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agosto 24, 2018

André Komatsu na Vermelho, São Paulo

A Vermelho apresenta Estrela Escura, a sexta exposição individual de André Komatsu (São Paulo, 1978) na galeria.

Além da individual na Vermelho, Komatsu inaugura em setembro a individual Ordem Casual, com curadoria de Ginevra Bria e Atto Belloli no FuturDome, em Milão. Com cerca de 40 trabalhos de diferentes períodos, essa será a maior exposição panorâmica da obra de André Komatsu até hoje. Também em Milão, a obra de Komatsu pode ser vista na coletiva Brasile. Il coltello nella Carne, com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, no Padiglione di Arte Contemporanea (PAC).

André Komatsu representou o Brasil na 56ª Bienal de Arte de Veneza (2015) e participou de importantes mostra nacionais e internacionais como as 7ª e 8ª Bienais do Mercosul (2009 e 2011), a X Bienal de Monterrey (2013), Avenida Paulista, (Museu de Arte de São Paulo, MASP, 2017) e Frestas Trienal de Artes (2017).

Seu trabalho está presente em importantes coleções como TATE Modern (Londres), Fundação Serralves (Porto), Museum of Modern Art, MoMA (Nova York) e Bronx Museum (Nova York).

André Komatsu destaca personagens e qualidades que costumam ficar à sombra de nosso cotidiano. Com novos desenhos, esculturas, pinturas, assemblages e instalações, Komatsu fala de um Brasil construído pelo trabalhador e de uma cultura de tendências e doutrinas esvaziada. Komatsu fala também da maneira com que nos recolhemos nos dispositivos que nos propiciam segurança – desde nossas casas cercadas e muradas, até o tipo de literatura jornalística que escolhemos seguir. O artista também comenta os desvios éticos que acompanham tendências históricas, políticas e artísticas formadoras da América Latina.

Ruínas Latino-americanas
Em Ruínas Latino-americanas, Komatsu altera digitalmente uma edição da Folha de S.Paulo, maior periódico da América Latina. A edição do dia 24 de janeiro de 2018 foi publicada no mesmo dia do julgamento em segunda Instância que condenou o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, acontecimento considerado como terceira instancia de um golpe parlamentar, segundo a ótica da esquerda e da direita não liberal no Brasil, sendo a primeira a deposição da presidenta Dilma Roussef e segunda a votação da PEC 241, que fixou por 20 anos os gastos públicos, com destaque para os gastos com a Previdência Social.

Komatsu colecionou reportagens que tratam da privatização de diferentes recursos da economia nacional, montando uma falsa edição do jornal que é toda baseada em notícias sobre esse tema. Na foto principal da edição, o artista modificou uma imagem para criar uma sede da “Brasil SA”. Sociedade anônima (normalmente abreviado por S.A., SA ou S/A) é uma forma jurídica de constituição de empresas na qual o capital social está dividido em ações que podem ser transacionadas livremente, sem necessidades de escritura pública ou outro ato notarial. Por ser uma sociedade de Capital, a S.A. prevê a obtenção de lucros a serem distribuídos aos acionistas.

Acordo social
Komatsu trabalha com jornais impressos de diferentes partes do globo para discutir o poder da imprensa e das notícias. Jornais cujas denominações são de alguma forma absolutas como O Globo, Le Monde (o mundo) e El País (o país), são cobertos por uma manta de chumbo que permite entrever apenas seus títulos, bloqueando qualquer notícia. O chumbo, em virtude das aplicações progressivamente mais intensas da energia atômica, tornou-se cada vez mais importante como blindagem contra a radiação, graças à sua excelente resistência à corrosão. O material é, contudo, extremamente tóxico para o corpo humano, podendo gerar efeitos danosos como aumento da pressão sanguínea, abortos espontâneos, alterações no sistema nervoso que podem levar à demência, etc. A capa de chumbo de Komatsu, assim, ao mesmo nos protege do poder da mídia e nos contamina pela mesma.

Acesso negado
Em Acesso negado (2018), sobre uma mesa, uma pilha de livros monográficos que discorrem sobre ideologias políticas e econômicas, reage à aproximação do observador. Sobre um mesmo eixo, os livros giram, impedindo a leitura de seu conteúdo.

Massa falida
As peças da série Massa falida (2018) são compostas por sacos de entulho usados na construção civil. Os sacos, costurados uns aos outros, formam estandartes ou bandeiras. Dispostos lado a lado, evidenciam uma repetição a partir de informações textuais que constavam no produto original. Com tinta, Komatsu apaga ou destaca trechos desses textos originais e desenha linhas e gráficos, criando novos significados. O saco para entulho sai do lugar mais baixo do descarte na construção civil para chamar a atenção para as repetições históricas das disparidades sociais.

Fantasma
As obras da série Fantasma (2015-2018) dão continuidade a pesquisa de Komatsu que resultou em sua instalação no Pavilhão Brasileiro da Bienal de Veneza de 2015. O artista trabalha com o conforto sentido pelo individuo moderno em situações de autoaprisionamento doméstico, como na segurança sentida quando nos fazemos reféns em nossas moradas, cercadas de proteção e de artifícios elaborados para preservar nossas privacidades. Aqui, o que vemos é a celebração desses procedimentos, transformados em objeto de contemplação.

Autômatos
Feita em ferro, vidros e espelho, a estrutura de Autômatos conjuga opostos como contenção e dispersão, passagem e impedimento, vista e opacidade, público e privado. A instalação pôde ser vista durante a Frestas Trienal de Artes, do Sesc Sorocaba, em 2017, e agora é apresentada no contexto de Estrela Escura.

Estudos de campo + Volátil
Na série Estudo de campo, Komatsu mistura impressões, recortes de revista e desenhos com nanquim para investigar a relação entre projeto, construção e política. A fragilidade ética desses projetos, é evidenciada por Volátil, série iniciada em 2016, que aparece em Estrela Escura em uma nova instalação. Na série, barras de ferro são apoiadas por pregos e desenhos são gravados na parede com incisões verticais e horizontais formando uma grade. As barras ficam na posição horizontal, diagonal ou em curva e o desenho se coloca no momento em que há uma distorção na barra. O vergalhão de ferro, material comumente utilizado para estruturar edificações, é usado de maneira fluida na série, como desenhos de gesto solto. Enquanto os desenhos são apresentados de maneira rígida, incrustrados na parede, as barras parecem poder se desmontar pela fragilidade de sua instalação.

Posted by Patricia Canetti at 6:09 PM