Página inicial

Blog do Canal

o weblog do canal contemporâneo
 


agosto 2019
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
        1 2 3
4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30 31
Pesquise no blog:
Arquivos:
agosto 2019
julho 2019
junho 2019
maio 2019
abril 2019
março 2019
fevereiro 2019
janeiro 2019
dezembro 2018
novembro 2018
outubro 2018
setembro 2018
agosto 2018
julho 2018
junho 2018
maio 2018
abril 2018
março 2018
fevereiro 2018
janeiro 2018
dezembro 2017
novembro 2017
outubro 2017
setembro 2017
agosto 2017
julho 2017
junho 2017
maio 2017
abril 2017
março 2017
fevereiro 2017
janeiro 2017
dezembro 2016
novembro 2016
outubro 2016
setembro 2016
agosto 2016
julho 2016
junho 2016
maio 2016
abril 2016
março 2016
fevereiro 2016
janeiro 2016
dezembro 2015
novembro 2015
outubro 2015
setembro 2015
agosto 2015
julho 2015
junho 2015
maio 2015
abril 2015
março 2015
fevereiro 2015
janeiro 2015
dezembro 2014
novembro 2014
outubro 2014
setembro 2014
agosto 2014
julho 2014
junho 2014
maio 2014
abril 2014
março 2014
fevereiro 2014
janeiro 2014
dezembro 2013
novembro 2013
outubro 2013
setembro 2013
agosto 2013
julho 2013
junho 2013
maio 2013
abril 2013
março 2013
fevereiro 2013
setembro 2012
agosto 2012
junho 2012
abril 2012
março 2012
fevereiro 2012
novembro 2011
setembro 2011
agosto 2011
junho 2011
maio 2011
março 2011
dezembro 2010
novembro 2010
outubro 2010
setembro 2010
junho 2010
fevereiro 2010
janeiro 2010
dezembro 2009
novembro 2009
maio 2009
março 2009
janeiro 2009
novembro 2008
setembro 2008
agosto 2008
julho 2008
maio 2008
abril 2008
fevereiro 2008
dezembro 2007
novembro 2007
outubro 2007
agosto 2007
junho 2007
maio 2007
março 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
setembro 2005
agosto 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
março 2005
fevereiro 2005
janeiro 2005
dezembro 2004
novembro 2004
outubro 2004
setembro 2004
agosto 2004
junho 2004
maio 2004
abril 2004
março 2004
janeiro 2004
dezembro 2003
novembro 2003
outubro 2003
agosto 2003
As últimas:
 

junho 21, 2019

Comodato Landmann - Têxteis pré-colombianos no MASP, São Paulo

Mostra expõe, em tecidos, mais de 2.000 anos da América antes de Colombo - Trabalhados por mulheres andinas, têxteis do Comodato MASP Landmann expressam concepções elaboradas sobre o tempo e o espaço, a criação do mundo, o cosmo e a morte

Registros de algumas das complexas culturas que floresceram na América do Sul antes da invasão dos europeus, tecidos do Comodato MASP Landmann ganham exposição de 14 de junho e 28 de julho, no segundo subsolo do museu. Comodato MASP Landmann - Têxteis pré-colombianos, mostra organizada pela arqueóloga e historiadora Marcia Arcuri, curadora-adjunta de arte pré-colombiana do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), reúne mais de uma centena de tecidos produzidos nos atuais Peru e Bolívia entre 800 a.C. e 1.532 d.C. A exposição abre ao público junto com a estreia, na Sala de Vídeo do museu, de La libertad [A liberdade, 29 min.], curta-metragem da franco-colombiana Laura Huertas Millán que focaliza a sobrevivência da milenar tradição andina da tecelagem e suas relações com a liberdade.

Recuperados em sua maioria das elaboradas sepulturas das elites governantes, em sítios arqueológicos das regiões mais áridas da costa pacífica dos Andes, os têxteis da mostra são atribuídos às culturas Chavin, Siguas, Paracas, Nasca, Moche, Huari, Lambayeque, Chimu, Chancay, Inca e Ica. Somados, formam um vasto conjunto de evidências da diversidade conceitual e tecnológica experimentada pelos povos pré-hispânicos.

“Por seu papel central nos Andes pré-colombianos, essa produção constitui uma fonte preciosa para acessar traços dos costumes cotidianos, da cultura e da organização sociopolítica das populações pré-colombianas”, diz a curadora Marcia Arcuri. Entre as temáticas da arte ameríndia, encontram-se sofisticadas concepções sobre o tempo, o espaço, a matemática, a astronomia, o cosmos, as origens da vida, a criação humana e a morte. “São categorias e princípios milenares, que se mantiveram vivos por meio da produção têxtil, cerâmica e metalúrgica. O estudo dessas obras é um caminho importante para conhecermos melhor nossos antepassados ameríndios. ”

O cruzamento de pesquisas científicas com relatos das comunidades indígenas que hoje habitam as serras andinas indica que a tecelagem foi um trabalho realizado sobretudo pelas mulheres. Responsáveis pelo desenvolvimento e pela transmissão de códigos e tradições há quase três mil anos, as tecelãs dos Andes pré-hispânicos alcançavam elevado status social nas hierarquias de poder político e religioso por seus trabalhos de finalidade ritual ou cotidiana. Por isso, segundo Arcuri, os tecidos são hoje os testemunhos ainda vivos de interessante história de gênero -- além de conhecimento e técnica.

“Em um cenário nacional agravado pelo fatídico incêndio que destruiu integralmente a coleção pré-colombiana do Museu Nacional da UFRJ, os tecidos do comodato MASP Landmann vêm a público na esteira das ações de fortalecimento da ciência e da memória, tantas vezes silenciada, dos povos originários da América do Sul”, afirma a curadora. “Difundir o conhecimento materializado nesses objetos é uma forma de apoiar as populações indígenas que seguem lutando pelo direito de manter viva sua maneira de convívio com o ambiente e a sociedade moderna.”

Catálogo

Organizado por Adriano Pedrosa, diretor artístico do MASP, e Marcia Arcuri, curadora da exposição, o catálogo Comodato MASP Landmann: vol. 1 têxteis pré-colombianos é o primeiro volume de publicações dedicadas ao comodato de dez anos entre o museu e a Coleção Landmann. A publicação, de 240 páginas, conta com a reprodução dos 177 têxteis que compõem o comodato e textos inéditos das especialistas Carmen Thays Delgado, Delia Aponte Miranda, Denise Y. Arnold e Arcuri.

O livro já pode ser adquirido no MASP Loja, ponto de vendas do museu com entrada
gratuita, independente das exposições, e em breve estará disponível nas livrarias parceiras. O livro tem preço de capa de R$ 139, mas, na promoção atual do MASP Loja, sai a R$ 109.

Comodato MASP Landmann

Assinado em 2016, o Comodato MASP Landmann deixa aos cuidados do museu, por um período de dez anos, a Coleção Edith e Oscar Landmann, um dos importantes acervos de arte pré-colombiana na América Latina e um dos únicos presentes em um museu brasileiro.

Ao longo de quase 50 anos, Oscar e Edith Landmann reuniram cerca de 900 peças de arte pré-colombiana, entre têxteis, cerâmicas e metais. São obras produzidas por diferentes povos de territórios que hoje constituem a América do Sul, como Peru, Colômbia e Brasil (Marajó, PA), e que cobrem um arco temporal de mais de 2.500 anos – de 1200 a.C. à invasão europeia, no século 16.

Oscar Landmann, empresário que foi cônsul-geral honorário da Colômbia e presidente da Bienal de São Paulo, iniciou a coleção no final da década 1930, nas inúmeras viagens que realizou pela América do Sul. Na época, os chamados “caçadores de tumbas” – huaqueros – saqueavam sítios arqueológicos em busca de ouro e prata, descartando cerâmicas e tecidos, que Landmann passou a adquirir. Entre os anos 1940 e 1960, estendeu sua rede de contatos e ampliou a coleção às centenas de objetos, todos catalogados e arquivados por Edith Landmann, nas residências onde moraram, em São Paulo.

Histórias das mulheres, histórias feministas

Com obras criadas por mulheres, Comodato MASP Landmann - Têxteis pré-colombianos integra um ano de exposições, simpósios, palestras, workshops, filmes e publicações em torno do tema “Histórias das mulheres, histórias feministas”. O ciclo temático de 2019 agrega diversas mostras monográficas, com nomes da arte contemporânea internacional, caso de Gego e Leonor Antunes, ao lado de artistas brasileiras dos séculos 20 e 21, como Lina Bo Bardi, Djanira da Motta e Silva e Anna Bella Geiger, além de duas mostras coletivas, Histórias das mulheres, artistas antes de 1900 e Histórias feministas, artistas depois de 2000.

Comodato MASP Landmann - Têxteis pré-colombianos
De 14 de junho a 28 de julho de 2019
Masp 2º subsolo
Avenida Paulista 1578, São Paulo, SP
11-3149-5959
Quarta a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30); terça-feira, das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)
Ingressos: R$ 40 (entrada); R$ 20 (meia-entrada)

Posted by Patricia Canetti at 6:35 PM