabilia sobre os mais diversos segmentos da cultura brasiliense, como arquitetura, arte, música, quadrinhos, fotografia, geografia e história; escritos, realizados ou protagonizados por personalidades da criação e da formação da Capital Federal, como Juscelino Kubitschek, Oscar Niemeyer, Lucio Costa, Joaquim Cardozo, Athos Bulcão, João Filgueiras Lima, Bruno Giorgi, Alfredo Ceschiatti, Roberto Burle Marx, Marianne Peretti, Bernardo Sayão, Israel Pinheiro da Silva e outros.

Entre os destaques do pregão está o raríssimo volume “Toada pra se ir a Brasília”, poesia de Cassiano Ricardo, Editora Cultrix (1960), com dedicatória e assinatura do autor e de Juscelino Kubitschek para o editor. Outra publicação de grande interesse é o número 8 da revista “Módulo” (1957), um especial intitulado “Brasília, a nova capital do Brasil" do qual Oscar Niemeyer foi o editor. Outros destaques são os souvenirs comemorativos da Fundação de Brasília (1960) como a miniatura de escultura “Iaras”, de Alfredo Ceschiatti, e a miniatura da escultura “Candangos”, de Bruno Giorgi, ambas com plaqueta de frase de Juscelino Kubitschek. Obras plásticas dos artistas Athos Bulcão e Antonio Poteiro, além de publicações raras fazem parte do leilão.

CURIOSIDADES, DADOS E DATAS SOBRE CRIAÇÃO DE BRASÍLIA

Em 1761, o diplomata e estadista Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal (1699-1782), então primeiro-ministro de Portugal, propõe a mudança da capital do império português para o interior do Brasil Colônia.

A data tida como fundação de Planaltina (19 de agosto de 1859), que fica no Distrito Federal, já é um século anterior à de Brasília, mas seu núcleo fundador, o arraial de São Sebastião de Mestre d'Armas, é ainda mais antigo e tem bem mais de 200 anos. Localizado nas proximidades da linha do Tratado de Tordesilhas, que dividia os domínios portugueses dos espanhóis, o arraial tornou-se rota de passagem para os garimpeiros de origem portuguesa em direção às minas de Mato Grosso e Goiás.

O jornalista e diplomata brasileiro Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça (1774-1823), patrono da imprensa brasileira e da cadeira 17 da Academia Brasileira de Letras, editou em Londres o primeiro jornal brasileiro, o “Correio Braziliense” (ou “Armazém Literário”), que circulou entre 1808 a 1823. Nele, o jornalista defendeu a Independência do Brasil e, a partir de 1813, a transferência da capital para o interior do país, para uma área "próxima às vertentes dos caudalosos rios que se dirigem para o norte, sul e nordeste". O jornalista foi sepultado em St. Mary the Virgin, em Hurley, condado de Berkshire (Inglaterra); mas em 2001 seus restos mortais foram trasladados para o Brasília e hoje repousam nos jardins do Museu da Imprensa Nacional.

Em 1891, a primeira Constituição republicana já dispunha de um dispositivo que previa a mudança da Capital Federal do Rio de Janeiro para o interior do país, determinando como "pertencente à União, no Planalto Central da República, uma zona de 14.400 quilômetros quadrados, que será oportunamente demarcada, para nela estabelecer-se a futura Capital Federal".

Em maio de 1892 o presidente Floriano Peixoto criou a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, conhecida como Missão Cruls, que viajou pelo interior do país para escolher o local onde seria construída a nova capital do Brasil. O astrônomo belga Louis Ferdinand Cruls chefiou a missão exploratória de 22 pesquisadores (médicos, geólogos e botânicos), que fizeram um levantamento sobre topografia, clima, geologia, flora, fauna e recursos materiais da região do Planalto Central. Em vez de “Brasília”, a comissão designava a futura capital com o nome de "Vera Cruz". Em 29 de junho de 1892, a Missão Cruls saiu de Uberaba com destino a Pirenópolis. Em 14 de julho chegou a Catalão e no dia 1 de agosto em Pirenópolis. No dia 9 de agosto, em Formosa, se dividiram em quatro grupos para fazer as delimitações dos lados do quadrilátero de 14.400 Km² da Capital Federal. No sertão goiano, a comissão foi guiada por três moradores do arraial de São Sebastião de Mestre d'Armas: João Gomes, Carolino de Souza e Viriato de Castro. A Missão Cruls foi um fator essencial para a mudança econômica e política da região de Planaltina a partir de 1892. A área ficou conhecida como Quadrilátero Cruls e foi apresentada ao governo federal em 1894.

O naturalista, estadista e poeta José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), patrono da Independência do Brasil, foi o primeiro a chamar a nova capital do Brasil de Brasília.

Giovanni Melchior Bosco (1815-1888), mais conhecido como Dom Bosco (ou São João Bosco), padroeiro dos jovens e dos estudantes, é também padroeiro da capital Brasília. Em um de seus conhecidos sonhos (ou visões), Dom Bosco indica, segundo alguns intérpretes, o lugar da futura capital do Brasil, entre os paralelos 15 e 20 do Hemisfério Sul. Em “Memorie Biografiche XVI”, ele escreveu: “Tra il grado 15 e il 20 grado vi era un seno assai lungo e assai largo que partiva di un punto che formava un lago. Allora una voce disse ripetutamente, quando si verrano a scavare le miniere nascoste in mezzo a questi monti di quel seno apparirà qui la terra promessa fluente latte e miele, sarà una ricchezza inconcepibilie (Entre os graus 15 e 20, havia um gargalo muito longo e largo que partia de um ponto que formava um lago. Então uma voz disse repetidamente: quando eles vierem cavar as minas escondidas no meio dessas montanhas naquele regaço, a terra prometida que flui leite e mel aparecerá aqui e será uma riqueza inconcebível”.

Em 1922, no ano do Centenário da Independência do Brasil, o deputado Americano do Brasil apresentou um projeto à Câmara incluindo entre as comemorações a serem celebradas o lançamento da Pedra Fundamental da futura capital, no Planalto Central.

O presidente da República Epitácio Pessoa assinou em 18 de janeiro de 1922 o Decreto 4.494, determinando o assentamento da pedra fundamental de Brasília, monumento arquitetônio em forma de obelisco que lançou a criação de Brasília. Epitácio Pessoa designou o engenheiro Balduíno Ernesto de Almeida, diretor da estrada de ferro de Goiás, com sede em Araguari (MG), para a realização desta missão. O obelisco está localizada no Morro do Centenário, a 1033 metros de altitude e 47º39' de longitude, a 9 km de Planaltina. Para comemorar o centenário da Independência, em 7 de setembro de 1922, ao meio dia, o presidente Epitácio Pessoa assentou então a pedra fundamental da futura capital do país. A pedra fundamental caracteriza o ponto central do Brasil e foi colocada "entre os paralelos 15 e 20 graus”, baseada no sonho de Dom Bosco.

Em 1954, o marechal José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque foi convidado pelo presidente Café Filho para ocupar a presidência da Comissão de Planejamento e Localização da Nova Capital Federal, encarregada de examinar as condições gerais de instalação da cidade a ser construída. A comissão, sob a presidência de José Pessoa, foi responsável pela exata escolha do local onde se ergueu Brasília. A idealização do plano-piloto foi obra dessa comissão, que entregou o relatório redigido pelo Marechal José Pessoa, intitulado "Nova Metrópole do Brasil", ao Presidente Café Filho, detalhando os pormenores do planejamento da nova Capital.

Em 1955, durante um comício na cidade goiana de Jataí, o candidato à presidência Juscelino Kubitschek foi questionado por um eleitor se respeitaria a Constituição, interiorizando a capital federal, ao que Juscelino afirmou que transferiria a capital. Eleito, Juscelino estabeleceu a construção de Brasília como "meta-síntese" de seu "Plano de Metas". O eleitor era Antônio Carvalho Soares, conhecido como Toniquinho.

Por discordâncias com o presidente Juscelino Kubitschek, o marechal José Pessoa abandonou a presidência da comissão e foi substituído pelo coronel do exército Ernesto Silva, que era o secretário da comissão. Ernesto Silva, que também era médico, foi nomeado presidente da comissão e um dos diretores da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap - 1956/61), tendo assinado o Edital do Concurso do Plano Piloto, em 1956, publicado no Diário Oficial da União no dia 30 de setembro de 1956. A Novacap foi uma empresa pública criada através da Lei n° 2874, sancionada pelo então presidente da República Juscelino Kubitschek em 19 de setembro de 1956, com o objetivo de construir a nova capital federal, Brasília. Em seu início teve como diretores Bernardo Sayão, Íris Meinberg, Ernesto Silva e Israel Pinheiro da Silva. Ela era responsável, além das obras públicas e urbanização, de fornecimento de energia, abastecimento de água, tratamento de esgoto, assim como a administração das terras públicas do Distrito Federal. Com o passar dos anos, ela foi desmembrada em empresas independentes e específicas: Ceb, Caesb e Terracap.

O traçado de ruas de Brasília obedece ao Plano Piloto implantado pela Novacap a partir de um anteprojeto do arquiteto Lúcio Costa, escolhido em um concurso público nacional. Segundo o decreto 10 829/87, os limites do Plano Piloto são definidos pelo lago Paranoá, a leste; pelo córrego Vicente Pires, ao sul; pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), ao oeste; e pelo córrego Bananal, ao norte. O arquiteto Oscar Niemeyer e o engenheiro estrutural Joaquim Cardozo projetaram os principais prédios públicos da cidade. O paisagista Roberto Burle Marx projetou os jardins modernistas de alguns dos principais edifícios da cidade. Durante a construção de Brasília, aresidência de vistoria do presidente funcionou em uma construção provisória de madeira conhecida popularmente como Palácio do Catetinho, inaugurado em 31 de outubro de 1956, nos arredores de Brasília.

A cidade de Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960, no mesmo dia e mês em que ocorreu a execução de Joaquim José da Silva Xavier(1746-1792), líder da Inconfidência Mineira. No mesmo dia comemora-se ainda a fundação de Roma.

Apesar de a cidade ter sido construída em tempo recorde, a transferência efetiva da infraestrutura governamental só ocorreu durante os governos militares, já na década de 1970.

Posted by Patricia Canetti at 3:49 PM