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junho 10, 2019

Alexandre Arrechea na Nara Roesler, Rio de Janeiro

Artista cubano Alexandre Arrechea exibe em Superfícies em conflito obras originadas a partir de interferências urbanas

Usando a ideia de conflito aparente na arquitetura urbana, o artista cubano Alexandre Arrechea criou obras que encenam contrastes entre a ordem e o caos, unindo opostos em combinações de cores e silhuetas geométricas. O resultado dessas experimentações entre paradoxos poderá ser visto pelo público do Rio de Janeiro a partir de 11 de junho na Galeria Nara Roesler, localizada em Ipanema.

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“A ideia de conflito vem de como duas visões diferentes (vizinhas) coincidem, o que me permite especular a criação de um rosto onde o conflito é encenado. No meu desejo de dissecar a arquitetura, esta é uma reviravolta dos trabalhos que fiz na série Corners [Cantos] (exibida entre fevereiro e abril em Nova York), explica Arrechea.

Quem visitar a exposição poderá ver como esses trabalhos de Arrechea conversam com as máscaras feitas por velhos mestres como Picasso, fazendo com que elas ganhem uma nova leitura, dando rosto às paisagens anônimas. A mostra Superfícies em conflito trará nove exemplos deste trabalho e poderá ser visitada até 31 de agosto.

Máscaras feitas a partir das fachadas urbanas

Desde 2015, o artista vem trabalhando com a máscara, um objeto simbólico, que assume qualidades antropomórficas e que aparece em pinturas, tapeçarias e projeção de vídeo construídas a partir de formas e cores das fachadas da cidade. Em Superfícies em conflito, Arrechea cria máscaras unindo diferentes ambientes e realidades sócio-econômicas em molduras ovais que lembram rostos abstratos e trazem um pouco de cada vizinhança em si.

Os elementos dessa paisagem urbana foram extraídos originalmente das ruas dos bairros de Centro Havana e Vedado, em Cuba, ganhando densidade com as texturas das paredes, da passagem do tempo e da pegada humana latente em cada fragmento usado na construção das máscaras. “Cada esquina representa um corte ou um desdobramento na superfície construída, uma mudança na perspectiva, um eixo de encontros. A visão tridimensional desses espaços cede à imagem bidimensional que funciona, muitas vezes, como reflexo impreciso de um lado da obra em comparação ao outro”, explica o produtor cultural cubano Rodolfo de Athayde, que assina o texto desta exposição.

Linguagem subjetiva e carreira solo

Alexandre Arrechea foi membro fundador do coletivo artístico cubano Los Carpinteros e já teve individuais em instituições como Museo Nacional de Bellas Artes em Havana; PS1 Contemporary Art Center em Nova York; Los Angeles County Museum of Art (LACMA) em Los Angeles; e New Museum em Nova York. Há mais de uma década, Arrechea exercita um distanciamento daquele “objeto útil ressignificado”, que está associado ao trabalho coletivo com Los Carpinteros em sua carreira solo, onde aparecem obras que marcam o ponto de partida para uma linguagem mais subjetiva que conduz a uma visualidade e a conceitos mais abstratos.

Alexandre Arrechea (n. 1970, Trinidad, Cuba) debate por meio de desenhos em aquarela, esculturas e instalações, geralmente em grande escala, questões como história, memória, política e relações de poder presentes no espaço urbano, dialogando diretamente com a arquitetura. Destacou-se no cenário artístico internacional como um dos membros fundadores do coletivo cubano Los Carpinteros, do qual fez parte de 1991 a 2003. Seguindo carreira solo desde 2003, Arrechea é amplamente reconhecido por NOLIMITS (2013), projeto monumental composto por dez esculturas inspiradas em edifícios muito representativos da cidade de Nova York, apresentada ao longo da Park Avenue, e Katrina Chairs (2016), apresentado no Coachella Music Festival, Palm Springs, CA, EUA. Sua mais recente série de trabalhos consiste em tapeçarias, obras em papel e pinturas compostas a partir de fotomontagens elaboradas com detalhes de edifícios significativos de Havana, formando composições que remetem a máscaras africanas.

Suas obras estão em museus e coleções particulares do mundo todo, entre eles: MoMA (Nova York, EUA); Pizzuti Collection (Columbus, EUA); Von Christierson Collection (Londres, Reino Unido); Kadist Art Foundation (São Francisco, EUA); Farber Collection (EUA); CAB (Burgos, Espanha); Museo del Barrio (Nova York, EUA); CIFO (Miami, EUA); Brooklyn Museum (Nova York, EUA); Miami (Flórida, EUA); Ellipse Foundation (Lisboa, Portugal); San Diego Museum of Art (San Diego, EUA); LACMA (Los Angeles, EUA); Martin Margulles Collection (Miami, EUA); Museo Nacional de Bellas Artes (Havana, Cuba); ASU Art Museum (Arizona, EUA); Museo Centro de Arte Contemporáneo Reina Sofia (Madri, Espanha); Daros Collection (Zurique, Suíça); Thyssen-Bornemisza Contemporary Art Foundation (Viena, Áustria); Cincinnati Museum of Contemporary Art (Cincinnati, EUA); entre outros.


Cuban artist Alexandre Arrechea exhibits Superfícies em conflito [conflicting surfaces], showing works that originate from urban interactions

Using the idea of apparent conflict in urban architecture, the Cuban artist Alexandre Arrechea created works that enact contrasts between order and chaos, uniting opposites in a combination of colors and geometric silhouettes. The result of these experiments between paradoxes can be seen by the public of Rio de Janeiro starting at june 11 at Galeria Nara Roesler, located in Ipanema.

“The idea of conflict comes from how two different (adjacent) views coincide, which allows me to speculate on the creation of a face where the conflict is staged. In my desire to dissect the architecture, this is a twist of the works I did in the Corners series (shown between February and April in New York),” Arrechea explains.

Whoever visits the exhibition can see how these works from Arrechea dialogue with masks made by old masters like Picasso, causing them to be re-examined, giving a face to the anonymous landscapes. Superfícies em conflito will show give you nine examples of this work and can be seen until august 31.

Masks made from urban facades

Since 2015, the artist has been working with masks, a symbolic object that assumes anthropomorphic qualities and that appears in paintings, tapestries and video projection built from the shapes and colors of the facades of the city. In Superfícies em conflito, Arrechea creates masks linking different environments and socio-economic realities into oval frames that resemble abstract faces and bring in a bit of each neighborhood in itself.

The elements of this urban landscape were originally taken from the streets of downtown Havana and Vedado, Cuba, gaining density with the textures of the walls, the passage of time and the latent human footprint in each fragment used in the construction of the masks. “Each corner represents a cut or split on the built surface, a change in perspective, an axis of encounters. The three-dimensional view of these spaces gives way to the two-dimensional image that often works as an imprecise reflection of one side of the work in comparison to the other,” explains Cuban cultural producer Rodolfo de Athayde, who signs the critical essay of the exhibition.

Subjective language and solo career

Alexandre Arrechea was a founding member of the Cuban artistic collective Los Carpinteros and has already had individual shows at institutions such as Museo Nacional de Bellas Artes in Havana; PS1 Contemporary Art Center in New York; Los Angeles County Museum of Art (LACMA) in Los Angeles; and New Museum in New York. For more than a decade, Arrechea has exercised a distancing from that “redefined useful object”, which is associated with the collective work with Los Carpinteros in his solo career, where works appear that mark the starting point for a more subjective language that leads to visuality and more abstract concepts.

Alexandre Arrechea (b. 1970, Trinidad, Cuba) debates through the use of watercolors, sculptures and installations, usually on a large scale, issues such as history, memory, politics and power relations present in the urban space, dialoguing directly with architecture. He stood out in the international artistic scene as one of the founding members of the Cuban collective Los Carpinteros, of which he was part of between 1991 and 2003. Following a solo career since 2003, Arrechea is widely recognized by NOLIMITS (2013), a monumental project composed of ten sculptures inspired by buildings very representative of New York City, presented along Park Avenue, and Katrina Chairs (2016), presented at Coachella Music Festival, Palm Springs, CA, USA. His most recent series of works consists of tapestries, works on paper and paintings composed from photomontages elaborated with details of significant buildings in Havana, forming compositions that refer to African masks.

His works are in museums and private collections around the world, among them: MoMA (New York, USA); Pizzuti Collection (Columbus, USA); Von Christierson Collection (London, UK); Kadist Art Foundation (San Francisco, USA); Farber Collection (USA); CAB (Burgos, Spain); Museo del Barrio (New York, USA); CIFO (Miami, USA); Brooklyn Museum (New York, USA); Miami (Florida, USA); Ellipse Foundation (Lisbon, Portugal); San Diego Museum of Art (San Diego, USA); LACMA (Los Angeles, USA); Martin Margulles Collection (Miami, USA); Museo Nacional de Bellas Artes (Havana, Cuba); ASU Art Museum (Arizona, USA); Museo Centro de Arte Contemporáneo Reina Sofía (Madrid, Spain); Daros Collection (Zurich, Switzerland); Thyssen-Bornemisza Contemporary Art Foundation (Vienna, Austria); Cincinnati Museum of Contemporary Art (Cincinnati, USA); among others.

Posted by Patricia Canetti at 12:41 PM